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10 de Março de 2021

SIDERURGIA

Demanda pela matéria-prima do aço causará uma distorção ainda maior nos mercados da região, diz Alacero

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Portal Fator Brasil - RJ   10/03/2021

A mudança na forma de produzir aço na China desencadeará um processo de distorção em mercados emergentes, como a América Latina, em uma importante fase de reativação econômica da região. A China está transformando sua produção de aço de altos-fornos em fornos elétricos, em linha com sua meta de atingir a neutralidade de carbono até 2060, o que exigirá uma quantidade significativa de sucata que antes não consumia.

Com essa mudança, a demanda por sucata do gigante asiático tende a crescer exponencialmente, causando uma distorção ainda maior em mercados emergentes como a América Latina, que depende da matéria-prima como principal insumo para a produção de aço. Em 2020, a China respondeu por 57% da produção mundial de aço, com 1.053 milhões de toneladas. Este novo fator soma-se ao excesso de capacidade de 590 milhões de toneladas em 2020 que está presente há alguns anos, dos quais a China é responsável por 18%.

Diante do crescimento econômico projetado de 3,6% do PIB na América Latina e Caribe pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2021, a região aposta na execução de novas obras de infraestrutura e construção. Isso irá significar uma maior demanda por aço, para o qual é necessário um volume significativo de sucata para atender às necessidades regionais. Os países latino-americanos estão em tempo de tomar medidas para evitar que essa mudança na indústria chinesa afete os mercados locais, impactando a geração de empregos.

A restrição à exportação de sucata é uma das principais medidas, como fez a Colômbia em 2020 por meio do Decreto 1120, que corresponde a um volume semestral de sucata equivalente a 42% da necessidade para o setor atingir um crescimento de 15%. As medidas de controle contidas no Decreto 1120, que deveriam ser mantidas e até adaptadas às novas condições macroeconômicas, baseiam-se nos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC), devido à insuficiência dessa matéria-prima específica e que transformam a sucata ferrosa em um insumo fundamental para indústrias como construção de moradias e infraestrutura. Este ano a estimativa é que os volumes de produção da Colômbia voltem aos níveis de 2019. Um grande esforço da indústria para ter o produto disponível, que deve ser acompanhado de medidas de política pública.

— Na América Latina temos um déficit de sucata, que, além de insumo básico, faz parte da economia circular que promove um futuro sustentável, devido à característica de 100% de reciclabilidade do aço. Há uma apreensão global de sucata por parte dos principais países produtores, o que nos obriga a tomar medidas para exercer maior controle sobre a exportação dessa matériaprima. E seria altamente recomendável que medidas fossem adotadas para exercer maior controle sobre a exportação desse item. Os governos dos países latino-americanos estão em tempo de tomar medidas para evitar que essa mudança na indústria chinesa tenha impacto sobre os mercados locais, afetando a geração de empregos — disse Francisco Leal, diretor- geral da Alacero. — É hora de se unir como região para promover uma reativação econômica baseada no consumo interno e na promoção de empregos de qualidade — acrescentou.

Perfil — A Associação Latino-Americana do Aço(Alacero), é a entidade civil sem fins lucrativos que reúne a cadeia de valor do aço latino-americana para promover os valores da integração regional, inovação tecnológica, excelência em recursos humanos, segurança no trabalho, responsabilidade corporativa e sócio- sustentabilidade ambiental. Fundada em 1959, é composta por mais de 60 empresas produtoras e coligadas, cuja produção é próxima a 60 milhões de toneladas por ano. A Alacero é reconhecida como um órgão consultivo especial pelas Nações Unidas.

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Minério de ferro na China despenca 10% com limites à produção de aço no polo siderúrgico de Tangshan

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Infomoney - SP   10/03/2021

Os futuros do minério de ferro na China despencaram quase 10% nesta terça-feira, o limite diário de queda, com restrições à produção no polo siderúrgico de Tangshan em meio a medidas anti-poluição impactando esperanças de uma retomada na demanda pela matéria-prima.

O minério de ferro para entrega em maio na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1 encerrou o pregão a 1.031,50 iuanes (US$ 157,98 ) por tonelada, pouco depois de desabar 10% para 1.031 iuanes, nível mais fraco desde 9 de fevereiro.

