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09 de Março de 2021

SIDERURGIA

Aço e minério de ferro sobem na China com melhores margens em siderúrgicas

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BOL - SP   09/03/2021

Os futuros do aço na China subiram nesta segunda-feira em meio à melhora das margens de siderúrgicas no país, maior produtor global de aço, enquanto o minério de ferro reduziu ganhos no final da sessão com os estoques em portos atingindo uma máxima de três meses.

O vergalhão de aço para construção na bolsa de Xangai para entrega em maio subia 0,7%, a 4.752 iuanes por tonelada (729,49 dólares).

Os futuros do minério de ferro subiram 0,3% na bolsa de commodities de Dalian e 0,1% em Cingapura, devolvendo ganhos parte dos ganhos após dados mostrarem aumento nos estoques em portos na China subindo ao menor nível desde novembro.

"Margens positivas em siderúrgicas e uma demanda mais forte por exportações devem manter a demanda da China por importações de minério de ferro elevada", disseram estrategistas de commodities da ANZ em nota.

As importações de minério de ferro pela China avançaram 2,8% nos primeiros dois meses de 2021 na comparação com o ano anterior.

Os preços spot do minério de ferro na China subiram para máxima em anos na semana passada, com a referência, para minério com teor de 62%, tocou uma máxima de 179,50 dólares por tonelada, segundo a consultoria SteelHome.

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Por dinâmica favorável do aço em 2021, XP eleva preços-alvo de Gerdau e Usiminas

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Money Times - SP   09/03/2021

A XP Investimentos atualizou os preços-alvo das ações das siderúrgicas Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) após incorporar em suas teses de investimento os resultados do quarto trimestre do ano passado, bem como o cenário benéfico das vendas de aço e dos preços das commodities.

A corretora elevou os preços-alvo da Gerdau e da Usiminas para, respectivamente, R$ 32 e R$ 16,50. Para os papéis da Metalúrgica Gerdau (GOAU4), a XP estipulou um novo preço-alvo de R$ 14,50 (contra R$ 11,70 anteriormente).

As recomendações permaneceram inalteradas. Os analistas continuam indicando a compra da ação da Gerdau, enquanto para a Usiminas estão com recomendação neutra.

Segundo a XP, o modelo da Gerdau é baseado na atual dinâmica do setor de aço no Brasil, que tem espaço para suportar novos aumentos de preços devido à alta do dólar e aos preços internacionais saudáveis. Além disso, a companhia é negociada abaixo da média histórica (múltiplo EV/Ebitda [valor da empresa sobre Ebitda] estimado para 2021 de 6 vezes).

No caso da Usiminas, a corretora acredita que o aumento dos preços do minério de ferro e do aço vai melhorar os resultados da companhia em 2021.

“Temos uma recuperação gradual dos volumes em 2021 (+6% ano a ano), com expectativa de melhor demanda e um movimento de reabastecimento no setor automotivo“, disse. Para abril, a expectativa é de alta de 40% nos preços do aço às montadoras.

Menos

ArcelorMittal anuncia meta de 30% de mulheres entre empregados até 2030

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Brasil Mining - SP   09/03/2021

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a ArcelorMittal Brasil lança a meta de ter ao menos 30% de mulheres entre seus empregados até 2030. O desafio está colocado para todas as áreas da empresa, incluindo as atividades operacionais, administrativas e cargos de liderança. Atualmente, dos cerca de 17 mil empregados da ArcelorMittal Brasil, 14% são mulheres. Na área operacional, 7% são mulheres, e em cargos de liderança, 9%.

A meta será anunciada pelo presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Planos América do Sul, Benjamin Baptista Filho, e pelo CEO da ArcelorMittal Aços Longos LATAM e Mineração Brasil, Jefferson De Paula, em uma live no dia 8, das 9h às 10h30, transmitida para todos os empregados. O evento também contará com um painel no qual mulheres que trabalham na empresa falarão sobre os seus desafios, dificuldades e expectativas.

“Acreditamos na diversidade como um fator essencial paraa construção de uma sociedade mais justa. Precisamos de mais mulheres na nossa empresa para termos novas perspectivas, outros olhares, aprender e criar novos resultados. A evolução e a inovação passam por novas construções”, afirma Benjamin Baptista. “As mulheres já são a maioria da sociedade brasileira, das universidades e estão aumentando a representatividade nos cursos de engenharia. Essa mudança também deve acontecer na ArcelorMittal, aumentando a participação em todos os cargos e segmentos de negócio”, pontua Jefferson De Paula.

A meta é um desdobramento do Programa de Diversidade & Inclusão da empresa, lançado em 2019 com foco em quatro dimensões da diversidade: Equidade de Gênero, Diversidade Racial, Pessoa com Deficiência e LGBTI+. Nos últimos dois anos, no âmbito do Programa, a empresa realizou treinamentos e fez uma série de campanhas de comunicação e sensibilização dos empregados a fim de construir um ambiente de trabalho mais diverso e inclusivo, onde o respeito e a tolerância prevalecem.

