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08 de Fevereiro de 2021

SIDERURGIA

Siderúrgicas sobem até 7% com notícia sobre reajuste; na semana, só 6 ações caem

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Exame - SP   08/02/2021

Depois de três quedas semanais seguidas, o Ibovespa fechou esta semana com alta de 4,50%. Nesta sexta-feira, 5, o índice subiu 0,82%, fechando em 120.240 pontos, com a Vale (VALE3) aparecendo como a principal contribuição positiva em pontos. Em variação, as siderúrgicas lideraram os ganhos no pregão, em meio à notícia sobre reajuste de preços.

Na semana, em meio ao bom humor do mercado, somente seis das 81 ações do índice encerraram no campo negativo, puxadas por IRB Brasil (IRBR3), que caiu 4,03% e praticamente devolveu os ganhos da semana passada, quando um grupo de pequenos investidores se reuniram para tentar buscar um efeito semelhante ao que ocorreu com a Game Stop nos Estados Unidos.

Na sequência, apareceram as ações da BR Distribuidora (BRDT3), com queda de 3,35%, em movimento de realização de lucros após ter subido 11,3% na semana passada em meio ao anúncio de Wilson Ferreira Junior como CEO da empresa.

Do lado oposto, a Braskem (BRKM5) encabeçou os ganhos semanais, com alta de 20,40%. A companhia informou no início desta semana que retomou a produção de cloro e soda cáustica em Maceió após ter sido paralisada por dois anos por conta do afundamento do solo em bairros próximos à mina. Os analistas da Guide Investimentos comentaram, na ocasião, que a notícia é positiva, uma vez que exclui a necessidade da companhia de importar soda cáustica, o que vinha reduzindo suas margens.

O segundo melhor lugar ficou com Eneva (ENEV3), com valorização de 17,81%, após a Petrobras confirmar no início desta semana que iniciou a fase de negociação com a Eneva (ENEV3) para potencial venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de produção terrestres, denominado Polo Urucu, localizado na Bacia de Solimões, no estado do Amazonas.

Confira abaixo os principais destaques deste pregão:

Siderúrgicas

As ações das siderúrgicas dispararam até 7% e lideraram os ganhos do Ibovespa nesta sessão. Analistas do mercado apontaram que a alta ocorreu m meio à informação de que as empresas planejam um novo aumento de preços para aços longos em fevereiro, citando um relatório do Credit Suisse, que diz ainda que o reajuste pode chegar a 15%.

Na Bolsa, os papéis de CSN (CSNA3), Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) avançaram 7,36%, 4,36%, 4,41% e 3,77%, respectivamente.

Menos

ECONOMIA

Indústria forte em dezembro

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O Estado de S.Paulo - SP   08/02/2021

A produção industrial de dezembro foi uma surpresa positiva, e bastante forte. Em relação a novembro (todas as comparações nessa base são dessazonalizadas) a alta de 0,9% ficou acima do teto das estimativas do Projeções Broadcast (0,7%), e muito acima da mediana de -0,5%.

Em relação a dezembro de 2019, a alta foi de 8,2%, precisamente no teto do Projeções Broadcast. A projeção mediana era de 5,3%.

A produção industrial, portanto, resistiu bem, em 2020, à redução do auxílio emergencial a partir de setembro, e também à alta da inflação no final do ano, que reduziu a renda real.

O destaque está na indústria de transformação, que cresceu 10,2% ante dezembro de 2019, e 1,5% ante novembro do ano passado. A transformação cresceu nas duas bases de comparação (mesmo mês de 2019 e ante o mês imediatamente anterior) em todos os meses do último trimestre.

Como explica a economista Luana Miranda, especialista em atividade do Ibre-FGV, a indústria da transformação corresponde a 55% da indústria total no PIB, e a cerca de 10% do PIB.

Esse comportamento vigoroso do segmento no último trimestre de 2020, portanto, pode criar um viés de alta para as projeções de crescimento nesse período e no ano passado como um todo.

Mas há ainda informações importantes por vir na próxima semana, as pesquisas mensais do comércio e dos serviços de dezembro, do IBGE.

Como se sabe, os serviços (incluindo o comércio) correspondem a mais de 70% do PIB nas Contas Nacionais. Os resultados das pesquisas do IBGE da semana que vem, portanto – ainda que tenham diferenças metodológicas e de ponderações em relação às Contas Nacionais –, serão decisivos para dar a cara do PIB do último trimestre e de 2020.

Por enquanto, diz Luana, há, com o resultado muito forte da indústria em dezembro, um viés de alta em relação à projeção de crescimento do PIB do Ibre do último trimestre do ano passado, de 1,9% ante o terceiro trimestre (na leitura dessazonalizada), o que levaria o resultado em 2020 a -4,5%.

Esse viés poderia trazer o PIB de 2020 mais para perto de -4%, mas a economista repisa que “se houver surpresa negativa no nos serviços e no comércio na semana que vem, isso pode ser revertido”.

Os serviços e o comércio, aliás, são em tese mais vulneráveis do que a indústria à pancada da segunda onda surpreendentemente forte da Covid-19 desde o final do ano passado.

Uma questão relevante é o que a força da indústria no último trimestre de 2020 diz sobre o setor e a economia como um todo nos primeiros meses de 2021.

A economista do Ibre nota que foi muito intensa a retomada da indústria, assim como a do varejo, após abril e maio, auge do impacto negativo da pandemia na atividade econômica em 2020.

Em setembro, a indústria já havia retomado o nível pré-crise, mas continuou a proporcionar surpresas positivas até dezembro, mesmo com a redução do auxílio e a inflação mais salgada.

Foi uma reação, o que já é bem conhecido, à enorme potência financeira do auxílio emergencial e ao redirecionamento do consumo de serviços (impossibilitado na quarentena) para bens.

Tanto a demanda aquecida quanto problemas na oferta na indústria, estes últimos associados ao fechamento ou redução da produção no início da pandemia, levaram inclusive a gargalos na entrega de insumos, embalagens e produtos finais em 2020.

Os estoques caíram. Luana acrescenta que as sondagens da FGV mostram que os estoques ainda estavam baixos em dezembro e janeiro.

“Em algum momento a indústria vai fazer uma recomposição” ela aponta.

A questão é saber se esse movimento pode acontecer com força no primeiro trimestre, o que seria um fator positivo para o PIB no início do ano (a previsão do Ibre é de queda de 0,5% no primeiro trimestre ante o último de 2020).

Mas é uma questão complicada.

Os empresários, relembra a economista, olham para o estoque mas também miram as perspectivas da demanda à frente. E, no primeiro trimestre, o auxílio não estará apenas reduzido (como no final de 2020), mas extinto. O Congresso pode pôr alguma coisa no lugar, mas provavelmente bem mais modesta e o timing da eventual implantação dificilmente impactará uma parte relevante do primeiro trimestre.

O efeito da inflação sobre a renda real também se transmite para 2021.

Finalmente, as restrições à movimentação pela segunda onda (e o ritmo lento da vacinação) poderiam novamente trazer problemas de oferta na indústria.

E, mesmo que a indústria surpreenda nestes primeiros meses do ano, o setor pode divergir do comércio e dos serviços, mais sensíveis à segunda onda.

