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08 de Junho de 2022

SIDERURGIA

CNN Brasil - SP   08/06/2022

Os contratos futuros de minério de ferro de referência na Ásia caíram nesta terça-feira (7), com traders preocupados que as margens das siderúrgicas possam ser pressionadas pelos altos preços, após um rali estimulado pela demanda chinesa do ingrediente siderúrgico.

O contrato de minério de ferro mais negociado em setembro na Bolsa de Mercadorias de Dalian da China encerrou as negociações diurnas em queda de 0,6%, a 928,50 iuanes (US$ 139,32) a tonelada, após atingir uma alta de 10 meses na segunda-feira.

O contrato de julho mais ativo do minério de ferro na Bolsa de Singapura caiu 0,2%, para US$ 143,55 a tonelada.

O rali estendido do minério de ferro terminou na última segunda-feira, elevando o preço spot do material de referência com destino à China para US$ 144,50 a tonelada — uma máxima de seis semanas —, após repetidas promessas de Pequim de apoiar a economia doméstica em dificuldades.

As medidas para aliviar as restrições contra a Covid-19 na China, principal produtor mundial de aço, adicionaram combustível a esse rali, assim como a redução dos estoques de minério de ferro importado nos portos chineses.

Mas os altos preços dos insumos do aço estão aumentando os desafios enfrentados pelas usinas, já que a demanda ainda não cresceu fortemente após semanas de lockdown e a China está determinada a limitar a produção de aço este ano.

“A demanda de minério de ferro no curto prazo aumentou mais do que o esperado, mas os lucros das siderúrgicas estão fracos”, disseram analistas da Sinosteel Futures em nota.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   08/06/2022

Há um debate crescente no mercado sobre qual opção traria maior custo em termos de credibilidade ao Banco Central: ter as metas de inflação para 2023 e 2024 oficialmente revisadas para cima pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ou manter essas metas inalteradas, mas ter de escrever cartas sucessivas ao Ministério da Economia se explicando por não conseguir alcançá-las?

Há ainda os que defendem que o BC, simplesmente, abra mão de perseguir a meta de 2023 e diga que fará tudo para que essa convergência da inflação aconteça apenas em 2024, algo que implicitamente já faz quando, nas reuniões do Copom, vai deslocando para frente o horizonte relevante da política monetária.

Mas isso não retira a obrigação de escrever uma carta pública dizendo o porquê de a inflação ter ultrapassado o limite superior de tolerância da meta e o que vai fazer para que isso não ocorra novamente no ano seguinte.

Foi o que aconteceu em 2021 (com inflação de 10,06%, ante o teto da meta de 5,25%), e o que deve provavelmente ocorrer em 2022, quando as estimativas apontam para um IPCA de 8,89%, enquanto o teto é de 5%. O risco é elevado também para 2023, quando o mercado prevê inflação de 4,39%.

Para 2023 e 2024, as metas de inflação foram fixadas em 3,25% (teto de 4,75%) e 3% (limite superior de 4,50%), respectivamente. Na sua próxima reunião, marcada para o dia 23 deste mês, o CMN deve anunciar a meta para 2025. Pelas regras atuais, o CMN define em junho o alvo para a inflação de três anos-calendário à frente, além de ratificar as metas já fixadas para os dois anos seguintes.

Mas há um precedente para o CMN voltar atrás e revisar as metas anteriormente definidas. Em 2002, ano em que a turbulência com a eleição presidencial levou o dólar ao recorde histórico até então de R$ 4,00, o CMN revisou a meta que estava fixada para 2003 (de 3,25% para 4%) e ampliou o intervalo de tolerância de 2 para 2,5 pontos porcentuais. Isso se repetiu em 2003, quando o CMN mudou a meta de 2004 de 3,75% para 5,5%.

Como o Brasil e o mundo estão enfrentando choques de oferta sem precedentes, com disparada nos custos de matérias-primas por causa da pandemia de covid, de fenômenos climáticos e da guerra na Ucrânia, há quem defenda que o CMN revise a meta de 2023 para 4,50% e a de 2024, para 4,0%, além de definir a de 2025 em 3,5%.

O argumento é: que adianta ter metas ambiciosas se as condições econômicas e políticas seguirem mantendo a inflação em patamar elevado, mesmo após o BC ter subido os juros em quase 11 pontos porcentuais? O debate é válido.

IstoÉ Dinheiro - SP   08/06/2022

A secretária de Estado americana, Janet Yellen, realizou nesta terça-feira discurso otimista sobre a retomada econômica dos Estados Unidos, mas destacou problemas, como a inflação “em níveis inaceitáveis” que, segundo ela, o governo do presidente Joe Biden trabalha para ajudar a combater. Em participação em audiência do Comitê de Finanças do Senado, Yellen argumentou que um orçamento apropriado é necessário para complementar as medidas do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para conter a trajetória dos preços. A participação dela na sessão do Legislativo tem como objetivo defender as propostas do governo para o orçamento.

Yellen destacou as medidas do governo para apoiar o quadro econômico, no auge da pandemia da covid-19. Agora, o país passa por uma transição, da forte retomada já vista para um crescimento “estável e firme”. Segundo ela, essa transição é um ponto crucial da agenda de Biden para colocar a inflação sob controle “sem sacrificar os ganhos econômicos que já fizemos”.

A autoridade disse que, com as medidas de apoio, foi possível conseguir agora um mercado de trabalho muito mais forte do que o antes previsto. Há, porém, “desafios macroeconômicos” presentes.

Além da inflação, Yellen citou problemas nas cadeias de produção ainda provocados pela pandemia. Existem efeitos negativos do lado da oferta em mercados de petróleo e alimentos, resultantes da guerra da Rússia na Ucrânia. De acordo com ela, legislação proposta pelo presidente, entre elas iniciativas em energia limpa e planos para reformar o mercado de medicamentos prescritos, podem ajudar a reduzir preços para os consumidores americanos.

Yellen também reafirmou o compromisso para fazer “todo o possível” para resistir à “guerra brutal” lançada pelo presidente russo, Vladimir Putin, na Ucrânia. Ela recordou as sanções “sem precedentes” para pressionar Moscou a recuar e mencionou os claros efeitos na economia da Rússia, com forte contração econômica e inflação elevada.

Citou por fim seu esforço para avançar no acordo de reforma tributária internacional, com o objetivo de conseguir a aprovação de um imposto mínimo global, a fim de dar mais paridade de condições para empresas competirem por mercados.

Custos de energia

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos afirmou que o governo do presidente Joe Biden tem feito “todo o possível” para reduzir os custos de energia. Durante a audiência em comitê do Senado em Washington, ela destacou o fato de que os preços estariam maiores, caso Biden não tivesse feito uma liberação “histórica” de estoques estratégicos.

