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08 de Abril de 2021

SIDERURGIA

Preços recorde do aço na China impulsionam futuros do minério de ferro

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BOL - SP   08/04/2021

Os futuros de referência do minério de ferro na Ásia subiram nesta quarta-feira, com preços recorde do aço na China atraindo apostas de investidores na matéria-prima, apesar de restrições em um pólo siderúrgico do país que sinalizaram perspectivas negativas.

O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 1,7%, a 993,50 iuanes (151,94 dólares) por tonelada.

O primeiro contrato do minério de ferro na bolsa de Cingapura, para maio, avançava 1,5%, para 164,05 dólares por tonelada.

Os futuros do aço na China tocaram novas máximas no pregão diurno, impulsionados por uma forte demanda doméstica e preocupações com cortes de produção no país, maior fabricante global e exportador.

O vergalhão de aço para construção na bolsa de futuros de Xangai fechou em queda de 0,9%, a 5.127 iuanes por tonelada, após chegar a tocar 5.208 iuanes, maior nível já registrado desde 2011, quando os contratos começaram a ser negociados em Xangai.

"As restrições do governo chinês continuam sendo um suporte para os preços", disseram estrategistas de commodities do ING em nota.

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Demanda mundial por aço e melhor cenário econômico faz Acerllormittal expandir siderúrgia em Santa Catarina

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Petro Notícias - SP   08/04/2021

O crescimento da demanda no  mercado mundial do aço e o melhoria do cenário econômico para os próximos anos, está fazendo o grupo ArcelorMittal retomar as obras de expansão na ArcelorMittal Vega, em São Francisco do Sul (SC). O projeto contempla uma terceira linha de galvanização e uma nova linha de recozimento contínuo, o Cold Mill Complex (CMC), que permitirá o beneficiamento combinado de aços laminados a frio e revestidos. O investimento na expansão está avaliado em US$350 milhões, aproximadamente R$ 1,95 bilhão. A conclusão da obra está prevista para o terceiro trimestre de 2023.

Com a expansão, o volume de produção da unidade em Santa Catarina deve passar de 1,6 milhão de toneladas ao ano para 2,2 milhões de toneladas anuais. Sandro Sambaqui, Gerente Geral da ArcelorMittal Veja, disse que “A nova linha de galvanização possibilitará a evolução na qualidade dos produtos já entregues pela unidade e a inclusão de novos itens ao nosso portfólio. Já destinamos ao setor automotivo uma grande gama de aço revestido e passaremos a oferecer também bobinas de alta resistência não revestidas, reforçando nossa posição no mercado.”,

Uma das vantagens do Cold Mill Complex é que ele pode operar como galvanização ou recozimento contínuo, um sistema chamado de “combline”. Por ser uma linha de produção flexível, também deve garantir uma maior otimização nas linhas de decapagem e de laminação a frio. Com isso, a expectativa é de que a unidade passe a produzir produtos diferenciados como Magnelis, revestimento produzido em galvanização por imersão a quente, que atualmente é produzido apenas em unidades da ArcelorMittal na Europa. O produto patenteado pelo grupo ArcelorMittal é um aço revestido ideal para ser usado onde há necessidade de maior proteção contra a corrosão, muito utilizado em painéis de energia solar e na construção civil.

 

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Levantamento aponta falta de aço na construção

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Monitor Digital - RJ   08/04/2021

Setor da construção é comprometido pela falta de aço e alta nos preços dos insumos. É o que destaca a matéria veiculada no dia 3 de abril, no MG1, com base no levantamento realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com mais de 200 construtoras de todo o país, que indica situação de desabastecimento de aço no Brasil.

Essa escassez e o aumento dos preços tem impactado o planejamento da obra e o valor dos imóveis em Minas Gerais.

Pelo levantamento, 84% das empresas indicaram escassez do produto e 82,9% que o prazo de entrega está maior do que o normal. Na pesquisa, o aço é o insumo que mais está em falta e a entrega demora até 90 dias.

Para resolver o problema de desabastecimento, a CBIC defende a redução dos impostos de importação do aço. O pedido de intervenção do governo federal foi feito ao Ministério da Economia. Segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins, a ideia é reduzir o imposto de importação por um determinado período para o governo dar um sinal ao mercado que está atento e não permitirá o desabastecimento.

Também segundo a câmara setorial, aumentou o número de pessoas ocupadas na construção civil no trimestre fechado em janeiro deste ano. O número de trabalhadores no setor passou para 6,088 milhões. A alta é de 3,0% em relação aos três meses imediatamente anteriores (agosto-setembro-outubro de 2020), quando o setor contabilizou 5,910 milhões de ocupações.

“O número de pessoas ocupadas na construção é o maior desde o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus, mas ainda está muito inferior ao registrado há um ano (6,781 milhões)”, frisa a economista do Banco de Dados da CBIC, Ieda Vasconcelos.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada no último dia 31 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Pnad Contínua contabiliza o número de ocupados formais e informais e, no trimestre encerrado em janeiro/2021, o número de ocupados no setor é o menor registrado para o período desde o início da série histórica da referida pesquisa (2012).

O resultado, segundo Ieda, pode ser justificado pelo impacto da forte crise causada pela pandemia, que atingiu de forma mais intensa o mercado de trabalho informal.

O número de desempregados no país foi estimado em 14,3 milhões no trimestre que se encerrou em janeiro deste ano.