Fernando Rocha, sócio e economista-chefe da gestora JGP, no Rio, pensa que a indústria pode manter o bom desempenho no primeiro trimestre, mas depois deve se aproximar de um platô.

Em consonância com Luana, ele vê o comércio e os serviços mais vulneráveis à segunda onda, além do abalo do fim do auxílio emergencial.

Rocha raciocina com o “ritmo basal” da economia brasileira, de crescimento de 1,5% ano, que prevaleceu de 2017 a 2019. A retomada da pandemia foi de fato em “V”, como atestam os números fortes do último trimestre, sendo que o último da lista foi a produção industrial de dezembro.

No início de 2021, entretanto, ele teme uma “barrigada” para baixo do ritmo basal, por causa dos fatores já mencionados do fim do auxílio, segunda onda, vacinação lenta etc.

Nesse contexto, a indústria poderia ser um modesto contraponto a limitar a barrigada.

Tanto Rocha quanto Luana, portanto, veem as melhores chances de 2021 mais para frente no ano, com destaque para o segundo semestre. É o tempo para o fim do auxílio ser digerido e a vacinação estar mais adiantada, com impactos efetivos na pandemia.

Há até alguns fatores positivos adicionais, nota a economista do Ibre, como o processo adiantado de vacinação nos países desenvolvidos (que pode ser positivo para a demanda global e as exportações brasileiras) e a alta das commodities.

A coluna acrescentaria o impulso fiscal de Biden nos Estados Unidos e a provisão ampla de estímulo e liquidez que se mantém como a orientação básica dos grandes bancos centrais.

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Balança de pagamentos não explica dólar alto

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O Estado de S.Paulo - SP   08/02/2021

Segundo o Banco Central, o Brasil obteve em 2020 uma grande melhora do saldo da balança de transações correntes, em meio à pandemia. O déficit saiu de US$ 50,7 bilhões para um saldo (ainda deficitário) de apenas US$ 12,5 bilhões, ficando abaixo de 1% do PIB. Isso foi possível por conta da melhora do saldo da balança comercial e redução do déficit na balança de serviços.

As nossas exportações de bens caíram 6,71% em 2020, em relação à 2019, mas as nossas importações caíram ainda mais, 9,66%. Dessa forma a Balança Comercial (exportações menos importações de bens) ficou com um superávit de US$ 43,2 bilhões em 2020, contra um superávit de US$ 40,5 bilhões um ano depois. Apesar desse crescimento, tanto as exportações como importações caíram.

No curto prazo (um ano pode ser considerado curto prazo), as exportações crescem em função da demanda externa e as importações refletem a demanda interna. A nossa pauta de exportações é dominada por commodities agrícolas e minerais, esses bens costumam ser inelásticos, ou seja, dada uma queda de 1% da renda a demanda por esses produtos tendem a cair menos do que isso. Em outras palavras são bens básicos. Nessa pandemia mesmo você que teve uma forte queda da renda, digamos que ficou desempregado e ficou com a renda de emergencial do governo, você reduziu os gastos com alimentação, mas menos do que costumava gastar com supérfluos. Assim, por exportar bens inelásticos (básicos), a demanda por esses produtos caiu menos. Além disso, o nosso principal cliente, a China, foi um dos poucos países do mundo que teve crescimento econômico positivo em 2020. Desta forma, as nossas exportações caíram relativamente pouco, 6,71%, saindo de US$ 225,8 bilhões para US$ 210,7 bilhões em 2020.

Já as importações, que em geral é formada por bens elásticos (que varia percentualmente mais do que a demanda) caíram mais do que a nossa economia (que determina a demanda por bens importados). Além disso, a nossa economia teve um desempenho pior do que os nossos principais clientes, fazendo com que as importações caíssem 9,66%, apresentando um saldo de US$ 185,3 bilhões em 2019 e chegando a US$ 167,4 bilhões em 2020.

Geralmente, a balança de serviços é deficitária, em 2020 não foi diferente, porém seu saldo ficou 43,18% menor. Com a pandemia, houve menos comércio e viagens internacionais., então, os brasileiros acabaram gastando menos no exterior. As empresas multinacionais estrangeiras no Brasil tiveram menos lucro por conta da pandemia e, assim, remeteram um valor menor para as suas matrizes, melhorando o saldo de transações correntes.

Com toda essa aparente calmaria, o real foi uma das moedas que mais se desvalorizaram no mundo. O dólar se valorizou em 29% (de R? 4,03/US$ em 31 de dezembro de 2019, para R$ 5,20/US$ um ano depois) no ano passado, estando longe de ter uma crise de balança de pagamentos. O que podemos apontar até esse momento é que esse aumento do dólar está ligado à percepção de risco pelos investidores e da falta de definição de quais políticas econômicas o governo vai trilhar e efetivamente aprovar. Privatização? Os últimos sinais são fortemente contrários, apesar de se continuar com um discurso favorável. Reformas econômicas? Agora que os novos presidentes da Câmara e do Senado já estão definidos, não há mais tempo para esperar, nem desculpas.

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A difícil mobilização da produção da indústria

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O Estado de S.Paulo - SP   08/02/2021

Em dezembro, a produção industrial cresceu 0,9% ante novembro, atingindo um nível 8,2% maior que o do último mês de 2019.

Estes números são favoráveis e muito bem-vindos. Entretanto, não escondem o enfraquecimento sistemático do setor, que mostrou uma queda acumulada de 4,5% no ano passado, continuando uma tendência que vem desde o início da década passada.

Embora o auxílio emergencial tenha resultado num forte crescimento da demanda de bens industriais desde junho passado, a mobilização da oferta segue difícil e incompleta.

Mesmo oito meses depois, muitos produtos finais são vendidos, mas não entregues, por falta de partes, peças e componentes. Os casos mais emblemáticos são automóveis e motocicletas: estima-se que mais de 200 mil veículos e 150 mil motocicletas ainda estão por ser entregues. Naturalmente, os estoques do sistema estão reduzidos a níveis críticos.

Inúmeros pedidos novos são apenas aceitos para um distante futuro e generalizou-se um processo de elevações muito substanciais de custos e preços, já a partir das matérias-primas básicas, químicas, metálicas, etc. Nos últimos meses, o preço do aço subiu 60% (e tem mais ajustes em fevereiro), da mesma forma que as resinas plásticas básicas (63%). Caixas de papelão, frascos de vidro, inúmeros produtos para construção civil e peças e componentes para o setor automotivo também têm dificuldades de suprimento e pressão de preços.

Em todos os setores observa-se uma única decisão: ao invés de olhar a participação no mercado, as empresas buscam elevar suas margens e a sua geração de caixa.

Ainda veremos quanto essas pressões impactarão na inflação deste ano.

A dificuldade de mobilização da produção tem inúmeras causas e a primeira é o desligamento de fornos e outros grandes equipamentos no início da pandemia. Isso foi uma resposta ao esperado colapso da demanda decorrente do fechamento de fábricas e de escritórios, levando as pessoas a ficarem em casa. Quando em junho a demanda cresceu abruptamente, por conta do coronavoucher, as empresas tiveram de correr para religar equipamentos e tentar cobrir o atraso da oferta, que em muitos casos ainda persiste.

Mas não foi só isso: em empresas nas quais a fragilidade financeira se elevou, tem havido muita dificuldade para atender novos pedidos por falta de capital de giro, afetando a montagem de produtos finais.