Yellen disse que os EUA são independentes em energia, “mas estamos sujeitos aos mercados globais”. Segundo ela, seria “virtualmente possível nos isolar de choques como os que estão ocorrendo na Rússia e que movem os preços globais do petróleo”. Ela voltou a criticar a “guerra de Putin na Ucrânia”, referindo-se ao impacto nos preços de energia e alimentos globalmente. “Não somos os únicos países a enfrentar inflação”, lembrou.

A secretária do Tesouro também destacou a importância dos semicondutores e do esforço do governo americano para incentivar sua produção. De acordo com ela, várias fábricas se viram impossibilitadas de conseguir os chips necessários, prejudicando sua produção. Yellen disse que uma parcela da inflação atual é fruto desses problemas em cadeias, que o governo Biden busca resolver, incentivando a maior produção de semicondutores em geral e, sobretudo, em solo americano.

Yellen ressaltou novamente que combater a inflação “deve ser a prioridade número um” no quadro atual. Além do trabalho do Federal Reserve elevando juros, ela disse que o governo complementa isso com redução no déficit público.

A autoridade ainda comentou que, no início da retomada econômica, não havia petróleo suficiente nos mercados, o que puxou os preços para cima. Agora, há mais incentivos para as empresas aumentarem essa produção, apontou.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos afirmou que o governo do presidente Joe Biden tem sido “extremamente ativo” em suas conversas com aliados da Europa, a fim de limitar a receita da Rússia com petróleo.

O Estado de S.Paulo - SP   08/06/2022

Em meio à guerra na Ucrânia e à persistência da pandemia, a economia mundial enfrenta crescente riscos de estagflação - fenômeno definido como período prolongado de crescimento econômico lento combinado com inflação em alta. O alerta é do Banco Mundial, que cortou a previsão para expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta em 2022 de 4,1% projetado em janeiro para 2,9% agora.

Segundo o relatório "Prospectos Econômicos Globais", divulgado nesta terça-feira, 7, a instituição também reduziu a estimativa para avanço da atividade no mundo em 2023, de 3,2% para 3%. Para 2024, a expectativa também é de alta de 3%.

"A guerra na Ucrânia, lockdowns na China, interrupções na cadeia de suprimentos e o risco de estagflação estão prejudicando o crescimento. Para muitos países, a recessão será difícil de evitar”, disse o presidente do Grupo Banco Mundial, David Malpass.

A análise compara o contexto atual com o quadro observado na década de 1970, com desequilíbrios de oferta, perspectivas de aperto monetário e perspectivas negativas para a atividade econômica. Por outro lado, a entidade internacional considera que o avanço dos preços de commodities é mais contido que naquela época, instituições financeiras estão mais sólidas e os bancos centrais têm mandato mais claro pela estabilidade de preços.

O Banco Mundial acredita que a inflação deve moderar no ano que vem, mas ainda acima das metas dos BCs. O documento adverte que o cenário inflacionário pode causar uma acentuada desaceleração da economia global e, como consequência, deflagrar crises financeiras em mercados emergentes.

A entidade defende a importância de medidas globais e nacionais para mitigar as consequências econômicas do conflito entre Rússia e Ucrânia. Para o Banco, serão necessárias ações para limitar o impacto nos grupos mais vulneráveis, atenuar os efeitos da escalada de preços de petróleo e alimentos, aumentar alívio de dívidas e expandir a vacinação global contra o coronavírus.

Os governos também devem evitar políticas que causam distorções, como controles de preços, subsídios e restrições a exportações, na visão do Banco Mundial. "Contra o cenário desafiador de maior inflação, crescimento mais fraco, condições financeiras mais apertadas e espaço limitado para a política fiscal, os governos precisarão priorizar os gastos para o alívio direcionado para as populações vulneráveis."
Projeção de crescimento maior no Brasil

O Banco Mundial também revisou a previsão para crescimento do PIB brasileiro em 2022, para 1,5%. Em janeiro, a instituição havia projetado que a maior economia da América Latina cresceria 1,4% este ano.

A entidade, por outro lado, cortou drasticamente a estimativa para a expansão econômica do Brasil em 2023, de 2,7% para 0,8%. Para 2024, a expectativa é de um avanço de 2%.

Segundo a análise, após um começo de ano "sólido", o País deve registrar enfraquecimento das condições, à medida que a inflação elevada pressiona a renda das famílias. A estagnação de investimentos de empresas e incertezas políticas também são citadas como responsáveis pelo cenário.

O documento ressalta que programas extraordinários para permitir o saque de fundos de seguro contra desemprego trarão alívio às famílias, mas podem impulsionar a inflação. "Em 2023, o impulso fraco e os efeitos em curso da política monetária apertada nos investimentos e na atividade devem limitar o crescimento", avaliou a entidade.

MINERAÇÃO

Agência Brasil - DF   08/06/2022

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou hoje (7) a entrega do Prêmio Municípios Mineradores 2022 destinado a municípios que têm atividades de mineração em seus territórios e se destacaram em áreas como educação, saúde, finanças e gestão pública. Esta foi a primeira edição da iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Foram 24 municípios finalistas e oito premiados nas categorias saúde, educação, proteção social, infraestrutura, meio ambiente, gestão, finanças públicas e desenvolvimento econômico. Os vencedores receberam um troféu e um selo de reconhecimento de qualidade de governança pública em municípios que contam com atividades de mineração.

Participaram da premiação os municípios com índices de arrecadação do imposto pago pela atividade de mineração, a Compensação Financeira Pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), iguais ou maiores a 5% da sua receita em 2021.

De acordo com o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Pedro Paulo Mesquita, a intenção do prêmio é reconhecer boas práticas de governança pública nos municípios que tenham impacto na qualidade de vida da população.

"O prêmio foi idealizado para impulsionar os municípios onde a mineração possui uma presença relevante a adotarem politica e ações qualificadas para a promoção de desenvolvimento, oportunidades de emprego e renda, melhores condições de vida, serviços de saúde, educação e bem-estar dos seus cidadãos, tendo a mineração como grande vetor de desenvolvimento", disse.

Na avaliação do diretor-presidente do Ibram, Raul Jugmann, a iniciativa é um esforço ético e moral do segmento e busca firmar um compromisso da mineração com o futuro do país e a questão ambiental.

"É um prêmio que premia no presente o que vamos ou não ter daqui para frente. Porque, sem qualquer sombra de dúvida, ou o futuro será sustentável e evoluiremos para uma economia de baixo carbono ou então não iremos adiante", afirmou.

O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, disse que a temática terá sua agenda fortalecida, visando maior segurança jurídica e para atrair investimentos do setor privado.