O primeiro contrato do minério de ferro na bolsa de Cingapura SZZFJ1 recuou 7%, para US$ 155,65 por tonelada, também em mínima desde 9 de fevereiro.

Tangshan, na província chinesa de Hebei, responde por um quarto da produção de aço no país, maior produtor global. A região emite alertas de poluição de tempos em tempos que restringem a operação de usinas siderúrgicas.

Na segunda-feira, o minério de ferro spot havia sido negociado a US$ 176 por tonelada, perto de máxima de US$ 179,50 na semana passada, recorde desde 2012, segundo dados da SteelHome.

No aço, o vergalhão para construção na bolsa de Xangai SRBcv1 caiu 3,9%.

“O mercado está mostrando uma forte volatilidade” conforme as expectativas de robusta demanda por aço em maio e abril se chocaram com preocupações sobre um menor consumo de minério devido às restrições em Tangshan, disse Richard Lu, da consultoria CRU, em Pequim.

A XP Investimentos aponta que, em seus modelos, possui um preço de US$ 120 a tonelada ao final do ano para o minério de ferro. “Nossa preferência no setor segue por Vale, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 122 por ação”, apontam os analistas da XP.

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Alta no preço de equipamentos dificulta investimentos das empresas de sucata de ferro e aço no parque fabril

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   10/03/2021

As empresas de sucatas metálicas já estão com dificuldades na aquisição de máquinas e equipamentos essenciais para o beneficiamento dos materiais usados na composição do aço, seja em decorrência da pouca disponibilidade no mercado ou valores excessivamente elevados.

“Nosso setor tem que investir continuamente na manutenção e substituição para permanecer com os pátios modernos e competitivos nacional e internacionalmente, haja vista o rápido desgaste das máquinas na operacionalidade. Estamos tentando retomar o ritmo dos investimentos, porém, há falta de oferta no mercado e valores exorbitantes”, afirma Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), que representa segmento com mais de 5,6 mil empresas em todo o país, tendo importante participação no sustento de pelo menos 1,5 milhão de pessoas, dos quais mais de 800 mil são catadores (os chamados “carroceiros”).

Conforme o Inesfa, a caçamba teve seus preços reajustados em média (dependendo do tipo) em 60%, os caminhões em 40% e manipuladores de materiais 76%, após o início da crise no ano passado. Atualmente os manipuladores estão sendo afetados pela valorização do câmbio e negociados por valores altíssimos por serem importados.

As empresas de sucata reconhecem que o momento atual de preços dos insumos pagos pelas usinas é favorável, com valores anteriores à pandemia, mas veem com apreensão os próximos meses.

“Não sabemos se esse quadro se sustenta, diante do agravamento da pandemia e a possível nova paralisação da economia”, afirma Alvarenga. Neste ano, o consumo de sucata pode superar os 8 milhões de toneladas do ano passado, na avaliação do Inesfa, diante do consumo elevado.

Com a recuperação da cadeia de aço, os catadores de sucatas de obsolescência (eletrodomésticos, carros, embalagens etc.) estão recuperando os ganhos perdido no ano passado, no auge da pandemia.

Os pequenos pátios, que adquirem o insumo dos catadores, estão pagando em torno de 80 centavos de real pelo quilo da sucata ferrosa, mais do dobro do obtido no segundo trimestre do ano passado, de acordo com cálculos do Inesfa.

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Aumento do consumo de energia sinaliza retomada em Minas e São Paulo

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Correio Braziliense - DF   10/03/2021

As indústrias de mineração, metalurgia e siderurgia da região Sudeste estão voltando a produzir mais. Pelo menos é isso o que mostra a retomada da demanda de energia elétrica pelos segmentos. Em Minas, o volume de energia consumido no ramo de metalurgia e produtos de metal avançou 5%. O de extração de minerais metálicos, 11%. Em São Paulo, o consumo de indústrias de metalurgia e produtos de metal acelerou 23% no mesmo período. Por serem eletrointensivas, as empresas desses setores costumam integrar o mercado livre de energia. Nele, o consumidor pode negociar o preço e as condições de fornecimento diretamente com as geradoras ou comercializadoras. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que tem entre suas atribuições cuidar de todas as atividades de venda de energia no país, também identificou que, em Minas Gerais, os participantes do mercado livre já são responsáveis por 50% do consumo total do estado. Em São Paulo, respondem por 34% do volume de negócios.

