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07 de Abril de 2021

SIDERURGIA

Demanda robusta e cortes de oferta levam aço na China a tocar recorde

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BOL - SP   07/04/2021

Os preços do aço na China saltaram para níveis recorde nesta terça-feira, impulsionados por uma forte demanda doméstica e preocupações com cortes de produção no país, maior fabricante e exportador global do material usado em construção e na indústria.

O contrato maio do vergalhão de aço na bolsa de futuros de Xangai fechou o pregão diurno com alta de 2,1%, a 5.180 iuanes (791 dólares) por tonelada, após ter subido mais cedo para 5.200 iuanes, o maior nível já registrado ao menos desde 2011.

Restrições à produção no pólo siderúrgico chinês de Tangshan durante a época de maior demanda reduziram os estoques em armazéns comerciais e criaram um "ambiente altista" para o mercado, disseram analistas da Sinosteel Futures em nota.

Na última quinta-feira, o ministério chinês da indústria e o órgão estatal de planejamento anunciaram planos de fiscalização para averiguar a implementação de cortes na capacidade em centros produtivos do país, reiterando a intenção de cortar a produção em 2021 para reduzir emissões.

Os futuros do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian recuaram, com o contrato mais ativo, para setembro, recuando 0,6%, para 971 iuanes por tonelada.

Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo, para maio, subiu 0,3%, para 161,25 dólares por tonelada.

Menos

Ações de CSN e Usiminas fecham em alta de mais de 3%, seguradoras sobem 4% e bancos caem; Méliuz dispara com dados do 1º tri

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Infomoney - SP   07/04/2021

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (6)

Por Lara Rizério 6 abr 2021 17h30

SÃO PAULO – Em uma sessão morna para o Ibovespa após os fortes ganhos da véspera, as ações de siderúrgicas subiram forte nesta terça-feira (6), com atenção para os ganhos de mais de 3% de CSN (CSNA3, R$ 39,17, +3,62%) e (USIM5, R$ 17,65, +3,46%). Os preços do aço na China saltaram para níveis recorde nesta terça-feira, impulsionados por uma forte demanda doméstica e preocupações com cortes de produção no pais, maior fabricante e exportador global do material usado em construção e na indústria.

O contrato de maio do vergalhão de aço na bolsa de futuros de Xangai fechou o pregão diurno com alta de 2,1%, a 5.180 iuanes (US$ 791) por tonelada, após ter subido mais cedo para 5.200 iuanes, o maior nível já registrado ao menos desde 2011.

Já os futuros do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian recuaram, com o contrato mais ativo, para setembro, em baixa de 0,6%, para 971 iuanes por tonelada. Na bolsa de Cingapura, por sua vez, o contrato mais ativo, para maio, subiu 0,3%, para US$ 161,25 por tonelada. As ações da Vale (VALE3, R$ 102,05, -1,30%), que saltaram mais de 6% na véspera com o programa de recompra de ações de US$ 4,6 bilhões, tiveram queda de mais de 1%.

Mas o destaque de alta do índice ficou para o setor de seguradoras, com ações de SulAmérica (SULA11, R$ 34,92, +4,27%) e Porto Seguro (PSSA3, R$ 48,64, +4,13%), fora do índice, subindo cerca de 4%.

No radar das empresas, está o cenário de alta de juros, após Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, reforçar a avaliação de um aumento mais rápido da Selic no início do ciclo de normalização monetária. A alta de juros acaba impactando positivamente as ações de algumas seguradoras. Isso porque, além da receita operacional que vem da venda de seguros, elas têm como outra fonte relevante de receita as aplicações feitas no mercado financeiro. Como uma grande parte dessas aplicações são em renda fixa com rendimentos atrelados à Selic, uma alta na taxa básica de juros leva a maiores retornos sobre o capital investido.

Ainda em destaque, está a Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, que lançou sua oferta de ações (IPO, na sigla em inglês) ao mercado, podendo levantar até R$ 5,7 bilhões, considerando o topo da faixa indicativa da oferta, que vai de R$ 9,33 a R$ 12,67 por ação. Os valores colocados para a concorrente podem levar o mercado a se questionar sobre o valuation das demais empresas do setor.

Fleury (FLRY3, R$ 26,92, +3,90%) e Qualicorp (QUAL3, R$ 29,60, + 3,35%)  também tiveram ganhos entre 3% e 4%.

Entre as baixas, estiveram também as ações de bancos, com queda de cerca de 2%, caso de Bradesco (BBDC3, R$ 22,50, -2,00%;BBDC4, 25,60, -1,58%), e mais amenas para Banco do Brasil (BBAS3, R$ 29,55, -1,20%), Itaú (ITUB4, R$ 27,13, -1,17%) e Santander (SANB11, R$ 38,49 -1,05%), de cerca de 1%.

Fora do Ibovespa, as ações da Rede D’Or (RDOR3, R$ 66,56, +2,76%) subiram mais de 2% após aquisição da Biocor, enquanto o Méliuz (CASH3, R$ 29,73, +6,71%) avançou quase 7% após dados operacionais do primeiro trimestre (veja mais clicando aqui).

Confira mais destaques:
Oi (OIBR3, R$ 1,89, 0,00%;OIBR4, R$ 2,59 -0,77%)

A Oi informou que o acordo de exclusividade assinado com Globenet Cabos Submarinos, BTG Pactual Economia
Real Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia e outros fundos de investimento para a venda da InfraCo, unidade de infraestrutura de fibra ótica da operadora, foi prorrogado até as 10h (horário de Brasília) do dia 9 de abril de 2021. Antes, o acordo tinha sido prorrogado de 5 de março para até 5 de abril.

A companhia informa que o “acordo visa garantir segurança e celeridade às tratativas em curso entre as partes e permitir
que os termos e condições dos documentos e anexos relativos à oferta vinculante para aquisição parcial da UPI InfraCo  possam continuar a ser negociados”.
De acordo com a Oi, caso sejam satisfatoriamente finalizadas as negociações das condições e documentos entre as partes, a Oi terá condições de garantir às Proponentes o direito de cobrir (“right to top”) outras propostas recebidas no processo competitivo de alienação parcial da UPI InfraCo, na forma da Cláusula 5.3.9.4.6. do Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial homologado pela 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio do Janeiro.
Rede D’Or (RDOR3, R$ 66,56, +2,76%)

A Rede D’Or anunciou a aquisição, por meio de sua afiliada Clínica São Lucas, de 51% do Biocor, hospital de doenças cardiovasculares, localizado em Belo Horizonte (MG). Segundo a empresa, a empresa tem valor de firma de R$ 750 milhões, do qual será deduzido o endividamento líquido.

A companhia estima que a Biocor terá receita de R$ 300 milhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 70 milhões um ano após o fechamento da operação.

O Credit Suisse afirmou que o valor pago por leitos na compra pela Rede D’Or ficou abaixo de sua expectativa para o plano de expansão, e destacou que a empresa adquiriu o equivalente a 350 leitos, com planos de expandir entre 150 e 200 leitos.
Gol (GOLL4, R$ 22,53, -0,31%)

A Gol informou na segunda que a demanda por assentos em seus voos domésticos em março foi 40,6% menor do que um ano antes, ilustrando a continuada pressão sobre o setor aéreo, diante das medidas de isolamento social para tentar conter a pandemia da Covid-19 no Brasil.

