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07 de Janeiro de 2021

Índice da Bobina Quente - Preços de Importação

Prezado Associado:                                                                     IBQ - Nº 46     

Preços para importação de BQ - Bobina Quente / China, recebida via Porto de São Francisco do Sul/SC.

O índice é calculado com base em publicações especializadas do setor e visa servir de contribuição para que os associados ampliem suas informações sobre o mercado mundial de aços planos ao carbono.

SIDERURGIA

FT: Covid reforçou domínio mundial da China na siderurgia

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Valor - SP   07/01/2021

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Baowu, gigante que faz mais de 100 milhões de toneladas

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Valor - SP   07/01/2021

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Certificação “QUARD at Work” garante origem e qualidade das peças produzidas com aço de alta resistência

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SEGS.com.br - SP   07/01/2021

Criado pela NLMK, o programa "QUARD at Work" é uma certificação de uso e fabricação de peças de alta resistência ao desgaste e ao impacto, tendo como matéria prima as chapas de alta resistência QUARD e QUEND. O certificado garante a qualidade, origem e rastreabilidade das chapas, concedida pela usina da NLMK Clabecq, na Bélgica.

O aço de alta resistência e baixa liga (HSLA) exige um grau de capacitação técnica elevado, que pode ser garantido e certificado no Brasil graças ao programa “QUARD at Work". Assim, com o objetivo de oferecer parceria à empresas que estão no mercado de processamento e beneficiamento de aços dessa qualidade e/ou querem se desenvolver nessa atividade, a NLMK passou a oferecer no Brasil esse programa.

Uma parceria “ganha-ganha”, em que a multinacional oferece suporte técnico avançado, estoque e condições comerciais especiais para que as empresas parceiras possam atender o mercado de blanks, peças cortadas e fabricadas sob desenho, tendo como matéria prima os aços QUARD e QUEND.

Gerente Nacional de Vendas da NLMK, Redelvim Andrade informa que, atualmente, sete grandes empresas brasileiras já aderiram ao "QUARD at Work". E explica que é muito fácil participar. Havendo interesse por parte de alguma empresa, a equipe da multinacional marca uma reunião para ouvir as demandas do cliente, conhecer sua estratégia comercial, os profissionais envolvidos, para em seguida avaliar se há um senso comum para formalização da parceria.

Vantagens do programa

As vantagens são muitas para as empresas que desejarem aderir ao programa "QUARD at Work" , de acordo com Andrade. Suporte técnico de engenharia para o desenvolvimento de algum produto; indicação de qual tipo de aço é melhor em cada aplicação; treinamento sobre beneficiamento de aços de alta resistência (corte, solda, usinagem, dobra); estoque dedicado e condições comerciais especiais são algumas delas.

Na opinião do executivo, o mercado de aço é muito pulverizado e não é incomum haver o que se chama de entregar “gato por lebre”. Ou seja, o cliente compra um aço especial e recebe, por empresas não idôneas, material inferior ao que foi contratado.

“O programa "QUARD at Work" pretende dar segurança extra os clientes finais de que as peças/blanks beneficiados/cortados que eles compram serão realmente fabricados em aços de altíssima qualidade como o QUARD e QUEND”, resume Andrade. “Temos condição de fazer toda a rastreabilidade das chapas que serão utilizadas para fabricação dos produtos que serão entregues no mercado. Por isso, as empresas parceiras do programa "QUARD at Work" recebem uma “certificação” da NLMK, que controla a matéria prima e entrega produtos de alta qualidade”.

Histórico de qualidade

Fundada em 1934, a Novolipestsk Steel, ou NLMK, possui um dos mais eficientes sistemas integrados de aço do mundo. Seus produtos de alta qualidade são utilizados em vários segmentos da indústria, de construção a engenharia de fabricação de equipamentos para geração de energia e turbinas eólicas. Com bases de produção localizadas na Rússia, Europa e Estados Unidos, a companhia é considerada uma das mais rentáveis do mundo.

Sua usina em Clabecq, na Bélgica, é uma das maiores produtoras de aço de alta resistência do planeta. Conhecidas como chapas QUARD e QUEND, elas são produzidas com minério de ferro puro, enquanto outras chapas concorrentes são produzidas com sucata reciclada. Isso torna as chapas da NLMK as mais puras e top da linha premium que estão disponíveis no mercado brasileiro.

Além disso, possuem propriedades excepcionais, pois permitem corte de alta precisão independentemente da técnica usada; usinagem, fresagem, furação e escareamento são feitos sem falhas; o raio de dobramento é reduzido para melhor desempenho; e a soldagem é de maneira mais fácil com um resultado de qualidade, enquanto mantém altas propriedades mecânicas das chapas

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Metalúrgica Gerdau vende todas as ações preferenciais da Gerdau

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Money Times - SP   07/01/2021

A Metalúrgica Gerdau (GOAU4), vendeu todas as ações preferenciais que detinha da Gerdau (GGBR4), sua controlada. Segundo comunicado ao mercado, a holding mantinha esses papéis apenas com objetivos de investimento.

De acordo com o site da B3, em outubro, a Metalúrgica Gerdau possuía 6,10% das ações preferenciais da siderúrgica. O capital social da Gerdau é representado por 1,719 bilhão de papéis, sendo 573,6 milhões de ações ordinárias (GGBR3) e 1,146 bilhão de preferenciais.

A Metalúrgica Gerdau mantém sua posição de controle da companhia, ao deter 97,26% das ONs.

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Siderúrgicas disparam até 5% e Vale sobe 3% com minério; Petrobras tem 8ª alta seguida

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Exame - SP   07/01/2021

Depois de atingir os 120.942 pontos na máxima do dia, o Ibovespa perdeu força e virou para o terreno negativo na tarde desta quarta-feira, 6, após apoiadores do presidente americano, Donald Trump, invadirem o Capitólio dos Estados Unidos em tentativa de evitar que o Senado certifique a vitória do democrata Joe Biden para assumir Casa Branca no dia 20 de janeiro. O índice fechou em baixa de 0,23%, em 119.100 pontos. Com o movimento, apenas 21 das 81 ações do benchmark da bolsa brasileira encerraram em alta.

O destaque entre os ganhos seguiu com as ações de commodities. Em pontos, os papéis da Vale (VALE3) exerceram a maior contribuição positiva, enquanto, em variação, as siderúrgicas lideraram as altas, seguindo esta ordem: Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5), Metalúrgica Gerdau (GOUA4) e CSN (CSNA3), com valorização acima de 4%. Do lado oposto, Magazine Luiza (MGLU3) foi a maior contribuição negativa em pontos para o índice, ao passo que, em porcentagem, B2W (BTOW3), seguida de sua controladora Lojas Americanas (LAME4) registraram as maiores quedas.

Confira abaixo os principais destaques de ações desta sessão:

Vale e siderúrgicas

As ações da Vale (VALE3) avançaram 2,81%, no quarto pregão consecutivo de ganhos, acompanhando o movimento de alta do minério de ferro, que também puxou as siderúrgicas. Os papéis de Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5), Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e CSN (CSNA3) subiram 4,95%, 4,11%, 4,06% e 4,05%, respectivamente. Os papéis da Bradespar (BRAP4), holding que detém participação na Vale, também seguiram o tom positivo e avançaram 4,04%.

O minério de ferro cotado no porto chinês de Qingdao subiu 0,51% nesta sessão, indo a 168,72 dólares a tonelada, na sua quarta alta seguida.

Mesmo após o recente rali, os analistas do BTG Pactual reforçaram, em relatório desta data, que acreditam que os fundamentos por trás da recomendação otimista para o papel da Vale seguem intactos. A ação segue como a favorita do banco no setor de materiais básicos, com recomendação de compra.

