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06 de Abril de 2022

SIDERURGIA

Infomoney - SP   06/04/2022

Nos últimos meses, as commodities tiveram alta generalizada dos seus preços, com algumas delas recuperando-se das baixas do ano passado. A guerra na Ucrânia e o fato de a China ter sinalizado e realizado estímulos à sua economia estão entre os fatores que impulsionam os custos dessas desses produtos não manufaturados para cima.

Isso não quer dizer, no entanto, as companhias que produzem produtoras de commodities estejam totalmente confortáveis – analistas ainda continuam a monitorar algumas questões que podem pesar do outro lado da balança.

Apesar das altas, quem quer aportar em companhias que trabalham com commodities precisa entender a dinâmica desses produtos. Apesar de o preço da maioria vir subindo, isso não quer dizer que as altas se estenderão ou que o maior faturamento com vendas necessariamente se tornará lucro.

Para minério de ferro, cenário para os preços é negativo

Para o minério de ferro, por exemplo, o Bank of America ouviu especialistas do setor que apontaram um cenário que exige cautela. Para vários deles, assim como o início da guerra no leste europeu impulsionou aquilo que é pago pela tonelada da commodity em grande velocidade, o seu fim pode causar o movimento reverso.

“Os investidores estão preocupados com a natureza binária de alguns desses fatores exógenos – particularmente o conflito Rússia-Ucrânia, visto que o fim desta crise deve deflacionar os preços das commodities”, explicam em relatório Caio Ribeiro, Guilherme Rosito and Leonardo Neratika.

Segundo os analistas do BofA, a maioria dos especialistas ouvidos pela casa não vê muitos motivos para permanecer comprado em minério no momento e também não vê os preços atuais se sustentando por muito tempo – na véspera, o preço do minério spot com 62% de pureza negociado no porto de Qingdao ultrapassou os US$ 160 a tonelada, um avanço de mais de 30% no acumulado do ano.

“A maioria dos investidores não vê razões fundamentais para justificar os preços atuais do minério de ferro”, afirmam Ribeiro, Rosito e Neratika. De acordo com eles, os especialistas consultados têm, majoritariamente, visão de que a demanda na China irá cair, de que os estoques estão altos e de que o setor de construção do gigante asiático recuará em 2022 – elementos que, normalmente, pesam contra sobre a demanda.

Todos esses fatores negativos seriam, contudo, remediados pela possível liberação de estímulos econômicos pelo governo chinês. Parte da crença que dá apoio aos preços é que a busca por atingir a meta de crescimento de 5,5% da economia leve as autoridades do país a afrouxarem a política econômica e monetária. Por 2022 ser um ano crucial para o atual presidente chinês Xi Jinping, uma vez que há as eleições do Partido Comunista da China no segundo semestre, essa convicção ganha força.

Contudo, os analistas avaliam notar “uma falta geral de confiança de o nível atual de preços, entre US$ 150 e US$ 155 a tonelada, se manter e percebemos que os investidores estão antecipando mais estímulos à frente”, explicam.

Esse movimento de especulação com do minério, baseado nos prováveis estímulos econômicos, já incomodou até mesmo o próprio governo chinês, que tentou barrar a alta dos contratos futuros da commodity.

De acordo com o que foi escutado pelo BofA, a questão, então, é que há muitos riscos englobados na sustentação do atual valor do minério. Além deste se explicar em grande parte por conta da especulação, um possível fim da guerra da Ucrânia ou uma piora da covid-19 na China podem afetar as expectativas e, decorrentemente, impactar as empresas do setor.

O Morgan Stanley, por sua vez, optou por retirar de vez a definição de “atrativas” das companhias de mineração e de siderurgia para colocar a visão de que elas estão “em linha”.

Os motivos que justificam a mudança para os analistas do banco foram um pouco diferentes dos apresentados pelo BofA – eles avaliaram cenários parecidos com o atual ao longo da história recente, com inflação alta e baixo crescimento global, e detectaram cinco ocasiões semelhantes, em que essas duas características se cruzam. Nestas, as companhias do setor de mineração e siderurgia apresentam desempenho pior do que o mercado de ações no geral.

Carlos de Alba, Jens Spiess e Ricardo Monegaglia Neto, que assinam o documento do Morgan Stanley, assim como os analistas do BofA, também veem o preço do minério de ferro caindo progressivamente – para 2023, o panorama é que a tonelada chegue a US$ 110 e  em 2024, a US$ 66.

Ambos os bancos, em comum, colocam as ações da Vale (VALE3) e da CSN Mineração (CMIN3) com perspectivas neutras. O Morgan tem preços-alvos respectivos de R$ 22 e R$ 6,50 para as ações.

Para o setor de siderurgia brasileiro, o BofA, ao escutar especialistas, obteve uma visão menos pessimista, ainda que em um cenário deteriorado. Apesar da provável queda de vendas para a China, é provável que as importações para o Brasil diminuam, por conta da guerra da Ucrânia, o que deve abrir espaço para as companhias nacionais no mercado interno.

A Gerdau (GGBR4) é a favorita do setor – enquanto os investidores veem a Usiminas (USIM5) com suas margens diminuindo por conta dos maiores gastos com carvão. A Gerdau utiliza fornos elétricos e está mais bem protegida dos gastos.

Os analistas do Bradesco BBI, do outro lado, mantêm suas visões positivas para as companhias – e reiteraram, em relatório publicado no final de março, recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para as ações da Vale, da Usiminas, CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3).

O banco brasileiro pontua que a capacidade utilizada das siderúrgicas chinesas aumentou 3,6 pontos percentuais após o fim dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno, chegando a 85,43%.

Para mais, há a constatação de que os preços do aço também vêm aumentando e os estoques detidos por traders e usinas, caindo.

“A produção doméstica de minério de ferro da China atingiu uma alta de 6 meses nos últimos quinze dias, embora a MySteel tenha relatado que algumas mineradoras já estavam sendo impactadas por restrições relacionadas ao Covid-19 até o final da semana passada”, justificam.
Celulose deve avançar, mas gastos das empresas podem comprimir margens

Para o mercado de papel e celulose, Morgan Stanley e investidores ouvidos pelo BofA têm visões diferentes.

“Nosso feedback das recentes verificações de canal com comerciantes de celulose, empresas de celulose e fabricantes de papel na China tem sido muito otimista”, afirmam os analistas do BofA.

Eles destacam, no relatório, que as recentes interrupções no sistema de logística global, com a guerra e com ainda resquícios das restrições mais severas da pandemia, devem mais do que compensar o aumento da oferta prevista para esse ano, previsto para algo entre 2 milhões de toneladas e 2,1 milhões.

Além disso, a visão atual é que os estoques de celulose estão baixos, tanto para o produtor quanto para o consumidor, e os prazos de entrega na China já foram estendidos de 45 a 60 dias para algo entre três e quatro meses.

“Os preços da celulose HW (hardwood, de fibra curta) na China atingiram o pico de US$ 780 a tonelada nos últimos dois ciclos de alta e acreditamos que desta vez esses níveis de preços devem se manter e podem até aumentar mais”, defendem.  “Os estoques estão mais baixos do que nos ciclos anteriores, os problemas de logística continuam piorando e as adições de oferta em 2022 não são mais uma grande preocupação”.

Atualmente, o preço da fibra da celulose cobrado pela Suzano (SUZB3), por exemplo, está em US$ 790 a tonelada na China. Para o BofA, a perspectiva é que a fibra fique em algo próximo de US$ 719 ao longo de 2020.

Para o Morgan Stanley, no caso de os produtos florestais russos perderem permanentemente suas certificações, algo visto como possível, a perspectiva é que o mercado fique apertado por mais tempo. “Para o preço líquido da fibra na China, estamos atualizando nossas projeções para 2022 para US$ 850 a tonelada”, pontuam.

Alta da celulose, porém, não é certeza de alta das companhias

Apesar de as projeções para o preço da celulose serem positivas, no geral, a perspectiva para as companhias brasileiras do setor não são exatamente unânimes.

“Embora os investidores com quem falamos tenham reconhecido que o sentimento dos participantes da indústria está muito otimista, notamos uma falta geral de confiança para para essas ações”, pontua o BofA.

Segundo eles, apesar dos problemas logísticos e da forte demanda, ilustrada pela demora na entrega, investidores também estão levemente receosos com a possibilidade da permanência dos preços nos patamares atuais. “Em nossa visão, essa percepção só mudará se os aumentos de preço do papel forem implementados com sucesso durante os próximos meses”, explicam os analistas.

Entre os riscos para a consolidação do preço da celulose, está, principalmente, a redução dos gargalos logísticos ou até mesmo o fim da guerra da Ucrânia.

Mais do que isso, o BofA pontua que as companhias do setor estão sofrendo com a alta dos gastos com produção –  tanto a já mencionada Suzano como a Klabin (KLBN11) vêm sofrendo com o fortalecimento do real, uma vez que essas empresas produzem majoritariamente no Brasil e vendem o produto em dólar. Assim, se a moeda local tem alta, a margem entre ganhos e despesas diminui.

“Dado que o real continua se valorizando, notamos que os investidores estão refletindo cenários com o dólar custando R$ 4,50 ou até R$ 4. Nesse cenário, embora os números ainda pareçam atraentes, a tendência é desfavorável, e isso gera muita hesitação em comprar Suzano ou Klabin”, explicam.