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ECONOMIA

A queda do PIB e as mudanças para a retomada necessária

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O Estado de S.Paulo - SP   10/03/2021

Os últimos dados do PIB brasileiro de 2020 foram divulgados e, levando-se em consideração a atual conjuntura, não podem ser lidos de forma alguma como animadores. Com a queda de 4,1%, o país caiu três posições no ranking das maiores economias do mundo e foi superado por Canadá, Rússia e Coréia, países com populações significativamente menores do que a nossa.

Em um momento em que outras economias semelhantes estão em ritmo acelerado de vacinação e perspectivas concretas de reabertura e superação da crise sanitária, estamos sem vacinas para aplicar e ainda na fase do negacionismo. Não é à toa que estamos ficando para trás.

Brigamos com o mundo e, na mesma esteira, com os fabricantes das vacinas que hoje valem ouro.

Não cabe mais, a esta altura do campeonato, ficar de jogo político ou com pequenices para atrasar a vida de adversários políticos. Estamos todos no mesmo barco.

O Presidente Bolsonaro, se quiser se reeleger, deve entender o novo momento histórico em que se dará as eleições de 2022, e ele é muitíssimo diferente do de 2018. Trump que o diga.

A pandemia com certeza não pode ser imputada como culpa do governo, mas a forma como o país lida com ela e a priorização de pautas realmente caras à nação serão o fiel da balança para o eleitor no ano que vem.

Controle fiscal sem abandonar aqueles que mais precisam, reformas de base que ofereçam um ambiente de trabalho mais racional para pessoas e empresas, aumento da competitividade e melhora de imagem do país no cenário internacional, desburocratização em geral, todos estes são elementos que, apesar de parecerem muito abstratos, serão determinantes para onde o Brasil estará daqui a 5 ou 10 anos.

Temos que nos apropriar daquilo que existe de melhor em cada espectro político/ideológico, e não ficar perseguindo os diferentes. Aliás, a característica máxima do subdesenvolvimento é exatamente a intolerância e o extremismo.

Lembremos de Margareth Thatcher, que foi primeira-ministra da Inglaterra e uma reconhecida líder conservadora (apelidada de Dama de Ferro, já que era absolutamente educada, porém dura na defesa de seus argumentos). Mulher de grande força e caráter, defendeu com afinco a desburocratização, a privatização de tradicionais empresas públicas e a redução do poder dos sindicatos. Ótimo exemplo para nosso caminho no Brasil.

Também o ex-presidente americano Barack Obama, no outro lado do espectro político, promoveu reformas que levaram a população mais pobre a ter acesso a planos de saúde mais acessíveis, incentivou a tolerância de minorias e passou o chamado “Budget Control Act”, legislação federal que criou mecanismos importantes de controle de gastos e redução do déficit público. Este era (e ainda é) um cavalheiro, e sua educação e polidez no trato com as pessoas possibilitaram que muitas feridas do país fossem fechadas e fomentou a paz dentro do seu próprio país. Também um excelente exemplo para o Brasil.

O que não podemos mais permitir, e Bolsonaro deve ser hábil para entender isto, é que a política do ódio continue arruinando a economia do país bem como as manhãs dos incautos leitores de jornais que vomitam sangue e ira todos os dias. Ninguém aguenta mais isto.

Devemos voltar ao tempo em que damas e cavalheiros eram reconhecidos por suas virtudes de beleza comportamental e diplomacia. Em outras palavras, vamos voltar a dar à velha boa educação o valor que ela merece em nossas vidas.

Não quero com isto dizer que devemos tolerar práticas corruptas ou incivilidades perenes. Quero apenas dizer tanto ao Presidente da República como a todos os meus demais conterrâneos: Sejamos educados e corteses com nossos pares.

Líderes realmente notáveis e que acabam entrando para a história têm em comum a educação e o cavalheirismo no seu trabalho. Com isto, o país se entende, se aceita melhor e poderá criar o ambiente certo para que possamos passar as reformas que tanto necessitamos para melhorar a vida de todos.

