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08 de Abril de 2022

SIDERURGIA

CNN Brasil – 08/04/2022

Setor registrou queda de produção em janeiro e fevereiro deste ano, diz relatório da Associação Latino-Americana do Aço

Após forte recuperação em 2021, a indústria de aço brasileira iniciou o ano de 2022 com prejuízo causado pelas incertezas domésticas e internacionais.

O setor já registra a segunda queda mensal consecutiva na produção do insumo em 2022, e a expectativa para o restante do ano não é boa, segundo o relatório da Associação Latino-Americana do Aço (Alacero), divulgado na última quarta-feira (6).

A produção de aço no Brasil ficou 2,2% menor em janeiro e fevereiro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em valores absolutos, somados os dois meses, o setor deixou de produzir aproximadamente 500 mil quilos de aço.

O setor produtivo que mais demandou da indústria de aço foi a construção civil. Logo em seguida aparecem os segmentos agrícola e automotivo.

Simultaneamente à menor produção, o consumo do aço no Brasil também deve registrar queda ao longo de 2022, segundo a Alacero.

De acordo com o relatório da associação, é esperado neste ano uma demanda 2,1% abaixo da média histórica. O maior consumidor do aço brasileiro é a indústria nacional, principalmente a de construção civil.

O baixo consumo está atrelado às incertezas globais, domésticas e internacionais, segundo a Alacero. No contexto nacional, o setor é afetado pela escalada inflacionária e alta dos juros.

De acordo com Renan Pieri, economista da FGV, a questão energética também impactou a demanda pelo produto.

“Com a taxa de juros subindo, a expectativa é que a demanda caia ainda mais nos próximos meses. O custo de produção aumentou em toda as indústrias, principalmente com a questão energética e da inflação no Brasil. Isso também acaba resultando em uma redução de oferta. Esses são os principais pontos que demostram essa tendência”, disse Pieri.

No contexto internacional, a guerra no leste europeu também traz preocupações para o setor. A Ucrânia é o 14º maior produtor de aço bruto e o 8º maior exportador de aço do mundo.

Já a Rússia é o nono maior exportador de minério de ferro do planeta, segundo os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“A situação externa é muito complicada. Principalmente pela guerra no leste europeu entre Ucrânia e Rússia. Mas não é somente a guerra que afeta a produção e o consumo mundial e brasileiro de aço”, explicou Alejandro Wagner, diretor-executivo da Alacero.

“As políticas monetárias nos Estados Unidos e Europa, que também estão tentando controlar a inflação, e pode impactar a atividade do setor na região e, consequentemente, no mundo.”

Portos e Navios - SP   08/04/2022

A AP Moller – Maersk decidiu se juntar ao Climate Group SteelZero, uma iniciativa global que reúne organizações líderes para acelerar a transição para emissão zero na siderurgia, em parceria com a Responsible Steel, a primeira iniciativa global de certificação e padrão multissetorial da indústria do aço.

O aço é parte integrante da cadeia de valor na indústria marítima, usado em navios, contêineres, terminais e armazéns. A indústria siderúrgica é uma das maiores emissoras de CO2, contribuindo com cerca de 7% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Um número significativo dos mais de 700 navios operados pela Maersk será reciclado na próxima década, com uma grande proporção deles do tipo pós-panamax (mais de 4000 TEUs). O aço representa aproximadamente 90% do peso do navio.

Os volumes globais de reciclagem de navios devem quase dobrar até 2028 e quadruplicar até 2033. "O aço reciclado será progressivamente reconhecido como uma matéria-prima viável para metas de emissões líquidas zero. Na Maersk, temos fortes ambições de descarbonização. Os navios chegando ao fim da vida útil oferecem uma grande oportunidade para reduzir nossas emissões de Escopo 3, impulsionando a circularidade na indústria do aço", disse Palle Laursen, vice-presidente sênior e diretor técnico da Maersk.

A SteelZero é uma iniciativa global que reúne organizações dedicadas a acelerar a transição para uma indústria siderúrgica líquida zero. Lideradas pela organização internacional sem fins lucrativos Climate Group em parceria com a ResponsibleSteel, as organizações que se juntam à SteelZero assumem o compromisso público de adquirir, especificar ou estocar aço 100% líquido zero até 2050.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   08/04/2022

As condições atuais ainda não justificariam um dólar “muito acima” dos 5 reais, e a parte média da curva de juros poderá ser a maior beneficiada caso o Banco Central consiga parar de subir a Selic na próxima reunião do Copom, disse Bruno Capusso, diretor de tesouraria do Banco Fator.

Segundo ele, depois do forte fluxo para a renda variável no começo do ano –que explica parte da queda do dólar no período–, a possibilidade de a política monetária entrar em nova fase com o fim do ciclo de aperto dos juros deverá abrir espaço para ingressos mais direcionados à renda fixa, sobretudo pelo diferencial de taxa mais alto a favor dos títulos brasileiros.

Porém, Capusso não espera para os títulos a enxurrada de dinheiro vista no começo do ano para a bolsa.

“Acho que tem chance de fluxo razoável, sim, para a renda fixa, principalmente para os títulos longos… Mas a materialização dessa entrada deve ocorrer de maneira mais distribuída no tempo”, afirmou o executivo, citando que a falta de perspectiva de fim da guerra na Ucrânia e incertezas relacionadas às eleições no Brasil podem atrasar a vinda desses recursos.

Os rumos da política monetária serão cruciais para traçar esse cenário. O Copom se reúne nos próximos dias 3 e 4 de maio para voltar a deliberar sobre a taxa Selic, num momento em que o mercado discute o término do ciclo de aperto dos juros.

“Se o Banco Central conseguir colocar em prática o plano dele de parar na próxima reunião, acho que a parte média da curva é onde tem mais para cair. Acho que esse vai ser o gatilho para a (inclinação da) curva voltar a ficar positiva do meio para frente”, afirmou o tesoureiro, chamando atenção para probabilidade de baixa mais acentuada nos DIs janeiro 2024 e janeiro 2025.

No caso do dólar, Capusso avaliou que a moeda não teria muito mais o que cair abaixo da faixa entre 4,50 reais e 4,60 reais. “Temos o diferencial de juros e o fluxo para commodities, mas a gente também tem eleição, tem o fiscal. Há forças ali dos dois lados, e pelo nosso horizonte relevante de informação essas duas forças equilibram ali no 4,60 reais, 4,50 reais”, disse.

Depois de uma longa série de quedas que derrubou a cotação para cerca de 4,60 reais na segunda-feira, mínima em dois anos, o dólar engatou uma recuperação e já sobe 3,2% desde então, chegando a superar 4,76 reais na máxima desta quinta-feira.

“Mas, do mesmo jeito, não vejo tampouco muito espaço para o dólar ir muito acima de 5 reais, não, mesmo com o ano de eleição.”

Infomoney - SP   08/04/2022

Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de St. Louis, James Bullard afirmou nesta quinta-feira, 7, que, na avaliação dele, o Fed não está atrasado, ou “atrás da curva”, em sua política monetária. Ao mesmo tempo, notou que o BC terá de subir juros, a fim de ratificar o forward guidance já sinalizado.

Com direito a voto nas decisões de política monetária neste ano, Bullard avaliou, durante apresentação em evento na Universidade do Missouri, duas interpretações sobre o quadro. Para ele, a linha de pensamento baseada na regra de Taylor não levaria em conta a credibilidade do Fed e seu uso de diretrizes (“forward guidance“) na política monetária. Em uma segunda leitura do quadro, as taxas de juros nos mercados subiram antecipando ações do Fed, com isso o BC estaria com uma postura adequada, mas terá de elevar juros para fazer valer suas sinalizações.

Bullard afirmou que a inflação no EUA está “excepcionalmente alta”, comparável ao quadro de 1974 e de 1983. Uma diferença importante, porém, é que os bancos centrais são mais dignos de crédito que nos anos 1970 e lançam mão de forward guidance, dando sinalizações claras sobre seus próximos passos ao mercado.

