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09 de Fevereiro de 2021

SIDERURGIA

Mirae troca Itaúsa por Usiminas na carteira semanal; veja outros papéis

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Investing - SP   09/02/2021

A Mirae Asset substituiu as ações da Itaúsa (SA:ITSA4) pelas da Usiminas (SA:USIM5) na carteira recomendada semanal, divulgada nesta segunda-feira (8).

Assim, a carteira recomendada da Mirae para esta semana é composta por Bradesco (SA:BBDC4) PN, Cosan (SA:CSAN3) ON, Gerdau (SA:GGBR4) PN, JHSF ON (SA:JHSF3), Magazine Luiza (SA:MGLU3) ON, Petrobras PN (SA:PETR4), Randon ON (SA:RAPT3), Suzano (SA:SUZB3) ON, Usiminas PNA e Vale ON (SA:VALE3), todas com 10% de participação.

A corretora destaca que o avanço das vacinas contra a Covid-19 ao redor do mundo e o quadro político do Brasil devem marcar o mercado financeiro nesta semana, além de notícias de pacotes de estímulos na Europa e nos EUA.

Na semana anterior, a carteira recomendada da Mirae teve desempenho positivo de 4,7%, contra alta de 4,5% do Ibovespa.

Menos

ECONOMIA

Mercado ainda não vê risco de inflação sair do controle nos EUA

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Exame - SP   09/02/2021

A correlação entre ações e títulos é o “indicador mais importante” nos mercados globais no momento e mostra que investidores ainda não veem risco de a inflação sair do controle, de acordo com estrategistas do JPMorgan Chase.

O fato de que as correlações de curto prazo entre os dois ativos não subiram, mesmo com o aumento das expectativas de inflação, sugere que operadores ainda não estão preocupados com o impacto negativo da alta dos preços, segundo relatório de Mixo Das e equipe divulgado na segunda-feira. Uma medida de alta frequência da correlação de 72 horas entre os futuros do S&P 500 e os equivalentes dos títulos do Tesouro de 10 anos dos EUA ficou em 0,35 negativo na segunda-feira em relação a -0,57 no final de janeiro, segundo cálculos da Bloomberg.

“Uma correlação alta/positiva mostra que os mercados são movidos por preocupações com a inflação ou mudanças na reação das políticas”, escreveu Das em comentários por e-mail. “Por exemplo, se a inflação estivesse alta e subindo, os rendimentos dos títulos aumentariam e as ações cairiam com expectativas de políticas mais apertadas.”

A inflação dos EUA indicada pelo mercado de títulos se acelerou no ritmo mais rápido desde 2014, enquanto o petróleo sobe com maiores expectativas de recuperação econômica.

O S&P 500 acumula alta acima de 3% no ano e fechou em nível recorde na sexta-feira, com o retorno da aposta de reflação por investidores. O rendimento de referência dos Treasuries subiu cerca de 27 pontos-base, para pouco menos de 1,20%.

Uma alta correlação entre ações e títulos significa que os últimos já não funcionam como proteção para as oscilações das ações, o que poderia afetar as alocações dos portfólios, disse Das. Isso também significa que a volatilidade da carteira de ativos cruzados está aumentando. Com isso, portfólios com foco em volatilidade reduziriam a alavancagem, explicou.

“Se a correlação se mantiver positiva, será bastante negativa para os mercados”, escreveu Das. “Muito mais para os títulos, mas também para as ações, já que os níveis de alavancagem precisarão cair.

Menos

Cenário empresarial brasileiro em 2021

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O Estado de S.Paulo - SP   09/02/2021

Segundo o banco mundial, o Brasil teve redução de -4,5% no PIB em 2020, e deve ter crescimento de 3% em 2021. Este indicador por si só, já nos coloca no mínimo em saldo positivo se comparado ao atípico e quase interminável 2020.

Embora os juros devam seguir em baixa e a inflação contida, o desemprego deve sofrer alta. E equilibrar as contas públicas, será um dos maiores desafios para o atual governo.

Se por um lado temos o fim do Auxílio Emergencial reduzindo poder de compra e as incertezas no cenário político e fiscal gerando instabilidade, temos por outro lado a chegada das vacinas, e a continuidade de crescimento de setores que se mostraram blindados no período da pandemia.

Os especialistas têm sido muito cautelosos em relação às previsões nas mais diversas áreas, e sobretudo, ao falar do ano inteiro.

Mas independentemente de todo o dinamismo, ausência de precedentes e previsibilidade, o setor empresarial deve seguir apontando oportunidades durante o primeiro semestre, nos setores de: logística, bens de consumo, varejo essencial, e-commerce, tecnologia, agronegócio e saneamento. Nestes setores, as áreas que devem ter mais movimentações são: inovação, finanças, recursos humanos, sustentabilidade e tecnologia.

A depender dos acontecimentos no primeiro semestre do ano, especialmente de não haver uma segunda onda de COVID, não termos nenhuma grande ruptura no governo, e o programa de privatizações for acelerado, setores como o de infraestrutura poderão reagir.

E por fim, o mercado de capitais e o movimento de M&A’s devem continuar aquecidos tanto quanto, senão mais que em 2021 na busca por rentabilidade.

Não teremos um ano fácil, mas podemos dizer que a paralisia ficou para trás, aprendemos a lidar melhor com os impactos da pandemia, sua prevenção e tratamento. E neste cenário global, temos um planeta buscando a superação e retomada.

Menos

Economias de América Latina e Caribe têm caminho difícil pela frente, diz FMI

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Investing - SP   09/02/2021

A atividade econômica da América Latina e do Caribe não retornará a níveis pré-pandemia de produção até 2023, e o PIB per capita alcançará esses níveis apenas em 2025, mais tarde do que em outras partes do mundo, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta segunda-feira.