E, de quebra, ainda existirá ao atual governo a possibilidade de não repetir o erro de Trump e ver escorrer pelos dedos a chance de uma reeleição quase certa.

Podemos combinar assim?

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IPC-Fipe sobe 0,20% na 1ª quadrissemana de março, após avançar 0,23% em fevereiro

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IstoÉ Dinheiro - SP   10/03/2021

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,20% na primeira quadrissemana de março, desacelerando levemente frente ao acréscimo de 0,23% verificado em fevereiro, segundo dados publicados nesta terça-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na leitura inicial deste mês, cinco dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com menos força, migraram para deflação ou intensificaram o ritmo de queda: Habitação (de estável em fevereiro para -0,11% na primeira quadrissemana de março), Alimentação (de -0,31% para -0,40%), Saúde (de 0,74% para 0,53%), Vestuário (de 0,10% para -0,04%) e Educação (de 0,10% para 0,08%).

Os demais itens mostraram aceleração entre o fim de fevereiro e o início de março: Transportes (de 1,59% para 1,95%) e Despesas Pessoais (de 0,10% para 0,16%).

Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe na primeira quadrissemana de março:

– Habitação: -0,11%

– Alimentação: -0,40%

– Transportes: 1,95%

– Despesas Pessoais: 0,16%

– Saúde: 0,53%

– Vestuário: -0,04%

– Educação: 0,08%

– Índice Geral: 0,20%

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OCDE eleva previsão de alta do PIB global em 2021, de 4,2% para 5,6%

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IstoÉ Dinheiro - SP   10/03/2021

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) previu nesta terça-feira (9) que o Produto Interno Bruto (PIB) global crescerá 5,6% este ano, depois de sofrer contração de 3,4% em 2020 em meio aos efeitos da pandemia de covid-19. Em dezembro, a OCDE tinha uma projeção mais modesta para a expansão global em 2021, de 4,2%.

A OCDE, que tem sede em Paris, França, espera agora que a economia mundial retorne aos níveis pré-pandemia em meados deste ano, seis meses antes do que calculava em dezembro de 2020.

O principal motivo para a melhora da revisão é uma perspectiva econômica mais forte para os EUA, que deverão crescer 6,5% em 2021, segundo relatório publicado hoje pela OCDE. A projeção anterior era de alta de 3,2%.

Economista-chefe da OCDE, Laurence Boone atribuiu a nova previsão para os EUA à expectativa de mais estímulos fiscais. No fim de semana, o Senado americano aprovou a proposta fiscal de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden. A expectativa é que o pacote receba o aval final da Câmara dos Representantes nesta semana.

Boone comentou que a política fiscal tem contribuído muito para a recuperação econômica, mas destacou que também é preciso acelerar as campanhas de vacinação contra a covid-19.

No documento, a OCDE elevou também as projeções de crescimento da zona do euro neste ano, de 3,6% para 3,9%, assim como para o Reino Unido, de 4,2% para 5,1%.

Por outro lado, a previsão para o avanço do PIB da China em 2021 foi ligeiramente revisado para baixo, de 8% para 7,8%. Em relação a outras grandes economias da Ásia, a OCDE agora prevê que Japão e Índia crescerão 2,7% e 12,6%, respectivamente, este ano. Antes, as estimativas eram de 2,3% e 7,9%.

Ainda no relatório, a OCDE comenta que o recente avanço nos rendimentos dos Treasuries reflete expectativas de crescimento e inflação maiores e poderá levar a uma fuga de capitais de países emergentes, onde as campanhas de vacinação estão atrasadas e cuja recuperação econômica deverá ser mais demorada.

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Barclays eleva previsão de inflação para o Brasil a 4,5% e prevê aumento de juros de 0,5 p.p

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Investing - SP   10/03/2021

A inflação brasileira ficará significativamente acima do centro da meta este ano, forçando o Banco Central a elevar a taxa Selic mais rápido do que o anteriormente previsto, começando com um aumento de meio ponto percentual na próxima semana, disseram economistas do Barclays (LON:BARC) nesta terça-feira.

Em nota a clientes, eles aumentaram a projeção de inflação de fim de ano de 3,9% para 4,5%, acrescentando que os riscos continuam inclinados para alta. Isso ocorre apenas um mês após terem elevado a perspectiva ante um patamar de 3,6%.

