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09 de Junho de 2022

SIDERURGIA

Folha de S.Paulo – SP 09/06/2022

Um dos argumentos que podem ser usados é o de que restrições beneficiam hoje a Rússia

O presidente Jair Bolsonaro poderá pedir ao presidente Joe Biden uma redução nas barreiras de importação ao aço brasileiro para os EUA, criadas pelo ex-presidente Donald Trump em 2018. Um dos argumentos para isso é que as medidas atuais acabam beneficiando a Rússia.

Os dois líderes terão uma reunião bilateral durante a Cúpula das Américas, realizada em Los Angeles nesta semana e que reúne delegações de 34 países do continente. A conversa deve ocorrer na tarde de quinta (9).

Como medida protecionista, os EUA criaram uma sobretaxa de 25% ao aço importado, em uma medida chamada de Seção 232. O Brasil, assim como alguns outros países, obteve uma cota de exportação de aço livre desta cobrança, e o pleito agora é que esse limite seja ampliado, extinto ou que o país pague uma alíquota menor, segundo diplomatas brasileiros envolvidos na preparação do encontro.

Um dos produtos mais exportados pelo Brasil são placas de aço semi-acabado, cuja cota atual é de 3,5 milhões de toneladas anuais. A produção dessas placas usa carvão metalúrgico vindo dos EUA. Assim, a ampliação da cota levaria a um aumento de empregos também em estados como a Virgínia, que exporta US$ 400 milhões do material ao Brasil por ano, argumentam negociadores brasileiros.

Diplomatas buscam também apoio de parlamentares democratas para a mudança, que podem ajudar a convencer Biden sobre a alteração. Outro argumento é que a ampliação de exportações brasileiras poderia fazer com que os EUA comprem menos aço da Rússia, que segue como um dos principais fornecedores do material para a indústria americana.

Quando presidente, Trump adotou várias medidas protecionistas para conter importações, sob argumento de que pretendia preservar empregos nos EUA. Biden, há um ano e meio no cargo, ainda mantém várias daquelas medidas em vigor.

No entanto, após a pandemia e a Guerra na Ucrânia, os Estados Unidos passaram a falar em near-shoring, um movimento de trazer para mais perto indústrias e cadeias de produção espalhadas pelo planeta, em um movimento que pode beneficiar a América Latina. O governo americano espera que isso, além de melhorar a economia da região, também ajude a desestimular a migração de latino-americanos rumo aos EUA.

Na terça, o governo americano anunciou que dez empresas americanas farão investimentos totais de US$ 1,9 bilhão em países da América Central. A lista de novos empreendimentos inclui redes de banda larga fixa e de telefonia móvel, expansão de pagamentos digitais, fábricas de roupas e autopeças e plantações de banana e abacate.

Além do aço, a pauta da conversa entre os dois presidentes pode incluir a recuperação econômica pós-pandemia, insegurança alimentar e a crise climática, mas a lista final de tópicos será definida pelos dois. Sobre a reunião, um representante da Casa Branca disse que é notório que há desentendimentos com o governo brasileiro, mas que a conversa deverá ser sincera e direta, já que os países possuem muitos interesses e preocupações em comum.

Colaborou Ricardo della Coletta

InfraRoi - SP   09/06/2022

Com as múltiplas crises que o mundo enfrenta, os mercados de commodities estão sendo transformados como resultado da pandemia, da guerra na Ucrânia e dos efeitos das mudanças climáticas. No entanto, o conflito entre dois grandes exportadores mundiais de produtos básicos e recursos energéticos elevou ainda mais os preços das matérias-primas. A Rússia é o principal exportador de fertilizantes e gás natural e o segundo maior exportador mundial de petróleo bruto. Assim, a crise desencadeada pela guerra na Ucrânia reduziu a oferta global de gás, elevando os preços, mas também gerando desafios de abastecimento. “Não se sabe se os países poderão contar com o gás de que precisam”, comenta Alejandro Wagner, diretor executivo da Alacero.

Infelizmente, em um cenário de crise após crise, os investimentos em novos formatos de energia ficam em segundo plano, tornando-nos reféns dos combustíveis fósseis. O aumento do custo da energia também significa que muitos países da região precisam importar mais gás, encarecendo ainda mais a produção local e, consequentemente, perdendo competitividade no mercado internacional.

No entanto, algumas iniciativas buscam diversificar as fontes de energia e reduzir a dependência do gás russo em 2/3 até o final de 2022. E há coisas a fazer como:
avaliar a produção interna de energia de cada país para não depender dos mercados externos; promover a produção de energia limpa (e seus investimentos) como estratégia para suprimir a demanda de forma sustentável; melhorar os marcos regulatórios por meio de reformas estruturais que reduzam impostos e custos para produzir energia limpa, melhorando assim os custos de energia e combustível para transporte; incentivar a cooperação entre os países da região para aumentar o comércio intra-regional e o apoio energético entre os países da América Latina; aumentar a eficiência energética.

A siderurgia é, ao mesmo tempo, consumidora e geradora de energia em seu processo produtivo. Nas últimas décadas, passou por um processo de melhoria da eficiência energética em suas plantas e já promoveu grandes reduções de uso, promovendo benefícios para o meio ambiente e para sua competitividade econômica.

Por sua característica de infinita reciclabilidade, o aço tem um amplo potencial de descarbonização: segundo dados da worldsteel, dos 1,8 milhão de toneladas produzidas por ano, estima-se que 630 milhões sejam utilizados como matéria-prima, evitando a emissão de 950 milhões de toneladas de CO2. Dessa forma, o aumento do uso de fontes renováveis de energia é uma forma de acelerar o processo.

Segundo Wagner, vivemos tempos de mudanças sem precedentes, que estão redefinindo a agenda do setor. “Na América Latina temos dois grandes problemas: mudança climática e geopolítica, vejo dois caminhos possíveis de solução: inovação e novas tecnologias, que são uma oportunidade para acelerar processos como eficiência energética e descarbonização, que são essenciais para que possamos passar pelo cenário delicado que estamos observando”, afirma.
Qual o cenário no Brasil?

Houve um boom de importação de gás no país em decorrência do aumento da geração de eletricidade a gás devido à crise hídrica, uma vez que buscou-se preservar os reservatórios hidrelétricos do país. Segundo dados do Ministério da Economia, o Brasil importou aproximadamente 12 milhões de toneladas (Mt) de gás em 2021, quase o dobro dos 6,2Mt do ano anterior. Assim, a maior economia da América Latina enfrenta um período complicado em 2022, uma vez que a necessidade de importação continua elevada.
O que os países e governos podem fazer?

No médio prazo, ou seja, até 2030, é fundamental valorizar a produção energética nacional para que não haja dependência do mercado externo, promover a cooperação entre os países da América Latina, aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética, utilizar gás natural como combustível de transição e continuar o desenvolvimento de programas de Eficiência Energética aproveitando a revolução tecnológica e a digitalização.

