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08 de Janeiro de 2021

SIDERURGIA

O impacto da indústria 4.0 no mercado siderúrgico e da mineração

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Brasil Mineral - SP   08/01/2021

É notório que a indústria 4.0 tem proporcionado um cenário extremamente positivo em relação à produção, otimização de processos e novos negócios, principalmente em alguns segmentos e mercados que até então eram considerados tradicionais quando o assunto é inovação e transformação digital.

Não há dúvidas de que a tecnologia tem sido um dos precursores do desenvolvimento de diversos setores da economia e um dos pilares, se não o principal, para manter a efetividade das operações. Segundo reportagem desenvolvida pela emissora BBC, a indústria 4.0 é um projeto de alta tecnologia, que está em desenvolvimento desde 2013 na Alemanha, com objetivo de levar toda a produção a uma total independência de mão de obra humana e inserir cada vez mais a inovação nesse ambiente.

Esse cenário beneficiou, e muito, toda a cadeia industrial, seja com melhoras nos processos, otimização do tempo, de mão de obra, redução de custos e gestão mais eficiente. Não há dúvidas de que a transformação digital e a era da indústria 4.0 aos poucos têm tido um papel importante no desenvolvimento de siderúrgicas e mineradoras, mostrando sinais de que essas empresas estão prontas para as mudanças que essas ferramentas proporcionam.

Porém, ainda percebemos que existem alguns entraves que precisam ser superados, como a incapacidade de medição assertiva da produtividade das máquinas que atuam diretamente na cadeia de produção da indústria, falha da conectividade dentro das áreas que necessitam ser monitoradas, entre outros.

As torres de controle na logística rodoviária, por exemplo, estão se tornando famosas por facilitar a tomada de decisão com informações em tempo real. Quando se fala das máquinas e veículos pesados utilizados na logística interna de movimentação de materiais na indústria de transformação, o tema conectividade de frota e todo o seu potencial está ainda menos maduro. Portanto, mostra-se um campo fértil para que os conglomerados adotem tecnologias que ajudem a dar saltos de produtividade em processos que impactam diretamente no custo do produto final.

Percebo que há muito a se explorar e existem diversas possibilidades que a transformação digital pode oferecer. Antigamente, não se tinha dentro das usinas a presença de máquinas inteligentes que são capazes de monitorar o desempenho das atividades e maximizar o tempo dos trabalhos. O IoT e uso de tecnologia de realidade virtual (VR) tem trazido e permitido levar o mercado siderúrgico e de mineração a um outro patamar de competitividade.

Enfim, já podemos ver diversas possibilidades da criação de operações virtuais, trocas ou integrações de dados, aumento da colaboração em toda a cadeia de valor, a importância de algoritmos e blockchain para garantir autenticidade do aço produzido, que alguns anos atrás sequer existia, entre outros benefícios. A tendência é que nos próximos anos, isso tudo não seja uma novidade e sim uma realidade bastante comum dentro do negócio.

* Vinicius Callegari é CCO e Head de Desenvolvimento Comercial da GaussFleet, maior plataforma de gestão de máquinas móveis para mineradoras e siderúrgicas.

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Gerdau se tornou a única produtora de aço a compor o ICO2, da B3

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Brasil Mining - SP   08/01/2021

A Gerdau foi selecionada para compor a carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2), da B3. O ICO2 reúne empresas do IBrX-100 comprometidas com a eficiência e transparência na gestão dos gases de efeito estufa (GEE) , tema que se tornou um dos principais fundamentos para o desenvolvimento sustentável da empresa. A nova carteira do ICO2 terá vigência de janeiro a abril de 2021, sendo rebalanceada a cada quatro meses, conforme as atualizações do IBrX-100.

A Gerdau é a única empresa do setor de Materiais Básicos/Siderurgia e Metalurgia a compor o índice ICO2, reafirmando o seu compromisso com as questões climáticas e com a preparação para a economia de baixo carbono. Em 2020, o Conselho de Administração da Empresa aprovou uma Política de Sustentabilidade, que tem orientado decisões estratégicas que envolvem temas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês).

Além disso, em dezembro, a Gerdau alcançou nota B-, valor acima da média regional da América do Sul e do setor de metais e metalurgia, de acordo com o levantamento anual no módulo Climate Change do CDP (Carbon Disclosure Project), a maior e mais respeitada plataforma global de informações ambientais. Os destaques foram sua gestão coordenada, transparência em ações de meio ambiente, emissões de gases de efeito estufa (GEE) consideradas inferiores as médias globais da indústria do aço e iniciativas de redução de GEE, que contaram com cases de eficiência energética na operação da usina de Ouro Branco (MG). O CDP é uma instituição sem fins lucrativos que administra uma plataforma de divulgação de informações ambientais buscando que investidores, empresas, cidades, estados e regiões gerenciem seus impactos ao meio ambiente, incluindo as mudanças climáticas

“A Gerdau busca, com sua atividade, não só alcançar resultados econômicos e financeiros, mas gerar impacto positivo na sociedade. Assim, tem pautado seu trabalho de forma multidisciplinar envolvendo diversas áreas, como operação, engenharia, custos, meio ambiente, entre outras. Atualmente, um de nossos principais objetivos é estabelecer uma meta de redução de CO2 factível e alinhada aos esforços globais. Por essa razão, estamos contando com o apoio de consultorias externas e com o engajamento das nossas lideranças”, comenta Cenira Nunes, gerente-geral de Meio Ambiente da Gerdau.

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ECONOMIA

Recuo de Doria sobre ICMS teve aval de equipe econômica

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O Estado de S.Paulo - SP   08/01/2021

O recuo no corte de benefícios fiscais do Imposto sobre Circulação de Bens e Mercadorias (ICMS) para alimentos e medicamentos em São Paulo, determinado na quarta-feira, 6, à noite pelo governo João Doria (PSDB) após pressão do setor agrícola, se deu em meio a avaliações do Palácio dos Bandeirantes de que a narrativa segundo a qual a medida poderia trazer aumento no preço de alimentos durante a pandemia prejudicaria a imagem do governador paulista. Doria se movimenta para ser o candidato do PSDB à Presidência da República em 2022.