A taxa de desemprego ficou praticamente estável ao passar de 14,3% no período agosto a outubro para 14,2% no trimestre seguinte.

“Essa é a maior taxa de desocupação para o período de novembro de 2020 a janeiro deste ano. O número de pessoas ocupadas aumentou em 1,7 milhão, ao passar de 84,301 milhões no trimestre encerrado em outubro para 86,025 milhões nos três meses subsequentes”, diz.

Para a economista, de uma forma geral, os resultados da Pnad Contínua permanecem demonstrando a fragilidade do mercado de trabalho no país, que somente alcançará um desempenho mais forte e generalizado com a redução das incertezas econômicas.

“O avanço mais devastador da pandemia, o processo de vacinação ainda em ritmo lento, as perspectivas de menor incremento do PIB neste ano, a inflação elevada e a não realização das reformas estruturantes continuam desestimulando novos investimentos” diz.

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Capital International Investors vende 14 milhões de ações da Gerdau

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Money Times - SP   08/04/2021

A Capital International Investors diminuiu sua participação acionária na Gerdau (GGBR4) para 13,97%, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (7).

Com isso, o fundo passou a administrar 160 milhões de ações da empresa.

“Nenhuma outra sociedade pertencente ao grupo econômico da CII detém participação societária na companhia. Trata-se de um investimento minoritário que não altera a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia”, afirma.

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Santa Catarina: ArcelorMittal Vega retoma obra de expansão de R$ 1,95 bilhão

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TN Petróleo - RJ   08/04/2021

Ciente das novas demandas do mercado mundial do aço e confiante no cenário econômico para os próximos anos, o grupo ArcelorMittal irá retomar as obras de expansão na ArcelorMIttal Vega, em São Francisco do Sul (SC). O projeto contempla uma terceira linha de galvanização e uma nova linha de recozimento contínuo, o Cold Mill Complex (CMC), que permitirá o beneficiamento combinado de aços laminados a frio e revestidos. O investimento na expansão está avaliado em US$350 milhões, aproximadamente R$ 1,95 bilhão. A conclusão da obra está prevista para o terceiro trimestre de 2023.

Com a expansão, o volume de produção da unidade em Santa Catarina deve passar de 1,6 milhão de toneladas ao ano para 2,2 milhões de toneladas anuais. "A nova linha de galvanização possibilitará a evolução na qualidade dos produtos já entregues pela unidade e a inclusão de novos itens ao nosso portfólio. Já destinamos ao setor automotivo uma grande gama de aço revestido e passaremos a oferecer também bobinas de alta resistência não revestidas, reforçando nossa posição no mercado", ressalta Sandro Sambaqui, Gerente Geral da ArcelorMittal Vega.

Uma das vantagens do Cold Mill Complex é que ele pode operar como galvanização ou recozimento contínuo, um sistema chamado de "combline". Por ser uma linha de produção flexível, também deve garantir uma maior otimização nas linhas de decapagem e de laminação a frio.

Com isso, a expectativa é de que a unidade passe a produzir produtos diferenciados como Magnelis®, revestimento produzido em galvanização por imersão a quente, constituído de Zn/Al/Mg e que, atualmente, é produzido apenas em unidades da ArcelorMittal na Europa. O produto patenteado pelo grupo ArcelorMittal é um aço revestido ideal para ser usado onde há necessidade de maior proteção contra a corrosão, muito utilizado em painéis de energia solar e na construção civil

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ECONOMIA

IGP-DI tem inflação de 2,17% em março, diz FGV

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Agência Brasil - DF   08/04/2021

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), indicador nacional calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 2,17% em março deste ano. A taxa é inferior à observada em fevereiro deste ano (2,71%), mas superior à apurada em março de 2020 (1,64%).

Com o resultado de março, o IGP-DI acumula taxas de inflação de 7,99% no ano e de 30,63% em 12 meses.

A queda da taxa de fevereiro para março foi puxada pelos preços no atacado e na construção. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, passou de 3,40% em fevereiro para 2,59% em março. O Índice Nacional de Custo da Construção caiu de 1,89% para 1,30% em março.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,59% em fevereiro, para 1% em março.

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Superávit comercial de 2021 sobe quase cinco vezes com novo cálculo

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Agência Brasil - DF   08/04/2021

Uma mudança de metodologia multiplicou em quase cinco vezes o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2021, informou hoje (7) a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. O resultado positivo nos três primeiros meses deste ano passou de US$ 1,648 bilhão para US$ 7,948 bilhões, por causa da retirada de importações fictícias de plataformas de petróleo que apareciam nos números anteriores.

Segundo o Ministério da Economia, a mudança, que atendeu a recomendações internacionais, aumentará a qualidade e a transparência das estatísticas. Toda a série histórica, com início em 1997, foi revisada. A alta no saldo comercial em 2021 foi compensada com a redução de 16,5% do superávit comercial apurado entre 1997 e 2020.

Com nova metodologia, o valor das exportações acumulado entre 1997 e 2020 caiu 1,4% em relação às estatísticas anteriores. As importações aumentaram 1,6% na mesma comparação, o que resultou na queda do saldo comercial no período.
Mudanças

Entre as mudanças no cálculo da balança comercial, a de maior impacto é a exclusão de operações meramente contábeis. O principal exemplo consiste na exportação e importação de plataformas de petróleo e equipamentos associados registrados em subsidiárias da Petrobras no exterior, mas que nunca chegaram a sair do país.