Fora o real, os analistas apontam também que os custos com combustíveis e com produtos químicos utilizados na produção da celulose também estão em tendência de alta, o que deve pressionar as margens.

Para o Morgan Stanley, a visão dos riscos não é muito diferente. De forma extra, o banco americano coloca a possibilidade de uma nova onda de Covid-19 derrube a demanda e, consequentemente, os preços.

Mesmo assim, a perspectiva de ambos os times de analistas são positivas. “Para colocar as coisas em perspectiva, vemos os custos da celulose aumentando em US$ 33 em média a tonelada em 2022 versus um aumento nos preços médios da celulose  de US$ 65 por tonelada”, afirma o BofA.

Ação favorita no setor

O Morgan Stanley, em seu último relatório, optou por rebaixar a Suzano de overweight para equalweight (exposição em linha com a média do mercado, equivalente à neutra), ou seja, a ação deixou de estar barata para estar próxima do preço justo.

“A Suzano é a maior produtora de celulose do mundo e uma empresa bem administrada, mas tem de 80% a 85% dos seus custos em moeda brasileira e um real mais forte, combinado com outras pressões de custo, diminuem os benefícios do preço da celulose mais elevado”, justificam.

A Klabin, segundo os analistas, também deve sofrer e teve as projeções de faturamento para o ano reduzidas em 8%, assim como a Suzano. A questão é que as ações dessa estão, no momento, negociadas a um valuation mais atrativo – 7,1 vezes contra 6 vezes da Suzano.

Do outro lado, o BofA tem a Suzano como sua favorita para o setor, apesar de manter recomendação de compra também para a Klabin. ”Isso se dá, principalmente, porque para esta as pressões de custo parecem mais contidas, uma vez que começaram a cair a partir do segundo trimestre de 2022”, defendem.

Os preços-alvos de Suzano e Klabin, para o BofA, são de, respectivamente, R$ 93 e US$ 18 (o ADR). Para o Morgan Stanley, na mesma sequência, os preços-alvos são de R$ 60 e R$ 28.

O Bradesco BBI ressalta ainda que os investidores estão cada vez mais preocupados com o potencial impacto da valorização do real e das pressões inflacionárias nos resultados da Suzano.

Os analistas, contudo, apontam que, embora reconheçam que ambos os fatores de fato (parcialmente) prejudicarão os números de 2022, acreditam que os preços mais altos da celulose são um poderoso fator de compensação.

“Ressaltamos também que o impacto de um real mais forte na dívida em dólares e na estratégia de hedge da Suzano deve levar a uma desalavancagem relevante e a um múltiplo mais atraente, o que, a nosso ver, está sendo negligenciado”, avaliam, mantendo assim recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 90 para o ativo.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   06/04/2022

Indicado ao cargo de diretor de Política Econômica do Banco Central, o economista Diogo Abry Guillen disse nesta terça-feira, 5, que a atual meta de inflação não parece “fora de lugar”. “Meta de inflação definida me parece apropriada. Meta não parece fora de lugar; no horizonte relevante, BC vê inflação na meta”, afirmou, em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Questionado por senadores, Guillen afirmou que as bandas em torno da meta existem para absorção desses choques e não devem ser alteradas. “A meta tem papel de convergência e ancoragem de expectativas. Bandas em torno da meta têm papel de absorção desses choques”, completou.

Ele ressaltou que questões fiscais e choques de demanda são considerados no cenário do Banco Central.

Questionamento forte de senadora

Após questionamento firme da senadora Kátia Abreu (PP-TO) sobre a meta de inflação, Guillen reforçou que alterar o objetivo diante de choques não é benéfico. Ele argumentou que a meta é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e que o BC tem de persegui-la, mas defendeu que a credibilidade da meta de inflação ajuda na ancoragem de expectativas.

“Quando se eleva a meta de inflação, também aumentam as expectativas e a indexação. A credibilidade da meta ajuda em ancoragem de expectativas. A meta não deve ser alterada por conta de choque, pois altera a convergência de expectativas”, disse ele.

A senadora questionou a estratégia de manter a meta baixa diante de expectativas de inflação elevada. “BC vai ficar nadando atrás do juro e pressionando as empresas e dos trabalhadores”, comentou, após criticar a resposta inicial de Guillen sobre a meta de inflação ser apropriada.

Segundo ela, em momentos anteriores, houve alteração da meta com consequente redução da inflação.

Greve dos servidores do BC

Abreu também criticou a greve dos servidores do BC em meio a um momento difícil da economia brasileira para as classes mais pobres. “Quem tem nível salarial como os servidores do BC deveriam ter vergonha de fazer greve neste momento difícil para o País.”

A diretoria de Política Econômica era chefiada por Fabio Kanczuk, que deixou o colegiado no fim de seu mandato, em dezembro, e já não participou das últimas duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

O Estado de S.Paulo - SP   06/04/2022

A XP citou "impactos mais persistentes da guerra" na Ucrânia e afirmou que os preços de alimentação e combustíveis estão turbinando a inflação corrente.Além disso, o relatório citou a normalização das políticas monetárias de países desenvolvidos e outras nações emergentesTambém permaneceram inalterados os prognósticos de crescimento econômico para este ano e o próximo.

A XP elevou suas estimativas de inflação para este ano e o próximo, embora tenha melhorado seu prognóstico para a taxa de câmbio ao fim de 2022, com o impacto da guerra na Ucrânia devendo pesar no bolso do consumidor.
Agora, a instituição financeira espera que o IPCA suba 7,0% em 2022 e 4,0% em 2023, contra taxas de 6,2% e 3,8%, respectivamente, previstas em cenário anterior.

“A mudança é resultado da incorporação tanto de resultados correntes mais fortes do que projetávamos, como também de um balanço de riscos pior para frente”, afirmou a XP em relatório assinado por economistas, estrategistas e analistas, entre eles Caio Megale, economista-chefe.

Globo Online - RJ   06/04/2022

O recente rali dos mercados financeiros que levou o dólar a cair a R$ 4,60 nesta segunda-feira é turbinado por um ganho com o diferencial de juros no Brasil – ou seja, uma taxa aqui bem acima da média mundial – que é o maior desde 2009 e muito superior ao obtido em outros países emergentes.

Levantamento feito pela Bloomberg mostra que o retorno nos investimentos de carry trade – no qual o investidor lucra ao aplicar numa moeda que paga juros maiores em relação à divisa na qual ele captou seus recursos – chegou a 24% no caso do real este ano.

Foi assim o maior ganho trimestral neste tipo de operação, lastreada em dólares, em 13 anos.

O lucro com o real foi ainda mais de mais do que o dobro do obtido pelos investidores globais com o rand sul-africano, segundo no ranking de maiores ganhos, que ofereceu retorno de pouco mais de 10% neste trimestre.

O peso mexicano, terceiro na lista, aparece proporcionando lucro de pouco mais de 5%.
Maior alta de juros do mundo

Com a exceção da Rússia, nenhum outro país do mundo elevou tanto sua taxa de juros desde o início do ano passado. O Banco Central do Brasil subiu a taxa básica Selic em nada menos do que 9,75 ponto percentual, saindo de 2% ao ano em janeiro de 2021 para 11,75% agora. A estimativa do mercado é que os juros voltem a subir em maio.

E, apesar de o custo para captar recursos estar subindo no mundo inteiro, com vários países elevando juros, o diferencial no Brasil segue de longe o maior do mundo. A taxa básica aqui supera em mais de 11 pontos percentuais o juro americano. Na média da América Latina, o diferencial de juros é de 6 pontos percentuais. Na Ásia, de 1 ponto percentual.

Com a vantagem, destacam analistas, de o Brasil estar a mais de 9 mil quilômetros de distância da Guerra na Ucrânia e, diferentemente de países emergentes da Europa, ter poucos laços comerciais com a Rússia.

– Para onde mais o dinheiro pode ir? – resume Danny Fang, estrategista do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria em Nova York.

– Os bônus brasileiros e o real estão se destacando muito além do tradicional “pacote” de mercados emergentes – avalia Joana Freira, gestora no Eurizon Capital em Londres.

O Brasil também tem se beneficiado de um boom inédito nos preços das commodities por causa da guerra na Ucrânia. Matérias-primas como minério de ferro, petróleo, soja e açúcar respondem por 70% das exportações brasileiras. No último trimestre, o índice de variação de preços de commodities compilado pela Bloomberg subiu 25%, o maior salto desde 1990.

E se a alta de juros costuma ser uma má notícia para as ações, este não foi o caso no Brasil. O índice Ibovespa acumula alta de 39% em dolar desde o início do ano, o maior entre 92 mercados de ações acompanhados pela Bloomberg.

Investidores estrangeiros aportaram US$ 13,9 bilhões na Bolsa brasileira em 2022, no melhor resultado trimestral desde o fim de 2008.

- O momento parece oportuno (para investir no Brasil), mas a velocidade deste rali recente surpreendeu - afirma Juan Prada, estrategista de moedas da Barclays Capital em Nova York.