A meta do BC para 2021 é de uma inflação de 3,75% medida pelo IPCA, com uma margem de erro de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Os dados oficiais mais recentes mostraram uma alta de 4,57% do IPCA-15 nos 12 meses até janeiro, impulsionada pela continuidade da alta dos preços dos alimentos e das commodities.

Os economistas do Barclays agora esperam que o Copom eleve a taxa Selic em 50 pontos-base na próxima semana, a 2,50%, e continue elevando os juros até 4,50% no final do ano.

"O (Copom) não gostaria de correr o risco de 'ficar para trás da curva' aos olhos do mercado, pois isso poderia representar um custo maior para a política monetária no futuro caso se perdesse a credibilidade nesse processo", escreveram.

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Novo cenário político faz consultorias preverem deterioração na economia

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O Estado de S.Paulo - SP   10/03/2021

A incerteza gerada pelo novo cenário político, com a possibilidade de o ex-presidente Lula se candidatar e o risco de o presidente Jair Bolsonaro adotar uma agenda mais populista para ganhar popularidade até 2022, que se soma a um cenário já conturbado na economia, já fez consultorias e corretoras reverem suas projeções macroeconômicas para este ano e para o próximo. Em linhas gerais, os economistas apostam em inflação e taxa de juros mais altos, real mais desvalorizado e PIB mais fraco em 2022.

A MB Associados reajustou, nesta terça-feira, 9, suas estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, de 4% para 4,3%, e para a taxa básica de juros (Selic) em dezembro, de 4% para 5,5%. A consultoria também anunciou que deve rever a projeção do PIB de 2022 de 2,4% para abaixo de 2%.

“Temos dois candidatos com dificuldade de fazer gestão de política macroeconômica equilibrada. Bolsonaro está agora ainda mais impaciente para entregar algo para a população. Do lado do Lula, não o vejo fazendo uma Carta ao Povo Brasileiro. Não o vejo se aproximando do mercado. Ao contrário, a dificuldade em se relacionar com o mercado cresceu depois do impeachment da Dilma”, diz o economista-chefe da MB, Sérgio Vale.

Segundo ele, o estresse atual no mercado financeiro decorrente da incerteza política deve pressionar de forma mais permanente os preços dos ativos, como a moeda, que já está se desvalorizando. Um real mais fraco afetará o preço dos importados e, portanto, elevará a inflação. Esse cenário deve fazer o Banco Central subir a taxa de juros, o que terá um impacto negativo na atividade econômica do próximo ano.

A Necton Investimentos também revisou o IPCA, de 4,1% para 4,58%, e a Selic, de 4% para 5%. Segundo o economista-chefe da corretora, André Perfeito, o que deve pressionar mais inflação e juro, agora, é o comportamento do presidente Bolsonaro. Perfeito diz ver Bolsonaro em posição fragilizada, encurralado por diferentes atores políticos, e tendo de escolher quem serão seus aliados. Nessa situação, pode optar por medidas populistas para evitar perder sua popularidade entre, por exemplo, militares e servidores, se indispondo com o mercado. “Há um conjunto de pressões em torno do presidente, e a questão Lula é mais uma que o joga para uma situação de desconforto.”

O economista afirma ainda que a incerteza política aumentou, o que eleva também o risco de se investir no País e a taxa de juros que os investidores pedem para emprestar ao governo. Tudo isso pode reduzir a quantidade de crédito na economia e dificultar a retomada econômica.

Apesar de a consultoria LCA não ter mexido em suas projeções, seu economista-chefe, Braulio Borges, afirma que possivelmente terá de elevar a atual estimativa da Selic - hoje em 4,5%. Para o PIB deste ano, ele acha difícil haver um resultado inferior aos 3,2% que projeta hoje por causa do carrego estatístico (quando a base de comparação é baixa - o resultado médio do PIB em 2020 -, mas o ponto de partida é elevado por conta da recuperação ao longo do último semestre do ano). Borges admite, no entanto, que talvez tenha de rever para baixo o de 2022, atualmente em 3%.