Já a oferta de assentos pela companhia foi 39,7% menor, também no comparativo anual. Com isso, a taxa de ocupação das aeronaves diminuiu 1,1 ponto percentual em relação a março de 2020, primeiro mês da pandemia no país, para uma taxa de 71,8%.

No primeiro trimestre, a demanda foi 35,7% menor, enquanto a oferta de assentos caiu 34,7%, provocando uma queda de 1,2 ponto ano a ano, para 79,8% de ocupação de passageiros.

Não houve voos internacionais operados pela Gol no mês passado, em meio a restrições de vários países à entrada de passageiros procedentes do Brasil, que enfrenta uma segunda onda da pandemia. “Em março, a Gol operou uma média de 245 voos diários e adequou frequências à menor demanda nos hubs de Congonhas (São Paulo), Galeão (Rio de Janeiro), Brasília (Distrito Federal), Fortaleza (Ceará) e Salvador (Bahia)” afirmou a companhia.
Méliuz (CASH3, R$ 29,73, +6,71%)

O Méliuz divulgou prévia dos dados operacionais do primeiro trimestre de 2021. Ao longo do trimestre, foram abertas 2,4 milhões de novas contas, uma média de 27 mil contas abertas por dia. Com esse número, chegou-se a uma base total de 16,4 milhões de contas abertas – um crescimento de 73% em relação ao total no final do primeiro trimestre de 2020.

Já o número de usuários ativos nos últimos doze meses registrou um crescimento de 226%, passando de 2,2 milhões no primeiro trimestre de 2020 para 7,1 milhões no primeiro trimestre de 2021.

No período, a companhia originou para os parceiros do Marketplace um GMV (Gross Merchandise Volume ou Volume Bruto de Mercadorias) de mais de R$ 833 milhões, um crescimento de 91% na base de comparação anual. Considerando o GMV no primeiro trimestre de 2021, originou-se um total de R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 59% em relação ao desempenho observado nos primeiros três meses de 2020, apesar do GMV do setor de viagens ainda não ter voltado aos patamares do 1º trimestre de 2020.

“Na esfera dos serviços financeiros, o Cartão Méliuz – cartão de crédito co-branded que não possui anuidade e oferece até 1,8% de cashback -, ao final do primeiro trimestre de 2021, atingiu a marca de 4,5 milhões de solicitações – 19 vezes o número atingido no primeiro trimestre de 2020”, destacou a empresa.

O Bradesco BBI apontou que o Méliuz entregou mais um resultado significativamente melhor do que o esperado, com o número de usuários ativos atingindo 7,1 milhões no primeiro trimestre, enquanto para o ano os analistas estimavam um número de 8,6 milhões.

“Em termos de GMV, apesar de impactado positivamente pela sazonalidade favorável do trimestre, o crescimento de 91% na base anual também nos surpreendeu e vemos sinais de alta em nossa estimativa para 2021. Em outras frentes, as aplicações de cartões mantiveram-se fortes, com 1,4 milhão no trimestre, enquanto a oferta de soluções mais frequentes (cartão presente e recargas de celular) já mostraram impactos positivos no engajamento do usuário, levando a um maior número de transações por usuário e fazendo com que os primeiros usuários iniciem sua jornada de consumo. Ao todo, vemos os dados operacionais do Méliuz  altamente positivos, uma vez que a empresa continua a entregar resultados além de nossas expectativas”, afirmam os analistas. Eles reforçam o Méliuz como a primeira escolha entre três setores (tecnologia, saúde e educação) na cobertura consolidada, com um preço-alvo de R$ 42 para o final de 2021.
HBR Realty Empreendimentos Imobiliários (HBRE3, R$ 16,75, + 1,64%)

O Itaú BBA iniciou a cobertura da HBR Realty, com recomendação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 34,3 para o ano de 2021, frente aos R$ 16,48 de fechamento na segunda. Fundada em 2011, a empresa é uma incorporadora de propriedades urbanas focada na região metropolitana de São Paulo, com atuação forte em centros de conveniência.

O banco avalia que o mercado paulistano de centros de conveniência não é foco de grande competição, e que o tamanho da HBR Realty pode contribuir para a geração de valor. O Itaú BBA destaca ainda que o mercado de fusões e aquisições de escritórios está aquecido.
CCR  (CCRO3, R$ 13,20, +0,53%)

O Bradesco BBI repercutiu os dados operacionais do portfólio da CCR para a semana de 26 de março. O tráfego de estradas com pedágio teve alta de 36% na comparação anual, alta de 20 pontos percentuais em relação à semana anterior. O tráfego de passageiros em mobilidade urbana subiu 51% na comparação anual, e 23 pontos percentuais frente à semana anterior. O tráfego em aeroportos subiu 396% na comparação anual, e 392 pontos percentuais frente à semana anterior.
Vale (VALE3, R$ 102,05, -1,30%)

O ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, e o ex-diretor de ferrosos da companhia, Peter Poppinga, são alvo de um processo administrativo sancionador aberto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no caso Brumadinho.

Em agosto de 2019, a autarquia instaurou um inquérito para aprofundar a investigação sobre a responsabilidade de administradores da companhia pelos fatos relacionados ao rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em 25 de janeiro daquele ano.

Informações públicas mostram que a CVM abriu prazo para a apresentação de defesas pelos dois executivos na última segunda. A apuração trata de “eventuais irregularidades relativas à possível inobservância de deveres fiduciários” ligados à tragédia que matou 272 pessoas. Não há maiores detalhes. Entre os deveres previstos na Lei das S.A. estão os de lealdade – em relação à empresa e seus acionistas – e de diligência, pelo qual o administrador da companhia deve atuar com o mesmo cuidado que empregaria em seus próprios negócios.

Ao comunicar a abertura de inquérito, em 2019, a CVM destacou que a apuração não incluía a atuação sobre questões relativas à legislação ambiental. À época, o órgão regulador não mencionava o nome de executivos.

O Ministério Público Federal decidiu pelo arquivamento de um requerimento do empresário Benjamin Steinmetz que acusava executivos da Vale  de práticas ilícitas, informou nesta segunda-feira a companhia, que agora avalia denunciar o israelense por calúnia e difamação. Ao fim de 2020, o empresário apresentou ao MPF supostas evidências de que a mineradora teria praticado crime de corrupção e tráfico de influencia em atividades relacionadas ao projeto minerário de Simandou, na República da Guiné.

“A Vale entende que a decisão do Ministério Público Federal corrobora a lisura e probidade de sua atuação no mercado”, disse a companhia em comunicado nesta segunda-feira.
Dasa(DASA3, R$ 144,01, -0,68%)

A Dasa define nesta terça-feira o preço por ação de sua oferta subsequente (follow-on), em operação que pode levantar cerca de R$ 5,7 bilhões e levar a companhia para o Novo Mercado.
BTG Pactual (BPAC11, R$ 98,62, +0,17%)

A Caixa Econômica Federal e o BTG Pactual assinaram acordo por meio de subsidiárias para a aquisição pelo banco de investimentos da totalidade das ações ordinárias do Banco Pan em poder do banco estatal, equivalentes a 26,8% do capital social, comunicaram o BTG e o Pan nesta terça-feira.