IstoÉ Online - SP   06/04/2022

Diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Lael Brainard afirmou nesta terça-feira, 5, que a instituição “continuará a apertar a política monetária de modo metódico, com uma série de altas nos juros”. Durante discurso em evento virtual do Fed Minneapolis, ela disse que a instituição “está preparada para adotar ações mais fortes” nesse aperto, caso o quadro na inflação demande, enfatizando a “importância crucial” de levar os preços para baixo, mas sem deixar de apoiar a economia.

Na avaliação da dirigente, indicada para ser vice-presidente do Fed pelo presidente Joe Biden, a inflação nos EUA esta “muito elevada”, atualmente, “particularmente em alimentos e gasolina”. Em seu discurso, Brainard disse que o núcleo da inflação também está “elevado” e que as pressões inflacionárias se disseminam. A invasão militar da Rússia na Ucrânia provoca um “choque na oferta de commodities”, com pressão de alta sobre a inflação e também gargalos na cadeia produtiva de bens. As expectativas de inflação, contudo, seguem consistentes com a meta de 2% do Fed, enfatizou.

Sobre o quadro internacional, a autoridade citou também os lockdowns recentes na China para conter a covid-19, que segundo ela pressionam a inflação e fazem com que gargalos nas cadeias produtivas se estendam. Os atuais eventos geopolíticos “provocam riscos de baixa para o crescimento”, apontou.

Na avaliação de Lael Brainard, o balanço do Fed deve ser reduzido “de modo consideravelmente mais rápido agora”, em comparação com processos anteriores do tipo. Para ela, esse processo de redução poderia começar já na próxima reunião, de maio. A diretora do Fed Dise ainda estar “atenta” aos sinais da curva dos rendimentos dos Treasuries e a outros indicadores que poderiam em tese sinalizar riscos de baixa para o Produto Interno Bruto (PIB) americano. Analistas têm debatido se inversões recentes na curva podem ou não representar risco de recessão nos EUA, no quadro atual.

Lael Brainard comentou também o fato de que a comunicação recente do Fed reforçou expectativas no mercado de altas nos juros e uma redução mais rápida no balanço, em comparação com o período de 2017 a 2019. Consistente com essas expectativas, “nós já temos visto um aperto significativo nas condições de financiamento no mercado em vencimentos mais longos, que tendem a ser mais relevantes para a tomada de decisões das famílias e das empresas”, destacou ela.

IstoÉ Dinheiro - SP   06/04/2022

O gerente-geral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês, instituição conhecida como o ‘banco central dos bancos centrais’), Agustín Carstens, afirmou que o mundo pode estar à beira de uma “nova era inflacionária”. As pressões que têm jogado os índices de preços para cima devem persistir por mais algum tempo em meio aos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia e afetam, segundo ele, não só as economias desenvolvidas mas também os países emergentes, onde os preços estão no maior patamar em mais de duas décadas.

“Depois de mais de uma década lutando para atingir a meta de inflação, os bancos centrais agora enfrentam o problema oposto. A mudança no ambiente inflacionário foi notável”, disse Carstens, ao ministrar a palestra “O retorno da inflação”, no Centro Internacional de Estudos Monetários e Bancários, em Genebra, na Suíça.

Segundo ele, novos fatores estão surgindo e pressionam para cima a inflação. Ele citou impactos advindos da guerra, que têm se refletido nos mercados de energia, alimentos e muitas outras commodities e também dos mercados de trabalho, com as pessoas procurando compensar as reduções reais de salários corroídos pelo aumento de preços nas economias. Não bastasse isso, fatores estruturais que mantiveram a inflação baixa nas últimas décadas podem diminuir à medida que a globalização se reduz, explicou.

A maior atenção em relação à inflação elevada, segundo ele, é para as economias desenvolvidas como, por exemplo, os Estados Unidos. Segundo Carstens, quase 60% desses países estão com inflação anual acima dos 5%, um aumento de mais de 3 pontos porcentuais em comparação com as metas típicas para o indicador. “É a maior desde o fim da década de 1980”, disse.

As economias emergentes também têm visto o aumento dos preços, de acordo com o porta-voz do BIS. Na maioria desses países, a inflação está acima dos 7%. “Além de um curto período em torno da Grande Crise Financeira, refletindo fatores muito específicos e de curta duração, esta é a maior inflação em mais de duas décadas”, afirmou ele.

O que explica a inflação alta

Ex-presidente do Banco Central do México, Carstens disse que o aumento da inflação resulta da confluência de três fatores: um mercado surpreendentemente forte em termos de demanda agregada, com as economias se expandindo mais rapidamente da pandemia do que em outras crises; demanda forte em bens e serviços e, por último, uma oferta que não consegue acompanhar o aumento da demanda.

“A economia mundial está em uma situação diferente da vista três anos atrás por causa da pandemia, da extraordinária resposta fiscal, monetária e regulatória a ela e da guerra na Ucrânia”, resumiu o porta-voz do BIS.

Segundo ele, o risco de um ambiente inflacionário persistente traz implicações para a atuação dos bancos centrais e suas políticas monetárias e fiscais. As autoridades poderão, contudo, ter de rever como agem em relação ao aumento de preços causado do lado da evolução da oferta. “A boa notícia é que os bancos centrais estão atentos aos riscos (da inflação)”, afirmou, acrescentando: “Ninguém quer repetir os anos de 1970”.

Carstens disse que “parece claro” que os juros precisam subir para níveis mais apropriados para o ambiente de inflação mais alta. As taxas, conforme ele, terão de ficar acima dos “patamares neutros”, quando é possível combater os preços elevados sem diminuir a atividade.

“O ajuste às taxas de juros mais altas não será fácil”, avaliou o porta-voz do BIS, mencionando que famílias, empresas, mercados financeiros e governos se acostumaram demais a baixas taxas de juros e condições financeiras acomodatícias, refletidas também em “níveis historicamente elevados” da dívida privada e pública. “Será um desafio arquitetar uma transição para níveis mais normais e, no processo, definir expectativas realistas sobre o que a política monetária pode oferecer”.

Carstens disse que a chave para o crescimento sustentável das economias não passa por uma política fiscal ou monetária expansionista. Para ele, deve-se fortalecer a capacidade produtiva dos países. “De fato, isso está bem atrasado. Os bancos centrais fizeram mais do que sua parte na última década. Agora, é a hora de outras políticas tomarem o bastão”, concluiu.

O Estado de S.Paulo - SP   06/04/2022

Ninguém aguenta mais essa carga tributária “enorme e escorchante”, dizia há pouco mais de um ano o presidente Jair Bolsonaro, referindo-se a um dos maiores pesos que a economia tem de suportar para sustentar um setor público ineficiente e caro demais. O que diria agora, depois que um relatório do próprio governo mostrou que a carga tributária aumentou de 31,77% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 para 33,90% no ano passado? Com esse aumento de 2,13 pontos porcentuais, a carga tributária de 2021 é a maior dos últimos 12 anos.

Após criticar a carga tributária no início do ano passado, Bolsonaro garantiu que o ministro da Economia, Paulo Guedes, buscava uma reforma tributária “para buscarmos uma solução para isso”. Meses depois, voltaria a criticar a carga tributária, “enorme”, e a insistir na necessidade de reformas. Retomava um tema que agitava desde a campanha eleitoral. Medidas pontuais foram anunciadas, mas elas não alteram a estrutura tributária que produz essa carga tributária realmente excessiva.

Queda no peso dos tributos sobre a economia foi registrada em 2020 excepcionalmente, interrompendo uma sequência de alta que se observava desde 2014. Mas 2020 foi um ano excepcional, por causa da pandemia. À paralisação de diversos segmentos da economia, governos de vários países responderam com medidas de apoio às empresas. Entre as medidas, além da ampliação da oferta de crédito, estava o adiamento do recolhimento de tributos. A drástica redução da atividade, de sua parte, também fez cair a arrecadação.

São esses os principais fatores que explicam a redução da carga tributária em 2020. Não houve uma decisão deliberada do governo nesse sentido. A alta no ano passado, de sua parte, se explica pela retomada da atividade econômica depois da queda brutal em 2020 e pelo recolhimento de tributos adiados no exercício anterior. Também neste caso pouco se pode dizer de ação deliberada do governo.

O relatório do Tesouro Nacional com a estimativa da carga tributária bruta envolvendo os três níveis de governo mostra que, no Brasil, esse peso é, historicamente, maior do que a carga média da América Latina, que passou de 20,95% do PIB da região em 2010 para 22,95% em 2019.

Mostra também que o peso dos tributos no Brasil é equivalente ao da média dos países associados à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A OCDE é formada pelos países mais desenvolvidos do mundo, nos quais à carga tributária mais alta correspondem serviços públicos melhores. No Brasil, a má qualidade desses serviços foi acentuada pelo descaso do governo Bolsonaro com setores essenciais como saúde e educação, bem como seu desprezo pela preservação do meio ambiente.

A arrecadação em alta criou uma folga financeira para o governo, que até reduziu alguns tributos, mas não se preparou para os desafios que a situação fiscal continua a apresentar. O equilíbrio das contas públicas não está assegurado. O avanço do Centrão sobre o Orçamento é outra ameaça ao equilíbrio fiscal, qualquer que seja a carga tributária.

