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09 de Abril de 2021

SIDERURGIA

Usiminas anuncia alta de preços de aço a partir do dia 12, diz Itaú BBA

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IstoÉ Online - SP   09/04/2021

A Usiminas anunciou aumento de preços de aço a distribuidores válido a partir de 12 de abril, de acordo com o Itaú BBA, que destacou ser a terceira elevação no ano, após altas em janeiro e fevereiro.

Em comentário a clientes, o analista Daniel Sasson cita que foram anunciados aumentos de 10% para aço laminado à quente (BQ) e para aço HDG (galvanizado importação) e de 5% para laminados a frio e chapa grossa.

Procurada pela Reuters, a Usiminas afirmou que não comenta sua política de preços.

Por volta de 10:40, as ações PNA da siderúrgica valorizavam-se 3,58%, a 18,54 reais, maior alta do Ibovespa, que subia 0,27%. No setor, CSN ON e Gerdau PN avançavam 3,28% e 1,11%, respectivamente.

CSN anunciou aumento de preços para abril na ordem de 10% e a Gerdau elevou seus produtos planos entre 8% e 10%, afirmou em março o presidente do Inda, entidade que representa distribuidores de aço plano.

Sasson, do Itaú BBA, que afirmou ter confirmado a informação com dois distribuidores, calcula que o preço no Brasil ainda está a um desconto de cerca de 10% em relação à paridade internacional.

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Futuros do aço recuam na China após rali; minério de ferro também cai

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BOL - SP   09/04/2021

Os futuros do aço na China tiveram leve baixa nesta quinta-feira, recuando após máximas recorde tocadas na sessão anterior, conforme participantes do mercado davam um passo atrás para avaliar se a forte demanda vista nos últimos dias se sustentará.

Analistas, no entanto, disseram que movimentos para conter a produção siderúrgicas na China-- maior produtora e exportadora global de aço-- devem limitar qualquer recuo nos preços.

O vergalhão de aço para construção na bolsa de futuros de Xangai encerrou o pregão diurno com queda de 0,2%, a 5.115 iuanes (781,39 dólares) por tonelada.

A robusta demanda doméstica na China alimentou um rali nos preços do aço recentemente, junto com preocupações sobre restrições à produção na China devido a políticas ambientais mais apertadas que limitam a capacidade produtiva de siderúrgicas.

Diversas usinas fortemente poluentes no pólo siderúrgico chinês de Tangshan foram submetidas a restrições mais severas de produção que também podem ser impostas em outras áreas.

"Essa é a primeira vez em que o governo chinês está olhando para a indústria de aço de um ponto de vista ambiental e em base nacional", disseram analistas do JP Morgan em nota.

"Estamos vendo perspectivas crescentes de que essas mudanças estruturais levem a melhoras de longo prazo nas margens do aço."

O recuo no aço levou o minério de ferro a recuar, com o contrato de referência na bolsa de commodities de Dalian recuando 0,6%.

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Outros legados do aço

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Diário do Aço - MG   09/04/2021

“Somos parte de uma indústria que tem uma participação importante na transformação da realidade econômica do país e com uma atuação na sociedade que vai muito além da produção de aço”

O aço é um dos produtos essenciais para o nosso dia a dia e imprescindível para o nosso estilo de vida atual. Certamente é a liga metálica mais fundamental para o mundo como conhecemos, e hoje, quando comemoramos o Dia Nacional do Aço, queria abordar outros legados além daqueles traduzidos em mais comodidades nos transportes, nas moradias, nas cozinhas e em tantas outras situações da vida cotidiana. Indústrias produtoras de aço, como a Usiminas, que tanto contribuíram ao longo de sua história com o desenvolvimento da indústria automotiva, de equipamentos pesados, de petróleo, construção, entre outras, deixam legados variados também de valor inestimável para as comunidades.

Somos parte de uma indústria que tem uma participação importante na transformação da realidade econômica do país e com uma atuação na sociedade que vai muito além da produção de aço para outras indústrias, da geração de empregos de qualidade e de impostos e tributos. A Usiminas, que completa em outubro próximo 59 anos de operação, é um símbolo da indústria mineira e do desenvolvimento do Vale do Aço. É uma história marcante também no que diz respeito à Saúde, à Cultura e à Educação. Pilares fundamentais para a construção da cidadania, esses três setores são parte importante da nossa trajetória.

Ainda nos primórdios de sua instalação em uma pequena vila no interior do Estado de Minas Gerais, onde é hoje a cidade de Ipatinga, a Usiminas já atuava com responsabilidade social, num momento que esse ainda era um tema incomum para a maioria das empresas do país. Para apoiar os milhares de profissionais envolvidos em um projeto daquela envergadura, entre outras iniciativas, foram criados uma ampla estrutura urbana e também o Hospital Márcio Cunha e o Colégio São Francisco Xavier, ambos sob a gestão da Fundação São Francisco Xavier, que expandiu sua atuação ao longo dos anos e hoje administra cinco grandes hospitais-referência em suas regiões em Minas Gerais e na Baixada Santista. Um outro está a caminho, dessa vez em Belo Horizonte. São unidades com um trabalho de qualidade reconhecido internacionalmente e com a maior parte de seus atendimentos dedicada a pacientes do Sistema Único de Saúde, o SUS.