Realizadas por meio do Repetro, regime tributário especial ao setor petroleiro, essas operações tiveram peso significativo nas exportações no início da década passada e, nos anos mais recentes, inflavam as importações porque a Petrobras fechou as filiais no exterior e passou a registrar as plataformas no Brasil.

Do lado das importações, passaram a ser incluídas nas compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Esses dados estavam fora dos números da balança desde 2017. A energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai também passou a ser incluída nas importações, com impacto de cerca de US$ 1,5 bilhão por ano.
Comparação

Na comparação ano a ano, a maior alteração em valores absolutos ocorreu em 2019, com o saldo comercial caindo US$ 12,8 bilhões pelos novos critérios. O principal fator foi a elevação de US$ 8,9 bilhões nas importações associadas ao Recof, concentradas em turbinas, turbo reatores, turbo propulsores e aparelhos para aeronaves.

O maior impacto relativo ocorreu em 2013, com o saldo passando de superávit de US$ 2,3 bilhões para déficit de US$ 9 bilhões. Naquele ano, o superávit havia sido inflado por exportações fictícias de plataformas de petróleo.
Impacto

Segundo o Ministério da Economia, o impacto da nova metodologia nas estatísticas de outros órgãos será mínimo. Isso porque as estatísticas do Banco Central e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já consideram a energia de Itaipu adquirida do Paraguai. No caso das operações do Repetro, o Banco Central considera as transações entre residentes e não residentes no cálculo do resultado das contas externas, então nada mudará nos números do Banco Central.

As estatísticas relativas ao Repetro continuarão a ser divulgadas, mas em tabelas distintas do restante da balança comercial. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia também acrescentará uma tabela separada com as importações em valores pelo critério CIF, que incluem custos com seguro e frete. Segundo o órgão, essa era uma reivindicação antiga de analistas de mercado.

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Economia paulista tem alta lenta, mas contínua

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O Estado de S.Paulo - SP   08/04/2021

São variados os obstáculos, de efeitos e duração igualmente variados, que a economia paulista e a nacional precisam superar para retomar ou acelerar o crescimento em 2021. As projeções para ambas é de expansão superior a 3% no ano. Embora o desempenho deva ser pior do que o da maioria dos países, se alcançado será um resultado bem melhor do que o do ano passado, quando o PIB brasileiro encolheu 4,1% e o paulista cresceu 0,3%.

No Estado de São Paulo, a recuperação, ainda que lenta, tem sido contínua, com pequena tendência de aceleração. Assim podem ser descritos os números apresentados pela Fundação Seade para avaliar o desempenho até agora e projetar o resultado ao longo de 2021.

Entre dezembro e janeiro, o PIB paulista cresceu 0,5%, puxado pelo desempenho da indústria, que cresceu 2,5%. Na comparação com janeiro de 2020, a expansão é de 3,9%.

Para aferir as tendências da economia paulista, a Fundação Seade criou um indicador chamado PIB+30, que acompanha a evolução de 97% de tudo o que se produz no Estado e permite antecipar em um mês o resultado completo. Esse indicador utiliza os dados efetivamente aferidos até o momento de sua montagem e acrescenta dados preliminares para atualizá-los.

Por esse indicador, o PIB do Estado de São Paulo cresceu novamente entre janeiro e fevereiro, numa velocidade maior (expansão de 1,1%). Na comparação com fevereiro de 2020, o aumento foi de 5,3%, um resultado expressivo, visto que, no mês de comparação, a covid-19 ainda não havia sido detectada no País.

Para todo o ano, o crescimento da economia paulista deve ficar entre 3,6%, na previsão mais pessimista, e 6,7%, na mais otimista, com média de 5,4%. É um resultado melhor do que o previsto para a economia brasileira, com crescimento inferior a 4%.

São muitas, porém, as nuvens que cobrem o cenário e podem deteriorá-lo ao longo de 2021. Há o agravamento da pandemia, que exige mais medidas restritivas, as quais afetam a atividade econômica. A recuperação dos investimentos e da produção industrial depende da normalidade dos estoques e da superação das dificuldades de suprimento observadas agora. A aceleração da inflação exige aperto da política monetária e a economia mundial e a brasileira podem ser afetadas pela lentidão da vacinação da população contra a covid-19.

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MINERAÇÃO

Vale já recebeu mais de R$ 500 mi por geração inexistente de usina soterrada pela lama da Samarco

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O Estado de S.Paulo - SP   08/04/2021

Há mais de cinco anos, a mineradora Vale, sócia majoritária da hidrelétrica Risoleta Neves, que funcionava na região próxima de Mariana (MG), recebe valores mensais pela geração de energia que a usina não entrega desde 2015, simplesmente porque sua estrutura foi soterrada pela lama da barragem da mineradora Samarco - que tem a própria Vale como sócia.

O caso foi parar na Justiça, onde a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tenta travar o pagamento que é feito à Vale. Mesmo sem gerar um único watt com a usina, a empresa já recebeu mais de R$ 500 milhões desde a tragédia da Samarco em Mariana, como se estivesse funcionando normalmente até hoje.

A hidrelétrica Risoleta Neves pertence ao consórcio Candonga, do qual a Vale é dona de 77,5% e a Cemig, de 22,5%. A usina parou de funcionar em novembro de 2015, quando a Samarco protagonizou uma das maiores tragédias ambientais do planeta. A hidrelétrica ficava no caminho da barragem do Fundão, que rompeu e causou a morte de 19 pessoas, com o lançamento de milhares de toneladas de rejeito de minério de ferro sobre a floresta e o Rio Doce. A lama varreu 40 municípios, até chegar ao Atlântico, no litoral do Espírito Santo.