O mais recente relatório CEMEC-FIPE (sem Vale, Petro e Eletro) mostrou que, ao longo de 2020, voltou a aumentar a proporção de empresas cuja geração de caixa (EBTIDA) não consegue sequer pagar os juros da dívida. Depois de atingir 45% das companhias, no auge da recessão de 2015, esse número caiu penosamente para 24% no final de 2019, tendo se elevado de novo para 32% em junho do ano passado. Nesta data 13% das empresas tinham EBTIDA negativo!

Finalmente, a difícil mobilização da oferta também atingiu as importações. Assim como no caso doméstico, muitos pedidos foram cancelados em março e abril e os embarques suspensos. Quando tentou-se retomar o segundo semestre, outros países também haviam voltado às compras, levando a escassez de navios, contêineres e elevação extraordinária dos fretes.

Como notícia ruim vem sempre em cachos, o dólar ficou bem acima de R$ 5,00, repetindo o ocorrido com a produção doméstica: faltam certos produtos e os custos dispararam.

Tudo isso levou à situação atual.

Como a economia vai desacelerar nesse início de ano, lentamente a situação tenderá a se equilibrar. Mas o que isso significa?

Como comentei em meu último artigo nesse espaço (“A vacina comanda o cenário”), retornaremos à “normalidade” de uma forte segunda onda da pandemia, da lentidão da vacinação, da crescente importância do Centrão na economia (com sua filosofia reformista, liberal, privatista e a favor do equilíbrio fiscal, como se sabe...) e de um crescimento medíocre.

O PIB seguirá estagnado e a indústria continuará a enfraquecer. Não é, pois, surpresa que volte a esquentar o debate sobre o futuro do setor.

Nesse sentido, eu e João Fernando de Oliveira estamos organizando um debate no Insper, para o início de abril, com o tema “Existe futuro para a indústria?”.

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Índice que mede inovação da indústria volta a patamar de janeiro de 2003

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O Estado de S.Paulo - SP   08/02/2021

Desde 2003, a indústria não demonstrava tanto desestímulo em lançar produtos no mês de janeiro como neste ano. Houve queda de 18,7% na intenção de lançamentos, na comparação com dezembro de 2020. Como em janeiro esse movimento é tradicional, o número foi dessazonalizado. Ou seja, essa é a queda real, descontado o efeito que já costuma se observar neste mês. A conta é do Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial, da Associação Brasileira de Automação.
Tendência de inovação vinha sendo de alta

Segundo a gerente de pesquisa e desenvolvimento da instituição, Marina Pereira, a série histórica do índice começou em 2002 e, de lá para cá, o alcance da medição cresceu e a tendência de inovação era de alta. Em 2020, porém, a confiança da indústria caiu: no ano, a intenção de lançamentos recuou 9,4%, sendo que novembro e dezembro foram meses melhores. Para Marina, a consequência da falta de confiança é o menor investimento nos parques industriais.

No último mês, o setor mais estagnado foi o de alimentos. Comparado a janeiro de 2020, o índice todo retraiu 10,3%. Já no acumulado de 12 meses, a queda é de 8,4%. O índice é medido pelo registro de novos códigos de barras para produtos da indústria de transformação – alimentos, bebidas, têxtil, joalheria, brinquedos, instrumentos musicais e outros.

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Balança desigual

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Correio Braziliense - DF   08/02/2021

Para o senador federal e coordenador da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público, Paulo Paim (PT/RS), a legislação atual é uma balança desigual. “Quando as empresas aderiram ao trabalho home office, deixaram de ter gastos com luz, água e até aluguel”, comenta.

“Tudo resultou em um ganho para o empreendedor, e eu não tenho nada contra isso. O que eu tenho contra é que o empregado não tem direito a nada”, pontua. “É uma espécie de escravidão moderna, porque o camarada não tem direito a nada, a não ser trabalhar e receber as horas trabalhadas”, critica.

Paulo Paim afirma que legislações que preveem apenas acordos individuais possibilitam mais poder de decisão a quem define o destino do colaborador. “O problema é que os acordos dão toda força para quem pode empregar e desempregar”, conta.

“Ou seja, se o empregado propor algo que o empregador não queira, não tem o que fazer, a não ser trabalhar sem direitos ou ficar sem emprego”, observa. A afirmação é confirmada por dados obtidos pelo Instituto DataSenado em outubro de 2020.

Mesmo com a Medida Provisória nº 927/20, que permitia ao empregador custear materiais para o empregado, em vigor na época da implantação do home office, a maioria dos trabalhadores saiu no prejuízo.

Dos 14 milhões de brasileiros em teletrabalho por estimativa do instituto, 68% não receberam auxílio da empresa em que trabalham para se adaptarem à nova rotina. Além disso, 19% tiveram redução de salário e 24% perderam algum benefício que era pago no estilo presencial.

Sem brechas

Agora, a preocupação de quem luta pelos direitos dos trabalhadores é garantir uma base sólida para quem permanecer no estilo de trabalho remoto mesmo após a vacina. Esse é o objetivo do senador federal Fabiano Contarato (Rede/ES), autor do Projeto de Lei (PL) nº 3.512/20, que obriga o empregador a fornecer e manter a infraestrutura necessária para o teletrabalho.

“A legislação trabalhista deve se adequar à realidade e considerar os seus problemas. A pandemia mudou a forma de trabalho de milhões de brasileiros, uma mudança que, provavelmente, não será revertida, mesmo com a superação da covid-19”, percebe. “Por isso, uma reforma da CLT é necessária para garantir a devida proteção aos trabalhadores que aderiram, por opção ou obrigação, ao teletrabalho”, propõe.

Garantias

Outro ponto que deve estar em uma futura legislação aprovada pelo Congresso Nacional é o de direitos básicos. O senador Paulo Paim alerta que um novo modo de trabalho deve ser respaldado com todos os direitos trabalhistas.

“É preciso definir limite de carga horária, tem que colocar no papel como será a Previdência desse trabalhador. Também tem que saber como esse trabalho será veiculado. Ele terá direito a seguro-desemprego? Se sim, quem paga e como paga? São questões a se pensar”, lista Paim.

Os parlamentares afirmam trabalhar pela regulamentação do home office, mas não sabem quando os projetos poderão ser votados. “Com a evolução do próprio regime de trabalho remoto do Senado Federal, esperamos que as comissões da Casa voltem a funcionar plenamente em breve, o que acelerará a tramitação de matérias importantes como essa”, torce Fabiano Contarato.

“Entendemos que esse projeto é essencial para o momento em que vivemos e que desempenhará uma função importante na resolução de disputas entre trabalhadores e empresas. Seguiremos trabalhando para que seja apreciado o mais rápido possível”, garante.

“Eu pretendo fazer discussões, ouvir toda a sociedade e quem está envolvido no assunto. Você vê que muitos querem trabalhar em casa, mas precisam estar firmados em direitos. É para isso que vamos trabalhar”, complementa Paim.