Essa possível deterioração em suas estimativas, afirma o economista, também decorre do aumento da incerteza com o retorno de Lula à política. “A incerteza é a inimiga número um da decisão de se investir. O empresário vai postergando o plano de investimentos. E essa incerteza aumentou também porque não sabemos qual figurino o Lula vai vestir. Embora ele tenha sido pragmático a maior parte do tempo em que esteve na presidência, ele pendeu mais para a extrema esquerda nos últimos anos.”

A Tendências Consultoria deve divulgar suas novas projeções amanhã. O economista Silvio Campos Neto, sócio da empresa, destaca que a mudança no cenário da corrida eleitoral tem impacto maior sobre o câmbio. Outras revisões que estão sendo feitas decorrem também de alterações na economia internacional e no aumento dos riscos fiscais.

Para Campos Neto, a possível disputa entre Lula e Bolsonaro em 2022 interfere sobretudo no mercado financeiro no curto prazo. No médio prazo, pode fazer com que empresas retardem apenas os grandes investimentos. “Elas podem preferir aguardar uma definição do cenário político para ver para onde as coisas vão caminhar, mas o foco hoje ainda é a pandemia. Parte da recuperação está preservada no segundo semestre. Decisões de dia a dia de consumo de famílias e de empresas, como ajuste em estoque, estão preservadas."

Já na visão do diretor-executivo para as Américas da consultoria de risco político Eurasia, Christopher Garman,a retomada da economia independe da nova disputa política e paira sobre o controle da pandemia nos próximos 45 dias. “Se a gente atravessa esse período e a economia se recupera no segundo trimestre, aí Bolsonaro pode ser favorito independentemente do que o Lula fizer. Se o quadro sanitário ficar mais dramático, Lula será uma camada de incerteza a mais.”

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Governo contratará R$ 250 bi em investimentos até 2022, diz Infraestrutura

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IstoÉ Online - SP   10/03/2021

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou que, com o programa de concessões, deve haver contratação de R$ 250 bilhões em investimentos até o fim de 2022. Segundo ele, R$ 60 bilhões já foram contratados e mais R$ 130 bilhões devem vir até o fim deste ano. Conforme Tarcísio, o valor esperado até o fim do ano que vem é mais de 40 vezes maior do que o orçamento de obras da pasta.

“Isso mostra um esforço de solvência, de responsabilidade fiscal. A gente tem percebido o mercado ouriçado. Temos inflação civilizada, taxa de juros real negativa, commodities subindo, reservas internacionais. Não tem balanços extremamente alavancados em empresas importantes, sistema financeiro sólido. Não vemos chance de riscos sistêmicos a não ser do fiscal. E estamos na iminência de aprovar a PEC emergencial que tem gatilhos fiscais. Temos de seguir no caminho que permitiu o cenário interessante de juros e inflação”, comentou o ministro, em participação em live da Necton Investimentos.

Tarcísio ainda disse que o governo federal teve boa conversa com a Pfizer e que deve conseguir antecipar a entrega de doses de vacina contra a covid-19. Ele ainda destacou que o governo garantiu a produção própria de imunizantes, pela Fiocruz e o Butantan.

Na live, o ministro falou sobre a expectativa sobre a “Infra Week”, semana em abril que deve haver vários leilões, como de 22 aeroportos no dia 7 e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste no dia 8. “Estamos procurando seguir o que estabelecemos no 1º dia de governo”, disse sobre a iniciativa de “massiva” transferência de ativos para a iniciativa privada.

Tarcísio também afirmou que há muita expectativa para o leilão da Cedae, empresa de saneamento do Rio de Janeiro, indicando que é um esforço conjunto do governo estadual com o governo federal e o BNDES.

Segundo ele, o ministério também está trabalhando na primeira privatização de um porto, com a Companhia das Docas do Espírito Santo (Codesa), que acabou de sair de consulta pública, e será uma forma de preparação para a desestatização do Porto de Santos, para qual, afirmou ele, o mercado já começa a se movimentar. “Temos excelentes ativos e estruturação de projetos elogiada no mundo. Temos mecanismos para amortecer variação do câmbio. Estamos usando outorgas variáveis para amortecer variação do câmbio.”