“O estabelecimento da meta é um marco na história da empresa e que deixa nós, mulheres, muito orgulhosas e entusiasmadas. Sabemos da importância das empresas na luta pela equidade de gênero. Queremos que a transformação pela qual passamos tenha reflexo positivo na sociedade”, destaca Marina Soares, Diretora Jurídica, Relações Institucionais e Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil e sponsor do Programa de Diversidade & Inclusão.
Francieli Scatolin, líder do Grupo de Afinidade de Equidade de Gênero

“Celebramos um grande avanço na ArcelorMittal e temos muitos desafios pela frente. Até 2030, iremos dobrar o número de mulheres e nos comprometemos a criar condições para que elas se desenvolvam, se sintam acolhidas e prosperem dentro da empresa”, complementa Francieli Scatolin, líder do Grupo de Afinidade de Equidade de Gênero.

Em 2020, a empresa aderiu a quatro importantes compromissos externos: ONU Mulheres, Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, Rede Empresarial de Inclusão Social e Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero. O programa de Diversidade & Inclusão conta com o apoio da consultoria da Mais Diversidade. Ao todo, 1,3 mil empregados atuam ativamente como voluntários e aliados, dedicando tempo e promovendo iniciativas que contribuam para a transformação cultural que a empresa vem buscando.

Formação de meninas

Paralelamente à meta de contratação de mulheres, a Fundação ArcelorMittal lançou a nova edição do programa STEAM Girls, voltado para a formação de meninas para as áreas da ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática. A primeira edição, no ano passado, foi direcionada às filhas dos empregados da empresa. Em 2021, a programação está mais diversificada e será ampliada para a comunidade, com foco em alunas das escolas da rede pública de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, com potencial de atender a todo o território nacional por meio das iniciativas virtuais. O programa terá início em 23 de março.

O conteúdo compreenderá ações virtuais, produção audiovisual (websérie em oito capítulos), publicação de livro, formação de multiplicadores e uma experiência itinerante presencial, imersiva e inovadora. A ideia é despertar o interesse das meninas pela escolha de carreiras nas áreas abrangidas pelo programa. A arte, que passou a fazer parte da sigla nos últimos anos, diz respeito ao design e a criatividade, tão importantes no desafio das indústrias de tecnologias visuais e entretenimento.

A experiência itinerante vai englobar quatro apresentações teatrais diárias; 12 oficinas; uma palestra semanal (realizada por uma menina inspiradora) e visitas às unidades da empresa após a pandemia.

Mulheres na inovação

Também dentro da programação da Semana da Mulher, o Açolab – hub de inovação da ArcelorMittal – irá realizar um bate-papo com mulheres que inovam e fazem a diferença. Participam da conversa Lindalia Junqueira (CEO Ions Innovation e do Hacking.Rio), Dany Carvalho (Gerente do Projeto Bridge Ecosystem) e Maria Eduarda Branco (Corporate Success & Open Innovation Senior e Membro do Conselho do Recife do Bem), com mediação de Flavia Castro (ArcelorMittal).

O evento será transmitido ao vivo pelo Youtube do Açolab (https://www.youtube.com/channel/UC6Qsa-yZUZpXtWdTJ4BEc6w), no dia 11 de março, das 15h às 16h.

Menos

ECONOMIA

Yellen diz que pacote contra Covid-19 vai fomentar recuperação "muito forte" nos EUA

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Exame - SP   09/03/2021

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse nesta segunda-feira que o pacote de ajuda em resposta ao coronavírus — de 1,9 trilhão de dólares e proposto pelo presidente Joe Biden — fornecerá recursos suficientes para alimentar uma recuperação econômica "muito forte" no país, embora não resolva os problemas de desigualdade de longa data.

"Esse é um projeto de lei que realmente proporcionará aos norte-americanos o alívio de que precisam para atravessar a pandemia, e esperamos que os recursos realmente alimentem uma recuperação econômica muito forte", disse Yellen em entrevista à MSNBC.

Ela repetiu suas expectativas de que o pacote permitirá ao país retornar aos níveis pré-pandemia de "pleno emprego" no próximo ano.

Yellen disse que ainda haverá problemas de desigualdade de longa data na economia e que precisam ser resolvidos por mais legislação. A administração Biden concordou em abandonar o aumento do salário mínimo para 15 dólares como parte do pacote da Covid-19. O governo planeja fazer isso separadamente e propôs trilhões de dólares em investimentos em infraestrutura, educação e pesquisa.

Questionada sobre a inflação, se o aumento dos gastos fará com que a economia aqueça demais, Yellen disse não esperar que isso aconteça, mas afirmou que "há muitos riscos enfrentados por esta economia" e que o pacote aborda os maiores, que podem deixar cicatrizes permanentes na vida das pessoas.

"Se (o pacote) acabar sendo inflacionário, existem ferramentas para lidar com isso e vamos monitorar isso de perto", disse Yellen sobre as medidas do projeto de lei.

Yellen disse na sexta-feira que não via a alta nos rendimentos de longo prazo dos Treasuries como sinal de preocupação dos mercados financeiros com inflação, mas como expectativa de recuperação dos EUA.

Menos

IGP-DI registra inflação de 29,95% em 12 meses

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Agência Brasil - DF   09/03/2021

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve inflação de 2,71% em fevereiro deste ano. A taxa é inferior à observada em janeiro (2,91%), mas muito superior à registrada em fevereiro de 2020 (0,01%).

O IGP-DI acumula taxas de inflação de 5,69% no ano e de 29,95% em 12 meses.