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Economia do estado do Rio deve crescer 2,85% em 2021, aponta estudo

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Globo Online - RJ   08/02/2021

Veja esse estudo feito por especialistas da Pós-Gradução em Economia Regional e Desenvolvimento da UFRRJ. Segundo os dados, o estado do Rio deve registrar uma recuperação econômica com um crescimento do PIB estadual de 2,85% se comparado a 2020. A conta tem base um cenário que estão contemplados as ações de imunização e o retorno gradual das atividades econômicas do estado. A previsão de crescimento da economia brasileira, segundo o boletim focus, do Banco Central, é de 3,46%.
O setor de comércio e serviços, que foi bastante afetado pela pandemia, será o motor da retomada esperada do PIB estadual. O setor será responsável por 2,23%, bem a frente da participação da indústria, que deverá contribuir com 0,61%, e da agricultura e pecuária (0,02%), que juntas terão uma participação reduzida de 0,63%.
Esse crescimento previsto para o Estado não irá zerar, contudo, as perdas registradas em 2020. Ainda segundo o estudo, o Rio deve registrar uma retração de sua economia da ordem de 4,59%. O dado oficial será anunciado em breve.

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MINERAÇÃO

Acordo de Brumadinho ajuda Vale a ‘virar página’, mas marcas de tragédias seguirão presentes

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O Estado de S.Paulo - SP   08/02/2021

“Virada de página” foi uma expressão recorrente nas análises do mercado financeiro sobre o acordo de R$ 37,7 bilhões fechado ontem, pela Vale com o Estado de Minas Gerais e outras autoridades no caso Brumadinho. De maneira geral, o acerto foi bem recebido, porque elimina incertezas, gera segurança jurídica e abre caminho para amenizar o desconto dado às ações da Vale em relação às das concorrentes australianas Rio Tinto e BHP Billiton.

Para o BTG Pactual, mais importante que os números do acordo é seu efeito de virar a página do desastre com a barragem. O analista Daniel Sasson do Itaú BBA diz que a Vale deixa para trás as principais incertezas relativas às reparações e seu impacto financeiro. “A Vale atingiu o objetivo de ter uma maior segurança jurídica, pois o acordo feito realmente incorpora eventuais ações legais que a empresa poderia sofrer”, afirma.
Para analistas de mercado, é possível agora projetar melhor números da Vale

O Credit Suisse resumiu o efeito como “tirar um peso adicional dos papéis da empresa”. Henrique Esteter, da Guide Investimentos, diz que os dados de produção e o acordo permitem projetar com mais segurança o futuro da Vale. A Guide prevê que a Vale tenha um ano de forte geração de caixa e remunere seu investidor com yield de aproximadamente 10%, acima da média.

Maior acordo judicial já realizado na história do País, o acerto de R$ 37,7 bilhões ficou cerca de 30% abaixo dos R$ 54,7 bilhões pedidos pelo Estado, Ministério Público (estadual e federal) e Defensoria na ação civil pública de reparação de danos encerrada após quatro meses de negociações. Por outro lado, superaram a estimativa da Vale, que previa um custo total de reparação de R$ 29,6 bilhões.

Na prática, a Vale conseguiu a liberação imediata de R$ 5,4 bilhões em depósitos judiciais de garantias, e, portanto, o provisionamento adicional relativo à tragédia será de R$ 14,4 bilhões – algo próximo de US$ 2,7 bilhões, equivalentes a 3% do valor de mercado da companhia. Para uma multinacional do porte da brasileira, o valor não chega a doer no bolso. Apenas nos nove primeiros meses de 2020 a mineradora acumulou lucro de R$ 27,4 bilhões.
Impacto no pagamento de dividendos deve ser neutro

Os analistas também enxergaram o acordo como favorável (ou ao menos neutro) ao pagamento de dividendos. A XP calcula que o impacto adicional de R$ 19,8 bilhões a ser reconhecido no exercício de 2020 não deve afetar o pagamento, reduzindo talvez o rendimento dos proventos mínimos de 9% para 7,5%. A equipe do Bradesco BBI diz que a Vale tem espaço em seu balanço para pagar dividendos extraordinários. A estimativa da casa é de pagamento de US$ 9 bilhões em proventos.

A notícia do acordo se soma à recepção positiva ao relatório de produção de 2020, divulgado na quarta pela mineradora. Apesar da pandemia, a Vale conseguiu fechar o ano produzindo pouco mais de 300 milhões de toneladas de minério de ferro, volume 0,5% inferior ao de 2019, mas dentro de suas projeções. Entre os analistas do setor, o destaque foi para as vendas 5% acima da produção no quarto trimestre, reforçando a estratégia de normalizar estoques e possibilitar uma maior aderência entre vendas e produção.
Tragédia de Brumadinho deverá ter impacto nos próximos anos

Do ponto de vista operacional e de imagem, entretanto, a tragédia que deixou 272 mortos em Brumadinho ainda deverá reverberar sobre a Vale nos próximos anos, ainda que em menor escala. A mineradora reafirmou no relatório de produção a meta de chegar às 400 milhões de toneladas em 2022. O volume, entretanto, deveria ter sido alcançado em 2019 e foi adiado pelo desastre.

O plano de retomada de capacidades apresentado no relatório de produção da Vale é a prova de que a empresa ainda terá de lidar com as consequências de Brumadinho por bastante tempo. Ele envolve adequações de barragens e a recuperação de produção gradual, principalmente nos Sistemas Sul e Sudeste, onde a Vale teve operações paralisadas após o desastre.

O Bradesco BBI avaliou que o acordo libera um gatilho para atrair para a Vale investidores internacionais, mais preocupados com a agenda ESG (ambiental, social e de governança). Na manhã de ontem, entretanto, circularam em portais e na TV imagens de protestos dos atingidos pelo rompimento da barragem contra o acordo, na frente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas) diz que não houve apoio das assessorias técnicas independentes na realização do acordo. As famílias afetadas reclamam da falta de participação e de acesso aos documentos.

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Minério de ferro sobe na China com otimismo sobre demanda pós-Ano Novo Lunar

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BOL - SP   08/02/2021

Os contratos futuros do minério de ferro da China saltaram para máximas de uma semana nesta sexta-feira, impulsionados pelas expectativas de melhora na demanda pela matéria-prima do aço após o feriado do Ano Novo Lunar.

O minério de ferro na Bolsa de Commodities de Dalian da China encerrou as negociações em alta de 4,2%, a 1.004,50 iuanes (155,16 dólares) a tonelada, depois de atingir máxima em uma semana de 1.017 iuanes.

Ele ganhou 1,4% nesta semana, após três perdas semanais consecutivas.

O minério de ferro spot atingiu 157 dólares a tonelada na sexta-feira, estável ante a véspera, mostraram dados da consultoria SteelHome.

Os mercados de minério de ferro asiáticos devem ficar calmos nas próximas duas semanas, com traders provavelmente fora dos negócios por conta do Ano Novo Lunar, em 11 de fevereiro.

Após o feriado, disse Atilla Widnell, diretor da Navigate Commodities em Cingapura, os principais indicadores serão o ritmo no qual os armazéns reabastecem o aço e a recuperação das taxas de utilização da capacidade do alto-forno.

Além disso, as chegadas mais lentas de minério de ferro brasileiro e australiano devem apoiar os preços, disse ele.

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Programa da Vale e do MIT dará bolsa para profissional buscar soluções inovadoras

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IstoÉ Dinheiro - SP   08/02/2021

Um programa lançado pela Vale vai recrutar 30 profissionais para buscar soluções inovadoras e sustentáveis para a companhia e o setor de mineração. Batizado de MINE (Mining Innovation for a New Environment) 2.0, ele é uma parceria com MIT Professional Education e MIT Environmental Solutions Initiative – braços do Massachusetts Institute of Technology -, Senai Cimatec e a consultoria The Bakery.