Entre os fatores contribuintes, o Fundo listou a falha em conter as novas infecções por Covid-19, a imposição de novos lockdowns por coronavírus e mudanças no comportamento das pessoas.

"O ressurgimento da pandemia no final do ano ameaça impedir uma recuperação já desigual e aumentar os altos custos sociais e humanos", disseram economistas do FMI em um blog.

O FMI disse que uma recuperação fraca nos mercados de trabalho provocará danos sociais mais permanentes, enquanto a mudança no sentimento do investidor internacional "pressionará países com vulnerabilidades fiscais e externas".

Na semana passada a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, disse que o aumento da dívida na região não é a principal preocupação do fundo.

"O que estamos pedindo na América Latina é, por favor, concentrem-se nas reformas que trarão mais vitalidade para o crescimento", disse ela.

As projeções mais recentes do FMI apontam que o PIB na América Latina e Caribe crescerá 4,1% em 2021 e 2,9% em 2022.

Menos

Mercado financeiro aumenta projeção da inflação para 3,60%

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Agência Brasil - DF   09/02/2021

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) deste ano subiu de 3,53% para 3,60%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (8), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,49%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

O cálculo para 2021 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2021 em 3,50% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica fique nesse mesmo patamar. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 3,50% para 3,47%. Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,50%, a mesma previsão há 146 semanas consecutivas. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro também continua projetando expansão do PIB em 2,50%.

A expectativa para a cotação do dólar permanece em R$ 5,01, ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.

Menos

Balança comercial tem corrente de comércio de US$ 8,487 bilhões na primeira semana de fevereiro

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Ministério da Economia - DF   09/02/2021

A balança comercial brasileira registrou aumento de 5,9% na corrente de comércio, que chegou a US$ 8,487 bilhões na primeira semana de fevereiro, com cinco dias úteis. O resultado parcial do mês foi divulgado nesta segunda-feira (8/2) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME).

As exportações no período alcançaram US$ 3,667 bilhões e as importações, US$ 4,82 bilhões, o que resultou em um déficit de US$ 1,152 bilhão, influenciado principalmente pela entrada de plataformas de petróleo no valor total de US$ 1,429 bilhão.

No acumulado de 2021, a corrente de comércio é de US$ 39,228 bilhões – uma alta de 5,5% pela média diária –, com as exportações somando US$ 18,475 bilhões e as importações, US$ 20,753 bilhões. O saldo está negativo em US$ 2,278 bilhões.

Veja os principais resultados da balança comercial

Nas exportações, comparada a média diária até a primeira semana de fevereiro de 2021 (US$ 733,47 milhões) com a de fevereiro de 2020 (US$ 865,69 milhões), houve queda de 15,3%, em razão da diminuição nas vendas em Agropecuária (-59,7%) e em produtos da Indústria de Transformação (-11,9%). Por outro lado, subiram as vendas na Indústria Extrativista (5,2%).

A diminuição das exportações na Agropecuária foi puxada, principalmente, pela queda nas vendas de soja (-100%); café não torrado (-39,5%); frutas e nozes não-oleaginosas, frescas ou secas (-13,4%); animais vivos, não incluídos pescados ou crustáceos (-75,8%) e especiarias (-12,2%). Ainda assim, aumentaram as vendas de trigo e centeio, não moídos (+338,3%), milho não moído, exceto milho doce (+217%) e algodão em bruto (+25,2%).

Já na Indústria de Transformação, as principais reduções ocorreram nas vendas de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-54,2%); celulose (-34,3%); ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (-35,7%); carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (-21,7%) e torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes (-60,1%).

O setor teve crescimento de vendas, no entanto, em farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (+83,6%), aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (+125,9%) e ouro não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (+75,5%).

Já o crescimento das exportações da Indústria Extrativa foi impulsionado pelas vendas de outros minerais em bruto (+6,4%), minério de ferro e seus concentrados (+49,6%) e minérios de cobre e seus concentrados (+141,5%). Houve reduções em pedra, areia e cascalho (-83,6%), outros minérios e concentrados dos metais de base (-77,8%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-33,5%).

Importações

Nas importações, a média diária até a primeira semana de fevereiro de 2021 (US$ 963,93 milhões) ficou 30,9% acima da média de fevereiro do ano passado (US$ 736,52 milhões). Nesse comparativo, aumentaram as compras, principalmente, de produtos da Indústria de Transformação (+34,9%), enquanto houve redução na Agropecuária (-1,9%) e na Indústria Extrativista (-17,6%).

O aumento das importações da Indústria de Transformação foi impulsionado pela entrada de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (+79.847,7%); adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+92,2%); alumínio (+175,8%); válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+24,0%) e produtos residuais de petróleo e materiais relacionados (+495,6%).

Na Agropecuária, os maiores aumentos de compras do exterior foram de milho não moído, exceto milho doce (+154,9%), cacau em bruto ou torrado (+183,7%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (+9,5%). Já na Indústria Extrativa, os destaques foram os crescimentos de importações de pedra, areia e cascalho (+34,3%), outros minerais em bruto (+7,4%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+18,9%).

Menos

MINERAÇÃO

Analistas projetam produção da Vale em 320 milhões de toneladas em 2021

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Revista Mineração - SP   09/02/2021

A produção de minério de ferro da Vale ficou abaixo do esperado no quarto trimestre, mas as vendas da mineradora surpreenderam positivamente — com volume recorde de embarques para a China — e podem provocar revisões nas projeções de Ebitda.