"O prêmio é um exemplo de que mineração e sustentabilidade ambiental andam juntas. Essa é uma agenda que irei fortalecer nesse ministério", disse.

As cidades vencedoras nas diferentes categorias: Saúde - Canaã dos Carajás (PA); Educação - Alto Horizonte (GO); Proteção Social - São Gonçalo do Rio Abaixo (MG); Meio Ambiente - São Gonçalo do Rio Abaixo (MG); Infraestrutura - Canaã dos Carajás (PA); Gestão pública - Itabira (MG); Crescimento Econômico - Catas Altas (MG); Finanças públicas - Ouvidor (GO).

Valor - SP   08/06/2022

No ano, a principal matéria-prima do aço exibe alta de 23,7% no mercado transoceânico

O minério de ferro marcou mais uma sessão de alta no mercado à vista, embora com fôlego reduzido em comparação à véspera em meio à demanda relativamente fraca por parte das siderúrgicas chinesas.

Segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insights, o minério com teor de 62% avançou 0,3% no norte da China, para US$ 147,25 por tonelada, elevando a 7,9% a valorização acumulada em junho.

No ano, a principal matéria-prima do aço exibe alta de 23,7% no mercado transoceânico.

Já na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), os contratos mais negociados, para setembro, caíram 0,6%, para 928,50 yuan por tonelada.

Estatísticas da Cisa, associação que representa o setor de minério e aço na China, mostram que a produção diária de aço bruto no país asiático teve leve recuperação nos 11 últimos dias de maio, com alta de 0,9% frente ao período anterior, para 2,32 milhões de toneladas, informou a consultoria Mysteel.

Money Times - SP   08/06/2022

O conselho de administração da CSN Mineração (CMIN3) aprovou o pedido de registro de oferta pública de distribuição de 1,4 milhão de debêntures simples (sem considerar as debêntures adicionais), não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em até 2 séries, da 2ª emissão, no valor total de R$ 1,4 bilhão.

Será adotado no âmbito da oferta o procedimento de coleta de intenções de investimento, organizado por instituições financeiras integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários (coordenadores).

A totalidade dos recursos líquidos captados por meio da emissão será utilizada para o reembolso, em prazo igual ou inferior a 24 meses da data de divulgação do anúncio de encerramento da oferta, dos custos incorridos no projeto, destacou a empresa, em fato relevante.

Valor - SP   08/06/2022

Reservas de minério de ferro na província mineral no sul do Pará somam 6,1 bilhões de toneladas

Descoberta no fim da década de 1960, a província mineral de Carajás, no Sudeste do Pará, começou a produção comercial de minério de ferro em 1984, na mina N4E, ainda em operação na Serra Norte.

As reservas de minério de ferro em Carajás somam 6,1 bilhões de toneladas, a maior parte - 4,273 bilhões de toneladas - na Serra Sul, onde está fincado o maior projeto da história da companhia, o S11D, que tem hoje uma capacidade de 90 milhões de toneladas por ano, em uma produção de minério a umidade natural, sem uso de água para a separação.

“Toda a água usada na usina é tratada e reutilizada, o que reduz a captação de água nova e não faz emissão [de água]”, diz Antônio Sérgio da Silva Mello, gerente executivo de operações de Serra Sul.

A Serra Norte vem a seguir, com reservas mapeadas de 1,59 bilhão de toneladas. A primeira mina da região, a N4E, tem capacidade para 9 milhões de toneladas de minério por ano e opera atualmente 14 caminhões autônomos, parte de um projeto de redução do consumo de diesel e também de aumento da segurança.

“A gente opera dentro de uma área no norte que, apesar de consolidada, com operações há mais de 30 anos, tem dimensões gigantescas, com grande quantidade de equipamentos e mais de 6 mil profissionais. Buscamos o tempo todo o balanço entre competitividade e sustentabilidade”, pondera João Falcão, gerente executivo de operações de Serra Norte e Serra Leste.

A Serra Leste, com uma operação menor, tem reservas mapeadas de 253,6 milhões de toneladas.

A operação de minério de ferro da Vale em Carajás entrega um produto com alto teor de ferro, considerado um produto premium do mercado. O Iron Ore From Carajás (IOCJ) tem uma especificação de teor de ferro de 65,1%, com índices de sílica inferiores a 1,9% e de alumina abaixo de 1,4%.

As reservas de cobre em Carajás somam 1,21 bilhão de toneladas, sendo 1,13 bilhão de toneladas em Salobo e outros 85,3 milhões em Sossego. No níquel, as reservas estimadas em Onça Puma são de 111 milhões de toneladas.

Máquinas e Equipamentos

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   08/06/2022

O mercado brasileiro continua atrativo para as fabricantes de equipamentos, especialmente com as novas concessões em rodovias, além da necessidade de obras em diversos setores.

Thomás Spana, gerente de vendas da Divisão de Construção da John Deere Brasil, acredita que 2022 será um ano positivo para a empresa, dessa forma a John Deere, ao participar da Paving Expo 2022, evento voltado para a área de infraestrutura viária do Brasil, que acontece entre os dias 8 e 10 de junho em São Paulo, trará novidades e equipamentos do seu portfólio voltados para os segmentos como construção de estradas, construção civil, mineração e ainda em diferentes atividades agrícolas.

Em entrevista concedida à Revista M&T, Spana aborda sobre o mercado, expectativas da empresa e equipamentos da fabricante voltados para o mercado brasileiro.

O executivo é formado em engenharia mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e atua há 14 anos no setor de equipamentos de construção, tendo passado por grandes empresas do mercado.

Spana está na John Deere há oito anos, onde atualmente é o gerente de vendas para a Divisão de Construção para o Brasil, sendo responsável por liderar as atividades de vendas de equipamentos de construção e o desenvolvimento da rede de distribuidores em aspectos relacionados a vendas, market share, gestão de ativos, captação e retenção de clientes.

Spana começou na companhia em 2014 como gerente de negócios corporativos para o Brasil, atuando no desenvolvimento da área de contas corporativas na Divisão de Construção do país.

Quais as projeções para 2022?
O Brasil possui uma excelente perspectiva para as máquinas da Linha Amarela. Com o cenário positivo no mercado de construção e infraestrutura, grandes projetos de impacto estão propensos a acontecer no setor. O Senado aprovou, em fevereiro de 2022, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que prevê que pelo menos 70% dos recursos obtidos de obras e serviços de transportes deverão ser reinvestidos no próprio setor. Espera-se que a demanda por equipamentos de construção continue a se beneficiar de fundamentos positivos, incluindo crescimento econômico e aumento do investimento em infraestrutura. Para 2022, a John Deere prevê um crescimento de 5 a 10% no mercado global de Linha Amarela, puxado pelas obras de infraestrutura e atuação das máquinas na mineração, construção civil e no setor agrícola.

