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10 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Investing - SP   10/05/2022

O governo avalia zerar o imposto de importação que incide sobre onze produtos alimentícios e do setor de construção, incluindo o aço, informou uma fonte com conhecimento do assunto, ressaltando que também deve ser feita uma nova rodada de corte de 10% nas tarifas de grande parte dos importados mesmo que não haja concordância do Mercosul.

Os 11 itens que poderão ter tarifas zeradas serão incluídos na lista de exceções que pode ser usada pelo Brasil no Mercosul para alterar tarifas de maneira unilateral, sem necessidade de discussão com os demais componentes do bloco.

O tema pode ser tratado em reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex) nesta semana.

A fonte, que falou sob condição de anonimato porque a medida está em elaboração, disse que a lista deve conter itens da cesta básica e do setor de construção, especificando apenas o aço, sem detalhar.

Em março, o Brasil importou 243,8 mil toneladas de aço, uma queda de 39% sobre um ano antes. No acumulado do primeiro trimestre há queda de 21%, para 836,8 mil toneladas, segundo dados da Secretaria Especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia citados em relatório mais recente do Aço Brasil.

Segundo os dados da entidade que representa siderúrgicas instaladas no país, o principal país de origem do aço importado pelo Brasil é a China, que forneceu 468,7 mil toneladas no primeiro trimestre, alta de 30% sobre um ano antes.

Em março, o governo já havia zerado as alíquotas para etanol e de seis tipos de alimentos -- café moído, margarina, queijo, macarrão, açúcar e óleo de soja. Na ocasião, o Ministério da Economia argumentou que a iniciativa fazia parte de um esforço para conter a inflação elevada.
Tarifa externa

Em outra frente, a autoridade disse que o governo brasileiro aguarda posicionamento do Mercosul sobre uma redução de 10% na Tarifa Externa Comum. Se não houver resposta positiva do bloco, o Brasil deve adotar a medida de maneira unilateral, disse a fonte, assim como foi feito no fim do ano passado.

Em novembro, ao implementar sem o apoio do Mercosul um corte de 10% da alíquota para um grupo que engloba 87% do universo tarifário do país, o governo disse que havia urgência para lidar com a alta de preços.

De acordo com a fonte, o governo também trabalha para liberar o mais rápido possível medida que vai isentar estrangeiros que investem em títulos privados do pagamento de Imposto de Renda sobre ganhos de capital.

A iniciativa, antecipada pela Reuters em fevereiro, está travada no Palácio do Planalto. Segundo a fonte, é possível que o dispositivo seja incluído em uma proposta que já está em tramitação no Congresso.

Em outra área, esse membro do governo afirmou que estão em estudo alternativas para permitir um alívio nas contas de energia elétrica neste ano eleitoral.

Segundo ele, uma das opções é autorizar uma renovação antecipada de concessões de hidrelétricas, repassando recursos das outorgas à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o que reduziria custos aos consumidores.

A proposta se somaria à antecipação de 5 bilhões de reais à CDE pela Eletrobras (SA:ELET3) neste ano, caso o governo consiga dar andamento à privatização da companhia.

Jornal de Brasília - DF   10/05/2022

O Departamento do Comércio informa em comunicado que os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira a suspensão temporária de 232 tarifas sobre aço da Ucrânia durante um ano. Em comunicado, o órgão destaca a importância do setor para o país europeu, mas lembra que companhias nesse segmento são prejudicadas por ataques da Rússia.

Muitas das siderúrgicas da Ucrânia continuam a funcionar, diz o governo americano, mesmo em meio a confrontos próximos. “Criar oportunidades de exportação para essas fábricas é essencial para sua capacidade de continuar a empregar seus funcionários e de manter uma das mais importantes indústrias da Ucrânia”, afirma.

ECONOMIA

IstoÉ Online - SP   10/05/2022

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York publicou nesta segunda-feira, 9, pesquisa sobre as expectativas dos consumidores Estados Unidos em abril. Segundo ele, o levantamento mostra que as expectativas para a inflação caíram no horizonte de 1 ano, mas aumentaram no de 3 anos.

Ao mesmo tempo, os consumidores continuam a ter avaliação positiva sobre suas perspectivas no mercado de trabalho, com expectativas de que o crescimento nos salários fique estável, na máxima da série na pesquisa, e com as expectativas de perda de emprego perto da mínima histórica nessa pesquisa.

“As expectativas de gastos das famílias ao longo do próximo ano também avançaram para a máxima da série”, diz o Fed NY em comunicado.

Já as percepções de acesso ao crédito dentro de um ano recuaram pelo quarto mês seguido.

A mediana das expectativas de inflação no horizonte de um ano recuaram de 6,6% em março a 6,3% em abril. Já para três anos elas avançaram de 3,7% a 3,9%.

A pesquisa ainda mostrou que, para os consultados, a incerteza sobre a mediana da inflação futura é a mais alta da série histórica para o curto prazo, ficando inalterada, mas também na máxima histórica, no horizonte de médio prazo.

Infomoney - SP   10/05/2022

Para Gabriela Santos, preços descontados atraem atenções ao país asiático, desde que investidores enxerguem futuro da Covid e silêncio sobre regulações

Nas constantes conversas que trava com investidores estrangeiros, Gabriela Santos, estrategista de mercados globais para o J.P. Morgan Asset Management, baseada em Nova York, notou uma mudança recente.

Apesar de a piora nos dados chineses divulgados nesta segunda-feira (9), que derrubaram o mercado, Gabriela acredita que depois de ver um fluxo de capital estrangeiro expressivo para o Brasil no começo do ano, o próximo destino deve ser, mais uma vez, a China.

“Isso exatamente porque os mercados já foram muito mal e agora os valuations [preços] da China estão muito descontados e muito do risco já está no preço. O investidor está agora pensando exatamente em quando voltar para a China e aumentar a alocação”, disse Gabriela, em entrevista ao InfoMoney.

Ela observa, no entanto, que será que preciso que haja três elementos para que essa retomada ocorra com maior força: pico sustentável de casos da Covid-19; maior estímulo em termos de crédito e infraestrutura; e silêncio sobre novas regulações.

Ao falar sobre esse fluxo, a estrategista diz que estará de olho no que ela chama de “nova nova China”, o que envolve empresas ligadas à tecnologia de negócios, como software, semicondutores, inteligência artificial, além de consumo e temas mais ligados à descarbonização.

Confira a entrevista a seguir:

Em meio aos bloqueios que vemos no país, a China continua sendo a principal aposta da asset do JP? Ou isso mudou?

A nossa visão da China e dos mercados chineses sempre foi uma visão de longo prazo. E eu acho que é super importante pensarmos na China desta maneira, e não como um investimento de curto prazo. Nesse horizonte de tempo, não mudou a nossa convicção de que os mercados chineses oferecem oportunidades de retorno e de diversificação no médio e longo prazos. O mercado acionário chinês, por exemplo, tem o dobro da volatilidade do mercado de ações americano.