Analistas esperam que a diferença entre o volume produzido e as vendas diminua neste ano. Segundo estimativas do Bradesco BBI e do Safra, a produção da Vale deve ficar em torno de 320 milhões de toneladas em 2021. O valor está dentro das projeções da empresa de 315-335 milhões de toneladas.

Segundo a empresa, dadas as restrições de produção, a Vale encerrou 2020 com 322 Mt de capacidade de produção e espera atingir 350 Mt de capacidade ao fim de 2021.
Produção em 2020

A empresa divulgou na última quarta-feira (03/02), o relatório de produção do quarto trimestre de 2020 (4T20). De acordo com o documento, a produção de minério de ferro foi de 84,51 milhões de toneladas no período, 4,7% a menos que o produzido no 3T20, que somou 88,67 Mt. A empresa atribui a queda ao aumento dos níveis de chuvas e as restrições de disposição de rejeitos no Sistema Sudeste. No comparativo ao mesmo período de 2019, onde a produção foi de 78,34 Mt, houve um avanço de 7,9%.

Em relação ao acumulado de 2020, a Vale produziu 300,39 milhões de toneladas de minério de ferro. O montante é 0,5% menor do que o produzido no ano anterior, 301,97 Mt.
Cobre

No 4T20, a produção de cobre atingiu 93,5 mil toneladas, 6,7% superior ao 3T20 (87,6 Kt). O principal responsável por esse desempenho foi a mina do Sossego, situada em Belém (PA). A mina aumentou a produtividade e o teor de feed.

Na mina Salobo no 4T20 a produção foi de 43,94 mil toneladas, 3,3% menor que no 3T20, que foi de 45,4 Kt. Já no comparativo com o 4T19 (51,9 Kt), a queda foi 15,4%. De acordo com a companhia esse resultado se deu devido à manutenção não programada e a um incidente que levou a empresa a revisar e interromper as atividades da mina por 9 dias e da planta por 4 dias. A empresa afirmou que durante esse período foram implementadas medidas de segurança a fim de melhorar as operações e as condições de trabalho.
Carvão

A produção de carvão totalizou 1,2 Mt no 4T20 e 5,9 Mt em 2020, refletindo os impactos da pandemia COVID-19 na demanda transoceânica e postergação do projeto de manutenção da planta de março para novembro de 2020. Após atingir um recorde de produção de carvão em março, em comparação com os últimos 15 meses, a Vale desacelerou a produção em Moatize em abril e interrompeu temporariamente a produção em junho, quando os estoques na mina atingiram o limite de armazenamento.

Devido ao projeto de manutenção da planta, a produção desacelerou e caiu 12,3% em comparação ao 3T20, no entanto, os níveis de estoque suportaram o aumento das vendas do 4T20.
Níquel

O volume de produção de níquel foi de 66,1 mil toneladas no 4T20, 13,6% acima do 3T20 (58,2 Kt). Obras de manutenção que estavam planejadas para o 1S20 foram adiados para o 3T20, também em decorrência da pandemia do COVID-19 que fez com que a produção naquele trimestre fosse baixa, voltando aos níveis normais no 4T20.
Minério de manganês e ferroligas

No total a produção de manganês e ferroligas foi de 119 Kt no 4T20. O valor foi 9,2% superior ao registrado 3T20 (109 Kt). De acordo com o relatório, houve melhora no desempenho da planta de beneficiamento no Morro da Mina e de maior produtividade das frentes de lavra. Mas, as operações da mina Azul seguem suspensas, e as vendas estão sendo sustentadas por estoques. Os volumes de produção e vendas de ferroligas mantiveram-se em linha com o trimestre anterior.

Menos

Após mais de cinco anos, Justiça define profissionais a serem indenizados por rompimento da barragem em Mariana

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O Estado de S.Paulo - SP   09/02/2021

Passados mais de cinco anos do rompimento da barragem da Samarco em Mariana, na região central de Minas Gerais, a Justiça Federal definiu os profissionais que terão direito a receber indenização da mineradora. Além de matar 19 pessoas, o incidente se tornou uma das maiores tragédias ambientais do Brasil: toneladas de rejeito atingiram florestas e, pelo Rio Doce, a lama chegou ao litoral do Espírito Santo depois de passar por 40 municípios.

Nos termos da decisão, tomada pelo juiz Mário de Paulo Franco Júnior, da 12ª Vara Federal de Minas, no último dia 27, trabalhadores e empresários formais e informais deverão ser ressarcidos por danos morais e materiais causados pelo desastre. A indenização vai para os profissionais e não para suas famílias. Foram incluídos desde garimpeiros e pescadores até artesãos e funcionários do setor hoteleiro (veja a lista completa no final da matéria).

O juiz determinou ainda que a Fundação Renova, responsável pela mobilização para a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem em Mariana, abra uma plataforma simplificada para os cadastros. O sistema está operando desde o início do mês. O prazo fixado judicialmente para o recebimento dos pedidos de indenização pelo site é até 31 de julho.

Para fazer a requisição é preciso comprovar a atividade exercida antes do desastre. A ideia da plataforma é justamente facilitar reconhecimento dos direitos sem exigir dos profissionais a apresentação de documentação formal, levando em conta que muitos deles trabalhavam sob regimes informais.

“A presente decisão, ao tentar endereçar uma solução pragmática para o complexo problema da indenização aos atingidos, buscou sua fundamentação teórica na ideia do rough justice. A construção decisória partiu da premissa que o tema da indenização aos atingidos deveria ser simplificado, utilizando-se de critérios médios, standards padrão, aplicáveis indistintamente a todos integrantes de uma dada categoria, sem ater-se a situações individuais ou personalíssimas”, escreveu o magistrado.