Durante nove meses, de abril a dezembro, os participantes vão desenvolver soluções para resolver dez desafios reais da empresa nos temas de descarbonização, economia circular, e saúde e segurança. Os temas foram escolhidos por sua importância estratégica para a Vale, que tem a ambição de ser reconhecida como referência em segurança e líder na mineração de baixo carbono.

A Vale é responsável pela seleção dos desafios, a mentoria e acompanhamento técnico das soluções propostas, a abertura de suas operações para a colaboração de participantes externos e o financiamento das bolsas de estudo.

Os professores e pesquisadores do MIT desenharam e desenvolveram o conteúdo do programa. O Senai Cimatec apoiará e oferecerá tutoria aos participantes e a The Bakery será responsável por acelerar os desafios.

Essa é a segunda edição do MINE 2.0, realizado pela primeira vez em 2019. Os candidatos à bolsa de dedicação exclusiva deverão ter conhecimento técnico na área do desafio, inglês fluente e curso superior completo.

As soluções que se mostrarem viáveis podem vir a ser implantadas nas operações da Vale. As inscrições foram abertas na página vale.com/mine.

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Estrangeiros avançam na Vale e já são donos de 55% das ações da mineradora

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O Estado de S.Paulo - SP   08/02/2021

Perto de completar 24 anos de privatização, a Vale caminha para encerrar 2021 com menos presença do setor público entre seus sócios. O movimento é puxado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vendeu mais de R$ 10 bilhões em ações da mineradora em 2020 e poderá, em breve, se despedir da companhia. O mercado espera que a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, também venda parte de sua fatia. A mudança do perfil acionário da Vale ocorre após o fim do acordo de acionistas da empresa e abre espaço para fundos de investimento estrangeiros avançarem na mineradora, que tem o maior valor de mercado da Bolsa brasileira: R$ 471 bilhões.

O apetite internacional tem sido grande, em especial após a companhia ter conseguido mitigar riscos relacionados à tragédia de Brumadinho (MG). O fundo americano Capital Group, que tem US$ 2,1 trilhões sob gestão, é o principal exemplo. A gestora tem avançado sobre o capital da Vale e já se aproxima dos 15%, apurou o Estadão. Um dos analistas do fundo é o brasileiro Bruno Rodrigues, que já trabalhou na companhia.

Com o crescimento rápido do Capital Group na Vale, a expectativa é de que o fundo indique, já na próxima assembleia, dois conselheiros, segundo fonte próxima ao tema. Outro gigante, o BlackRock, já tem 5,2% da mineradora, enquanto a Mitsui detém 5%. Consideradas participações menores, a empresa tem 55% de estrangeiros em seu capital social.

O Capital Group tem espaço para crescer e atingir até 25% do capital sem barreiras. A partir desse ponto, o estatuto da Vale, reformado em 2017, define a realização de oferta pública para adquirir a totalidade dos papéis – prática comum em empresas de capital pulverizado para evitar concentração de poder.
De saída

Aos poucos, mais papéis da Vale serão ofertados ao mercado. O BNDES prepara a venda, neste ano, de mais R$ 10 bilhões em ações para zerar a posição na mineradora. O banco tem mais R$ 6 bilhões em debêntures participativas nos direitos minerais da empresa, venda que está próxima de ser realizada.

Esses títulos, que foram originados na privatização, podem ser vendidos ainda na primeira metade de 2021. Na oferta desses papéis, a União poderá pegar carona e também fazer sua venda, embolsando alguns bilhões de reais em um momento de dificuldade, segundo fontes.

Também se espera que os fundos de pensão façam uma venda parcial de suas ações na mineradora. Por meio da Litela, holding que concentra participação de Previ, Funcef (funcionários da Caixa) e Petros (da Petrobrás), conforme informações no site da Vale, os fundos de pensão possuem 9,8% das ações da mineradora.

Se a escolha for de vender ações da Vale, o momento é oportuno, com a ação da companhia na sua máxima histórica. Apenas em 2020, o papel da mineradora fechou com alta de 74%, na esteira do preço do minério de ferro, seu produto carro-chefe, acima de US$ 160 a tonelada na China.

O analista de siderurgia e mineração da Eleven Financial, Tasso Vasconcellos, afirma que a Vale tende a se beneficiar da sua nova estrutura de governança e que, à medida que os entes de governo deixam o negócio, caem os riscos de ingerência política na mineradora.

O atual conselho de administração da Vale ainda reflete o poder estatal na mineradora. O colegiado deverá ser alterado em abril, na próxima assembleia de acionistas. Hoje, a União ainda tem a chamada “golden share”, papel criado na privatização, que dá poder de veto em alguns temas, como vendas de determinados ativos.

Procurados, Vale, Capital Group, Previ não comentaram. O Ministério da Economia afirmou que as debêntures participativas de emissão da Vale foram incluídas no Plano Nacional de Desestatização (PND). O BNDES é o responsável pela execução e pelo acompanhamento dos atos necessários à alienação dessas debêntures.

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Vale propõe adoção de ‘voto negativo’ para eleição de conselho

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IstoÉ Online - SP   08/02/2021

A Vale levará à Assembleia Geral Extraordinária (AGE), no dia 1º de março, uma proposta que altera em seu estatuto o processo de eleição de seu conselho de administração. A ideia é trocar o modelo de chapa para o de voto individual em candidatos apresentados em uma lista. Serão eleitos aqueles com maior número de votos favoráveis, desde que superiores ao total de votos contrários. Em caso de empate, vence o candidato que tiver recebido menos votos negativos, ou o mais idoso.

Aprovada por maioria em reunião do conselho de administração do dia 28 de janeiro, a proposta de voto negativo recebeu manifestação contrária registrada em ata por dois conselheiros independentes da Vale: Marcelo Gasparino e Isabella Saboya.

O conselheiro Marcelo Gasparino afirmou que “votar contrário em eleição de administrador corresponde a anular o voto” e frisou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já decidiu que não há possibilidade de cômputo de votos contrários na eleição de administradores em um caso envolvendo eleição para o conselho da Usiminas. Para Gasparino, a regra vai contra os minoritários ao permitir que um acionista (ou alguns acionistas) utilizem da sua base de ações para eleger seus candidatos e, ao mesmo tempo, para rejeitar outros.

A conselheira independente Isabella Saboya afirmou que “apoia integralmente a proposta de que a eleição do conselho se dê pelo método de lista e não de chapa”, mas que não concorda em condicionar a eleição ao número de votos favoráveis ser superior ao de votos contra. Segundo ela, a metodologia é inédita no Brasil e “não parece em linha com as melhores práticas de governança corporativa”. A prática internacional predominante é computar apenas os votos favoráveis.

O receio registrado pela conselheira em ata é que, por ter se tornado recentemente uma empresa de capital pulverizado (corporation, no jargão do mercado) e ainda manter claramente acionistas de referência, “com participação acionária relevante que até recentemente votavam sempre de comum acordo”, esse grupo possa impor um veto à eleição de um candidato alternativo que não se encaixe no perfil esperado. A avaliação é que ao adotar o voto negativo, a Vale transmita uma mensagem oposta em relação ao caminho para ser uma “true corporation”.