Sobre as concessões em rodovias e obras no país, qual a expectativa?
As expectativas são as melhores possíveis. Trabalhamos para fornecer produtos seguros, tecnológicos, robustos e versáteis. Com isso, o nosso cliente conseguirá atingir o que chamamos de “Construção de Decisão”, onde os dados trarão insights importantes e cada vez mais segurança e sustentabilidade ao setor.

Em números, quais os resultados da empresa no ano passado?
Em 2021, o lucro líquido da John Deere alcançou US$ 5,96 bilhões, um aumento de 117% quando comparado aos US$ 2,75 bilhões do ano anterior. A venda global de equipamentos da divisão de Construção e Florestal aumentou 27% em 2021, quando comparada com 2020.

Recentemente foram divulgados os dados em que as Receitas da Deere avançaram 10,9% no 2º trimestre fiscal. O quanto o Brasil está inserido nesse montante?
Por uma questão estratégica a John Deere não divulga o faturamento por regiões, mas cabe destacar alguns números relevantes. Na última década, a John Deere investiu mais de US$800 milhões de dólares em novas localizações e em novos produtos; expansões de unidades; aumento da rede de concessionários (da divisão Agrícola) e consolidação da rede de distribuidores (para a divisão de Construção), além de inovações em agricultura de precisão e conectividade. Em seu compromisso em prol dos clientes, investe globalmente 6,7 milhões de dólares por dia em Pesquisa e Desenvolvimento, que resultam em aumento de produtividade, baixos custos, eficiência operacional e melhor gestão. É importante destacar que 95% de tudo que é vendido no mercado brasileiro são produtos manufaturados nacionalmente, as fábricas brasileiras também são responsáveis pela exportação de equipamentos para mais de 80 países.

A falta de componentes tem afetado a produção?
O cenário de abastecimento e produção segue muito desafiador, a John Deere está trabalhando para manter o estoque de peças e insumos regularizado para suprir a crescente demanda por equipamentos e para cumprir os compromissos com seus clientes, buscando manter o equilíbrio em um cenário global complexo para toda a indústria. O planejamento se tornou fundamental e o cliente já entende a necessidade de planejar os investimentos e iniciarem as negociações com antecedência.

Sobre tecnologia, quais os principais avanços?
A inovação está no DNA da John Deere. A companhia investe em tecnologia para garantir que os clientes possam alcançar melhores resultados, fornecendo meios para tornar as obras mais inteligentes e sustentáveis, principalmente por meio da análise e interpretação de dados. Todos os equipamentos de construção da John Deere contam com o JDLink – software da John Deere para o gerenciamento das operações da máquina de qualquer lugar e a qualquer instante. As máquinas podem ser conectadas ao Service ADVISOR Remote – ferramenta que permite ao distribuidor se conectar ao equipamento para realização remota de diagnóstico e análise de dados de desempenho do equipamento. Juntas, essas ferramentas formam um pacote integrado de soluções tecnológicas, o John Deere WorkSight. Com ele, o cliente pode tomar decisões inteligentes, otimizar a frota, aumentar a produtividade e diminuir o custo operacional.

Na questão sobre a redução de emissão de poluentes, o que a John Deere vem realizando?
A mitigação dos impactos ambientais da atividade humana é urgente e as empresas de todos os portes e segmentos têm anunciado suas metas para diminuir as emissões de carbono na atmosfera, conservar os recursos naturais e proteger os diversos biomas. Na divisão de Construção e Florestal, a John Deere comunicou recentemente que um dos objetivos para 2026 é entregar 20 equipamentos elétricos e híbridos para o segmento. A empresa também pretende ampliar a adoção do sistema SmartGrade, que fornece maior precisão no nivelamento do terreno em obras de terraplenagem, para até 50% dos equipamentos de movimentação de terra e aumentar a solução de construção de precisão para 85% dos equipamentos de pavimentação. Até 2030, a John Deere estima um implemento de mercado de US$ 150 bilhões.

E sobre os lançamentos, o que a John Deere tem como novidade?
Durante a Paving Expo 2022, será lançado a Vogele Super 1300, do Wirtgen Group. A máquina se destaca na categoria compacta pela potência do motor, economia na produção e operação silenciosa, graças a um moderno motor diesel. O equipamento dispõe de uma ampla gama de larguras de pavimentação que variam de 0,75m a 5m. A Vogele Super 1300 é indicada para obras de vias e ciclovias combinadas, estradas secundárias até projetos de grande porte, oferecendo diversas oportunidades de aplicação para o construtor.

Além do lançamento, quais equipamentos a empresa levará para a Paving Expo 2022?
A Linha Amarela da John Deere disponibiliza aos seus clientes equipamentos versáteis, tecnológicos e seguros que podem ser utilizados em segmentos como construção de estradas, construção civil, mineração e ainda em diferentes atividades agrícolas. Nesse sentido, a companhia levará para a Paving Expo 2022 os seguintes equipamentos:
Pá-carregadeira 444G com motor de 124hp de potência e 4,5 litros de capacidade, filtros posicionados a nível de solo facilitando a manutenção diária e transmissão Powershift que pode trazer uma economia de até 18% no consumo de combustível.
Motoniveladora 620G com motor John Deere PowerTech de 6,8 litros e manutenção simplificada, radiadores e ventilador basculante e banco de filtros que proporcionam acesso irrestrito, além do monitor de diagnósticos.
Fresadora a frio Wirtgen W 100 HR com alto desempenho da classe de 1 metro, sistema de carregamento traseiro que transporta até 92 m3/h e pode ser facilmente controlado pelo joystick multifuncional.
Ciber Inova 1500C que tem sua operação 100% automática em um toque com sistema global de monitoramento da usina, eficiência no consumo de combustível com pacote tecnológico e menor emissão de CO2, além do melhor e mais robusto sistema de mistura em usina de asfalto que garante flexibilidade e qualidade, atendendo aos critérios das misturas mais complexas.

AUTOMOTIVO

Auto Industria - SP   08/06/2022

A Mercedes-Benz Trucks confirmou que em julho começará a produção em série, na fábrica de Wörth, Alemanha, do caminhão eEconic. O modelo, destinado a aplicações em serviços urbanos, é o segundo elétrico da montadora, que já oferece o eActros para transporte de distribuição pesada e que foi apresentado no ano passado.

Karin Rådström, CEO da Mercedes-Benz Trucks, reiterou que a oferta de um amplo leque de veículos movidos a bateria nos próximos anos. Um  deles, o rodoviário de 40 toneladas para longos percursos Actros LongHaul, terá autonomia de cerca de 500 quilômetros com uma carga de bateria e deve entrar em produção seriada em 2024.