O dirigente diz que a economia norte-americana perdeu fôlego no primeiro trimestre, ficando “relativamente fraca” diante da variante Ômicron da covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia. Os mercados de trabalho, porém, estão robustos e devem melhorar mais ao longo deste ano. A taxa de desemprego deve recuar abaixo de 3% ainda em 2022 e o mercado de trabalho é um dos melhores no pós-Segunda Guerra, destacou. “A expansão não está ‘velha’ e pode continuar por um longo tempo”, disse Bullard em sua apresentação.

Bullard disse que, de acordo com os mercados de títulos atrelados a TIPS, títulos indexados à inflação, as expectativas de inflação estão em alta nos EUA. A divergência atual entre as leituras de preços e a inflação esperada baseando-se nas Tips terá de ser resolvida, “possivelmente resultando em expectativas de inflação mais alta”, apontou. O dirigente lembrou que a expectativa por desaceleração Economic achata a curva de juros.

O presidente do Fed de St. Louis também destacou o fato de que, em algumas sessões recentes, as curvas de juros dos bônus de 2 e 10 anos chegaram a inverter em alguns momentos.

Ele lembrou que este sinal do mercado tem sido preciso em prever recessões, desde o pós-Segunda Guerra, portanto “precisa ser levado em conta com seriedade”. Ao mesmo tempo, advertiu que o juro da T-note de 10 anos pode estar contido por questões como o grande balanço do Fed, “que deve em breve começar a diminuir”, o crescimento real mais baixo no futuro, a menor inflação esperada adiante e a busca por segurança diante da guerra na Ucrânia.

Bullard disse que a guerra na Ucrânia deve ser monitorada de perto, mas lembrou que o impacto na Europa é mais direto do que nos EUA. Os mercados de energia devem ser afetados no curto e médio prazos, mas isso pode levar a uma maior produção de petróleo e gás dos EUA. Já a variante Ômicron da covid-19 parece perder força, o que sugere mais reabertura econômica no país no segundo e no terceiro trimestres.

Balanço de ativos

O presidente da distrital do Federal Reserve em St. Louis afirmou também que a redução do balanço de ativos da autoridade monetária aliviará a pressão sobre os rendimentos de longo prazo e, como consequência, deve conter o achatamento da curva de juros.

O dirigente explicou que o processo começará em uma das próximas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês).

Para ele, a confluência de inflação alta e política acomodatícia colocou o Fed em uma “posição difícil”.

O Estado de S.Paulo - SP   08/04/2022

O Brasil subiu duas posições no ranking de países que mais recebem investimentos do exterior, de acordo com o Índice de Confiança para Investimento Direto Estrangeiro, elaborado pela consultoria Kearney. O País saltou da 24.ª para a 22.ª posição no levantamento mundial, realizado em janeiro, enquanto sua nota subiu de 1,64 para 1,71.

Apesar do avanço, o Brasil ainda está muito longe de seus tempos “áureos” como destino de investimento estrangeiro – em 2012 e 2013, por exemplo, a nação ficou na terceira posição da lista. “Há bons sinais de recuperação, mas já estivemos lá em cima no ranking. À medida que a situação política e econômica do País piorou, a confiança do investidor caiu”, afirma Sachin Mehta, sócio da Kearney Brasil. “Ainda assim, o Brasil não é uma economia que o investidor possa se dar ao luxo de estar fora. É um mercado diferente, com riqueza natural e força em commodities.”

Em 2016, o País ocupava o 12.º lugar, caindo 13 posições em 2018 e saindo no ano seguinte do ranking (que contabiliza somente os 25 primeiros colocados). O País voltou à lista em 2020, na mesma posição que a atual (22.ª). Apesar de o País ter voltado a figurar na lista, isso pode refletir mais uma queda de outras nações do que um grande avanço brasileiro. Neste ano, a estimativa é de entrada de US$ 55 bilhões em capital estrangeior, abaixo dos US$ 69,2 bilhões de 2019.

Os motivos para o avanço do País em 2022 são o aumento dos preços de matérias-primas e a redução de restrições para conter a covid-19. Esses fatores fizeram o Brasil crescer no cenário econômico internacional mesmo com desafios como a alta da inflação, a explosão dos juros e as eleições presidenciais. Segundo análise da XP Investimentos, os principais investidores da Bolsa brasileira em 2022 são investidores estrangeiros (53%), instituições (25,4%) e pessoas físicas (16,5%).

O Brasil é uma das quatro economias emergentes no ranking da consultoria. China (10.º lugar), Emirados Árabes (14.º) e Qatar (24.º) também aparecem na lista de 25 países. O levantamento não considera a guerra entre Rússia e Ucrânia, mas a consultoria diz que, hoje, o País poderia ter subido até três posições diante do conflito, que colocou o Brasil em um contexto mais atrativo para o investidor.
O que os investidores buscam

Baixa corrupção, transparência e estabilidade regulatória foram as principais características comuns entre os países no topo do ranking, feito com base em entrevistas com executivos de empresas com receita anual superior a US$ 500 milhões de diversos setores, em 30 países. Capacidade tecnológica, taxa de juros, facilidade de retirada de investimentos e direitos de propriedade do investidor foram os demais itens mais apontados como importantes no relatório.

Pelo 10.º ano consecutivo, os Estados Unidos lideraram a lista. Alemanha e Canadá completam o “pódio” deste ano. Japão e Reino Unido ocupam, respectivamente, a quarta e quinta posições. A região das Américas é vista com mais otimismo do que em 2021 por metade dos investidores entrevistados no levantamento da Kearney. Segundo o relatório, 40% acreditam que o otimismo não mudou e 10% se disseram pessimistas.

Critérios ESG

O relatório aponta que as estratégias ESG, compostas pelos pilares de meio ambiente, social e governança corporativa, são parte dos compromissos de 94% das empresas. A maioria (89%) vê que tais práticas oferecem vantagens competitivas aos negócios, por reduzir problemas na cadeia de suprimentos e aumentar a produtividade.

Quase três quartos dos entrevistados (73%) disseram que as práticas ESG ganharam força nos últimos três anos e 67% afirmaram que a pandemia acelerou os prazos de adoção das estratégias. A estimativa é de que mais da metade (54%) tenham implementado integralmente as práticas planejadas dentro dos próximos dois anos. “A pressão por ESG nas empresas vem do investidor. A dúvida é qual item priorizar. No Brasil, o maior peso é em temas ambientais”, diz Mehta.

Infomoney - SP   08/04/2022

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 7, que o aumento de juros promovido pelo Banco Central (BC) deve levar a inflação a ceder nos próximos meses. A declaração foi feita durante um evento online do Bradesco BBI.

“Os Bancos Centrais do mundo inteiro dormiram ao volante, o nosso acordou primeiro. O Brasil é a única grande economia que conseguiu zerar o déficit. A política monetária já está em posição para combater a inflação, que deve começar a ceder”, disse o ministro.

Guedes ainda afirmou que a melhora do ambiente econômico no Brasil levou dois bancos a revisarem as expectativas para o crescimento da economia em 2022. “Hoje mesmo dois bancos revisaram a expectativa do PIB para cima”, comentou.

Segurança energética e alimentar da Europa

O ministro da Economia destacou que a segurança energética e alimentar da Europa depende do Brasil. Segundo ele, as maiores petroleiras e empresas de energia virão cada vez mais para o país.

Guedes ainda declarou que os países europeus decidiram reduzir a dependência de gás natural da Rússia e migrar os investimentos para outros países. Nesse contexto, afirmou não desejar que as estatais do país atrapalhem o investimento privado. “Não queremos que a Petrobras vire a PDVSA”, disse.

O ministro também afirmou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, está disposto a avançar com as privatizações. “Quem sabe não levamos a Petrobras para o novo mercado ali na frente. Não precisamos de empresa estatal para produzir commodities. A Petrobras é como se existisse uma Sojabras. Ia faltar soja no Brasil”, declarou.