Embora os técnicos e dirigentes do primeiro escalão do governo estadual defendam o ajuste fiscal do Estado, elaborado pelo secretário de Projetos, Orçamento e Gestão, Mauro Ricardo, os principais auxiliares e o próprio Doria concluíram que seria melhor abrir mão do fim da isenção de ICMS para alimentos, insumos agrícolas e remédios, como reivindicavam setores do agronegócio, antes que a ideia de que a alta no preço dos alimentos, que é nacional, tivesse relação com o pacote paulista.

Essa ideia, ainda segundo essas avaliações, poderia ser difundida especialmente por grupos bolsonaristas que têm entrada no setor do agronegócio e proximidade com pequenos produtores rurais. Nos protestos com “tratoraço” – que mesmo após o recuo ocorreram ontem em 150 cidades, segundo os organizadores – circularam imagens de caminhões com fotos do presidente Jair Bolsonaro e bonecos infláveis caracterizando o governador.

A decisão pelo recuo se deu em uma reunião do governador com a equipe econômica no fim da tarde, quando o protesto já ganhava corpo, e teve aval do secretário Mauro Ricardo.

Doria, que já avisou à equipe que não se importa em ir a público e pedir desculpas caso avalie ter errado, divulgou uma nota em que admitia a possibilidade de aumento nos preços dos alimentos, mas que desistiria da proposta diante do recrudescimento da crise sanitária.

Por outro lado, com os resultados positivos da eficácia da Coronavac, do Butantã, há no governo expectativa de que o Estado cresça de forma acelerada ainda em 2021 após a vacinação. “Estou convicto de que a vacinação é a principal política de geração de empregos e crescimento da economia em 2021. Não só salva vidas mas permite o crescimento”, disse o secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, em um seminário para prefeitos que tomaram posse no dia 1.º, pouco antes do encontro que determinou o recuo.
Reações

O anúncio, feito apenas nas redes sociais, sem edição de decretos, dividiu representantes do setor alimentício. Enquanto entidades ligadas ao agronegócio reagiram positivamente, associações de hortifrutigranjeiros e supermercados continuam céticos quanto à promessa e pediram cautela até lerem o novo decreto do governo – que o Palácio dos Bandeirantes deve editar até hoje.

Um novo protesto está marcado para esta sexta-feira, 8, na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na zona oeste da capital. “Ainda é cedo para nós comemorarmos”, disse na quinta, 7, o presidente do Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento (Sincaesp), Cláudio Furquim, ligado ao setor hortifruti. A entidade tem distribuído sacolas com frutas em semáforos na região da Ceagesp com panfletos que pedem revogação total das medidas que aumentam a cobrança do ICMS.

Na mesma linha, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) anunciou que não aceita a suspensão anunciada. A Apas argumenta que a medida não atingiria toda a cadeia produtiva que sofreu aumento na cobrança do imposto, e que os preços de itens como frutas, legumes e verduras ainda podem subir. A entidade também pede revogação de todos os decretos que tratam do tema.

Já o presidente do Fórum do Agronegócio, Edivaldo Del Grande, considerou o anúncio de Doria uma vitória do setor e uma atitude “corajosa” do governo. Embora tenha pedido cautela, ele disse que os termos do anúncio parecem atender às reivindicações dos produtores. “Não esperávamos que ele tomasse essa decisão de forma tão rápida. Nós esperamos (a publicação) até para agradecê-lo. Errar é humano, persistir no erro é burrice. Ele não persistiu, aparentemente voltou atrás.”

Em nota, a Secretaria da Fazenda e Planejamento disse que uma “força-tarefa está dedicada para aplicar a determinação do governador para revogar as mudanças no ICMS”.
Pacote tratou de imposto a plano de demissão

Além de permitir o corte em benefícios fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o pacote de ajuste fiscal do governo do Estado aprovado em outubro autorizou o governo estadual a tomar várias medidas que aumentam arrecadação e cortam despesas. Trata-se da maior lei enviada por João Doria à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) desde o início do mandato.

Entre as mudanças, o pacote criou novas regras para obter a isenção do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para pessoas com deficiência física, visual ou intelectual. A isenção do imposto passou a ser concedida a deficientes físicos que utilizam carro adaptado. Apenas motoristas com doenças severas são contemplados hoje com o benefício. Para casos em que o veículo não é conduzido pelo deficiente, a isenção do IPVA agora só é concedida a veículos que tenham condutores autorizados e vistoriados anualmente.

O governo estadual também foi autorizado a iniciar um programa de demissão incentivada de caráter permanente, voltado para servidores públicos considerados estáveis. O plano deve ser implementado nas secretarias estaduais, na Procuradoria-Geral do Estado e nas autarquias. No caso das universidades, só devem participar as instituições que tiverem interesse.

Houve também um aumento na cobrança de contribuições pelos serviços do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), que atende funcionários públicos estaduais.
Polêmicas

Entre os pontos que sofreram críticas mais intensas dos deputados estaduais, à época, está a obrigatoriedade para autarquias, fundações e fundos ligados ao Executivo transferirem superávits financeiros à conta única do Tesouro estadual. A proposta gerou reação da comunidade acadêmica, e os parlamentares incluíram exceções para as universidades estaduais, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e fundos ligados a categorias da Segurança Pública. Outras entidades, porém, devem repassar seus superávits obrigatoriamente ao fim de cada ano.

A oposição na Alesp também reagiu à proposta de extinguir nove entidades estaduais. Esse ponto também acabou desidratado durante a tramitação do pacote na Casa. Quatro entidades foram poupadas na redação final, mas a Assembleia autorizou a extinção de cinco órgãos: Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU), Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Fundação Parque Zoológico e Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp).