A paralisação total da hidrelétrica levou a Aneel, naturalmente, a pedir a suspensão dos pagamentos para a usina Risoleta Neves, já que esta não poderia gerar mais energia. A Vale, no entanto, não só recorreu do processo administrativo da agência, como entrou na Justiça e conseguiu uma decisão que mantém, até hoje, o pagamento ao consórcio Candonga, para que continue a receber normalmente, por meio de repasses feitos por um mecanismo contábil do setor elétrico que é compartilhado por todas as hidrelétricas do País.

Na prática, todas as usinas pagam as mensalidades para a usina Risoleta Neves, um custo que, depois, é gradativamente repassado aos consumidores de energia do Brasil, por meio da conta de luz. Os dados da Aneel apontam que a situação já gerou um prejuízo direto ao consumidor superior a R$ 100 milhões.

Nesta quarta-feira, 7, o processo está na pauta do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Vale já obteve uma decisão na corte a seu favor, ou seja, a manutenção dos pagamentos para uma usina que não existe mais.

Em outubro do ano passado, o presidente do STJ, ministro Humberto Martins, que é relator do caso, rejeitou um recurso da Aneel e manteve os pagamentos requeridos pela Vale, com a manutenção da hidrelétrica no chamado Mecanismo de Realocação de Energia (MRE). Esse sistema, na realidade, foi criado para reduzir os impactos financeiros causados pelos riscos de escassez de chuvas no País, ou seja, para que usinas que fiquem com pouca água para gerar energia sejam recompensadas pelas demais em melhor situação. Não tem nenhuma relação, portanto, com o caso da hidrelétrica Risoleta Neves, que foi engolida pela lama da Samarco.

Ao acatar o pedido da Vale, Humberto Martins afirmou, em sua decisão de cinco páginas, que “no presente caso, não se verifica a ocorrência de grave lesão”, porque “não se comprovou, de forma inequívoca, em que sentido o risco hidrológico compartilhado entre as empresas causa grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia pública”.

A Aneel recorreu da decisão do ministro Humberto Martins e o caso será analisado agora pela Corte Especial do STJ, composta pelos 15 ministros mais antigos da corte. O primeiro a votar será o próprio Martins, relator do caso, que irá analisar os argumentos da Aneel contra sua decisão anterior. Depois, os demais ministros irão dizer se concordam ou discordam do voto do relator. A Advocacia Geral da União, que representa a Aneel, pediu retirada do caso da pauta virtual, onde o julgamento ocorre sem debates. O receio é de que uma decisão seja tomada sem nenhuma discussão sobre o assunto.

A reportagem questionou a Vale e a Samarco sobre o assunto. O posicionamento da companhia, da qual a Vale é sócia, é que a Samarco não iria comentar.
Indignação

Questionada pela reportagem, a Aneel confirmou que tem procurado “suspender a medida liminar que beneficia indevidamente a hidrelétrica Risoleta Neves, garantindo-lhe receita do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) mesmo sem gerar energia desde o acidente da barragem da Samarco”. Durante esse tempo, afirmou a Aneel, o consórcio Candonga “não tem sido diligente na retomada da operação comercial da usina”.

Ao Estadão, o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, afirmou que há expectativa na agência de que a situação seja revertida e os pagamentos, paralisados. “A Aneel confia na suspensão da liminar pela corte especial do Superior Tribunal de Justiça”, disse.

Em outubro do ano passado, um grupo de 21 hidrelétricas se manifestou no processo que tenta paralisar os pagamentos feitos ao consórcio Candonga. “Ainda que a causa da incapacidade de geração não seja imputável ao Agente (consórcio Candonga), ele não pode receber por uma energia sem efetivamente estar em operação comercial, por longo prazo e em decorrência de razão distinta da mera falta de chuvas”, afirmaram as hidrelétricas, por meio de seus advogados. “Facultou-se absurdamente que o agente impedido de gerar por motivo não hidrológico continue recebendo pela venda de energia e transferindo indevidamente os custos dessa geração para os demais geradores do MRE e para os consumidores finais.”

Em dezembro do ano passado, a Aneel deu prazo de seis meses para a retomada da usina Risoleta Neves, que entrou em um processo de caducidade da concessão. A usina ficava instalada nos municípios de Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce, com capacidade de 140 megawatts. A hidrelétrica, que entrou em operação em 2004 com o nome de usina Candonga, foi rebatizada em 2005, quando passou a se chamar Risoleta Neves, em homenagem a Risoleta Guimarães Tolentino Neves (1917-2003), esposa do ex-presidente Tancredo Neves (1910-1985).

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Executivos de grandes mineradoras apontam soluções para entraves da mineração

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Brasil Mining - SP   08/04/2021

Executivos do setor mineral apresentaram em debate online soluções para entraves que dificultam uma maior atratividade de investimentos e a expansão da atividade no Brasil, e podem representar oportunidades para o setor mineral, conforme apontado em estudo da consultoria EY em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Clique aqui para acessar o trabalho.

As medidas passam por: maior segurança jurídica; expansão da pesquisa geológica para identificar novas jazidas de diferentes minérios; estabilidade regulatória e desburocratização legislativa, de processos técnicos e de normas infralegais; ampliação dos mecanismos e também do acesso a fontes de financiamento para as várias fases do processo de implantação de um empreendimento minerário, desde a fase de pesquisa.