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MINERAÇÃO

Vale: Ativa eleva preço-alvo por possíveis melhorias de governança e dívida

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Investing - SP   10/03/2021

A Ativa Investimentos elevou seu preço-alvo para a ação da Vale (SA:VALE3), de R$ 99 para R$ 114, enxergando possíveis melhorias de governança e de gerenciamento da dívida, o que permitiria uma distribuição de proventos robusta.

A corretora manteve sua recomendação de Compra para o papel, “acreditando no sucesso da estratégia da companhia de alcançar o nível produtivo de 400 milhões de toneladas de minério de ferro por ano em 2022 e obter maiores margens diante de sua posição privilegiada como ofertante de minério de maior qualidade”, resume.

Por volta das 15h35 desta terça-feira (9), a ação tinha baixa de 1,9%, sendo negociada a R$ 97,78, apesar da alta de 0,72% do Ibovespa, devido a uma forte queda no preço do minério de ferro na China após a imposição de limites à produção de aço em Tangsham.

Em relação à performance recente da mineradora, a Ativa destaca a resiliência operacional mesmo com restrições produtivas.

Fator externo à empresa, a alta demanda da China deve ser capaz de manter o preço do minério de ferro acima de US$ 100 em 2021, na visão da corretora, o que favorece as margens da Vale.

Nesse sentido, os principais riscos para a performance da companhia, segundo a Ativa, são o preço do minério, que pode ser volátil; a demanda chinesa, que pode seguir passando por mudanças causadas por transformações nas diretrizes governamentais; desdobramentos dos eventos de Brumadinho e Mariana; demora em retomar o nível produtivo; desafios de clima e logística; e governança;

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Valor das vendas de minérios no Paraná crescem 228% em 10 anos

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Revista Mineração - SP   10/03/2021

As produções brutas e beneficiada de minérios comercializados no Paraná passaram de 34,5 milhões de toneladas em 2010 para 51,15 milhões em 2019. Já o valor de venda saltou de R$ 484,61 milhões para R$ 1,1 bilhão no período.

Os números constam no Informe Mineral 02/2021, desenvolvido pela Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo. O documento mostra o desempenho da produção e comercialização de minério bruto e beneficiado no Paraná, referente aos anos de 2010 a 2019. Ele está estratificado por substância mineral, tendo por base o Relatório Anual de Lavra (RAL), entregue pelos mineradores a Agência Nacional de Mineração (ANM).

Segundo o Diretor-presidente do Instituto de Terras Cartografia e Geociências, Amílcar Cavalcante Cabral, além de demonstrar o desempenho econômico do Paraná, o informe mineral é imprescindível para que o governo estabeleça diretrizes de desenvolvimento sustentável. “Com base nesses dados é possível desenvolver políticas públicas pontuais, de acordo com o perfil de cada região, melhorando o desempenho da economia, com geração de emprego e renda”, afirmou.

Para o secretário estadual, Márcio Nunes, a intensidade e conduta relativas ao uso de recursos minerais são importantes indicadores sociais. “A demanda por bens de origem mineral é um importante indicativo do crescimento econômico. Representa que o paranaense está ganhando qualidade de vida e estamos no caminho certo”, ressaltou.
Setor Extrativista

O setor extrativista registrou um crescimento de 48% de rochas britadas e carbonáticas (calcário e dolomito) durante a década, juntamente com a areia, argilas, saibro, talco, feldspato, carvão mineral, caulim, rochas ornamentais, fluorita e ouro.

As rochas britadas e areia são utilizadas, principalmente, na construção civil e na elaboração de artefatos de concreto e cimento. Já as rochas carbonáticas (calcário e dolomito) são destinadas à fabricação de cimento, corretivo agrícola e cal. O carvão mineral é utilizado na produção de termoeletricidade e o talco, na fabricação de cerâmica.

De acordo com as informações apresentadas à Agência Nacional de Mineração, a produção de rochas britadas praticamente dobrou em menos de dez anos. Passou de 10,64 milhões para 21,02 milhões de toneladas, o que resultou num aumento no valor de venda de 163% (R$ 178,22 milhões em 2010 para R$ 468 milhões em 2019). O calcário teve um crescimento de 18,11% (de 13,03 milhões para 15,39 milhões de toneladas). O valor de venda aumentou em 130%.