Além disso, o governo não conseguiu aprovar mudanças no Imposto Sobre a Transmissão “Causa Mortis” e Doação de Bens ou Direitos (ITCMD). O trecho foi retirado sob o argumento de que os valores aumentariam muito. / COLABOROU TALITA NASCIMENTO

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IPC-Fipe desacelera a 0,79% em dezembro e fecha 2020 com inflação de 5,62%

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BOL - SP   08/01/2021

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, desacelerou de 1,03% em novembro para 0,79% em dezembro, segundo dados publicados nesta quinta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com isso, o indicador fechou 2020 com alta acumulada de 5,62% entre janeiro e dezembro.

A Fipe ainda divulgou os dados da terceira quadrissemana de dezembro. Segundo a instituição, houve desaceleração do indicador de 0,88% a 0,83% entre uma quadrissemana e outra.

Entre os componentes, quatro perderam força entre novembro e dezembro: Alimentação (de 2,24% para 2,08%), Transporte (de 0,85% para 0,79%), Despesas Pessoais (de 1,90% para 0,15%) e Vestuário (de 0,80% para 0,26%). Outros três aceleraram: Habitação (de 0,10% para 0,33%), Saúde (de 0,25% para 0,33%) e Educação (de -0,02% para 0%).

Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe em dezembro:

- Habitação: 0,33%

- Alimentação: 2,08%

- Transportes: 0,79%

- Despesas Pessoais: 0,15%

- Saúde: 0,33%

- Vestuário: 0,26%

- Educação: 0,00%

- Índice Geral: 0,79%

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MINERAÇÃO

País tem recorde de arrecadação pela exploração de minérios

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Brasil Mining - SP   08/01/2021

No ano em que a pandemia da covid-19 paralisou a economia, a arrecadação de royalties da mineração no País atingiu a marca histórica de R$ 6 bilhões, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). O valor representou um salto de 35% em relação a 2019, quando o montante já havia sido recorde.

Mais uma vez o movimento foi impulsionado pelo câmbio e a escalada do preço do minério de ferro, sustentada pela oferta reduzida e a forte recuperação econômica da China no pós-pandemia.

Pelo segundo ano seguido o Pará foi o maior gerador da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) – nome técnico dado ao royalty do setor -, com R$ 3,1 bilhões. O valor é pouco mais da metade da arrecadação nacional e significa um salto de 41,9% ante o ano anterior, segundo cálculos da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig).

O Estado abriga o projeto S11D, maior investimento da história da Vale, de US$ 14 bilhões, e é também onde estarão concentradas as futuras expansões de capacidade na mineradora. Com um minério mais rico em ferro, o Sistema Norte respondeu por 64,5% da produção da Vale nos nove primeiros meses de 2020, bem acima dos sistemas Sul (15%) e Sudeste (18%), em Minas Gerais.

Principal arrecadador de CFEM até 2019, Minas perdeu a liderança na arrecadação após a tragédia de Brumadinho, em janeiro daquele ano. O rompimento da barragem paralisou várias operações da Vale na região e a produção ainda não foi 100% normalizada. Em 2020, Minas ficou novamente em segundo lugar no ranking, levantando R$ 2,4 bilhões em royalties, uma alta anual de 28,9%.

Classificada pelo governo brasileiro como atividade essencial, a mineração praticamente não parou. Como a China, maior importador global de minério de ferro, foi o primeiro país atingido pela covid-19 e teve relativo sucesso no combate ao vírus, sua recuperação também começou antes do resto do mundo. A reboque disso e da oferta limitada, a cotação do minério cresceu e, com ela, a geração de CFEM.

Os dados da ANM analisados pela Amig mostram que a arrecadação mensal vinha na casa dos R$ 300 milhões até maio, mas a partir de junho não parou de subir. Em novembro, o valor bateu mais de R$ 1 bilhão.

Em 2020, o minério negociado no porto chinês de Qingdao subiu 75% e foi a US$ 160 por tonelada. Apesar da lista de substâncias minerais sujeitas a tributação chegar a quase uma centena, o minério de ferro representa cerca de 80% dos royalties arrecadados no Brasil, por isso a sua importância.

“O setor não foi diretamente afetado pela pandemia, apesar de algumas paralisações. Esse aumento de 35% (da arrecadação) decorre de três variáveis importantes: o elevado apetite chinês no pós-pandemia, a valorização do preço do minério de ferro e a desvalorização cambial”, explica a economista da Amig, Luciana Mourão.

A entidade espera que em 2021, o valor arrecadado não vá muito além do recorde de 2020, em virtude de uma potencial desaceleração do preço do minério a partir do segundo trimestre.

Os números retratam a forte concentração da atividade mineradora no Brasil: juntos, Pará e Minas Gerais respondem por 90% de toda a arrecadação mineral. O ranking dos dez maiores municípios mineradores é formado apenas por paraenses – os líderes Parauapebas (R$ 1,5 bilhão) e Canaã dos Carajás (R$ 1,2 bilhão) – e mineiros como Conceição do Mato Dentro, onde está a principal operação da Anglo American no Brasil.

Há ainda uma concentração por empresa. Apesar de haver mais de 7 mil mineradoras registradas como contribuintes na ANM, somente o grupo Vale respondeu por 60% do recolhimento de royalties em 2020.

Pela legislação, 60% dos royalties vão para o município produtor. O restante é distribuído entre Estados (15%), outros municípios afetados pela mineração (15%) e a União (10%).

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Samarco realiza em dias seu 1º embarque de pelotas desde que voltou a operar

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Reuters - SP   08/01/2021

A Samarco, joint venture da Vale com o grupo BHP, realizará nos próximos dias seu primeiro embarque desde que retomou as atividades após cinco anos de paralisação em função do rompimento de uma barragem em Mariana (MG).

O embarque, de 75 mil toneladas de pelotas de minério de ferro, terá como destino à Europa, informou a mineradora em nota à Reuters após ser consultada.