Os primeiros protótipos do Actros LongHaul começam a ser testados em estradas europeias ainda este ano. A montadora também encaminha o desenvolvimento de novas versões do eActros.

Para apresentar todas essas novidades, que integram o plano da marca de aumentar a participação de veículos novos livres de emissões locais de CO2 na Europa para mais de 50% até 2030 e 100% até 2039, a montadora iniciou esta semana demonstrações em Wörth para cerca de 1 mil potenciais clientes, que conhecerão aspectos centrais da mobilidade elétrica, desde infraestrutura e serviços até os próprios caminhões, alguns disponíveis para teste drive, como eActros 300.

Eles conhecerão os projetos da montadora em conjunto com parceiras, como a Siemens Smart Infrastructure, a Eengie e o Grupo EVBox, para recarga nas garagens das empresas clientes, além do plano de recarga pública para transportes de longo percurso e que envolve ainda os grupos Tratron e Volvo sob a  supervisão da VDA, a Anfavea alemã.

As concorrentes assinaram compromisso para estabelecimento de uma joint venture que trabalhará no desenvolvimento e operação da recarga pública de alto desempenho e que atenderá também ônibus rodoviários elétricos na Europa, independente da marca dos veículos.

Agência Brasil - DF   08/06/2022

A produção de veículos cresceu 6,8% em maio na comparação com o mesmo mês de 2021, segundo balanço divulgado hoje (7) pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram fabricadas em maio deste ano 205,9 mil unidades, o que também representa um aumento de 10,7% em relação a abril.

No acumulado de janeiro a maio foram produzidos 888,1 mil veículos, uma queda de 9,5% na comparação com os primeiros cinco meses de 2021.

Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, as montadoras ainda enfrentam dificuldades para manter as linhas de produção com as faltas de componentes em todo o mundo. “O problema de semicondutores ainda persiste. Devagar a situação tem, não se normalizado, mas se tornado menos crítica. Mas ainda um grande desafio para as fábricas entregarem e manterem o nível de produção”, disse durante a apresentação dos dados.
Vendas

As vendas de veículos novos tiveram uma ligeira queda, de 0,9%, em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram emplacadas em maio, 187,1 mil unidades. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a comercialização de veículos registra retração de 17% em relação ao mesmo período de 2021, com a venda de 740 mil unidades.

As vendas de automóveis e veículos comerciais leves teve queda de 2,4% em maio na comparação com o mesmo mês de 2021, com a comercialização de 152,8 mil unidades, No acumulado de janeiro a maio, foram vendidas 596,6 mil unidades, 21,1% menos do que nos cinco primeiros meses do ano passado.

A comercialização de caminhões registrou retração de 9,6% em maio em relação ao mesmo mês de 2021, com a venda de 10,4 mil unidades. No acumulado de janeiro a maio, as vendas têm queda de 1,5% em comparação com o mesmo período do ano passado, com a comercialização de 46,6 mil caminhões.

Exportações

As exportações de veículos tiveram alta de 24,6% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 46,1 mil unidades vendidas para o exterior. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a alta nas exportações ficou em 19,4%, com a comercialização de 198,9 mil para outros países.

“O ano de 2022 tem sido bastante interessante para a exportação. O desafio é que isso seja algo sustentável”, comentou Leite
Emprego

A quantidade de pessoas empregadas na indústria de veículos registrou queda de 2,2% em maio em relação ao mesmo mês de 2021. Atualmente, as montadoras têm 101,8 mil trabalhadores.

Valor - SP   08/06/2022

Entidade se aproxima do governo para discutir programas de renovação da frota

Para Leite, não adianta produzir carros limpos se os velhos continuam poluindo: “É tanto esforço numa ponta enquanto a outra, que é a vilã, põe tudo a perder” — Foto: Silvia Zamboni/Valor

A quantidade de poluentes emitidos por um único carro fabricado em 1992 equivale ao que emitem 23 veículos novos. O cálculo, feito pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), é um dos argumentos que a indústria tem levado a vários ministros para convencer o governo a expandir, para automóveis, o plano de renovação da frota que começou a ser preparado para caminhões. O ministro Adolfo Sachsida, de Minas e Energia, receberá representantes do setor hoje, em Brasília.

À primeira vista, a comparação de modelos zero-quilômetro com veículos com 30 anos pode parecer exagerada. Mas não é. Total de 3,6 milhões de veículos que rodam no país hoje têm acima de 20 anos, segundo o mais recente estudo do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes (Sindipeças), uma das pesquisas mais respeitadas nessa área.

Segundo o estudo do Sindipeças, até 2021, a frota em circulação no Brasil somava pouco mais de 46 milhões de veículos. Desse total, 24,2% tinham idade média de até cinco anos. Outros 57,4%, entre seis e 15 anos e 18,3% acima de 16 anos, em média.

Para chegar à conclusão de que o nível de emissões de um carro fabricado hoje é 23 vezes menor do que um de 1992, a Anfavea recorreu a normas fixadas nas primeiras e na mais recente fase do Proconve (Programa de controle de emissões veiculares), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

Poluentes que carros mais velhinhos lançam no ar tendem a ser mais elevados do que o calculado se for considerado que, com o passar do tempo, o sistema de controle de emissões perde eficiência. O diretor técnico da Anfavea, Henry Joseph Jr, destaca que a mais recente fase do Proconve, que entrou em vigor em janeiro, exige que o controle de emissões tenha durabilidade mínima para o carro rodar 160 mil quilômetros. É o dobro do que estabelecia a fase anterior.

Em fase de tramitação, a Medida Provisória 1112/22 criou um programa (o Renovar) para tirar os caminhões mais antigos das ruas e estradas. Inicialmente, o programa prevê incentivos para caminhoneiros autônomos trocarem os veículos. Mas falta ainda definir muitos detalhes da iniciativa.

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, considera urgente, porém, ampliar a inciativa para a frota de veículos leves. “Caso contrário, vamos passar o tempo enxugando gelo”, afirma, referindo-se aos planos de descarbonização voltados aos veículos fabricados hoje. Segundo ele, a indústria concorda em desenvolver veículos cada vez mais limpos e promover a descarbonização total do transporte. “Mas é tanto esforço para trabalhar numa ponta enquanto a outra, que é a vilã, põe tudo a perder”, diz.

Crises econômicas agravam o problema à medida que levam o consumidor a adiar a troca do carro. No Brasil, a frota tem envelhecido. Em 2013, os automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus que rodavam no país tinham, em média, oito anos e cinco meses, segundo o Sindipeças. Em 2021, a frota brasileira estava com dez anos e três meses. A frota de motocicletas também ficou mais velha. Passou de cinco anos e oito meses para oito anos e cinco meses, na mesma base de comparação.