Estamos passando por uma grande volatilidade nos últimos 15 meses, uma correção particularmente forte na China, de cerca de 50%. Na China, mais do que ciclo econômico, essas correções são relacionadas a ciclos de reforma, regulações. Quando os investidores ganham confiança, os mercados acabam se recuperando, de forma rápida e forte.

O que está interessante na China em termos de setores?

Essa é uma pergunta-chave para a China. Pra nós, o que aprendemos no ano passado com o ciclo de reformas é que existe uma “nova nova” China. A China de que falávamos nos últimos cinco anos já é a “nova velha” China. Então, as oportunidades mudaram em termos de áreas de retorno.

O que era a velha China? Eram as companhias de internet e de aplicativos. Eram empresas gigantescas e que eram listadas nos Estados Unidos e em Hong Kong. O que é a “nova nova” China? É a tecnologia de negócios, que está relacionada a softwares, semicondutores e inteligência artificial. Tudo o que a China vê como futuro e como fonte de produtividade daqui pra frente.

Consumo ainda é um grande tema. A gente está só no meio do caminho do consumo da classe média chinesa. Só que é um consumo mais doméstico, mais voltado para companhias domésticas. Por fim, temos o tema da descarbonização da economia chinesa, que envolve áreas como energia renovável, carros elétricos etc. Muitas dessas companhias são listadas localmente, são as chamadas A-Shares.

Por que a tese sobre a China não mudou?

Não é que a nossa convicção na tese China mudou, mas claramente a área de oportunidades está muito mais voltada para essa “nova nova” China. Ainda vemos renda fixa com muito carinho, só que a renda fixa mudou muito. Não é mais a dívida externa emitida em dólares, é a dívida em moeda local. Cerca de 90% é dívida do governo chinês. O benefício é o diferencial de juros interessante para o rating [classificação de risco de crédito] que a China oferece e o fato de que a renda fixa tem uma volatilidade baixa e oferece boa diversificação.

De que maneira essas revisões do PIB chinês podem impactar setores como o de consumo?

A tese é que o PIB per capita da China vai continuar a aumentar. Com isso, a China vai conseguir trazer quase meio bilhão de chineses adicionais para a classe média na próxima década. Pensa em tudo o que essas pessoas vão poder gastar, desde academia até celular. Essa é a tese de médio e longo prazo. No curto prazo, claro que teremos flutuações no ritmo de gastos das famílias que está sendo muito afetado pela pandemia e pela tolerância zero a casos de Covid-19. Isso afeta o lucro das empresas e especialmente, o sentimento ou a volatilidade diária do mercado. Mas não há razão para repensar tese.

O cenário que se desenha no mundo hoje é de estagflação global? Como veem esse cenário? Como se posicionar? 

A China, no ano passado, desacelerou na segunda metade do ano. E já no começo do ano, esperávamos uma aceleração com o governo definindo a meta de PIB [Produto Interno Bruto] em 5,5%. Claramente, isso ficou mais difícil de cumprir com o aumento de casos de Covid e com as restrições de mobilidade.

A China vai tocar o piso do seu crescimento só no segundo trimestre, com as restrições continuando em abril e maio. Veremos uma desaceleração no PIB possivelmente para 3,5%. A tese é de reaceleração na segunda metade do ano e a volta do seu crescimento potencial de 5,5%. Agora, exatamente, quando toca no piso ou quando vai reacelerar, isso tudo vai depender da evolução da pandemia e da habilidade chinesa em adquirir melhores vacinas e melhores tratamentos. E com isso, conviver melhor com o vírus.

E com relação ao resto do mundo?

Onde existe um risco de estagflação maior no curto prazo é claramente na Europa. Não é na China, que tem uma inflação muito baixa. E nem nos Estados Unidos, que está com uma inflação alta, mas tem uma economia muito sólida. Então, esse coquetel de inflação alta e economia abaixo do potencial está particularmente mais latente na Europa.

Isso está muito relacionado à guerra na Ucrânia e ao aumento de preços das matérias-primas que está pressionando os custos de eletricidade na Europa. Por isso, desde o começo da guerra, as ações mais cíclicas europeias, como bancos estão com um desempenho inferior a outros mercados. Porém, mesmo na Europa, a gente mantém um certo otimismo sobre a habilidade do continente de não entrar em recessão e de reacelerar na segunda metade do ano.

Qual seria a razão para manter esse otimismo?

Os governos nacionais europeus estão dando estímulos a famílias e empresas com esse aumento de custo de energia. No médio e longo prazo, nós estamos mais otimistas com o crescimento europeu daqui para frente em comparação à última década. Isso porque tanto a guerra quanto a pandemia já tinham forçado a Europa a ficar mais unida, virar uma união fiscal mais próxima e diminuir o risco de ruptura do projeto. O risco de estagflação está mais latente na Europa no curto prazo, mas existe razão de otimismo para região daqui pra frente.

Em termos de alocação, o que isso significa? 

Não ter tanta convicção para estar sobrealocado em ações europeias, mas manter uma certa alocação em Europa, pensando mais no potencial daqui pra frente. Existem várias companhias listadas na Europa que não têm nada a ver com a economia europeia. São empresas internacionais, de luxo, que vendem pra emergentes, para a Ásia. São companhias líderes ou que são muito ligadas ao tema da descarbonização e da energia renovável. Então, tem vários temas que não são ligados à economia europeia e que são “mega” temas para os próximos anos.

Houve alguma mudança em termos de alocação? 

Claramente, estamos vendo muito mais volatilidade neste ano do que no ano passado. Os riscos aumentaram na margem comparando maio com janeiro, em especial sobre temas como inflação alta e o aumento de juros. Há também essa guerra na Ucrânia e o aumento dos preços das matérias-primas, especialmente na Europa. Por fim, há a pandemia afetando a economia chinesa no curto prazo.

Isso quer dizer que temos que tomar mais cuidado com a maneira com que tomamos risco. Diminuir um pouco na margem a exposição a risco e focar mais abaixo da superfície. Olhar companhia por companhia para ver quais conseguem navegar melhor nesse cenário. Companhias que são competitivas porque têm baixa dívida e conseguem crescer o lucro, mesmo em período mais complicado. A decisão é muito mais na margem. É importante ter mais gestão ativa agora.

Tivemos um fluxo grande de capital estrangeiro para a Bolsa no início do ano e agora esse fluxo terminou negativo em abril. Vamos ver uma reversão?

A perspectiva do investidor estrangeiro sobre o Brasil não era nada específico do Brasil. Foram fluxos impulsionados por dois temas externos. Primeiro, o aumento de juros e a reprecificação dos mercados. O foco estava em buscar mercados mais descontados, mais baratos. E o mercado brasileiro estava extremamente barato.

Depois, houve o aumento nos preços das matérias-primas (commodities) e os investidores buscaram países com exposição a esses setores pra fazer um hedge [proteção] na carteira. Mas não houve nenhuma mudança de percepção sobre o Brasil e sua economia daqui pra frente.

Como o estrangeiro está vendo o Brasil?