As atividades da Samarco foram retomadas ao final de dezembro após ficarem suspensas desde o fim de 2015, com o rompimento de uma de suas barragens de rejeitos de mineração em Mariana (MG), que deixou 19 mortos e centenas de desabrigados, além de poluir o rio Doce em toda a sua extensão até o mar capixaba.

A empresa retomou suas operações com 26% de sua capacidade produtiva total, que representa a produção de cerca de 7-8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

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M&T 2021 confirmada para julho

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Brasil Mineral - SP   08/01/2021

A Messe Munchen do Brasil e a Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) confirmaram que a 11ª edição da M&T Expo - Feira Internacional de Equipamentos para Construção e Mineração, ocorrerá entre os dias 5 e 8 de julho de 2021, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo, entre as 13h e 20h. Segundo dados da Sobratema, a perspectiva para 2021 é de aumento nas vendas da ordem de 20% no segmento de máquinas da linha amarela e de 25% para todo setor de equipamentos para construção.

Em sua última edição, em 2018, a feira gerou R$ 2,7 bilhões em negócios e, para esta edição, tem foco na ampliação e realização de negócios, disseminação de conteúdo e conhecimento em inovação, e promoção de networking entre executivos, empresários e profissionais que atuam nas áreas de Construção e Mineração.

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Ação da Vale bate pico histórico puxada por ‘boom’ do minério de ferro

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Veja - SP   08/01/2021

Protagonista de dois dos maiores desastres socioambientais da história do país, que deixaram centenas de mortos e uma enxurrada de rejeitos de lama sobre a natureza, a mineradora Vale foi premiada pelo novo boom do minério de ferro mundo afora e a valorização do dólar sobre o real. Com isso, viu sua ação ultrapassar a faixa de 100 reais pela primeira vez na história no pregão desta quinta-feira, 7.

A commodity, cotada acima dos 160 dólares, anima os investidores no momento. Mas o avanço não é de hoje. Em 2020, os papéis da empresa valorizaram-se 64%. Especialistas alertam, no entanto, que o movimento de alta da demanda por minério de ferro pode ser algo cíclico em função da pandemia de Covid-19. Desde 2019, as ações da empresa não fazem parte da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) ou do Índice de Carbono Eficiente (ICO2), indicadores da B3 que premiam as empresas com boas práticas ambientais no país. Às 16h15, a ação ordinária da Vale era cotada a 100,34 reais.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Construção civil dribla pandemia com liderança nas contratações e aumento das vendas

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Grandes Construções - SP   08/01/2021

Não foram poucas as ocasiões que o ministro da Economia, Paulo Guedes, enalteceu o desempenho da construção civil ao longo dos últimos meses.

Ao detalhar a resiliência da economia brasileira para se adequar ao fosso cavado pela pandemia da Covid-19 e seguir em frente com o “novo normal”, Guedes usou a atividade da construção como exemplo.

“Foi o setor que menos perdeu gente e o que mais gerou emprego, mostrando que era possível o retorno seguro ao trabalho”, enalteceu o ministro.

De fato, em um ano onde o desemprego bateu recorde, o setor conseguiu se destacar como o que mais criou vagas de trabalho formal. Segundo dados do Ministério da Economia, até outubro – último mês com números consolidados –, a construção civil havia registrado saldo de 138 mil empregos, na diferença entre contratações e demissões, o melhor resultado desde 2013.

Para se ter dimensão da importância desse registro, o setor de serviços – a maior fonte de empregos do país – está com resultado negativo em quase 270 mil vagas.

O setor foi considerado atividade essencial pelo governo federal logo no início da pandemia, status que o blindou de medidas de isolamento social impostas para outros segmentos.

O aumento das vendas e...

Não foram poucas as ocasiões que o ministro da Economia, Paulo Guedes, enalteceu o desempenho da construção civil ao longo dos últimos meses.

Ao detalhar a resiliência da economia brasileira para se adequar ao fosso cavado pela pandemia da Covid-19 e seguir em frente com o “novo normal”, Guedes usou a atividade da construção como exemplo.

“Foi o setor que menos perdeu gente e o que mais gerou emprego, mostrando que era possível o retorno seguro ao trabalho”, enalteceu o ministro.

De fato, em um ano onde o desemprego bateu recorde, o setor conseguiu se destacar como o que mais criou vagas de trabalho formal. Segundo dados do Ministério da Economia, até outubro – último mês com números consolidados –, a construção civil havia registrado saldo de 138 mil empregos, na diferença entre contratações e demissões, o melhor resultado desde 2013.

Para se ter dimensão da importância desse registro, o setor de serviços – a maior fonte de empregos do país – está com resultado negativo em quase 270 mil vagas.

O setor foi considerado atividade essencial pelo governo federal logo no início da pandemia, status que o blindou de medidas de isolamento social impostas para outros segmentos.

O aumento das vendas em meio à crise sanitária e econômica comprovaram que a proteção foi correta. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram que, até setembro, o setor havia vendido 129 mil unidades, salto de 8,4% na comparação com as 85 mil unidades comercializadas no mesmo período do ano passado.
Somente no terceiro trimestre, as vendas totalizaram 54 mil unidades, crescimento de 23,7% ante as 44 mil vendidas entre julho e setembro de 2019. A manutenção da taxa básica de juros da economia brasileira em 2% ao ano – o menor patamar da história –, é apontada como a principal razão para o aquecimento do setor.

A Selic é usada como base para financiamento imobiliários, logo, quanto mais baixa, mais negócios ela fomenta. As restrições na mobilidade para evitar a disseminação da pandemia também foram fundamentais.

Com mais tempo dentro de casa, as pessoas se deram conta da necessidade e da importância do conforto do lar. A poupança forçada pela impossibilidade de gastar em viagens, serviços, entre outras coisas, também ajudou o setor.