Para eles, não há razões para assumir que os preços do minério irão colapsar — a expectativa do banco para os preços da commodity é de 130 dólares a tonelada para 2021, acima do consenso –, mas apontam que, mesmo se os preços corrigirem moderadamente, há gordura suficiente nos preços das ações da Vale para acomodar tal adversidade.

Eles esperam um retorno total para a Vale (considerando valorização do ativo mais dividendos) de 30% ao longo deste ano 2021.

No fim do ano passado, surgiram notícias de que as autoridades chinesas estariam estudando possível corte na produção de aço no país, o que trouxe uma certa instabilidade para o preço dos ativos. Mas, para os analistas, esse cenário é pouco provável. Com o Produto Interno Bruto (PIB) chinês previsto para crescer entre 8% e 10% em 2021, e sendo altamente impulsionado por investimento intensivo em aço, eles duvidam que haja espaço para tal queda na produção de aço do país, o que também ajuda a reforçar a tese otimista para o papel.
Petrobras

As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3; PETR4), que chegaram a subir quase 3% na máxima do dia, amenizaram os ganhos durante esta tarde, mas ainda fecharam em alta de 0,99% e 0,10%, respectivamente. Esse foi o oitavo pregão consecutivo no positivo. A estatal segue impulsionada pela alta dos preços do petróleo no exterior após decisão ontem da Opep+ em restringir a oferta da commodity nos próximos dois meses.

Os contratos futuros do petróleo Brent, negociados em Londres e usados como referência pela estatal, subiram 1,19% nesta sessão, cotados em 54,24 dólares o barril, no maior patamar desde fevereiro. A commodity repercutiu também dados de estoques de petróleo nos Estados Unidos, que recuaram em 8,01 milhões de barris na semana encerrada no dia 1° de janeiro, para 485,459 milhões, segundo divulgou hoje o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).
E-commerce

Os papéis de e-commerce voltaram a cair forte hoje. A B2W (BTOW3), que liderou as perdas do Ibovespa, registrou perdas de 6,93%, na sua quinta queda consecutiva, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) recuou 5,33% e Via Varejo (VVAR3), 4,38%.

Segundo o analista Bruno Lima, da Exame Research, a queda reflete um movimento global de rotação de ativos, com investidores indo em busca de setores cíclicos, como commodities, enquanto vendem o restante dos ativos.

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ECONOMIA

Sob pressão, Doria cancela corte de benefício para insumo agrícola de alimentos e genéricos

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Yahoo Finanças   07/01/2021

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Devido ao acirramento da pandemia e em meio a pressões, o governo de São Paulo cancelou alguns dos cortes de 20% de benefícios de seu pacote de ajuste fiscal aprovado em outubro.

Ficam fora da renúncia total ou parcial de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) insumos agropecuários para a produção de alimentos e medicamentos genéricos. Com isso, três dos setores em que houve maiores queixas são atendidos.

Segundo disse em reunião com secretários na noite desta quarta (6) o governador João Doria (PSDB), a realidade no momento em que o projeto de lei sobre o tema foi enviado à Assembleia Legislativa era outra: a curva de mortes e infecções pelo novo coronavírus era descendente.

O texto do projeto de lei 529 havia sido apresentado em 13 de agosto, sendo votado em 16 de outubro. Ele previa 20% de corte de todos os benefícios fiscais, visando uma economia de R$ 7 bilhões este ano. As contas agora estão sendo refeitas, e não se sabe se haverá medidas compensatórias adicionais.

A partir do fim do mês de sua aprovação, a pandemia voltou a recrudescer no país, São Paulo inclusive, levando ao estágio de crise atual. Além disso, o corte provocou uma grita enorme dos setores afetados, que vem sendo usada por adversários políticos do tucano, a começar pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Ambos deverão se enfrentar na disputa de 2022. A principal redução de benefícios incidia sobre produtos ou serviços com isenção ou alíquotas baixas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o principal tributo estadual.

Para críticos, era um aumento de carga tributária disfarçado. Inicialmente, as queixas foram concentradas na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), adversária política de Doria, que previa um repasse de preços ao consumidor em janeiro que foi classificado como exagerado pela Secretaria de Fazenda.

Só que as reclamaçõe se espraiaram, com ações judiciais ora em curso contra a medida, promovidas por entidades como o sindicato das farmacêuticas, o Sindusfarma.

Os genéricos, que pagavam 12% de ICMS, passariam a pagar 13,3%.

No geral, o sindicato estimou em quase 22% o aumento médio do preço de medicamentos neste ano. Hospitais privados também protestaram. Politicamente, a pressão veio também de grupos bolsonaristas aliados de produtores rurais, que promovem uma campanha virtual contra Doria e marcaram um tratoraço em dezenas de cidades do interior paulista nesta quinta (7).

Boa parte dos insumos do setor, como fertilizantes, não pagava ICMS antes do corte. Com toda a pressão, o governo havia criado uma força-tarefa com secretários para analisar a redução linear dos 20% de benefícios.

A decisão pelo congelamento, contudo, foi de Doria. O governo se ampara na Lei de Responsabilidade Fiscal, que considera alíquotas abaixo daquela padrão do ICMS, 18%, benefícios fiscais. Nas contas da Fiesp, contestadas pelo governo, teriam aumentos diversos produtos, como couro e calçados (de 3% a 7,4%), eletrônicos (4,4%) comunicação (4%), entre outros.

Com a medida, o Palácio dos Bandeirantes estimava arrecadar cerca de R$ 7 bilhões a mais neste ano, mitigando o rombo de R$ 10,4 bilhões causados pela perda de arrecadação com a pandemia em 2020.

Agora, o regime de emergência se estender até o fim de março. A data coincide com o final da primeira fase do plano estadual de imunização com a vacina Coronavac, contra a Covid-19, que deverá atingir 9 milhões de pessoas --profissionais de saúde, pessoas com mais de 60 anos e grupos vulneráveis. A eficácia do fármaco será divulgada nesta quinta (7) e o plano, se tudo correr como o planejado pelo governo e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovar a Coronavac rapidamente para esse uso emergencial, começa no dia 25.

A lei do ajuste fiscal já deu outras dores de cabeça a Doria. Um dispositivo permitindo a apropriação do superávit de fundações estaduais para fins de composição do resultado primário do governo foi apontado como um ataque à ciência.

Isso porque uma das entidades afetadas era a Fapesp, que fomenta pesquisas e trabalha no azul. As críticas na comunidade científica foram enormes e Doria, cioso de sua imagem de contraposição ao negacionismo de Bolsonaro, cedeu e assinou um decreto garantindo os recursos da Fapesp.

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O Brasil está quebrado? O que dizem economistas sobre fala de Bolsonaro

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Exame - SP   07/01/2021

Em seu primeiro dia de trabalho em 2021, o presidente Jair Bolsonaro contradisse o mantra do ministro Paulo Guedes, ao afirmar que o Brasil está “quebrado”. Para um grupo de simpatizantes, ele declarou nesta terça-feira, 5, que, por causa da situação da economia, não “consegue fazer nada” e citou como exemplo as mudanças prometidas ainda durante a campanha eleitoral na tabela do Imposto de Renda.

“O Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, tá, teve esse vírus, potencializado pela mídia que nós temos, essa mídia sem caráter” afirmou Bolsonaro a um apoiador na saída do Palácio da Alvorada residência oficial da Presidência.

A fala do presidente vai de encontro às declarações recentes do ministro da Economia, de que a atividade econômica do País está numa trajetória de recuperação em “V”, ou seja, com a retomada na mesma velocidade da queda causada pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Oficialmente, a equipe econômica espera que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 3,2% este ano, depois de um tombo previsto de 4,5% em 2020.

Tanto Guedes quanto o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendem a vacinação em massa da população como essencial para que a economia, de fato, se recupere em 2021.