É antiga a discussão em torno da criação de programas de renovação da frota e de inspeção veicular para punir proprietários de veículos inseguros e poluentes, como fazem os países desenvolvidos. Mas, em geral, os políticos costumam fugir de medidas que, a seu ver, são impopulares.

Nas conversas com o governo, que têm abordado também os ministros Paulo Guedes, da Economia, e Joaquim Leite, do Meio Ambiente, entre outros, a Anfavea tenta ainda estimular a discussão em torno da futura matriz energética para veículos. O setor quer se planejar para saber se continuará produzindo veículos a combustão, híbridos a etanol - como grande parte dos dirigentes do setor defende - ou se haverá espaço para a venda de carros 100% elétricos, como fazem os países desenvolvidos.

Além disso, as montadoras têm discutido com o governo meios de atrair para o país investimentos na indústria de semicondutores, os pequenos chips eletrônicos cuja produção se concentra na Ásia e a escassez tem levado à paralisação da produção de veículos, várias vezes, nos últimos meses.

Balanço divulgado pela Anfavea ontem indicou que de janeiro a maio, houve 16 paralisações de fábricas, num total de 331 dias inativos - 20, em média, por fábrica. Isso fez com que 150 mil veículos deixassem de ser produzidos no país no período.

A produção aumentou 6,8% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, num total de 205,9 mil veículos. Mas no acumulado do ano, o volume caiu 9,5%, com 888,1 mil unidades.

Para Leite, a falta de semicondutores agora se soma à escassez de outros itens, como borrachas e resinas. Apesar disso, o dirigente afirma que “a situação é menos crítica” do que meses atrás.

A produção acumulada de janeiro a maio ainda está abaixo do que foi, no mesmo período no ano anterior ao início da pandemia. De janeiro a maio de 2019 foram produzidas 1,2 milhão de unidades.

Além da falta de componentes, o dirigente aponta a crise logística e outras questões agravadas pelo conflito na Ucrânia e os “lockdowns na China”. “Quem dormia oito horas passou a dormir seis e quem dormia seis está agora dormindo quatro”, afirma Leite.

O resultado das vendas internas de veículos em maio ficou 0,99% abaixo do mesmo mês de 2021, num total de 187,1 mil unidades. Os dirigentes do setor avaliam, no entanto, o resultado de forma positiva, já que na comparação com abril houve crescimento de 27%. Segundo argumentam, há um ano foi o pico da escassez de semicondutores. No acumulado até maio, a venda de 740 mil veículos representou retração de 17% em relação a igual período de 2021.

Segundo Leite, o desafio do setor tem sido “entender qual é a demanda”, já que a falta de componentes atrapalha uma análise mais precisa. “Levando em conta a alta de juros e restrições de acesso ao crédito o resultado de maio foi impressionante”, diz.

O Estado de S.Paulo - SP   08/06/2022

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) espera para até o início de julho o anúncio, por parte do Ministério da Economia, de um programa para estimular a produção local de semicondutores. O item é um dos que estão em uma lista de produtos que provocam “gargalos” na produção por causa da dependência de fornecimento de poucos países.

Além da falta de semicondutores, que neste ano já provocou a paralisação de 16 montadoras, a escassez de outros produtos como cabos, resinas, borracha, tintas e solventes também vem prejudicando as montadoras. “Estamos apresentando propostas ao governo sobre um processo de reindustrialização de itens estratégicos”, afirma o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite.

Segundo ele, enquanto o fornecimento desses produtos estavam em dia, as indústrias não se atentavam para isso. Com a pandemia, a dependência de outros países, na maioria asiáticos, ganhou foco. No caso dos semicondutores, é esperada uma legislação que regulamente a produção local e atração de investimentos.

O executivo acredita que o programa contenha medidas relacionadas a amortização de investimentos, algum tratamento tributário diferenciado, como depreciação acelerada, por exemplo, e simplificação de processos para exportação. O tema foi um dos assuntos discutidos na reunião de mais de duas horas entre dirigentes da Anfavea e o ministro da Economia, Paulo Guedes, na semana passada.

Leite acredita que o Brasil tem condições de atrair, inclusive, interessados no processo de fundição (conhecido como foundry), que é a etapa mais relevante e a que exige mais investimentos na cadeia produtiva de semicondutores.
Enxugar gelo

Ainda no aguardo da regulamentação da medida provisória que criou o programa Renova, publicada em 1.º de abril, a Anfavea também tem reforçado ao governo federal a necessidade de agilizar medidas para retirar das ruas veículos velhos como parte dos esforços de descarbonização do setor automotivo e de maior segurança veicular.

Leite diz que as fabricantes estão cumprindo sua parte ao atender legislações cada vez mais severas de produção de carros menos poluentes. Ele afirma, porém, que esse esforço “não pode ser enxugar gelo”. Segundo o executivo, um carro com 30 anos polui o equivalente a 23 modelos novos.

“É preciso olhar para essa frota circulante, que é bem antiga”, afirma Leite. Desde que assumiu a presidência da Anfavea, no início de maio, o executivo tem peregrinando por vários ministérios. “Não estamos pedindo nada, mas apresentando diagnósticos do setor e soluções”, informa.

Segundo ele, “é uma aproximação muito menos política e mais técnica”, muitas vezes com equipes que não dependem de mandatos presidenciais. A Anfavea defende há vários anos programas de renovação da frota e de inspeção veicular.

O Renova é direcionado apenas a caminhões com mais de 30 anos, mas ainda não foi regulamentado. Leite espera que a medida seja publicada ainda este mês. Ele torce também para que na sequência venha um programa para renovação de automóveis mais velhos, mas admite que deve demorar.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Monitor Digital - RJ   08/06/2022

A construção civil manteve trajetória positiva no mercado de trabalho. O setor, que possuía 1,926 milhão de trabalhadores com carteira assinada em junho de 2020, apresentou em abril de 2022 um salto para 2,428 milhões, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Segundo a economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, os dados apontam que desde os primeiros meses da pandemia, o setor já gerou mais de meio milhão de novas vagas com carteira assinada. “Esse resultado demonstra a força da construção para impulsionar a economia nacional”, disse.

Desde junho de 2020, com exceção dos meses de dezembro de 2020 e dezembro de 2021, que são sazonais, o setor vem registrando desempenho positivo na criação de novos empregos com carteira assinada. Em abril deste ano, foram criadas 25.341 novas vagas.

Ainda de acordo com a economista, desagregando por segmento, de julho 2020 a abril de 2022, observa-se que do total de 501.769 novas vagas geradas pelo setor, 40,7% foram na construção de edifícios (204.232), os serviços especializados para a construção foram responsáveis por 37,90% (190.183) e as obras de infraestrutura por 21,40% (107.354 novos empregos).