A Vale tem hoje como principais acionistas Litela (formada por fundos de pensão estatais, com 9,8%), Bradespar (5,6%), Mitsui (5,4%), BlackRock (5,2%), Capital World (5,1%) e Capital Research (5,6%).

Na defesa da proposta, a Vale afirma que a eleição individual é indicada por empresas de proxy de votos como ISS e Glass Lewis e que o modelo de chapa dificulta a indicação de candidatos por diferentes acionistas. A lista será apresentada pelo Comitê de Nomeação da Vale cinco dias antes da AGE, mas os acionistas podem apresentar um ou mais candidatos, desde que sejam titulares de 0,5% do capital social. A proposta de alteração teve como assessores nomes de peso do direito societário: os advogados Paulo Aragão (BMA) e Nelson Eizirik (Eizirik Advogados).

Além da mudança no método de eleição, a AGE deverá votar outros pontos como a flexibilização do número de membros do board. A proposta é que ele possa ser composto por um mínimo de 11 e máximo de 13 membros, sendo um deles o presidente do conselho e outro o vice-presidente. Hoje o número é fixo em 13 assentos.

Além disso, há uma previsão de que o número de conselheiros independentes saia de dois (ou 20%, o que for maior) para um total de sete. O conselho de administração sugere que se defina o conceito de independente, levando em conta o regulamento do Novo Mercado, que o indicado não detenha participação direta ou indireta superior a 5% do capital social da companhia ou vínculo formal declarado com qualquer acionista que detenha.

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Os personagens Pink ou Cérebro e os planos do governo para mineração

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O Estado de S.Paulo - SP   08/02/2021

O leitor deve se lembrar dos personagens Pink e Cérebro que, no desenho, diariamente faziam planos sem fundamento para tentar dominar o mundo. Ao ler o Programa Mineração e Desenvolvimento-PMD, publicado pelo Governo Federal, fiquei com a impressão de que os personagens ganharam vida, e ministérios. O programa integra 10 planos e 110 metas para cumprimento no período 2020/23, e objetiva o crescimento quantitativo e qualitativo da mineração.

Apesar do número elevado de metas, não existe no documento indicação das fontes orçamentárias, valores que serão aplicados, quem irá executar tais funções e quais serão os indicadores para avaliar o cumprimento de cada item, ou seja, o programa do governo é apenas uma lista de desejo. Tomara que pelo menos, tenham enviado a lista para o Papei Noel, quem sabe o bom velhinho traga no saco de Natal algumas destas metas.

O setor mineral contribui com cerca 2,4% do PIB do Brasil, porém pode alcançar uma participação ainda maior se as medidas adequadas forem tomadas para assegurar os investimentos necessários em órgãos fundamentais como o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Agência Nacional de Mineração (ANM) e Centro de Tecnologia Mineral (CTEM).

Dinheiro existe, somente com a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), em 2020, foram arrecadados mais de 6 bilhões, deste total, 12% ficaram para união, 23% para os estados e 65% para os municípios. Ou seja, o Governo Federal recebeu apenas desta compensação um valor superior a 720 milhões. Esse recurso deveria ser usado para estruturar a ANM, ampliar o conhecimento sobre a geologia da país por meio de pesquisa da CPRM e avançar em relação as tecnologias minerais, com o fortalecimento do CTEM.

Mas mesmo após a tragédia que ocorreu em Brumadinho, que completou 2 anos no último 25/01, não foram tomadas medidas essenciais para reestruturação da agência responsável pela fiscalização do setor, como por exemplo, a contratação de pessoal para realizar a fiscalização de barragens e a análise de processos. Recentemente foi publicado um edital para contratação de pessoal provisório, porém, o setor mineral precisa de medidas definitivas. O último concurso da ANM ocorreu em 2010, e desde então o número de funcionários apenas reduziu. Para o leitor ter uma ideia da dimensão do problema, o número de fiscais responsáveis por analisar as barragens é menor que o número de assessores de apenas um parlamentar no congresso nacional. A realização de um concurso amplo para os diversos setores da agência é uma necessidade urgente do país.

Da mesma forma, a CPRM, que possui um papel fundamental no país para avançar no conhecimento geológico, geotécnico, análise de áreas de risco entre muitas outras funções, também já está há muitos anos sem concursos e carece de ampliação de recursos para continuar os trabalhos de pesquisa, que são fundamentais para prefeituras, estados, universidades e empreendedores. Uma informação detalhada sobre o meio físico, contribui para boa aplicação de recursos e fomenta o desenvolvimento social e econômico, além de contribuir para preservação ambiental.

O governo federal precisa tratar com seriedade o setor mineral e realizar com celeridade as medidas de gestão necessárias. Precisamos sim de um programa, mas que seja algo fundamentado, com previsão orçamentária, com estruturação dos órgãos, com metas e indicadores claros. Somente no mundo encantado que os problemas se resolvem com mágica. No mundo real, é preciso muito trabalho, organização e seriedade. As políticas públicas não podem ser feitas de forma amadoras, se não o custo para sociedade é alto.

Por que a gasolina que você compra é tão cara?

Em 1969, quando foi descoberta no mar do Norte, na Noruega, uma grande reserva de petróleo, uma das primeiras medidas realizadas foi a criação de uma estatal para explorar este importante recurso natural. Os lucros obtidos com esse recurso natural foram importantes para que o país hoje tenha o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo. Enquanto isso, no Brasil, entre 1973 e 1979 os feitos da crise do petróleo afetaram o desenvolvimento nacional, uma vez que o país importava cerca de 70% do petróleo consumido.

A Petrobras foi criada em 1953, pelo Governo Getúlio Vargas, porém descobrir petróleo no Brasil não foi uma tarefa fácil. As grandes reservas nacionais foram descobertas nas rochas que estão embaixo do mar, como é o caso da famosa Bacia de Campos e, mais recentemente, no pré-sal, que são rochas que estão muito abaixo do fundo do oceano. Explorar o petróleo nestes locais exigiu da Petrobras o desenvolvimento de novas tecnologias, e a empresa conseguiu realizar a função com brilhantismo.

Há mais de uma década, o Brasil possui autonomia na produção de petróleo, ou seja, nossa produção de petróleo é superior ao consumo. Desde a descoberta do pré-sal a realidade do país no setor mudou de forma radical, no ano de 2006 o país produzia em média 1,72 milhões de barris por dia, deste total exportava 0,36 milhões e importava 0,37 milhões. Em 2020, até o mês de julho, a média diária de produção foi de 3,01 milhões de barris, deste total 1,44 milhões foi exportado, enquanto o Brasil importou 0,17 milhões de barris. Porém, ninguém usa petróleo no carro, usamos derivados e aí que começa o problema.

Hoje vendemos o petróleo para outros países e importamos combustíveis. E fazemos isso em dólar, ou seja, se o dólar está alto, o combustível chega até as bombas de combustível em valor elevado. Isso ocorre porque país ainda não possui refinarias suficientes para processar todo o petróleo nacional, e essa devia ser uma preocupação da Petrobras e do governo. Mas por quê? Temos sim outras empresas atuando no país desde a década de 90 quando acabou o monopólio do petróleo e gás, mas as empresas em geral possuem em seus países de origem refinarias com capacidade para refinar o petróleo extraído em águas brasileiras. E se possuem estruturas de refinos em outros locais do mundo, logico que não irão construir refinarias no Brasil.