A queda da taxa de janeiro para fevereiro deste ano foi puxada pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo teve inflação de 3,40%, abaixo dos 3,92% observados em janeiro.

Por outro lado, o varejo e a construção tiveram altas em suas taxas de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor subiu de 0,27% para 0,54%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,89% para 1,89% no período.

Menos

Mercado financeiro aumenta projeção da inflação para 3,98% em 2021

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Agência Brasil - DF   09/03/2021

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) deste ano subiu de 3,87% para 3,98%. A estimativa foi divulgada hoje (8) no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,50%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

O cálculo para 2021 está acima do centro da meta da inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 4% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica chegue a 5%. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 3,29% para 3,26%. Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,48%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro continua projetando expansão do PIB em 2,50%.

A expectativa para a cotação do dólar subiu para R$ 5,15, ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,13.

Menos

Corrente de comércio supera US$ 11 bilhões na primeira semana de março

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Ministério da Economia - DF   09/03/2021

A corrente de comércio exterior do Brasil subiu 55,6%, pela média diária, e atingiu US$ 11,625 bilhões na primeira semana de março, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgados nesta segunda-feira (8/3). O resultado é a soma das exportações, que chegaram a US$ 5,598 bilhões, e importações, que alcançaram US$ 6,026 bilhões. Dessa forma, a balança comercial teve um déficit de US$ 428 milhões no período.

Comparados a março de 2020, também pela média diária, os dados apontam crescimento de 34,3% nas exportações e de 82,7% nas importações, o que implica elevação de 55,6% na corrente de comércio. Já no acumulado do ano, as exportações somam US$ 36,73 bilhões, com alta de 9,4%, e as importações sobem 21,3% e atingem US$ 36,99 bilhões, o que resulta em uma corrente de comércio de US$ 73,72 bilhões e um déficit de US$ 261 milhões.

Veja os principais resultados da balança comercial

Alta nas exportações

Nas exportações, comparadas a média diária da primeira semana de março de 2021 (US$ 1,119 bilhão) com a de março de 2020 (US$ 833,98 milhões), houve crescimento de 34,3%, em razão do aumento nas vendas da indústria extrativista (123,8%), da agropecuária (19%) e dos produtos da indústria de transformação (9%).

Na indústria extrativista, o aumento das exportações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas vendas de minério de ferro e seus concentrados (162,7%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (81,5%); minérios de cobre e seus concentrados (638,9%); minérios de níquel e seus concentrados (484,9%) e pedra, areia e cascalho (82,5%).

Já em relação à indústria de transformação, destaque para o crescimento nas vendas de obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (475,5%); veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais (140,7%); açúcares e melaços (35%); instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes (89,7%) e celulose (15,8%).

Por fim, o aumento das exportações também contou com o crescimento nas vendas dos seguintes produtos agropecuários: soja (11,8%); algodão em bruto (93,6%); café não torrado (29,5%); milho não moído, exceto milho doce (111,5%) e frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (24,8%).

Impacto de plataformas

Nas importações, a média diária até a primeira semana de março de 2021 (US$ 1,205 bilhão) ficou 82,7% acima da média de março do ano passado (US$ 659,81 milhões). Nesse comparativo, aumentaram principalmente os gastos com agropecuária (47%) e produtos da indústria de transformação (91,4%). Por outro lado, diminuíram os gastos com a compra de produtos da indústria extrativista (-58,5%).

O aumento das importações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas compras dos seguintes produtos agropecuários: cacau em bruto ou torrado (+231,6%); trigo e centeio, não moídos (35,4%); cevada, não moída (202,6%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (57,7%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (48,1%).

Nos produtos da indústria de transformação, o aumento das importações se deve, principalmente, ao crescimento nas entradas de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (3.306,2%); adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (43,2%); medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (62,5%); equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (28%) e alumínio (128,1%).

Já na indústria extrativa, ainda que as importações tenham diminuído, houve alta nas compras de produtos como outros minérios e concentrados dos metais de base (28%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (2,8%).

Menos

Indicador de Consumo de Bens Industriais cresce 0,6% em janeiro

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Agência Brasil - DF   09/03/2021

O Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou crescimento de 0,6% em janeiro em relação a dezembro, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa mostra, no entanto, que enquanto a produção interna dirigida ao mercado nacional aumentou 0,9% em janeiro, a importação de bens industriais caiu 3,6% no mesmo período.

Na comparação com janeiro de 2020, o indicador que mede a demanda interna por bens industriais, por meio da produção industrial interna não exportada, acrescida das importações, evoluiu positivamente 1,5%. Já a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 5,8%. O resultado do trimestre móvel encerrado em janeiro aumentou 6,6% na margem do consumo aparente. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 6%. Para a produção industrial, foi detectada baixa de 4,2%.

Segundo o Ipea, os resultados de janeiro não foram homogêneos entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens duráveis e intermediários subiram, respectivamente, 3,1% e 0,7%, mas, em contrapartida, a demanda por bens de capital, que é um dos componentes do investimento, experimentou redução de 28%. Apesar disso, na comparação com janeiro do ano passado, a categoria apresentou alta de 10,4%.

Em termos das classes de produção, a pesquisa do Ipea indica que a indústria de transformação apresentou desaceleração, com expansão de 0,4% em relação a dezembro, contra alta de 3,3% no período anterior. Já a indústria extrativa mineral foi ampliada em 17,4%.