Se olharmos as alocações dos investidores, muitos estão sobreponderados em Brasil. Então, acho que já vimos esse fluxo entrar e, daqui pra frente, vai depender mais do que acontece domesticamente, de como o investidor estrangeiro analisa essa percepção local e externa. Mas parece para nós que já vimos muito desse movimento estrangeiro.

Muitas das conversas que a gente tem sobre próximas mudanças, ou próximos fluxos, estão muito mais para algo de volta para a China. Exatamente porque os mercados já foram muito mal e agora os valuations [preços] da China estão muito descontados e muito do risco já está no preço. Com isso, o investidor está agora pensando exatamente em quando voltar para a China e aumentar a alocação.

Nesse sentido, o Brasil perderia um pouco essa alocação mais tática? 

Sim, perderia. Ir para a China seria o próximo movimento. A gente está bem no começo. Não vimos ainda uma grande volta para os mercados chineses. Eu acho que o investidor está buscando três coisas para voltar para a China. Primeiro, o pico sustentável de casos de Covid-19. Depois, mais estímulo de crédito e em termos de infraestrutura. Por último, silêncio sobre novas regulações. Quando tivermos um pouco mais de visibilidade sobre isso nas próximas semanas, achamos que a convicção do investidor sobre a China deve melhorar não só estruturalmente, mas taticamente.

Como estão as perspectivas para o mercado acionário americano?

Muito da volatilidade do mercado acionário está relacionada ao Fed [banco central americano] e ao aumento dos juros. Muito do foco agora vai ser quanto mais os juros vão ter que subir no ano que vem. Ou seja, quanto acima do neutro vai ter que subir. Isso vai depender de quando virmos ou não o pico da inflação americana.

Em termos de crescimento de lucro das empresas americanas, tivemos notícias muito sólidas. É uma economia com ritmo muito positivo. Famílias e companhias com balanços patrimoniais super sólidos. O crescimento de lucro das companhias americanas esperado para este ano é 10%. A preocupação é sobre risco de recessão no ano que vem e isso vai depender do aumento adicional de juros.

Veem risco risco de recessão por lá? 

Nós achamos que o risco de recessão ainda é baixo, não é o cenário-base. O sentimento já está negativo demais e quando virmos o pico na inflação, a gente deveria ter uma bela recuperação no mercado americano.

Os valuations caíram e o trabalho está sendo empresa por empresa. Ações de tecnologia voltam a chamar a atenção? 

Acho que estamos ainda num processo de corrigir extremos dentro do mercado. Desde 2018, os valuations não importavam mais. Tudo que era caro, ficou mais caro. Agora, com os juros aumentando, dinheiro não sendo mais de graça, as pessoas estão pensando com mais carinho no preço que estão pagando pelo lucro das empresas.

Só que os valuations estavam bem extremos. Ainda há um processo de correção nesses extremos. Mesmo dentro de tecnologia, há coisas que estão caras demais, como companhias de software, por exemplo. Estamos vivendo um mercado de alpha, e não de beta.

Os bloqueios estão impactando as cadeias produtivas. Quanto tempo levaria pra vermos isso nos balanços? 

A gente já ouviu comentários de algumas companhias no primeiro trimestre sobre a limitação na produção durante março e um pouco em abril. Porém, acho que vale a pena lembrar que a China prioriza muito abrir os portos e as fábricas o mais rápido possível. As companhias que reportaram problemas na produção reportaram por uma semana. Não é bom, mas também aquele desastre como parece na superfície. Isso por causa da estratégia da China de priorizar a produção.

Em termos de quando a gente espera que isso normalize, não dá pra dizer. Vai depender de quando virmos uma abertura mais generalizada das cidades economicamente importantes da China e uma normalização um pouco atrasada em termos de produção e transporte. Então, possivelmente deve levar uma bela parte do ano para isso normalizar. Mas até agora, as companhias têm se mostrado capazes de absorver esses problemas na cadeia de produção e de repassar esses custos mais altos para o consumidor final. O resultado de lucro não tem sido afetado de uma maneira significativamente negativa.

CNN Brasil - SP   10/05/2022

O banco central da China disse nesta segunda-feira (9) que vai intensificar o apoio à economia em desaceleração, ao mesmo tempo em que observa de perto a inflação doméstica e monitora os ajustes de política monetária em economias desenvolvidas.

O Banco do Povo da China vai manter a liquidez razoavelmente ampla, dará prioridade à estabilidade e tomará medidas para aumentar a confiança, disse o banco em seu relatório de implementação da política monetária no primeiro trimestre.

“Recentemente, a Covid-19 e a crise da Ucrânia levaram a riscos e desafios maiores, e a complexidade, severidade e incerteza do ambiente de desenvolvimento econômico da China aumentaram”, disse o banco central.

Mas a China ainda tem condições favoráveis para desenvolver sua economia a longo prazo graças a seu grande potencial de mercado e ampla margem de manobra, disse.

A China manterá suas operações econômicas dentro de limites razoáveis, disse o banco central, acrescentando que não recorrerá a um excesso de estímulos.

O banco central dará suporte à demanda habitacional, disse, reiterando que não usará o setor imobiliário como estímulo de curto prazo para a economia.

A economia foi afetada pelos esforços para conter a disseminação de casos de Covid-19, que levaram a lockdowns totais ou parciais em dezenas de cidades chinesas, lideradas por Xangai.

O banco central cortou no mês passado a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reservas e são esperadas medidas de flexibilização mais modestas.

G1 - RJ   10/05/2022

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (9) que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) é um tributo "contra a indústria brasileira".

Ele participou do lançamento do Monitor de Investimentos, plataforma digital desenvolvida em parceria entre o ministério e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com apoio financeiro do governo britânico.

"Desindustrializamos o Brasil nos ultimo 30, 40 anos [com o IPI]. Na reforma tributária, inclusive, ele acabava, convergindo para o modelo da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, grupo de nações desenvolvidas que o governo fez pedido de ingresso]", afirmou o ministro durante o evento.

O IPI incide sobre os produtos industrializados. A tributação é repassada ao consumidor. O imposto possui várias alíquotas, variando, em sua maior parte, de zero a 30%, mas pode chegar a 300% no caso de produtos nocivos à saúde, como cigarros com tabaco.

O governo federal busca, com a redução do IPI, dar fôlego para a indústria e estimular a economia, que sofre com baixo crescimento, inflação e desemprego. Pelos decretos, alguns produtos tiveram redução de 25% no IPI e outros chegam a 35%.

Decisão do STF

A declaração do ministro da Economia vem após decisão, tomada na última sexta-feira (6), pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal Federal (STF), de suspender a redução do IPI para produtos de todo o país que também são produzidos pela Zona Franca de Manaus. A decisão do ministro é cautelar (provisória).

Moraes acolheu pedido do partido Solidariedade. A sigla argumentou que reduzir o IPI para produtos de todo o país que concorrem com o da Zona Franca reduz a vantagem dos artigos de Manaus, que já contam com desoneração. Isso, segundo o Solidariedade, afeta o desenvolvimento da região e a preservação ambiental.