MINERAÇÃO

Revista Mineração - SP   06/04/2022

Mesmo sem laudo de estabilidade, órgãos ambientais atestam ações de prevenção para se evitar tragédias.

Apesar de críticas pela falta de um atestado de estabilidade e de um cronograma para a completa descaracterização da estrutura, representantes da ArcellorMittal, do Ministério Público estadual e de órgãos do sistema de meio ambiente estadual tranquilizaram a população sobre os riscos de rompimento da barragem da Mina de Serra Azul, em Itatiaiuçu, Minas Gerais. A barragem foi recentemente reclassificada para o nível 3 de emergência, o mais grave.

Durante audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (05/04) pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o diretor-geral em mineração e bioflorestas da ArcellorMittal, Wagner de Brito Barbosa, explicou que o nível de emergência da barragem foi alterado para 3 por mudanças nas normas de segurança a partir da Resolução 95, de 2022, da Agência Nacional de Mineração (ANM). Assim, não houve, segundo ele, qualquer alteração nas condições efetivas de segurança, apenas uma reclassificação diante de novas regras.

Desde 2019, quando a barragem ainda estava classificada no nível 2 de segurança, as pessoas da Zona de Autossalvamento (ZAS) foram evacuadas do local e ainda não retornaram. Wagner Barbosa explicou que, apesar de não ter acontecido nenhum acidente, foi priorizada a prevenção.

Dessa forma, ainda que aconteça um rompimento, não há hoje riscos para vidas humanas, segundo a empresa. À época, foi assinado entre a empresa e órgãos ambientais, por intermédio do Ministério Público, o Termo de Ajustamento Prelimininar (TAP) para as medidas urgentes de evacuação do local.

Segundo o convidado, as pessoas que saíram de suas casas receberam assistência socioassistencial e psicológica, foram alocadas em novas moradias e tiveram também seus animais de estimação salvos.

Mais recentemente, foi assinado, em 2022, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que, entre outras coisas, prevê indenizações a essas famílias. A adesão é voluntária e, de acordo com Wagner Barbosa, 30 famílias aderiram até o momento. Os acordos são individuais e levam em consideração as demandas apresentadas pelas famílias.

Preocupações ainda existem

Toda a situação é acompanhada pelo Ministério Público estadual desde 2019 e o promotor Lucas Greco confirmou as informações do representante da empresa sobre a segurança das pessoas que antes estavam na Zona de Autossalvamento.

“Isso não significa, porém, que não existam outras preocupações”, disse pontuando, por exemplo, que em caso de rompimento, os rejeitos podem atingir o Reservatório de Rio Manso, responsável pelo abastecimento de água para cerca de 60% da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Há também risco de inundação na rodovia BR-381.

Mas ainda em um tom de tranquilizar a população, o promotor disse que as tratativas em relação a esses outros problemas também já estão em andamento. Assim, tanto a Copasa quanto a concessionária responsável pela parte da rodovia que pode ser atingida já iniciaram diálogos com a ArcellorMital para evitar problemas futuros. Lucas Greco ainda explicou que a empresa firmou um TAC em 25 de janeiro de 2022 se comprometendo em avançar na descaracterização da estrutura.
Atraso na descaracterização da barragem

A Lei Mar de Lama Nunca Mais, aprovada na ALMG depois do rompimento da barragem de Brumadinho (MG) em 2019, estipulava exatamente a data de 25 de janeiro de 2022 para a descaracterização de todas as barragens a montante em Minas Gerais. Segundo o promotor, porém, a maioria das empresas não conseguiu cumprir o prazo e, por isso, foi firmado o TAC coletivo, que ele disse não ser uma prorrogação de prazo, já que estipula sanções pelo não cumprimento da determinação legal.

As sanções são multas proporcionais ao quanto a empresa avançou até aquela data na descaracterização. “Cada barragem estava em um estágio. Dentro de Itatiaiuçu temos esse exemplo: a barragem da ArcellorMital ainda não tinha nem plano para a descaracterização, mas a da Usiminas já está com esse processo finalizado”, explicou o promotor Lucas Greco. Além das sanções, as empresas se comprometeram a contratar auditorias externas e a prestar informações periódicas aos órgãos ambientais.

Nesse ponto, o representante da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o gerente de recuperação de áreas de mineração e gestão de barragens, Afonso Henrique Ribeiro, disse que todas as informações estão sendo prestadas pela empresa. Segundo ele, representantes dos órgãos ambientais estaduais, juntamente com representantes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, estiveram na barragem em novembro do último ano para realizar vistorias.

Documentos relativos à barragem também já foram enviados pela ArcellorMital e pela auditoria independente e estão agora em análise por diversos órgãos.
Deputado critica falta de atestado de estabilidade

O deputado Sargento Rodrigues (PTB), presidente da comissão, agradeceu as informações prestadas, mas criticou as afirmações da empresa, tanto durante a reunião quanto em resposta escrita ao convite para participar da audiência pública, de que “a estrutura não apresenta risco de ruptura iminente e não há exigência de novas medidas ou ações adicionais de segurança”. Para ele, a afirmação é séria e só pode ser feita com a apresentação de laudo técnico que a empresa ainda não tem.

Outra crítica do parlamentar foi quanto à falta de um cronograma preciso sobre quando a barragem será efetivamente descaracterizada. Segundo o representante da empresa, Wagner Barbosa, isso só poderá ser feito depois da construção de uma Estrutura de Contenção a Jusante (ECJ) a dois quilômetros da barragem. “Essa estrutura deve garantir que, em caso de rompimento, os rejeitos não avançarão mais do que esse perímetro e, assim, não trarão grandes prejuízos ambientais”, afirmou o executivo.

A diretora da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), Alice Libânica Dias, confirmou que não há atestado de estabilidade para a barragem, razão pela qual ela foi classificada como nível 2 de emergência em 2019. Ela também lembrou que no TAC assinado em 25 de janeiro há um compromisso de que até novembro seja apresentado um plano detalhado para a descaracterização e isso deverá ser acompanhado de um cronograma.
A barragem

Durante a reunião, o diretor-geral da ArcellorMital, Wagner Barbosa, também contou que a estrutura da barragem foi construída na década de 1980. Adquirida pela ArcellorMital em 2008, ela foi usada pela empresa apenas por quatro anos, já que em 2012 começou-se a usar a técnica de empilhamento a seco, considerada mais segura. Assim, não são mais colocados rejeitos na barragem.

Money Times - SP   06/04/2022

A Vale (VALE3), em conjunto com o governo do Pará, deu início nesta terça-feira (5) às obras de implantação da primeira planta comercial da Tecnored, subsidiária da companhia, em Marabá.

A unidade terá capacidade inicial de produção de 250 mil toneladas por ano de ferro gusa verde, podendo dobrar no futuro, para 500 mil toneladas por ano.

O start-up está previsto para 2025, com investimento estimado em aproximadamente R$ 1,6 bilhão.

Em comunicado enviado ao mercado, a mineradora destacou a importância do evento, uma vez que apresenta à cadeia de siderurgia “uma solução tecnológica viável para seus investimentos de descarbonização”.

“A implantação da Tecnored representa um passo importante na transformação da mineração, contribuindo para tornar a cadeia do processo cada vez mais sustentável”, comentou a Vale.

A tecnologia da Tecnored permite produzir o chamado ferro gusa verde a partir da substituição de carvão metalúrgico por biomassa. O processo contribui para a redução em até 100% das emissões de carbono, afirmou a companhia.

Segundo a Vale, o projeto trará ganhos de competitividade, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento para a região de Marabá.

Em função do menor número de etapas, como a ausência da sinterização e coqueficação, estima-se que a tecnologia Tecnored possui investimento e custo operacional 10-15% inferior à rota tradicional de produção via alto-forno.

A Vale tem como compromisso reduzir 15% das emissões líquidas de Escopo 3 até 2035. A companhia também quer reduzir suas emissões absolutas de Escopo 1 e 2 em 33% até 2030 e alcançar neutralidade até 2050, em linha com o Acordo de Paris.

Atualmente, a Vale mantém uma planta-demonstração em Pindamonhangaba, São Paulo, com capacidade nominal de 75 mil toneladas por ano. No local, foram realizados testes para o desenvolvimento da tecnologia da Tecnored e a viabilidade técnica e econômica do projeto.

Agência Senado - DF   06/04/2022

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou três indicados para a Agencia Nacional de Mineração (ANM), após sabatina realizada nesta segunda-feira (5). Os nomes de Mauro Henrique Moreira Sousa, Roger Romão Cabral e Tasso Mendonça Júnior serão agora encaminhados para votação em Plenário.

Mauro Henrique Moreira Sousa foi aprovado para o cargo de diretor-geral da agência reguladora, na vaga decorrente do término do mandato de Victor Hugo Froner Bicca, em 4 de dezembro de 2022. O relator da indicação foi o senador Chico Rodrigues (DEM-RR).

Moreira Sousa, destacou o relator, possui experiência profissional no setor público, com passagem pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS, atualmente INSS, entre 1985 e 1989), pela Caixa Econômica Federal (CEF), entre 1989 e 2001, pelo Ministério Público da União (MPU), em 2005, e pelo Ministério de Minas e Energia, como servidor da Advocacia-Geral da União, a partir daquele ano.