Outros segmentos com crescimento foram os de celulose (2,4%) e couro (2,1%). Na comparação com janeiro de 2020, destacaram-se os segmentos de metais e metalurgia, com altas de 19,6% e 16,3%, respectivamente, apontou o Ipea.

Menos

Dólar encosta em R$ 5,80 e fecha no maior valor em 10 meses

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Agência Brasil - DF   09/03/2021

Em um dia de tensões no mercado brasileiro e internacional, o dólar encostou em R$ 5,80 e atingiu o maior valor em dez meses. A bolsa de valores (B3) caiu quase 4% e fechou no nível mais baixo desde o início de março.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (8) vendido a R$ 5,778, com alta de R$ 0,095 (+1,67%). A divisa operou o dia inteiro em alta, em torno de R$ 5,72, mas intensificou a alta a partir das 15h30, após a divulgação da decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A cotação está no nível mais alto desde 15 de maio de 2020, quando a moeda norte-americana tinha fechado em R$ 5,839. A divisa acumula alta de 11,36% em 2021.

No mercado de ações, a sessão também foi marcada pela instabilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda-feira aos 110.612 pontos, com recuo de 3,98%. O indicador está no menor nível desde o dia 1º, quando tinha fechado próximo aos 110,3 mil pontos.

O Ibovespa acelerou a queda após a divulgação da decisão de Fachin, mas vinha sendo influenciado por fatores externos. O indicador operou em baixa durante toda a sessão.

Além das tensões políticas no Brasil, a alta no rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano está pressionando mercados emergentes. Considerados os investimentos mais seguros do mundo, esses papéis estão com as taxas mais altas registradas desde fevereiro do ano passado, antes da pandemia de covid-19.

Rendimentos mais altos nos títulos públicos norte-americanos estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. A aprovação do pacote de ajuda de US$ 1,9 trilhão pelo Senado dos Estados Unidos não acalmou os investidores. Isso porque o mercado teme que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) antecipe a alta dos juros por causa da alta da inflação na maior economia do planeta, por causa do estímulo econômico.

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MINERAÇÃO

Importações de minério de ferro pela China em janeiro e fevereiro crescem 2,8%

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BOL - SP   09/03/2021

As importações de minério de ferro pela China subiram 2,8% nos primeiros dois meses de 2021 na comparação com o ano anterior, mostraram dados no domingo, com a demanda pela matéria-prima usada na fabricação do aço impulsionada por firmes perspectivas de consumo.

O país, principal produtor global de aço, importou 181,5 milhões de toneladas de minério de ferro em janeiro e fevereiro, mais que as 176,6 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.

O aumento ficou dentro das expectativas de analistas, com importações junto à Austrália e ao Brasil avançando 11%, para 164 milhões de toneladas, segundo dados de navios da Refinitiv.

A Associação de Ferro e Aço da China projeta que a demanda por aço deve crescer ligeiramente neste ano, o que tem gerado um sentimento positivo no setor. Mas o ministério da indústria tem repetidamente pedido a empresas do setor que cortem a produção de aço na China n este ano, em linha com uma meta do presidente Xi Jinping de alcançar neutralidade de carbono até 2060.

"Ainda não está claro quando da redução de produção será implementada", disse Zhuo Guiqiu, analista da Jinrui Capital, antes da divulgação dos dados. "Se a produção realmente for restringida...e levando em conta o uso de sucata, a demanda por minério de ferro no total do ano poderia cair".

A China aprovou importações de sucata com alto teor de aço neste ano, sob novos padrões nacionais, enquanto grandes produtores de aço chineses estão desenvolvendo negócios próprios de reciclagem de sucata.

Nos primeiros dois meses do ano, a China exportou 10,14 milhões de toneladas em produtos siderúrgicos, alta de 30% ante 2020, segundo as alfândegas. As importações de produtos de aço subiram 17%, para 2,4 milhões de toneladas.

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Musa conclui descaracterização da Somisa

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Brasil Mineral - SP   09/03/2021

O processo de descaracterização da Barragem Minas Oeste (Somisa), da Mineração Usiminas (Musa), foi aprovado e totalmente finalizado em janeiro. A companhia recebeu aval da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), que era a última etapa para que a estrutura fosse considerada oficialmente descaracterizada, o que significa que a barragem já não recebe rejeitos e/ou sedimentos, deixando de possuir características ou de exercer a função de barragem. "A descaracterização das barragens faz parte de um plano integral de tornar inteiramente sustentáveis as nossas operações, e dar aos nossos trabalhadores e aos moradores da região uma tranquilidade ainda maior, com um entorno mais saudável", afirmou o diretor-presidente da Musa, Carlos Rezzonico.