No último ano, o governo precisou se endividar mais para bancar o aumento das despesas para combater a covid-19. A combinação da maior necessidade de financiamento com a aversão ao risco dos investidores, turbinada pela desconfiança em relação à continuidade do processo de ajuste fiscal no Brasil, levou o Tesouro a concentrar boa parte das emissões em títulos de prazo mais curto.

Como mostrou o Estadão, o Tesouro começa 2021 com uma fatura trilionária a ser paga aos investidores. A dívida que vence este ano já somava R$ 1,31 trilhão no fim de novembro de 2020, valor que deve crescer com a incorporação de mais juros. O desafio chega num ano decisivo para ditar os rumos das reformas consideradas essenciais para o equilíbrio fiscal do País – e, consequentemente, para a capacidade de pagar toda essa dívida no futuro.

O volume de vencimentos em 2021 equivale a 28,8% do estoque de toda a dívida pública interna e já representa quase o dobro da média de resgates nos últimos três anos. Mesmo assim, a equipe econômica sempre diz estar bastante “tranquila” em relação ao refinanciamento da dívida.

Pelo cenário traçado pelo Ministério da Economia, o Brasil deve acumular 13 anos de rombos sucessivos nas contas públicas. Com despesas maiores que receitas desde 2014, o País deve manter essa tendência até 2026. As contas públicas só devem voltar ao azul em 2027.

Procurado para comentar as declarações de Bolsonaro, o ministério não quis se pronunciar. Economistas de fora do governo criticaram a atitude do presidente.
O que dizem economistas

“País não pode abrir mão de R$ 1 de receita” – Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro

“O Brasil não está quebrado. O presidente quis dizer talvez que, apesar da carga tributária elevada aqui, mesmo cumprindo com o teto dos gastos, ainda teremos este ano e nos próximos déficit primário e crescimento da dívida pública.

Assim, não há espaço para o governo abrir mão de arrecadação porque ainda teremos de reduzir o mais rápido possível o desequilíbrio fiscal ao longo dos próximos anos para consolidar o cenário de inflação na meta, juros baixos e recuperação da economia.

A situação é a seguinte: hoje, o Brasil não pode abrir mão de R$ 1 de receita e ainda tem de se esforçar para recuperar neste e nos próximos anos a receita que perdeu com a crise da covid-19 na queda do PIB e na arrecadação.”

“Vamos viver em compasso de espera” – Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados

“Iniciando a metade final de seu mandato, o presidente indica que não conseguirá fazer mais nada de relevante. Ao sugerir mãos atadas por um país quebrado, esquece que poderia fazer uma reforma administrativa que envolvesse o funcionalismo da ativa e ir além na PEC emergencial, discutindo gastos tributários como a Zona Franca de Manaus. Ou que pudesse entrar em acordo sobre as reformas tributárias no Congresso, mais profundas do que a apresentada pelo Ministério da Economia.

Mas não. O presidente posterga e acumula os problemas para 2023, início de um novo governo. Serão dois anos que, pelo jeito, veremos o Executivo bater cabeça como ficou o governo Temer depois da delação da JBS. Vamos, novamente, viver em compasso de espera.”

“Fala isso quem não conhece a economia” – Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central

“O Brasil não está quebrado. O Brasil quebrou várias vezes no passado por falta de dólares. E quebrou em cruzados novos pela hiperinflação deixada pelo ex-ministro Maílson da Nóbrega com sua política de feijão com arroz.

Hoje, o Brasil é credor líquido em dólares, tem a taxa de juros mais baixa da história, saiu em ‘V’ da recessão e a renda média aumentou no ano passado. Fala que o País está quebrado somente quem não conhece economia.

Mas presidente é presidente. Bolsonaro falou isso para ninguém pedir ajuda. Ele quis barrar pedidos de verbas ao governo. Quando prometeu ampliar a faixa de isenção do IR era outra época. Hoje, mudou tudo. É outro mundo. O presidente tem de falar não e não.”

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A lenta desconcentração da economia

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O Estado de S.Paulo - SP   07/01/2021

O fato de apenas quatro municípios – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte – responderem por um quinto (20,4%) de tudo o que o País produz mostra quanto ainda é concentrada a economia brasileira. Mas a concentração já foi maior, como se pode constatar no relatório Produto Interno Bruto dos Municípios 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Entre 2002 e 2018, a participação dos 100 maiores municípios no PIB brasileiro se reduziu de 60% para 55%. “A ampliação do número de municípios permite identificar a tendência à desconcentração, com municípios de menor PIB ganhando participação em relação aos de maior”, avalia o analista de contas nacionais do IBGE Luiz Antônio de Sá.

O analista cita outro dado que mostra a desconcentração. “Em 2002, 48 municípios concentravam quase a metade (49,9%) do PIB. Já em 2018, foram necessários 71 municípios para se alcançar esse mesmo porcentual.”

As capitais estaduais sempre foram grandes concentradoras da produção nacional. Mas, em 2018, elas respondiam por 31,8% do PIB nacional, a menor participação na série, iniciada em 2002.

O caso do Município de São Paulo é exemplar. Embora seu PIB tenha crescido entre 2017 e 2018, o do restante do País cresceu mais. Assim, seu peso no PIB nacional caiu de 10,61% para 10,20%. Houve perda proporcional em diversas atividades, como serviços e indústria. Entre 2002 e 2018, a perda da participação de São Paulo foi de 2,5 pontos porcentuais.

Mas a porção do território paulista que o IBGE classifica como a cidade-região de São Paulo, que engloba 92 municípios vizinhos à capital do Estado e com forte interação com ela, respondia por um quarto do PIB brasileiro em 2018.

Dois outros aspectos marcam os dados do IBGE sobre os municípios. O primeiro deles é o papel da exploração do petróleo (pagamento de royalties) na economia municipal. Maricá, Niterói e Campos dos Goytacazes, todos no Estado do Rio de Janeiro, são os municípios que mais aumentaram sua fatia no PIB brasileiro em 2018. Foram beneficiados pela alta do petróleo no ano.

A dependência econômica dos municípios à administração pública é outro aspecto que chama a atenção. Dos municípios, 2.739 (49,2%) têm os serviços ligados ao setor público como principal atividade econômica.

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Consultoria da Câmara propõe flexibilizar regra do teto de gastos públicos

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O Estado de S.Paulo - SP   07/01/2021

BRASÍLIA - A Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara publicou nota técnica com uma proposta de mudança no teto de gastos da União, a regra que limita o crescimento da despesa à inflação e que está no centro do debate econômico no Brasil depois da pandemia da covid-19.

A proposta passa a considerar apenas o rombo da Previdência no cálculo do limite do teto em vez de toda a despesa com o pagamento de benefícios, similar ao modelo fiscal alemão, que considera nos limites orçamentários apenas recursos retirados da sociedade para sua cobertura.

As projeções apresentadas pelos três autores da proposta apontam um novo espaço para as demais despesas do governo, que hoje estão cada vez mais comprimidas, especialmente pelo avanço dos gastos obrigatórios de Previdência e folha de pessoal. O espaço fiscal dessas despesas seria, em 2022, superior a R$ 40 bilhões em relação à regra atual, passando de R$ 407,5 bilhões (4,60% do Produto Interno Bruto em vez de R$ 447 bilhões (5,05% do PIB).