“A taxa básica de juros foi o primeiro fator. Mas as pessoas também ficaram mais tempo em casa e deram mais importância para o lar, e muitas investiram em melhorias ou na compra de um novo imóvel. A segurança jurídica também foi fundamental. A lei do distrato trouxe racionalidade para quebra de contratos. A legislação passou pelo teste de estresse e mostrou a sua relevância para a manutenção de emprego no Brasil”, afirma o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

Se as vendas tiveram resultados positivos, o número de lançamentos foi pelo caminho inverso. Nos nove meses do ano, foram apresentados 27,9% empreendimentos a menos que no mesmo período do ano passado. A retração fez baixar o número de unidades no estoque, o que também pode ser benéfico ao mercado para 2021.

A despeito dos números positivos, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve registrar queda de 2,8% neste ano, influenciado pela retração histórica da economia do país. Para o próximo ano, o setor espera avanço de 4%, impulsionado pelo mercado aquecido de 2020.

“Uma coisa é vender, a outra é construir. Como nós vendemos mais em 2020 do que em 2019, teremos que produzir esses imóveis. Essas vendas maiores não refletiram no PIB deste ano, mas, para 2021, iremos precisar repor os estoques e construir o que já vendemos”, diz Martins.

O avanço projetado é ameaçado pelo desabastecimento de insumos e disparada dos preços diante da alta do dólar. Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a falta ou o alto custo da matéria-prima está no topo da lista de preocupações dos empresários do setor.

O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), manteve linha ascendente, saltando de 0,87% em junho para 4,15% em outubro. O nível retraiu para 2,82% em novembro, mas mantém acúmulo de 17,72% no ano, o maior nível da série histórica.

“Uma das justificativas para a alta dos preços era a desvalorização do real, mas agora ele já se valorizou, e os preços continuam subindo”, afirma o presidente da CBIC.

O alto custo dos tributos é a segunda principal fonte de dor de cabeça para os empresários da construção. Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP, ressalta a necessidade da aprovação da agenda de reformas do governo federal, principalmente as mudanças no sistema tributário, como fundamental para garantir a manutenção dos índices positivos do setor no próximo ano.

“Precisamos de uma reforma tributária de verdade. A construção civil se alimenta dos investimentos que os outros setores fazem. Se houver um cenário incerto, o investidor não vem, e o setor fica tolhido de trabalhar”, afirma.

O representante do sindicado que abrange o maior mercado de construção do país ainda afirma que o descontrole dos gastos públicos joga contra o avanço do setor. “Não existe construção civil andando bem em um país que não vai bem. O Brasil tem uma tarefa urgente que é dar a sinalização correta que sabe lidar com a questão fiscal, que é responsável e que vai investir em reformas para aumentar a produtividade da economia.”

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FERROVIÁRIO

Ferrovia do Porto de Santos pode ser modelo para o Brasil

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Porto Gente - SP   08/01/2021

O trem é o meio de transporte ideal para transpor a íngreme Serra do Mar, entre o Porto de Santos e o planalto, no percurso da sua ampla hinterlândia.

A vitória do presidente Joe Biden muda a relação de poder no mundo e afeta o aquecido clima político brasileiro. Por isso, serão necessários desenvolvimento e habilidade para mediar uma sociedade atormentada por uma pandemia e pelo desemprego. A reforma dos portos são projetos essenciais no processo de reversão dessa aflição social.

O Conselho Editorial do Portogente, do qual fazem parte mais de cem diletantes da logística portuária, é o lugar de maior competência mundial para debater o Porto de Santos. Títulos acadêmicos, currículos, experiências e paixão constituem um Think Tank que tem refletido intensamente a Ferrovia Interna do Porto de Santos [FIPS], uma proposta do Ministério da Infraestrutura [Minfra] que põe o carro na frente dos bois.

Do que se sabe, o processo de desestatização do Porto de Santos segue de vento-em-popa. Portanto, o debate da FIPS necessita resultar uma proposta inovadora, que agregue valor ao trabalho da DTA Engenharia, vencedora do leilão do projeto da reforma da administração do porto. Nesse sentido, como já anunciado, Portogente vai ampliar esse debate através do Webinar Modelo da Ferrovia Interna do Porto de Santos - FIPS.

Por outro lado, o presidente do Porto de Santos visitou pela primeira vez um porto, para ocupar o seu atual cargo. E mais, há uma enorme diferença entre as atividades de desvios ferroviários de um porto e a malha externa. Além de ser parco o linguajar da Faria Lima - a avenida paulistana dos negócios aos quais é afeto esse presidente - para retratar a ferroviária do porto do rodoviário, das programações de navios e da capacidade de recepção e expedição de terminais.

Com independência e posicionamento estruturado, Portogente irá apresentar oficialmente uma proposta para a FIPS, respondendo à consulta pública da Autoridade Portuária. O Webinar da FIPS, no próximo dia 19, é o primeiro passo dessa caminhada.

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VLI investe mais de R$ 300 milhões na Ferrovia Norte Sul

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Portal Fator Brasil - RJ   08/01/2021

Mais de 1um terço do tramo norte da ferrovia passará por renovação.

A VLI, empresa de soluções logísticas que integram portos, ferrovias e terminais, iniciou, nos últimos meses, a renovação de quase 250 quilômetros do tramo norte da Ferrovia Norte Sul, trecho que liga Porto Nacional (TO) e Açailândia (MA).

A renovação consiste na troca dos trilhos e a atividade faz parte do pacote de investimentos da companhia nesse corredor – são mais de R$ 300 milhões. Além da melhoria na linha, a VLI adquiriu 247 vagões e três locomotivas. Enquanto os reforços em material rodante já estão sendo entregues — 80 vagões e as três locomotivas chegaram em 2020 e outros ativos serão incorporados no início deste ano — o serviço na malha tem um prazo maior. A empresa finalizou a troca de trilhos em cerca de 60 quilômetros e os demais serão remodelados até 2022.