O corte adicional de IPI, agora suspenso por Moraes, beneficiava empresas externas à Zona Franca de Manaus em setores que concorrem com a produção da região, como calçados, tecidos, artigos de metalurgia, aparelhos de TV e de som, armas, móveis, brinquedos e máquinas.

O governo do Amazonas também é contra os decretos de redução do IPI assinados pelo governo federal e vinha tentando costurar um acordo com o Palácio do Planalto para evitar a medida.

Reforma tributária

Em 2020, na primeira etapa da proposta de reforma tributária, o governo chegou a dizer que o IPI seria substituído por um imposto seletivo sobre cigarros e bebidas alcoólicas. A proposta, porém, ainda está sendo debatida no Congresso Nacional.

Apelidado na ocasião pelo ministro Guedes de imposto sobre o "pecado", o imposto seletivo em discussão incidiria sobre cigarros e bebidas alcoólicas, que apresentam as chamada "externalidades negativas"— ou seja, causam efeitos colaterais sobre os consumidores e, consequentemente, oneram o serviço público de saúde.

Além da redução do IPI, o ministro da Economia também defendeu, nesta segunda-feira, o que ele chamou de "programa de crescimento verde" do governo, além nossa reforma do Imposto de Renda, que passou na Câmara dos Deputados mas que segue paralisada no Senado Federal.

"Temos de reduzir os impostos sobre as empresas, que baixam no mundo e sobem no Brasil há 40 anos. A hora é agora, já aprovamos na Câmara, está travada no Senado. Podemos fazer uma versão mais enxuta, tributando super ricos e baixando tributo sobre as empresas. A ideia era baixar [o IR das empresas] de 34% para 26% no primeiro momento", afirmou.

Investimentos

Sobre investimentos, tema da palestra, Guedes afirmou que o modelo baseado em investimentos públicos acabou, pois levou à corrupção na política e à estagnação na economia.

Ele voltou a defender um modelo baseado em investimentos privados, impulsionado por concessões, privatizações e mudanças dos chamados marcos regulatórios (lei e normas).

Com a regra do teto de gastos, que limita o crescimento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior, os investimentos públicos vêm sendo limitados nos últimos anos. Em 2021, atingiram o menor nível em 17 anos.

" Já temos contratados R$ 860 bilhões em compromissos de investimentos em concessões, privatizações. Com as reformas de marcos regulatórios, saneamento, gás natural, telecom 5G, o Brasil se transformou na maior fronteira de investimentos do mundo, na hora em que o mundo pede para investimentos em segurança alimentar e energético", declarou.

Segundo ele, em um momento que o mundo concentra esforços na busca por segurança alimentar e energética, em meio às tensões da guerra na Ucrânia, o Brasil "está dizendo que está aberto a esses investimentos". Para o ministro, o monitor de investimentos que está sendo lançado nesta segunda-feira ajudará a contabilizar os investimentos do setor privado na economia.

Monitor Digital - RJ   10/05/2022

No outono, com fim dos bloqueios temporários na China, os portos reabertos e as restrições levantadas, a economia chinesa voltará a crescer mais uma vez, de acordo com um artigo de opinião no jornal britânico The Telegraph. Enquanto isso, os Estados Unidos e a Europa “estão de volta à recessão e trabalhando em como pagar o custo ruinoso de fechar a sociedade em 2020”, disse Matthew Lynn, colunista financeiro, no artigo publicado na última sexta-feira.

Lynn disse que as previsões pessimistas sobre a China são tentadoras, mas “fundamentalmente falhas”. “Os bloqueios podem ser severos, mas garantirão que o sistema de saúde seja capaz de lidar com a vacinação enquanto a vacinação oferece imunidade suficiente para lidar com o vírus”, disse ele, acrescentando que, até o outono, a ascensão da economia chinesa “estará de volta”.

Lynn observou que as evidências mais recentes sugerem que três doses da vacina da empresa farmacêutica chinesa Sinovac são “pelo menos tão eficazes quanto as injeções da Pfizer e da Moderna, e possivelmente ainda melhores para os maiores de 80 anos, o setor mais importante da sociedade para proteger”.

“Quando a contagem final for calculada, a taxa de mortalidade da China provavelmente será menor do que a da maioria dos outros países e a um custo muito menor”, acrescentou. “A ascensão da China e sua economia poderosa continuam sendo de longe a história mais importante do século 21”, disse ele, observando que a Covid e algumas semanas de bloqueio nas principais cidades “não provarão sua ruína. É muito forte para isso e tem muito impulso por trás disso”.

O Estado de S.Paulo - SP   10/05/2022

Desastrosa para as famílias, forçadas a gastar cada vez mais para sobreviver, a inflação elevada é também um desafio para a atividade empresarial e um freio ao crescimento econômico. A acelerada alta de preços torna difícil planejar os negócios, ampliar e modernizar a produção, manter o volume de vendas e atender às demandas salariais dos empregados. Além de comprometer o bem-estar dos consumidores, principalmente dos mais pobres, a insegurança inflacionária corrói o potencial produtivo, entrava a prosperidade e reduz o emprego – problemas apontados em reportagem do Estadão nesta segunda-feira e raramente lembrados em Brasília, capital da gastança, do orçamento secreto e dos desmandos eleitoreiros.

“Tem sido complicado acertar as previsões”, disse a respeito dos custos um executivo citado na reportagem. “Todas as matérias-primas subiram muito nos últimos meses. (…) Com a redução de margens e o resultado abaixo do esperado, vimos que o investimento que gostaríamos de fazer vai ter de esperar”, comentou outro dirigente. Alguns dos maiores desafios estão retratados, numericamente, no Índice Geral de Preços (IGP) elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Os preços por atacado subiram 7,69% nos primeiros quatro meses deste ano e 14,52% nos 12 meses até abril. Nesse período, os produtos de origem agropecuária encareceram 14,94%. Os de origem industrial, 14,35%.

No setor imobiliário, antecipar as compras de materiais tem sido uma forma de contornar os aumentos de preços, segundo empresário mencionado pelo jornal. Também nessa área o impulso inflacionário tem sido forte. Nos 12 meses terminados em abril, materiais de construção, equipamentos e serviços encareceram 14,94%, de acordo com a FGV. O custo da mão de obra, nesse período, subiu 8,02%.

Parte da inflação é importada. Preços de matérias-primas e de bens intermediários têm subido, no mercado internacional, desde 2020, período da grande onda de pandemia de covid-19. O enfrentamento do coronavírus produziu, como efeito secundário, um amplo desarranjo nas cadeias produtivas e nos sistemas de transportes dessas mercadorias. O quadro poderia ter melhorado neste ano, mas o suprimento de produtos importantes foi desarranjado, de novo, depois da invasão da Ucrânia ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin.