Por trás da proposta, está a avaliação de que o teto é uma regra fiscal fundamental para as contas públicas, mas precisa de ajustes para se tornar viável nos próximos anos. “Não está correto que uma despesa, que sabidamente cresce mais do que a inflação, seja colocada dentro do teto definitivamente”, diz Ricardo Volpe um dos autores da proposta ao lado dos consultores legislativos Túlio Cambraia e Eugênio Greggianin.
Ajuste

Segundo Volpe, não se trata de uma margem para gastar mais, mas uma saída para manter o nível de despesas não obrigatórias atual (como investimentos), que já é muito baixo e a cada ano fica menor. O consultor explica que é um mecanismo de ajuste para impedir que a compressão das despesas não obrigatórias chegue a um nível insustentável para o funcionamento da máquina administrativa (como manutenção de rodovias, bolsas de estudo e confecção de passaporte). Para ele, a proposta é simples, pontual e com boa comunicação tem todas as condições de ser recebida positivamente pelos agentes de mercado.

Os números apontam que, mantida a regra atual, as demais despesas chegariam em 2026 em 2,80% do PIB, patamar irreal para o funcionamento da máquina pública. Em 2016, quando a emenda do teto foi aprovada essas despesas estavam em 7,03% do PIB.

A expectativa é que a nota possa ser discutida ao longo de 2021. A proposta já vinha sendo estudada antes mesmo da pandemia. Muitos parlamentares têm defendido a mudança no teto, mas a equipe econômica vem se posicionando enfática em manter a regra sem mudanças.

Os autores destacam que, apesar da importância do teto, não significa que ele não tenha deficiências na forma que foi implementado no Brasil e que não possa ser aperfeiçoado com as devidas cautelas, o que aumentará sua credibilidade.

Para os consultores, a reforma da Previdência, aprovada no fim de 2019 com o propósito principal de reduzir o déficit previdenciário, pode apresentar ganhos que devem ser aproveitados pelo poder público. A possibilidade de elevar as despesas em virtude da redução do ritmo de crescimento do déficit dos regimes de Previdência permitirá ao governo maior liberdade de atuação para alavancar a economia.

Na época da tramitação da emenda do teto, em 2016, já se sabia que a regra se tornaria de difícil cumprimento. O atraso na aprovação da reforma da Previdência, que se esperava para aquele ano, só piorou o problema. Uma proposta chegou a ser discutida de garantir após os primeiros anos de vigência da regra uma correção do limite do teto com metade do crescimento do PIB. Ou seja, se o PIB crescesse 1%, o teto seria corrigido em 0,5%. Mas o então ministro da Fazenda Henrique Meirelles não aceitou com o temor de que o instrumento de correção se transformasse na regra geral durante a votação.

Volpe destaca que as despesas com o pagamento dos benefícios da Previdência, o maior gasto do governo, já passaram pela reforma. Para ele, o governo, com o modelo proposto, poderá atuar melhor na eficiência da arrecadação previdenciária para diminuir o déficit. O consultor avalia que as despesas com a Previdência vão sempre ter crescimento real porque a população vai envelhecer e mais gente se aposentará.

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Estrangeiros retiraram investimentos do Brasil pelo 8º ano seguido

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O Estado de S.Paulo - SP   07/01/2021

BRASÍLIA - Em um ano marcado pela pandemia do novo coronavírus, os investidores estrangeiros retiraram US$ 51 bilhões líquidos em investimentos do Brasil em 2020. Este foi o oitavo ano consecutivo de fuga de recursos, conforme dados divulgados nesta quarta-feira, 6, pelo Banco Central.

Pela série histórica do BC, iniciada em 1982, desde 2012 o País não registra entrada líquida de investimentos estrangeiros. Naquele ano, sob a presidência de Dilma Rousseff, o Brasil recebeu US$ 8,4 bilhões a mais do que foi retirado do País.

O resultado positivo de 2012, no entanto, antecedeu uma deterioração na conta financeira do País, na esteira dos desequilíbrios das contas públicas, intensificados justamente no governo Dilma.

O economista Bruno Lavieri, da 4E Consultoria, avalia que as sucessivas saídas de investimentos estrangeiros indicam que há uma desconfiança em relação ao futuro do Brasil. “Desde 2012, o olhar prospectivo é negativo. O Brasil fez muitas escolhas erradas na área econômica”, diz Lavieri. “As perspectivas pioraram e, neste contexto, os investidores retiram dinheiro do País.”

Em oito anos, de 2013 a 2020, os estrangeiros retiraram US$ 318,9 bilhões líquidos do Brasil. Esta cifra diz respeito aos investimentos estrangeiros em novas plantas ou em empresas já em funcionamento, aos aportes em ações e demais ativos financeiros e às remessas de lucro e pagamentos de juros no exterior, entre outras operações.

Por trás do movimento está a desconfiança em relação à economia. Em meio ao cenário fiscal deteriorado, o Brasil tornou-se um destino mais arriscado aos olhos do capital financeiro internacional. Prova disso é que o Credit Swap Default (CDS) do Brasil – uma espécie de termômetro para o risco de solvência dos países – saltou de 108,00 pontos no fim de 2012 para 315,46 pontos em abril do ano passado, em meio à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. No fim de 2020, estava em 142,28 pontos.
Coronavírus

O ano passado foi especialmente difícil por causa da pandemia. Quando a crise se intensificou, investidores de todo mundo desfizeram posições em países emergentes, como o Brasil, e mandaram recursos para destinos mais seguros. Em fevereiro, março e abril, R$ 31 bilhões líquidos ultrapassaram as fronteiras brasileiras pela via financeira.

Nos meses seguintes, houve certa acomodação, inclusive com o retorno da procura dos investidores por ativos com preços menores, como as ações brasileiras. Mas este movimento não foi suficiente para apagar as fortes perdas de recursos do primeiro semestre (R$ 38 bilhões). Na segunda metade do ano, o fluxo financeiro ainda foi negativo (US$ 12,8 bilhões), apesar de as cifras serem menores.

“No primeiro semestre, as expectativas pioraram muito em função da pandemia. No segundo semestre, houve piora de perspectiva novamente, mas em ritmo menor”, diz Lavieri, da 4E Consultoria.

O resultado geral da relação cambial entre o Brasil e os demais países só não foi pior porque, se por um lado o País registrou saída líquida de US$ 51 bilhões pela via financeira, por outro houve entrada líquida de US$ 23,2 bilhões pelo canal comercial (exportações menos importações). Favorecido pela demanda global por alimentos, o Brasil exportou mais e, ao mesmo tempo, importou menos produtos em 2020.

Com isso, o fluxo cambial total – que considera a via financeira e a comercial – acumulou em 2020 saídas de US$ 27,9 bilhões.

Para Lavieri, o resultado não chega a preocupar. “Isso porque o nível de reservas internacionais é alto (na casa dos US$ 355 bilhões), o câmbio flutua e o Brasil não tem dívida externa”, afirma. “O País não tem problema de solvência em dólares. Está longe de ser um problema, apesar de haver a desconfiança.”

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Encomendas à indústria dos EUA de novembro superam expectativas

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Reuters - SP   07/01/2021

WASHINGTON (Reuters) - Os novos pedidos de produtos fabricados nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em novembro, e o investimento empresarial em equipamentos mostrou solidez, apontando uma recuperação sustentada na manufatura.

O Departamento de Comércio informou nesta quarta-feira que as encomendas às fábricas cresceram 1,0%, após alta de 1,3% em outubro.

Economistas ouvidos pela Reuters previam acréscimo de 0,7% nas encomendas às fábricas em novembro. Os pedidos caíram 7,3% na comparação anual.

A manufatura, que responde por 11,9% da economia dos EUA, está sendo sustentada por uma mudança na demanda em direção a bens, em detrimento de serviços, por causa da pandemia de Covid-19.

O Departamento de Comércio também informou que os pedidos de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves --que são vistos como uma medida dos planos de gastos das empresas com equipamentos-- avançaram 0,5% em novembro, em vez da taxa de 0,4% informada no mês passado.

As remessas de bens de capital essenciais, que são usados para calcular os gastos empresariais com equipamentos no relatório do Produto Interno Bruto (PIB), aumentaram 0,5%, ante taxa de 0,4% relatada antes.