A empresa foi responsável, também, pela criação, em 1993, do Instituto Cultural Usiminas, hoje Instituto Usiminas. Só por meio do Instituto, a Usiminas investiu nesses 27 anos, em 2.484 projetos nas áreas de cultura, esporte e social, um total de cerca de R$ 350 milhões. Temos muito orgulho da nossa capacidade de contribuição para o bem-estar coletivo em tantas frentes e estamos cada vez mais engajados no esforço coletivo pela transformação da nossa empresa e da nossa sociedade. Sabemos que além de tudo que vem sendo feito na nossa atuação social e ambiental, podemos e devemos continuar avançando. Entre outras iniciativas, a Usiminas vem colocando muita energia no seu programa de Diversidade e Inclusão e investindo fortemente em ações como a nossa central de monitoramento instalada no ano passado na Usina de Ipatinga. Importante mencionar ainda o Mobiliza, um programa desenvolvido pela Usiminas em parceria com o CIMVA e Instituto Interagir e que há seis anos vem gerando resultados muito relevantes em recuperação de estradas rurais e de cursos de água, entre outros. Já são mais de 4.700 nascentes identificadas e mapeadas e mais de 1.300 nascentes protegidas e em processo de recuperação. O programa no momento conta com a adesão de 84 municípios e nossa expectativa é continuar crescendo. Acredito que tanto a Usiminas quanto a indústria do aço de maneira geral, ainda têm muito a contribuir com a região, com o Estado e com o país.

Precisamos continuar avançando nas reformas e em tantas outras questões urgentes da nossa agenda social e econômica, potencializadas nesse cenário de pandemia global. Nosso desempenho da nossa indústria está intimamente atrelado ao crescimento econômico. Mais que atender as demandas do momento, que são muitas e complexas, devemos ter o olhar voltado para o futuro de forma a garantir o crescimento da indústria e sua geração de valor para todos.
* Presidente da Usiminas

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ECONOMIA

FGV: indicadores de mercado de trabalho mantêm tendência de piora

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Agência Brasil - DF   09/04/2021

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado hoje (8) caiu 5,8 pontos em março, para 77,1 pontos, menor nível desde agosto de 2020 (74,8 pontos), em uma escala de zero a 200. Em médias móveis trimestrais, o IAEmp caiu em 2,8 pontos, para 81,2 pontos.

O IAEmp busca antecipar tendências do mercado de trabalho com base em entrevistas com consumidores e com empresários dos serviços e da indústria.

“Em março, o IAEmp manteve sua trajetória de queda de forma mais intensa. Essa tendência de piora dos indicadores de mercado de trabalho em 2021 são justificadas pelo agravamento do quadro da pandemia e as consequentes medidas restritivas. O retorno para um caminho de recuperação ainda depende da velocidade do programa de vacinação e da melhorada atividade econômica”, disse, em nota, o economista da FGV IBRE Rodolpho Tobler.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 0,2 ponto para 99,1 pontos. O ICD, que mede a percepção do consumidor sobre o desemprego, é medido em uma escala invertida de 200 a 0, em que, quanto maior a pontuação, pior é o desempenho.

“O ICD ficou relativamente estável em março, mas é importante considerar o elevado patamar que o indicador se encontra. O resultado sugere que a taxa de desemprego deve se manter em níveis historicamente altos no primeiro semestre de 2021 e ainda sem perspectiva de melhora no curto prazo. Com o andamento da vacinação, os números podem ser mais positivos, ou menos negativos, na segunda metade do ano”, afirmou o economista.

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Projeção do BTG Pactual para inflação em 2021 sobe para 5,0%

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BOL - SP   09/04/2021

As perspectivas para a inflação continuaram a se deteriorar ao longo de março e aumentaram os riscos altistas, levando a revisões nas projeções, de acordo com o BTG Pactual. Neste cenário, o banco elevou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, de uma alta de 4,70% para 5,00%, e a ainda subiu a de 2022, de 3,5% para 3,6%.

Em nota, o banco explica que as mudanças consideram um real mais fraco, mas a alteração da inflação do ano que vem, cita, foi compensada por uma expectativa de taxa Selic mais elevada. Diante da visão do BTG para o cenário de inflação e seus riscos, a instituição manteve a projeção de que o juro básico encerrará 2021 em 5,50% ano. Contudo, pondera que se houver deterioração adicional do cenário fiscal e do quadro internacional, com repercussão nas expectativas de inflação, em particular de 2022, isso mantém-se como fonte relevante de pressão, seja para um ritmo mais incisivo de altas ou para um ponto terminal mais elevado da Selic ainda este ano.