Atuou ainda em diversos grupos de trabalho interministeriais, tratando de temas do setor energético e de pautas jurídicas que moldaram o setor nas últimas décadas. Foi consultor jurídico, entre 2008 e 2010; coordenador do subgrupo jurídico de apoio à comissão interministerial da proposta do marco regulatório do pré-sal; e membro do conselho de administração da CGTEE, controlada da Eletrobras, entre 2008 e 2016. Atualmente, é do conselho da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (EMBPar).
Produção mineral

Roger Romão Cabral foi aprovado para diretor, na vaga decorrente do término do mandato de Debora Toci Puccini. A indicação foi relatada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT).

O relator destacou que Cabral é servidor de carreira do extinto Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), substituído pela ANM, desde 5 de julho de 1982. No decorrer de sua longa carreira ocupou diversos cargos, destacando-se o de diretor de Fiscalização substituto (de 2001 a 2007 e de 2009 a 2018), o de assessor de Gerenciamento Estratégico da ANM, de 2018 a 2020; o de superintendente de Produção Mineral, desde 2021, e o de diretor interino do Colegiado da ANM, que ocupa atualmente.

Entre os trabalhos de Roger Romão Cabral nos quase quarenta anos de atividade, destacam-se obras relacionados à gestão da produção mineral, planejamento e desenvolvimento da atividade mineral, gestão de segurança de barragens, economia mineral, avaliação de risco e gerenciamento de crise, resolução de conflitos e regulação técnica e econômica.
Conhecimento técnico

Por sua vez, Tasso Mendonça Júnior teve aprovada sua recondução ao cargo de diretor da ANM, sob a relatoria da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). A recondução é permitida pelo artigo 7º da Lei nº 13.575, de 2017, que cria a ANM e determina que os membros da diretoria exercerão mandatos de quatro anos não coincidentes, permitida uma única recondução.

— A indicação [de Tasso] é extremamente técnica e esse é o nosso intuito, é importante que tenhamos nomes técnicos. O currículo nos prova isso, toda a larga experiência que ele vem desenvolvendo no Ministério de Minas e Energias e na ANM mostram que ele tem essa capacidade, essa expertise. É importante que o Brasil tenha pessoas para certos cargos que tenham conhecimento técnico e não sejam indicações apenas de governo, mas indicações de estado. É importante para o Brasil que tenhamos pessoas capacitadas para aquele respectivo cargo e esse é o caso do senhor Tasso, a indicação é técnica e não política. Por isso, o voto é "sim" para que ele continue exercendo um brilhante trabalho na ANM e que fique sem dúvidas a possibilidade legal da indicação do nome dele para esta recondução — concluiu Soraya Thronicke.

AUTOMOTIVO

SEGS.com.br - SP   06/04/2022

Os ônibus rodoviários Mercedes-Benz O 500 RS conquistaram uma ampla preferência no transporte de funcionários de empresas de mineração do Chile. Diversas operadoras que prestam esse serviço de fretamento adquiriram 328 chassis para renovação de frota, sendo 253 do modelo O 500 RS 1941 com motor de 410 cv e 75 unidades do O 500 RS 1936 com motor de 360 cv.

A negociação com os operadores chilenos foi conduzida em parceria com o Grupo Kaufmann, representante da Mercedes-Benz no Chile. Os primeiros novos ônibus começaram a ser entregues em janeiro deste ano, sendo destinados para a região central do país. Os ônibus são utilizados para transporte de funcionários entre suas residências e as unidades de mineração onde trabalham.

“Grande parte dos veículos envolvidos nessa venda conta com o mais inovador tratamento anticorrosivo de chassis de ônibus desenvolvido pela Mercedes-Benz do Brasil, que foi apresentado na LatBus 2021 em São Paulo, maior feira de mobilidade da América Latina, e que se destaca como solução de resistência e durabilidade nas severas operações da mineração”, afirma Jens Burger, diretor geral do Centro Regional Daimler América Latina. “Todos esses chassis para ônibus também recebem pneus para uso misto, tanto na estrada como em vias não pavimentadas, e um pacote generoso de itens de segurança”.

O mais inovador tratamento anticorrosivo de chassis de ônibus

Atendendo às necessidades de clientes, a Mercedes-Benz desenvolveu o processo mais inovador do mercado para tratamento anticorrosivo dos chassis de ônibus da marca, ampliando ainda mais o padrão de qualidade e resistência dos produtos.

Essa proteção especial aplicada no chassi é indicada para veículos de fretamento que transportam funcionários e transitam em ambientes de operações severas, com alto grau de salinidade, altas taxas de umidade, baixas temperaturas e calor intenso, o que ocorre, por exemplo, no setor da mineração. Ou seja, os chassis de ônibus da nossa marca saem de fábrica ainda mais protegidos contra corrosões e outros impactos derivados de condições extremas de aplicação do veículo. Isso exige menos manutenção da estrutura do chassi e maior durabilidade do ônibus.

Essa solução está disponível para os chassis O 500 urbanos e rodoviários e para a linha de micro-ônibus LO. Além da aplicação do tratamento anticorrosivo do chassi, estes veículos recebem pneus especiais para operações severas e um pacote de segurança ampliado, podendo circular tanto nos ambientes da mineração, como pelas cidades.

“Este é mais um exemplo da dedicação da Mercedes-Benz do Brasil para atender as mais diferentes necessidades dos nossos clientes”, afirma Mauricio Yamamoto, gerente sênior do Centro Regional Latina Ônibus. “Muito rapidamente nós conseguimos adaptar nossa linha de produção de chassis para o processo de pintura especial anticorrosiva”.

Entre os itens de segurança do O 500 RS destacam-se, conforme a linha de chassis: ABS (sistema anti-travamento), limitador de velocidade, ACC (piloto automático adaptativo), ASR (sistema de controle de tração), Hill Holder (assistente de partida em rampa), ESP (controle eletrônico de estabilidade), LDWS (sistema de aviso de faixa), EBS (sistema eletrônico de freios) e suspensão com sistema anti-tombamento.

Fretamento é destaque no mercado durante a pandemia

“Assim como acontece no Brasil, o setor de fretamento também vem tendo relevância nas vendas de ônibus na América Latina durante a pandemia”, diz Jens Burger. “Isso está demonstrado nessa expressiva exportação de 328 ônibus O 500 RS para fretamento no Chile. Por meio de nossa consultoria de ônibus para a Região, buscamos sempre entregar a melhor solução de transporte para cada país com produtos inovadores, que oferecem o melhor custo benefício e segurança, além de conforto aos passageiros”.

De acordo com o executivo, para a Mercedes-Benz, essa venda é uma grande oportunidade de fidelizar os clientes da marca na América Latina, em especial o Chile, que é um dos maiores mercados da Empresa para exportações de ônibus.

O Estado de S.Paulo - SP   06/04/2022

A Toyota do Brasil anunciou na tarde de desta terça-feira, 5, que vai fechar sua fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e transferir as operações para as unidades de Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz, no interior de São Paulo.

A planta mais antiga do grupo – e a primeira da montadora fora do Japão – foi inaugurada em 1962 para a produção do icônico jipe Bandeirante, modelo que ficou em linha por quase 40 anos. Hoje produz componentes para veículos das outras unidades brasileiras e para exportação à Argentina e Estados Unidos.

Dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC dizem que foram pegos de surpresa com uma carta enviada pela Toyota no início da tarde. Foram então para os portões da fábrica conversar com os 550 trabalhadores. Amanhã será realizada, às 6h, uma assembleia para definir ações na tentativa de reverter a decisão.

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, também foi informado da mudança nesta terça-feira e lamentou o fato. Ele afirma que vai procurar o presidente da montadora no Brasil, Rafael Chang, também para tentar convencer o grupo a permanecer na cidade. No fim de 2019 o município perdeu a fábrica da Ford e no local está sendo construído um centro de logística.

A Toyota informa que a mudança será feita de forma gradual a partir de dezembro, com conclusão prevista para novembro de 2023. Os funcionários que quiserem poderão ser transferidos para as outras unidades do grupo. Ao final do processo a área será vendida.

Segundo a Toyota, a transferência visa maior sinergia entre suas unidades produtivas e faz parte de um plano de busca por mais competitividade frente aos desafios do mercado brasileiro e da sustentabilidade dos negócios no País, além de responder às rápidas mudanças do ambiente externo.

A empresa afirma que testou diversas possibilidades, no entanto a mais viável foi o fechamento. “A transferência é necessária para aumentar nossa competitividade; concentrando a produção em três plantas produtivas otimizaremos a infraestrutura, mantendo nossos níveis de produção e de mão de obra”, assinala.

CENTRO DE PESQUISA

Após a inauguração das outras fábricas de automóveis em Indaiatuba (1998), Sorocaba (2012) e a de motores em Porto Feliz (2016) houve especulações sobre o destino da unidade do ABC, mas o grupo sempre afirmava que ela seria mantida.

Há cinco anos, a Toyota instalou no local seu o primeiro Centro de Pesquisa Aplicada na América Latina. Só havia estruturas desse tipo no Japão, EUA, Europa e Tailândia.

O objetivo era realizar, sem depender da matriz, modificações nos carros fabricados no País, criar edições especiais, avaliar novos materiais e, no futuro, talvez até desenvolver carros para a região, conforme diziam executivos na época.