Pelas ações de titularidade da Caixa Participações (CaixaPar), representativas de 49,2% do capital social votante do Banco Pan, o Banco Sistema se comprometeu a pagar aproximadamente R$ 3,7 bilhões, o que corresponde a R$ 11,42 por ação.

Com a operação, destacou o BTG em fato relevante, a CaixaPar conclui o processo de desinvestimento de sua participação no Banco Pan e o BTG Pactual, que participa de seu co-controle há mais de uma década, passará a consolidar o controle acionário da instituição.
Magazine Luiza (MGLU3, R$ 20,60, +0,88%), Mobly (MBLY3, R$ 21,17, -0,84%) e Mercado Livre (MELI34, R$ 72,50, +2,26%)

O Morgan Stanley atualizou o seu modelo para o setor de e-commerce da América Latina após a temporada de divulgação de resultados, prevendo crescimento de 27% em 2021, excluindo taxa de câmbio e o desempenho da Argentina. Em US$, o banco prevê crescimento de 25%.

No Brasil, o banco elevou a perspectiva de crescimento em 2021 de 22% para 26%. A expansão do mercado deve ser o maior impulsionador do crescimento do setor, com as principais empresas consolidando sua participação no mercado. Até 2025, o banco diz esperar a adição de R$ 215 bilhões em GMV (valor total de vendas aos clientes).

Os analistas da instituição mantêm visões positivas e de overweight (expectativa de crescimento acima da média do mercado) para Mercado Livre, Magazine Luiza e Mobly. O Magazine Luiza deve liderar os ganhos no Brasil.

Menos

ECONOMIA

Recuperação da economia a níveis pré-pandemia não está completa, diz Campos Neto

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IstoÉ Dinheiro - SP   07/04/2021

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou nesta terça-feira, 6, que a recuperação da economia a níveis pré-pandemia não está completa, lembrando que a segunda onda da pandemia deve ter impactos sobre a atividade em março e abril deste ano. “Os níveis de confiança no Brasil voltaram a cair. Acredito que as pessoas estão tentando entender o que esse novo movimento de distanciamento social significa para os negócios e quão tempo ele deve durar”, avaliou em participação em evento virtual promovido pelo Itaú Unibanco.

Ele reforçou que o BC está preparado para tomar mais medidas de liquidez, caso seja necessário. “Mas acreditamos que o sistema financeiro segue com bastante liquidez e bem capitalizado”, completou.

Lockdown e vacinação

O presidente do Banco Central disse que há estudos que mostram que as medidas de lockdown adotadas em algumas cidades tiveram pouco sucesso em reduzir a mobilidade nessas localidades. Ele voltou a defender uma aceleração no processo de imunização contra a covid-19 para possibilitar a reabertura da economia.

“As pessoas não estão ficando em casa, por um motivo ou outro, mas acreditamos que essas medidas (de lockdown) terão curto prazo. Nossas simulações mostram que é necessário vacinar mais pessoas e mais rápido. Se passarmos de 1 milhão para 2 milhões para doses aplicadas por dia, o impacto na economia é enorme. Temos que seguir nessa direção”, afirmou, em participação em evento virtual promovido pelo Itaú Unibanco.

Campos Neto repetiu que há um aumento de infeccções e mortes por covid-19 no Brasil e citou o esforço de diversos países na compra de vacinas contra a doença. “O Brasil tem uma história de sucesso na vacinação. O Brasil vem acelerando o programa de imunização e finalmente esta vacinando 1 milhão de pessoas por dia. Os Estados Unidos e o Reno Unido têm tido bastante sucesso em seus programas. Estimamos que 10% do mundo estará vacinando no fim deste mês”, afirmou.

Segundo Campos Neto, a queda no número de óbitos nos países que avançaram mais na aplicação das vacinas demonstra a eficácia da imunização. “Em julho, a maioria das pessoas com maior risco já terá sido vacinada e no segundo semestre devemos ver uma reabertura da economia. Mas as coisas podem ser diferentes. No Chile, apesar da aplicação das vacinas, os casos estão aumentando, mas achamos que o Chile não é um bom exemplo para o Brasil, que teve um grau de isolamento social diferente nos últimos meses”, comparou.

‘Reflação’

O presidente do Banco Central repetiu também que a cenário de “reflação” em diversas economias tem levado a um processo de aumento nas taxas de juros por vários bancos centrais. Para o presidente do BC, essa reflação leva a uma reprecificação dos ativos, enquanto os estímulos financeiros persistem em meio à retomada econômica.

Campos Neto reiterou que a inflação de alimentos está rodando acima da meta de inflação em diversas economias emergentes, com destaque para o Brasil e a Turquia.

Mais uma vez, ele apontou o tamanho do pacote fiscal brasileiro em 2020 para o enfrentamento da pandemia de covid-19, que resultou em um endividamento que está entre os maiores dentre os emergentes. “Considerando este grupo, a dívida bruta brasileira só é menor em proporção do PIB do que a de Angola”, repetiu, em participação em evento virtual promovido pelo Itaú.

Política monetária

O presidente do Banco Central disse também que o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou um processo de “normalização parcial” da taxa de juros porque o cenário básico passou a apontar que a inflação ficaria mais alta.

“Muitos criticaram que devíamos ter reduzido ainda mais a Selic. Mas quando baixamos a Selic para 2,00% (em agosto de 2020), projetávamos um cenário que nunca se realizou. Então o BC sabia que deveria iniciar alguma normalização em breve (da Selic)”, afirmou ele. “Vemos uma alta dos preços locais das commodities, que têm efeito sobre a inflação”, repetiu.

Mais uma vez, Campos Neto avaliou que aumentar a Selic em um ritmo mais forte – com uma alta de 0,75 ponto porcentual, para 2,75% em março, já prevendo nova alta de 0,75 p.p. em maio – pode significar uma alta total menor da taxa até o fim desse ciclo.

Menos

Crise de confiança nos investimentos

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Veja - SP   07/04/2021

Em setembro de 2020, em discurso na ONU, o presidente Jair Bolsonaro disse que os investimentos diretos no País (IDP) haviam aumentado no primeiro semestre em comparação com o ano anterior. “Isso comprova a confiança do mundo em nosso governo.” A afirmação era duplamente falsa: primeiro em relação aos fatos, depois à sua avaliação. Na verdade, os investimentos diretos no País caíram, e o fator que comparativamente mais contribuiu para isso foram as incertezas geradas pelo desgoverno nacional.

Segundo o Banco Central (BC), no primeiro semestre de 2020 o IDP foi de US$ 25,3 bilhões, enquanto no mesmo período de 2019 foi de US$ 32,3 bilhões. No Índice de Confiança para Investimento Estrangeiro Direto anual, lançado recentemente pela consultoria A.T. Kearney, o País caiu duas posições, e agora está em 24.º lugar.