Para isso, é preciso ter incentivos e regras previsíveis dos governos a favor do desenvolvimento das energias renováveis, também é fundamental ter tarefas competitivas de gás natural para maximizar a competitividade da matriz energética, além de financiamentos públicos e privados para promover o salto tecnológico e a eficiência energética.

Brasil Mineral - SP   09/06/2022

Publicação fornece uma visão abrangente das atividades da indústria siderúrgica, desde a produção de aço bruto até o uso aparente de aço.

A worldsteel acaba de publicar a edição 2022 do ‘World Steel in Figures’, publicação que fornece uma visão abrangente das atividades da indústria siderúrgica, desde a produção de aço bruto até o uso aparente de aço, desde indicações de fluxos comerciais globais de aço até a produção e comércio de minério de ferro. “World Steel in Figures mostra que a maioria dos países ao redor do mundo viu um aumento na produção e no uso de aço em 2021, apesar das restrições da COVID-19 permanecerem em muitos locais. A expectativa de uma recuperação contínua e estável da pandemia este ano foi abalada pela guerra na Ucrânia e pelo aumento da inflação”, disse Edwin Basson, diretor geral da worldsteel.

Independentemente de como as coisas evoluam, a indústria está ciente de sua responsabilidade de produzir e usar aço de maneiras cada vez mais sustentáveis. “Nossa Carta de Sustentabilidade revisada e ampliada que lançamos no início deste ano permite que nossos membros afirmem seus compromissos nesta área. O aço continua sendo à base do crescimento econômico e nossos clientes e o mundo exterior em geral podem estar cada vez mais confiantes de que estamos aumentando nossos padrões”.

ECONOMIA

CNN Brasil - SP   09/06/2022

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), avançou 0,79% na quadrissemana. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (8) pela instituição. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador de inflação da está acumulado em 10,4%.

Desta vez, cinco das oito classes analisadas contribuíram para o resultado, com destaque para o componente habitação, que passou de -1,37% na semana anterior para -0,15% na atual. O comportamento foi influenciado principalmente pelo item tarifa de eletricidade residencial, que passou de -4,99% para -9,34%.

A taxa de inflação registrada na alimentação acelerou de 0,45% para 0,73%. Na educação, leitura e recreação, passou de 3,12% para 3,43%. Comportamento semelhante ocorreu com vestuário (de 1,21% para 1,62%) e saúde e cuidados pessoais (0,87% a 0,89%).

Com relação aos itens analisados, o custo das passagens aéreas desacelerou: a inflação passou de 16,33% para 15,40%. Já a das roupas masculinas cresceu: passou de 1,55% para 2,12%.

No grupo de transportes, houve desaceleração: passou de 1,02% para 0,62%. Uma queda puxada pela variação do licenciamento – IPVA (1,22% para 0%). O combo de telefonia, internet e televisão por assinatura, que estava em -0,18%, voltou a cair e fecha em -0,61%.

O Estado de S.Paulo - SP   09/06/2022

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano, de 1,4% para 0,6%. Já a estimativa para o crescimento da economia mundial caiu de 4,5% para 3%.

Para 2023, a previsão do PIB brasileiro caiu de 2,1% para 1,2%. Enquanto o PIB mundial deve ser de 2,8%. As mudanças desde as estimativas de dezembro passado foram informadas por meio do relatório de perspectivas econômicas da OCDE, publicado nesta quarta-feira, 8.

Depois da forte recuperação vista em 2021, o crescimento econômico do Brasil deve desacelerar significativamente em 2022 até se recuperar no próximo ano, observa a OCDE. "O aumento da inflação, a guerra na Ucrânia e as condições financeiras mais apertadas corroeram o sentimento econômico e o poder de compra, o que deve afetar fortemente a demanda doméstica no primeiro semestre de 2022", prevê a organização.

A corrida presidencial ao fim do ano também adiciona incertezas ao cenário e ajuda a manter o investimento moderado até 2023, nota a OCDE. A instituição observa que a recuperação do mercado de trabalho brasileiro tem sido lenta, com a taxa de participação e de rendas reais abaixo dos níveis pré-pandemia.

Com o aumento de preços de alimentos e energia em meio à guerra da Rússia na Ucrânia, a OCDE defende programas sociais para proteger a população mais vulnerável. "A medida em que o crescimento será menor e a inflação mais alta dependerá de como a guerra evoluir, mas está claro que os mais pobres serão os mais atingidos", destaca a organização. "O preço desta guerra é alto e terá de ser partilhado."

Além disso, o relatório afirma ser necessário esforços adicionais para melhorar o direcionamento e eficácia dos gastos públicos, "para permanecer consistente com uma gestão fiscal sólida".

Se as pressões inflacionárias persistitem, o Banco Central deve continuar elevando a taxa básica de juros, diz a organização. A instituição observa que é esperado que a taxa Selic suba dos atuais 12,75% para 13,25% ao ano na próxima reunião monetária. "A taxa Selic deve permanecer em 13,25% até o início de 2023 e então diminuir lentamente ao longo do ano, à medida que os efeitos defasados dos aumentos recentes são finalmente sentidos".

Ainda, a OCDE incentiva que o Brasil continue com suas reformas "ambiciosas" para garantir sustentabilidade fiscal e evitar que taxas de pobreza subam. A organização também recomenda maior exploração das fontes de energia eólica e solar para complementar a hidrelétrica.
Pontos de destaque

Na zona do euro, a organização observa que o crescimento da região deve ser fortemente impactado na primeira metade de 2022 pela guerra e os lockdowns na China. Ainda que haja razão para remover a política monetária acomodatícia, dado o desenvolvimento da inflação, a OCDE aconselha que o Banco Central Europeu (BCE) o faça de modo "cuidadoso e consciente" da evolução da guerra, para reduzir os riscos de fragmentação financeira.

Já nos EUA, a continuação da normalização monetária irá pesar sobre o crescimento econômico, afirma a OCDE. O fim de medidas de apoio ligadas à pandemia também significará que a política fiscal terá influência para contração econômica, ainda que gastos fiscais acumulados compensem parcialmente esse efeito. A organização defende que as autoridades americanas devem estar prontas para fornecer apoio fiscal temporário a grupos vulneráveis, caso uma desaceleração econômica inesperada se dê de forma acentuada.

Quanto à China, em meio a "ventos contrários crescentes", o crescimento será apoiado pelo investimento na transição climática e pela antecipação de projetos de infraestrutura, segundo o relatório.

Agência Brasil - DF   09/06/2022

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve inflação de 0,69% em maio deste ano. A taxa é superior à registrada no mês anterior (0,41%), mas inferior à observada em maio de 2021 (3,40%).

Com o resultado, o índice acumula taxa de 10,56% em 12 meses, menos do que um terço daquela apurada em maio de 2021 (36,53%).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que analisa o atacado, subiu de 0,19% em abril para 0,55% em maio, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,95% para 2,28%.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, teve queda na taxa de inflação, ao passar de 1,08% em abril para 0,50% em maio.