“Não se pode entrar em um jogo que, posteriormente, estará sujeito a mudança de regras”, afirma Flávio Ottoni Penido, diretor-presidente do IBRAM, fazendo uma analogia sobre mudanças inesperadas em legislação, normas infralegais, carga tributária, decisões judiciais, entre outras, que prejudicam o planejamento de longo prazo dos investimentos em mineração industrial.

Segundo Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, a legislação brasileira precisa ser mais receptiva aos investidores de grande porte, como os relacionados ao setor mineral e outros segmentos industriais. Deve permitir mais agilidade aos processos, como o licenciamento ambiental, mas que isso não signifique perder o rigor e os cuidados necessários que cada empreendimento deve demonstrar em relação ao meio ambiente e às pessoas.

Sobre o licenciamento ambiental, Flávio Penido diz que este processo tem ganhado “nova dinâmica”, com menos burocracia e mais ação, citando o exemplo da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, que tem apresentado pareceres de forma mais rápida do que anteriormente, permitindo o desenvolvimento da mineração no estado.

Penido e Brumer representaram o IBRAM no debate, realizado nesta 4ª feira (7 de abril). Também participaram Tito Martins, CEO da Nexa Resources, Wilfred Brujin, CEO da Anglo American. Afonso Sartório, líder de metais e mineração da EY América do Sul, mediou o encontro.

10 top riscos/oportunidades

Os 10 maiores riscos e oportunidades do setor mineral apontado pelo estudo são, pela ordem, segundo Sartório, da EY:

Licença para operar – principal prioridade no mundo e não só no Brasil; Riscos de alto impacto – como covid-19; Produtividade e custos crescentes; Descarbonização e agenda verde; Aspectos geopolíticos impactam agenda comercial e regulatória; Agenda de capital/investimentos; Força de trabalho; Volatilidade de preços no mercado; Transformação digital; Inovação.

O estudo tem como foco os desafios e as oportunidades sociais, ambientais e de governança, com ênfase na gestão de riscos, no desenvolvimento sustentável e na adaptação às mudanças regulatórias do setor, bem como os investimentos em inovação e o desenvolvimento de talentos como agentes impulsionadores da produtividade e da segurança. É uma adaptação do material global produzido pela EY em 2020 e com a participação de 250 executivos. O conteúdo produzido no Brasil traz uma análise qualitativa, obtida a partir de entrevistas com executivos da área.

Aspectos socioambientais se destacam

Os aspectos social e ambiental desempenham papel fundamental para o futuro da mineração no Brasil, destacam EY e IBRAM no estudo. Com a necessidade de conquistar a imagem de fonte responsável e sustentável de minerais no mundo, o setor precisa reconstruir a confiança com as comunidades locais em relação à maneira como opera no país. Para isso, é necessário direcionar suas atenções à gestão de risco e à adaptação às mudanças regulatórias no intuito de atender expectativas, criar um ambiente de oportunidades e gerar valor de longo prazo.

As mineradoras têm agido firmemente para superar os vários desafios à sua expansão, inclusive os aspectos socioambientais apontados no trabalho, diz Flávio Penido. O setor tem mantido uma comunicação cada vez mais objetiva com a sociedade e um relacionamento o mais transparente possível; elevou padrões de gestão com relevância às boas práticas internacionais de ESG (atenção aos aspectos ambiental, social e governança), com ênfase em segurança operacional, sustentabilidade, saúde e segurança – ainda mais em razão da pandemia; investe solidamente em inovação e também na agenda de inclusão e igualdade de gêneros; e conduz ações de modo a promover o desenvolvimento sustentável em parceria com os municípios.

“Nós representamos a mineração organizada, a que recolhe impostos sobre sua atividade, a que demonstra real preocupação e age em prol da maior segurança operacional, a que se relaciona cada vez mais e melhor com as comunidades, e que age para promover o desenvolvimento territorial nas regiões onde está instalada. Onde estamos presentes, somos bem vistos pela sociedade, conforme comprova o estudo EY/IBRAM”, diz Wilson Brumer.

Tito Martins, da Nexa, concorda que as mineradoras são bem vistas nas comunidades próximas, em especial, por gerarem ganhos para toda uma região com a movimentação da atividade econômica e também por participarem da agenda social das comunidades, apoiando as populações em suas demandas, completa Brujin.

Martins defende que as mineradoras precisam aprimorar esta percepção positiva para mais públicos, de modo a facilitar a obtenção da licença para operar nos municípios Brasil afora. É preciso, diz, buscar ganhos de produtividade, usar de racionalização no uso de capital, atrair investimentos de fora, ser criativo em buscar fontes de recursos para financiar os projetos. Estas, segundo ele, são algumas das ações necessárias a serem desenvolvidas.

Brujin, da Anglo American, destaca que as mineradoras estão avançando na agenda positiva em prol das comunidades e do país, como nas ações relacionadas a atenuar os efeitos das mudanças climáticas. Ele cita que sua empresa, por exemplo, planeja virar 2022 com cerca de 100% de energia limpa para atender as demandas de suas operações em Minas Gerais e em Goiás.