Os gastos das empresas com equipamentos se recuperaram no terceiro trimestre, encerrando cinco trimestres consecutivos de queda. A economia cresceu a uma taxa de 33,4% no trimestre de julho a setembro, depois de contrair a um ritmo de 31,4% no segundo trimestre, queda mais profunda desde que o governo começou a manter registros, em 1947.

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Dominância fiscal será risco em ano de eleição, diz Schwartsman

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Exame - SP   07/01/2021

O Brasil enfrentará em 2022, pleno ano eleitoral, o período de maior risco de dominância fiscal, na medida em que o governo e o Congresso não dão sinais de compromisso firme com as reformas, diz Alexandre Schwartsman, consultor da Schwartsman & Associados e ex-diretor do Banco Central.

A dominância fiscal ocorre quando o Banco Central perde a capacidade de usar a política monetária para controlar a inflação, pois a alta dos juros eleva a dívida, desvaloriza o câmbio e deteriora as expectativas inflacionárias.

Quando uma elevação de juros é vista como pior para a dívida, agravando ainda mais a situação, a inflação sobe mesmo com o aperto monetário.

Alexandre Schwartsman, consultor da Schwartsman & Associados e ex-diretor do Banco Central.

O BC brasileiro subiu os juros em momentos de turbulência do passado recente, como em 1999 e 2003, sem gerar dominância fiscal porque a situação fiscal indicava melhora, o que não ocorre desta vez, segundo ele. “O problema hoje é que o fiscal é pior e não tem perspectiva de melhorar.”

Para o ex-BC, o problema maior não é a expectativa de que a dívida possa atingir 100% do PIB, e sim a falta de perspectiva de uma solução. “O nível atual é o que preocupa menos. O que preocupa mais é a trajetória.”

Um crescimento em torno de 3% do PIB este ano, combinado à manutenção da taxa de juros real perto de zero, pode evitar deterioração adicional da dívida no curto prazo. Mas, a situação tende a se agravar a partir de 2022, quando a Selic poderá voltar ao patamar de 6% e o PIB deve mostrar crescimento mais lento, diz Schwartsman.

Ele espera que o BC retire a sinalização de juros estáveis nos próximos meses e inicie um movimento de alta da Selic no meio do ano. O Banco Central não comentou.
Reformas

O mercado é cético quanto às chances de aprovação de reformas como a tributária e administrativa em 2021 diante da falta de apoio à agenda liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, e dos riscos trazidos pela pandemia de coronavírus.

Caso a situação da doença se agrave, Schwartsman acredita que o governo deve promover uma extensão do auxílio emergencial, mas com escopo mais limitado do que no ano passado.

Ele diz que o país teria de terminar este ano com as reformas aprovadas para se antecipar às eleições de 2022, um fator imponderável que tende a dificultar a aprovação de medidas impopulares no Congresso. “Um ano como 2021, sem eleição, seria o momento para colocar a casa em ordem.”

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CNI vê subsídio e políticas irregulares em produção chinesa de alumínio

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O Estado de S.Paulo - SP   07/01/2021

BRASÍLIA - Alvo de medidas de defesa comercial de diversos países, a China multiplicou por sete sua produção de alumínio em 15 anos e passou a ser a maior produtora do metal em todo o mundo.

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), obtido pelo Estadão/Broadcast, aponta que, apoiado em subsídios e políticas que contrariam normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o país asiático aumentou sua participação na produção mundial de alumínio de 24%, em 2005, para 54% em 2019. Em 15 anos, a China passou de 12.ª para a principal exportadora do produto para o Brasil.

O estudo lista incentivos à indústria de alumínio como fornecimento de energia elétrica abaixo do valor de mercado, concessão de crédito com taxas abaixo das praticadas no mercado internacional e controle do preço de insumos, inclusive com a estocagem de alumínio.

Por isso, nove dos dez principais mercados de alumínio adotaram medidas de defesa comercial contra o alumínio chinês. Apenas o Brasil ainda não adotou nenhuma medida, que já foi pedida pela indústria nacional. Ao todo, 14 países já aplicaram 34 medidas de defesa comercial contra importações chinesas no setor.

“As práticas da China para subsidiar a produção de alumínio causam danos ao comércio mundial e à concorrência saudável desse produto, inclusive no Brasil. O governo brasileiro precisa seguir o exemplo de outras economias, que aplicaram medidas para combater e desencorajar essas práticas”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.

No ano passado, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia abriu, a pedido da indústria brasileira, uma investigação contra a China para verificar se os laminados de alumínio estão sendo vendidos para o País por preço menor do que o cobrado no mercado interno chinês, prática denominada dumping, com o intuito de prejudicar a indústria brasileira.

Questionado sobre o andamento da investigação, o Ministério da Economia disse que uma decisão preliminar está prevista para meados de fevereiro e que o prazo para a decisão final vai até abril, podendo ser prorrogado por mais oito meses.

“O que acontece com o alumínio é um exemplo emblemático sobre a lógica produtiva da China. Ela opera com planejamento, incerteza é impensável. E cria políticas de apoio à indústria que os outros países não têm e que organizações internacionais entendem que não fazem parte de um comércio justo”, afirma o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rêgo.
Guerra

O domínio chinês nos mercados de alumínio e de aço esteve no cerne da guerra comercial entre o governo do presidente americano Donald Trump e a China, que acabou respingando no Brasil.

No caso do alumínio, os Estados Unidos implementaram quatro medidas compensatórias contra os chineses e consideraram que os subsídios encontrados representavam entre 10% e 55% dos preços dos bens importados.

Em 2018, aplicaram salvaguardas, ou seja, sobretaxas à importação de todos os países, inclusive o Brasil, que tem de pagar 10% a mais para vender alumínio para os EUA. Com isso, os embarques para os EUA do alumínio brasileiro caíram mais de 50% em 2020.

Também o Canadá condenou 17 tipos de subsídios chineses, que representavam 47% do valor médio dos produtos derivados de alumínio.

Desde o início dos anos 2000, a China colocou em seu planejamento oficial a meta de ampliar a produção de alumínio para seus projetos de infraestrutura, produção de veículos, bicicletas e outros bens. O aumento foi tão grande que o país passou a ser um dos principais exportadores do produto.

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MINERAÇÃO

Com alta do minério e compras da China, arrecadação de royalties atinge marca recorde de R$ 6 bi

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O Estado de S.Paulo - SP   07/01/2021

RIO - No ano em que a pandemia da covid-19 paralisou a economia, a arrecadação de royalties da mineração no Brasil atingiu a marca histórica de R$ 6 bilhões, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). O valor representou um salto de 35% em relação a 2019, quando o montante arrecadado já havia sido recorde. Mais uma vez o movimento foi impulsionado pelo câmbio e pela escalada do preço do minério de ferro, sustentada pela oferta reduzida e a forte recuperação econômica da China após a fase mais crítica da pandemia.

Pelo segundo ano seguido, o Pará foi o maior gerador da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) - nome técnico dado ao royalty do setor -, com R$ 3,1 bilhões. O valor é pouco mais da metade da arrecadação nacional e significa um salto de 41,9% ante o ano anterior, segundo cálculos da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig).

O Estado abriga o projeto S11D, maior investimento da história da Vale, de US$ 14 bilhões, e é também onde estarão concentradas as futuras expansões de capacidade na mineradora. Com um minério mais rico em ferro, o Sistema Norte respondeu por 64,5% da produção da Vale no período de janeiro a setembro de 2020, bem acima dos Sistemas Sul (15%) e Sudeste (18%), em Minas Gerais.