CNN Brasil - SP   09/06/2022

A China ampliou a diferença em relação aos Estados Unidos em termos comerciais em grandes áreas da América Latina desde que o presidente Joe Biden assumiu o cargo no início de 2021, segundo um levantamento, ressaltando como Washington está sendo superada na região.

Uma análise exclusiva da Reuters dos dados comerciais da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2015 a 2021 mostra que, fora o México, principal parceiro comercial dos Estados Unidos, a China ultrapassou os Estados Unidos na América Latina e aumentou essa diferença no ano passado.

A tendência, impulsionada por países da América do Sul ricos em recursos naturais, mostra como os Estados Unidos perderam terreno em uma região há muito vista como seu quintal, mesmo quando Biden pretende redefinir esses laços na Cúpula das Américas nesta semana.

O México e os Estados Unidos têm um acordo de livre comércio desde a década de 1990, e a quantidade de comércio entre os dois vizinhos ofusca sozinho o comércio norte-americano com o resto da América Latina.

Mas a lacuna comercial com os Estados Unidos no resto da região, que se abriu pela primeira vez sob o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump em 2018, cresceu desde que Biden assumiu o cargo em janeiro do ano passado, apesar da promessa de restaurar o papel de Washington como líder global e reorientar a atenção para a América Latina após anos do que ele chamou de “negligência”.

Atuais e ex-funcionários disseram à Reuters que os Estados Unidos demoraram para tomar medidas concretas e que a China, grande compradora de grãos e metais, simplesmente ofereceu mais à região em termos de comércio e investimento.

Juan Carlos Capunay, ex-embaixador do Peru na China, disse que, além do México, “os laços comerciais, econômicos e tecnológicos mais importantes para a América Latina são definitivamente com a China, que é o principal parceiro comercial da região, bem acima dos Estados Unidos”.

Ele acrescentou, porém, que politicamente a região ainda está mais alinhada com os Estados Unidos.

Excluindo o México, os fluxos comerciais totais – importações e exportações – entre a América Latina e a China atingiram quase US$ 247 bilhões no ano passado, segundo os últimos dados disponíveis, bem acima dos US$ 174 bilhões com os Estados Unidos.

Os dados de 2021 carecem de números comerciais de alguns países, mas eles se equilibram em termos do viés EUA-China.

Exceção na América Latina, os fluxos comerciais do México com os Estados Unidos foram de US$ 607 bilhões no ano passado, acima dos US$ 496 bilhões em 2015. Seu comércio com a China foi de US$ 110 bilhões, acima dos US$ 75 bilhões seis anos antes.

A Casa Branca e o Departamento de Estado dos Estados Unidos não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre o tema.

Em um aparente esforço para apresentar uma alternativa específica à China, altos funcionários norte-americanos disseram que Biden anunciaria um plano de “Parceria das Américas” na cúpula em Los Angeles, com foco na promoção da recuperação da pandemia, a partir dos acordos comerciais existentes.

O objetivo seria mobilizar investimentos, revigorar o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), criar empregos ligados à energia limpa e fortalecer as cadeias de suprimentos, afirmaram as autoridades.

Mas tal iniciativa pode enfrentar resistência de protecionistas norte-americanos, bem como questões sobre como as economias amplamente diversificadas da região poderiam fazê-la funcionar.
“Perdendo a batalha”

Assessores de Biden que viajaram pela América Latina tentaram convencer os parceiros de que Washington é mais confiável e transparente para fazer negócios, acusando abertamente a China de usar o investimento para criar “armadilhas de dívida” para os países.

Mas um funcionário dos Estados Unidos, falando sob condição de anonimato, admitiu que Washington enfrenta um desafio difícil.

“Enquanto a China estiver pronta para colocar seu dinheiro na mesa, parece que estamos travando uma batalha perdida”, disse a pessoa.

Quando o enorme fluxo comercial com o México é incluído, os Estados Unidos ainda saem no topo, mas isso mascara a tendência mais ampla na região, onde os produtos fabricados na China estão ganhando terreno e Pequim está devorando soja, milho e cobre.

A China lidera na Argentina, ampliou sua liderança nos gigantes andinos do cobre, Chile e Peru, e viu um grande avanço no Brasil, apesar do ceticismo do presidente  Jair Bolsonaro sobre os interesses comerciais chineses no país.

Welber Barral, sócio da BMJ Consultores Associados com sede no Brasil, disse que a China muitas vezes trouxe investimentos em transporte e infraestrutura que ajudaram acordos comerciais sobre grãos e metais, enquanto os governos muitas vezes achavam que os Estados Unidos tinham apenas retórica.

“Os governos latino-americanos reclamam que há muita conversa, mas perguntam ‘onde está o dinheiro’?”, avalia.

A Cúpula organizada pelos Estados Unidos em Los Angeles é vista como uma plataforma fundamental para combater a China, mas Biden já foi atingido por ausências, incluindo o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, devido à exclusão de países como Cuba e Venezuela.

Eric Farnsworth, ex-funcionário da Casa Branca e integrante grupo Conselho das Américas, disse que a alta nos preços das commodities aumentou os números do comércio entre América Latina e China, mas reconheceu que uma agenda de política doméstica ocupada dos Estados Unidos e a guerra na Ucrânia mantiveram o foco de Biden em outros lugares.

“Há um acordo bipartidário de que os Estados Unidos simplesmente não estão na mesa”, disse ele. “A Cúpula é parte do esforço para resolver isso, mas precisa haver algo concreto que saia disso”.

O Estado de S.Paulo - SP   09/06/2022

Como ocorreu ontem no Senado, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, tem sido bastante questionada nesta quarta-feira por congressistas sobre a força da inflação. Durante audiência em comitê da Câmara dos Representantes, Yellen afirmou que a inflação em 8% no país é “inaceitável” e garantiu que o governo trabalha para reduzir o problema.

Yellen disse que uma via para isso é a redução do déficit orçamentário, enquanto o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mantém seu aperto monetário – ela reafirmou a independência do Fed e não quis comentar declarações recentes de seu presidente, Jerome Powell, ao ser questionada.

A autoridade argumentou que a inflação atual é um fenômeno global, não apenas dos EUA, e ocorre em países com políticas fiscais muito distintas. Ao mesmo tempo, reafirmou que mais adiante o quadro inflacionário melhorará nos EUA, rechaçando que isso poderia durar cerca de uma década, como questionado por um deputado.

Agência Brasil - DF   09/06/2022

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse nesta quarta-feira (8) que a inflação não será um problema de uma década para o país e que os gastos emergenciais da covid-19 do governo Biden contribuíram apenas "modestamente" para os aumentos de preços.

Yellen, respondendo a perguntas de parlamentares sobre a inflação elevada pelo segundo dia consecutivo, disse que leitura recente acima de 8% é "inaceitável" para o país e que 2% é uma "meta apropriada" de inflação para o banco central norte-americano.

"Não vejo como a inflação seja um assunto de uma década", disse Yellen ao comitê orçamentário da Câmara dos Deputados dos EUA em resposta a uma pergunta sobre por que alguns economistas veem a inflação como um problema mais enraizado.