Por outro lado, o governo e a Petrobras adotaram uma política de desinvestimento da empresa, ou seja, estão vendendo a preço de banana campos de petróleo e estruturas da empresa. Enquanto isso, a previsão é entregar nos próximos 5 anos 35 bilhões de dólares (mais de 192 bilhões de reais) em dividendo aos acionistas. Esses dois fatos deixam claros os objetivos da companhia e do governo. Não é garantir a autonomia em refino e com ela a possibilidade de poder vender para você combustível sem que se tenha os efeitos diretos da flutuação do dólar.

Refinar o petróleo no Brasil significa também gerar empregos no país, mas parece que essa não é a prioridade de um país com mais de 14,3% de desempregados. Se não bastasse perdermos esses empregos, nos últimos anos reduziram as exigências de conteúdo nacional na produção de petróleo. Esse conteúdo era um mínimo de serviços e atividades que as empresas que exploram petróleo no país deveriam realizar no país. Após as mudanças, como já era esperado, muitas empresas transferiram as atividades para os países de origem. Mais uma vez perdemos empregos, impostos e desenvolvimento.

Além de tudo isso, em 2017, o governo por meio de medida provisória, que posteriormente foi aprovada pelo congresso, realizou uma desoneração de impostos, que significa uma perda de arrecadação de mais de 1 trilhão ao longo de 25 anos. Esses dados mostram que após a descoberta do pré-sal seguimos o caminho oposto a Noruega, estamos entregando quase de graça o petróleo existente no território nacional, enquanto isso nossa política atual leva a perda de empregos e desenvolvimento. Enquanto isso, eu e você pagamos caro nas bombas de combustível para garantir o lucro de algumas grandes companhias internacionais. Lógico, também contribui para o valor elevado do combustível os impostos que, no Brasil, são concentrados no consumo, quando por exemplo, os cerca 192 bilhões de reais que serão distribuídos em lucros pela Petrobras nos próximos anos, não pagarão um centavo de imposto.

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Máquinas e Equipamentos

Caterpillar lana novas escavadeiras Next Generation

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Construção Latino-americana - SP   08/02/2021

A Caterpillar lançou três novos modelos de escavadeiras de sua linha Next Generation, que são a 395, a 374 e a 352. Inicialmente, as novas escavadeiras estão disponíveis apenas para os mercados de EUA e Europa.
Cat 352 Next Generation

As novas escavadeiras são um upgrade da Série F. De maneira que a 352 é uma atualização da 352F, por exemplo. Como já anunciado nos modelos previamente lançados da Next Generation, as novas escavadeiras da CAT entregam 10% menos consumo de combustível, 15% menos necessidade de manutenção e até 45% a mais de eficiência operacional, em comparação a seus modelos antecessores.

Os novos equipamentos têm um sistema Smart Mode que automaticamente harmoniza o motor e a potência hidráulica para as condições reais de escavação do momento, e um ventilador on-demand que opera somente quando necessário para reduzir o consumo de combustível. A válvula principal do controle eletrohidráulico também elimina a necessidade de linhas piloto, reduzindo perdas de pressão e economizando combustível.

Enquanto a 352 oferece profundidade de escavação de 7,06 metros e alcance frontal de 11,9 metros, a 374 tem alcance máximo de 13,17 metros e uma profundidade de escavação de 8,56 metros. O peso operacional da 352 é de 50,1 toneladas, enquanto a 374 tem peso operacional de 70,7 toneladas.

Por sua vez, a 395 é uma escavadeira de 94 toneladas de peso operacional, com máxima profundidade de escavação de 9,6 metros, e alcance frontal de 14,7 metros. A Caterpillar afirma que os sistemas de filtro de retorno hidráulico e de filtragem de combustível tiveram melhoras de 50% e 100%, respectivamente, em todos os três modelos.

Como os modelos menores da Next Generation, já lançados na América Latina, estas novas escavadeiras têm o sistema de pesagem em tempo real Cat Payload, o sistema E-Fence que estabelece limites programados para o deslocamento da lança, e o Cat Grade 2D, que orienta o operador através de uma tela táctil.

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AUTOMOTIVO

Primeiro ônibus rodoviário a gás do País vai entrar em operação

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Automotive Business - SP   08/02/2021

O primeiro ônibus rodoviário para fretamento movido a gás natural (GNV) ou biometano foi apresentado na sexta-feira, 5. O veículo será utilizado pela empresa Turis Silva no transporte dos colaboradores da usina de aços especiais da Gerdau em Charqueadas (RS) e só depende da finalização do processo de certificação e homologação para entrar em operação, o que deve ocorrer até abril.

O veículo será avaliado pela Turis Silva, que incorporou o ônibus a gás à sua frota atendendo solicitação da Gerdau, dentro de seu projeto de reduzir a emissão de carbono de suas operações e de toda a sua cadeia de fornecedores. A ideia é adquirir mais modelos a gás, já que o frotista renovou o contrato para transportar os colaboradores da Gerdau por mais dez anos. O novo ônibus vai rodar em uma rota única, de aproximadamente 190 km entre Porto Alegre, Charqueadas e São Jerônimo, reabastecendo apenas uma vez ao dia, na garagem da transportadora.

MOTOR MAIS LIMPO E SILENCIOSO

“Estamos muito animados para esta operação pioneira; não dará mais para continuar tendo o diesel como matriz única”, afirmou Jaime Silva, fundador e proprietário da Turis Silva Transportes. “Crescem a cada dia os pedidos de contratantes para termos produtos mais verdes, e a sustentabilidade é um caminho sem volta. Tenho convicção que será o primeiro de muitos ônibus a gás para fretamento”, disse.

O ônibus Scania K 320 4x2 tem motor traseiro a gás de 320 cavalos, com padrão de emissões Euro 6. Pode ser abastecido com gás natural mineral, biometano ou a mistura de ambos. Seu desempenho, de acordo com a montadora, é similar ao de um modelo a diesel, mas é mais silencioso. O veículo possui reservatório de oito cilindros, que proporcionam autonomia para 300 km e, caso o cliente deseje, podem ser instalados mais cilindros sem grandes alterações na carroceria.

A carroceria Marcopolo Paradiso New G7 1050 do novo ônibus rodoviário a gás conta com algumas das soluções Biosafe da encarroçadora gaúcha, conjunto de equipamentos que aumentam a proteção dos passageiros ajudando a evitar o contágio por vírus e bactérias, como sanitário e sistema de ar-condicionado com lâmpadas UV-C para desinfecção, cortinas com material antimicrobiano e dispenser de álcool em gel no acesso ao veículo. A capacidade é para 44 passageiros.

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Justiça do Trabalho proíbe Ford de demitir em Camaçari e Taubaté

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O Estado de S.Paulo - SP   08/02/2021

A Ford está impedida, por liminar expedida pela Justiça do Trabalho, de demitir os funcionários da fábrica de Camaçari (BA), fechada no mês passado, antes de terminar de negociar com o sindicato as indenizações trabalhistas.

Da mesma forma, a montadora não poderá suspender durante essas negociações, e enquanto vigorem os contratos de trabalho, o pagamento dos salários de seus funcionários, assim como as licenças remuneradas dos trabalhadores.