Os aportes estão alinhados à estratégia de aumentar a capacidade e agilidade no escoamento dos grãos aumentando a competitividade brasileira nas exportações. As cargas saem do interior do país, passam pelos terminais de Porto Nacional e Palmeirante, em Tocantins, e seguem até Porto do Itaqui, em São Luís (MA). — O incremento da frota e as melhorias na linha elevam nossa disponibilidade, capacidade e a confiabilidade do trecho. Dessa maneira mantemos um sistema apto a contribuir cada vez mais com o escoamento de grãos pelo Arco Norte — destaca Daniel Schaffazick, gerente-geral do Corredor Centro-Norte da VLI.

Capacidade e eficiência — Com a chegada de todos os novos vagões, o tramo norte da FNS passará a contar com mais de três mil vagões, sendo o Hopper o modelo mais utilizado. De 2015 para cá, a frota utilizada no trecho entre Tocantins e Maranhão mais do que quadruplicou.

Em 2019, essa malha ferroviária movimentou 7,9 milhões de toneladas de grãos (milho, soja e farelo) – um crescimento de 25% se comparado ao ano anterior, quando foram transportados 6,3 milhões de toneladas. Somando os outros produtos (combustíveis, celuloses, ferro gusa, manganês etc.) a VLI transportou mais de 11 milhões de toneladas de produtos na região.

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Novos empreendimentos revolucionam o sistema ferroviário

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Grandes Construções - SP   08/01/2021

Após mais de uma década de indefinições, o Brasil vê o seu programa ferroviário entrar nos trilhos, com eventos inéditos iniciados em dezembro passado que devem se estender pelos próximos quatro meses.

No dia 18, foram assinados na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) os termos aditivos de prorrogação dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) e da Estrada de Ferro Carajás (EFC), operadas pela Vale. As condições pactuadas entre a empresa e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) permitirão a renovação antecipada da concessão das duas ferrovias com investimentos de mais de R$ 17 bilhões nos próximos 30 anos, além de R$ 4,6 bilhões em outorgas.

Na sequência, será aberta este mês a consulta pública para o processo de renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), também operada pela Vale, com extensão de 7,2 mil quilômetros de linhas passando por Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Sergipe, além do Distrito Federal. A ANTT estima investimentos de R$ 13,8 bilhões.

No dia 24, véspera do Natal, foram publicadas no Diário Oficial duas resoluções (nº 146 e nº 147) do c...

Após mais de uma década de indefinições, o Brasil vê o seu programa ferroviário entrar nos trilhos, com eventos inéditos iniciados em dezembro passado que devem se estender pelos próximos quatro meses.

No dia 18, foram assinados na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) os termos aditivos de prorrogação dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) e da Estrada de Ferro Carajás (EFC), operadas pela Vale. As condições pactuadas entre a empresa e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) permitirão a renovação antecipada da concessão das duas ferrovias com investimentos de mais de R$ 17 bilhões nos próximos 30 anos, além de R$ 4,6 bilhões em outorgas.

Na sequência, será aberta este mês a consulta pública para o processo de renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), também operada pela Vale, com extensão de 7,2 mil quilômetros de linhas passando por Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Sergipe, além do Distrito Federal. A ANTT estima investimentos de R$ 13,8 bilhões.

No dia 24, véspera do Natal, foram publicadas no Diário Oficial duas resoluções (nº 146 e nº 147) do conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) que qualificam a relicitação da Malha Oeste (SP/MS) e a prorrogação antecipada do contrato de concessão da Malha Sul (PR/SC/RS), ambas exploradas pela concessionária Rumo (ALL).

Ainda no dia 18, ao participar do leilão de terminais portuários em Alagoas, na Bahia e no Paraná, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciou três dias consecutivos de leilão ,em abril deste ano, na B3. No dia 8, o leilão envolverá a concessão do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia, entre o porto de Ilhéus e Caetité.

No dia 23, a Santos PortAuthority (SPA), autoridade portuária que administra o Porto de Santos (sucessora da Codesp), abriu consulta pública por 45 dias para receber contribuições, subsídios e sugestões para a contratação das atividades de gestão, operação, manutenção e expansão da Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips),uma malha de 100 quilômetros de linhas que permite o acesso de trens de carga aos terminais portuários.

A modernização do sistema pode atrair até R$ 2 bilhões de investimentos necessários à expansão da capacidade ferroviária do Porto, tendo em vista o aumento de demanda no curto prazo, com risco de saturação.

A Fips movimenta 45 milhões de toneladas por ano. O Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto antevê um aumento para 86 milhões de toneladas/ano até 2040.

O único projeto ferroviário que não registrou movimento, há pelo menos dois anos, foi o da Ferrovia Transnordestina, entre Pernambuco, Ceará e Piauí.

Renovação de duas concessões e nova ferrovia são destaques
Na lista de projetos previstos para o setor ferroviário, três se destacam. Um deles refere-se à renovação antecipada da concessão da MRS, concessionária que explora linhas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, cujo controle pertence a grupos mineradores.

A previsão é de que a renovação da concessão ocorra em meados deste ano. Com a prorrogação do contrato, estão previstos R$ 16 bilhões em investimentos, incluindo a separação da linha de carga da linha de passageiros na Rumo Malha Paulista e um trecho da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), para viabilizar a implantação do trem Intercidades-TIC, de passageiros.

Outro projeto que trata da renovação de concessão refere-se à Ferrovia Centro-Atlântico (FCA) em 2022. Parte da malha da FCA é explorada pela VLI, subsidiária da Vale que conta em seu capital com a participação de canadenses e japoneses, além do Fundo de Investimento do FGTS e do BNDES.

A consulta pública desse processo se dará em reunião on-line marcada para 3 de fevereiro. A ideia é renovar o contrato, que vence em 2026, por mais 30anos. A experiência obtida com processo semelhante envolvendo a Malha Paulista (Rumo) no ano passado será essencial para agilizar os trâmites a fim de que o contrato possa ser assinado em 2022, último ano da administração de Jair Bolsonaro.