Yellen disse na terça-feira ao Comitê de Finanças do Senado que a inflação elevada provavelmente persistirá --embora ela espere um arrefecimento em breve-- e que o governo Biden deve aumentar sua previsão orçamentária para uma inflação de 4,7% para este ano.

Na semana passada, Yellen havia dito que estava "errada" em sua avaliação de 2021 de que a inflação seria mais transitória e desapareceria mais rapidamente.

Republicanos no painel da Câmara, assim como seus colegas do Senado, perguntaram repetidamente a ela se as medidas de alívio da Covid-19 de 1,9 trilhão de dólares do governo Biden, conhecidas como Plano de Resgate Americano, foram uma das causas da inflação alta.

"Esses gastos produziram excelentes remunerações para os norte-americanos e, no máximo, contribuíram modestamente para a inflação", disse Yellen.

Yellen afirmou ainda que é importante continuar a reduzir os déficits no atual ambiente inflacionário.

MINERAÇÃO

IstoÉ Dinheiro - SP   09/06/2022

A mineradora Vale informou nesta quarta-feira que criou a Vale Ventures, iniciativa de corporate venture capital para investir em start-ups que desenvolvam soluções e tecnologias ambientalmente sustentáveis que possam ser incorporadas ao negócio.

Para apoiar a transição para um mundo mais sustentável, a Vale disse que investirá 100 milhões de dólares na iniciativa. Por meio dela, a companhia adquirirá participações minoritárias em startups focadas em descarbonização na cadeia da mineração; mineração sem resíduo; metais de transição energética; e mineração do futuro.

“Colaboraremos com start-ups com visão de futuro que tragam grandes ideias e pensamento arrojado para esses desafios monumentais”, disse em nota o líder da Vale Ventures, Viktor Moszkowicz.

“Ao montarmos um portfólio de soluções disruptivas, nós podemos gerar retorno financeiro e estratégico, criando novas oportunidades de negócios, insights e conhecimento para a Vale, clientes e sociedade.”

IstoÉ Dinheiro - SP   09/06/2022

Os contratos futuros de minério de ferro de referência na Ásia caíram nesta quarta-feira, com o sentimento do mercado afetado pela redução da lucratividade nas siderúrgicas chinesas após uma recente alta nos preços dos ingredientes siderúrgicos.

O minério de ferro mais negociado para entrega em setembro na Dalian Commodity Exchange da China encerrou as negociações diurnas em queda de 0,5%, a 926,50 iuanes (138,85 dólares) a tonelada.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de minério de ferro mais ativo de julho caiu 0,2%, para 144,30 dólares a tonelada.

Um rali de preços que começou no final de maio levou o minério de ferro na bolsa de Dalian a uma alta de 10 meses na segunda-feira, enquanto o contrato SGX atingiu seu maior nível em quase cinco semanas na terça-feira, sustentado pelo otimismo renovado em torno da demanda na China, maior produtora de aço do mundo.

Preocupações com a redução dos estoques de minério de ferro importado nos portos chineses adicionaram combustível a esse rali.

Mas o minério de ferro e outros insumos siderúrgicos mais caros significam lucros reduzidos para as siderúrgicas, que ainda não viram uma recuperação significativa da demanda por aço, mesmo com a China aliviando as restrições contra a Covid-19.

O preço spot do minério de ferro para o material de referência com teor de 62% na China atingiu 147,50 dólares a tonelada nesta quarta-feira, segundo a consultoria SteelHome.

Máquinas e Equipamentos

Focus - CE   09/06/2022

A multinacional XCMG, considerada uma das maiores empresas de máquinas pesadas do mundo, quer ampliar seus investimentos no Ceará. Nesta quarta-feira, 8, a governadora Izolda Cela se reuniu, em seu gabinete, com os empresários para recebê-los e discutir o que pode ser feito no estado.

“Recebi há pouco, na sede do governo, diretores da multinacional XCMG, principal grupo de maquinário de construção do país asiático e um dos líderes mundiais do setor”, disse a governadora.

A XCMG também é conhecida por possuir um centro de desenvolvimento nos Estados Unidos e na Europa, além de ter adquirido empresas de sucesso mundial como Schwing, FT da Alemanha e AMCA da Holanda. Além disso, a marca possui fábrica no Brasil, na cidade de Pouso Alegre (MG), que, atualmente, conta com mais de 1000 funcionários.

Suas especialidades são: máquinas de construção, guindastes, máquinas de mineração, máquinas para limpeza urbana, linha florestal, linha amarela, carregadeiras, motoniveladoras, escavadeiras, rolo compactador, perfuratriz, varredeiras, etc. Além de produtos, eles oferecem soluções estratégicas e serviço de mão de obra.

“Os empresários visitaram o Porto do Pecém e manifestaram interesse de realizar investimentos no Ceará”, aponta a governadora que, por último, destaca que novas aplicações acabam gerando mais empregos aos cearenses.

AUTOMOTIVO

Money Times - SP   09/06/2022

A chinesa Didi está em negociações com a estatal Sinomach Automobile para comprar um terço de sua unidade de veículos elétricos, disseram duas fontes, sinalizando que os problemas regulatórios ficaram para trás e concentrando-se no crescimento dos negócios.

O acordo, se concluído, aceleraria a expansão estratégica da Didi Global no maior mercado de veículos elétricos do mundo e ajudaria a amortecer o impacto da pandemia em seu negócio principal de transporte por aplicativo.

A empresa pretende adquirir ações da pequena montadora Sinomach Zhijun Automobile de acionistas minoritários e injetar novo capital na empresa, disse uma das fontes à Reuters. Uma participação dessa proporção custaria à Didi mais de 1 bilhão de iuanes (150 milhões de dólares), disse a outra fonte.

As negociações para uma participação na Sinomach Zhijun estão em estágio avançado, disseram as fontes. Um deles disse que os dois lados pausaram as conversas até o final do mês para fechar o acordo, que fará com que Didi se torne o segundo maior acionista da fabricante de veículos elétricos depois da Sinomach Automobile.

A Sinomach Automobile e suas entidades relacionadas possuem 67% combinados da Sinomach Zhijun, mostrou o registro corporativo.

A empresa está avançando de forma discreta com um projeto de fabricação de carros, com o codinome “Da Vinci”, e, de acordo com uma das fontes, tem cerca de 2 mil pessoas para isso. A Didi está de olho em parcerias com montadoras que possuem uma licença de produção de veículos elétricos, necessária para fabricar esses veículos na China, disseram as fontes.

Didi e Sinomach Zhijun não responderam aos pedidos de comentários. A Sinomach Automobile, listada em Xangai também não respondeu.

As fontes, que têm conhecimento direto das negociações do acordo, não quiseram ser identificadas devido a restrições de confidencialidade.

O foco da Didi na expansão dos negócios será um alívio para os investidores, que viram o valor de mercado da empresa despencar para cerca de 7 bilhões de dólares em maio, dos 80 bilhões de dólares na época de sua listagem, embora as ações tenham subido nos últimos mês.