O advogado Leonardo Rezende, que representa a Comissão de Atingidos de Rio Doce, considera a sentença é um precedente ‘importante’ para a reparação dos atingidos por desastres ambientais na medida em que reconhece a ‘multiplicidade’ de danos na região.

“Além de reconhecer novas e diversas categorias, aprimora a plataforma de indenização simplificada criada pelo juiz, garantindo, ainda, a indenização da multiplicidade de danos bem como a indenização de todos atingidos que possuem solicitação, registro, entrevista ou cadastro perante Fundação Renova”, analisa.

Saiba quem terá direito e quanto será a indenização em cada caso:
Faiscadores, garimpeiros artesanais/tradicionais (R$ 171,2 mil);Lavadeiras (R$ 84,1 mil);Artesãos (R$ 90,1 mil);Areeiros, carroceiros e extratores minerais (R$ 84,1 mil);Pescadores de subsistência (valores variam de R$ 17,4 mil a R$ 23,9 mil conforme o grau de dependência);Pescadores informais (R$ 94,5 mil);Pescadores profissionais (valores variam de R$ 192,5 mil a R$ 262,5 mil);Profissionais dependentes da cadeia produtiva da pesca – mecânicos de motores de barco, serralheiros e carpinteiros navais, por exemplo (R$ 87,1 mil);Revendedores de pescado informais e ambulantes (R$ 90,1 mil);Revendedores de pescado formais (R$ 176,2 mil);Proprietários de lavras de exploração mineral de areia e cascalho (laudos individuais);Profissionais dependentes da cadeia de exploração dos areais – mergulhadores, operadores de dragas e operadores de máquinas, por exemplo (R$ 145,7 mil);Comerciantes informais de areia e argila (R$ 161,3 mil);Comerciantes formais de areia e argila (laudos individuais);Empresários e comerciantes informais do setor de Turismo (R$ 116,5 mil);Empresários e comerciantes informais do setor de Turismo (laudos individuais);Hoteis, pousadas, bares e restaurantes informais (valores variam de R$ 54,5 mil a R$ 106,4 mil);Hoteis, pousadas, bares e restaurantes formais (laudos individuais);Associações ligadas sobretudo ao artesanato e à pesca (R$ 71 mil);Agricultores, produtores rurais e ilheiros para consumo próprio (R$ 54 mil);Agricultores, produtores rurais e ilheiros para comercialização informal (R$ 94,1 mil);Agricultores, produtores rurais e ilheiros de grande porte (laudos individuais).

Menos

Associação de minoritários vai analisar proposta da Vale

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O Estado de S.Paulo - SP   09/02/2021

A proposta de mudança do estatuto da Vale, que mexe com as regras para eleição de conselheiros, passará pela lupa da associação que representa os investidores minoritários, a Amec. A ideia é que um conselheiro só seja eleito quando o número de votos favoráveis que receba supere os votos contrários. Nas empresas de capital aberto, os votos contra são, de maneira geral, considerados nulos. A mudança já seria válida para a próxima assembleia de acionistas, em abril, a primeira desde o fim do acordo de acionistas da mineradora.

Para a Amec, que reúne 60 investidores institucionais, locais e estrangeiros, com mandatos de investimento no mercado brasileiro de ações de aproximadamente R$ 700 bilhões, essa mudança dá o poder de veto ao acionista de referênci. Seria uma iniciativa inédita no País. A reunião está agendada para hoje.
Temor é que novidade seja adotada por outras empresas

Na reunião, segundo o presidente da Amec, Fábio Coelho, os associados da entidade vão olhar o assunto diante da preocupação de que essa novidades possa criar precedentes, com a possibilidade de mais empresas mudarem o estatuto para prever a contabilidade do voto contra. “Por se tratar de uma inovação, não sabemos ainda quais seriam todas as consequências para as deliberações de empresas com base acionária mais complexa. E isso poderia prejudicar a eleição nos Conselhos”, diz ele.

No conselho que aprovou essa mudança, dois votos foram contrários. “Não parece crível que uma companhia como a Vale, cujos valores são amplamente reforçados em mídia diante de seu valioso histórico, busque suprimir, mais uma vez, a minoria, mas agora em relação aos seus acionistas, implementando o voto negativo como sendo voto de qualidade”, disse em seu voto o conselheiro Marcelo Gasparino. Já Isabella Saboya, afirmou, também em seu voto, que a previsão de contabilizar votos contrários vai na direção oposto de uma “verdadeira corporação”, ou seja, uma empresa de capital pulverizado. “Receio que oficializar essa metodologia em estatuto transmita uma mensagem oposta em relação ao caminho da Vale para ser uma true corporation. A matéria é nova no arcabouço regulatório brasileiro e portanto, a meu ver, arriscada”, disse.

Investidores estrangeiros, caso do Capital Group, que já são maioria no capital da mineradora brasileira, estão bastante atentos ao assunto. Ano passado, aliás, investidores estrangeiros fizeram uma demanda à Vale, pedindo que a eleição de conselheiros não fosse mais feita com uma “chapa”. A Vale, contudo, ao fazer a mudança para extinguir a eleição por chapa instaurou o uso do voto contrário e trouxe essa insatisfação. Procurada, a Vale não comentou.

Esta reportagem foi publicada no Broadcast+ no dia 08/02/2021, às 15:24:34.

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AUTOMOTIVO

Mercado de implementos rodoviários começa 31% acima em janeiro

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InfraRoi - SP   09/02/2021

Pelo balanço da Associação Nacional da Indústria de Implementos Rodoviários (Anfir), o setor começou 2021 com o pé direito, emplacando, em janeiro, 31% a mais do que no mesmo mes do ano anterior. O volume total de emplacamentos no primeiro mês deste ano foi de 11.270 implementos rodoviários.