Pré-sal e energia nuclear

Guedes afirmou ainda que o Brasil precisa acelerar a explorar de petróleo em regiões do pré-sal, ativar fontes alternativas de energia e reativar a geração nuclear. “A Alemanha vai reativar a energia nuclear, porque é energia limpa e importante. Nós temos de acelerar o pré-sal, ativar fontes alternativas e reativar a energia nuclear”, disse.

Agência Brasil - DF   08/04/2022

O futuro das taxas de juros no Brasil dependerá da extensão dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia e de eventuais outros choques sobre a inflação, disse hoje (7) o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Em evento promovido por uma empresa de investimentos, ele declarou que o conflito no Leste europeu trouxe um desafio adicional para a política monetária.

“Olhando a parte longa da curva e as expectativas de inflação mais longa, existe um certo consenso de que estamos no caminho certo. A calibragem sempre depende da extensão do choque. Temos falado bastante sobre isso nas últimas reuniões do Copom [Comitê de Política Monetária]”, disse.

Segundo Campos Neto, mesmo se a guerra terminar no curto prazo, o planeta continuará com desafios por longo tempo. Entre os problemas, ele citou a redivisão das cadeias globais de valor, problema que persiste desde a pandemia da covid-19, e a cisão entre países democráticos com países com outros regimes.

Na última reunião do Copom, o BC tinha anunciado que elevaria a taxa Selic (juros básicos da economia) em 1 ponto percentual na reunião de maio, para 12,75% ao ano. No entanto, Campos Neto tem dito, em eventos recentes, que a autarquia poderia promover uma alta adicional em junho, caso os choques internacionais – fatores externos que pressionem a inflação – continuem.

Campos Neto disse que a inflação está “descolando muito” da meta, com grande disseminação entre os itens cujos preços estão subindo. Ele ressaltou que os núcleos de inflação (medida que exclui os componentes com maior volatilidade) também estão em alta, o que indica persistência dos índices de preços.

“A gente tem se preocupado em ser proativo em relação a isso, passar mensagem de que o Banco Central tem os instrumentos para agir”, afirmou.
Energia

Apesar de reconhecer que os núcleos de inflação continuam altos, o presidente do BC disse que eles estão “um pouco mais comportados”. Ele, no entanto, disse que acontecimentos recentes reduzirão a pressão sobre os preços, como o fim das bandeiras tarifárias nas contas de energia elétrica, anunciado ontem (6) pelo presidente Jair Bolsonaro após a melhora no nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Para Campos Neto, o principal problema nos próximos meses deverá ser a pressão inflacionária global. Ele lembrou que os Estados Unidos registram a maior inflação em 40 anos, com o índice de preços ao consumidor norte-americano em torno de 8% no acumulado de 12 meses e com os núcleos de inflação rondando 6,5%.
Câmbio

Sobre a recente valorização do real, o presidente do BC disse que a queda do dólar no Brasil foi influenciada pela elevação rápida dos juros nos últimos meses, pela melhora da arrecadação no curto prazo e pelo aumento no preço internacional das commodities (bens primários com cotação internacional). Ele também mencionou o aumento dos investimentos de empresas estrangeiras no Brasil.

Em relação às eleições, Campos Neto disse que, apesar das incertezas, as limitações impostas pela legislação eleitoral e pela Lei de Responsabilidade Fiscal farão com que o gasto público esteja mais ou menos controlado. “Por ser um ano eleitoral, entramos em fase onde nada mais poderá ser executado. A lei eleitoral não permite fazer isso. O fiscal de curto prazo está mais ou menos pré-determinado”, explicou.

De acordo com o presidente do BC, a estimativa do mercado para o crescimento da economia pode ser revista para cima. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do BC, as instituições financeiras preveem expansão de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) em 2022. No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março, a autoridade monetária projetava crescimento de 1%.
Greve

Campos Neto comentou ainda a greve dos servidores do BC. Ele disse esperar uma solução rápida para o movimento, para que projetos paralisados sejam retomados. “A gente tem agora o tema da greve, que a gente espera endereçar em breve. A gente precisa avançar com esses projetos. São projetos importantes para a sociedade”, declarou.

Em greve por tempo indeterminado desde o dia 1º, os servidores do BC pedem reajuste de 26,3% e reestruturação de carreira. A reunião na terça-feira (5) entre os grevistas e representantes do Ministério da Economia terminou sem acordo.

Exame - SP   08/04/2022

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) elevou a estimativa para expansão de crédito em 2022. A entidade prevê que o saldo da carteira total de crédito neste ano deverá crescer 8,3%. O número consta da Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas. O levantamento anterior, feito em fevereiro, projetava uma expansão de 7,6%.

Segundo a entidade, a nova projeção se aproxima da atual estimativa apresentada pelo Banco Central no último Relatório de Inflação, de 8,9%. O crescimento, explica a Febraban, deve ser liderado pela carteira com recursos livres, com expectativa de nova expansão de dois dígitos, chegando a uma alta de 10,8%.

A melhoria na estimativa das projeções da carteira de crédito para 2022 ocorre pela segunda vez neste ano e reverte a tendência de piora nas projeções que ocorriam desde setembro do ano passado.

"A perspectiva é de mais um ano de crescimento importante do crédito, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais desfavorável, com arrefecimento da atividade e condições financeiras mais restritivas do que se imaginava", destaca em nota o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

Para o diretor de economia, regulação prudencial e riscos da entidade, Rubens Sardenberg, as recentes revisões positivas para a expansão da carteira de crédito em 2022 podem ser atribuídas aos bons números do crédito conhecidos até o momento, ao viés de alta nas projeções da inflação, e, também, ao melhor desempenho esperado da atividade no ano, especialmente após o bom resultado no quarto trimestre de 2021", e considerando que ao final do ano passado o mercado estava particularmente pessimista.

"Em outros termos, mesmo se esperando um ano difícil, as expectativas para o crescimento agora parecem um pouco melhores, o que ajuda no crédito", avalia Sardenberg.

O diretor destaca que a revisão da carteira com recursos livres foi liderada pela carteira pessoa jurídica, que passou de alta de 9,2% para 10,5%, e, em menor grau, da carteira pessoa física — de expansão de 9,8% para 10,5%.

Em relação à carteira com recursos direcionados também houve revisão para cima, embora mais modesta, de 5,0% para 5,3%. Esta foi a primeira edição em que a pesquisa solicitou as aberturas para pessoa física e pessoa jurídica nesta modalidade.

No caso da carteira pessoa física direcionada, a expectativa é de que a carteira mostre uma expansão importante no ano, de 8 8%.

Já para a carteira pessoa jurídica direcionada, a estimativa é de estabilidade (+0,2%), resultado ainda afetado pelo término dos programas públicos de crédito e com incerteza da possibilidade de novas rodadas dos programas.

Para 2023, a média das projeções para a expansão da carteira total ficou estável em 6,6%, com a revisão positiva na carteira com recursos livres (de 7,6% para 8,1%) compensada pela revisão negativa da carteira direcionada (de 4,4% para 3,9%).

Inadimplência

A pesquisa também capturou uma revisão para cima na expectativa para a taxa de inadimplência da carteira livre deste ano, de 3,7% na pesquisa de fevereiro para os atuais 4,0%. Assim, a perspectiva é de alguma deterioração ao longo de 2022, retornando ao patamar pré-pandemia.

PIB e Inflação

Em relação ao desempenho esperado do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, a surpresa positiva no resultado do 4º trimestre de 2021 trouxe melhora nas projeções. A grande maioria (84,2%) segue esperando alguma expansão no ano, mas agora com mais participantes (36,8%) projetando crescimento acima de 0,5%.

Quanto ao cenário inflacionário, a maioria dos participantes (89,5%) entende como improvável que o Banco Central consiga entregar a inflação no centro da meta (3,25%) em 2023, embora a maior parte (84,2%) espere que o indicador perca força e convirja para o intervalo superior da meta (até 4,75%), enquanto os outros 5,3% acham que inflação pode superar o teto da meta novamente.