No início de 2022 a Musa pretende finalizar a descaracterização da Barragem Central, e, com isto, cumprir a primeira meta de eliminar as barragens a montante. “Trabalharemos para, no futuro, também descaracterizar a Samambaia, última barragem (a jusante) ainda em operação. Como prometido, continuamos construindo um futuro melhor para todos", acrescentou Rezzonico. Em janeiro deste ano, a Musa obteve parecer favorável ao descadastramento da Barragem Somisa por parte da Agência Nacional de Mineração (ANM). Já por parte da Feam, a avaliação do órgão ambiental foi realizada no dia 11/01 e a descaracterização aprovada no dia 26/01. "Técnicos do Núcleo de Gestão de Barragens da Feam vistoriaram a estrutura e verificaram que as obras para a descaracterização da barragem estavam finalizadas", afirmou o gerente de Recuperação de Áreas de Mineração e Gestão de Barragem, Roberto Junio Gomes, em documento enviado à Musa. As obras incluíram a construção de um reforço, a regularização do rejeito, a cobertura do reservatório com solo argiloso, a construção de canal lateral e central para drenagem de águas superficiais e a revegetação de toda a área do reservatório.

O gerente-geral de Desenvolvimento da Musa, Antônio Neves Santana, acredita que a empresa dá uma resposta rápida a uma exigência legal, além de consolidar uma prática sustentável de maximização do aproveitamento dos recursos minerais. “Após a descaracterização, em um futuro próximo, os rejeitos ali dispostos serão reprocessados, gerando ainda mais riquezas e qualidade ambiental, uma vez que as condições ambientais originais dessas áreas na mina serão restabelecidas", afirma.

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Vale: tudo que você sempre quis saber sobre as debêntures da privatização

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Exame - SP   09/03/2021

O fundo Quasar Latam Bonds é um dos maiores investidores, proporcionalmente, das debêntures emitidas pela Vale na privatização, que pagam um percentual das vendas, uma espécie de royalty.  A carteira tem um patrimônio de R$ 73 milhões e uma fatia superior a dois dígitos está nesse ativo. Por conta disso, a opinião de um dos gestores de recursos do portfólio, Nathan Shor, sobre esse ativo vale muito a pena ser ouvida — sem trocadilhos.

O assunto está na crista da onda porque o BNDES (junto com a União Federal) deve leiloar sua participação nesses papéis, mais de 214 milhões de debêntures — de um total emitido pouco superior a 388 milhões. Um grupo de bancos, liderados pelo Bradesco BBI, já está contratado para organizar a oferta. A operação deve ser restrita, ou seja, não será aberta ao varejo.

O fundo investe em papéis de dívida de companhias latino-americanas emitidos no mercado internacional, com destaque para brasileiras, com proteção para a volatilidade cambial. Nesse sentido, a debêntures da Vale, chamada de participativa, vem a calhar. Como forte exportadora de minério de ferro, a receita da companhia é totalmente dolarizada, mas o pagamento é realizado em reais. Nesse começo de 2021, até 3 de março, o Quasar Latam Bonds acumula valorização de 4,10% e, em 12 meses, de 11,05%.

Obviamente, a Quasar é também uma das mais interessadas na valorização do ativo. Shor acredita que o leilão deve ocorrer ainda abril, assim que a Vale pagar o prêmio relativo ao segundo semestre de 2020, que deve alcançar aproximadamente R$ 1,05 bilhão — somado aos quase R$ 500 milhões pagos sobre os seis primeiros meses do ano, equivalerá a um total de R$ 1,5 sobre as vendas do ano passado. O maior pagamento referente a um ano já realizado até o momento.

Pelos cálculos do especialista, o rendimento será da ordem de R$ 2,7 por papel, agora cotado em R$ 60. No ano inteiro de 2021, os desembolsos devem somar R$ 5,80, conforme as contas da casa — o equivalente a um retorno da ordem de 10% em dólares. O motivo da espera para a oferta é legítimo: BNDES e União têm quase R$ 580 milhões a receber.
Caso inédito

Para Shor, a Vale deveria ser a compradora natural dos papéis, pelo custo implícito para a empresa. Mas, mesmo que não seja, acredita que haverá forte interesse do mercado pelos títulos. “É um excelente papel para fundos de pensão, para o longo prazo. Os títulos não têm vencimento. Pagam os prêmios enquanto as minas da Vale produzirem.”
É tanto IPO e novidade no mercado que está difícil decidir? Confira as recomendações de especialistas da EXAME Invest Pro, tem para ações, crédito, fundos, ESG e até criptomoeda.

Atualmente, a regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não permite que o emissor compre apenas de alguns vendedores. É preciso uma oferta pública de aquisição, para que todos possam ter igual oportunidade de vender. Para o gestor da Quasar, o custo dá sentido suficiente para que a Vale peça ao regulador uma exceção — dado o ineditismo da situação.

Trata-se de um caso totalmente particular em todas as circunstâncias. A começar que se trata de um título de dívida, mas com característica de ação — ou até melhor —, pois não paga sobre lucro, mas sobre vendas.

Esses papéis foram dados aos acionistas vendedores das ações da Vale na privatização, em 1997, para que eles pudessem participar de um futuro de brilhantismo da empresa em direitos minerários (entenda mais a seguir). Além disso, não se tem notícia de uma oferta pública secundária de debêntures no país. Muito menos de uma que pode movimentar cerca de R$ 13 bilhões, considerando o preço do papel no mercado. O total em circulação equivale a mais de R$ 23 bilhões.

A Vale, contudo, já afirmou em fato relevante que, além da questão regulatória, "não pretende" comprar os títulos por uma questão de alocação de caixa, ou seja, de uso do seu dinheiro guardado.