Tito Martins vê a questão ambiental como oportunidade de melhorar a percepção das pessoas e abrir frentes de negócios e investimentos ao setor mineral. Ele lembra que há uma exigência mundial de que a sociedade em geral precisa adotar um comportamento mais responsável com o meio ambiente. “Isso é um fator de incentivo ao nosso negócio, como mostra o estudo”, diz. Ele se refere a iniciativas como a geração de energia limpa, que demandam uso intensivo de minérios para o desenvolvimento das tecnologias e equipamentos.

Novas fontes de financiamento

Em sua fala, Wilson Brumer também destacou o esforço do IBRAM em abrir espaço para mais mineradoras, inclusive, médias empresas, serem listadas em bolsa de valores no Brasil, de modo a terem acesso a mais fontes de capital privado e, também, como oportunidade para aprimorarem sua governança, uma exigência de qualificação determinada pelo mercado de capitais. O IBRAM tem atuado em sintonia com as bolsas de valores de Toronto (Canadá) e também com a bolsa brasileira B3 nesse sentido.

Ele também defende a expansão da pesquisa geológica no Brasil, o que é uma medida estratégica para o país planejar seu desenvolvimento socioeconômico com receitas advindas da expansão da mineração sustentável em seu território. Segundo o estudo EY/IBRAM, o Brasil tem destaque como player para diversas commodities como minério de ferro, bauxita, manganês, ouro e cobre, seu verdadeiro potencial mineral ainda necessita de ampla avaliação. Mas apenas 3% do território nacional encontrava-se mapeado, até 2019, na escala 1:50.000, que proporciona um nível de detalhamento adequado. Dessa forma, há ainda um potencial representativo para um crescimento ainda maior.

“O setor de mineração é hoje um dos principais responsáveis por fomentar a inovação tecnológica no território brasileiro, tendo grande parte dos recursos necessários direcionados a projetos com foco em melhoria da eficiência energética e na redução dos impactos ambientais”, explica Afonso Sartório, da EY.

No encerramento, Flávio Penido, do IBRAM, apresentou sinteticamente algumas das principais ações que o Instituto e as mineradoras associadas têm tomado a frente para promover uma ampla transformação em todos os processos produtivos, na segurança operacional, nos patamares de sustentabilidade e no relacionamento com as pessoas.

Entre as várias iniciativas, ele destaca três que são as de maior abrangência: a ‘Carta Compromisso do IBRAM Perante a Sociedade’, que é um documento público para nortear ações das mineradoras em 12 áreas, de modo a elevar o patamar de sustentabilidade das operações: são áreas como segurança operacional, inovação, relação com comunidades, saúde e segurança ocupacional, energia, recursos hídricos, entre outras; o ‘TSM Brasil – Rumo à Mineração Sustentável’, um programa da Associação de Mineração do Canadá, adaptada ao Brasil, em uso em vários países. Será um grande facilitador para o cumprimento das metas do setor da Carta Compromisso; o projeto Desenvolvimento Territorial, um programa em estruturação com instituições parceiras, voltado a organizar e a promover a participação das lideranças municipais e estaduais em projetos geradores de renda e empregos, que venham a reduzir a dependência econômica dos municípios em relação à mineração. A ideia é ter uma agenda de longo prazo, orientada a vetores de desenvolvimento socioeconômico em várias regiões.

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AUTOMOTIVO

Anfavea fala em risco de paradas de produção por falta de componentes

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IstoÉ Dinheiro - SP   08/04/2021

A Anfavea, entidade que representa a indústria nacional de veículos, alertou nesta quarta-feira ao risco de novas paradas das montadoras nas próximas semanas em razão, principalmente, do quadro de escassez global de componentes eletrônicos. Durante apresentação dos resultados do setor em março, Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, disse que a insuficiência de chips usados em sistemas eletrônicos, dado o maior consumo de equipamentos como notebooks e tablets na pandemia combinado à arrancada da produção nas demais indústrias que dependem do insumo, representa um risco maior do que o previsto.

“Existe risco de paradas de produção por falta de componentes, em especial microprocessadores”, comentou o executivo. “Pode afetar o setor nas próximas semanas”, acrescentou.

Na semana passada, a maioria dos fabricantes de veículos suspendeu a produção em razão do agravamento da pandemia.

Segundo balanço apresentado nesta quarta-feira pela Anfavea, o número de montadoras paradas completa ou parcialmente no Brasil caiu, contudo, de 14 (30 fábricas e 65 mil funcionários) para cinco (dez fábricas e 5,5 mil funcionários) desde o início deste mês.

O presidente da associação considerou, contudo, que, em razão do “momento dramático” da crise sanitária, não pode ser descartada a possibilidade de novas paralisações espontâneas causadas pelo risco de contágio.

Apesar das dificuldades, a Anfavea considerou positivo o balanço do mês passado, quando a produção de veículos no País teve alta de 1,7% na comparação com fevereiro.

Moraes observou que, a despeito dos anúncios de paralisações no fim do mês, algumas montadoras mantiveram um grupo menor de trabalhadores para completar a montagem de veículos atrasados pela falta de peças.

Suficiente agora para 16 dias de venda, a direção da Anfavea considera que o estoque nos pátios de concessionárias e fábricas, um total de 101,1 mil veículos, está em situação de equilíbrio, apesar de reclamações das concessionárias sobre a demora na entrega dos automóveis. Desde o fim do ano passado, disse Moraes, a indústria automotiva vem mantendo o nível de estoque ao redor de 100 mil veículos.