Selic e câmbio

De acordo com a pesquisa, os participantes se mostraram divididos em relação às sinalizações do Copom para a próxima reunião. Para 42,1%, devido ao cenário de elevada incerteza, o colegiado não deveria atrelar de forma tão explícita a condução da política monetária aos preços do petróleo, com risco de ter que reverter sua estratégia.

A mediana das projeções para a Selic prevê uma taxa terminal de 13,25% ao ano (com nova alta de 1,0 ponto percentual na reunião de maio, seguida por um ajuste final de 0,5 ponto percentual na reunião de junho), acima do sinalizado pelo Banco Central, de 12,75% ao ano.

Para o câmbio, a expectativa é de depreciação nos próximos meses retornando para o patamar de R$ 5,30 até o início do quarto trimestre.

A Pesquisa Febraban é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O atual levantamento reuniu as percepções de 19 bancos entre 22 e 29 de março sobre a última ata e as projeções para o desempenho das carteiras de crédito para o ano corrente e o próximo.

MINERAÇÃO

Valor - SP   08/04/2022

Com o desempenho de hoje, a commodity passou a exibir baixa de 2% no acumulado de abril e reduziu a 30,3% os ganhos acumulados em 2022

O recuo nos preços dos produtos siderúrgicos na China, em meio a sinais renovados de enfraquecimento da demanda, chegou ao minério de ferro e levou as cotações da principal matéria-prima do aço ao terreno negativo nesta quinta-feira nos mercados à vista e futuro.

No norte da China, segundo o índice Platts, da S&P Global Commodity Insights, o preço do minério com teor de 62% de ferro caiu 3,2%, para US$ 155,05 por tonelada, marcando a segunda baixa consecutiva.

Com o desempenho de hoje, a commodity passou a exibir baixa de 2% no acumulado de abril e reduziu a 30,3% os ganhos acumulados em 2022.

Na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), os contratos mais negociados, para setembro, voltaram a exibir perdas e fecharam o dia em baixa de 3,02%, para 900 yuan por tonelada.

Money Times - SP   08/04/2022

A Vale (VALE3) confirmou na noite desta quarta-feira (6) a venda de ativos de minério de ferro, manganês e logística no Centro-Oeste à J&F Investimentos, dona da JBS (JBSS3).

A operação foi avaliada em US$ 1,2 bilhão, sendo que a Vale deve receber aproximadamente US$ 150 milhões no fechamento da transação.

O acordo inclui a venda da totalidade das ações da Mineração Corumbaense Reunida, da Mineração Mato Grosso, International Iron Company e Transbarge Navegación.

A Mineração Corumbaense Reunida, também conhecida como mina de Corumbá, liga as operações da Vale às da Hidrovias do Brasil (HBSA3). Isso porque as duas empresas acertaram um contrato de take-or-pay para transporte de minério de ferro.

Impacto neutro

Com a venda do Sistema Centro-Oeste à J&F, preocupações com relação à validade do contrato foram levantadas. Pela leitura do BTG Pactual (BPAC11), a transação tem impacto neutro sobre a Hidrovias do Brasil.

O banco destaca que a frota de rebocadores e barcaças da Hidrovias do Brasil para transporte de minério de ferro ao longo do sistema fluvial do Paraguai foi feita “sob medida” para a Vale.

“O novo operador provavelmente precisará usar o complexo logístico da Hidrovias do Brasil”, explicam Lucas Marquiori, Fernanda Recchia, Bruno Lima e Marcel Zambello, autores do relatório divulgado nesta semana.

Além disso, a Hidrovias do Brasil tem um contrato de garantia com a Vale International para o seu contrato take-or-pay de 25 anos. Portanto, qualquer alteração precisa passar por aprovação da Hidrovias do Brasil, lembram os analistas.

O BTG avalia como baixa a probabilidade de a Vale romper o contrato, “especialmente considerando as recentes movimentações da nova equipe de gestão”.

A Hidrovias do Brasil já informou que o contrato com a Vale continua em vigor, com a operação e a prestação de serviços sendo realizadas regularmente.

Além disso, ao comunicar a assinatura do contrato de venda com a J&F, a Vale deixou claro que, após o fechamento da operação, vai transferir ao comprador as obrigações relacionadas aos contratos logísticos de take-or-pay.

A J&F assumirá as operações com todos os funcionários do conjunto de ativos.

A conclusão da transação precisa passar por aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Conselho de Defesa Nacional (CDN) e das demais autoridades regulatórias competentes.
Comprador

O BTG segue comprador de Hidrovias do Brasil, sob perspectiva de recuperação de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2022.

“Vemos o preço de mercado na continuação do fraco desempenho da empresa em 2021, o que acreditamos ser injusto”, afirmam os analistas.

O banco acredita que a ação oferece um interessante equilíbrio de risco-retorno, negociada a 7,8 vezes Ebitda para 2022.

Olhando mais para frente, o BTG acredita que as iniciativas que a Hidrovias do Brasil vem implementando na região Sul do país devem melhorar estruturalmente o carregamento de carga, evitando os gargalos operacionais vistos no ano passado.

O preço-alvo indicado para os papéis da Hidrovias do Brasil é de R$ 8, o que implica um potencial de valorização de mais de 130% em relação à cotação do último fechamento.
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O Money Times publica matérias de cunho jornalístico, que visam a democratização da informação. Nossas publicações devem ser compreendidas como boletins anunciadores e divulgadores, e não como uma recomendação de investimento.

Máquinas e Equipamentos

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   08/04/2022

O estande do Grupo Wirtgen na feira Hillhead 2022 – que será realizada em Buxton, na Inglaterra, de 21 a 23 de junho – irá exibir soluções sustentáveis e rentáveis para obras de terraplanagem, construção de estradas e processamento de materiais.

No rol de novidades, o triturador de mandíbulas Kleemann Mobicat MC 110(i) EVO2, o triturador de cone Mobicone MCO 90(i) EVO2 e a peneira Mobiscreen MSS 802(i) EVO para agregados graúdos fazem sua estreia no Reino Unido.

O evento também sediará o debute mundial da fresadora W 100 Fi, que integra a nova gama de fresadoras compactas da Wirtgen.

O quinteto de estreias de máquinas do grupo de empresas será completado pela motoniveladora John Deere 672 GP.

Para além das estreias, os visitantes da feira britânica também podem esperar uma impressão em primeira mão de soluções específicas de mercado.

É o caso das soluções para compactação de solo e asfalto da Hamm e do estabilizador de solo WR 240(i) da Wirtgen.

A Benninghoven, por sua vez, mostra o queimador EVO JET para instalações de mistura de asfalto, enquanto duas pavimentadoras de asfalto Vögele das classes Mini e Universal irão representar o amplo espectro de soluções de produtos da empresa para pavimentação de asfalto.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   08/04/2022

Entidade se junta a outras organizações para perseguir reforma tributária e redução do custo Brasil

Moraes: “Tentamos eliminar distorções. Só tem um jeito de fazer isso quando o assunto está na mão de um ministério: tem que ir lá e influenciar, convencer” — Foto: Divulgação

No próximo mês, o economista paulista Luiz Carlos Moraes encerrará o mandato de três anos na presidência da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Sua gestão ocorreu em um período tenso. Como qualquer outro setor, essa indústria foi abalada pela pandemia. A diferença é que até hoje a escassez de chips eletrônicos, uma das sequelas da crise sanitária, provoca interrupções nas linhas de montagem. E o problema está longe de acabar.

Segundo Moraes, o próximo ciclo de investimentos da indústria automobilística será maior do que o anterior, totalizando R$ 40 bilhões entre 2022 e 2028. O maior desafio, no entanto, para fazer jus a esses planos, é colocar mais brasileiros no mercado de carros zero-quilômetro. Ele reconhece que, além da crise dos semicondutores, o ambiente macroeconômico, com pressão inflacionária e alta dos juros, afasta o brasileiro da compra de bens de maior valor, como automóveis.