Principal arrecadador de CFEM até 2019, o Estado de Minas perdeu a liderança na arrecadação após a tragédia de Brumadinho, em janeiro daquele ano. O rompimento da barragem paralisou várias operações da Vale na região e a produção ainda não foi 100% normalizada. Em 2020, Minas ficou novamente em segundo lugar no ranking, levantando R$ 2,4 bilhões em royalties, uma alta anual de 28,9%.
Coronavírus não parou a mineração

Classificada pelo governo brasileiro como atividade essencial, a mineração praticamente não parou desde o início da pandemia. Como a China, maior importador global de minério de ferro, foi o primeiro país atingido pela covid-19 e teve relativo sucesso no combate ao vírus, sua recuperação também começou antes do resto do mundo. A reboque disso e da oferta limitada, a cotação do minério cresceu e, com ela, a geração de CFEM.

Os dados da ANM analisados pela Amig mostram que a arrecadação mensal vinha na casa dos R$ 300 milhões até maio, mas a partir de junho não parou de subir. Em novembro, o valor bateu mais de R$ 1 bilhão, obrigando a ANM a solicitar uma suplementação de crédito orçamentário para manter o ritmo de distribuição.

Em 2020, o minério negociado no porto chinês de Qingdao subiu 75% e foi a US$ 160 por tonelada. Apesar da lista de substâncias minerais sujeitas a tributação chegar a quase uma centena, o minério de ferro representa cerca de 80% dos royalties arrecadados no Brasil, por isso a sua importância.

"O setor não foi diretamente afetado pela pandemia, apesar de algumas paralisações. Esse aumento de 35% (da arrecadação) decorre de três variáveis importantes: o elevado apetite chinês no pós-pandemia, a valorização do preço do minério de ferro e a desvalorização cambial", explica a economista da Amig, Luciana Mourão. A entidade espera que em 2021 o valor arrecadado não vá muito além do recorde de 2020, em virtude de uma potencial desaceleração do preço do minério a partir do segundo trimestre.

Os números retratam a forte concentração da atividade mineradora no Brasil: juntos, Pará e Minas Gerais respondem por 90% de toda a arrecadação mineral. O ranking do dez maiores municípios mineradores é formado apenas por paraenses - os líderes Parauapebas (R$ 1,5 bilhão) e Canaã dos Carajás (R$ 1,2 bilhão), além de Marabá (9.º lugar) - e mineiros, como Conceição do Mato Dentro, onde está a principal operação da Anglo American no Brasil, Congonhas, Itabirito, Itabira, Nova Lima, Mariana e São Gonçalo do Rio Abaixo.

Mesmo após a tragédia, Brumadinho segue em 13.º lugar nesse ranking, porque, além da Vale, tem mais uma dezena mineradoras de diferentes substâncias atuando em seu território, como Vallourec, Comisa e Cia. de Mineração Serra da Farofa. Em 2020, o município gerou R$ 85 milhões em royalties e vai embolsar R$ 51 milhões. Pela legislação nacional, 60% dos royalties vão para os cofres do município produtor. O restante é distribuído entre Estados (15%), outros municípios afetados pela mineração (15%) e a União (10%).

Há ainda uma concentração por empresa. Apesar de haver mais de 7 mil mineradoras registradas como contribuintes na ANM, somente o grupo Vale respondeu por 60% do recolhimento de royalties em 2020. Em seguida, mas em escala menor, vêm outras grandes mineradoras, como Anglo American (6%), CSN (5,2%), Salobo Metais (2,6%), Usiminas (1,4%) e Kinross (1,2%).

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Consulta colhe subsídios para instruir revisão de Normas Regulamentadoras ligadas à mineração

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Brasil Mining - SP   07/01/2021

O Ministério da Economia disponibilizou para consulta de subsídios as Normas Regulamentadoras (NRs) nº 13, 22, 36, 37 e os anexos sobre agentes químicos e cancerígenos, com impacto nas NRs 9 e 15.

Os interessados podem enviar sugestões até 29 de janeiro de 2021 acessando o site Participa Mais Brasil . Quando se encerrar o prazo para contribuições, o material coletado será analisado por grupo técnico indicado pela Secretaria de Trabalho para dar continuidade às revisões normativas propostas. Dúvidas sobre a utilização da plataforma poderão ser encaminhadas por e-mail ([email protected]).

Os processos de consultas, denominados de Tomada Pública de Subsídios, estão disponíveis no site do Participa Mais Brasil para identificação de possíveis problemas regulatórios, de alternativas existentes e suas repercussões, a fim de subsidiar o trabalho de revisão das NRs que acontecerão posteriormente.

Segundo o Ministério, este tipo de consulta pretende identificar os possíveis problemas regulatórios, as alternativas existentes e suas repercussões para subsidiar os trabalhos de revisão das normas regulamentadoras e anexos citados. Não se buscam sugestões sobre a redação de itens e subitens específicos.

Informações obtidas da CNI

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AUTOMOTIVO

Audi e-tron lidera segmento de 100% elétricos no mercado brasileiro em 2020

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SEGS.com.br - SP   07/01/2021

O Audi e-tron encerrou 2020 como líder do segmento de modelos totalmente elétricos no mercado brasileiro: ao todo foram 183 unidades comercializadas no ano passado. Lançado em abril, a versão SUV do primeiro veículo 100% elétrico da marca registrou 133 emplacamentos, enquanto a carroceria Sportback, que chegou em setembro, contabilizou outros 50. Poucas unidades ainda estão disponíveis na rede de concessionárias Audi Center.

Para Daniel Rojas, Diretor de Vendas da Audi do Brasil, “ter o nosso primeiro veículo elétrico como líder de mercado em seu primeiro ano no País prova que a empresa está no caminho certo. Para os próximos meses, teremos uma variedade ainda maior de produtos 100% elétricos com a chegada dos novos e-tron S Sportback, e-tron GT e RS e-tron GT, em linha com a estratégia da empresa em promover cada vez mais a mobilidade premium sustentável”.

O sucesso do Audi e-tron no mercado brasileiro se reflete não apenas nos números de vendas e satisfação dos clientes, mas também no reconhecimento da imprensa especializada, que transformou o modelo no elétrico mais premiado do País. O veículo venceu ao todo seis premiações nacionais e latino-americanas: Prêmio Abiauto, Prêmio Americar, Prêmio L’Auto Preferita, Prêmio Mobilidade Estadão, Prêmio TopCar TV e Prêmio UOL Carros.

Audi e-tron: o primeiro veículo 100% elétrico da marca

O Audi e-tron, primeiro SUV 100% elétrico da marca, chegou ao Brasil com uma das construções mais impactantes da marca. O novo modelo é equipado com dois motores elétricos realmente silenciosos, que combinam para uma potência total de 408 cv com 664 Nm de torque – as forças são distribuídas em 135 kW de potência e 309 Nm de torque na frente e 165 kW de potência e 355 Nm no motor traseiro. Por ter torque instantâneo, completa 0-100 km/h em 5,7 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente em 200 km/h.

O sistema de baterias de íons de lítio pesa cerca de 700 kg e é composto por 36 módulos de alumínio, que deixam o centro de gravidade do Audi e-tron semelhante ao de um sedan. No ciclo WLTP, o SUV possui autonomia de até 436 quilômetros e o Sportback de até 446 quilômetros, ideal para percorrer longos trajetos.

A aerodinâmica inteligentemente projetada também contribui bastante na eficiência. Um dos destaques são os retrovisores externos virtuais – uma novidade mundial em modelos de produção em série. Quando equipado com esta tecnologia inovadora, o Audi e-tron aumenta sua eficiência aerodinâmica, o que contribui para a autonomia. Comercializado como opcional, mais da metade dos pedidos entregues possuem a tecnologia inovadora.