O terceiro projeto é o da construção da Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico) este ano pela Vale como contrapartida pela renovação da concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM). Serão 383 quilômetros entre Água Boa (MT) e Mara Rosa (GO), ponto de encontro com a Ferrovia Norte-Sul (FNS).

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NAVAL

A BR do Mar como incentivo à economia nacional pela navegação de cabotagem

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Consultor Jurídico - SP   08/01/2021

Aprovado em 7 de dezembro e concluído no dia seguinte (8/12), mediante presidência do deputado Marcel Van Hattem na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei (PL 4.199/2020), que institui um programa de estímulo ao transporte por cabotagem, criando a chamada BR do Mar, em alusão a uma rodovia marítima, segue para o Senado Federal [1].

A cabotagem é a navegação que utiliza vias interiores e costeiras entre portos dentro do território nacional, sem perder a costa de vista, sendo que o Brasil demonstra grande potencial de desenvolvimento nas operações portuárias, mesmo tendo pouca representatividade no mercado, em razão da burocratização das atividades de fiscalização de mercadorias, ausência de infraestrutura logística e engarrafamento dos portos.

Transporte de cargas por cabotagem diz respeito ao transporte via marítima ou utilizando vias navegáveis interiores entre portos dentro do território nacional. O Brasil possui vasta extensão de costa marítima, mais de 7,5 mil quilômetros, o que demonstra um extenso potencial de crescimento nas operações portuárias, transporte marítimo de longo curso e serviços de cabotagem [2].

No entanto, o transporte marítimo brasileiro possui baixíssima representatividade no mercado internacional [3], em virtude da burocratização das atividades de fiscalização de mercadorias, falta de infraestrutura logística, congestionamento dos portos e tempo de liberação da carga. É necessário investir em obras de infraestrutura e melhoria nos serviços prestados pelos entes da cadeia logística para que a cabotagem ganhe em competitividade em relação a outros modais

Essas particularidades territoriais são adequadas para uma modalidade de escoamento das mercadorias pela cabotagem que está prevista no parágrafo único do artigo 178 da CF/88, tendo sido aprovado no plenário da Câmara dos Deputados o texto-base da BR do Mar, que cria incentivos à cabotagem, ou seja, ao transporte de cargas entre portos brasileiros.

Segundo notícia veiculada no site da Gazeta do Povo [4], foram 324 votos a favor e 114 contra, e a principal novidade trazida pela proposta é a autorização para uso de embarcações estrangeiras por empresas de navegação que atuam no Brasil.

O mote é relevante, pois o projeto (PL 4199/2020) [5] menciona provocar a redução de custos de transporte, aumentar a eficiência logística e melhorar a conectividade entre modais de transporte, pois, ainda que a cabotagem não concorra com o transporte rodoviário, atua de modo complementar, trazendo inúmeras vantagens, considerando que proporcionará investimentos e modernização da navegação de cabotagem no país.

Entre os objetivos do PL 4199/2020, estão incrementar a oferta e a qualidade do transporte; incentivar a concorrência e a competitividade na prestação do serviço de transporte; ampliar a disponibilidade de frota no território nacional; incentivar a formação, a capacitação e a qualificação de marítimos nacionais; estimular o desenvolvimento da indústria naval nacional; revisar a vinculação das políticas de navegação de cabotagem das políticas de construção naval; incentivar as operações especiais de cabotagem e os investimentos decorrentes em instalações portuárias, para atendimento de cargas em tipo, rota ou mercado ainda não existentes ou consolidados na cabotagem brasileira; e, ainda, otimizar o uso de recursos advindos da arrecadação do AFRMM [6], sendo essa a razão para estudar a suas vantagens e desvantagens.

Foram aprovadas, inclusive, duas mudanças via emendas pelo Plenário da Câmara, notadamente no que se refere às regras sobre contratos de transporte de longo prazo e uso de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

Trata-se da emenda da deputada Carla Dickson (Pros-RN), que dispõe sobre a atribuição do Ministério da Infraestrutura para definir cláusulas essenciais dos contratos de transporte de longo prazo e a permissão de afretamento da tonelagem máxima em relação às embarcações brasileiras [7].

O deputado Sérgio Souza (MDB-PR) igualmente conseguiu aprovar emenda que possui como finalidade o direcionamento de 10% dos recursos do FMM ao financiamento total de projetos de dragagem de hidrovias, portos e canais de navegação, apresentados por operadores e arrendatários de terminais privados.

Embora haja grande comemoração do governo federal quanto à tramitação do relevante projeto de lei, empresários e autoridades no segmento, continuam demonstrando preocupação com alguns pontos do texto, seja em relação a medidas para atacar a visível reserva de mercado para a mão de obra e, sobretudo, os custos do combustível [8].

Haja vista que atualmente as regras para o afretamento são consideradas restritivas, o projeto de lei pretende flexibilizar o aluguel de embarcações estrangeiras, mantida ou não a bandeira do país de origem.

Uma das críticas, entretanto, trata justamente da mão de obra. A proposta que segue versa sobre uma tripulação composta de minimamente dois terços de brasileiros, valendo-se, todavia, de regras internacionais estabelecidas por organismos (internacionais), negociando de forma mais flexível do que a própria Consolidação das Leis Trabalhistas do Brasil [9].

Para os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, da Economia, Paulo Guedes, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, o uso excessivo do modal rodoviário implica em baixa produtividade das cargas, aumento de custos de frete e superutilização de rodovias, gerando gastos significantes, além de aumentar o índice de acidentes e mortes de trânsito e emissão de poluentes [10].

Posta a consideração supra, a proposta do governo visa justamente a trazer eficiência e menor custo e segurança, além de menor impacto ambiental.