A direção da Anfavea prepara-se, agora, para entregar aos candidato à eleição presidencial detalhes das três prioridades que, entende, devem estar no programa do próximo governo: reforma tributária, redução do custo Brasil e descarbonização. Mas esse é um trabalho que fica, agora, para o mineiro Márcio de Lima Leite, diretor jurídico e de relações institucionais da Stellantis, que assumirá a presidência da Anfavea a partir de maio. Moraes continuará no cargo de diretor de assuntos governamentais da Mercedes-Benz. Abaixo, os principais trechos da entrevista que Moraes concedeu ao Valor:

Valor: A experiência da pandemia foi marcante para todos. Como foi no setor automotivo, que ainda enfrenta o drama da falta de semicondutores?

Luiz Carlos Moraes: No começo, um dia, logo após uma reunião com os presidentes das montadoras pensei: esse negócio é um animal grande e complexo. Começamos pelos protocolos de saúde para os empregados, usando experiências de cada empresa em outros países, buscamos linhas de financiamento para fornecedores, ajudamos a consertar respiradores... No fim de 2020 começaram a faltar aço, borracha, resina plástica. Aí percebemos o verdadeiro impacto da pandemia na desorganização da cadeia global de produção. Entramos em 2021 com a falta de semicondutores, que se agravou depois. Por falta desses componentes, em 2021 deixamos de vender 300 mil veículos no Brasil e 10 milhões no mundo.

Valor: Há uma crise global de escassez de suprimentos. Ao mesmo tempo, um cenário macroeconômico no país desfavorável ao consumo. É possível dizer quanto cada um interfere na queda das vendas?

Moraes: É difícil dizer. Concordo que temos no Brasil questões adicionais, como volatilidade maior do câmbio. Mas temos que ser justos. Ninguém pode desconsiderar o impacto da pandemia, que afetou até países como Alemanha e Estados Unidos. A inflação é no mundo todo. Teríamos vendidos 300 mil veículos mais em 2021 não fosse a falta de semicondutores. A prova está nas filas de espera e no aumento de procura por carros usados.

Mais de 60 milhões de consumidores compram carros novos e usados no Brasil todos os anos

Valor: Mas em 2022 a inflação vem mais forte e os juros, altos...

Moraes: Consideramos isso na nossa previsão conservadora, que indica crescimento de 8,5% nas vendas internas e 9,4% na produção. Percebemos que mesmo que tivéssemos o abastecimento de peças regularizado agora teríamos o efeito da alta nos juros, da renda que não cresceu, de um desemprego ainda elevado... E agora entrou um fato novo: a guerra na Ucrânia. Isso confirma que a recuperação ainda será lenta no nosso setor.

Valor: Preços de itens de primeira necessidade estão subindo muito. Produtos mais caros, como automóveis, não tendem a sofrer com pressão inflacionária? O resultado do primeiro trimestre já foi bem baixo, com queda de mais de 23% nas vendas de veículos em relação a um ano.

Moraes: Concordo. Por isso, trabalhamos para que o governo reduzisse o IPI e insistimos para a necessidade da reforma tributária.

Valor: Ao mesmo tempo, os preços dos carros têm subido...

Moraes: Reajustes em itens como pneus, aço e resinas afetaram o custo e repassamos parte disso aos preços. Além disso, os veículos hoje têm mais conteúdo.

Valor: Quando o senhor assumiu a Anfavea havia uma previsão otimista em relação às reformas estruturais. Mas essa agenda sofreu atrasos. Fica alguma orientação nesse sentido para seu sucessor?

Moraes: Isso está nas mãos do Congresso. Mas podemos influenciar. Deixamos uma semente plantada para a reforma tributária, com redução de IPI em diversos produtos. Acreditamos que, como em outros países, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) não deveria existir. Apenas o IVA (imposto sobre a venda). Houve reduções de taxas como a da Marinha Mercante (de 25% para 8%). São partes do custo Brasil. Também saiu o programa de renovação da frota de caminhões, um passo importante.

Valor: De que forma a iniciativa privada pode interferir na elaboração das políticas públicas?

Moraes: A Anfavea faz parte da Coalizão Empresarial, que discute mensalmente com o Ministério da Economia. Temos reuniões quinzenais abordando vários temas, como trabalhista, tributário, financiamento... A ideia é criar, junto com a FGV, uma métrica para saber quanto o custo Brasil subiu em relação aos demais países que fazem parte da OCDE. Com informações como essas atuamos junto ao Congresso e ao Executivo. Tentamos eliminar distorções que o Brasil tem. E só tem um jeito de fazer isso quando o assunto está na mão de algum ministério: tem que ir lá e influenciar, convencer. Na Coalizão são tratados só temas horizontais, de interesse de todos. O caso do IPI foi assim. Beneficiou vários produtos. A Anfavea tem um papel importante pelo tamanho do setor, pela capilaridade, por ter uma cadeia muito longa.

O próximo ciclo de investimentos das montadoras no Brasil, entre 2022 e 2028, somará R$ 40 bilhões

Valor: Em relação aos semicondutores, o setor trabalha em algum projeto de longo prazo?

Moraes: Precisamos ter produção de semicondutores no Brasil. A indústria desses componentes vai quintuplicar de tamanho no mundo. Então, chamamos a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), a academia, e estamos conversando sobre como criar um ambiente de negócios que permita a ampliação da indústria de semicondutores no Brasil. Não se trata de resolver o problema deste ano, mas de criar a base para daqui cinco ou dez anos e não sermos tão dependentes. É um exemplo concreto do que podemos fazer em conjunto na indústria de transformação.

Valor: Por outro lado, há problemas estruturais. Há tempos as montadoras têm excesso de capacidade. Isso pode melhorar? Qual é a capacidade atual das fábricas no Brasil?

Moraes: Temos capacidade em torno de 4,7 milhões de veículos por ano (a previsão para 2022 é de 2,4 milhões). Esse excesso continua sendo um problema. E é por isso que queremos reduzir o IPI. Para ter poder ter mais consumidores com poder de compra. Hoje entre 60 milhões e 70 milhões de pessoas no Brasil compram carros todos os anos, incluindo os usados. Como trago mais gente para o novo? Com uma taxa de juros 26%, 27% fica difícil. Há coisas que a Anfavea não consegue resolver - crescimento do país, nível de desemprego e renda são coisas da economia. O que cabe a nós é apontar como carga tributária ou condições de financiamento podem ficar mais aceitáveis.

Valor: E há como tornar o financiamento mais acessível?

Moraes: Uma coisa que temos tratado é a tomada do bem (pelos bancos). O banco cobra um spread adicional porque demora dois anos, em média, para retomar o bem em caso de inadimplência. É um custo adicional que todo o mundo paga quando faz o financiamento. Existe uma ineficiência estrutural legal no Brasil que traz um custo adicional para todos. Por causa de um grupo de inadimplentes, toda a sociedade paga. Nos Estados Unidos, se a pessoa atrasa o pagamento 60 dias lhe tomam o carro.

Valor: Os problemas que hoje envolvem preço do petróleo e Petrobras estimulam o desenvolvimento de energias alternativas para os veículos, como uso de biocombustíveis e eletrificação?

Moraes: A Anfavea apresentou ao governo um estudo sobre descarbonização. Como reduzir os gases efeito estufa e poluentes locais até 2035. Simulamos cenários, com indicações de que até lá 30% dos carros vendidos no país terão algum tipo de eletrificação, sejam híbridos ou 100% elétricos. Levamos em conta necessidades de pontos de recarga e de aumento de geração de energia. É a nossa contribuição para criar uma política pública. Eu não imagino o Brasil importando 2 milhões de veículos elétricos por ano. Temos que preparar a indústria, a cadeia de fornecedores, os concessionários... Com a guerra na Ucrânia, que não estava prevista nesse estudo, o debate ganhou relevância. À questão climática somou-se a geopolítica.

Valor: Como o senhor avalia o debate em torno da desindustrialização no Brasil?

Moraes: Estou muito preocupado com isso. A China está usando o setor automotivo para fazer uma grande transformação tecnológica através da eletrificação. Nós vamos continuar exportando apenas minério de ferro e soja?

Valor: E qual o impacto da eleição presidencial na estratégia do setor?