O investimento estrangeiro direto (IED), destinado a ampliar a produção das empresas, é um indicador importante por refletir um interesse duradouro por parte do investidor internacional. Conforme o Banco Mundial, é o melhor tipo de investimento para gerar empregos, desenvolver infraestrutura e transferir tecnologias. O IDP é a composição do IED e dos lucros das empresas estrangeiras no Brasil e de recursos de empresas brasileiras com subsidiárias no exterior.

No total, os ingressos do IDP caíram de US$ 69 bilhões, em 2019, para US$ 34 bilhões, em 2020. “Como tais fluxos são considerados de fundamental importância para a transferência de tecnologia, é possível que quedas duradouras dessa variável possam comprometer o processo de integração nas cadeias globais de valor e a competitividade”, alertou o BC, “com consequências para o desenvolvimento econômico de longo prazo.”

Naturalmente, o declínio tem razões sistêmicas derivadas da pandemia. Mas o Índice de Confiança da Kearney, resultante de uma pesquisa feita com 500 executivos seniores das maiores multinacionais sobre os destinos mais atrativos para os próximos três anos, mostra que, comparativamente, a confiança no Brasil vem derretendo.

O País chegou a ser o terceiro destino predileto em 2012 e 2013, por causa da riqueza de seus recursos naturais e da renda então crescente da classe média. Mas as incertezas econômicas, o desgoverno político e os escândalos de corrupção levaram a uma queda dramática.

Na avaliação deste ano, os responsáveis pelo Índice advertem que “a queda reflete a deterioração da economia doméstica e do ambiente de governo”, manifestando especial preocupação com o descontrole do contágio e os tropeços na vacinação.

Em 2020, a Formação Bruta de Capital Fixo, ou seja, os investimentos que aumentam a produção, apresentou uma queda de 0,8% em relação à sua participação no PIB. Dados do FMI mostram que no Brasil esta participação está em 16,4% – o nível mais baixo desde 1968, segundo a FGV. Na América Latina, esta participação é de 19,6%; no mundo, 26,2%; e nos países emergentes, 32,8%.

Em editorial recente, bem a propósito intitulado A pandemia empurra as finanças do Brasil para a beira do colapso, o jornal Financial Times – outro indicador importante em se tratando de percepção do mercado – advertiu sobre o agravamento da crise pandêmica em razão da “teimosa desídia” do presidente Bolsonaro – isso sem falar em outros fatores de desconfiança, como as suas intervenções desastradas nas estatais. Ainda assim, o jornal lembra aos seus leitores que, “diferentemente de muitas nações presas nas agonias econômicas do coronavírus, o destino do Brasil está amplamente em suas mãos”.

As soluções são conhecidas pelos investidores estrangeiros e nacionais. Entre elas, uma reforma administrativa que elimine privilégios do funcionalismo e estabeleça níveis sustentáveis para o endividamento público ou uma reforma tributária que racionalize os mecanismos de taxação e elimine as distorções que privilegiam as elites de uma das sociedades mais desiguais do mundo. Além disso, a modernização de marcos regulatórios, como o do gás ou do saneamento – que já foram aprovados pelo Congresso –, certamente ajudará a resgatar a confiança dos investidores.

Menos

FMI eleva projeção do PIB mundial para 6%; Brasil deve crescer 3,7%

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Exame - SP   07/04/2021

O rápido avanço da vacinação contra o coronavírus em alguns países, sobretudo nos EUA, e as robustas respostas fiscais e monetárias para mitigar a recessão provocada pela covid-19 levaram o Fundo Monetário internacional (FMI) a elevar a previsão de alta do PIB global para este ano dos 5,5% estimados em janeiro para 6,0% agora.

Os mesmos fatores também contribuíram para o avanço pouco menor, de 0,2 ponto porcentual, da previsão de alta do crescimento internacional para 2022, de 4,2% para 4,4%, destaca o relatório Perspectiva Econômica Mundial de abril.
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A projeção para o Brasil, entretanto, se manteve praticamente no mesmo patamar de janeiro, quando o órgão estimou o crescimento do país em 3,6%. Agora, a expectativa é que a economia brasileira cresça 3,7% neste ano e 2,6% em 2022.

O FMI, contudo, ressalta que a dinâmica do crescimento global é "incerta", pois na corrida entre a vacinação e a multiplicação de variantes do coronavírus pelo mundo ainda não há um cenário claro sobre quais serão os seus desdobramentos no curto prazo. O fundo reconhece que existe um processo de imunização em termos internacionais que não é equitativo, já que países avançados têm mais acesso às vacinas, enquanto nações emergentes e de baixa renda enfrentam grandes dificuldades para ter ampla disposição dos imunizantes.

Segundo o FMI, a "forte cooperação internacional é vital" para que no front da saúde pública, "ocorra produção adequada de vacinas e distribuição universal com preços acessíveis, inclusive com funding suficiente para a iniciativa Covax, assim todos os países poderão rapidamente e decididamente derrotar a pandemia".

A entidade também defende que a comunidade internacional precisa trabalhar em conjunto para assegurar que nações com restrições financeiras tenham acesso à liquidez global, assim poderão fazer frente às despesas necessárias para recuperar suas economias, sobretudo nas áreas de saúde e infraestrutura. Neste contexto, o FMI defende que o funding de instituições multilaterais seja ampliado.

O fundo está trabalhando com o governo dos EUA para disponibilizar mais recursos aos países muito atingidos pela pandemia, através do maior acesso a reservas de sua moeda, os Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês).

O órgão estima que o comércio mundial em volume de mercadorias e serviços deverá aumentar 8,4% neste ano, acima da projeção de 8 1% divulgada há três meses. Em relação a 2022, o indicador deve registrar uma alta de 6,5%, superior aos 6,3% previstos anteriormente.
EUA

Boa parte da melhora das estimativas do FMI para o crescimento mundial em 2021 foi motivada pelas perspectivas bem mais favoráveis para o PIB dos EUA neste ano, que será o principal motor do nível de atividade global. O fundo elevou a previsão para a economia americana de 5,1% para 6,4%, projeção próxima da alta de 6,5% realizada pelo Federal Reserve.

A rápida velocidade da vacinação empreendida pelo governo do presidente Joe Biden e a adoção do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão geraram uma aceleração da recuperação do país, o que inclusive terá efeitos positivos para 2022. O FMI elevou também a projeção de alta do PIB americano para o próximo ano em um ponto porcentual, de 2,5% para 3,5%.

Outro elemento que ajudou na melhora da previsão do FMI para o PIB global neste ano, embora de forma mais modesta, é o forte crescimento da China, que deverá ter expansão de 8,4% neste ano, acima dos 8,1% estimados em janeiro. Para 2022, o fundo manteve a projeção de alta de 5,6%.

Em relação à zona do euro, o FMI estima que o crescimento da região será de 4,4% neste ano, um pouco melhor do que a previsão anterior de 4,2%, embora aponte que o nível de retomada foi prejudicado pela necessidade de adoção de medidas restritivas da economia de diversos países para coibir a disseminação do coronavírus. A projeção para 2022 é de um crescimento de 3,8%, pouco superior aos 3,6% previstos em janeiro. Para o Japão, o fundo estima uma expansão de 3,3%, acima dos 3,1% projetados anteriormente, enquanto elevou a previsão de 2,4% para 2,5% de alta do PIB japonês em 2022.
Cenários alternativos

Desde que surgiu a pandemia, o FMI divulga dois cenários alternativos sobre a tendência da economia global em relação às projeções do cenário-base.