“O resultado mostra que entramos em 2021 ainda em ritmo aquecido”, diz Norberto Fabris, presidente da Anfir. Segundo ele, o primeiro mês do ano costuma ser, tradicionalmente, um período de vendas menos expressivo. Todavia, a pandemia alterou o ritmo dos negócios no setor. “O mês de janeiro de 2021 foi o mais aquecido desde 2015”, diz”.

Os destaques ficaram novamente para equipamentos usados na construção e mineração, como autobetoneiras, cujas vendas cresceram 50%, totalizando 63 unidades emplacadas no mês de janeiro.

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FERROVIÁRIO

Governo defenderá projetos do setor elétrico, ferrovias e startups, diz Bezerra

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BOL - SP   09/02/2021

Com reunião de líderes do Senado prevista para essa terça-feira, 9, quando será definida a pauta de votações da Casa, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que o governo vai defender como prioridades para esta semana três novos marcos legais: do setor elétrico, das ferrovias e das startups.

Os projetos das ferrovias e do setor elétrico já tramitam há pelo menos três anos no Senado, e alimentaram grande expectativa de votação em 2020.

As pautas, no entanto, foram empurradas para este ano. Se aprovados pelos senadores, os dois textos ainda precisarão ser analisados pela Câmara dos Deputados.

Construído em articulação com o Ministério da Infraestrutura, o projeto que institui novas regras para o mercado ferroviário busca introduzir no setor o regime de autorização, quando é o próprio investidor quem leva ao governo seu interesse em construir e operar uma nova linha.

Seria uma alternativa ao modelo atual de concessão, que continuaria a existir.

Já o novo marco legal do setor elétrico é uma das apostas do Ministério de Minas e Energia. Entre outros pontos, o texto estabelece regras para a participação de todos os consumidores no mercado livre de energia, além de rever a sistemática de subsídios.

Com menos tempo no Congresso, o projeto de lei complementar relativo às startups foi aprovado no fim do ano passado pela Câmara e busca incentivar o ramo com novas regras para aporte de capitais e participação destas empresas em licitações públicas.

Os projetos estão na lista de 35 propostas em tramitação no Parlamento eleitas como prioritárias pelo Executivo. No Senado, além desses três projetos, o governo Bolsonaro também quer ver aprovados projetos como o do BR do Mar (de incentivo à cabotagem), da mudança do regime de partilha do petróleo e as PECs Emergencial, dos Fundos e do Pacto Federativo.

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Rodoviário

Rodovias: as obras continuam

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Construção Latino-americana - SP   09/02/2021

O ano passado foi, sem dúvida, o mais desafiador para esta geração. Desde quando o surto do novo coronavírus apareceu com toda sua força no hemisfério ocidental, a ameaça de uma possível paralisia total das obras de infraestrutura virou um fantasma permanente para o setor.

E embora as obras tenham continuado na maioria dos países, com poucos registros de detenção total dos serviços, a triste verdade é que o nível de produção da construção de rodovias caiu em toda a região. A situação não foi mais dramática porque os governos mantiveram parcialmente sua agenda de intervenções viárias, permitindo que as obras públicas de menor porte ganhassem destaque frente um cenário em que se frearam as grandes concessões.
Obras no Brasil continuaram graças ao Ministério da Infraestrutura.

Como uma saída clássica para enfrentar profundas recessões, o grande investimento público em infraestrutura pode dar impulso ao investimento privado e obter melhores resultados a partir de 2021. Desta forma, há sinais de que a infraestrutura rodoviária continuará melhorando nos principais países da região, ainda que a um ritmo menor.

Isto dá esperanças, porque a segunda onda do covid-19 parece ter chegado na América Latina, e as ameaças ainda estão latentes, em termos de perda de contratos, menores volumes de obra, menores vendas de equipamentos e aumento do desemprego.

Não obstante, espera-se que este novo ano seja de mais atividade, tanto pelo interesse de sobrevivência do setor como pela necessidade fundamental por mais e melhores estradas.

A triste realidade que a pandemia de covid-19 deixa atrás de si é a de fortes limites econômicos para o investimento em infraestruturas. Obviamente, as esperanças trazidas pelas concessões rodoviárias continuam aí, mas apesar delas os planos serão mais limitados e com cronogramas mais incertos.

Entre os fatores essenciais para estabilizar o nível de atividade em infraestrutura, talvez o principal seja um que nada tem a ver com construção: a vacinação massiva e rápida da América Latina.

As obras

Na Colômbia, país que há alguns anos se tornou o símbolo do investimento em infraestrutura rodoviária na América do Sul, o programa 4G manteve seu desenvolvimento. Em janeiro deste ano, por exemplo, a Agência Nacional de Infraestrutura do país anunciou um grande acordo que envolveu a Procuradoria nacional pelo projeto Malla Vial del Meta, que agora poderá ser reativado. O acordo para retomar estas obras destrava um investimento calculado em cerca de US$ 430 milhões, gerando cerca de 1,8 mil postos de trabalho ao longo de sua execução.

O projeto faz parte do programa 4G e inclui os corredores Granada –Villavicencio e Villavicencio – Puerto López – Puerto Gaitán. Estes trechos rodoviários, que compreendem 267,5 quilômetros, estão passando por diferentes tipos de intervenção. A maior extensão passa por reparações estruturais, e apenas 7,5 quilômetros correspondem a rodovia nova. A iniciativa também considera 26 quilômetros de duplicação de pista.