"Na margem, a inflação continua sendo afetada por problemas do lado da oferta e alto repasse de variações do câmbio e de preços de commodities. No curto prazo, esperamos alguma desaceleração do IPCA devido ao agravamento da pandemia e medidas de distanciamento social mais rígidas. Mas a intensificação da pandemia também aumenta os riscos fiscais, adiciona pressão ao câmbio e agrava as restrições da cadeia produtiva", argumenta o BTG Pactual.

Já a projeção para a taxa de câmbio saiu de R$ 5,20 para R$ 5,40 neste ano e saltou de R$ 5,00 para R$ 5,60 em 2022. Conforme o banco, a modificação decorre, sobretudo, da deterioração adicional no cenário doméstico, com recrudescimento da pandemia de covid-19, perspectiva de eleição presidencial mais polarizada e maior risco fiscal.

Ao estimar um real mais depreciado, o BTG elevou a projeção para o superávit em transações correntes deste ano para US$ 8 bilhões, ante US$ 6 bilhões. Além disso, diminuiu a expectativa para o déficit em conta corrente em 2022 para US$ 4 bilhões, depois de estimar -US$ 12 bilhões.

Mais uma vez, o banco chama a atenção para os problemas fiscais. "Sinalizações de deterioração adicional do cenário fiscal e de maior intervencionismo na economia são os principais riscos para o cenário de fluxo positivo de investimento estrangeiro nos próximos meses e para nossa projeção de taxa de câmbio."
PIB

O BTG Pactual reduziu sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2021, de contração de 0,50% em relação ao último trimestre do ano passado, para declínio de 0,20%. Em nota, explica que apesar dos riscos relacionados à piora da pandemia de covid-19 no Brasil, o forte carrego estatístico deve impedir uma queda mais profunda do PIB nos três primeiros meses deste ano.

Em contrapartida, o banco acredita que o PIB do segundo trimestre de 2021 não deve escapar de um recuo mais pronunciado. Com isso, a estimativa para o dado é de recuo de 1,00% na margem, depois de esperar variação zero. Apesar das revisões, manteve por ora a projeção de crescimento do PIB em 3,2% para 2021.

Segundo o BTG, a deterioração da crise sanitária nas últimas semanas reduziu a mobilidade social em diversas regiões do País, ainda que bem menos do que o observado durante a eclosão da primeira onda em 2020. "Com isso, a atividade econômica deve sofrer a partir de março. Por ora, a adoção de restrições sobre atividades não essenciais e a própria piora aguda da pandemia já tiveram forte impacto negativo nos indicadores de confiança", afirma, completando que, apesar disso, os indicadores de alta frequência já conhecidos deixaram um carrego positivo para o primeiro trimestre, com exceção do comércio.

Menos

Economia vai voltar mais rápido e com mais força no 2º semestre, reafirma Guedes

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IstoÉ Dinheiro - SP   09/04/2021

O ministro da Economia, Paulo Guedes, repetiu nesta quinta-feira, 8, sua apresentação sobre o panorama da economia brasileira em meio ao recrudescimento da pandemia de covid-19. Ele voltou a destacar os bons resultados do mercado de trabalho formal e da arrecadação nos primeiros dois meses de 2021.

“São realmente más notícias. A segunda onda da pandemia veio muito mais forte, mas por outro lado estamos vacinando a população. Estamos aplicando um milhão de vacinas, começando de fato uma vacinação de massa. Acreditados que a queda da atividade será menor do que a do ano passado e será mais curta. No segundo semestre a economia vai voltar mais rápido e com mais força”, reafirmou Guedes, em participação no 2021 Brazil Summit, organizado pela Brazilian-American Chamber of Commerce.

Guedes citou mais uma vez os programas lançados pelo governo durante a pandemia e lembrou novamente que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado foi menor do que a prevista inicialmente por todos os economistas. “Nós preservamos 11 milhões de empregos no mercado formal no ano passado”, repetiu.

O ministro novamente citou a aprovação de projetos nas últimas semanas, como a autonomia do Banco Central e a PEC Emergencial, para afirmar que a agenda de reformas do governo continua em andamento.

Ele citou o novo marco de saneamento e gás natural, além da agenda de privatizações. “Estávamos caminhando bem na área fiscal até que a pandemia atingiu o Brasil”, repetiu. “E o Brasil é o único país que voltou à agenda de reformas”, alegou.

Projetos aprovados no Congresso

O ministro da Economia destacou os projetos que vêm sendo analisados e aprovados pelo Congresso Nacional nos últimos meses, e citou os planos de privatização dos Correios e da Eletrobras. “Estamos relativamente otimistas sobre como a democracia brasileira está funcionando, contra todas as críticas. Estamos prosseguindo com as reformas estruturais e deveríamos ser mais gentis ao analisar o que está ocorrendo no Brasil no momento”, afirmou.