No Brasil, fatores internos complicaram os desajustes de custos e de preços finais. Já havia pressões inflacionárias de origem doméstica e, além disso, a instabilidade cambial ampliou os efeitos das cotações em alta no mercado internacional. O dólar chegou a recuar durante algum tempo, neste ano, mas com repiques de alta em vários momentos.

A insegurança cambial tem sido alimentada em parte por fatores externos, como a guerra na Ucrânia e a alta de juros nos Estados Unidos. Mas incertezas internas também afetam, e muito fortemente, as decisões de investidores capazes de movimentar, com rapidez, bilhões de dólares.

As incertezas internas estão associadas principalmente a decisões tomadas em Brasília. Exportações do agronegócio e da mineração continuam garantindo robustos superávits comerciais. O volume de reservas cambiais pouco tem oscilado, de um mês para outro, e as contas externas permanecem seguras. Mas a ação dos investidores no dia a dia afeta o câmbio e, de forma indireta, os preços internos, elevando o custo de vida dos brasileiros e inflando os custos de produção.

Os sustos dos investidores são atribuíveis principalmente a palavras e ações do presidente Jair Bolsonaro, mais dedicado a seus objetivos eleitorais do que aos interesses e às necessidades do País. São explicáveis também por desmandos praticados no Congresso, quase sempre em colaboração com o gabinete presidencial. Sem ser intencional, a mensagem resultante dessa colaboração é com frequência um desestímulo à manutenção de dólares no Brasil. Enquanto a insegurança permanece, a inflação se prolonga, o investimento produtivo fica emperrado e a economia derrapa, sem acompanhar os avanços externos e sem gerar empregos e bem-estar.

MINERAÇÃO

IstoÉ Online - SP   10/05/2022

Uma queda nas importações chinesas de minério de ferro se estendeu até abril, com os fornecedores lidando com interrupções enquanto um surto de Covid suprimiu a demanda.

O maior consumidor de minério de ferro do mundo recebeu 86,06 milhões de toneladas do material em abril, 12,7% a menos que um ano antes, o que indica atividade fraca na indústria siderúrgica do país.

As importações do minério, material para a fabricação do aço, foram 1,4% menores do que em março, quando o volume já havia caído 14,5% em relação ao ano anterior –pelos mesmos fatores. A Administração Geral das Alfândegas divulgou os dados na segunda-feira.

A produção de mineradoras, incluindo BHP, Rio Tinto e Fortescue Metals Group na Austrália, foi interrompida por problemas na cadeia de suprimentos e escassez de mão de obra induzida pela pandemia, enquanto a brasileira Vale também teve problemas climáticos.

Na China, a pandemia também está restringindo o transporte de matérias-primas e produtos siderúrgicos, suprimindo sua demanda.

“A recuperação dos embarques das principais mineradoras foi leve em abril e dois dos países fornecedores menores –Ucrânia e Rússia– suspenderam as exportações devido ao conflito”, disse Cheng Peng, analista da SinoSteel Futures.

Entre janeiro e abril, a China importou 354,4 milhões de toneladas de minério de ferro, uma queda de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a administração aduaneira.

“Espera-se que a oferta da Vale melhore após o primeiro trimestre… mas a restrição de oferta na Austrália pode continuar até o segundo trimestre”, disse Cheng.

Valor - SP   10/05/2022

Mineradora sul-africana reportou produção de 588 mil onças de ouro no período e reiterou projeções para 2022

A mineradora sul-africana AngloGold Ashanti reportou produção de 588 mil onças de ouro no primeiro trimestre deste ano, estável na comparação com o mesmo período do ano anterior. A empresa reafirmou suas projeções para o ano de 2022 como um todo.

Os custos de manutenção aumentaram 4% no primeiro trimestre em base anual, para US$ 1.041 por onça. O preço do ouro realizado avançou 5% na mesma base de comparação, a US$ 1.881 por onça, ante US$ 1.778 nos três primeiros meses do ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 2%, para US$ 438 milhões no trimestre, disse.

No Brasil, a produção da AGA Mineração no primeiro trimestre de 2022 foi de 70 mil onças, queda de 10,2% em base anual, a um custo total de US$ 1.044 por onça, alta de 26,2%.

Os resultados foram impactados por fortes chuvas e enchentes no estado de Minas Gerais em janeiro, diz a empresa. Além disso, conversões do programa de descaracterização das barragens (TSF) estão em andamento no Brasil, com cerca de US$ 30 milhões gastos no primeiro trimestre de 2022. Por fim, o real fortaleceu-se em relação ao dólar no trimestre, impactando negativamente os custos, segundo a empresa.

Na América Latina, a produção somou 131 mil onças a um custo total de US$ 986 por onça, ante a produção de 132 mil onças a um custo total de US$ 874 por onça no primeiro trimestre de 2021.

Para 2022, a AngloGold reafirmou a projeção anual de produção entre 2,55 milhões a 2,80 milhões de onças, com custos totais de entre US$ 925 e US$ 1.015 por onça.

Valor - SP   10/05/2022

O objetivo é reduzir a dependência chinesa de minério australiano e brasileiro

A Sinosteel Corp. da China assinou um contrato de US$ 690 milhões para explorar uma mina de minério de ferro no sul de Camarões em meio a um esforço para reduzir a dependência chinesa de minério australiano e brasileiro, disse Zheng Zhengao, que dirige a subsidiária camaronesa.

Em seguida, a companhia enriquecerá a produção para produzir 4 milhões de toneladas de minério de alta qualidade com mais de 60% de teor de ferro, disse ele.

A empresa chinesa assinou um contrato de 50 anos com o governo da África Central para explorar o depósito de Lobe, que contém cerca de 632,8 milhões de toneladas de minério de ferro.

A assinatura ocorre quase uma década depois que a Sinosteel manifestou interesse pela mina pela primeira vez.

Revista Mineração - SP   10/05/2022

As importações de minério de ferro da China caíram quase 13% em abril.

Os contratos futuros de minério de ferro da China chegaram a cair até 7% nesta segunda-feira (9/5), em baixa pela segunda sessão consecutiva, prejudicando os preços do aço em quase 4%.

As rigorosas restrições contra a Covid-19 na China levaram os traders a serem cautelosos e alimentaram preocupações sobre a demanda global.

A capital chinesa implementou rodadas de testes de Covid-19, fechou locais de entretenimento, proibiu serviços de refeições em restaurantes e pediu que funcionários em certas áreas trabalhem em casa, como parte dos esforços para persistir em sua dura abordagem contra a Covid.

As importações de minério de ferro pela China caíram quase 13% em abril para 86,06 milhões de toneladas em relação ao mesmo período do ano passado, mostraram dados da administração alfandegária nesta segunda-feira.

Em relação a março, quando o volume de compras já havia caído 14,5% em relação ao ano anterior, houve recuo de 1,4%.

Os futuros de minério de ferro mais ativos na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, chegaram a cair 7%, para 796 yuans (US$ 118,45) a tonelada, e terminaram a sessão em queda de 5,8%, a 807 yuans por tonelada.

Nos portos do norte da China, o minério com teor de 62% de ferro encerrou, nesta segunda-feira, a US$ 131,35 a tonelada, com queda de 5,5%, segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insights.