A Didi, que também está desenvolvendo tecnologias de direção autônoma, planeja lançar dois veículos elétricos, um voltado para o mercado de transporte por aplicativo e outro para consumidores, com a produção em massa já no segundo semestre do próximo ano, disse uma fonte.

Rodoviário

Valor - SP   09/06/2022

Maior redução ocorre no segmento pesado, de reboques e semirreboques

A entrega de implementos rodoviários acumula queda de 1,02% no ano até maio. Números divulgados na manhã desta quarta-feira (8) pela Anfir, associação que representa cerca de 150 fabricantes, mostram que foram emplacados 61.919 implementos nos cinco meses de 2022, contra 62.555 no mesmo período do ano passado.

A maior redução ocorre no segmento pesado, de reboques e semirreboques, com o licenciamento de 33.296 unidades, queda de 9,47% em relação a janeiro e maio de 2021, quando foram entregues 36.779 produtos.

O segmento de leves, chamado no jargão do setor de carrocerias sobre chassis, vem no sentido oposto e apresenta crescimento de 11,05% no ano. Foram emplacados 28.623 implementos em cinco meses. Em 2021 foram entregues 25.776 unidades. As exportações crescem 9,21% no ano, com embarque de 1.566 produtos.

Os números de maio reforçam a tendência de queda que vem sendo registrada nos últimos meses pelos fabricantes. No acumulado do ano até abril, o mercado registrava redução de 0,86%. A comparação do primeiro trimestre mostrava estabilidade.

O resultado reflete o fraco desempenho dos pesados, que em 2022 não consegue repetir os volumes expressivos dos últimos anos. O segmento é fortemente impactado pelo agronegócio, mas também por setores como infraestrutura, mineração e construção civil.

O setor terminou o ano passado com crescimento de 33,47%, com 162,7 mil implementos licenciados. A expectativa da Anfir, divulgada no início do ano, era de crescimento entre 5% e 10% em volume sobre 2021.

A média de produção mensal do setor, com os dados até maio, é de 12,4 mil unidades. Projetado para o ano resultaria numa entrega de 148,6 mil unidades. Como historicamente o segundo semestre é melhor do que o primeiro, ainda é possível pensar em recuperar o volume de entregas perdido até aqui no ano.

— Foto: Reprodução/Facchini

Valor - SP   09/06/2022

Retorno supera substantivamente os custos de oportunidade

— Foto: Silvia Costanti/Valor

Atualmente, há um consenso de que investir em infraestrutura é mecanismo necessário para o desenvolvimento econômico e social. Em um país de proporções continentais, como o Brasil, investimentos no setor de transportes por meio da expansão e aperfeiçoamento da malha rodoviária, em particular, são essenciais para se elevar a produtividade da economia, ao facilitar o escoamento da produção, promover uma maior integração regional, reduzir custos de logística e viabilizar o surgimento de novos negócios.

Por outro lado, investimentos insuficientes no setor de transportes tendem a gerar um país com conectividade restrita e baixo dinamismo econômico. Cenários com estradas de má qualidade, esburacadas e com sinalização inadequada são normais para a população brasileira. O resultado é um enorme prejuízo social e econômico.

É preciso aperfeiçoar regras fiscais para garantir recursos para investimentos em áreas prioritárias

Em um estudo desenvolvido no Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e vencedor do Prêmio ABDE-BID 2021, estimamos a rentabilidade dos investimentos em rodovias para os Estados brasileiros. A partir de dados públicos sobre a extensão e a qualidade das rodovias federais e estaduais, o trabalho projeta retornos dos investimentos no setor sobre a produtividade de 65 setores da economia brasileira entre 2007 e 2017. Os principais resultados da pesquisa apontam para uma Taxa de Retorno Econômico (TRE), que mede o quão vantajosos são os esforços feitos em um investimento, de 17% ao ano (podendo chegar a 22% após atingido o período de maturidade do investimento), indicando a alta e esperada rentabilidade do setor no Brasil.

O estudo analisa a importância da dependência de cada setor à infraestrutura rodoviária e como isso afeta os retornos dos investimentos. Por exemplo, no Brasil, setores de mais baixa intensidade tecnológica, como a agropecuária e a extração mineral, têm o transporte rodoviário como um de seus principais insumos. Isso decorre, dentre outros fatores, do fato de que tais setores precisam escoar sua produção para grandes centros e portos, sendo mais impactados pela oferta e a qualidade das rodovias brasileiras.

Nesse sentido, políticas de infraestrutura tendem a ser mais efetivas, do ponto de vista econômico, se voltadas a expandir e melhorar as estradas de Estados mais especializados nesses setores. Por outro lado, setores mais intensivos em tecnologia, ainda que também beneficiados pelos investimentos em infraestrutura, são relativamente menos impactados.

Cabe ressaltar, ainda, que a TRE dos investimentos em rodovias encontrada pelo estudo brasileiro, enquanto evidencia a relevância do setor para o desenvolvimento econômico nacional e regional, mostra-se em patamar inferior às taxas de retorno de investimentos em infraestrutura de transportes de países como a China. A TRE brasileira de 17% é inferior à chinesa, estimada em torno de 25%, segundo estudo de Wang, Z., Wu, G. L., & Feng, Q. de 2020 publicado na The World Economy.

Alguns motivos podem explicar essa diferença entre as taxas de retorno. O primeiro deles se refere à alta concentração da matriz de transportes brasileira no setor rodoviário, concentrando entre 50% e 60% do transporte de cargas no país. O modal tem valor de frete mais alto em comparação com outros modais como o ferroviário e o hidroviário. Nesse sentido, é provável que os investimentos em infraestrutura em locais altamente dependentes de estradas, como o Brasil, sejam menos eficazes em comparação com os investimentos em outros modos de transporte. Além disso, a baixa produtividade e estagnação da economia brasileira no período mais recente podem ter contribuído para a redução do potencial econômico dos investimentos em infraestrutura no país.

Ainda assim, nosso estudo sugere que o retorno dos investimentos no setor de transportes supera substantivamente seus custos de oportunidade. Para chegar a esta conclusão, comparamos a TRE com a Taxa Social de Desconto (TSD), que reflete a percepção da sociedade quanto ao custo de oportunidade do capital, ou seja, o valor social de usos alternativos dos recursos investidos em determinado projeto de infraestrutura, calculada em 8,5% ao ano pelo Ministério da Economia e amplamente utilizada em estudos de Análise de Custo-Benefício e avaliação de políticas públicas de infraestrutura.

Para se reduzir a TRE calculada pelo estudo para o nível da TSD brasileira, precisaríamos aumentar em 2,6 vezes o nosso estoque de rodovias, saindo dos atuais 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para aproximadamente 15% do PIB. Os resultados reafirmam os desafios de desenvolvimento da infraestrutura de transportes nacional.