Moraes: Pretendemos falar com os principais candidatos para pedir que eles incluam em seus programas de governo três prioridades: descarbonização, reforma tributária e redução do custo Brasil. É nesses três temas que a Anfavea continuará trabalhando. A decarbonização, a transformação da mobilidade e o avanço tecnológico trarão muita pesquisa e preparação da mão de obra para um emprego muito melhor não só com o olhar no Brasil, mas para o pais se tornar uma base de exportação. Essa transformação não está só no ambiente da indústria, mas da infraestrutura, no desenvolvimento de biocombustíveis, baterias. São coisas que podem agregar outras áreas, além do fornecedor tradicional.

Valor: As montadoras têm anunciado novos planos de investimentos no Brasil. A Anfavea tem previsão de quanto somam os novos programas?

Moraes: O próximo ciclo de investimentos do setor vai somar R$ 40 bilhões entre 2022 e 2028. O último, que foi de 2019 a 2021, somou R$ 34 bilhões.

CONSTRUÇÃO CIVIL

O Estado de S.Paulo - SP   08/04/2022

As vendas da indústria de materiais de construção tiveram queda pelo sétimo mês consecutivo em fevereiro, de acordo com pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

As vendas do setor em fevereiro, já deflacionadas, tiveram retração de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano passado e mostraram uma leve oscilação de alta de 0,3% na comparação com janeiro deste ano.

O levantamento aponta que esse efeito de baixa continuará a ser observado por mais alguns meses, pois reflete a base de comparação mais elevada do primeiro semestre de 2021 – quando as vendas de materiais estavam bastante aquecidas. A expectativa é que apenas nos últimos meses do ano o sinal deva voltar a ficar positivo. A projeção de crescimento para 2022 é de 1%.

As vendas acumuladas no primeiro bimestre sofreram baixa de 10,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, as vendas mostram expansão de 4,3%.

“Para este ano há muitas incertezas no cenário internacional ainda associadas à pandemia, e mais recentemente à imprevista guerra, e no cenário interno, associadas à inflação e alta das taxas de juros de financiamentos, que poderá reduzir a demanda por materiais de construção no médio prazo, afirmou em nota o presidente da Abramat, Rodrigo Navarro.

"De todo modo acreditamos que o faturamento em 2022 deve apresentar sustentabilidade no crescimento, embora de forma tímida, tanto pela base de comparação anual ser elevada como pela desaceleração observada já no segundo semestre de 2021", ponderou.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou a 0,73% em março, de 0,48% em fevereiro, segundo pesquisa da FGV. A alta acumulada em 12 meses pelo indicador, porém, arrefeceu de 13,04% para 11,63%. O avanço do INCC-M foi puxado pelo componente de Mão de Obra, que acelerou a 1,12% em março, de 0,19% em fevereiro. Já o índice de Materiais, Equipamentos e Serviços desacelerou de 0,75% para 0,37%.

FERROVIÁRIO

Diário do Aço - MG   08/04/2022

O Plano Estratégico Ferroviário (PEF), do Governo de Minas, já está gerando resultados e colocando em prática a diversificação da matriz de transporte no estado, hoje concentrada no modal rodoviário.

Duas empresas assinaram, nesta quarta-feira (6/4), protocolos de intenção com a Invest Minas para realizar aportes no setor. A assinatura foi durante o evento #VempraMinas Ferrovias, em Belo Horizonte, que contou com a presença do governador Romeu Zema. A expectativa sinalizada pela equipe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico é a de que sejam criados 10 mil empregos somente com esses dois projetos.

Uma das empresas, a Macro Desenvolvimento, pretende construir uma ferrovia ligando o Porto Central, em Presidente Kennedy, no Espírito Santo, às regiões do Morro do Pilar e de Conceição do Mato Dentro à região de Sete Lagoas, e ainda um ramal entre Sete Lagoas e Anápolis (GO), com investimentos da ordem R$ 15 bilhões, sendo R$ 13 bilhões em Minas.

Já a Petrocity Ferrovias prevê a construção de três ferrovias: a Estrada de Ferro Planalto Central, a Estrada de Ferro Minas-Espírito Santo e a Estrada de Ferro Juscelino Kubitschek, que farão a ligação do Planalto Central e Minas Gerais ao terminal portuário de uso privativo localizado em São Mateus, no Espírito Santo. Serão investidos R$ 23,6 bilhões, sendo R$ 16 bilhões em Minas Gerais.

Futuro

O governador Romeu Zema afirmou que o desenvolvimento econômico depende de uma gestão séria e eficiente, pautada em ações que busquem desburocratizar a vida de quem quer investir e gerar empregos.

“Estamos completando 39 meses de governo e, hoje, damos mais um passo importante em direção a um futuro mais promissor. Especialmente em um estado do tamanho do nosso, o modal ferroviário é fundamental para que uma infraestrutura adequada atenda ao setor produtivo, fomentando negócios e gerando emprego e renda para os mineiros”, disse.

Créditos acumulados do ICMS

Durante o evento, Zema assinou decreto prorrogando para janeiro de 2025 a possibilidade de transferir créditos acumulados do ICMS como pagamento pela aquisição de locomotivas. O crédito pode ser repassado para a indústria fabricante da locomotiva que esteja situado em Minas.

Investidores

O presidente da Macro Desenvolvimento Ltda, Fabrício Cardoso Freitas, explicou que a ferrovia é resultado da implementação de uma grande base portuária no Espírito Santo, chamado Porto Central.

“Este projeto já foi totalmente desenvolvido e licenciado. As obras começam no segundo semestre deste ano e, em função da capacitação portuária do Porto Central, solicitamos uma autorização para criar uma nova ferrovia. Precisamos de investimentos de infraestrutura no nosso país”, disse.

Já o presidente da Petrocity Ferrovias Ltda, José Roberto da Silva, afirmou que 66% de todos os traçados que serão construídos estarão em Minas Gerais.

“Estamos avançando com o apoio do Governo de Minas na implementação dos três trechos ferroviários (030, 355 e 456), que interligarão o porto de Urussuquara, na cidade de São Mateus, no Espírito Santo, à região Noroeste de Minas e ao Vale do Aço, e também ao estado de Goiás e ao Distrito Federal” explicou.

Vanguarda

Presente no evento, o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato, afirmou que a realização destes investimentos na malha ferroviária de Minas mostra que o Estado está na vanguarda, e que finalmente o trem está voltando para Minas.

“Vamos fazer essa revolução não apenas na matriz mineira, mas na brasileira. Passaremos a ter um transporte mais sustentável, mais eficiente, gerando mais emprego e renda”, explicou.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, lembrou que o Governo de Minas encerrou 2021 com a atração de R$ 211 bilhões em investimento. “Tenho certeza que com a infraestrutura sendo um dos pilares no desenvolvimento do Estado estes números vão aumentar muito. Só com estes protocolos assinados hoje teremos mais de 10 mil empregos criados”, comemorou.

Do montante atraído, R$ 80 bilhões deverão ser aplicados em ferrovias dentro do território mineiro ou que passam por Minas. O Ministério da Infraestrutura recebeu 80 requerimentos de implementação de novas ferrovias no país por meio do regime de autorização previsto no Marco Legal Ferroviário. Pelo menos 20 destes requerimentos estarão ou passarão por Minas.

Plano Estratégico Ferroviário

O plano desenvolvido pela Seinfra tem o objetivo de avaliar o modal ferroviário existente, identificando a viabilidade, necessidade e o potencial de projetos ferroviários de transporte de cargas e de passageiros, que gerem benefícios à sociedade e à economia.

O PEF foi entregue em julho de 2021 e faz parte de um amplo planejamento do Governo de Minas Gerais para o desenvolvimento ferroviário.

Revista Ferroviaria - RJ   08/04/2022

O governo federal trabalha com prazo para que no fim deste mês sejam especificados dados como tempo de investimento, prazo de reativação e volume de carga necessário para que seja possível a reativação da Malha Oeste, trecho de ferrovia que liga Corumbá ao estado de São Paulo (cidade de Mairinque, e depois o Porto de Santos).