A liminar foi emitida na noite de sexta-feira, 5, pelo juiz substituto Leonardo de Moura Landulfo Jorge, do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, que levou em conta o risco de dispensa coletiva antes da conclusão da negociação com o sindicato. Na decisão, o juiz também aponta supostos entraves colocados pela montadora na negociação coletiva, como não fornecer informações relevantes ou manter canal de diálogo de forma individual com os trabalhadores.

A multa, em caso de descumprimento de cada item da liminar, é de R$ 1 milhão de reais, acrescida de R$ 50 mil por trabalhador.

A Ford produzia os modelos Ka e EcoSport na fábrica de Camaçari, fechada com a decisão da montadora de encerrar a produção no Brasil após sucessivos anos de prejuízo no País. Questionada pela reportagem, a montadora, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que "não foi intimada até o momento."
Entenda o caso

No dia 11 de janeiro deste ano, a Ford anunciou que encerraria a produção no Brasil, após um século de história no País. A montadora já havia encerrado, em 2019, a produção de caminhões em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. As fábricas fechadas em 2021 foram: Camaçari (BA), onde produzia os modelos EcoSport e Ka; Taubaté (SP), que produz motores; e Horizonte (CE), onde são montados os jipes da marca Troller.

A ideia da empresa é manter no Brasil a sede administrativa da montadora na América do Sul, em São Paulo, o centro de desenvolvimento de produto, na Bahia, e o campo de provas de Tatuí (SP). Questionada sobre o total de demissões, a companhia afirmou que 5 mil funcionários serão impactados no Brasil e na Argentina – no país vizinho, no entanto, as unidades de produção serão mantidas.

Além disso, a produção seria encerrada imediatamente em Camaçari e Taubaté, mantendo-se apenas a fabricação de peças por alguns meses para garantir disponibilidade dos estoques de pós-venda. A fábrica da Troller em Horizonte continuará operando até o quarto trimestre de 2021.

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NAVAL

Comércio exterior e atividade portuária: o pior já passou

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Monitor Digital - RJ   08/02/2021

A essa altura todos já sabemos que a vacinação contra a Covid-19 não será algo instantâneo e imediato, mas, sim, um complexo processo logístico que, tanto aqui quanto no mundo, deverá tomar a maior parte do ano. O olhar retrospectivo para 2020, baseado nas estatísticas disponíveis, confirma que o ano foi difícil para a economia global, o comércio exterior e, consequentemente, o transporte marítimo. Basta dizer que o recuo no valor das exportações da América Latina e do Caribe foi de 13% e das importações da região, de 20%.

Ainda assim, os resultados foram melhores do que as previsões iniciais. O Banco Mundial (Brid) estimou agora em janeiro que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tenha sido de 4,5%, contra 5,4% da previsão anterior. No primeiro semestre do ano passado, alguns analistas cogitavam um retrocesso de mais de 9% do PIB brasileiro – o que, felizmente, não se concretizou. Vale dizer que, pelas estimativas do Bird, o Brasil se saiu melhor do que a média regional, cuja a queda deverá ser 6,8% (7,8% na previsão anterior).

Salvou-nos de um retraimento maior da economia, como já foi dito, o dinamismo de nosso agronegócio, conjugado com a demanda global por alimentos, por razões óbvias, menos elástica do que a de outras mercadorias. Contribuiu, também, é preciso dizer, o auxílio emergencial do governo para mais de 60 milhões de pessoas – o que garantiu a demanda mínima interna – bem como os programas de apoio financeiro às empresas no enfrentamento da pandemia (como o financiamento da folha salarial), linhas especiais para os estados e municípios e ainda a compra de medicamentos e equipamentos, o que totalizou mais de R$ 590 bilhões de despesas relacionadas ao enfrentamento do novo coronavírus.

Se o governo deixou a desejar na comunicação relativa à pandemia (e de fato deixou), com mensagens dúbias quanto à necessidade de vacinação ou ao seu firme propósito de se empenhar pela rápida imunização da população, ou ainda no planejamento das ações específicas do Ministério da Saúde (idem), no que toca as providências orçamentárias atinentes à área econômica, porém, não há como não reconhecer os resultados efetivos.

Sobre a comunicação, nunca é demais lembrar que, em política (e em geopolítica, principalmente), quase tão importante quanto fazer a coisa certa é dizer e reiterar que está fazendo o certo. Hoje, na frente ambiental, essa seria uma mudança de postura não apenas recomendável, mas imperativa, uma vez que é o próprio agronegócio que está em risco.

O Brasil precisa deixar uma mensagem inequívoca para o mundo de que não tolera a violação de regras ambientais e que tem o firme propósito de proteger a Amazônia, permitindo apenas a sua exploração sustentável no limite do que autoriza nossa legislação ambiental, reconhecidamente uma das mais avançadas do mundo. Quando desdenha da preocupação ambiental (ou da pandemia), o governo dá razão aos seus críticos, e prejudica os interesses nacionais.

Exemplifica bem o que representou o agronegócio para o país em 2020, sustentando o nosso comércio exterior e a atividade portuária, o desempenho dos portos paranaenses (Paranaguá e Antonina), que bateram recorde de movimentação, alcançando a marca de 57,3 milhões de toneladas, alta de 8% em relação a 2019. O Paraná é a porta de saída por excelência das exportações do agro brasileiro, movimentando produtos como soja, farelo de soja, milho, açúcar e carnes congeladas, em especial frango.

Para 2021, se desenha um cenário de crescimento de 4% para economia global e de 3% para a economia brasileira, ainda segundo o Bird. Em relação aos setores de infraestrutura e de logística portuária, as expectativas são grandes, com uma robusta agenda de licitações e investimentos. O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diego Piloni, afirmou recentemente que estão programados para este ano o arrendamento de 21 terminais portuários, sendo oito já no primeiro semestre, com previsão de arrecadação de R$ 3,5 bilhões. Deve ainda ser concluída a concessão de 57 Terminais de Uso Privado (TUPs), o que deverá render, segundo o secretário, mais R$ 23 bilhões.

No Ministério da Infraestrutura, fala-se ainda na desestatização completa dos portos organizados (públicos), que deve ter início este ano pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), seguindo o modelo adotado na Austrália, com contratos superiores a 50 anos e a manutenção do controle do terreno nas mãos do governo. Em outra frente, deverá ter grande impacto a aprovação do novo marco legal das ferrovias, em fase final de tramitação no Congresso, e pelo qual o governo espera ampliar a participação desse modal dos atuais 15% da matriz de transportes para 30%, em dez anos. A principal inovação do projeto em trâmite é a ênfase no regime de autorização, mais simples e ágil do que o de concessão.

Dados pontuais autorizam certo otimismo em relação o comércio exterior e o comércio marítimo. Agências mundiais preveem aumento do consumo privado e dos investimentos públicos. As demandas da China já aumentaram, e com ela o frete entre os dois países, que deu um salto neste início de ano – bom para os armadores, mas uma interrogação para os importadores de bens de capital. A cotação de commodities, incluindo minério de ferro, volta a subir, favorecendo as exportações brasileiras. Portanto, se ainda será um ano difícil, de recuperação, já podemos arriscar dizer que o pior já passou.

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