Em síntese, o estudo identifica uma elevada rentabilidade dos investimentos em infraestrutura no Brasil, especialmente em setores como a agropecuária e a extração mineral, que têm os serviços de transporte rodoviário como um importante insumo de produção. Esse é mais um indicativo da importância de se elevar os investimentos públicos e privados no setor, que nos últimos anos se mantiveram em patamar inferior a 2% do PIB ao ano. Para isso, será necessária a formulação de uma política de Estado capaz de criar e aperfeiçoar mecanismos institucionais com o objetivo de elevar a captação de recursos e estimular uma maior complementariedade e sinergia entre as fontes de financiamento público e privado.

O aperfeiçoamento regulatório, jurídico e institucional se mostra cada vez mais uma condição necessária para que tenhamos um aumento expressivo na entrada de capital privado direcionado ao financiamento dos investimentos no setor de infraestrutura. Contudo, em um contexto de forte incerteza no cenário econômico e elevação nas taxas básicas de juros, talvez tais medidas sozinhas não sejam condição suficiente para garantir a retomada dos investimentos em infraestrutura.

É urgente também discutir o aperfeiçoamento das regras fiscais com o objetivo de garantir um fluxo contínuo de recursos públicos para investimentos em áreas prioritárias. Os baixos níveis de investimento em transportes, dentre outras áreas do setor de infraestrutura, estão diretamente ligados à queda no investimento público nas últimas décadas, o qual precisa ser elevado.

Victor Medeiros é doutorando em Economia no Cedeplar/UFMG.

Rafael S. M. Ribeiro e Pedro V. M. do Amaral são professores de Economia do Cedeplar/UFMG

NAVAL

Agência Brasil - DF   09/06/2022

O governo federal publicou hoje (8) no Diário Oficial da União decreto que retira da base de cálculo do imposto de importação a chamada taxa de capatazia. Segundo o governo, a retirada da capatazia do valor aduaneiro vai promover "uma abertura comercial transversal da economia", diminuindo custos com a importação.

A capatazia é a atividade de movimentação de mercadorias nas instalações dentro do porto e está relacionada ao recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para a conferência aduaneira, manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e a descarga de embarcações.

O decreto publicado nesta quarta-feira altera outro dispositivo, de 2009, que regulamenta a administração das atividades aduaneiras, a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior relacionadas à descarga e ao manuseio, associados ao transporte da mercadoria importada.

Com a nova redação, para efeito do cálculo de valor aduaneiro, ficam excluídos os gastos "incorridos no território nacional e destacados do custo de transporte". As novas regras valem a partir de hoje, data da publicação do decreto.

De acordo com o governo, a medida "está em harmonia com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil junto aos parceiros do Mercosul e à Organização Mundial do Comércio (OMC)".

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   09/06/2022

Ainda que tenha sido flexibilizado para cobrir demandas de países como Hungria, República Checa e Eslováquia, o embargo da União Europeia (UE) a importações de petróleo da Rússia manterá os preços da commodity energética elevados ao menos até o fim deste ano, impondo mais pressão sobre a inflação global e com consequências para o crescimento econômico e a política monetária de nações desenvolvidas, segundo avaliam analistas consultados pelo Estadão/Broadcast.

Aprovado na semana passada, o sexto pacote de sanções da UE contra a Rússia pôs em prática, entre outras medidas, a proibição de importações de petróleo da Rússia por vias marítimas a todos os 27 países do bloco. Entregas por meio de oleodutos foram deixadas de fora do bloqueio, de forma a proteger países que dependem muito da produção russa. Segundo autoridades da UE, o embargo atinge "imediatamente" dois terços de todas as importações anteriores à medida, com potencial para travar até 90% das compras no bloco até o fim de 2022. O período para que as entregas de petróleo cru sejam terminadas é de seis meses, enquanto as de produtos derivados têm prazo maior, de oito meses.

O ING avalia que a proposta final foi "bastante diluída" em relação à inicial, que previa banimento completo do óleo russo. Ainda assim, a instituição projeta um corte maior que os dois terços indicados - dos cerca de 2,3 milhões de barris por dia (bpd) importados pela UE até o embargo. Em nota, o banco destaca que Alemanha e Polônia, dois dos principais compradores de petróleo russo via oleodutos, já prometeram reduzir a zero as suas importações até o fim do ano.

Para a Eurasia, o embargo parcial ficou abaixo das expectativas, mas ainda deve provocar um aperto adicional nos mercados de energia da Europa, à medida que as refinarias locais terão de achar novos fornecedores, segundo diz a consultoria em relatório. Chefe de pesquisa do Julius Baer, Norbert Rucker tem visão similar. À princípio, não é esperado "escassez duradoura", segundo ele, já que a Rússia ainda "acha seus compradores" de petróleo na Ásia.

"Esse redirecionamento [das cadeias de suprimento], é claro, cria atritos, como a formação de novos laços comerciais, viagens mais longas ou transferências de um navio para outro em alto mar, o que causa algumas perdas de suprimento e aumenta os custos comerciais", pondera o economista. Segundo ele, a capacidade produtiva global está em seu pico, o que deixa o mercado da commodity vulnerável a choques de oferta.

Da mesma forma, o Rabobank entende que os ajustes necessários para evitar escassez de energia a longo prazo levarão certo tempo para ocorrer e "certamente" vão alimentar os preços tanto do petróleo cru quanto de produtos refinados. O banco holandês projeta um cenário em que o barril do óleo chegue ao pico de US$ 170, após as preocupações com o surto de covid-19 na China cessarem, e alerta ainda para o consequente aumento nos preços de combustíveis, item que é dos principais responsáveis pela escalada inflacionária mundial que começou na segunda metade do ano passado e se intensificou com a guerra na Ucrânia.

Dentre os principais impactos do embargo para os mercados, a Capital Economics cita que a manutenção dos custos de energia em patamares altos seguirá alimentando os índices de preços em economias desenvolvidas. Desta forma, bancos centrais serão obrigados a pressionar mais a política monetária e, com isso, juros de títulos governamentais vão subir mais. "Suspeitamos que leituras de inflação alta na zona do euro, como as divulgadas recentemente, possam ter contribuído para o aumento tanto das expectativas para as taxas de juros quanto para os rendimentos dos títulos na região", diz a consultoria.

Como consequência do aumento dos juros, a Capital projeta mais fraqueza nos mercados de ações. Em Wall Street, o S&P 500 já acumulou baixa de 13,8% em 2022, puxada principalmente por temores quanto à inflação e o aperto monetário iniciado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Por fim, a consultoria britânica diz que o provável movimento de alta do petróleo beneficiará moedas de países exportadores da commodity, como o dólar canadense, a coroa norueguesa, o peso colombiano, entre outras.
PIB e inflação

Dentre as consequências para o crescimento, o Rabobank diz que a zona do euro deve entrar em recessão técnica entre o fim de 2022 e o começo de 2023, por conta da crise energética. O banco projeta avanço de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco no acumulado de 2022, mas contração de 0,1% em 2023 - de altas de 2,9% e 1,5%, respectivamente, nas previsões anteriores ao embargo. Já a inflação subirá 7,5% neste ano e 3,6% no próximo, segundo o Rabobank.