Concessionárias e-tron

Atualmente 14 concessionárias Audi Center possuem a bandeira e-tron no País. Cada uma delas conta com representantes especializados para oferecer a melhor experiência em toda a jornada do cliente, desde um atendimento personalizado com um especialista no produto até a manutenção necessária com equipe altamente treinada. Todas as concessionárias também possuem pontos de carga rápida DC de 22 kW e pelo menos um veículo e-tron para test drive.

Infraestrutura de recarga

A Audi também anunciou em fevereiro investimento de R$ 10 milhões em infraestrutura de recarga de veículos elétricos, que contempla a instalação de 200 pontos até 2022. O objetivo é instalar as estações em shoppings, academias, hotéis, clubes e restaurantes, ou seja, localidades que o cliente frequenta e pode deixar o veículo carregando enquanto realiza outra atividade. Até o momento, mais de 50 pontos já foram instalados nas principais capitais do Brasil.

Além da infraestrutura oferecida pela Audi do Brasil, a marca também se aliou à EDP, Porsche e Volkswagen para instalar 30 estações de recarga ultra rápida localizadas em estradas e rodovias pelo território brasileiro. Nas estações de 150 kW o Audi e-tron carrega até 80% da bateria em apenas 30 minutos.

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NAVAL

Porto de Imbituba movimenta 5,8 milhões de toneladas de janeiro a dezembro de 2020

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Portal Fator Brasil - RJ   07/01/2021

Volume 1,8% maior que o realizado em 2019, e alcança recordes históricos de movimentação de cargas eno ano.

O Porto de Imbituba inicia 2021 celebrando o encerramento de mais um ano histórico, com recordes de embarques e de movimentação mensal e anual, diversificação de cargas e atração de investimentos. De janeiro a dezembro de 2020, foram movimentadas no porto catarinense 5,8 milhões de toneladas, volume 1,8% maior que o realizado em 2019. Dentre as cargas mais movimentadas no período, estão o coque de petróleo, a soja, o minério de ferro, os contêineres, o milho, o sal e a ureia. Ao todo, foram 228 atracações de navios no último ano.

— Além do mercado altamente competitivo, encaramos os desafios adicionais da pandemia em parceria com toda a comunidade portuária, reforçamos e implantamos diversas medidas sanitárias e continuamos, em conjunto, os trabalhos para alavancar a competitividade do porto, manter esse bom desempenho e o serviço essencial de abastecimento que é prestado à sociedade — avalia Luis Antonio Braga Martins, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, sociedade de economia mista do Estado de Santa Catarina, desde 2012 à frente da administração do porto.

Em 2020, o Porto de Imbituba bateu três recordes de movimentação mensal: em junho (602.370 toneladas), setembro (602.737 toneladas) e dezembro (662.489 toneladas). Além disso, ultrapassou cinco vezes o volume embarcado por navio, demonstrando sua capacidade de atendimento de grandes operações. A maior delas chegou à marca de 119,7 mil toneladas em uma única embarcação, considerado até o momento o maior embarque de granel sólido do Sul do Brasil, de acordo com os dados disponíveis no Estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O portfólio de cargas também foi ampliado, agregando celulose, minério de ferro (hematita e magnetita), fertilizante (superfosfato triplo) e alimentos em big bags. A movimentação expressiva de minério proporcionou os recordes de embarque e a atração de investimentos privados dentro do porto, como a construção de um novo armazém dedicado exclusivamente à carga, com capacidade de armazenagem estática de aproximadamente 80 mil toneladas.

Para o diretor de Infraestrutura e Logística da SCPAR Porto de Imbituba, Fábio Riera, “dos granéis às cargas superdimensionadas, a capacidade do porto foi reafirmada tanto na variedade de produtos que puderam ser atendidos, quanto na expertise dos usuários aplicada nas operações”. Um exemplo foi o embarque de um transformador gigante, de 184 toneladas, em um navio porta-contêineres.

Qualificação da infraestrutura portuária — A estrutura do porto passa por grandes transformações. Em maio iniciaram as obras de remodelação da rede de alta tensão e iluminação das vias internas, um investimento de cerca de 3 milhões de reais que visa modernizar as instalações e trazer melhores condições de operação e segurança do tráfego interno. Em setembro, foi inaugurada a pera ferroviária, obra aguardada há mais de uma década, uma conexão de trilhos que torna mais fácil, seguro e rápido para os trens carregados com contêineres entrarem e saírem do porto. O investimento de cerca de 700 mil reais foi realizado pela Ferrovia Tereza Cristina (FTC), concessionária da malha que liga o Sul catarinense ao porto público. Para os caminhoneiros, bases de apoio foram instaladas nas portarias de entrada no porto, com o intuito de recepcionar as companheiras e crianças que os acompanham, enquanto aguardam o trabalho de seu familiar dentro do porto. A SCPAR Porto de Imbituba também avançou nas tratativas para a recuperação e reforço do Cais 3, principal foco da gestão para os próximos dois anos.

Desempenho de gestão — 2020 fica marcado também pela aprovação do novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto Organizado e o alcance do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP), que resultou na conquista do Prêmio Portos + Brasil, com a nota 8,5, segunda melhor entre os portos participantes. No período, a SCPAR Porto de Imbituba também foi reconhecida, pelo quinto ano consecutivo, com o Certificado em Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

Outro importante passo da SCPAR Porto de Imbituba foi a realização do processo seletivo simplificado para arrendamento transitório do Terminal de Granel Líquido. O objetivo é que a área do terminal continue a ser utilizada para a movimentação e armazenagem de soda cáustica. A seleção simplificada visa estabelecer Contrato de Transição pelo período de até 180 dias ou até que o processo licitatório para arrendamento de longo prazo, de 25 anos, seja concluído.

Combate ao coronavírus — O vai e vem de cargas foi acompanhado, desde janeiro, pelas ações contra o coronavírus, com reuniões junto aos representantes da comunidade portuária, distribuição de materiais de conscientização e suportes adicionais de higienização. Além disso, Imbituba foi um dos primeiros portos do Brasil a contar com equipe de saúde exclusiva para monitoramento 24 horas de sintomas de Covid-19 nos trabalhadores portuários, caminhoneiros e demais prestadores de serviços. Ao longo do ano foram mais de 70 mil abordagens de controle de saúde para evitar o contágio dentro de área portuária, garantindo a continuidade ininterrupta das operações.

Perspectivas — A SCPAR Porto de Imbituba está otimista para 2021. — Vamos manter o cuidado redobrado com as questões sanitárias, dar continuidade aos projetos de qualificação da infraestrutura, tais como o reforço e ampliação do Cais 3, buscar consolidar as cargas atendidas e aprimorar a eficiência no atendimento aos usuários. Acontecimentos como as obras da BR-285 nos dão um indicativo do potencial que o Porto de Imbituba tem para contribuir na cadeia logística brasileira e do seu impacto no desenvolvimento regional. É nessa perspectiva responsável e comprometida com a sociedade e a comunidade portuária que continuaremos trabalhando para viabilizar o bom desempenho do porto de forma eficiente e sustentável — avalia o diretor-presidente Braga Martins.

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CGU vê dragagem de portos à deriva no país

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Veja - SP   07/01/2021

Um balanço da Controladoria Geral da União divulgado no final de 2020 põe em xeque a política de dragagem dos portos implementada pelo governo federal. Segundo o órgão de controle, existe “clara indicação quanto ao esgotamento do modelo vigente”, além de “impropriedades e irregularidades”, especialmente na segunda fase do Programa Nacional de Dragagem (PND).

O raio-x feito pelo órgão apresenta um conjunto de falhas na gestão, como lacunas institucionais, deficiências de controle e indefinição de responsabilidades. Na prática, há desde a insuficiência na fiscalização das obras de dragagem até a nomeação para cargos comissionados sem respeitar critérios técnicos. A CGU avaliou a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, ligados ao Ministério da Infraestrutura.