Menos

Produção de veículos cresce 2%, mas vendas caem 5,4%, diz Anfavea

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Agência Brasil - DF   08/04/2021

O primeiro trimestre do ano fechou com desempenho negativo nas vendas de autoveículos. As 527,9 mil unidades licenciadas representaram queda de 5,4% sobre o mesmo período de 2020, segundo divulgou nesta quarta-feira (7) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Mas o que mais preocupa a entidade é a retração de 23% em relação ao último trimestre do ano passado, freando a recuperação que vinha desde a metade do ano. Essa queda era geralmente de 15%, segundo a Anfavea.

A comparação entre março deste ano e do ano passado traz um ligeiro crescimento de 15,7%. A Anfavea lembra que o mercado parou quase por completo na metade de março de 2020 em função do início da pandemia da covid-19.

De acordo com o balanço divulgado pela Anfavea, a produção no primeiro trimestre de 2021 registrou 597,8 mil unidades, 197 mil delas em março, melhor mês do ano. Foi um desempenho 2% superior ao do primeiro trimestre de 2020, em grande parte impulsionado pelos resultados de caminhões e comerciais leves. Apesar da paralisação de algumas fábricas na última semana do mês por falta de insumos ou feriados antecipados pelo agravamento da pandemia, várias montadoras conseguiram, num esforço logístico, completar unidades que estavam paradas nos pátios com alguma peça faltando.

Segundo o balanço da Anfavea, o melhor resultado no acumulado do trimestre foi o das exportações, de 95,8 mil unidades, volume 7,6% superior ao dos embarques do início de 2020. O estoque de veículos nas fábricas e nas concessionárias se mantém estável num patamar baixo, de 101,1 mil unidades.

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, comentou que ao contrário de março de 2020, quando a economia sentiu os primeiros efeitos da pandemia, as vendas não despencaram nas duas últimas semanas de março. Além disso, disse Moraes, os vendedores estão utilizando os canais de vendas digitais. "É um resultado aceitável considerando a situação. Aprendemos com a pandemia e estamos usando outras ferramentas de venda".
Empregos

O balanço mostra a relativa estabilidade do nível de empregos diretos – 104,7 mil postos entre as montadoras de autoveículos. Em um ano de pandemia, houve cerca de 2,3 mil perdas de vagas, 2,1% da força de trabalho.
Expectativas

Para o próximo trimestre, as expectativas ainda são preocupantes, aponta o presidente da Anfavea. “Temos três pontos de grande preocupação. Um deles é a situação alarmante da pandemia no país, que só deve se estabilizar a médio prazo com a aceleração da vacinação. O segundo é o conjunto dos fundamentos econômicos, ameaçado não só pela pandemia, mas também pelo excesso de ruídos políticos. Finalmente, temos alguns gargalos na produção, sobretudo de componentes eletrônicos, um problema global sobre o qual não temos controle e que deve perdurar ao longo do ano”.

Para Moraes, o momento é de chamar à responsabilidade de todas as esferas de poder para um esforço de vacinação e para o controle das contas públicas, além do destravamento das pautas reformistas no Congresso Nacional, que podem ajudar a reduzir o Custo Brasil.

Menos

Montadoras brigam com matrizes todo dia para se manter no país, diz Anfavea

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BOL - SP   08/04/2021

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, afirmou ao UOL nesta quarta-feira (7) que executivos das montadoras têm que travar uma "briga diária" para convencer as matrizes a manter investimentos no Brasil.

Espero que a gente não chegue nesse ponto [de haver novos fechamentos de fábricas no Brasil]. O país tem um mercado consumidor muito bom. A gente tem capacidade técnica de entregar produtos tão bons quanto os das nossas matrizes. Por isso temos mais de 60 plantas aqui. A gente briga para manter esse investimento localmente. É uma briga diária.
Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea

Moraes destaca que a crise é mundial, e que a ociosidade das fábricas não ocorre só no Brasil. Mas, segundo ele, na hora de definir os investimentos, as empresas avaliam o ambiente de negócios dos países - e é nesse momento que o Brasil pode sair perdendo.

O Brasil tem o custo [mais alto], a inflação... A gente tem mais dificuldade de defender o investimento. Não é que não vamos defender ou não vamos conseguir, mas temos que gastar mais saliva para convencer que vale a pena fazer investimento no Brasil.
Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea

Ambiente do país assusta multinacionais

Mais cedo, em entrevista coletiva, Moraes criticou a existência de "ruídos políticos inaceitáveis" no país, que prejudicam o ambiente de negócios e criam desconfiança entre os investidores.

Muitas das nossas empresas estão conversando com as matrizes sobre novos investimentos ou sobre como manter os investimentos rodando. É um planejamento de longo prazo, uma discussão permanente. Esse ambiente econômico e político não ajuda, até assusta as matrizes.
Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea
"Estão pensando na eleição de 2022" e não no país

Um dos pontos mais criticados por Moraes é o impasse envolvendo o Orçamento do governo federal para 2021. Aprovado em março, o Orçamento está com despesas obrigatórias subestimadas, o que, segundo o próprio governo, inviabiliza a execução dos gastos.

De acordo com Moraes, os executivos estão "tendo dificuldades em explicar essa confusão aqui no país" para as matrizes.

Tem gente em Brasília que está pensando na eleição de 2022, e não em como fechar o ano, como cuidar das empresas, como cuidar das pessoas.

Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea
Ford deixou o país em janeiro

No início do ano, a Ford anunciou que iria encerrar suas atividades no Brasil. À época, a montadora afirmou que a decisão é parte de um plano para focar em produtos lucrativos, gerando um fluxo sustentável de caixa.