Os contratos futuros de carvão metalúrgico na bolsa de Dalian retraíram 4,5%, para 2.652 yuans por tonelada, depois que o planejador estatal prometeu supervisão mais forte para estabilizar os preços, e o coque caiu 3,9%, para 3.395 yuans por tonelada.

A queda nas matérias-primas também pressionou os preços do aço na Bolsa de Futuros de Xangai.

O vergalhão de material de construção, para entrega em outubro, caiu 3,7%, para 4.654 yuans por tonelada. As bobinas laminadas a quente também caíram 3,7%, para 4.748 yuans por tonelada.

NAVAL

Porto Gente - SP   10/05/2022

Exportadores e importadores brasileiros são os mais insatisfeitos com os portos nacionais – e com bons motivos.

É oportuno o setor portuário brasileiro refletir a visão da European Sea Ports Organisation (ESPO), sobre os portos daquele velho continente não estarem operando em um ambiente social, comercial e geopolítico seguro e estável. Além disso, alega que fica cada vez mais difícil fazer planos e estratégia de investimentos de longo prazo, em um momento em que os portos estão definindo o caminho para um futuro digitalmente inteligente. No Brasil, essa realidade é ainda mais preocupante.

O programa de reforma dos portos brasileiros, como proposto, anuncia um fracasso. No Porto de Santos, com arranjos oportunistas, como a esquisita e deficiente contratação da dragagem, o seu leilão anunciado para novembro vai depender do resultado das eleições. Sobre o leilão da Codesa, o único realizado até agora, suas fragilidades foram expostas no debate promovido pela Fundação Getúlio Vargas, na última terça-feira, 3. Não é possível fechar o resultado deste processo, por enquanto, com uso de precatórios, como anunciado.

Para o ex-presidente da Codesa, Júlio Castiglioni, que pediu demissão no último dia 20, a transição segue na normalidade e a assinatura do contrato está prevista para o próximo dia 22. Entretanto, não foram suficientemente respondidas as dúvidas levantadas pela pergunta do engenheiro e consultor Frederico Bussinger, sobre a utilização de precatórios nesse processo de privatização. Esta questão, pelas ponderações finais do ex-presidente, aponta fortes incertezas.

Ou seja, tudo isso estava escrito. Bem como não é verdade que o passado é incerto no Brasil, nem mesmo na previsão do futuro. A preocupação dos portos europeus é o arranjo que ocorre no mercado mundial e que também vai afetar o comércio exterior brasileiro. Portanto, o nosso futuro imprescindível está grafado: ter portos eficientes, com previsibilidade e preços justos. Perspectiva que não foi possível vislumbrar, até agora.

O cenário político para disputar o poder nacional dos próximos quatro anos está montado. Daqui para a frente, debater programas de governo é o tema nacional central e vai influenciar decisões do atual governo em questões estratégicas, como são os portos, em especial os do programa de desestatização. Tudo indica que foram quatro anos perdidos, sem reformar os portos e poder bem enfrentar o novo cenário mundial.

Portos e Navios - SP   10/05/2022

A Antaq aprovou a documentação da Portos do Paraná para a licitação de área destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, denominada PAR14, no Complexo Portuário de Paranaguá (PR). A PAR 14 tem 51 mil metros quadrados, e os investimentos devem alcançar R$ 50 milhões.

A Portos do Paraná é que realizará a licitação, assim como enviará o processo para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e definirá a data do leilão.

Outra decisão foi a aprovação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e da documentação para a realização pela Portos do Paraná de consulta pública referente à área destinada à movimentação e à armazenagem de granéis sólidos vegetais, denominada PAR15.

A PAR 15, com cerca de 40 mil metros quadrados, tem previsão de R$ 606 milhões em investimentos.

Valor - SP   10/05/2022

Efeitos da pandemia se somam a restrições à Rússia

A cadeia logística na Europa enfrenta uma dupla onda de problemas. Para além dos “lockdowns” na China, que afetarão o transporte marítimo global nos próximos meses, os portos da região têm sofrido impactos diretos da guerra na Ucrânia e das sanções impostas à Rússia.

Por enquanto, os efeitos da crise estão concentrados no transporte de cargas via contêineres. No entanto, a recente decisão da União Europeia de estender o embargo ao petróleo russo poderá agravar a situação.

Pelas regras vigentes, ainda é permitido o transporte de diversas cargas, como alimentos e produtos farmacêuticos. Porém, a maior parte das companhias de navegação cortaram as linhas com o país, o que já derrubou os volumes de contêineres. Agora, o sexto pacote de sanções contra a Rússia, ainda em discussão pelo bloco, prevê também o fim das importações de petróleo e seus derivados, de forma gradual, até o fim deste ano. Na prática, algumas companhias do setor também já restringiram suas compras e estão buscando outras fontes. Porém, não se trata de uma tarefa simples, considerando a forte dependência de alguns países ao petróleo russo.

“Sendo realista, o conflito com a Rússia não vai se solucionar tão cedo. Talvez essa situação dure mais do que a pandemia de covid-19. Porque, mesmo que [o presidente russo Vladimir] Putin retire suas tropas da Ucrânia hoje, as sanções não serão derrubadas imediatamente. A confiança foi quebrada e será necessário um grande esforço para reconstruí-la", avalia Wim Dillen, gerente de Desenvolvimento Internacional do Porto de Autuérpia-Bruges, na Bélgica.

A Rússia tem um peso relevante para a maior parte dos portos europeus. Para o porto de Antuérpia, que é o segundo maior do continente, o país foi o quinto principal parceiro comercial em 2021. Foram transportados 5,3 milhões de toneladas de contêineres e 4,8 milhões de toneladas de granéis líquidos, destinados principalmente ao enorme polo petroquímico do porto, o maior da região. Já no porto de Zeebrugge (recentemente incorporado ao da Antuérpia), há um importante comércio de automóveis, que tem sido bastante afetado pelas sanções, além de importações de gás natural.

No principal porto europeu, de Roterdã, na Holanda, a Rússia responde por 30% de todo o petróleo bruto importado pelo porto, além de 25% do gás natural, e 20% dos derivados de petróleo e carvão. Em contêineres, no ano passado, o país respondeu por 8% de todo o volume movimentado - ao todo, foram 1,275 milhão de TEUs (contêineres de 20 pés), incluindo importações, exportações e carga de transbordo.

No porto alemão de Hamburgo, outra importante porta de entrada da Europa, a Rússia foi o segundo maior parceiro comercial em 2021, com um total de 10,8 milhões de toneladas de carga movimentada. Os principais produtos importados são carvão (3,2 milhões de toneladas) e petróleo e derivados (3,6 milhões de toneladas).

Para o porto de Gent, na Bélgica - um dos maiores importadores de carvão da Rússia -, o país tem sido o principal parceiro há alguns anos. A autoridade portuária North Sea Port montou uma força-tarefa para lidar com a crise. Embora os resultados do primeiro trimestre ainda não reflitam a situação, a previsão é que o impacto apareça no próximo resultado, segundo a gerente comercial Sandra De Mey. Em 2021, o porto movimentou 6,3 milhões de toneladas da Rússia.