Pouco antes, a empresa havia transferido sua sede administrativa de São Paulo para o ABC, de onde foi de novo transferida para Sorocaba, em 2020. Nos últimos anos foram investidos R$ 2 bilhões nas outras fábricas, além de mais R$ 50 milhões anunciados na semana passada para a renovação do Corolla, feito em Indaiatuba.

Dirigentes do sindicato afirmam a decisão é injustificável e que, em todas as reuniões com a entidade sempre afirmaram que a unidde não seria fechada e que havia planos para a unidade.

Auto Industria - SP   06/04/2022

Após registrar os números mais baixos da história do setor automotivo no final do ano passado, os estoques nas concessionárias voltaram a crescer neste início de 2022. Ante o equivalente a 13 dias de vendas em dezembro, os estoques chegaram a 22 dias em março, conforme informações divulgadas pela Fenabrave nesta terça-feira, 5.

É um nível dentro da normalidade, que a princípio não traz preocupações. Mas é importante lembrar que a oferta das montadoras ainda segue afetada pela falta de semicondutores, o que significa que o volume de carros e comerciais leves estocados na rede de distribuição poderiam ser maiores.

Também é um indicativo de desaceleração do varejo a volta das propagandas com ofertas sobre valores de tabelas, assim como as com taxa de juros zero ou alertando para o risco de o IPI voltar a subir, como está anunciando a General Motors esta semana. Aí também um dado curioso, visto que ao comemorar a redução do IPI a partir de março, a Anfavea não reforçou que a medida, a princípio, valeria por apenas um mês.

A diminuição da alíquota foi prorrogada até o final de abril por meio de decreto do governo federal publicado no final do mês passado, ou seja, a partir de maio os porcentuais podem voltar aos níveis convencionais. José Maurício Andreta Jr., presidente da Fenabrave, prefere ainda não falar em recessão, tanto é que a entidade manteve inalterada a projeções de crescimento de 4,4% no segmento de leves feita no início do ano.

Algo não muito fácil de atingir se for levado em conta o balanço do mês passado e do trimestre. As vendas de veículos leves em março totalizaram 134.904 unidades, alta de 9,6% sobre as 123.035 de fevereiro, mas queda de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2021. Conforme dados divulgados pela Fenabrave, o trimestre acumula 374.533 emplacamentos de veículos leves, volume 24,7% inferior ao do primeiro trimestre do ano passado (497.8120).

Na avaliação do presidente da Fenabrave, o desempenho dos três primeiros meses do ano e é reflexo de um conjunto de fatores, nacionais e globais. Ele lembra que apesar de os estoques terem crescido, ainda há fila de espera para alguns modelos. Na sua opinião, é preciso esperar mais três meses para avaliar a real situação do mercado.

“A variante Ômicron afetou a produção de diversos componentes industriais e a venda de veículos no início do ano. Em seguida, houve o conflito entre Rússia e Ucrânia, que deixou muitos consumidores preocupados, especialmente com os preços dos combustíveis, que não param de subir. Essa elevação impacta na decisão de compra dos consumidores de veículos e reflete no desempenho do nosso setor”, avalia o empresário.

O Estado de S.Paulo - SP   06/04/2022

As vendas de motos tiveram em março alta expressiva de 76,8% em volume em relação ao mesmo mês do ano passado, chegando a 110,1 mil unidades. Com isso, criou-se uma situação pouco comum: foram vendidas mais motocicletas do que carros de passeio no Brasil no período, quando 108,2 mil unidades de veículos foram comercializadas.

A inversão ocorre em um momento de crise para os automóveis, que acaba de registrar seu pior março em 18 anos, apesar da recente desoneração tributária para esses produtos.

Com a expansão dos serviços de entrega (delivery) e a busca dos consumidores por transporte individual financeiramente mais acessível, o primeiro trimestre terminou com crescimento de 33,7% das vendas de motos.

No total, 274,8 mil unidades foram vendidas nos três primeiros meses do ano, desempenho que também reflete a recomposição de oferta do veículo após restrições da pandemia que limitaram a produção das fabricantes de motos no inicio do ano passado.
Carros em baixa

Enquanto o mercado de motos se acelerou, os carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus somaram 146,8 mil unidades emplacadas, 22,5% a menos do que no terceiro mês de 2021. O total de 141,6 mil veículos vendidos em março representa o resultado mais baixo para o mês desde 2004, ou seja, em 18 anos.

Os números foram divulgados na última terça-feira, 5, pela Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos (Fenabrave), associação que representa as concessionárias. Houve alguma reação em relação ao ritmo fraco do primeiro bimestre, quando as vendas mensais não passaram dos 130 mil veículos.

Numa variação que também se explica pelo calendário com mais dias de venda, março superou fevereiro em 11%. Foi o primeiro mês cheio em que o setor aproveitou a redução de 18,5% das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aplicadas nas vendas de automóveis.

Já as vendas de máquinas agrícolas, que incluem tratores e colheitadeiras, apresentaram crescimento de 45% em fevereiro, quando comparadas ao mesmo mês do ano passado, também de acordo com a Fenabrave.

No total, 5,2 mil unidades foram entregues a produtores rurais no segundo mês do ano, alta de 30,4% frente ao volume de janeiro. Como não se trata de emplacamentos, que podem ser atualizados diariamente, os números de máquinas agrícolas precisam ser obtidos com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de carros.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor Investe - SP   06/04/2022

No primeiro trimestre, aumento é de 1,58%, segundo Índice FipeZAP+

Os preços de venda dos imóveis residenciais subiram 0,55%, em março, acelerando as altas observadas nos meses anteriores, de acordo com o Índice FipeZAP+, que acompanha o comportamento dos preços em 50 cidades brasileiras. Em janeiro, o reajuste foi de 0,53% e, em fevereiro, de 0,49% - acumulando uma alta de 1,58%, ao final do primeiro trimestre no ano.

Em 12 meses, o Índice FipeZAP+ registra um avanço nominal de 6,1% - variação inferior à inflação acumulada estimada para o IPCA, pelo Boletim Focus, do Banco Central, de 10,69%, e ao IGP-M, de 14,77%, no mesmo período.

No mês passado, 47 das 50 cidades monitoradas pelo índice apresentaram aumento no preço médio de venda residencial , sendo que, em 15 delas - como Manaus, Goiânia, Campo Grande, Vila Velha e Vitória -, essa variação superou a inflação ao consumidor esperada pelos agentes do mercado, no Boletim Focus do último dia 28, de 1,06%.

Considerando as 16 capitais acompanhadas, a única a não registrar aumento dos preços dos imóveis residenciais foi Porto Alegre (-0,09%), contrapondo-se, assim, às variações apuradas em Manaus (+2,26%), Goiânia (+2,52%), Campo Grande (+2,13%), Vitória (+1,96%), Fortaleza (+1,41%), Curitiba (+1,07%), João Pessoa (+0,93%), Maceió (+0,87%), Salvador (+0,83%), Belo Horizonte (+0,55%), São Paulo (+0,45%), Florianópolis (+0,45%), Recife (+0,40%), Rio de Janeiro (+0,20%) e Brasília (+0,07%).

De janeiro a março, a alta nos preços residenciais foi observado em 49 das 50 cidades monitoradas pelo índice, entre as quais 15 das 16 capitais, com destaque para Goiânia (+6,95%), Vitória (+6,01%), Campo Grande (+5,71%), Maceió (+3,72%), Fortaleza (+3,34%), Manaus (+3,12%), João Pessoa (+2,78%), Florianópolis (+2,77%), Salvador (+2,22%), Curitiba (+1,98%), Brasília (+1,34%), São Paulo (+1,31%), Belo Horizonte (+1,22%), Recife (+1,03%) e Rio de Janeiro (+0,56 %). Em Porto Alegre, os preços de venda de imóveis residenciais encerraram o primeiro trimestre com estabilidade.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Índice FipeZAP+ apontou aumento em todas as 50 cidades monitoradas. A alta mais sentidas foram em Vitória (+23,49%), Goiânia (+19,60%), Maceió (+17,33%), Florianópolis (+15,92%), Curitiba (+14,27%), Manaus (+12,17%) e Campo Grande (+11,19%), com percentuais acima da inflação estimada.

Também apresentam aumento significativo nos preços, em 12 meses, Fortaleza (+9,92%), João Pessoa (+9,07%), Brasília (+9,05%), Belo Horizonte (+5,47%), Recife (+5,23%), São Paulo (+4,19%), Salvador (+4%), Porto Alegre (+4%) e Rio de Janeiro (+2,12%).

Com base na amostra de anúncios de imóveis residenciais para venda no mês passado, o preço médio calculado para as 50 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP+ foi de R$ 7.981/m². Entre as 16 capitais acompanhadas, a cidade de São Paulo tem o valor médio por metro quadrado mais alto (R$ 9.831/m²), seguida por Rio de Janeiro R$ 9.701/m²), Vitória (R$ 9.016/m²), Florianópolis (R$ 8.833/m²) e Brasília (R$ 8.729/m²).

No sentido oposto, as capitais mais baratas para comprar um imóvel residencial são Campo Grande (R$ 4.850/m²), João Pessoa (R$ 5.061/m²), Salvador (R$ 5.448/m²), Goiânia (R$ 5.468/m²) e Manaus (R$ 5.896/m²).