Guedes citou ainda que as linhas de crédito mais bem sucedidas, como a reabertura do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), estão voltando.

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Para a inflação de 2024, meta de 3,0% está de bom tamanho

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O Estado de S.Paulo - SP   09/04/2021

No mês de junho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deve decidir a meta de inflação de 2024. Antigamente, essa meta era decidida dois anos antes e, recentemente, as autoridades ampliaram esse espaçamento, fazendo com que a meta para o ano t seja anunciada no ano (t-3). Para quem não acompanha em detalhes os meandros do assunto, vale lembrar que a meta vigente para 2021 é de 3,75%, e o CMN já definiu as metas de 3,50% para 2022 e de 3,25% para 2023. À luz dessas decisões, o Conselho deveria conservar o rumo e apontar uma meta de 3,0% para 2024.

Penso que, concomitantemente a esse anúncio, o CMN deveria em paralelo fazer uma outra comunicação, informando que em 2024 será inaugurada uma nova fase do regime de metas de inflação estabelecido em 1999, fase essa em que a meta de inflação será definida em caráter sine die em 3,0%, conservando a faixa de tolerância de 150 pontos básicos para acima ou abaixo da meta, ou seja, no intervalo de 1,5% a 4,5%. Muitos países têm faixas menores e eu mesmo, no passado, defendi o estreitamento para 100 pontos, mas a variância de nossa inflação tem sido tão grande e os choques tão intensos, que hoje penso que ter essa flexibilidade maior é positivo.

Da mesma forma, se no passado já defendi uma meta menor, hoje estou convencido de que, nas circunstâncias em que a economia brasileira se encontrará ao longo da década, uma meta de 3,0% está de bom tamanho. Se o País fizer progressos, daqui a 15 ou 20 anos as autoridades eventualmente poderiam dar passos mais arrojados e postular uma meta inferior a 3,0%, rumo a níveis observados em países desenvolvidos, mas não vejo isso como adequado enquanto continuarmos a ser uma economia emergente em que a inflação acaba sendo a forma de expressão de desequilíbrios estruturais ainda relativamente difíceis de sanar.

Por outro lado, com todo o investimento que o País fez num longo e complexo processo de desinflação, não faz sentido, nesta altura, deixar de completar esse processo. Portanto, é importante dar sequência ao ciclo de baixa já definido, fixando a nova meta em 3,0%. Ao mesmo tempo, a explicitação de que a meta seria mantida de 2024 em diante daria um horizonte de previsibilidade aos agentes econômicos, além de favorecer a definição de cenários para a colocação de títulos da dívida pública de prazo mais longo.

Evidentemente, se houver mudança de governo em 2023, as futuras autoridades estariam livres para alterar a meta. Sinceramente, porém, depois de tanto esforço que o País fez para chegar aonde esperemos que esteja no começo de 2023 nessa trajetória, parece-me que seria um completo equívoco abandonar algo que não seria um feito do atual governo, especificamente, e sim do País, com méritos compartilhados entre os governos FHC (que lançou o regime), Lula (que reduziu significativamente a inflação em relação a 2002), Temer (que recolocou a taxa na trajetória de queda depois do ano difícil de 2015) e Bolsonaro (que teria definido a meta estável de 3,0%). Num país com o passado hiperinflacionário do Brasil, creio que é algo a ser comemorado.

É óbvio que, no momento, há outras prioridades que merecem atenção. Porém, a decisão é referente a 2024, quando se espera que a pandemia seja apenas uma lembrança amarga, mas definitivamente deixada para trás.

Portanto, 30 anos depois da estabilização do Plano Real (1994), teremos então completado um longo percurso, depois da primeira taxa de inflação de 1995, ainda alta, de 22%. Quando se leva em conta que a vizinha Argentina se debate com a perspectiva de uma taxa anual da ordem de 40% a 50% e que, ao norte, a Venezuela vive como o Brasil da inflação dos níveis estratosféricos de 1987/1994, percebe-se como é importante persistir no caminho traçado. Se há algo que o País não precisa neste momento, com todos os dramas que já temos, é correr o risco de que esse problema se instale de novo entre nós. Com a inflação, todo cuidado é pouco.

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Copom não está comprometido com nada, mas deu sinais, diz diretor do BC

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Infomoney - SP   09/04/2021

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, disse nesta quinta-feira, 8, que a “normalização parcial” da política monetária, ao contrário do forward guidance, não é um comprometimento com novos passos específicos nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Após aumentar em 0,75 ponto porcentual na Selic em março para 2,75% ao ano, o Copom sinalizou uma nova elevação de 0,75 p.p. na taxa para 3,50% em maio.