Estudo da Empresa Brasileira de Logística (EPL) apresentado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) ainda em 2021 apontou que o investimento privado necessário para reativar o ramal de 1.765 km é de R$ 14,9 bilhões, distribuídos ao longo de 15 anos.

Esse levantamento fez parte do indicativo de carteira de projetos potenciais necessários para viabilizar a logística na fronteira Brasil-Bolívia.

Em maio, esse documento deverá ser apresentado às empresas interessadas. Essa etapa é fundamental no processo de relicitação da ferrovia, que está há 24 anos abandonada em MS.

A ferrovia ainda representa uma via da Rota Bioceânica ferroviária, ligando o Brasil, via Bolívia, Argentina e Chile, aos portos da Ásia. De todos esses países, só no território nacional os trens estão inoperantes.

Entre abril e maio, evento marcado para ocorrer em Campo Grande vai apresentar detalhes sobre as rotas bioceânicas ferroviária e rodoviária, com presença de setor empresarial, de logística e representantes governamentais dos quatro países envolvidos.

A via por trilhos é apontada por especialistas do Itamaraty envolvidos na questão da Rota Bioceânica como mais viável atualmente, porque já está em operação nos demais países da América do Sul, faltando atualmente acordos binacionais para permitir que as cargas possam transitar nessas regiões de forma mais célere.

Com relação ao estudo da EPL, que foi demonstrado em Corumbá em novembro de 2021, uma série de análises foi levada em conta para se formar o diagnóstico logístico do Estado para o período de 2020-2035. Além de Corumbá, outros municípios também tiveram análises realizadas.

Quem gerenciava o trecho da Malha Oeste era a empresa Rumo, que, após acionamentos por órgãos de fiscalização, foi indicado que não estava providenciando a manutenção e decidiu entregar a concessão, em julho de 2020.

A privatização da Malha Oeste aconteceu na década de 1990, mas sem fiscalização não houve os investimentos necessários. Primeiro veio a Ferrovia Novoeste S.A., em julho de 1996. Em julho de 2008, a Novoeste passou a ser controlada pela América Latina Logística (ALL). Em 2015, houve processo de fusão com a Rumo Logística.

A viabilização da Malha Oeste em MS é um desafio que tem enfrentado uma série de obstáculos. O governo estadual, por meio da Semagro, tentou se utilizar do marco ferroviário para emplacar uma autorização de uso do ramal, mas o trecho na fronteira não foi entendido como atrativo economicamente por interessados.

Para evitar o “isolamento” da região de Corumbá, produtora de minério, a secretaria reforçou que só atuaria se todo o trecho fosse assumido.

Esses problemas de acesso já causaram um estrago, e ainda não há uma mensuração exata dos danos sociais que podem causar. A deficiência enorme em logística para a região do Pantanal foi um dos fatores principais que levou a Vale a decidir pelo desinvestimento de seu Sistema Centro-Oeste, que emprega diretamente em torno de mil pessoas.

No caso da mineradora, o uso da hidrovia mostrou-se deficitário por conta da estiagem, que já dura quatro anos.

O recurso da ferrovia não é utilizado há pelo menos 10 anos e sobrou apenas o meio rodoviário, que não é economicamente viável e ainda causa danos à BR-262 e impacto negativo no tráfego e ao meio ambiente. A decisão da empresa de sair da região é um golpe duro para a economia municipal e estadual, sobretudo em ano de eleição para o cargo de governador.

Caso a operação de extração de minério de ferro seja paralisada no processo de troca de comando do ativo, há risco de que mais de R$ 90 milhões em recursos obtidos pela Compensação Financeira da Exploração de Recursos Naturais (Cfem) sejam reduzidos tanto para o Estado como para a Prefeitura de Corumbá.

AVANÇO NA RELICITAÇÃO
O indicativo de que o processo de relicitação da Malha Oeste está caminhando foi repassado para Mato Grosso do Sul e São Paulo na segunda-feira (4), durante videoconferência promovida pelo Ministério da Infraestrutura aos estados.

O projeto da relicitação da Malha Oeste é realizado pelo consórcio Nos Trilhos de Novo, composto por quatro empresas e liderado pela Latina Projetos Civis e Associados. Ele foi contratado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e inserido no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da União.

“Com a conclusão do estudo, já no mês de maio deverá ser realizada consulta pública para apresentá-lo às empresas interessadas, entidades e estados, a fim de que possam fazer algum tipo de manifestação. Isso faz parte do processo para a relicitação”, disse o titular da Semagro, Jaime Verruck.

O Estado formatou algumas solicitações para essa audiência pública, como a extensão de 30 anos para até 45 anos de concessão.

PETROLÍFERO

Valor - SP   08/04/2022

Esse comércio de petróleo russo, iraniano e venezuelano, mais barato, está, agora, sendo interrompido pela piora do surto do vírus, com aumento nos tempos de espera para descarregar os navios

Petroleiros que transportam 22 milhões de barris de petróleo russo, iraniano e venezuelano estão se aglomerando ao longo da costa chinesa, segundo a Kpler, enquanto o país enfrenta um surto de covid-19 que mina a demanda e causa problemas logísticos.

A China tem sido um dos únicos compradores de petróleo sancionado iraniano e venezuelano nos últimos anos. A maior importadora de petróleo do mundo também ainda compra suprimentos russos, que estão sendo amplamente evitados desde a invasão da Ucrânia.

Esse comércio de petróleo mais barato está, agora, sendo interrompido pela piora do surto do vírus, com aumento nos tempos de espera para descarregar os navios.

A Kpler estima que a demanda diária de petróleo cairá em pelo menos 450.000 barris em abril, principalmente devido à queda no consumo de gasolina e combustível de aviação, de acordo com Jane Xie, analista sênior de petróleo da empresa de dados e análise em Cingapura.

“Os lockdowns em curso na China estão definitivamente tendo um enorme impacto na mobilidade do país e na consequente demanda de petróleo”, disse ela. “Há também gargalos logísticos.”

O atual gargalo se compara a cerca de 10 milhões de barris de petróleo da Rússia, Irã e Venezuela que estavam na costa chinesa no início do ano, segundo a Kpler. A demanda aparente de petróleo da China era, em média, cerca de 13,7 milhões de barris por dia, em janeiro e fevereiro, antes do recente surto de covid-19, segundo cálculos da Bloomberg com base em dados oficiais.

Tempo de espera para descarregar

O tempo médio de espera para navios nos portos chineses aumentou para 5,85 dias, contra 4,46 na semana passada. Para os navios Suezmax, que podem conter até 1 milhão de barris de petróleo, a espera aumentou para 15 dias.

Outra empresa de análise, a Vortexa, disse que há cerca de 16 milhões de barris de petróleo iraniano e venezuelano em petroleiros ao longo da costa da China.

Há, no entanto, 10 navios de tamanho Aframax – que podem transportar cerca de 100.000 toneladas de petróleo cada – do extremo leste da Rússia que indicavam a China como destino na primeira metade deste mês, de acordo com Emma Li, analista da Vortexa. Essas cargas provavelmente foram compradas antes da invasão da Ucrânia, disse ela.

Infomoney - SP   08/04/2022

A Agência Internacional de Energia (AIE) confirmou, em comunicado, que os países associados à organização vão liberar mais 120 milhões de barris de petróleo pelos próximos seis meses, ao detalhar decisão inicialmente revelada na semana passada. Somando-se a um compromisso anterior já assumido, a AIE liberará no total 240 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas ao longo desses seis meses, em esforço conjunto para tentar conter a escalada de preços impulsionado pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Na semana passada, os Estados Unidos já haviam se comprometido a lançar 180 milhões de barris, em uma média de 1 milhão de barris por dia (bpd).

Nesta quinta, Washington informou que, do total já anunciado, vai liberar 60 milhões de barris no âmbito do acordo da AIE, com os outros 60 milhões vindos dos demais membros.