De outro lado, surgem as críticas do setor de transporte, sob liderança de caminhoneiros, que racharam a categoria. Enquanto parte alega que: 1) os motoristas autônomos serão prejudicados; 2) não há tratamento tributário igualitário entre empresas e autônomos; e 3) há a possibilidade de atuação de empresas estrangeiras na cabotagem, o outro lado acredita que haverá estímulo para viagens mais curtas e rentáveis, inclusive almejando que haja igualmente uma BR do Ar, ou BR do Rio, sonhando-se até mesmo com um modelo semelhante ao dos Estados Unidos da América, tendo mais respeito ao caminhoneiro e privilegiando a categoria [11].

Embora ainda haja questões controversas que certamente seguirão em discussão no Senado Federal, afirma-se que não pretende-se aqui esgotar a temática referente à BR do Mar e ao programa de estímulo ao transporte por cabotagem nela instituído, entretanto foram feitos breves apontamentos com o intuito de esclarecer a relevância do tema ao leitor, sobretudo com interesse que este se aprofunde nos debates e conheça essa pertinente pauta que afetará a todos os cidadãos brasileiros, de forma direta e indireta.

Conclusão
Considerando-se as potencialidades do modal para o desenvolvimento econômico e social no país, verifica-se que vários estudos tratando da navegação de cabotagem brasileira foram suscitados nos últimos anos por respeitáveis instituições. De forma geral, esses estudos reconhecem o potencial do modal de transporte aquaviário para impulsionar a competitividade logística no Brasil, entretanto, observa-se que apresentam críticas sobre a política pública existente.

Os riscos da liberalização da navegação de cabotagem para empresas de navegações internacionais foram indicados e contextualizados, inclusive no relatório da auditoria do TCU (TC 023.297/2018-1) [12], e foram avaliados para a tomada de decisão e desenvolvimento do programa de estímulo à cabotagem.

Segundo análise contida no relatório do TCU, verificou-se que foram encontrados alguns problemas, identificados como obstáculos para o desenvolvimento da cabotagem nacional, entre eles: a elevada burocracia para o transporte de cabotagem; a carga tributária alta para o transporte de cabotagem; os custos demasiados em relação ao transporte marítimo internacional; a necessidade de desenvolvimento da oferta e regularidade das rotas de cabotagem; a vinculação das políticas de navegação de cabotagem e da indústria de construção naval; a existência de barreiras para o desenvolvimento das empresas brasileiras de navegação e para novos entrantes; e;a previsibilidade regulatória para a realização dos investimentos privados de longo prazo.

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Navios estrangeiros são liberados no transporte entre portos brasileiros, aprova Câmara

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A Tribuna - SP   08/01/2021

A Câmara dos Deputados aprovou o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem (entre portos do mesmo país, ao longo da costa) sem a obrigação de contratar a construção de embarcações em estaleiros brasileiros. De autoria do Governo Federal, o texto foi enviado ao Senado.

Caso a proposta avance nba Casa e seja sancionada pela presidência da República, as empresas poderão afretar uma embarcação a casco nu (alugar um navio vazio para uso na navegação de cabotagem).

Depois de um ano da vigência da lei, poderão ser dois navios; no segundo ano de vigência, três navios; e no terceiro ano da mudança, quatro navios. Daí em diante, a quantidade será livre, observadas condições de segurança definidas em regulamento.

Trabalhadores

Em qualquer situação de afretamento prevista no projeto, os contratos de trabalho dos tripulantes de embarcação estrangeira afretada seguirão as nboormas do país à qual pertence a bandeira usada pelo navio.

As empresas operadoras deverão seguir ainda regras internacionais, como as estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e também a Constituição Federal, que garante direitos como 13º salário, adicional de 1/3 de férias, FGTS e licença-maternidade.

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CNPE reduz de 128 para 92 blocos a oferta da 17ª Rodada de Licitações

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IstoÉ Dinheiro - SP   08/01/2021

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reduziu de 128 para 92 o número de blocos a serem ofertados na 17ª rodada de licitações para exploração e produção de petróleo e gás natural na modalidade de concessão, a ser realizada neste ano. A mudança consta de resolução aprovada pelo presidente da República e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, dia 7. “Serão ofertados noventa e dois blocos nas Bacias Sedimentares Marítimas de Potiguar, Campos, Santos e Pelotas, totalizando 53,9 mil km3 de área”, cita o documento, que alterou resolução de outubro de 2019.

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Produção anual de petróleo e gás da Petrobrás bate recorde em 2020

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O Estado de S.Paulo - SP   08/01/2021

RIO - A Petrobrás bateu recorde de produção de petróleo e gás natural em 2020. Foram extraídos no ano passado 2,28 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo e 2,84 milhões de barris de óleo equivalente (boe/d), que inclui petróleo e gás natural. Esses volumes coincidem com a meta estabelecida pela empresa em em outubro do ano passado e ainda supera em 5% o previsto no início do ano, antes da pandemia. Até então, o recorde de produção era o de 2015, de 2,23 milhões de bpd e 2,79 milhões de boe/d.

"Os atuais recordes de produção estão suportados em uma carteira de ativos com maior valor", afirmou a empresa no comunicado, acrescentando que apenas o pré-sal respondeu por 66% do volume total de petróleo e gás extraído. Foram 1,86 milhão de boe/d extraídos na região em 2020.

Segundo a empresa, quatro fatores explicam a superação da meta traçada no início do ano passado. A produção do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, superou a capacidade nominal da plataforma instalada na área, por conta de uma disponibilidade maior de energia elétrica e compressão de gás na unidade produtiva. Com o uso de novas tecnologias, a companhia também interveio menos na operação dos dutos submarinos de gás para combater a corrosão de CO2.

Além disso, o desempenho dos reservatórios dos campos de Sapinhoá e Tupi, também no pré-sal, foi melhor que o esperado. As paradas programadas de plataformas foram mais eficientes, com menos impactos na produção", apesar do cenário de restrições operacionais decorrente dos impactos operacionais provocados pela pandemia da covid-19", segundo a empresa.

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