“Não estamos comprometidos com nada, com uma alta de 0,75 p.p. na Selic na próxima reunião. A política monetária agora é livre e pode mudar de acordo com as circunstâncias”, afirmou o diretor do BC, em evento promovido pelo BNY Mellon.

Segundo Kanczuk, o que o Copom fez foi dar “dicas e sinais” de como o cenário do colegiado estava em março.

“Vamos aumentar 0,75 pp na próxima reunião, a menos que algo muito diferente aconteça. Coisas mudam. Não sei, talvez a normalização (monetária) não seja parcial, seja completa se as coisas forem pra um lado. Ou seja diferente se forem para outro”, respondeu.
Cenário fiscal

O diretor de Política Econômica do Banco Central disse também que a sociedade brasileira tem pedido por mais gastos nas últimas décadas, e o Congresso Nacional naturalmente reflete isso. “Temos muito espaço fiscal no Brasil, mas temos de olhar o que é bom ou mau. Há essa necessidade de gastos e eu, como Banco Central, preciso reagir a isso, porque tenho o mandato de controlar a inflação. Nesse sentido, a questão fiscal é completamente exógena ao BC”, afirmou.

Kanczuk negou que o Brasil esteja caminhando para um estado de “dominância fiscal”, apesar das preocupações sobre isso no passado. “Se tivermos um cenário com mais e mais problemas, acredito que leva um tempo até você perceber que está em dominância fiscal. Mas a economia brasileira está funcionando normalmente”, reforçou.

Mais uma vez, o diretor disse que o BC cuida da inflação e o Ministério da Economia e o Congresso trabalham com o fiscal. “Eu não posso antecipar se haverá um problema fiscal. Eu olho para a inflação e não para a dívida. Então uma eventual dominância fiscal não é um problema do BC”, completou.
Cicatriz da pandemia

O diretor de Política Econômica do Banco Central avaliou que a maior cicatriz que a pandemia poderia deixar na economia seria o fechamento de muitas empresas durante a crise. Por isso o BC adotou diversas medidas para fomentar o crédito no ano passado. “As firmas não morreram e agora estão voltando e recuperando os empregos”, afirmou, no evento promovido pelo BNY Mellon.

Kanczuk enfatizou que o Copom não vai ser tolerante com a inflação para garantir que algum setor ou outro possa ter alguma recuperação maior após a crise. “Nosso mandato é o controle de inflação e vamos seguir nessa direção”, repetiu.

“Sempre tivemos liberdade para atuar da maneira que entendemos melhor. Com a aprovação da autonomia do BC, o que ficou mais claro foi os termos dos mandatos dos diretores da instituição ao longo do tempo. Se houver uma mudança política nas eleições, a diretoria do BC não poderá ser trocada de uma só vez”, completou ele.

O diretor disse ainda que as expectativas de inflação entram direto no modelo da instituição e mudam o cenário básico analisado pelo comitê. “Se tivermos más notícias em termos fiscais, isso vai alterar nossos cenários alternativos”, acrescentou.

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AUTOMOTIVO

Arranque em terreno inseguro

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O Estado de S.Paulo - SP   09/04/2021

Com novo aumento de produção em março, o setor automobilístico, um dos mais afetados pela pandemia, continuou avançando na recuperação. Essa é uma notícia especialmente animadora, num cenário ainda marcado por muita insegurança e por muita lentidão nas ações do governo. A reativação das montadoras movimenta um grande número de fornecedores de matérias-primas, peças e componentes, com reflexos importantes no conjunto da economia. Em março, as montadoras fabricaram 200,3 mil veículos, 1,7% mais que em fevereiro e 5,5% mais que um ano antes. O total do primeiro trimestre, 597,8 mil unidades, superou por 2% o resultado de janeiro a março do ano passado. Mas o caminho da recuperação total ainda será longo.

Sinais positivos são visíveis também nas vendas finais, embora seja preciso olhar com algum cuidado os últimos números. Foram emplacados em março 189,4 mil autos, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus, número 13,2% maior que o do mês anterior e 15,8% superior ao de um ano antes, segundo informou a associação dos distribuidores, a Fenabrave. No entanto, as vendas de veículos novos no trimestre, de 527,9 mil unidades, foram 5,4% inferiores às de janeiro a março de 2020.

O consumidor final continua reticente. Nos três meses iniciais de 2021 as montadoras venderam 462,4 mil automóveis, 6,1% menos que em igual período do ano anterior. As vendas de caminhões (33,1 mil unidades) ultrapassaram por 33,9% as de um ano antes, mas a demanda de veículos leves é essencial para a sustentação da maior parte das grandes montadoras.

O ingresso de novos compradores continua tendo importância vital para a movimentação do setor, mas o aperto financeiro da maior parte das famílias é uma grave limitação. Parte da poupança acumulada por essas famílias no ano passado tem sido usada, num ambiente de alto desemprego, para a sobrevivência no dia a dia. Pesquisas continuam mostrando o consumidor inseguro. Além das muitas incertezas, ele ainda teve de enfrentar nos últimos meses um forte surto inflacionário.