FERROVIÁRIO

Valor - SP   06/04/2022

Donos de outorga possuem poucos recursos e correm atrás de investidores para viabilizar projetos

O governo Jair Bolsonaro tem celebrado uma onda de investimentos bilionários em ferrovias, desde a criação de um novo marco legal do setor, mas parte dos projetos pertence a empresas com capital social aparentemente incompatível com o porte dos empreendimentos anunciados.

Levantamento feito pelo Valor indica que pelo menos cinco grandes projetos já autorizados ou em análise pelo Ministério da Infraestrutura - com 3,2 mil quilômetros de extensão e quase R$ 50 bilhões em investimentos prometidos - foram registrados por empresas com aporte inferior a R$ 1 milhão.

Uma delas é a Macro Desenvolvimento Ltda., fundada em novembro de 2020, que assinou contratos de adesão para dois novos trechos ferroviários: Presidente Kennedy (ES)-Sete Lagoas (MG) e Sete Lagoas (MG)-Anápolis (GO). Juntos, eles somam 1.326 quilômetros, e a previsão é de R$ 29,6 bilhões em desembolsos, mas a companhia tem um capital social inversamente proporcional à ousadia do projeto: apenas R$ 10 mil.

Independentemente da suposta contradição de valores, as estimativas de investimentos bilionários em torno das novas ferrovias têm sido usadas em solenidades oficiais e nas redes sociais para engrossar a lista de realizações do presidente Bolsonaro, que buscará a reeleição em outubro.

Esses empreendimentos se baseiam na Lei 14.273, aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado e sancionada dias mais tarde por Bolsonaro, que permite novas ferrovias pelo regime de autorização.

Por essa modalidade, investidores ficam dispensados de entrar em um leilão e disputar uma concessão pública, muitas vezes percorrendo um caminho que leva anos. Por sua conta e risco, eles podem simplesmente apresentar um projeto ao governo, que assina um “contrato de adesão” caso preencham certos requisitos. A compatibilidade entre o capital social e o porte do projeto não está entre as pré-condições.

Segundo executivos do mercado ouvidos pelo Valor, que preferem falar em caráter reservado, isso tem levado à proliferação das chamadas “ferrovias de papel”. Na prática, são apenas uma espécie de título dado pelo governo - a outorga - que dá às empresas o direito de construir determinada ferrovia. Sem capital suficiente para viabilizar o projeto autorizado, elas correm atrás de investidores (normalmente estrangeiros) que topem injetar recursos e assumir o risco.

Diante das incertezas, aumentam as chances de “mortalidade” de boa parte dos projetos autorizados ou prestes a obter autorização. Apesar disso, o governo argumenta que a nova legislação está transformando o setor. A lei foi precedida de uma medida provisória (MP 1.065), publicada em agosto, que criou amparo jurídico para a apresentação dos projetos.

Assim que foi publicada, a MP das autorizações ferroviárias passou a compor a vitrine de ações do governo federal. No início de setembro, o Palácio do Planalto promoveu uma cerimônia com Bolsonaro para lançar o programa Pro Trilhos, direcionado aos projetos do novo regime de contratações.

Em fevereiro, a Secretaria Especial de Comunicação (Secom), da Presidência da República, anunciou, em sua conta oficial no Twitter, que o Pro Trilhos já apontava para R$ 240,8 bilhões em investimentos, com 79 pedidos da iniciativa privada para criação de novas ferrovias, além de uma expectativa com a geração de 2,6 milhões de empregos.

A postagem provocou reação imediata de bolsonaristas nas redes sociais. Entre elogios a Bolsonaro e ao então ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas (Republicanos), um comentário fala sobre acelerar os planos do setor de “cem anos em três”. Outro apoiador classificou a iniciativa como “incrível!”, mencionando que o orçamento do ministério é de apenas R$ 8 bilhões. “Agora, imagine R$ 240 bilhões de investimentos em ferrovias”, comparou.

A Macro Desenvolvimento, que promete construir as duas ferrovias com 1.326 quilômetros de extensão, apresenta-se como uma empresa “desenvolvedora de projetos e soluções empresariais”, com experiência em iniciativas como um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) e usinas termelétricas.

Também atua como “parceria estratégica” do Porto Central, projeto que já conta com as licenças necessárias e seria o ponto de chegada da primeira ferrovia. O sócio responsável pela Macro, Fabrício Freitas, disse que novos aportes serão feitos em seu capital social e prevê um prazo de até 12 anos para a implantação dos dois trechos.

“Para o desenvolvimento de um novo projeto, desde o seu primeiro custo, ele deve estar de dentro de um processo estruturado de investimentos e contábil”, afirmou Freitas. “Assinamos os contratos de autorização em dezembro e, a partir de então, todo o capital para o desenvolvimento está sendo aportado dentro da Macro. Sua contabilização, incluindo aumento de capital e aportes, está somente no início.”

“O modelo societário para o investimento está sendo validado pelos acionistas e investidores com base nas orientações jurídicas que estamos recebendo de escritórios especializados, contratados para tal. Iniciamos o projeto no modelo simples de uma empresa limitada, com menos custos, e seguiremos os aportes e adequações no avanço do estágio de cada fase”, afirmou.

As demais empresas com capital social inferior a R$ 1 milhão foram procuradas pela reportagem para comentar seus pedidos ou contratos de autorização, mas não responderam. Uma delas, a Grão-Pará Multimodal, encabeça um projeto avaliado em R$ 5,2 bilhões entre Açailândia (MA) e Alcântara (MA). O traçado ligaria a Ferrovia Norte-Sul até um porto cujas obras ainda não começaram. A empresa foi registrada com capital de R$ 200 mil.

Rodoviário

Agência Senado - DF   06/04/2022

A suspensão do processo de concessão da Rodovia BR-163, no Pará, será tema de audiência pública na Comissão de Infraestrutura (CI). O requerimento para a audiência, que ainda não tem data marcada, foi aprovado nesta terça-feira (5). A suspensão ocorreu em julho de 2021, por decisão da Justiça Federal.

O requerimento para a audiência é dos senadores Izalci Lucas (PSDB-DF) e Zequinha Marinho (PSC-PA). No requerimento eles explicam que a determinação da justiça veio após pedido do Ministério Público, com a alegação de que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não cumpriu uma decisão liminar, que pedia a aprovação de um plano para reduzir os impactos da obra sobre os povos indígenas atingidos pelo asfaltamento da rodovia. A alegação do Dnit é de que a decisão foi cumprida e que os documentos que demonstram isso foram juntados à ação.

— Observa-se, porém, flagrante contraditório entre a argumentação do Dnit e aquela adotada pelo MPF, razão pela qual nos parece adequado que esta comissão do Senado Federal discuta, em audiência pública, os motivos da paralização da obra — argumentou Zequinha Marinho ao defender a aprovação.

. A audiência, que ainda será marcada, deve reunir representantes do Dnit, Ibama, Ministério Público Federal, Advocacia Geral da União, Fundação Nacional do Índio (Funai) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), além de entidades ligadas aos povos indígenas, a produtores rurais e ao setor de logística.

Valor - SP   06/04/2022

Esgotamento gradual de ativos viáveis traz desafio a concessões

A iniciativa privada atualmente opera menos de 24 mil quilômetros de estradas, o que corresponde a apenas 7% da malha rodoviária no país, mas já surge no radar o possível esgotamento de ativos economicamente viáveis para fazer concessões “puras”.

O debate do governo com as empresas poderá entrar, nos próximos anos, em uma nova seara: tentativas de viabilizar concessões que não param em pé sozinhas e precisam de algum empurrão para atrair investidores. A campanha presidencial deste ano é uma oportunidade de levantar a discussão, que precisa ocorrer.

Esgotamento gradual de ativos viáveis traz desafio a concessões

Em condições normais de temperatura e pressão, ativos sem viabilidade econômica ficam com o Estado, que se encarrega da manutenção e ampliação - duplicar pistas, por exemplo. O orçamento do Ministério da Infraestrutura, entretanto, é o mais baixo em pelo menos duas décadas. A dotação para 2022 está em apenas R$ 8,6 bilhões. Há dez anos, no auge do longínquo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), alcançou R$ 42 bilhões - em valores já atualizados pela inflação.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avalia experiências nacionais e internacionais na aplicação de subsídios cruzados em concessões de infraestrutura em transportes, evitando o comprometimento de recursos orçamentários.

Entre os modelos observados pelo Ipea, estão fundos públicos, concessões em blocos, criação de câmaras de compensação e concessões patrocinadas (as PPPs). São possibilidades ainda pouco exploradas no Brasil, em âmbito nacional ou pelos governos estaduais, mas que devem vir mais à tona com a gradual redução de ativos superavitários (conhecidos como “filés” no jargão do mercado) ainda não concedidos e a presença cada vez maior de projetos deficitários (os chamados “ossos”).

“Ao optar por um modelo que se mostre mais adequado ao projeto, o governo deve observar não apenas os custos totais dessa iniciativa, mas também os custos de oportunidade e riscos envolvidos nas etapas, uma vez que os projetos envolvem arranjos complexos e longos prazos de execução”, conclui esse trabalho recente do Ipea.