A Vale terminou dezembro com uma posição de caixa líquido, ou seja, com mais dinheiro em seus cofres do que dívidas: US$ 14,2 bilhões em aplicações para US$ 13,3 bilhões em vencimentos. Contudo, o valor expandido dos compromissos é muito maior, considerando as penalidades relacionadas à Brumadinho e Mariana (Samarco), alcançando um total líquido de US$ 13,3 bilhões — ou seja, o total devido pela companhia dobra.

Nada disso impede que o mercado — a Quasar e outros interessados — pensem diferente. Ou seja, continuam acreditando que a Vale será compradora. E a Vale deu motivos. A mineradora convocou, para 19 de março, uma assembleia de debenturistas para propor uma mudança na escritura dos papéis — entre diversos itens,  quer adicionar a própria permissão da recompra, de cancelamento das debêntures quando estiverem em seu poder e de cálculo dos pagamentos quando isso ocorrer.

Ora, mas por que alguém que não quer comprar quer garantir o direito de poder de comprar?
Quanto custa o direito à recompra?

Quem entende do mercado de debêntures aponta que a Vale pode querer mudar a escritura agora — mesmo sem ser compradora imediata — apenas porque seria mais simples alterar a escritura antes da oferta pública de venda do BNDES.

Se a mineradora tentar propor uma alteração desse tipo após o leilão, os títulos estarão dispersos, enquanto nesse momento seria muito mais simples — já que o banco de fomento e a União têm quase 56% do total emitido e em circulação. Sem esses títulos, nada acontece.

Para Shor, tudo isso é curioso. Ele explica que sempre que os emissores buscam mudar as escrituras — ou seja, a regra original do jogo — pagam uma compensação aos investidores por isso. Nesse caso, o BNDES e a Uniâo têm a faca e o queijo na mão para pedirem a compensação que julgarem justa, uma vez que sem eles nada acontece.

“A única coisa que eu nunca vi é o que a Vale está propondo agora. Uma alteração das regras sem nenhuma compensação.” Pelos cálculos do especialista, tamanha alteração, para um papel sem vencimento, que paga 1,8% das vendas de determinadas minas, independentemente de lucro e pelo tempo que durar a exploração, não poderia sair por menos de R$ 1 o papel. Nessa conta, seria o equivalente a um custo de mais de R$ 388 milhões pela Vale. “De graça, não pode. Não acontece em lugar nenhum do mundo.”
Prêmios e volatilidade

Como o próprio nome — feio: participativas — das debêntures informam, elas são uma participação nas vendas da companhia. Só que o direito a essa fatia têm gatilhos decididos na privatização e que só mais recentemente começaram a ficar interessantes de verdade.

Era uma aposta clara de que, no tempo, a iniciativa privada seria mais eficiente em gerir a empresa. Por isso, era uma forma de compensar o poder público pela riqueza existente, mas que sozinho jamais extrairia. Os papéis só ficaram interessantes há poucos anos porque os pagamentos dos prêmios — ou royalties — têm esses gatilhos ligados à produção absoluta das minas, que só começaram a ser alcançados há pouco tempo.

Shor admite que os títulos carregam dois riscos relevantes: o do preço do minério, que está em suas máximas históricas, e do câmbio. Contudo, ele explica que o sistema Sudeste, de exploração da Vale, deve alcançar o gatilho da debênture em 2024, e começar a render prêmios também.

Assim, ainda que haja volatilidade até lá, o entendimento é que compensa carregar os papéis. Eles não dependem nem do lucro da empresa, nem de nenhum indexador financeiro. Pagam uma fatia das vendas, descontado parte do custo de frete, e ponto.

Em 2019, a Vale desembolsou quase R$ 900 milhões, 40% mais do que os R$ 643 milhões do ano anterior. O total relativo a 2020, pelos cálculos da Quasar, devem alcançar R$ 1,5 bilhão, 67% mais que no ano anterior.

Os pagamentos passaram da centena de milhão pela primeira vez a partir de 2013. Antes disso, os desembolsos giravam em torno de R$ 22 milhões ao ano, devido à mecânica dos gatilhos já explicadas, o câmbio e o preço do minério.
Valorização

A Quasar começou a olhar para esses papéis a cerca de dois anos, conta Schor, e o interesse aumentou após a decisão do BNDES pelo leilão se tornar pública, em setembro do ano passado. A liquidez dos títulos deve aumentar, o que é sempre bom para quem tem por duas razões: vender é mais fácil e a precificação do mercado tende a ser mais eficiente.

No fim de 2020, uma operação grande desses títulos, e totalmente fora do preço, chamou atenção do mercado todo. Foram vendidos 1,728 milhão de debêntures a R$ 35,50, enquanto no mercado o valor era de R$ 48. Para quem fez a operação, o comprador saiu na largada com um lucro potencial de R$ 22 milhões, já que investiu R$ 61 milhões por algo que no mercado valia R$ 83 milhões.

É por essas e por outras — desse tipo — que os investidores desse mercado pedem um ambiente mais transparente para negociação e precificação. Ainda que as melhorias nos últimos anos sejam sensíveis, ainda há muito a ser feito por um mercado em que a pessoa física chega a absorver 80% das emissões.