O comércio com a Ucrânia também deverá ter um impacto relevante, embora menor - no ano passado, o volume transportado do país foi de 1,5 milhão de toneladas em produtos, como milho e colza. “Somos abastecidos de cereais pela Ucrânia para a produção de biodiesel, mas hoje os portos estão fechados. Ouvimos que os produtores estão iniciando o plantio, mas não sabem se poderão exportar, porque os portos estao destruídos. Então temos que buscar outros países, como França, Canadá, Austrália. Claro que, se a matéria-prima vem de mais longe, há mais custos”, afirma De Mey.

Já no caso de produtos vindos da Rússia, essa substituição é mais complexa. Para Dillen, do Porto de Antuérpia, porém, não se trata de uma tarefa inviável. “É um processo difícil e custoso, mas é possível encontrar outras fontes para abastecer nosso polo petroquímico. O fluxo de cargas não vai desaparecer, mas terá que mudar para outras regiões do mundo”, diz ele.

Nos dois primeiros meses da guerra (de 24 de fevereiro a 24 de abril), as importações de petróleo russo na União Europeia já caíram 20%, e as de carvão, 40%. Já as compras de gás natural subiram 20% no período, segundo relatório da Centre for Research on Energy and Clean Air (Crea).

PETROLÍFERO

Valor - SP   10/05/2022

Os preços do Brent e do WTI foram pressionados pelos temores de que os lockdowns na China, para conter a disseminação da covid-19, afetem a atividade econômica e, consequentemente, a demanda por petróleo no país

O petróleo encerrou a sessão desta segunda-feira (9) em queda consistente depois de dados de exportação da China sofrerem forte desaceleração e também após as restrições em Xangai para controlar a covid-19 se intensificarem novamente. Ainda pesa sobre o investidor informações de que a Arábia Saudita diminuiu o preço dos barris para a Ásia e a Europa.

No fim da sessão, o contrato do Brent, a referência global da commodity, para julho fechou em queda de 5,74%, a US$ 105,94 por barril, enquanto o contrato do WTI americano para junho recuou 6,08%, a US$ 103,09 por barril. O índice dólar DXY, que normalmente tem correlação negativa com o petróleo, e vem pressionando os preços nas últimas semanas, operava, perto das 16h15, em leve queda de 0,07%, a 103,588 pontos.

Os preços, hoje, foram pressionados pelos temores de que os lockdowns na China para conter a disseminação da covid-19 afetem a atividade econômica e, consequentemente, a demanda por petróleo no país, depois que os dados da balança comercial chinesa indicaram uma forte queda no ritmo de crescimento das exportações.

As exportações chinesas subiram 3,9% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, depois de anotar alta de 14,7% na mesma base de comparação em março. O dado indicou o crescimento mais fraco em quase dois anos, mas ficou em linha com a expectativa dos economistas consultados pelo "Wall Street Journal", de alta de 3,9% no período.

Além dos temores em torno da China, a Saudi Aramco, a companhia estatal de petróleo da Arábia Saudita, anunciou uma redução dos preços para a Ásia e a Europa pela primeira vez em quatro meses. A companhia havia elevado os preços a níveis recordes depois que a invasão da Ucrânia ameaçou a oferta da Rússia, que também abastece estes mercados.

Os preços oficiais de venda (OSPs, na sigla em inglês) do petróleo saudita na Ásia foram reduzidos de forma bastante significativa, escreveram analistas do banco holandês ING. “Os bloqueios na China pesaram na demanda doméstica de combustível e isso provavelmente afetará as operações nas refinarias, o que, por sua vez, reduziria a demanda por petróleo bruto. Os preços oficiais também foram reduzidos para todos os graus no noroeste da Europa, enquanto os níveis permaneceram inalterados para os EUA”.

O banco lembra que há mais sinais de destruição da demanda com os preços mais altos. “As companhias aéreas nigerianas devem interromper todos os voos domésticos, devido ao aumento dos preços do combustível de aviação”, apontou. Diante deste cenário, hoje, o preço do barril derreteu.

Diante disso, o setor de energia no S&P 500 é o que mais perde na sessão, recuando, no horário acima, 7,24%. As ações da Exxon Mobil caíam 7,32%, enquanto as da Chevron recuavam 6,29%.

O Petróleo - SP   10/05/2022

O campo petrolífero do pré-sal em águas ultraprofundas da China National Offshore Oil Corp (CNOOC) no Brasil foi colocado em operação na terça-feira, o mais recente esforço do principal produtor offshore de petróleo e gás do país para aumentar a produção de petróleo e gás no exterior.

Com um investimento total de mais de US$ 20 bilhões, o campo petrolífero de Mero, um projeto do pré-sal em águas profundas localizado na Bacia de Santos, no Brasil, pode produzir 180 mil barris de petróleo bruto por dia e deve atingir seu pico de produção até o final de 2022. empresa disse.

A CNOOC Ltd, braço de exploração e produção da CNOOC, a maior perfuradora offshore de petróleo e gás do país e uma das maiores empresas independentes de exploração e produção de petróleo e gás do mundo, atualmente detém uma participação de 9,65% no bloco Mero, ao lado da operadora A Petrobras (38,6%) e os parceiros Shell PLC (19,3%), TotalEnergies (19,3%) e China National Petroleum Corp (9,65%) e Pre-Sal Petroleo SA detém 3,5% como representante da União Federal em áreas não contratadas.

A exploração dos campos petrolíferos do pré-sal, que respondem por um terço das reservas mundiais de petróleo, tornou-se uma das grandes tendências da indústria petrolífera mundial nos últimos anos, disse Huang Yehua, gerente geral da unidade brasileira da CNOOC.

Huang disse que a CNOOC vem traçando ativamente planos para participar de projetos de campos petrolíferos do pré-sal em todo o mundo e continuará intensificando os investimentos no setor.

Além do campo de Mero, que também é o terceiro maior campo petrolífero do pré-sal em águas ultraprofundas do mundo, com reservatórios carbonáticos de alta qualidade e alto rendimento, a empresa também tem participação de 5% no campo de Búzios, na região Área do pré-sal da Bacia de Santos com capacidade de produção anual superior a 3 milhões de toneladas, disse.

Apesar de sua alta produção de petróleo e gás, os campos de petróleo do pré-sal geralmente estão localizados em águas ultraprofundas e são desafiadores para exploração e exploração. A extensa participação da CNOOC em campos petrolíferos gigantes do pré-sal em águas ultraprofundas ilustra que a China dominou tecnologias avançadas de exploração, que fornecerão ainda mais impulso para inovações futuras, disse Li Ziyue, analista da BloombergNEF.

Espera-se que a produção offshore de petróleo e gás continue aumentando nos próximos anos com grande potencial de alta, disse Li.