A fragilidade institucional do programa de dragagens que, em pouco mais de uma década já passou por quatro órgãos do governo federal e consumiu R$ 4 bilhões, é evidenciada pelos auditores: “o PND contou com sete secretários/ministros, ao longo de nove anos, entre maio de 2007 e setembro de 2016, sendo que, já no período do PND II, a rotatividade tornou-se mais acentuada, com cinco ministros em menos de três exercícios”.

O governo de Jair Bolsonaro herdou os mesmos vícios de Michel Temer e Dilma Rousseff, ao manter a dança das cadeiras e a consequente indefinição de regras sobre manutenção e investimento na infraestrutura aquaviária. Como exemplo, a CGU cita um banco de dados sobre o trabalho de dragagem no valor de R$ 7,2 milhões que até hoje não estaria em uso porque sua entrega não foi concluída. O caso não seria isolado. Ele se “estende aos sistemas e demais estudos produzidos em termos e convênios mais antigos, os quais não foram nem ao menos localizados”.

O órgão sustenta que, diante da situação econômica do país, não há mais espaço para o governo manter a política de dragagem por meio de recursos do Orçamento Geral da União sem a contribuição das autoridades portuárias. A recomendação, diz a CGU, seria o uso das receitas arrecadadas nas tarifas cobradas pelos portos, como é o caso da chamada Tabela 1, de infraestrutura de proteção e acesso aquaviário, garantindo assim o aumento da capacidade operacional e logística dos terminais brasileiros.

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Paranaguá e Antonina movimentam recorde de 57,3 mi t em 2020, puxados pelo agro

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Reuters - SP   07/01/2021

Os portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, movimentaram um recorde de 57,34 milhões de toneladas em 2020, volume que foi impulsionado pelo agronegócio e supera em 8% a máxima anterior, de 2019, disse nesta quarta-feira a empresa que administra ambas as instalações.

Navio ancorado no porto de Paranaguá (PR) 03/12/2020 REUTERS/Rodolfo Buhrer

Segundo a Portos do Paraná, mais da metade da movimentação vista no ano passado foi de granéis sólidos, cujas importações e exportações se aproximaram de 37,4 milhões de toneladas, alta de 7% na comparação anual.

A maior parte do volume é representada pela atividade do porto de Paranaguá, o segundo maior do país em embarques de grãos como a soja, atrás somente do porto de Santos.

A empresa pública estadual destacou a exportação de 14,3 milhões de toneladas de soja no ano, avanço de 26% frente ao ano anterior, e projetou um cenário promissor para 2021.

“O cenário foi muito bom e se mantém promissor para 2021. Apesar do plantio tardio da soja, nossa programação mostra que teremos movimento intenso já no primeiro trimestre”, disse em nota o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Na véspera, a companhia estimou um crescimento de 11% na movimentação de granéis sólidos --cuja cadeia é composta por soja, farelo, milho e açúcar-- para exportação em Paranaguá no primeiro trimestre de 2021.

“O preço deve continuar atrativo e a demanda mundial por alimentos segue alta. Os portos se preparam para a retomada dos embarques de soja, que ficam mais fortes a partir de fevereiro”, afirmou Garcia, acrescentando que produtos como açúcar, farelo de soja, frango congelado e outras carnes devem manter o ritmo de exportações.

Em termos de importação em 2020, a Portos do Paraná chamou atenção para a chegada de 10 milhões de toneladas de fertilizantes, alta de 6% na comparação anual.

Os maiores percentuais de aumento no balanço anual, disse a empresa, foram verificados nos segmentos de carga geral e granéis líquidos, com alta de 10% cada, “nos dois sentidos do comércio exterior”.

Na carga geral, que inclui produtos como a celulose e o açúcar em saca, houve movimentação de 12,4 milhões de toneladas, enquanto o volume de granéis líquidos --óleos vegetais, derivados de petróleo e metanol-- atingiu 7,6 milhões de toneladas.

Fonte: G1

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Movimentação de cargas no Porto de Santos supera expectativas em 2020

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A Tribuna - SP   07/01/2021

O Porto de Santos movimentou 146,5 milhões de toneladas de cargas durante todo o ano passado. A marca supera em 9,3% o volume operado no cais santista em 2019 e também ultrapassa as projeções de especialistas do setor.

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O dado foi divulgado nesta quarta-feira (6) pela Autoridade Portuária de Santos (APS), novo nome da Companhia Docas do Estado de São Paulo. Porém, a estatal que administra o Porto de Santos ainda não consolidou os números referentes à movimentação de cargas em dezembro.

Mesmo durante a pandemia de covid-19, a marca alcançada em 2020 é maior do que a projeção divulgada pelo diretor-presidente da APS, Fernando Biral, no mês passado. E o agronegócio foi o carro-chefe da movimentação no cais santista.

“Historicamente a produtividade dos portos aumenta em ocasiões de crises. Foi assim nas grandes guerras e, agora, diante a pandemia. Cresce a demanda de alimentos e respondemos com grãos, sendo necessário importar equipamentos e fertilizantes, por exemplo. Nunca vimos tanto adubo nesse Porto”, destacou o economista e professor universitário, Helio Hallite.

Segundo o especialista em comércio exterior, insumos médicos, fármacos e hospitalares também desembarcaram no cais santista durante todo o ano passado. “Países em lockdown, tomam mais do nosso café e nosso suco de laranja. Contêineres refrigerados levam todos os tipos de carnes para mais de 60 destinos. Esses são alguns dos exemplos mais exponenciais, a prova que o Porto é essencial, a UTI do comércio exterior”.

Já o engenheiro Marcos Vendramini aponta que o crescimento das operações é sustentado por três principais razões. A primeira tem a ver com a economia.

“Ainda que o consumo de itens agrícolas tenha continuado, a incerteza econômica por certo deixou uma demanda represada que será consumida em um cenário de mais certeza da economia - quando as pessoas estiverem mais seguras sobre o desenvolvimento econômico”, afirmou.

Vendramini também destaca que qualquer crescimento econômico adicional gerará uma demanda maior por bens duráveis, possivelmente incrementando também a movimentação de contêineres no cais santista. “O mesmo se aplica aos granéis líquidos como combustíveis que tendem a aumentar com uma maior circulação das pessoas e das cargas e dos químicos com o maior consumo de bens”.

Projeções

Para o economista Fabrizio Pierdomenico, neste ano, a previsão é de um crescimento em torno de 5%, em toneladas no Porto de Santos. A previsão de safra é levada em consideração nesta conta.

“Nossas projeções apontam uma movimentação entre soja, farelo de soja e milho de quase 47 milhões de toneladas em 2021, crescimento de cerca de 7%, comparado ao total previsto para 2020”.

A retomada da economia é outro importante fator a ser analisado. “Se efetivamente o Brasil e o mundo crescerem seus PIBs, granéis líquidos (combustível, químicos e suco de laranja) e contêineres devem crescer na proporção do próprio PIB brasileiro para 2021, estimado entre 3% a 4%, ressalvado algum problema que a pandemia poderá provocar ainda no primeiro semestre desse ano”, destacou Pierdomenico.

Nem tudo são flores

Segundo os especialistas, o crescimento de movimentação de cargas deve se sustentar neste ano. Porém, os reflexos da pandemia já são sentidos.

“Diante a satisfação das estatísticas, uma notícia nos entristeceu: os famosos portos especializados em corte de navios e produção de sucata anunciaram que estão congestionados, pelo surpreendente aumento de navios de passageiros, descomissionados e entregues aos maçaricos”, afirmou Hallite.

Pierdomenico lembra que também há impactos na movimentação de turistas no cais santista. “A pandemia, por sinal, ainda deve provocar alguns efeitos no Porto na movimentação de automóveis e no setor de navios de passageiros, que já teve a temporada 20/21 cancelada”.
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INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

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