Restrições ao comércio, problemas de abastecimento de insumos e incertezas sobre a vacinação e a pandemia também continuam prejudicando o setor automobilístico, assim como outras áreas da indústria. Mas o desafio da recuperação fica mais claro quando se compara a situação atual com os quadros anteriores à crise de 2020. Em março e no primeiro trimestre deste ano as montadoras produziram mais que um ano antes, mas ainda sem voltar aos níveis de 2019 e 2018.

Em março de 2019 foram produzidos 240,8 mil veículos, 20,2% mais que em março deste ano. No mês correspondente de 2018 as montadoras fabricaram 267,5 mil unidades, número 33,5% superior ao do mês passado. No primeiro trimestre de 2019 foram montadas 697,8 mil unidades, ou 16,7% mais que no período de janeiro a março de 2021.

Em todo o ano de 2019 o total fabricado chegou a 2,9 milhões de veículos, um objetivo só alcançável em 2021 se a retomada se acelerar sensivelmente. Será preciso produzir cerca de 46,3% mais que em 2020 para repetir o desempenho do ano anterior à crise.

A recuperação continua sendo complicada para a maior parte dos segmentos industriais. A produção geral da indústria deve crescer 5,3% neste ano, segundo a mediana das últimas projeções captadas pela pesquisa Focus, do Banco Central (BC). Mas, pelos dados conhecidos até agora, essa é uma aposta arriscada. Em fevereiro, a indústria produziu 0,7% menos que em janeiro.

Foi a primeira queda depois de nove meses consecutivos de crescimento, como ressaltaram vários analistas. Mas o ritmo desse crescimento vinha diminuindo desde o meio do ano passado. A expansão chegou a 9,4% em junho, mas perdeu impulso a partir daí e chegou a 0,4% em janeiro.

Os sinais de melhora do setor automobilístico aparecem, portanto, num ambiente ainda marcado pelo fraco desempenho da maior parte da indústria e pelo aperto dos consumidores. Enquanto isso, a equipe econômica batalha pelo conserto de um Orçamento atrasado e imprestável, depois de um trimestre perdido.

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Saída da Ford da Bahia gera maior tombo na indústria desde maio de 2020, diz IBGE

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Correio da Bahia - BA   09/04/2021

Os impactos do fechamento da fábrica da Ford na cidade de Camaçari. Região Metropolitana de Salvador (RMS), já começam a ser sentidos na economia baiana. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial do estado teve o seu pior desempenho desde maio de 2020.

Trata-se da terceira queda seguida frente ao mês anterior. Se comparado a janeiro de 2021, a queda é de 5,8%. O resultado é bem abaixo da média nacional de -0,7%. Já comparado com a produção da indústria antes da pandemia de covid-19, o setor registrou queda de 17,6% entre março de 2020 e fevereiro de 2021. Em relação a fevereiro de 2020, a redução é de 20,9%.

Para o gerente de estudos Técnicos da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Kawabe, o resultado já era esperado. “A Ford era a 5ª maior empresa da Bahia em termos de PIB industrial e ela não reduziu a sua produção, simplesmente parou. Nos números, é como se ela tivesse sumido de uma hora para outra e isso afeta o cálculo do agregado industrial. O setor automobilístico foi excluído da nossa matriz”, diz o especialista, que aposta em um ano de resultados negatívos na industria baiana por esse motivo.

“Sem contar nos milhares de empregos diretos e indiretos que desapareceram. São pessoas que deixaram de ter renda garantida, carteira assinada e plano de saúde. Isso traduz em menos consumo e impacto nas cidades, principalmente a de Camaçari. Reduz a demanda por serviços mais qualificados e a quantidade de impostos pagos para o governo”, explica.

Sobre isso, o vice-governador João Leão, que também é secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE), disse que a própria região de Camaçari tem condições de absorver os profissionais qualificados demitidos. “Principalmente em vista dos diversos projetos químicos/petroquímicos que estão sendo negociados pelo estado para implantação no Polo Industrial de Camaçari”, disse.

A Superintendência De Estudos Econômicos E Sociais (SEI) também foi questionada sobre o assunto, mas não respondeu até o fechamento desse texto.

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FERROVIÁRIO

Após leilão bem-sucedido em aeroportos, governo testa interesse de investidor por ferrovias

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O Estado de S.Paulo - SP   09/04/2021

Após um leilão com arrecadação bilionária em aeroportos, o governo federal promove na tarde de hoje um certame no setor de ferrovias, que historicamente enfrenta problemas e baixos níveis de investimentos. O evento será um importante teste em relação à atratividade do setor no País.

Promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o leilão irá oferecer à iniciativa privada um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre as cidades de Ilhéus e Caetité, na Bahia, de 537 quilômetros de extensão. O contrato será de 35 anos.