Nesta edição do relatório Perspectiva Econômica Mundial, o cenário mais favorável, que considera vacinação 10% mais veloz pelo globo e que consegue ser eficiente para conter as variantes da covid-19, o PIB mundial poderá crescer pouco menos de 6,5% em 2021, quase 0,5 ponto porcentual acima da previsão original de 6 0%. Para 2022, o PIB global poderia avançar perto de 1 ponto porcentual além da estimativa atual de 4,4%.

Por outro lado, no cenário mais desafiador, com atrasos de produção e distribuição de vacinas que levariam a postergar a imunidade coletiva em seis meses nas economias avançadas e em nove meses nos países em desenvolvimento, o crescimento mundial poderia ficar próximo a 4,5% em 2021 e poderia desacelerar mais de um ponto porcentual em 2022, pois avançaria 3,4%, e não os 4 4% previstos atualmente.

Menos

A outra face da inflação que precisa ser controlada pelo Copom

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O Estado de S.Paulo - SP   07/04/2021

A forte alta nos preços de matérias-primas – como aço, ferro, soja e petróleo – e a acentuada desvalorização do real ante o dólar foram os grandes culpados pela disparada nos preços de atacado, o que acabou levando a inflação ao consumidor subir bem mais do que se imaginava e deflagrando um debate entre analistas e Banco Central sobre o quão transitório seria essa pressão inflacionária.

No pano de fundo desse debate, está o ritmo e a magnitude do atual ciclo de aperto monetário, iniciado pelo BC com uma alta de 0,75 ponto porcentual, para 2,75%, na reunião do Copom no mês passado.

Enquanto a natureza do recente repique inflacionário for resultado basicamente da alta nos preços das commodities em reais, muitos do mercado acreditam que o Copom não precisaria ir tão longe nem pesar a mão para retirar todo o estímulo monetário em vigor ainda em 2021. A mediana das estimativas de analistas, conforme a pesquisa Focus, aponta para uma taxa Selic a 5,0% no fim do ano.

Por outro lado, para quem teme que a esperada retomada da economia brasileira na segunda metade deste ano, com o avanço da vacinação contra a covid-19 no País, possa alterar a natureza da inflação, com maior pressão dos preços no setor de serviços, o Copom deveria agir preventivamente e subir os juros de forma acelerada. Nesse caso, há quem espere que o Copom eleve a Selic para até 6,5% no fim do ano.

Em 2020, por exemplo, os preços de produtos industriais, de alimentos e combustíveis responderam por 72% da inflação ao consumidor no ano, que foi de 4,52%, embora esses três componentes tenham um peso de apenas 44% na cesta de itens do IPCA. São justamente os produtos industriais, alimentos e combustíveis que melhor refletem a pressão dos preços em reais das matérias-primas.

Enquanto o índice cheio foi de 4,52% em 2020, a média ponderada de alimentos, combustíveis e industriais registrou alta de 7,42% – só os preços de alimentos subiram 18,15%. Já a inflação de serviços foi de apenas 1,80% no ano passado.

A situação não podia ser mais diferente do que aconteceu com a inflação em 2012, quando o Copom reduziu a Selic para a mínima histórica até então, de 7,25%. Naquele ano, o índice cheio da inflação ao consumidor foi de 5,84%, mas os preços de serviços – refletindo uma pressão na demanda – subiram 7,78%, enquanto a média ponderada dos preços de alimentos, produtos industriais e combustíveis registrou alta de 2,28%.

“Se a natureza da inflação virar para uma inflação de serviços, é muito mais difícil para controlar, exigindo um nível bem maior de juros reais para quebrar a dinâmica dos preços”, diz o gestor e sócio fundador da MZK Investimentos, André Kitahara. “É preciso evitar que a alta nos preços da gasolina, do feijão e do arroz contamine a inflação do barbeiro.”

Kitahara explica que a natureza da inflação causada por um choque de commodities em reais é mais volátil, ou seja, na mesma velocidade e magnitude que sobe, ela pode cair. “Já a inflação de serviços traz muito mais inércia: se o cabeleireiro subiu seu preço ontem, a chance de voltar a subir amanhã é maior.”

Assim, o trabalho do BC – e o custo da política monetária – para ancorar as expectativas inflacionárias quando a pressão vem dos preços de serviços (ou itens “não comercializáveis”) é muito maior do que com um choque de commodities em reais, como o atual.

“Até o momento, a inflação de serviços não tem sido o problema, pelo contrário: vem segurando a inflação cheia”, alerta Gustavo Menezes, outro sócio da MZK Investimentos. “Mas quando se combina a alta das commodities em reais com a perspectiva de retomada mais forte na economia mundial e no Brasil no segundo semestre, o BC tem que agir em dois fronts: não só atacar a pressão corrente, mas também se antecipar ao horizonte de maior demanda à frente para não colocar em risco a ancoragem das expectativas para 2022."

Por enquanto, a mediana das estimativas de inflação para 2022 segue ao redor da meta, de 3,50%. Para manter essa expectativa sob controle, o BC precisará ter credibilidade e mostrar que pode agir para evitar que a natureza da inflação dê uma guinada perversa.

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Entenda a verdadeira dimensão dos leilões de infraestrutura esta semana

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Globo Online - RJ   07/04/2021

O governo fará esta semana uma série de leilões de infraestrutura para repassar à iniciativa privada 22 aeroportos, cinco terminais portuários e uma ferrovia. São ativos que em sua maioria já estão construídos, mas que precisam de melhorias e ampliação. Isso ocorrerá por meio dessas concessões. As empresas pagarão um valor que irá para o caixa do governo - outorga - ao mesmo tempo em que serão obrigadas a realizar investimentos, melhorando a produtividade da economia e gerando empregos.

A primeira coisa que é preciso entender nesse assunto é a dimensão desses leilões. Eles são importantes, mas não têm força para reverter o quadro atual de fraqueza da economia brasileira. O governo espera contratar investimentos de R$ 10 bilhões em 30 anos com esses projetos. Isso é uma gota no oceano diante das necessidades que o país tem na área. Para se ter uma ideia, o Instituto Ilos calcula que o déficit de investimento em infraestrutura está na casa de R$ 1 trilhão. Ou seja, o que está sendo chamado de Infra Week, em uma estratégia de marketing para alavancar a imagem do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, representa apenas 1% desse valor. Outra forma de enxergar esse investimento é convertê-lo em dólares. Os R$ 10 bilhões que parecem um número grande se transformam em menos de US$ 2 bilhões. Quase nada perto do PIB brasileiro, em torno de US$ 1,84 trilhão.