Apesar dos claros riscos ao crescimento e à inflação, é improvável que a UE pare com as sanções à energia russa no embargo já aprovado. Segundo o vice-ministro de Relações Exteriores da Polônia, Pawel Jablonski, as autoridades já negociam o sétimo pacote de sanções, que pode incluir medidas para reduzir as importações de gás, uma das principais fontes energéticas de vários países do Velho Continente.

A Eurasia avalia que o embargo ao petróleo atrasará um eventual corte nas compras de gás, que não deve ocorrer formalmente antes de 2023. Para a consultoria, o sétimo pacote de sanções focará nas entregas de petróleo via oleodutos. No entanto, se a política de Moscou que obriga compradores da commodity a pagarem em rublos não afetar os suprimentos de grandes importadores como Alemanha, Itália e Áustria durante o inverno europeu, as conversas ao redor do "desacoplamento energético" podem ser aceleradas, diz a casa.
Opep+

Diante do acordo da UE pelo embargo, havia expectativa por uma resposta à altura da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) para evitar que o mercado da commodity apertasse muito mais. O cartel, que também se reuniu na semana passada, decidiu elevar o acréscimo mensal da sua oferta a 648 mil bpd para os meses de julho e agosto, antecipando o volume adicional previsto para setembro.

O ANZ avalia que a decisão não será suficiente para compensar as perdas na produção russa com o embargo. "Os aumentos foram divididos proporcionalmente entre os membros, o que pode fazer com que o aumento real seja menor" do que o oficialmente definido, alerta o banco neozelandês.

O TD Securities também destaca este ponto, ao afirmar que apenas dois membros da Opep+ - Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos - têm "capacidade significativa" de aumentar suas ofertas, enquanto "muitos países" não poderão entregar nada além do que já produzem. "O aumento prometido é muito pequeno quando comparado aos cerca de 100 milhões [de barris] que o mundo consome diariamente e a história nos diz que há uma grande chance de que o grupo produtor não cumpra o que promete."

Já o Commerzbank afirma que a decisão de antecipar o volume adicional de setembro para os dois meses anteriores não ajudará a oferta de petróleo no médio e longo prazo. Além disso, com a manutenção da Rússia como aliada formal do grupo, é "impossível" que a produção da Opep+ cresça significativamente, uma vez que a oferta russa deve reduzir - a menos que seja permitido aos outros membros do cartel aumentar suas produções além do previsto, diz o banco alemão.

A instituição completa ao afirmar que, na prática, a decisão da Opep+ não fará grande diferença no mercado de petróleo e tampouco aliviará os problemas de oferta recentes, agravados pelo embargo da UE à Rússia.

Valor - SP   09/06/2022

Em maio, as vendas chegaram a 898,6 mil barris de óleo (bbl), das quais 415,2 mil foram vendidos pelo cluster de Polvo e Tubarão Martelo e os demais pelo campo de Frade, que não havia realizado vendas em abril

A PetroRio produziu 34.044 barris de óleo equivalente por dia (boepd) em maio, alta de 2,24% na comparação com abril, quando foram produzidos 33.298 barris, segundo dados preliminares e não auditados da companhia.

Da produção total no mês passado, 16.768 boepd referem-se ao cluster formado pelos campos de Polvo e Tubarão Martelo, abaixo do registrado em abril. No campo de Frade, a produção média no período cresceu e somou 15.379 barris diários. Já o Campo de Manati somou 1.898 boed produzidos, patamar estável em relação a abril.

Em maio, as vendas chegaram a 898,6 mil barris de óleo (bbl), das quais 415,2 mil foram vendidos pelo cluster de Polvo e Tubarão Martelo e os demais pelo campo de Frade, que não havia realizado vendas em abril.

Segundo a companhia, a produção do campo de Frade foi afetada pela parada do poço ODP2 por cinco dias para atividades relacionadas à preparação para conexão do primeiro poço produtor da campanha de revitalização.

Já o cluster Polvo e Tubarão teve a produção afetada pela parada de dois dias do poço TBMT-8H, mas já voltou a produzir normalmente.


Segundo a companhia, a produção do campo de Frade foi afetada pela parada do poço ODP2 por cinco dias — Foto: Divulgação

Valor - SP   09/06/2022

Ambas as referências da commodity voltaram a operar acima da marca dos US$ 120 e fecharam a sessão desta quarta (8) com os preços em seu segundo maior nível no ano

Os contratos futuros do petróleo fecharam a sessão desta quarta-feira (8) em alta, subindo a novas máximas de 13 semanas e se aproximando das máximas de 14 anos anotadas no começo de março, depois que os dados do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos indicaram que a demanda por gasolina continuou crescendo no país.

O contrato do petróleo Brent, a referência global da commodity, para agosto fechou em alta de 0,88%, a US$ 120,57 por barril, enquanto o do petróleo WTI americano para julho subiu 0,77%, a US$ 119,41 por barril. Ambas as referências voltam a operar acima da marca dos US$ 120 e fecharam a sessão com os preços em seu segundo maior nível no ano, perdendo apenas para o fechamento do dia 8 de março, quando o Brent subiu a US$ 127,98 e o WTI, a US$ 123,70 por barril.

Os dados do DoE indicaram uma alta inesperada dos estoques de petróleo na semana passada, mas também que a demanda por gasolina subiu 222 mil barris diários, para 9,20 milhões, reforçando os temores sobre o desequilíbrio entre oferta e demanda do mercado de energia, conforme os americanos elevam o consumo de combustíveis na temporada de férias de verão nos EUA. A utilização das refinarias também subiu, refletindo a maior demanda por combustíveis.

Ao mesmo tempo, o DoE informou que o petróleo bruto dos EUA na reserva estratégica registrou queda recorde de 7,3 milhões de barris na semana passada, para 519,3 milhões de barris, menor nível desde março de 1987.

Na Ásia, as margens de refino para o diesel atingiram um novo recorde nesta semana. Segundo o UBS, o fim dos bloqueios em Xangai mostram que a atividade já está ganhando ritmo, com a retomada de viagens de metrô e a reabertura de lojas. Em Pequim, as proibições no trânsito também foram retiradas. “A expectativa é de que os preços do petróleo no curto prazo sejam apoiados pela reabertura da economia da China e a temporada de verão do hemisfério norte”, resume o banco suíço, em relatório.

Para Jeremy Weir, executivo-chefe (CEO) da Trafigura, uma das maiores traders de commodities do mundo, o mercado de petróleo pode atingir um “estado parabólico” neste ano, com os preços subindo para máximas históricas à medida que a guerra na Ucrânia alimenta a volatilidade, colocando a economia global em “situação crítica”, capaz de provocar uma desaceleração no crescimento econômico.