De acordo com o China Offshore Energy Report elaborado pelo CNOOC Energy Economics Institute, os projetos de produção offshore de petróleo e gás da CNOOC estão entre os melhores do mundo.

Entre 2017 e 2018, a CNOOC Ltd adicionou mais três blocos – dois localizados na Bacia de Santos e um localizado na Bacia do Espírito Santo (Bloco 592). No Bloco 592 de águas profundas, a CNOOC Ltd iniciou a exploração como operadora do bloco, com 100% de participação.

No acesso à informação pública, o mercado brasileiro desempenha um papel fundamental no fornecimento de energia da China, já que 10% das importações de petróleo da China no ano passado vieram da América do Sul e o Brasil sempre foi um grande fornecedor de petróleo.

A presença em expansão da CNOOC no Brasil, por sua vez, garantirá fornecimento de energia suficiente para a China, disse Huang.

A dependência da China das importações de petróleo bruto caiu de 73,6% em 2020 para 72% em 2021, com suas importações totais de petróleo caindo para 513 milhões de toneladas no ano passado, uma queda de 5,3% ano a ano, de acordo com a China Petroleum and Chemical Industry Federation. CPCIF).

Analistas atribuíram a queda nas importações de petróleo e a diminuição da dependência energética ao aumento dos esforços das empresas nacionais de energia na exploração e exploração de campos petrolíferos locais nos últimos anos. As gigantes petrolíferas domésticas aumentaram o investimento em exploração durante os últimos anos, em casa e no exterior, o que contribuiu significativamente para a diminuição da dependência do país das importações de petróleo, disse Fu Xiangsheng, vice-presidente da CPCIF.

Luo Zuoxian, chefe de inteligência e pesquisa do Sinopec Economics and Development Research Institute, concordou, acrescentando que o domínio das grandes petrolíferas na tecnologia de exploração de petróleo e gás também tem aumentado gradualmente nos últimos anos.

De acordo com Huang, enquanto a unidade brasileira da CNOOC vai ampliar ainda mais sua presença no mercado sul-americano, também estará em negociações com refinarias chinesas e ampliará potenciais canais de vendas para garantir a segurança energética doméstica no país a partir de campos petrolíferos no exterior.

A CNOOC Ltd disse anteriormente que suas despesas de capital planejadas para 2022 serão entre 90 bilhões de yuans (US$ 13,62 bilhões) e 100 bilhões de yuans, com exploração, desenvolvimento, produção e outros representando aproximadamente 20%, 57%, 21% e 2%. respectivamente, de seus gastos totais.

Além de sua presença cada vez maior na América do Sul, a empresa também assinou com sucesso um acordo de venda de gás natural na Nigéria no ano passado, prometendo aumentar ainda mais o investimento em sua operação de petróleo e gás existente no país, que descreveu como um de seus mais estratégicos e importantes empreendimentos comerciais no exterior.

A empresa atribuiu seu crescimento sustentável e bem-sucedido como produtor de petróleo e gás à busca e desenvolvimento consistentes de ativos de classe mundial.

AGRÍCOLA

Correio do Povo - RS   10/05/2022

Após emplacar um salto de quase 50% nas vendas em 2021, os fabricantes de máquinas e implementos agrícolas gaúchos começaram este ano em ritmo acelerado. No primeiro trimestre, a receita do segmento aumentou de 3% a 4% em relação ao mesmo período do ano passado, estima o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers). O resultado é atribuído ao bom desempenho geral da safra brasileira de grãos 2021/2022 e à demanda de compradores do Centro-Oeste, que atenuaram o impacto negativo da quebra de produção no Estado causada pela estiagem.

O presidente do Simers, Cláudio Bier, projeta que o crescimento se mantenha no segundo trimestre. “Todas as empresas estão com a carteira de pedidos cheia, algumas com pedidos até o fim do ano”, afirma. Segundo o empresário, o segmento ainda enfrenta os gargalos logísticos decorrentes da pandemia, como a falta de chips, que são componentes importados. “Não temos máquinas para pronta entrega, então o agricultor se deu conta de que, para conseguir o equipamento que quer, tem de se programar”, diz Bier.

Outro entrave para o aumento de produção, explica o dirigente, é a falta de mão de obra qualificada. No primeiro trimestre deste ano, as indústrias gaúchas empregaram em torno de 2,8 mil pessoas.

Em nível nacional, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) estima que as vendas de maquinário agrícola tenham crescido 9% de janeiro a março deste ano frente ao primeiro trimestre de 2021. O vice-presidente regional da entidade, Hernane Cauduro, observa que esse avanço ainda não reflete os negócios alinhavados durante a 27ª Agrishow, realizada de 25 a 29 de abril em Ribeirão Preto, com um resultado financeiro recorde estimado em R$ 11,2 bilhões. “Isso mostra que o setor continua com demanda forte”, avalia o dirigente.

Segundo Cauduro, o bom momento da indústria indica uma tendência de renovação no campo, já que o parque de máquinas agrícolas brasileiro tem, em média, 15 anos. “O agricultor está de certa forma capitalizado (pela safra 2020/2021), com uma sinalização de preços das commodities se mantendo fortes, então ele vai investir em produtividade”, destaca.

Valor - SP   10/05/2022

Indicador calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da instituição subiu 1,8% em relação ao mesmo mês de 2021

Após uma sequência de oito variações interanuais negativas, iniciada em julho de 2021, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) encerrou março com alta de 1,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, garantida por um avanço de 3,8% no grupo formado por alimentos e bebidas - na área de produtos não alimentícios ainda houve queda, embora marginal (0,2%). Ante fevereiro, o PIMAgro subiu 0,7%, o quinto incremento seguido em comparações de um mês com o imediatamente anterior.

O FGV Agro realça que, mesmo com os resultados positivos recentes, o indicador não recuperou todas as perdas anteriores e permanece 1,1% abaixo do patamar observado antes do início da pandemia, em fevereiro de 2020. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV.

O centro também observa que, apesar da recuperação de março, o indicador fechou o primeiro trimestre com queda de 1,4% em relação a igual intervalo de 2021 e que o cenário continua complicado. “O setor agroindustrial, assim como a indústria em geral, ainda tem dificuldades para encontrar matérias-primas e sofre com a alta dos custos; a inflação continua corroendo o poder de compra da população; o mercado de trabalho ainda se encontra desaquecido, já que lida com uma maior proporção de empregos informais e queda da renda, apesar da relativa melhora da taxa de desocupação; e o crédito se mantém caro por conta das elevadas taxas de juros”, diz.

O avanço do grupo de produtos alimentícios e bebidas, de 3,8% em relação a março de 2021, foi puxado pela alta de 12% das bebidas (20%). Nos alimentos, o aumento foi de 1,5%, determinado pela elevação de 2,7% nos produtos de origem animal. Na área de produtos não-alimentícios, pesaram para a queda de 0,2% os recuos de biocombustíveis (38,6%) e têxteis (9%), mas limitaram o tombo os avanços de insumos (20,5%) e fumo (17,9%).

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