O projeto está localizado em um importante corredor de escoamento de minério de ferro do Sudoeste baiano, ligado ao Porto de Ilhéus, e possibilitará o transporte de grãos do oeste baiano ao terminal. O valor mínimo de outorga fixa é de R$ 32,7 milhões. Segundo estudos do governo, estão previstos investimentos da ordem de R$ 5,4 bilhões no trecho.

Além do momento de recessão no Brasil, em decorrência da pandemia da covid-19, o leilão pode ter a atratividade reduzida pelas particularidades do projeto. Segundo a sócia do Sampaio Ferraz Advogados e mestre em direito comercial pela USP, Beatriz Trovo, o trecho atenderá, em um primeiro momento, apenas o setor de mineração. "Grande parte da capacidade da ferrovia ficará ociosa até que seja concluído o trecho 2 da Fiol", diz ela.

Para o sócio de direito público empresarial do escritório Mattos Filho, André Luiz Freire, os investimentos em ferrovias são muito elevados e demandam experiência do operador. "Esse tipo de leilão não é para qualquer empresa", afirma. "Esperamos lances, mas é difícil avaliar se terá competição."

Segundo ele, porém, o governo está confiante no êxito do leilão, do contrário, não realizaria o certame em um momento tão delicado para a economia. Para Freire, o perfil desse investidor é de um operador tradicional de ferrovias ou quem pretende escoar carga própria, verticalizando a operação.

"Independentemente da crise, se a empresa precisa escoar carga, ela pode avaliar a participação no leilão. O que pode acabar sendo afetado pela pandemia é o valor da outorga", diz o advogado.
Desafios

Projetos de ferrovias envolvem, historicamente, desafios na área ambiental, o que também pode ser um limitante para o número de concorrentes no certame. "Como são projetos muito complexos, é sempre bom avaliar esse tipo de risco, ainda mais porque os investimentos em ferrovias são altíssimos", afirma Freire.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse nesta quarta-feira que o leilão do trecho da Fiol irá atrair interessados. O certame ocorre dentro da chamada Infra Week, com privatizações de aeroportos, portos e ferrovia. "Teremos sucesso em todos os projetos que vamos leiloar nesta semana", disse o ministro a jornalistas.

O sócio e analista da MOS Capital, Felipe Feijó, afirma que diante do cenário de baixas taxas de juros no mundo, há liquidez principalmente para projetos de infraestrutura. No entanto, ele alerta para os riscos que o Brasil carrega.

"Existe apetite para investimentos, mas falta confiança no longo prazo no mercado brasileiro, principalmente em relação a contratos", afirma. "Ainda assim, há boas oportunidades em infraestrutura, o escoamento de grãos e commodities metálicas por ferrovias ainda tem muito potencial."

No entanto, o sucesso do leilão do trecho da Fiol pode afetar o futuro de outro importante projeto, a Ferrogrão, cotada para ser a principal rota de escoamento do agronegócio no País. "Se o leilão da Fiol não for um sucesso, imagine o que será leiloar a Ferrogrão, muito mais desafiadora e complexa", diz uma fonte do setor, que prefere não ser identificada.

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Empresa de mineração arremata concessão de trecho de ferrovia na Bahia

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Agência Brasil - DF   09/04/2021

O governo federal leiloou hoje (8) a concessão de parte da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), entre o porto de Ilhéus e Caetité, na Bahia. Chamado de Fiol 1, o trecho de 537 quilômetros de extensão foi arrematado pela Bahia Mineração (Bamin), do Grupo Eurasian Resources Group (ERG), a única empresa a apresentar lance no certame.

O lance de outorga ofertado pela Bamin foi de R$ 32,730 milhões. A mineradora ficará responsável pela finalização do empreendimento e operação do trecho, em uma concessão que vai durar 35 anos, com previsão de investimentos de R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 1,6 bilhão serão usados para a conclusão das obras, que estão 80% finalizadas.

De acordo com a mineradora, todos os investimentos serão bancados com recursos próprios da companhia.

Segundo o governo federal, a concessão da Fiol permitirá a criação de 55 mil empregos diretos e indiretos. “Esse é o projeto mais transformador do estado da Bahia, um investimento que vai terminar uma obra parada há 10 anos. Vamos ver, finalmente, a obra chegando no porto. A gente vai ter um sistema integrado: mina, ferrovia e porto”, destacou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

O governo federal informou que o trecho leiloado hoje deve começar a operar em 2025, já transportando mais de 18 milhões de toneladas de carga, entre grãos e o minério de ferro produzido na região de Caetité. O minério de ferro deverá compor a maior parte da carga transportada no trecho, mas também serão carregados alimentos processados, cimento, combustíveis, soja em grão, farelo de soja, manufaturados, petroquímicos e outros minerais.