A Argentina, com todas as suas conhecidas dificuldades, mantém como pode uma rotina de obras públicas de responsabilidade do departamento Vialidad Nacional. Talvez como um reflexo de sua situação econômica, o país realiza intervenções pontuais em trechos não muito grandes, mas que em seu conjunto criam um investimento que não se deve desprezar. Como exemplo, está a obra de recuperação da Ruta Nacional 8, entre Fontezuela e Pergamino, com 22,9 quilômetros de comprimento. Ou também as reformas na conexão Chacabuco da Ruta Nacional 7 entre Luján e Junín, com uma intervenção sobre 23 quilômetros. O Ministério de Obras Públicas do país contorna a crise com um mosaico de obras feitas em associação com as intendências provinciais.

Melhor situação se vive no Paraguai, onde o cenário de obras rodoviárias está mais ativo. O país enfrenta 2021 com avanços, por exemplo, no Corredor Vial Botánico, cujo trecho 1 já está instalando vigas para um viaduto. Mais significativo, no entanto, é conhecer o informe do Ministério de Obras Públicas e Comunicações paraguaio, que afirma que a PY09, a famosa Transchaco, tem avanços em seus novos lotes de contrato. O Lote 5 teria avanço de 43%; o 6 estaria a 23%; o 7 a 4%; e por fim o Lote 8 estaria com andamento de 22%. O Paraguai se beneficia além disso de sua conexão institucional com o Brasil, o que se expressa em obras rodoviárias como a nova ponte entre os dois países, que é uma obra binacional com um orçamento perto de US$ 83 milhões, financiado pela hidrelétrica de Itaipú, que como se sabe é propriedade de ambos os países.

No Brasil, permanecem os obstáculos fiscais para a realização de grandes obras públicas. Apesar disso, o rigor com as contas públicas não impediu que o Ministério da Infraestrutura entregasse um total de 92 projetos de menor magnitude em 2020, dos quais a maior se referiu à reparação de rodovias. Uma das mais recentes entregas foi a primeira etapa do Complexo Viário Gancho do Igapó, no Rio Grande do Norte, que será uma conexão da cidade de Natal com as rodovias BR-101 e BR-406.

A esperança do país radica no programa de concessões, que avança lentamente, mas tem algumas novidades. Muito mais ao sul, no Paraná, está sendo conformado um pacote de concessões rodoviárias que se iniciarão em fevereiro. Ali, serão 3.327 quilômetros de rodovias leiloadas, com expectativa de investimentos privados de cerca de US$ 8 bilhões ao longo dos contratos, segundo o governo.
O ano de 2020 deixou as economias latino-americanas em má situação. A infraestrutura viária segue viva, mas com obras de menor envergadura.

No Peru, o programa Arranca Perú vem realizando manutenções periódicas em estradas vicinais, com o objetivo de garantir a segurança dos que por elas transitam. Em departamentos como Cajamarca e La Libertad, o Ministério de Transportes e Comunicações interveio em mais de 5 mil quilômetros de vias não pavimentadas, com um gasto fiscal da ordem de US$ 140 milhões. Ainda que não seja um plano de grande porte, entrega resultados e movimenta o mercado de máquinas, suas partes e peças.

Por sua vez, o Chile acaba de fazer o chamado de 501 novas licitações, 463 delas (por cerca de US$ 850 milhões) sob a responsabilidade do Ministério de Obras Públicas. Entre as principais obras licitadas destacam-se a construção, manutenção e reposição de estradas vicinais e pontes.

Finalmente, no México as obras viárias são o principal dos dois primeiros pacotes do Programa Nacional de Infraestrutura lançado em 2020 pelo governo federal. A parte do orçamento dedicado a rodovias corresponde a cerca de US$ 10,2 bilhões, de um total de mais de US$ 26,6 bilhões que o governo promete aplicar na infraestrutura do país. Em seus dois primeiros pacotes de projetos, o programa soma 43 iniciativas rodoviárias ao longo do México. A maioria deve começar durante o presente exercício.

Impactos e recuperação

Embora nada disso seja suficiente para reposicionar o contexto na direção de um crescimento sustentado, sim é um conjunto de notícias para o setor de construção especializado em rodovias, tanto para as empreiteiras dedicadas como para as indústrias fabricantes de equipamentos para a construção e reforma de rodovias e ruas urbanas.
A fresagem é um dos serviços de engenharia viária que mais tende a ganhar força, com as máquinas Wirtgen mantendo a liderança.

A grande quantidade de obras de reforma – sempre mito necessárias e mais ainda quando as incertezas atrasam ainda mais as contratações de novas grandes obras – sugerem e aplicação de equipamentos importantes como as fresadoras. Na América Latina, o Grupo Wirtgen (que hoje em dia pertence à John Deere), fabrica alguns dos modelos mais destacados de fresadoras de asfalto. A tradicional empresa alemã tem na cidade de Porto Alegre uma fábrica de sua subsidiária Ciber Equipamentos Rodoviários, onde se fabricam fresadoras da marca Wirtgen.

A fresadora W 210 Fi é um modelo muito popular por suas prestações técnicas. Além disso, o equipamento foi premiado em 2020 por seu design. A máquina recebeu o iF Design Award 2020, premiação anualmente que se concede a produtos industriais na Alemanha pelo International Forum Design de Hannover.

A Ciber também conta com suas conhecidas usinas de asfalto da série iNOVA. Trata-se de uma linha de equipamentos móveis para produção de asfalto a quente (CBUQ), o que facilita a logística e ajuda a manter a temperatura da mistura até a colocação sobre a base. A linha tem diferentes modelos, que vão desde a iNOVA 1000, com capacidade de produzir entre 50 e 100 toneladas/hora, até a iNOVA 2000, que produz entre 100 e 200 toneladas/hora de material asfáltico. As usinas de asfalto são uma necessidade em qualquer obra rodoviária que use o material, mas em um momento concentrado em reformas, destacam-se quando oferecem mobilidade. Muitas obras pequenas em diferentes lugares demandam asfalto rápido em pouca quantidade.