A especialista em logística Maria Fernanda Hijjar, sócia-executiva do Instituto Ilos, explica que o governo foi obrigado a reduzir o valor da outorga para aumentar a atratividade dos projetos por causa do contexto ruim da pandemia. Especialmente o setor aéreo está sendo atingido pela retração na demanda, por isso a estratégia foi abrir mão de arrecadação para tentar alavancar os ativos. A venda também ocorrerá em blocos, para diminuir o risco de leilões vazios. O investidor terá que comprar de uma só vez vários aeroportos, uns mais atrativos, outros, menos, separados em três regiões: Norte, Sul e Centro-Oeste.

- O governo espera que esses investimentos gerem crescimento econômico, e por isso opta por arrecadar menos, reduzindo a outorga, na expectativa que isso ajude a movimentar a economia - explicou Hijjar.

No caso dos aeroportos, a outorga total caiu de R$ 609 milhões para R$ 189 milhões. Já os investimentos exigidos foram reduzidos de R$ 6,9 bilhões para R$ 6,1 bi. Segundo Hijjar, os aeroportos do Sul devem atrair investidores pelo turismo e os negócios da região. Os destaques são os aeroportos de Curitiba e Foz do Iguaçu. Na região Norte, o atrativo é a movimentação de cargas, principalmente em Manaus. A dúvida está nos aeroportos do Centro-Oeste, que têm uma característica mais regional.

- Como o governo reduziu as outorgas, isso pode garantir os investimentos. Apesar da pandemia, os investidores em infraestrutura buscam retorno no longo prazo - disse Hijjar.

Na Bahia, haverá a concessão de um trecho de 537 quilômetros da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Ele ligará uma mina em Caetité, no oeste do estado, até Ilhéus, no litoral, onde o minério de ferro poderá ser exportado. Como os preços do produto estão em alta no mercado internacional, o momento pode ser bom para essa venda, embora Hijjar entenda que o principal interessado nesse trecho possa ser a própria empresa que explora a mina de Caetité. Em conversa na B3 nesta terça-feira, o ministro Tarcísio disse que a expectativa é que a ferrovia também possa, futuramente, ajudar no escoamento de grãos, com novos trechos que irão se conectar à ferrovia Norte e Sul.

Dos cinco terminais portuários que irão à venda, quatro ficam em Itaqui, no Maranhão, para transporte de granéis líquidos, especialmente combustíveis. Mesmo com a pandemia e a redução no consumo, o momento é favorável também pelos bons preços internacionais. O outro fica em Pelotas, para transporte de cargas em geral, especialmente toras de madeira.

Maria Fernanda Hijjar conta que a expectativa para os leilões, que ocorrerão de quarta a sexta-feira desta semana, é positiva. Mas ela teme que a instabilidade política neste momento possa afastar investidores.

- O investidor consegue precificar a redução de demanda provocada pela pandemia. Mas ele não consegue colocar no preço a instabilidade política. E este é um governo que tem a sua problemática. Isso pode assustar bastante – ponderou.

Com o governo em crise fiscal, é preciso atrair a iniciativa privada para os investimentos em infraestrutura. Os leilões vão na direção correta, mas são significam um ponto de virada, como quer fazer crer a equipe econômica.

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Guedes: tivemos uma grande surpresa com atividade econômica nos últimos 2 meses

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IstoÉ Dinheiro - SP   07/04/2021

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a recuperação econômica do País já pode ser vista pelo comportamento de indicadores como emprego e arrecadação. Em evento virtual Itaú Latam Spring Meetings, o ministro disse que isso ocorre mesmo em meio à segunda onda de covid-19, o que mostra que o País soube enfrentar a crise melhor até mesmo que países desenvolvidos. “Mesmo com crise de covid, conseguimos criar empregos no País”, disse.

Para enfrentar a pandemia neste ano, o governo decidiu renovar medidas adotadas no ano passado, disse o ministro. “Com a segunda onda de covid, renovamos o auxílio emergencial para os mais vulneráveis”, afirmou, ressaltando, porém, que ele será mais focado e, por isso, terá custo menor.

“Estamos repetindo o protocolo da última crise, mas com mais foco e menor impacto fiscal”, afirmou. “Vamos renovar o programa de proteção de empregos, foi muito bem sucedido no ano passado”, disse ele, sobre o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), que permitiu às empresas aplicarem corte de salários e jornada para evitar demissões.

O ministro ressaltou o resultado da arrecadação, que teve alta real de 4,3% em fevereiro ante o mesmo mês de 2020, e de empregos, com criação de 401 mil vagas no mesmo mês. “Tivemos uma grande surpresa com a atividade econômica nos últimos dois meses, um resultado fantástico na criação de empregos. Temos sinais de recuperação da atividade também na arrecadação.”

Guedes mencionou também a aprovação, pelo Congresso, do projeto que deu autonomia do Banco Central (BC) mesmo em um momento de aumento de preços. “Estamos de volta à trajetória de reformas, aprovamos a independência do BC”, afirmou. Sobre a inflação, o ministro disse que o governo não vai deixar que uma crise temporária se torne permanente.

O ministro celebrou ainda a aprovação da PEC Emergencial pelo Congresso, que permitiu um novo regime fiscal e a adoção de gatilhos quando as despesas correntes atingirem 95% das receitas para União, Estados e municípios.

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MINERAÇÃO

Aumento da taxa mineral pelo Pará, em março, leva cobrança à Vale para casa do bilhão

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O Estado de S.Paulo - SP   07/04/2021

A cobrança da taxa mineral pelos Estados voltou aos holofotes no início de março, quando o governador paraense Helder Barbalho (MDB) editou um decreto elevando as alíquotas relativas à extração de produtos como níquel, cobre e minério de ferro, commodity que é o carro-chefe da Vale. A mineradora brasileira tem no Pará duas de suas principais minas: Carajás e S11D.

Para o minério de ferro, a taxa saiu de 1 para 3 Unidades de Padrão Fiscal - UPF-PA, cotada a R$ 3,7292 por tonelada. Levando em conta a produção da Vale no Estado em 2020, de 192,3 milhões de toneladas, o pagamento do tributo pela mineradora triplicaria com a nova taxa, saindo de R$ 717 milhões para R$ 2,2 bilhões por ano. A título de comparação, entre outubro e dezembro do ano passado, a Vale teve lucro de R$ 4,8 bilhões. Procurada, a mineradora não comentou.

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) disse que "recebeu com surpresa" a alteração das alíquotas pelo governo do Pará. A entidade defende que a taxa é inconstitucional e que não houve qualquer alteração nas operações que justificasse a elevação do valor cobrado. Segundo o instituto, a legislação estadual vigente determina que a alteração das alíquotas só poderia acontecer em 2031. O Ibram afirma ainda que a alta não pode incidir em 2021, já que é inconstitucional cobrar aumento de tributo no mesmo exercício financeiro.

Em 2012, ano seguinte à criação da taxa, a Vale chegou a registrar uma provisão de R$ 294 milhões no balanço do terceiro trimestre relativa ao pagamento. Logo em seguida, chegou a um acordo com o governo do Pará, que reduziu o valor cobrado a um terço. No formulário 20-F deste ano, enviado ao órgão regulador do mercado americano, a Vale diz que vários Estados brasileiros, incluindo Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul, impõem a TFRM sobre a produção mineral.