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AGRÍCOLA

Parente, da BRF, vê preços agrícolas ‘muito elevados’ e cenário sustentado

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IstoÉ Dinheiro - SP   09/04/2021

Os preços das commodities agrícolas estão em patamares bastante altos e o cenário é de firmeza nas cotações, com a China importando produtos “como nunca” enquanto recompõe seu plantel de suínos, disse nesta quinta-feira o presidente do conselho de administração da BRF, Pedro Parente.

“Temos hoje os preços das commodities agrícolas em níveis muito elevados, sustentados, ou seja, com a percepção de que isso deve durar por algum tempo, e isso todos nós sabemos deriva da situação da China…”, disse ele, durante seminário online promovido pela revista Exame.

Parente, que comanda uma das maiores produtoras de carnes do Brasil, explicou que a alta nas cotações de grãos ocorre enquanto os chineses estão “importando proteínas em volumes nunca vistos em função da quebra na produção suína, e ao mesmo tempo trabalhando para recompor a produção suína”.

A China, maior consumidor global de carne de porco, ainda lida com os efeitos da peste suína africana, que dizimou boa parte das criações em anos recentes.

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IBGE prevê safra recorde de 264,9 milhões de toneladas para 2021

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Agência Brasil - DF   09/04/2021

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2021 alcançou mais um recorde, devendo totalizar 264,9 milhões de toneladas, 4,2% (10,7 milhões de toneladas) acima da obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A previsão para a safra de soja deve atingir mais um marco inédito, com 131,8 milhões de toneladas. Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, a demanda aquecida e o dólar em alta têm favorecido a comercialização da soja e incentivado os produtores a aumentarem o plantio.

Conforme o IBGE, no final de março de 2021, a saca de 60 quilos do produto foi comercializada a R$ 173,3, 3,49% acima do mês anterior. Na região integrada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba), quase todos os estados apresentam aumentos expressivos na produção, como o Piauí (15,6%), a Bahia (7,6%) e o Maranhão (3,8%). A exceção é o Tocantins (-6,3%).

“A colheita da soja está perto de ser concluída na maioria das unidades da federação, mas está com atraso em relação ao ano anterior, que foi causado pelo plantio tardio devido à estiagem no início da primavera. Com o retorno das chuvas, a partir de dezembro, as lavouras se recuperaram e a cultura se desenvolveu de maneira satisfatória”, disse o pesquisador, em nota.

De acordo com ele, embora atualmente o excesso de chuvas venha causando problemas em alguns estados, tanto na colheita quanto no escoamento da safra, restam poucas áreas a serem colhidas e a produção da oleaginosa deverá ficar 8,5% (10,3 milhões de toneladas) acima da de 2020.
Produção de uvas

Além dos grãos, o IBGE também destacou o aumento na produção de uvas. A estimativa da produção em março foi de 1,7 milhão de toneladas, crescendo de 4,9% em relação ao mês anterior e de 18,7% em relação a 2020, o que se deve ao bom rendimento das lavouras.

Em março, a produção do Rio Grande do Sul, responsável por 56,5% da safra nacional de uvas, foi reavaliada com crescimento de 8,5% em relação à estimativa anterior e de 29,2% frente a 2020, alcançando 950,2 mil toneladas.

“As condições de estiagem, combinadas com grande amplitude térmica diária, de dias quentes e noites frias, ocorridas no final da primavera e início do verão, não anteciparam o ciclo e foram muito favoráveis para a quantidade e a qualidade enológica das uvas precoces. O consumo de vinho durante a pandemia de covid-19 cresceu bastante, reduzindo os estoques comercializáveis de uva. Mas as cooperativas do Rio Grande do Sul esperam recompor esses estoques durante o ano, bem como o estoque de passagem até a próxima colheita”, afirmou Barradas.

Segundo o levantamento, outras unidades produtoras também esperam crescimento da produção em relação a 2020, como Pernambuco (15,3%) e Bahia (8,9%), estados em que se localiza o Vale do São Francisco e que, junto com o Rio Grande do Sul, respondem por 82,6% da produção nacional de uva. Enquanto no Sul a maior parte das uvas tem como destino a produção de sucos, no Nordeste, a maior parte vai para o consumo de mesa.

Na informação do levantamento de março em relação à de fevereiro, destacaram-se as variações positivas nas produções de trigo (8,1% ou 541,6 mil toneladas), cevada (7,9% ou 31,3 mil toneladas), feijão de 1ª, 2ª e 3ª safra (0,8%, 5,0% e 1,7%, somando 77 mil toneladas), uva (4,9% ou 78,4 mil toneladas), sorgo (2,4% ou 67,5 mil toneladas), soja (1,1% ou 1,4 milhão de toneladas) e arroz (0,9% ou 100,3 mil toneladas).

São esperadas quedas na produção do milho de 1ª e 2ª safra (-1,5% e -0,1% ou 471,2 mil toneladas) e da aveia (-0,3% ou 2,5 mil toneladas).

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