Quando a Quasar começou a olhar para esse papel, em 2018, o valor dos papéis estava pouco acima de R$ 10. No ano passado, em agosto, quando já circulavam informações a respeito do desejo do BNDES de fazer uma oferta secundária desses títulos, o preço no mercado passou de R$ 30 pela primeira vez e agora estão em torno de R$ 60.

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CEOS e ministro vêm Brasil com otimismo

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Brasil Mineral - SP   09/03/2021

O setor mineral puxou a recuperação econômica do Brasil em 2020 durante a pandemia. Foi o que afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em discurso gravado apresentado no primeiro dia do programa das “Brazilian Mining Sessions 2021”, que marcam a participação brasileira no PDAC 2021, evento que acontece até 11 de março, em Toronto, Canadá, de forma totalmente virtual, devido à Covid-19. A participação brasileira é coordenada pelo Comitê Organizador do PDAC 2021, liderado pela BCCC e Adimb.

“O desafio imposto pela pandemia Covid-19 demonstrou que a atividade mineral é um direcionador e contribuinte crítico para as necessidades sociais do País”, disse o ministro, acrescentando que o setor mineral brasileiro está avançando e pronto para uma nova era de crescimento, apesar das repercussões econômicas da pandemia.

O ministro também afirmou que a marcante performance da indústria mineral brasileira em 2020, com produção de mais de 1 bilhão de toneladas dos diversos minerais e crescimento de 11% nas exportações, são resultado de “uma série de reformas regulatórias levadas a cabo nos últimos dois anos”.

O otimismo do ministro foi seguido pelo CEOs de companhias mineradoras internacionais com atuação no Brasil, que participaram de dois painéis sobre os desafios e oportunidades para se investir no Brasil. Eles elogiaram as reformas e foram praticamente unânimes em afirmar que o Brasil está melhor para investimentos no setor mineral.

A CEO da Lunding Mining, que no Brasil opera uma mina de cobre e ouro, Marie Inkster, disse que para se investir na mineração brasileira não se trata apenas do potencial para novas descobertas, mas também das leis que garantem as propriedades, o sistema bancário, processos de licenciamento ambiental e arcabouço legal vigente. “O sistema permite que se possa fazer as coisas quando se necessita fazê-las”, salientou.

Christian Milau, CEO da Equinox Gold, companhia que teve um crescimento impressionante no Brasil recentemente, adquirindo vários ativos, afirmou que existem bem menos problemas relacionados com riscos jurídicos e políticos do que no passado e destacou que os projetos de mineração no Brasil têm como diferencial positivo a disponibilidade de força de trabalho. “É bem fácil se encontrar pessoas capacitadas e bem treinadas em todo o país”, disse ele.

O CEO da Ero Copper – que controla no Brasil a Mineração Caraíba e a NX Gold -- David Strang, reconheceu o esforço do governo no sentido de melhorar os processos burocráticos e também encontrar soluções para as necessidades apresentadas pelos projetos, o que sempre é uma vantagem no relacionamento entre o governo e os empreendedores.

Rodrigo Barbosa, CEO da Aura Minerals – que recentemente foi eleito como uma das Personalidades do Ano do Setor Mineral – disse que as baixas taxas de juros vigentes no Brasil (abaixo de 5%) representam uma oportunidade para atrair o capital privado para investimentos no setor mineral, particularmente por parte de investidores institucionais que estão buscando ações para seus portfólios.

Mike Mutchler, presidente e CEO da Amarillo Gold, comentou que o processo de licenciamento para novos projetos no Brasil está se tornando mais simplificado, juntando-se várias etapas em uma só. Ele informou que sua empresa está confiante, no momento em que se prepara para iniciar a construção de sua primeira mina de ouro no País.

Miles Thompson, CEO da Lara Exploration, afirmou que a criação da Agência Nacional de Mineração (ANM) revigorou o processo regulatório e a descentralização do licenciamento ambiental e permitiu às companhias trabalharem mais próximo dos reguladores, o que gera maior proatividade.

Por fim, Calvyn Gardner, CEO da Sigma Lithium, reconheceu que o governo brasileiro mudou definitivamente o ambiente de regulação da mineração e isto “é positivo para qualquer novo investimento no País”.

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AUTOMOTIVO

Carro elétrico que carrega em 5 min? Em breve, será possível

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Exame - SP   09/03/2021

Quer comprar um carro elétrico, mas tem medo de ficar sem bateria na estrada? Seus problemas acabaram. Uma série de startups está desenvolvendo um tipo de bateria que recarrega em apenas 5 minutos, tempo inferior ao de uma parada no posto de combustíveis.

A israelense StoreDot está trabalhando, atualmente, em mais de 100 protótipos. O segredo da tecnologia é a substituição do grafite utilizado no ânodo da bateria, ou seja, em seu eletrodo negativo, por silício.

Segundo o fundador da companhia, Doron Myersdorf, essa simples modificação permite reduzir o tempo de carregamento de algumas horas, como no caso dos modelos da Tesla, para alguns minutos. Mas, apesar da tecnologia já ser, teoricamente, viável, levará até 5 anos para que o produto esteja pronto para o mercado.

Outra inovação nessa área vem do automobilismo. A geração 2022 de carros da Formula E, categoria que só aceita veículos elétricos monoposto, virá equipada com um conjunto de bateria e carregador capaz de recarregar um Model S, da Tesla, em 10 minutos. Os carros serão carregados durante a corrida e a expectativa é de que as paradas sejam tão rápidas quanto na Fórmula 1, mesmo com o abastecimento.