Na semana passada, em entrevista à revista Veja, o ex-CEO da Renault e da Nissan Carlos Ghosn afirmou que vê chances de as duas empresas saírem do país, por serem "mais fracas".
Venda de carros caiu 23% no 1º trimestre

Segundo balanço divulgado pela Anfavea nesta quarta-feira (7), o primeiro trimestre de 2021 teve "desempenho frustrante" nas vendas de veículos. Foram 527,9 mil carros vendidos, número 5,4% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Na comparação com o último trimestre de 2020, a queda foi de 23%.

Segundo a Anfavea, os números apontam que a recuperação do setor, que vinha sendo registrada desde a metade de 2020, desacelerou. Tradicionalmente, segundo a entidade, a queda nas vendas entre o quarto trimestre de um ano e o primeiro trimestre do ano seguinte é de 15%.

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NAVAL

Leilão de terminais portuários prevê R$ 600 milhões no dia 9

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Portos e Navios - SP   08/04/2021

Nesta quarta-feira (7), o Ministério da Infraestrutura abre mais uma rodada de leilões, com total de 28 ativos do Governo Federal que serão repassados à iniciativa privada. Os contratos devem render mais de R$ 10 bilhões em investimentos nos próximos anos, sendo R$ 600 milhões com a concessão de cinco terminais portuários.

Chamada de Infra Week, a série de leilões do setor de logística e transportes será realizada na Bolsa de Valores B3. O primeiro será voltado à concessão de 22 aeroportos à gestão da iniciativa privada. Na quinta, será a vez de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Na sexta, serão leiloados cinco terminais portuários, sendo quatro no Porto de Itaqui (MA) e o outro no Porto de Pelotas (RS).

Esses terminais se somam a outros 20 leiloados desde 2019 e 69 contratos de terminais de uso privado. Nesse setor, já foram contratados R$ 10 bilhões, de acordo com o Ministério da Infraestrutura.

“Os investimentos representam mais do que orçamento anual do próprio Ministério, O setor será uma alavanca para a retomada dos empregos”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Até 2022, serão R$ 260 bilhões contratados em parceria com o setor privado, quase 40 vezes o orçamento do Minfra hoje.

Entre 2019 e 2020 foram celebrados contratos de R$ 44 biilhões em investimentos em 41 ativos e geração de R$ 13,4 bilhões em outorgas. “A outorga não é o objetivo, mas é usada para fazer investimento cruzado em ferrovias, para amortecer riscos em concessões de ferrovias e rodovias”, disse o ministro.

Segundo Freitas, o programa não visa a arrecadação, mas a geração de investimentos. “Pelas metodologias disponíveis do Banco Mundial e do BNDES, temos quantidade grande de empregos diretos, indiretos e gerados pelo efeito renda”, explicou, ao garantir que já foram criados 659 mil postos de trabalho com as privatizações iniciadas em 2019.

A ideia do governo, explica o ministro, é transferir para a iniciativa privada mais de 50 ativos este ano, começando com os 28 previstos na Infra Week, dos quais 22 aeroportos, cinco terminais portuários e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, somando R$ 10 billhões de contratações.

Na sequência, vêm BR-153 Tocantins, BR-163-Pará, Nova Dutra, BR-381-Minas, 262-ES, STS 08 e 08-A no Porto de Santos (dterminais líquidos da Alemoa), privatização dos portos de Santos e Vitória e mais 16 aeroportos. A ideia é contratar, até o final de 2022, mais de R$ 260.

Daniel Sonder, CFO da B3, que organiza o leilão na Bolsa de Valores, comentou que esta semana é uma prova que os projetos de infraestrutura estão avançando com consistência e que os investidores seguem interessados em trazer capital privado para o país. “Nosso compromisso é que cada projeto seja transparente para a sociedade, atrativo para os investidores e bem sucedido para clientes do setor público, seja governo federal, agências reguladoras, estados e municípios”, disse ele.

Mais seis leilões agendados para este semestre, nos setores de infraestrutura urbana, rodovias, saneamento e transmissão de linhas de energia.

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PETROLÍFERO

Petrobrás adia início de operação do FPSO Guanabara, no campo de Mero

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Petro Notícias - SP   08/04/2021

A Covid-19 aprontou mais uma das suas. A Petrobrás anunciou na manhã desta quarta-feira (7) que vai adiar o início de operação do FPSO Guanabara, que será instalado no campo de Mero. A unidade estava prevista para começar suas operações no último trimestre deste ano. Agora, a nova estimativa é que o navio-plataforma inicie sua produção no primeiro trimestre de 2022. De acordo com a petroleira, a mudança no calendário aconteceu em virtude da pandemia.

“O FPSO está em conversão na China e em função do cenário de pandemia da Covid-19 houve atraso nas obras da unidade, com consequente ajuste no cronograma”, explicou a Petrobrás, em nota. Para lembrar, o casco do FPSO Guanabara está sendo construído a partir da conversão do antigo navio petroleiro Luxe. As obras estão sendo realizadas no estaleiro Dalian Shipbuilding Industry Company (DISC).

O navio plataforma terá capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo por dia. O campo de Mero é operado pela Petrobrás (40%) em parceria com a Shell (20%), Total (20%), CNODC (10%), CNOOC (10%) e Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), que exerce papel de gestora desse contrato.

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