Um “movimento parabólico” seria aquele em que os preços aceleram exponencialmente para cima. Para Weir, os preços dos contratos de referência do petróleo podem atingir US$ 150 por barril ou mais nos próximos meses, à medida que o mercado luta com tensões nas cadeias de suprimentos, enquanto a Rússia tenta desviar as exportações de petróleo da Europa, disse, durante uma conferência.

“Se observarmos preços de energia muito altos por um período de tempo, veremos eventualmente a destruição da demanda”, alerta Weir. “Será problemático sustentar esses níveis e continuar o crescimento global”, emendou.

— Foto: Nam Y. Huh/AP

AGRÍCOLA

O Estado de S.Paulo - SP   09/06/2022

O estoque de produtos agrícolas no País totalizou 36,7 milhões de toneladas em 31 de dezembro de 2021, segundo a Pesquisa de Estoques divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 8. Em relação ao mesmo período de 2020, houve alta de 31,1%.

Houve acréscimos nos estoques de soja (81,4%), trigo (40,5%), arroz (45,4%) e milho (20,3%) no segundo semestre de 2021 em relação ao segundo semestre de 2020. Por outro lado, o estoque de café recuou 16,0%.

Esses produtos somam 94% do total estocado entre os produtos monitorados pela pesquisa, enquanto que os 6% restantes são compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor e outros grãos e sementes.

Os estoques de milho representaram o maior volume, 16,9 milhões de toneladas, seguidos pela soja (7,7 milhões), trigo (6,4 milhões), arroz (2,4 milhões) e café (1,1 milhão).

A capacidade útil disponível no Brasil para armazenamento agrícola foi de 183,3 milhões de toneladas em estabelecimentos ativos no segundo semestre de 2021, 1,5% maior do que o resultado do semestre anterior.

O número de estabelecimentos ativos foi de 8,197 mil locais, um acréscimo de 1,2% ante o primeiro semestre de 2021. Houve aumento no número de estabelecimentos nas regiões Norte (3,8%), Centro-Oeste (1,8%) e Sul (1,3%), enquanto houve perdas no Sudeste (-0,1%) e Nordeste (-0,4%).

O Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.159), seguido do Mato Grosso (1.397) e Paraná (1.340). Mato Grosso tem a maior capacidade de armazenagem do País, com 45,5 milhões de toneladas.

Quanto à capacidade útil armazenável, os silos somaram 92,5 milhões de toneladas no segundo semestre de 2021, o que representa 50,4% da capacidade útil total.

Os armazéns graneleiros e granelizados atingiram 68,6 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, 37,4% de toda a armazenagem nacional, e os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somaram 22,3 milhões de toneladas, uma fatia de 12,2% da capacidade total do País.

O Estado de S.Paulo - SP   09/06/2022

O Brasil deve colher uma nova safra recorde este ano. A produção agrícola deve totalizar 263,0 milhões de toneladas, 9,7 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2021, um aumento de 3,8%. Os produtores brasileiros devem colher 72,3 milhões de hectares, 3,8 milhões de hectares a mais que em 2021.

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de maio, divulgado nesta quarta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de perdas no cultivo de soja, o País deve ter as maiores colheitas já vistas para o milho e o trigo. As safras de arroz e feijão, por ora, atendem ao consumo doméstico, disse Carlos Alfredo Guedes, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

A estimativa da produção de feijão, considerando-se as três safras, foi de 3,2 milhões de toneladas, alta de 15,0% ante 2021. A estimativa de produção do arroz é de 10,6 milhões de toneladas, queda de 8,4% em relação ao ano passado provocada por problemas climáticos no Rio Grande do Sul.

“A falta de chuvas foi tão severa que os produtores tiveram que fracionar a irrigação”, contou o gerente do IBGE, acrescentando que, ainda assim, a produção esperada está em linha com o consumo doméstico. “Mas também se tiver que importar alguma coisa a gente importa do Uruguai”, lembrou.
Principais produtos

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da safra brasileira, que, somados, representam 91,7% da estimativa da produção e 87,4% da área a ser colhida. A produção de soja deve somar 118,6 milhões de toneladas, uma redução de 12,1% em relação ao produzido no ano passado. Já a produção nacional de milho foi estimada em 112,0 milhões de toneladas, com crescimento de 27,6% ante 2021. A lavoura de milho 1ª safra deve somar 25,7 milhões de toneladas, um aumento de 0,2% em relação a 2021. O milho 2ª safra deve totalizar 86,3 milhões de toneladas, aumento de 38,9% em relação a 2021.

O algodão herbáceo deve alcançar uma produção de 6,7 milhões de toneladas, um avanço de 15,2% ante 2021. A produção nacional de trigo deve atingir um ápice de 8,879 milhões de toneladas este ano, um avanço de 13,6% em relação a 2021.

O gerente da pesquisa do IBGE Carlos Alfredo Guedes lembra que os preços do trigo estão em alta por causa da invasão da Rússia à Ucrânia, ambos os países produtores e exportadores de trigo, o que incentiva os agricultores brasileiros a investirem na cultura. O Brasil consome anualmente cerca de 12 milhões de toneladas de trigo, e costuma importar de países do Mercosul grande parte do complemento que necessita para atender à demanda doméstica, lembrou Guedes.

"Continuaremos importando, mas importando menos", disse Guedes.

A melhora na expectativa para o trigo nacional foi o que puxou o aumento na projeção da safra agrícola brasileira na passagem de abril para maio.

"O grande impacto deste mês foi realmente trigo", afirmou Guedes. "Quase um milhão de toneladas a mais", completou.
1,5 milhão de toneladas

O IBGE calcula que o Brasil colherá 1,5 milhão de toneladas a mais que o previsto em abril. No levantamento de maio, destacaram-se as variações positivas, em relação ao mês anterior, do trigo (12,1% ou 956,3 mil toneladas a mais), aveia (13,6% ou 137,1 mil toneladas), cevada (4,0% ou 18,1 mil toneladas), algodão em caroço (3,2% ou 207,7 mil toneladas), milho 1ª safra (1,6% ou 403,6 mil toneladas), feijão 3ª safra (1,4% ou 9,6 mil toneladas), feijão 1ª safra (1,4% ou 15,2 mil toneladas), café canéfora (0,8% ou 8,7 mil toneladas) e soja (0,1% ou 92,4 mil toneladas).

Na direção oposta, houve revisão para baixo nas estimativas para o café arábica (-5,9% ou -132,2 mil toneladas), feijão 2ª safra (-1,4% ou -18,6 mil toneladas), sorgo (-1,2% ou -36,1 mil toneladas) e milho 2ª safra (-0,3% ou -253,3 mil toneladas).

Os preços dos alimentos no País têm sido afetados por problemas climáticos, elevação de custos de produção e alta na cotação de commodities agrícolas no mercado internacional. No entanto, a tendência é que não haja nova rodada de pressões adiante, avaliou Carlos Alfredo Guedes.

O gerente do IBGE diz que o custo de produção aumentou “bastante”, devido à necessidade de importação de fertilizantes e do encarecimento do frete por conta dos combustíveis mais caros. “Mas soja e milho estão remunerando bem os produtores”, completou.

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