Outro importante fabricante mundial que se encontra na América Latina e produz soluções para produção de asfalto é a suíça Ammann. Com sua fábrica em Gravataí, Rio Grande do Sul, a empresa oferece diferentes modelos, destacando-se a linha Prime. Esta linha de usinas de asfalto quente pode produzir desde 100 a até 210 toneladas/hora, com o modelo ACM 210 Prime. A Ammann Brasil também produz as usinas asfálticas Solid Batch, com os modelos ABC 140 e ABC 180. Quase toda a produção de Gravataí se dirige à exportação, e os mercados sul-americanos são seu principal destino.
A fábrica da Ammann em Gravataí, RS, exporta usinas de asfalto para a América Latina.

A situação atual também sugere a utilização de recicladoras de pavimento. Estes são equipamentos de grande porte e muita tecnologia agregada, que por esta razão poucos fabricantes oferecem. Um deles é a Caterpillar, o maior OEM do mundo, que em sua divisão de máquinas rodoviárias tem o modelo RM500B. Com uma largura de corte e mistura de 2.438 mm, o modelo tem alta capacidade de pulverização de uma camada de pavimento externa que esteja estragada, para depois misturá-la com algum agente ligante (emulsão asfáltica, cimento ou outros agentes), deixando atrás de si uma via pronta para a compactação final. Também pode ser usada em recuperação de rodovias não pavimentadas, que assim podem receber algum tratamento e entregar mais resistência ao tráfego. Para isso, recicladoras de asfalto como a RM500B têm bom potencial de aplicação para as obras que se realizam neste momento.

A brasileira Romanelli também projetou vários equipamentos para obras de recuperação de solos e pavimentos destroçados. Seus equipamentos DCR são distribuidores de cal e cimento para operações de reciclagem de solos e pavimentos. São dois modelos (DCR 15 e DCR 20), que realizam o espargimento de agentes ligantes sobre o solo ou pavimento em más condições. Eles se aplicam junto a outros equipamentos que formarão a sequência correta de máquinas para o tratamento da via. Se a aplicação é feita com uma recicladora de asfalto, o DCR da Romanelli dispensaria a necessidade de caminhões tanque conectados diretamente à recicladora.

Solução em concreto

Infelizmente, não é usual na América Latina a tecnologia de pavimentação rígida. Não se trata de afirmar que o concreto deveria substituir o asfalto nas obras rodoviárias na região, dado que cada tecnologia tem sua aplicação, mas sim seria interessante reequilibrar o nível de aplicação de cada uma destas opções. O pavimento rígido deveria ser uma opção para considerar com especial atenção em situações de tráfego pesado, como grandes rodovias.
Os equipamentos de meio fio e sarjeta da GOMACO estão em constante evolução através de softwares como o Navigator.

Há uma ampla linha de soluções para esta opção técnica, desde as sofisticadas máquinas de alto rendimento como as da norte-americana GOMACO, até novidades interessantes como as da empresa HITEC-Road, dos Países Baixos. São soluções que se encontram em pontos opostos do espectro. A GOMACO pode produzir um pavimento rígido segundo os melhores padrões mundiais, enquanto a HITEC-Road desenvolveu uma técnica de mistura para recuperação de solos não pavimentados com um produto cimentício de sua propriedade.

O produto HITEC-NovoCrete permite recuperar até 50% do asfalto velho e misturá-lo com este material, deixando a via pronta para utilização de tráfego pesado com garantia de 15 anos. De acordo com a companhia, depois de dois dias de aplicação o processo de hidratação do HITEC-NovoCrete adquire capacidade de carga superior a 150MN/m2. A empresa afirma que a hidratação final dura até 90 dias, sem formação de fissuras, quando a capacidade de carga será superior a 230 MN/m2.

No extremo mais complexo das soluções de pavimentação rígida, a GOMACO continua com suas múltiplas ofertas para o setor. Em março de 2020, a companhia aproveitou o contexto da Conexpo CON/AGG para apresentar sua sempre ampla variedade de novidades. Dentre os equipamentos em exibição destacaram-se os da linha Xtreme, com equipamentos como a GOMACO 3300 para a produção de meios-fios de raio bem fechado, assim como também vários desenvolvimentos em termos de software.

O novo software de controle para pavimentadoras Navigator reúne todas as características do software de operação G+ em uma única tela digital. Esta tela pode ser instalada na pavimentadora ou ao nível do chão, para que operadores tenham todas as opções de monitoramento e controle para pavimentação. O Navigator pode controlar simultaneamente até quatro inserções de barra de conexão e duas barras laterais.

Road, Concrete, and Asphalt Equipment Construction

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NAVAL

Brasil não renovará acordo bilateral de transporte marítimo com a Argentina

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Portos e Navios - SP   09/02/2021

A Embaixada do Brasil em Buenos Aires informou à Subsecretaria do Ministério das Relações Exteriores do Mercosul que o país havia rescindido o "Acordo de Transporte Marítimo" com a Argentina. A notificação da decisão é dentro de o prazo previsto no instrumento.

O tratado data de 1985 e deu continuidade aos acordos da Conferência Marítima de Armadores Argentinos e Brasileiros de 1959. Na sexta-feira (5), o subsecretário de Portos, Hidrovias e Marinha Mercante da Argentina, Leonardo Cabrera, convocou as autoridades da Câmara Argentina de Navegação e demais órgãos para informá-los do caráter definitivo e irrecorrível adotado em Brasília para que procedam à adoção das medidas empresariais que julgarem convenientes.