“A decisão sem precedentes de lançar duas liberações de estoque de petróleo de emergência com apenas um mês de intervalo, e em uma escala maior do que qualquer outra na história da AIE, reflete a determinação dos países membros em proteger a economia global dos impactos sociais e econômicos de um choque de petróleo após a agressão da Rússia contra a Ucrânia”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.

Em comunicado separado, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que os EUA tomarão todas as medidas necessárias para mitigar os impactos da guerra.

Infomoney - SP   08/04/2022

O governo aprovou nesta quinta-feira, 7, diretrizes e aperfeiçoamentos complementares das políticas públicas para a transição para um mercado concorrencial de gás natural, objetivo do “Programa Novo Mercado de Gás”. A decisão foi tomada em reunião do Conselho Nacional de Política Energética, colegiado presidido pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a nova norma “estabelece medidas complementares para promover um ambiente estável e atrativo para a realização de negócios, reduzindo incertezas durante o período de transição para o novo modelo de mercado”.

O ato também consolida resoluções anteriores do CNPE sobre o tema.

De acordo com a nota da pasta, após a Nova Lei do Gás, sancionada em abril de 2021, o mercado de gás natural vem se desenvolvendo no Brasil e apresentando resultados expressivos. Contudo, para continuar o avanço ao mercado aberto e competitivo “há um processo de transição, em que é essencial a atuação coordenada dos agentes da indústria do gás natural”.

AGRÍCOLA

Agência Brasil - DF   08/04/2022

A produção de grãos no Brasil poderá chegar a 269,3 milhões de toneladas na safra 2021/22. O número é 5,4% maior do que o registrado na safra anterior, correspondendo um acréscimo de 13,8 milhões de toneladas, caso se confirmem as expectativas anunciadas hoje (7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A previsão, no entanto, é menor do que a divulgada no primeiro levantamento da companhia, que projetava uma safra de 288,6 milhões de toneladas. Com isso, o volume divulgado hoje representa uma redução de 6,7% (ou 19,3 milhões de toneladas), em relação à projeção anterior.

Segundo a Conab, essa queda nas expectativas se deve às “condições climáticas adversas” observadas nos estados da Região Sul e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, com perdas maiores na soja e no milho.

“O resultado até o final desta safra vai depender muito do comportamento climático, fator preponderante para o desenvolvimento das culturas”, explica o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

“Entre os meses de março e abril, aproxima-se a conclusão da semeadura da segunda safra brasileira, na qual se destaca a cultura do milho. As chuvas foram mais regulares em toda a região produtora, inclusive no sul do país, o que permitiu o plantio em boas condições de umidade. O produtor fez sua parte. Agora vamos esperar pelo clima”, acrescentou.

O levantamento estima que a área plantada total no país é de 72,9 milhões de hectares, o que representa crescimento de 4,4% na comparação com a safra 2020/21. “Os maiores incrementos de área são observados na soja, com 4,1% ou 1,6 milhão de hectares e, no milho, com 6,5% ou 1,3 milhão de hectares”, detalha a Conab.
Soja

A soja tem produção prevista em 122,4 milhões de toneladas, o que representa redução de 11,4% em relação à safra anterior. “As boas precipitações ocorridas em praticamente todo o país ajudaram na recuperação de uma pequena parcela de lavouras semeadas tardiamente na Região Sul e em Mato Grosso do Sul, mas não reverteram o quadro de queda da produtividade, já anunciado em levantamentos anteriores”, informa o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen.

Os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e de Mato Grosso do Sul são os mais atingidos pelo recente déficit hídrico. A Conab acrescenta que a maioria dos outros estados conseguiu “produtividades superiores às obtidas na última safra, com destaque para o Piauí, com rendimento positivo de 12,7%”.

Segundo a Conab, a queda na produção do país foi amenizada principalmente pelo aumento de 4,1% da área semeada, alcançando 40,8 milhões de hectares nesta safra.
Milho

Já a produção estimada de milho é de 115,6 milhões de toneladas, número 32,7% maior do que o registrado no ciclo anterior. De acordo com a companhia, a colheita da 1ª safra do cereal “está adiantada, na 2ª predomina a fase de desenvolvimento e a 3ª safra inicia o plantio a partir da segunda semana de abril”.

A Conab acrescenta que, apesar do aumento no volume total, é importante registrar a forte queda de 20,4% na produtividade da região Sul durante a primeira safra, fato que, segundo a entidade, “causou uma redução de até 15,6% da produção naquela região”.

“Isso é explicado por um severo déficit hídrico causado pela ausência de chuvas no Sul do país ao fim de 2021 e início de 2022”, diz a superintendente de Informações da Agropecuária, Candice Santos.

“Por outro lado, cabe apontar que a companhia projeta um aumento de 36,3% da produtividade do milho ao longo da segunda safra, dado que permitirá uma produção de 88,5 milhões de toneladas do cereal no segundo ciclo”, acrescenta.
Algodão, arroz e feijão

No caso de algumas outras culturas, como é o caso do algodão, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento, aliadas ao ganho de área, “o que deve resultar numa produção de 2,83 milhões de toneladas da pluma, 19,9% superior à safra passada”.

Para o feijão a previsão é de uma safra de 3,1 milhões de toneladas, resultado 7,6% acima do registrado na safra anterior. “A primeira safra da leguminosa está com a colheita encerrada, a segunda está em andamento e a terceira safra com o plantio ocorrendo a partir de meados de abril”, detalha a Conab.

A produção estimada de arroz está estimada em 10,5 milhões de toneladas (10,5% inferior ao volume da safra passada). Deste total, 9,7 milhões de toneladas têm como origem o cultivo irrigado e 0,8 milhão de toneladas com o plantio de sequeiro.

Nas culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada trigo e triticale), a semeadura ainda é incipiente e deve chegar com produção de 7,9 milhões de toneladas para o trigo.
Mercado

O levantamento de abril manteve a estimativa para 2022 das exportações de algodão em 2,05 milhões de toneladas, de arroz em 1,3 milhão de toneladas e de feijão em 200 mil toneladas.

“Para o trigo, considerando que a previsão de volume exportado entre agosto de 2021 e março de 2022 já supera 2,8 milhões de toneladas, é esperado um aumento no período correspondente ao ano comercial que vai até julho. Diante disso, a estimativa é que sejam exportadas 3 milhões de toneladas. Confirmado esse número, será o recorde da série histórica para o trigo”, informou, em nota, a Conab.

No caso da soja, houve redução no volume estimado de exportações, passando de 80,16 milhões de toneladas para 77 milhões de toneladas. A companhia explica que essa redução foi motivada por um “maior direcionamento para a produção e exportação de óleo, em detrimento do grão”.

No caso do milho, as vendas externas devem aumentar em 2 milhões de toneladas e atingir a marca de 37 milhões de toneladas. Este aumento está provavelmente relacionado à demanda internacional aquecida. Com isso a estimativa é de uma “elevação de 77,8% das exportações do grão na safra 2022, compreendida entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2023”, detalha o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira.

Com relação aos estoques finais esperados para as principais commodities brasileiras, o superintendente confirma que, no caso do milho, as alterações “não foram significativas”, sendo o estoque de passagem para a safra 2021/22 previsto em 10,84 milhões de toneladas, aumento de 5,16% em relação ao último levantamento e de 40,61% em relação à safra 2020/21, em consequência da perspectiva de recuperação da segunda safra.

Para a soja em grãos, a expectativa é que o estoque ao final deste ano seja de 2,5 milhões de toneladas – praticamente em estabilidade em relação ao último levantamento.

A Conab informa que, em relação aos preços médios mensais dos produtos nas principais praças, foi observado, na comparação entre fevereiro e janeiro, redução de 0,3% no preço do milho no Paraná.

Por outro lado, houve elevação de 2,4 % no feijão preto no Paraná; de 0,3% nos preços do algodão em Mato Grosso; de 8,8% no arroz no Rio Grande do Sul; 7,6% no feijão cores em São Paulo; 4,0% no preço do milho em Mato Grosso; de 10,4% nos preços do trigo no Paraná; e de 3,3% e 3,2% nos preços da soja nos estados de Mato Grosso e do Paraná, respectivamente.

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