“Apesar do resultado satisfatório, a queda dos lançamentos imobiliários registrada no primeiro trimestre do ano preocupa o setor. Para que o mercado se mantenha dinâmico, o ciclo de novos negócios precisa estar em constante renovação”, apontou.

A especialista também destacou que o resultado do mês de abril deste ano (25.341 novas vagas) superou o registrado em igual mês do ano anterior (22.390).

“Além disso, ele também superou o saldo registrado em março de 2022 (18.933). Desagregando por segmento, observa-se que, em abril de 2022, mais uma vez se destacaram as novas vagas criadas pela construção de edifícios (12.620) e serviços especializados para a construção (10.276). As obras de infraestrutura também contabilizaram resultado positivo: 2.445 novos postos de trabalho no setor”, explicou.

Apesar desses números demonstrarem reflexos positivos para o setor, a baixa oferta de mão de obra pode estagnar o bom momento. Essa é a análise de Bruno Fabbriani, CEO da Incorporadora BFabbriani.

Bruno destaca que o segmento está contribuindo significativamente para a expansão do emprego e da economia geral, mas está enfrentando desafios crescentes em termos de preencher vagas de emprego. “E não estou falando apenas das ofertas para o canteiro de obra. Faltam pessoas capacitadas em diferentes áreas do setor, inclusive nos escritórios. É preciso ampliar as oportunidades de treinamento e educação para carreiras nessa área se quisermos diminuir a crescente escassez de trabalhadores qualificados na construção”, explica.

Para ele, a categoria está em uma encruzilhada. Por um lado, a demanda por profissionais nunca foi tão grande. Por outro lado, desafios como produtividade, desempenho, digitalização, diminuição da força de trabalho e sustentabilidade, por exemplo, podem inviabilizar o crescimento da indústria.

“Embora a construção já esteja entre os maiores setores industriais do mundo, tais desafios estão começando a pressionar intensamente as empresas. Por isso é preciso tomar medidas proativas para minimizar o impacto para o setor e garantir mão de obra qualificada”, comenta.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu em maio o maior nível desde dezembro, ao subir 1,4 ponto, para 80,9 pontos. Em dezembro de 2021, o indicador ficou em 81,8 pontos. O IAEmp combina séries de dados extraídas das sondagens da indústria, de serviços e do consumidor, para antecipar as tendências do mercado de trabalho no país, se relacionando com o nível de emprego.

Em médias móveis trimestrais, o IAEmp chegou a 78,5 pontos em maio, um aumento de 2,0 pontos. De acordo com o economista do Ibre, Rodolpho Tobler, esta segunda alta seguida do indicador sugere um cenário mais favorável para o mercado de trabalho no segundo trimestre.

“A melhora do quadro sanitário, após o surto do início do ano, e um certo aquecimento da atividade econômica parecem contribuir para a melhora do indicador. Ainda é preciso cautela, dado que o indicador ainda se mantém em patamar baixo e com perspectivas de recuperação lenta”.

Tobler avalia que a atividade econômica segue com projeção baixa para o ano de 2022 por causa da inflação alta e da política monetária mais restritiva.

No mês de maio, cinco dos sete componentes do IAEmp contribuíram para o resultado positivo. O destaque foi a indústria, cujos indicadores de situação atual dos negócios e de tendência dos negócios contribuíram com 0,9 e 0,5 ponto, respectivamente.

FERROVIÁRIO

Portos e Mercados - SP   08/06/2022

Entre as cargas em contêineres,13% de todo o volume movimentado no período (3.771.363 toneladas) chegou ou saiu do porto pela ferrovia, no primeiro quadrimestre do ano. No ano passado, foram 8% do total de 3.680.683 toneladas

O volume de carga que chega e sai dos portos do Paraná por trilhos aumentou 6,4% no primeiro quadrimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado – foram 3.112.320 toneladas por esse modal e 18.695.084 toneladas de carga geral. Apesar da participação por ferrovia ter se mantido em 16% nos dois anos, o volume cresceu: de janeiro a abril de 2021 foram 2.924.813 toneladas por trilhos frente a uma movimentação total de 18.286.534.

Os produtos que mais aumentaram a participação no modal foram milho, soja, fertilizantes, derivados de petróleo e contêineres. “Em trens, recebemos milho, soja, farelos, algumas cargas em contêineres – como o frango – e açúcar, em produtos destinados à exportação”, afirma o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

No primeiro quadrimestre do ano passado, 7% do volume de milho exportado pelo Porto de Paranaguá chegou em vagões. Neste ano, subiu para 11%. De soja, passou de 28% para 29%. Entre os fertilizantes destinados para o interior, essa participação foi de 2% para 5%. “A alta no transporte dos derivados de petróleo e dos contêineres em vagões destaca-se ainda mais”, comenta Teixeira.

Do líquido, de nenhum volume chegando ou saindo de trem, de janeiro a abril de 2021, passou para uma participação de 12% no modal.

Já entre as cargas em contêineres,13% de todo o volume movimentado no período (3.771.363 toneladas) chegou ou saiu do porto pela ferrovia, no primeiro quadrimestre do ano. No ano passado, foram 8% do total de 3.680.683 toneladas.

Veja a tabela de movimentação por produto

Petro Notícias - SP   08/06/2022

A VLI, uma companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos, e a LD Celulose receberam os primeiros vagões para a operação conjunta de transporte de celulose solúvel. Na primeira etapa, 30 vagões foram entregues e serão utilizados para transportar a carga no trecho que liga Indianópolis, em Minas Gerais, ao Porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo, administrado pela Portocel, de onde a commodity será exportada para Ásia. A expectativa é que a primeira operação aconteça no início do segundo semestre de 2022, com o recebimento de outros novos 30 vagões.

O Corredor Centro-Leste da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) será a rota para escoamento da carga, que também contará com uma conexão ferroviária na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). “Um ano após a oficialização da parceria com a LD Celulose, estamos prestes a iniciar o transporte da carga, que será realizado inteiramente pela ferrovia, com a cocriação de uma operação sob medida para atender as necessidades do cliente”, disse o gerente de Desenvolvimento de Negócios da VLI, Alexandre Biller.

A operação é resultado do acordo divulgado em 2021, que prevê a movimentação de 500 mil toneladas de celulose solúvel ao ano, a partir da fábrica recentemente instalada no município de Indianópolis. O contrato é de longo prazo (30 anos) e viabilizará investimentos em pátios ferroviários, terminais de origem e destino, aquisição de novas locomotivas, além do desenvolvimento da frota de vagões específica para esta operação, que está em andamento.