O tempo de carregamento das baterias diminui a passos largos. Porsche e Tesla, por exemplo, já contam com estações de carregamento rápido, espalhadas pela Europa e pelos Estados Unidos, que abastecem os carros em 40 minutos, tempo de ir ao banheiro e tomar um café, por exemplo.

No final do ano passado, a Volkswagen anunciou uma parceria com a E.ON, empresa de energia, para desenvolver uma estação de carregamento “plug and play”, que facilitará a vida de governos e prefeituras na criação da infraestrutura para o carro elétrico.

O equipamento conta com um sistema próprio de bateria, ou seja, não está simplesmente conectado à rede. Isso permite que ele seja ligado a qualquer tomada, sem a necessidade da instalação de uma infraestrutura elétrica especial. A configuração ainda pode ser feita online.

A estação é capaz de carregar dois carros simultaneamente, e oferece energia suficiente para rodar 200 km, em 15 minutos. Os primeiros equipamentos estão sendo testados na cidade de Essen, na Alemanha, sede da E.ON. Em breve, abastecer um carro elétrico será tão fácil quanto parar no posto, mas com um impacto muito menor para o planeta.

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FERROVIÁRIO

Norte-Sul: integrando a infraestrutura que traz esperança

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Porto Gente - SP   09/03/2021

Sistemas logísticos eficientes formam bases para o comércio e a manutenção de uma alta oferta de trabalho.

Com mais de cinquenta anos de atraso, a ferrovia brasileira renova o seu papel. Na versão nacional do Cornelius Vanderbilt no processo ferroviário americano no século XIX, o líder da Rumo, do Grupo Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, reescreve, inovando, a integração do Brasil sobre trilhos. Com muita competência, o engenheiro militar e ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas estabelece os caminhos mais adequados e mais rápidos para atingir o fim desejado.

No dia 4 de março último, do trecho central da ferrovia Norte-Sul, concessão da Rumo de 855Km, foi entregue a parte entre São Simão (GO) e Estrela D'Oeste (SP), de 172Km. Beneficiando, principalmente, o escoamento das produções agrícolas de Goiás, leste de Mato Grosso e Triângulo Mineiro, integrando a malha ferroviária paulista. No Porto de Santos (SP), irá contribuir para dobrar em 20 anos os atuais 50 milhões de toneladas movimentados por ferrovia.

A ferrovia Norte-Sul foi lançada sem estrutura de projeto e com visão de vanguarda, em 1987, pelo então presidente José Sarney e seu ministro dos Transportes, o engenheiro José Reinaldo Tavares. Na sua construção incluía a ponte ferroviária sobre o Rio Paranaíba, ora construída pela Rumo. Trata-se de um projeto imperativo para integração da logística intermodal, e eliminar barreiras da porteira de fazendas até os portos.

Os números anunciados por Tarcísio de Freitas entusiasmam, ao estabelecer a meta de passar dos atuais 15% para 35% de participação do modal ferroviário na matriz de transportes. É uma nova cultura de multimodalidade nacional, para movimentar maior quantidade de toneladas por quilômetro. Aumentar o transporte do contêiner double-stack, dois empilhados, vai interiorizar por trem a indústria: gerar emprego e trazer esperança para o pai de família.

Na turbulência política e pandêmica que assola o País, emergem caminhos para o progresso não perder a oportunidade da história. São frutos de ideias e do trabalho. Indubitavelmente, as forças vivas e construtivas do País têm no ministro Tarcísio de Freitas uma potente alavanca do futuro do Brasil. Entretanto, para isso é preciso dar o necessário ponto de apoio.

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Rodoviário

MP abre crédito de R$ 275 milhões para recuperação de rodovias

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Agência Senado - DF   09/03/2021

Foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União de sexta-feira (5) uma medida provisória que abre crédito extraordinário ao Orçamento no valor de R$ 275 milhões para o Ministério da Infraestrutura.

A MP 1.035/2021 viabilizará a reconstrução de infraestruturas rodoviárias danificadas ou destruídas pelas chuvas intensas ocorridas em quase todas as regiões do país. Segundo a exposição de motivos da medida, o ano de 2021 vem se caracterizando como extremamente atípico, com volume de chuvas 4,5 vezes mais elevado do que a média dos últimos anos. Toda essa chuva e os desastres naturais decorrentes dela levaram ao menos 13 estados a decretar situação de emergência ou estado de calamidade pública, com o reconhecimento do grave cenário pela União.

A dotação orçamentária, diz o texto da MP, será usada na execução de intervenções na infraestrutura rodoviária das áreas afetadas que requerem ações imediatas. Há risco do agravamento de condições do sistema de transportes, o que pode gerar consequências econômicas e sociais às localidades envolvidas. O ministério aponta ainda a imprevisibilidade, em razão da ocorrência do recorde no número de desastres naturais, que demandam interrupções no tráfego de rodovias.

A maior parte do orçamento será destinada à Região Norte (R$ 235 milhões). Sudeste e Sul receberão R$ 15 milhões cada e Centro-Oeste, R$ 10 milhões.

A MP 1.035/2021 precisa ser votada pelo Congresso até 3 de maio de 2021, quando perde a vigência.

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