“Implementar soluções híbridas que se adequem às condições econômicas e ao marco institucional consolidado no país, sem afastar a participação ainda relevante do crédito público, permite ampliar o papel desempenhado pelo setor privado na capitalização desses projetos.”

No caso dos fundos públicos, é citada a experiência do Chile, que constituiu mecanismos com receitas provenientes de concessões de infraestrutura para desenvolver outros projetos com menos viabilidade econômica.

No modelo de concessões em bloco, que misturam “filé com osso”, já existem casos no próprio país. Foram assim o novo contrato da Presidente Dutra (que incorporou trecho da Rio-Santos), do corredor rodoviário Piracicaba- Panorama (com estradas menores no interior de São Paulo que não se sustentariam sozinhas) e os últimos leilões de aeroportos (com um carro-chefe no meio de terminais menores).

O risco, diz o estudo, está nos critérios usados para a seleção dos ativos agregados em bloco, o que pode levar a desgastes políticos. Estados ou regiões que subsidiam rodovias ou aeroportos menos apetitosos costumam se queixar. Quem é deixado de lado não gosta. O critério de escolha nem sempre guarda clareza. Por que uma rodovia ou um aeroporto em detrimento de outro? Muitas vezes cai na discricionariedade.

As câmaras de compensação, no Brasil e no exterior, têm sido usadas principalmente em concessões de mobilidade urbana, como a Linha 4-Amarela do metrô em São Paulo. Um trabalho do BNDES já indicou, como solução ao esgotamento das rodovias superavitárias, a criação de um sistema de concessões no qual a malha funcionaria como uma rede integrada. O sistema tomaria como base a instituição de uma política tarifária nacional, a criação de classes de rodovias e a implantação de uma câmara de compensação para equilibrar as tarifas do sistema como um todo.

Outra possibilidade é a aceleração de PPPs. Contratos de parcerias público-privadas podem ocorrer por meio de um aporte inicial ou pagamentos regulares do Tesouro Nacional, normalmente atrelados a metas de execução e qualidade, ou na forma de pedágios-sombra, considerando o repasse de determinada taxa por usuário.

O desafio precisa ser enfrentado. Não é sangria desatada. Mas, se nada for pensado agora, vai dar ruim lá na frente. Com o investimento público em infraestrutura cada vez mais reduzido, pioraram as condições das estradas federais e estaduais, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). A parcela da malha avaliada como péssima, ruim ou regular subiu de 59% em 2019 para 61,8% em 2021.

Dois grupos - Ecorodovias e CCR - têm dividido a cena nos principais leilões de rodovias federais. Nas concessões em São Paulo, uma terceira empresa - Pátria Investimentos - tem entrado forte. Para as licitações de ativos menores, em Estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso, outros investidores ou construtoras locais de menor porte vêm salvando a lavoura.

Ecorodovias e CCR estão com seus balanços comprometidos depois das vitórias recentes em disputas como a da BR-153 e da Dutra, que exigem desembolsos pesados. Novos estrangeiros não têm aparecido. Diante dos riscos envolvidos e da necessidade de investimentos muito elevados, o leilão da BR-381 em Minas teve que ser suspenso pelo governo, porque não havia interessados.

Na semana passada, vários ajustes foram feitos no edital para a concessão do lote Rio- Valadares, que prevê R$ 8,8 bilhões em aportes do futuro operador. O leilão ocorrerá no dia 20 de maio. Será um teste importante, mas o problema continuará colocado à mesa.

Para resolvê-lo, há opções: 1) mais orçamento ao Ministério da Infraestrutura para reativar obras públicas; 2) explorar os modelos aventados no estudo do Ipea; 3) priorizar o “project finance”, financiamento em que as receitas futuras servem como garantia para o projeto, como fez o BNDES na Linha 6 do Metrô de São Paulo; 4) aprovar logo o projeto de lei das debêntures de infraestrutura, que pode atrair uma nova onda de recursos ao setor. Não são alternativas excludentes entre si.

PETROLÍFERO

O Petróleo - SP   06/04/2022

A produção de petróleo do Brasil provavelmente diminuirá a partir de 2030 se nenhuma descoberta significativa de petróleo for feita em breve, disse Marcelo de Assis, chefe da unidade de pesquisa upstream da Wood Mackenzie na América Latina, à BNamericas.

Descobertas significativas envolveriam 1-2Bb (bilhões de barris) de reservas recuperáveis, comparáveis às áreas do pré-sal como  Tupi , Iracema e Sapinhoá , que estão entrando em fase de maturidade.

Segundo Assis, alguns poços desses projetos estão apresentando quantidades crescentes de água e gás e estão sendo fechados para não atingir o limite de tratamento dos FPSOs.

“A gestão de reservatórios está acontecendo, o que é sinal de um campo maduro. O próximo passo será a perfuração de preenchimento, ou seja, adicionar poços adicionais para manter a produção, estendendo o platô de saída”, disse ele.

Na semana passada, a agência reguladora de petróleo e gás ANP  disse que as reservas provadas de petróleo do Brasil cresceram 11% em 2021, atingindo 13,2Bb, principalmente devido à inclusão dos volumes excedentes dos campos de Búzios  e Itapu , que foram leiloados em 2019.

Os dois ativos, juntamente com Libra , onde quatro FPSOs estão programados para entrar em operação até 2026, e Sépia e Atapu, cujos volumes excedentes foram licitados em 2021, representam a fase final de um ciclo de grandes descobertas do pré-sal.

Enquanto isso, os blocos exploratórios adquiridos nas rodadas de licitações da ANP nos últimos anos não resultaram em achados com alto potencial comercial.

“Os últimos grandes volumes descobertos foram na cessão de direitos, e isso terminou no ano passado. Podemos ter um novo crescimento das reservas em 2022 por causa do aumento do preço do barril, mas dificilmente chegará a 11%”, disse Assis.

Ele acrescentou que o ritmo atual de produção de petróleo no país, de cerca de 3Mb/d (milhões de barris por dia) ou 1Bb/a, dificulta ainda mais o aumento das reservas nacionais.

No ano passado, a taxa de reposição das reservas provadas de petróleo foi de 227%, representando cerca de 2,3Bb. A taxa de reposição de reservas indica a relação entre o volume apropriado e o volume produzido no período considerado.

“Houve um anúncio de uma descoberta no Alto de Cabo Frio Central , mas há poucos dados, por isso é difícil saber se é comercial ou não”, disse.

Em termos de gás natural, 379Bm3 de reservas provadas foram declarados em 2021, um aumento de 11,7% em relação ao ano anterior, segundo a ANP.

Valor - SP   06/04/2022

O contrato do petróleo Brent para junho fechou em queda de 0,75%, a US$ 105,20 por barril, enquanto o do WTI para maio recuou 1,27%, a US$ 101,96 por barril

Os contratos futuros do petróleo fecharam a sessão desta terça-feira (5) em queda, com os temores em torno de uma queda da demanda chinesa, devido aos lockdowns no país, e o avanço do dólar contra as principais moedas globais compensando os temores de mais sanções contra as exportações de energia russas.

O contrato do petróleo Brent, a referência global da commodity, para junho fechou em queda de 0,75%, a US$ 105,20 por barril, enquanto o do WTI americano para maio recuou 1,27%, a US$ 101,96 por barril. O índice dólar DXY, que normalmente tem correlação negativa com a commodity, operava, no meio da tarde desta terça, em alta de 0,48%, a 99,474 pontos.

Na madrugada de ontem, autoridades chinesas estenderam para hoje os lockdowns em Xangai para toda a região metropolitana, depois que o número de casos na cidade subiu para 13 mil por dia. Anteriormente, o governo havia estabelecido regras separadas para as regiões leste e oeste de Xangai, mas agora as regras são gerais e indefinidas.

Guerra da Ucrânia

Os preços do petróleo operaram em alta durante a manhã de hoje, estendendo as fortes altas de ontem, na expectativa de divulgação de novas sanções europeias contra a Rússia, em resposta a relatos de um massacre de civis ucranianos nas cidades ocupadas por tropas russas nos arredores de Kiev. O conselheiro de Segurança dos EUA, Jake Sullivan, disse, ontem, que o país deve anunciar novas sanções contra a Rússia ainda nesta semana, em resposta aos relatos de crimes de guerra cometidos por tropas russas na Ucrânia.

A expectativa é de que a União Europeia (UE) anuncie a proibição de importação de carvão da Rússia e proíba o acesso de navios russos a portos europeus, mas o sentimento é de que está chegando o momento em que a proibição de importação de petróleo e gás será decretada. O presidente francês Emmanuel Macron defendeu, na segunda (4), sanções contra a importação de petróleo e gás da Rússia.

AGRÍCOLA

IstoÉ Online - SP   06/04/2022

No total, 5,2 mil unidades foram entregues a produtores rurais no segundo mês do ano, o que representa um aumento de 30,4% frente ao volume de janeiro.

Como não se trata de emplacamentos, que podem ser atualizados diariamente, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de carros, cujos resultados divulgados nesta terça pela Fenabrave já são relativos a março.

No primeiro bimestre, as vendas de máquinas agrícolas somaram 9,2 mil unidades, alta de 41,7% em relação aos dois primeiros meses do ano passado.

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