PETROLÍFERO

IstoÉ Dinheiro - SP   08/06/2022

A Centrais Elétricas de Sergipe (Celse) e a Transportadora Associada de Gás (TAG) informaram ao mercado que celebraram a assinatura do Contrato de Conexão de acesso para interligação do Terminal de GNL da Celse com a Rede de Transporte da TAG.

Pelo acordo, a TAG fica responsável pela implementação de um gasoduto de aproximadamente 25 km e das infraestruturas de acesso necessárias para conectar o Terminal de Armazenamento e Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Celse à Rede de Transporte de gás natural da TAG, ao passo que a Celse ficará responsável pelo pagamento mensal de uma Tarifa de Conexão, ao longo de 30 anos, para remunerar os investimentos que serão realizados pela TAG.

De acordo com a Celse, o contrato é um instrumento fundamental para viabilizar a realização de sua visão de ser o principal polo de gás e energia do Brasil. A partir de meados de 2024, quando o gasoduto de interconexão estiver em plena operação comercial, diferentes novos negócios em gás e energia serão possibilitados pela Celse ao mercado nacional.

Já para a TAG, que planeja investir em torno de R$ 300 milhões nessa obra de conexão, esse contrato representa mais um avanço no processo de abertura e expansão do mercado de gás natural no Brasil.

“Para o mercado como um todo, trata-se da viabilização do acesso de uma importante fonte de suprimento à demanda nacional de gás natural, proporcionando maior competição de preços, liquidez de transações, flexibilidade e segurança de suprimento em benefício de todos os usuários conectados ao sistema integrado de transporte e distribuição”, disseram as empresas em um comunicado.

O Petróleo - SP   08/06/2022

A Eneva SA está se preparando para lutar pelo caro fornecimento de gás natural, enquanto busca triplicar a produção de energia de um projeto brasileiro que comprou da New Fortress Energy Inc por US$ 2,16 bilhões.

O projeto no nordeste do Brasil pode chegar a 4,8 gigawatts, acima dos 1,6 gigawatts atuais, disse o presidente-executivo Pedro Zinner em entrevista. Para abastecer as usinas adicionais, a Eneva precisará importar mais gás natural liquefeito ou comprar gás doméstico de campos offshore que devem começar a produzir nos próximos anos, disse ele.

“Uma batalha obrigatória para nós é ter um hub de infraestrutura para gás natural”, disse Zinner. “É outro ponto de entrada para o gás.”

Comprar mais gás natural provavelmente será um esforço caro para a Eneva em meio a um mercado global apertado para o combustível. O Brasil tem sido particularmente exposto a importações caras de gás: a YPFB da Bolívia cortou o fornecimento de gás para o Brasil em 30% devido a um impasse de preços em andamento com a estatal Petrobras. A YPFB pode vender para a Argentina por US$ 20 por milhão de unidades térmicas britânicas, em comparação com os US$ 6 a US$ 7 por milhão de Btu que a Petrobras concordou em pagar.

A Eneva anunciou a aquisição do projeto de energia da Nova Fortaleza, no estado de Sergipe, em 1º de junho.

O Estado de S.Paulo - SP   08/06/2022

Por Gabriel Bueno da Costa – Os contratos futuros de petróleo fecharam com ganhos, nesta terça-feira. O óleo chegou a recuar no dia, mas ganhou impulso, em meio a incertezas sobre a oferta. Além disso, foi avaliado um relatório do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos sobre o setor, bem como notícias sobre as vendas da Rússia, sob pressão por causa de sanções diante da guerra do país na Ucrânia.

O petróleo WTI para julho registrou alta de 0,77% (US$ 0,91), a US$ 119,41 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto avançou 0,89% (US$ 1,06), a US$ 120,57 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O TD Securities diz que riscos à oferta apoiam os preços, no quadro atual. Além disso, lembra que a temporada de mais viagens está em andamento nos EUA. Os mercados em geral se preparam para essa temporada, mas a infraestrutura de energia global já enfrenta problemas para manter o ritmo, segundo o TD. Ele cita o fato de que poucos países do Golfo Pérsico de fato têm capacidade para aumentar a produção e diz que dificuldades operacionais afetam muitos produtores, enquanto o risco geopolítico continua como fator importante.

O Estado de S.Paulo - SP   08/06/2022

O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos projeta que o barril do petróleo tipo Brent seja negociado em média a US$ 108 o barril no segundo semestre de 2022 e recue a US$ 97 o barril em média ao longo de todo o ano de 2023. As informações estão no relatório Perspectiva de Energia de Curto Prazo, publicado hoje, mas o DoE adverte que há níveis mais altos de incerteza por uma série de fatores, entre eles a invasão da Rússia na Ucrânia e as sanções subsequentes, decisões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) e o ritmo de crescimento na oferta de petróleo e gás natural dos EUA.

Na avaliação o DoE, os estoques de petróleo atualmente estão baixos, o que amplia o potencial para volatilidade nesse mercado. Os preços dependerão ainda de eventuais novas sanções à Rússia, de decisões independentes de empresas que afetam a produção desse país ou da venda do petróleo russo nos mercados globais, diz o departamento.

O DoE projeta que a produção total de combustíveis líquidos da Rússia recuará de 11,3 milhões de barris por dia (bpd) no primeiro trimestre deste ano a 9,3 milhões de bpd no quarto trimestre de 2023. Também prevê que o veto à importação de petróleo russo da União Europeia será efetivado em seis meses e o veto a produtos derivados, em oito meses.

AGRÍCOLA

Valor - SP   08/06/2022

Com a aquisição, empresa de Primavera do Leste (MT) fortalece suas operações de venda e distribuição de peças de máquinas agrícolas

A empresa Rech Agrícola obteve aval da Superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para comprar a Tractor Parts Distribuidora de Autopeças, empresa do mercado de distribuição de peças para reposição de tratores de pequeno e médio porte, implementos agrícolas, caminhões e caminhonetes.

A Rech Agrícola, de Primavera do Leste (MT), atua na distribuição e comercialização de peças e acessórios para máquinas e equipamentos agrícolas. Ao Cade, a empresa alegou que a aquisição é uma oportunidade para ela se fortalecer no mercado de comercialização e distribuição de peças agrícolas no Brasil. A Tractor Parts, por sua vez, afirmou ao órgão antitrustre que o acordo está alinhado com seu objetivo de obter retorno financeiro.

Ao analisar os impactos da operação, o Cade verificou que a transação envolve menos de 10% das vendas do mercado de peças agrícolas no Brasil. Com isso, o órgão, deu aval à aquisição.

A Tractor Parts atua em distribuição de peças para reposição de tratores de pequeno e médio portes, implementos agrícolas, caminhões e caminhonetes — Foto: Divulgação

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