O Estadão/Broadcast apurou que o recente aumento da taxa pelo Pará está relacionado a uma forte insatisfação do governo Helder Barbalho com a Vale. Há anos o governo local pressiona a companhia por uma verticalização da cadeia mineral. Em 2019, a empresa assinou um protocolo de intenções para apoiar a estruturação financeira de uma laminadora de aço em Marabá pela China Communication Construction Company, mas o projeto não saiu do papel. Há ainda a expectativa de instalação no Estado de uma unidade da Tecnored, produtora de ferro-gusa de baixo carbono (gusa "verde").

No dia 26 de março, o procurador-geral do Estado do Pará, Ricardo Sefer, criticou a Vale em transmissão ao vivo organizada no Instagram pelo jurista e presidente do PSD no Pará, Helenilson Pontes. "A visão que o governo (do Pará) tem da Vale é muito ruim. É uma empresa que muito tira e pouco deixa", disse. A companhia extrai quase dois terços de seu minério de ferro em solo paraense.

Um dos criadores da TFRM, em 2011, Pontes defende que a taxa é vinculada ao poder de polícia do Estado, que não se esgota com a fiscalização. "É o poder de atuar em todas as esferas impactadas pela atividade mineral", afirma. A Constituição, diz o jurista, admite taxas de serviço e de poder de polícia, caso da taxa mineral. Ele defende que os recursos arrecadados podem ser destinados a investimentos públicos em saúde, educação, saneamento e outras áreas sociais, desde que para mitigar efeitos nocivos da mineração.

A reportagem tentou ouvir um porta-voz do governo do Pará sobre a taxa por mais de duas semanas, sem sucesso. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), respondeu por e-mail que o decreto nº 1.353, que elevou a taxa, deve ser cumprido por todas as empresas mineradoras do Estado do Pará. O motivo do aumento, afirma, é o alto custo de fiscalização do setor. Segundo a secretaria, o intenso tráfego de minério para o Porto de Vila do Conde gera um alto custo de manutenção das estradas.

A Secretaria de Fazenda de Minas Gerais afirmou que não existe qualquer iniciativa ou proposta por parte do governo mineiro para o aumento da TFRM. Em relação à disputa jurídica sobre as taxas, preferiu não se manifestar enquanto a questão estiver sob análise do Supremo. O governo do Amapá não retornou o contato feito pelo Estadão/Broadcast.

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Máquinas e Equipamentos

Komatsu tem crescimento médio de 40% no segmento de locação de equipamentos

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InfraRoi - SP   07/04/2021

O aluguel de máquinas e equipamentos vem ganhando força no Brasil e mostrou ser um dos “motores” no mercado de equipamentos nos últimos anos para a Komatsu. A fabricante registrou aumento médio de 40% em vendas de máquinas nos últimos anos para serem usadas exclusivamente para locação em seus distribuidores.

“Os distribuidores Komatsu estão investindo significantemente em ativos para locação, principalmente desde o segundo semestre de 2020, após o mercado retomar as atividades diante do primeiro impacto da pandemia”, afirma Dener Alexandre Penalva, representante de Vendas de Máquinas Usadas e Aluguel da Komatsu. Segundo ele, boa parte dos clientes preferem alugar máquinas por um prazo determinado, muito em função de obras de curto ou médio prazo, reduzindo desta forma o risco de investimento. Outra razão é o fato de, muitas vezes, eles estarem alavancados financeiramente, impossibilitando a aquisição ou renovação de frota.

As empresas têm optado pelo aluguel para não terem de se preocupar com as despesas e custos fixos de uma máquina própria, já que muitas obras têm duração de seis a 12 meses. “Por outro lado, o cliente pode adquirir a máquina ao final do contrato de locação, havendo a continuidade da obra e trazendo mais certeza de investimento no ativo ou mesmo estender o contrato de aluguel. A estratégia da Komatsu é garantir locação de máquinas novas e seminovas aos clientes. Ao final do período como ativo, 3 anos ou 5.000 horas, são vendidas como seminovas, criando um ciclo de renovação da frota de locação dos distribuidores”, diz Penalva.

Avaliando o comportamento do mercado brasileiro, com locadoras e construtoras mostrando crescimento no volume de negócios em 2021 em relação a 2020, a Komatsu acredita que a locação de máquinas será um mercado cada vez mais promissor para seus distribuidores, de acordo com Penalva. “Vislumbramos forte crescimento no segmento de locação, pois é um reflexo do que o mercado quer e precisa; é o que o cliente busca atualmente com os distribuidores”, completa.

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Aqua Capital adquire a Rech Tratores e se torna líder nos segmentos de linha verde e linha amarela

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SEGS.com.br - SP   07/04/2021

O Fundo de Investimentos Aqua Capital anuncia a aquisição da Rech Tratores, revendedora mato-grossense focada no segmento de peças de reposição linha amarela. A nova empresa se junta à plataforma de investimentos Rech, que já conta com a Rech Agrícola e a Verde Agrícola, que atua no setor de distribuição de peças de reposição para maquinário agrícola, como tratores, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores. Com a aquisição, a empresa passa a oferecer produtos para máquinas pesadas de todos os segmentos e em todas as regiões.

Fundada por Gilberto Rech em 1994, a Rech Tratores se transformou em uma das maiores importadoras de peças para máquinas pesadas e agrícolas do país. Ao longo dos seus 27 anos, a empresa ganhou força e visibilidade no mercado, principalmente por conta de sua excelência operacional, que seguiu padrões internacionais e que, posteriormente, rendeu a conquista da certificação ISO 9001, em 2009. Ao todo, a empresa tem hoje 10 lojas e centros de distribuição espalhados por todo o Brasil.

"Com a aquisição da Rech Tratores, que volta a fazer parte do mesmo grupo após 2 anos, teremos a consolidação do grupo Rech dentro do Aqua Capital, que também conta com a Verde Agrícola, adquirida no último trimestre de 2020. O grupo já nasce como líder no mercado de peças de reposição para os segmentos de linha amarela e linha verde", comenta Gustavo Pimenta, operating partner do Aqua Capital.

Após a consolidação do negócio, o Grupo Rech contará com 25 lojas, sendo 10 centros de distribuição, e empresa, aproximadamente, 650 funcionários. Além disso a empresa conta ainda com 10 franquias.

"A principal mudança que teremos no grupo é com relação ao portfólio da empresa. A Rech Agrícola e a Verde Agrícola são empresas muito focadas em linha verde, ou seja, maquinários agrícolas. Com a aquisição da Rech Tratores, dobramos nosso potencial de mercado ao incorporar peças do segmento de linha amarela também. Assim, uma empresa que era essencialmente agrícola, passa a oferecer um portfólio de máquinas pesadas para todos os segmentos, tanto linha agrícola como linha amarela", afirma Nilson Agostini, CEO da Rech Agrícola.

O setor de reposição de peças no Brasil movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano e mantem um forte ritmo de crescimento que varia entre 7% e 10%. "Essa aquisição é mais um movimento do Aqua Capital em direção a consolidação de um mercado muito pulverizado e que ainda nos possibilita grande expansão, seja por crescimento orgânico ou M&As", completa Pimenta.