Ainda segundo os números apresentados no documento, o valor da venda da areia teve comportamento similar ao da produção. Em 2010 foi de R$ 72,57 milhões. Em 2014 atingiu o pico (R$ 165,08 milhões), seguido de queda até 2017. A partir daí, retomou o crescimento até 2019, com R$ 137,53 milhões. Aumento de 89,5%.

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FERROVIÁRIO

Ferrovia Centro-Atlântica movimenta 39 mi t em 2020

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BOL - SP   10/03/2021

A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada da operadora de logísticas VLI que detém a concessão da malha Centro-Leste, movimentou 39,08 milhões de toneladas em cargas em 2020, alta de 8,6% na comparação anual, segundo dados divulgados nesta terça-feira.

Para a VLI, o resultado em volumes é proveniente de investimentos realizados pela controladora, estimados em cerca de 2 bilhões de reais nos últimos cinco anos --no período, o fluxo de cargas da FCA avançou em 28,8%.

O balanço financeiro do ano passado, que apontou para uma receita líquida de 2,68 bilhões de reais, alta de 11% no comparativo anual, foi atribuído ao aumento do volume transportado ao longo da malha no período.

A companhia opera 7.220 quilômetros que cruzam sete Estados brasileiros nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, com destaque para o fluxo logístico de carga geral --aquela que costuma ser transportada com acondicionamento, embalada-- em conexão com outras ferrovias.

"Acreditamos que há um imenso potencial para o país desenvolver sua infraestrutura, equilibrar ainda mais a matriz logística e suportar a economia. Estamos completamente engajados nesse propósito", disse em nota o presidente da VLI, Ernesto Pousada.

A FCA possui em andamento o processo de renovação de concessão, que prevê investimentos de 13,8 bilhões de reais na malha.

A VLI espera aumentar a capacidade de transporte pelo modal ferroviário por meio dos novos aportes, que abrangem compra de locomotivas e vagões, modernização da linha e a ampliação e construção de pátios, mas não detalhou as projeções.

Pousada classificou o avanço do processo de renovação antecipada da concessão FCA como uma "nova porta para o crescimento... que nos ajudará a alcançar um novo patamar."

A VLI possui a mineradora Vale como sua maior acionista. Brookfield, Mitsui, FI-FGTS e Brasil Port Holdings também contam com fatias da empresa.

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Projeto entrega cabotagem brasileira

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Monitor Digital - RJ   10/03/2021

O Projeto de Lei 4.199/2020, novo marco legal da cabotagem, também conhecido como BR do Mar, pode ser votado esta semana no Senado. No ano passado, foi aprovado na Câmara sob fortes protestos de setores que iam dos caminhoneiros aos usuários de portos. Nem se pode dizer que os senadores discutiram o projeto. Ele vai sendo levado, por interesse do governo, que tem uma pressa injustificável para assunto tão importante.

O objetivo do PL, argumenta o governo, é aumentar a oferta de serviços de transporte entre os portos brasileiros e a concorrência do setor. O BR do Mar parte de 2 premissas falsas, argumenta o engenheiro naval Nelson L. Carlini, em artigo para o Monitor Mercantil: considera que o principal entrave ao setor é a pequena disponibilidade de navios e pressupõe que o modal está estagnado. Hoje, a cabotagem representa 11% da matriz de transportes brasileira, e tem crescido em média 10% ao ano.

O PL favorece a operação de empresas estrangeiras na cabotagem, como se essa participação hoje fosse reduzida, o que também não é verdadeiro, pois 95% do transporte de cabotagem já são feitos por empresas sob controle estrangeiro. “Para completar, o PL abre indiretamente a possibilidade de financiamento a estaleiros estrangeiros, para a produção de embarcações no exterior, em detrimento da indústria naval nacional”, denuncia Carlini.

A proposta do Executivo é o tema do webinário “BR do Mar – Desafios e Perspectivas para a Cabotagem”, nesta quarta-feira, a partir das 9h, com transmissão ao vivo. Participarão o vice-presidente da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), Luís Resano; o diretor de Gestão Portuária da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) e ex-presidente da Antaq, Mario Povia; Nelson Carlini; e o especialista em transporte marítimo Milton Tito.

A realização é da Meira Mattos Educação (MME), com apoio da Abac e apoio institucional da Ferreira de Mello Advocacia (FMA) e do Rotary Club.

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