Do lado argentino as principais empresas afetadas seriam a Arpez, Agunsa, Fluvialmar, Horamar, Maruba, Naviera Sur Petrolera, Oceanmarine e Petrotank. Estas empresas transportam cargas no âmbito do acordo, desde produtos da pesca até combustíveis, incluindo carga geral seca, líquida e refrigerada de diferentes origens.

O intercâmbio anual no comércio marítimo bilateral gira em torno de US$ 20 bilhões, com resultados que oscilam em torno US$ 700 milhões no sentido importação ou exportação. O valor dos serviços relativos ao frete marítimo ronda os US$ 1 bilhão, aos quais se juntam os valores correspondentes a serviços como abastecimentos, combustível, reparo naval e agenciamento.

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Porto Itapoá movimentou 440 mil contêineres em 2020

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SEGS.com.br - SP   09/02/2021

A retomada da produção industrial, somada ao crescimento do consumo no último trimestre de 2020, trouxe números positivos para a movimentação portuária brasileira. Foram vários os portos brasileiros que registraram recordes de movimentação, especialmente em novembro e dezembro.

Neste contexto, o Porto Itapoá, que chegou a movimentar apenas 4 mil contêineres de importação no mês de junho, chegou a 12 mil unidades por mês, em novembro e dezembro. Como comparação, nos três últimos meses de 2020 o Terminal recebeu 35 mil contêineres de importação, praticamente o dobro das movimentações do segundo e terceiro trimestre, representando crescimento de 10% em relação ao último trimestre de 2019.

Na exportação, contudo, houve estabilidade na movimentação, com média de pouco mais de 7 mil unidades movimentadas por mês.

Desde o início das operações, em junho de 2011, o Porto Itapoá sempre apresentou crescimento na movimentação ano a ano, finalizando 2020 entre os 5 maiores portos do País.

Complexo portuário da Babitonga é responsável pela maior movimentação em tonelagem do Estado de Santa Catarina

Quando consideramos a análise dos números de tonelagem abrangendo os complexos portuários de Santa Catarina, a Baía da Babitonga, que contempla os Portos de São Francisco do Sul e Itapoá, registra a maior movimentação do Estado. O complexo portuário da Babitonga representa 60% de todas as cargas (em tonelagem) que passam pelos portos catarinenses.

Esses números refletem diretamente no desempenho da economia da região. Recentemente o IBGE divulgou as cidades mais ricas do Sul do País, com Joinville ocupando a 3ª posição na região e a 1ª posição no Estado de Santa Catarina, com crescimento de cerca de 12% em relação ao ano anterior. O fluxo logístico e de comércio exterior, proporcionado pelos portos da Baía da Babitonga, são influenciadores diretos para esse desenvolvimento e, por consequência, para a geração de emprego e renda na região Norte catarinense.

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TAG inicia mapeamento de interessados em gasodutos para ampliar sua malha, diz diretor

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BOL - SP   09/02/2021

A Transportadora Associada de Gás (TAG) iniciou nesta segunda-feira um mapeamento que visa identificar interessados em capacidade adicional que demande ampliação de seu sistema de transporte, um primeiro movimento de expansão da maior empresa de gasodutos do país após a saída da Petrobras.

Os interessados em gasodutos --em momento em que o novo mercado de gás aguarda aprovação pela Câmara dos Deputados, mas começa a atrair a atenção do setor privado com a saída da Petrobras do segmento de transporte do insumo-- terão até 10 de março para informar sua intenção em contratar capacidade no sistema de transporte e enviar seu formulário.

A prospecção de companhias é uma etapa que antecede uma chamada pública incremental, que será supervisionada pela reguladora ANP e cujo edital poderá ser publicado em julho, após informações levantadas serem avaliadas.

Segundo o diretor Comercial e Regulatório da TAG, Ovidio Quintana, a expectativa é que seja possível celebrar termos de compromisso com empresas ou consórcios no fim deste ano, e que as novas infraestruturas para escoamento do gás estejam operando a partir de 2023.

"O movimento segue nesse caminho de continuidade para a abertura do mercado de gás natural... É super importante para marcar essa posição de que é um setor aberto, a ouvir o mercado e viabilizar esse encontro dos agentes para poder multiplicar suas ações", afirmou Quintana, em uma entrevista por videoconferência.

O executivo evitou apontar possíveis interessados no momento, mas um levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontou em 2019 diversos potenciais projetos de expansão de gasodutos do país, como uma possível conexão da TAG com terminal de gás da GNA, no Porto do Açu, no Norte Fluminense, e com terminal da Celse, em Sergipe.

A TAG prevê investimentos de até 1,5 bilhão de reais, nos próximos cinco anos, incluindo investimentos para ampliação de sua malha, conforme informado anteriormente.

A medida vem como um dos resultados de programa implantado pelo governo federal que busca reduzir o papel da Petrobras no setor de gás natural, abrindo espaço para competição e investimentos privados.

O executivo destacou que o mercado de gás brasileiro, até então, era bastante verticalizado e dependente da Petrobras. Segundo ele, a petroleira teve seu papel importante, realizando aportes e criando a infraestrutura e o mercado que existem hoje.

Mas Quintana frisou que o momento agora é de dar um salto para um mercado muito mais dinâmico.

Recentemente, a TAG fechou contrato para abastecer duas fábricas de fertilizantes operadas pela Proquigel Química, do Grupo Unigel, na Bahia e em Sergipe, em seu primeiro acordo de transporte com uma empresa privada.

O negócio, de 100 milhões de reais, teve início em 29 de janeiro e prevê a entrega de 2,3 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

A TAG, que pertencia à petroleira estatal, com uma infraestrutura de gasodutos de aproximadamente 4.500 km, foi vendida e hoje é operada pela Engie, com 65% de participação, em parceria com a Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ), com 35%.

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