Fundo Aqua Capital

O Aqua Capital é a maior empresa de private equity da América Latina com foco na cadeia de agronegócio e alimentos. Atualmente, o Fundo conta com, aproximadamente, US$ 600 milhões em ativos sob gestão e possui posições de controle em onze empresas reunidas em diferentes plataformas. Por meio de sua abordagem de profissionalização, crescimento, transformação e criação de valor de sustentabilidade, a Aqua Capital cria empresas líderes de mercado e prósperas. As empresas de seu portfólio têm receitas combinadas de mais de US$ 7 bilhões e empregam mais de 7.000 pessoas.

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AUTOMOTIVO

Ford fecha acordo para indenização de trabalhadores da fábrica de Taubaté que será fechada

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O Estado de S.Paulo - SP   07/04/2021

A Ford fechou na tarde desta terça-feira, 6, acordo de indenização para os cerca de 750 funcionários da fábrica de motores em Taubaté (SP). O valor mínimo a ser pago a cada trabalhador é de R$ 130 mil, além das verbas rescisórias. O tema estava em discussão desde janeiro, quando o grupo decidiu encerrar a produção de veículos no País e passar a ser apenas importadora. Na fábrica da Bahia, que tem 4 mil trabalhadores, as negociações continuam.

Em nota, a Ford confirma que a proposta aprovada em votação pelos trabalhadores inclui uma compensação financeira adicional às verbas rescisórias e um programa de qualificação. “Além dos itens previstos no acordo, a Ford também irá oferecer suporte para recolocação por meio da contratação de uma empresa especializada”, informa a nota, que não traz detalhes do acordo.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, o acordo prevê dois salários extras por ano trabalhado aos horistas e um salário a mais aos mensalistas. A empresa se compromete a pagar R$ 130 mil mesmo que a conta seja inferior a esse valor. Para quem tem mais anos de casa, vai valer o que for mais vantajoso. Funcionários horistas lesionados terão bonificação adicional.

A entidade sindical informa que realizou 25 reuniões com dirigentes da Ford até chegar a esse consenso, mas a aprovação em votação individual feita por votos colocados em uma urna em frente à fábrica durante todo o dia mostra que os trabalhadores estavam divididos. Do total de 630 votos, 55,3% votaram a favor, 46,2% contra e a diferença foram de votos brancos ou nulos.
Não houve unanimidade entre trabalhadores

“Muitos trabalhadores queriam que as negociações continuassem para tentar obter indenização melhor, mas outros temiam que a insistência poderia levar o processo à judicialização, o que poderia significar um longo tempo sem receber nada”, diz um porta-voz do sindicato.

Cerca de 100 funcionários continuam na fábrica produzindo peças de reposição de carros da marca, sem prazo definido para a paralisação total. Eles também vão receber a indenização proposta aos demais. Não há ainda qualquer definição sobre o que ocorrerá com as instalações da fábrica.

Em Camaçari (BA), a Ford produzia os modelos Ka e EcoSport. Em 2019 o grupo já havia fechado a fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde eram feitos caminhões e o modelo Fiesta. As instalações foram vendidas para um grupo do ramo de logística.
Perdas significativas

Quando divulgou o encerramento das atividade produtivas no Brasil, em 11 de janeiro, a Ford alegou que “a decisão foi tomada à medida em que a pandemia de covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”. Nos últimos anos, o grupo vinha registrando prejuízos constantes na América do Sul.

A fábrica da Troller em Horizonte (CE) também será fechada, mas apenas no fim do ano. O governo do Estado tenta encontrar um comprador que mantenha a produção do jipe desenvolvido no Brasil. Também o governo da Bahia bisca uma solução para o complexo de Camaçari, o mais moderno do grupo no País, mas, por enquanto, não há nenhum negócio previsto.

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FERROVIÁRIO

Leilão da Fiol obviamente é muito atrativo para dono do minério, diz ministro

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BOL - SP   07/04/2021

O leilão para a operação de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre Ilhéus e Caetité (BA), nesta quinta-feira, 8, é "obviamente" muito atrativo para os donos da carga que está no foco do projeto - o minério de ferro -, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. A fala reforça a expectativa de que o principal candidato à concessão da ferrovia seja a Bahia Mineração (Bamin).

"No caso da Fiol, teremos um sistema de minas-ferrovia-porto, que é um clássico. Obviamente a ferrovia acaba sendo muito atrativa para quem é o dono da carga, para quem opera a mina, mas é bom que se diga que é uma ferrovia de integração", afirmou o ministro.

Pela própria estrutura verticalizada do setor ferroviário, o leilão da Fiol não deve registrar grande concorrência.

Em evento promovido pela B3 para falar da bateria de leilões de ativos de infraestrutura nesta semana, Freitas ponderou, por outro lado, que a Fiol é uma ferrovia de integração, apesar do foco no minério de ferro.

Isso porque o governo planeja conceder nos próximos anos outros dois trechos da Fiol, juntamente com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico). Com isso, a expectativa é de que os trajetos formem, ao fim, um corredor ferroviário Leste-Oeste, ligando Lucas do Rio Verde (MT) a Ilhéus (BA).

"De fato é um projeto estruturante, que inclusive vai induzir novas cargas, e portanto é fundamental fazer esse leilão", disse o ministro.

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Rodoviário

Sem orçamento, obras da BR-381 seguem paralisadas no Vale do Aço

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Diário do Aço - MG   07/04/2021

As obras de duplicação da BR-381, no lote 3.1, em Antônio Dias, estão paralisadas por falta de orçamento, segundo o deputado estadual Celinho do Sinttrocel (PCdoB) divulgou nesta terça-feira (6). Em contato com o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Gustavo Frederico Boerger, o parlamentar foi informado de que a Construtora Brasil ECB, que executa as obras, solicitou a revisão de todos os projetos ainda não executados no lote.

Com o entendimento de que “na verdade, a empresa está solicitando é um reajuste financeiro para dar continuidade aos projetos não executados”, Celinho destaca que já articula com parlamentares de Minas Gerais, tanto no Senado (Carlos Viana, Antônio Anastasia e Rodrigo Pacheco) como também na Câmara Federal (Hercílio Coelho Diniz), a garantia de recursos para a continuidade das obras.

“O Dnit já está analisando os projetos e esse processo deverá demorar em torno de 90 dias. Após esta análise, o Dnit, reconhecendo a necessidade de correção financeira nos projetos, inicia o processo pela liberação de recursos. Mas, o mais grave, é que até hoje o orçamento da União não foi aprovado no Congresso Nacional, e a informação que temos é que o ministro da Economia (Paulo Guedes) tem intenção de cortar no orçamento recursos para infraestrutura”, salienta Celinho.

Até que o processo de concessão seja iniciado, o deputado mineiro reforça que articula pela retomada das obras no Congresso Nacional. “Nós queremos é que os órgãos envolvidos, Ministério da Infraestrutura e Dnit, acelerem as decisões sobre a continuidade das obras aqui na região. Porque, além disso, existe ainda a questão dos taludes que romperam e até hoje nenhuma solução foi apresentada. É preciso mais empenho para com esta obra”, cobra Celinho.

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