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06 de Janeiro de 2021

SIDERURGIA

Tesouro dos EUA anuncia sanções econômicas a produtores de aço do Irã

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IstoÉ Dinheiro - SP   06/01/2021

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções econômicas a produtores de aço e de outros metais do Irã, além da empresa chinesa Kaifeng Pingmei New Carbon Materials Technology, que fornece eletrodos de grafite ao país persa.

“O setor de metais iraniano é uma importante fonte de receita para o regime iraniano, gerando riqueza para seus líderes corruptos e financiando uma série de atividades nefastas”, diz o órgão em um comunicado.

Segundo o Departamento de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro, bancos americanos ficam proibidos de realizar transações com as companhias.

“Além disso, qualquer instituição financeira estrangeira que intencionalmente conduza ou facilite uma transação significativa para ou em nome das pessoas designadas pelo OFAC hoje pode estar sujeita a sanções correspondentes nos EUA”, diz a nota. Os ativos dessas empresas que estão nos EUA serão bloqueados.

Dentre as empresas iranianas que sofrerão as punições, estão as siderúrgicas Pasargad Steel Complex e Companhia Holding de Desenvolvimento de Indústrias Minerais e Minas do Oriente Médio (MIDHCO).

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ECONOMIA

Tesouro americano antevê inflação em alta. Saiba por que isso importa

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Exame - SP   06/01/2021

Operadores veem a inflação nos Estados Unidos em pelo menos 2% ao ano, em média, ao longo da próxima década. É a primeira vez que as expectativas sobem para esse nível desde 2018.

O ponto de equilíbrio de dez anos — um indicador com base nos preços para títulos do Tesouro, os Treasuries, indexados à inflação — chegou a subir para 2,01% nesta segunda-feira, 4, nível visto pela última vez há mais de dois anos, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O indicador ganhou força com a expectativa de retomada da economia mundial na esteira de um acordo do Brexit e da aprovação do pacote de alívio dos efeitos do novo coronavírus nos Estados Unidos. A distribuição de vacinas também dá impulso ao mercado, assim como a perspectiva de que as eleições de segundo turno do Senado americano nesta terça na Geórgia poderiam dar aos democratas o controle do Senado e, portanto, do Congresso.

“Há uma expectativa geral de que o aumento da demanda conforme as coisas voltem ao normal levará a uma inflação mais alta, porque as cadeias de abastecimento ainda estão afetadas”, disse Michael Pond, responsável por estratégia de mercado atrelado à inflação no Barclays Capital.

A possibilidade de os democratas ganharem a eleição na terça-feira, 5, também é um fator de impulso. “Se tivermos um governo unificado, mais pode ser feito e provavelmente veremos um pouco mais de estímulo fiscal.”

O Federal Reserve dá o tom aos mercados com medidas para reativar a inflação, que tem sido muito baixa há anos. Em agosto, autoridades de política monetária anunciaram que buscariam uma inflação média de 2% ao longo do tempo, permitindo que as pressões sobre os preços ficassem acima da meta após períodos de fraqueza. Aumentar as expectativas de inflação é a chave para elevar os preços, disseram autoridades.

O outro lado do aumento das expectativas de inflação é que os rendimentos reais dos Treasuries — que descontam os efeitos da inflação — caiam em espiral. O rendimento real dos títulos de dez anos está em 1,09% negativo, não muito longe de uma mínima histórica.

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Banco Mundial divulga diagnóstico pessimista da economia devido à pandemia

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IstoÉ Online - SP   06/01/2021

O Banco Mundial divulgou nesta terça-feira (5) um diagnóstico pessimista da economia mundial devido à covid-19, e alertou que sua recuperação dependerá em grande parte da rapidez com que serão implementadas as campanhas de vacinação em massa.

A instituição reduziu sua previsão de crescimento no mundo para 2021, embora considere que a queda da economia em 2020 tenha sido “menos forte” que o esperado, com um retrocesso de 4,3% contra os 4,5% previstos em junho passado.

Para o Brasil, a primeira economia latino-americana, espera-se um crescimento de 3%, impulsionado por uma retomada do consumo e do investimento privado.

O PIB mundial deve crescer 4% este ano, uma redução de 0,2 ponto percentual em comparação com a última projeção, detalhou a instituição em sua perspectiva econômica mundial.

As novas previsões são reflexo do panorama sanitário no final de 2020 em todo o planeta, onde os casos de covid-19 continuam aumentando e surgiram novas variantes do coronavírus. Tudo isso leva a novas restrições, que perturbam ainda mais a atividade econômica, especialmente nos Estados Unidos e na Europa.

Esses contratempos, cuja consequência é a desaceleração do crescimento, também provocaram, segundo o Banco Mundial, uma redução “considerável” de receita pública e privada. Por um lado, as receitas fiscais caíram. Por outro, as demissões em massa afetaram o poder de compra das famílias.

“É provável que a recuperação seja moderada, a menos que os responsáveis pela formulação de políticas atuem com decisão para controlar a pandemia e apliquem reformas que aumentem os investimentos”, alerta a instituição, que acredita que “as perspectivas a curto prazo continuam muito incertas”.

O cenário mais pessimista, se as infecções de covid-19 continuarem crescendo e as campanhas de vacinação atrasarem, prevê uma expansão de apenas 1,6% em 2021.

Caso contrário, a hipótese mais otimista – controle da pandemia e aceleração das vacinações – aponta para um crescimento de quase 5%.

– Recuperação leve –

Na América Latina e Caribe, o organismo multilateral prevê uma expansão econômica de 3,7% este ano, melhor que sua previsão anterior de um crescimento de 2,8% para a região, publicada em junho.

“Espera-se que a atividade econômica regional cresça 3,7% em 2021, à medida que se flexibilizem as iniciativas para mitigar a pandemia, se distribuam vacinas, se estabilizem os preços dos principais produtos básicos e melhorem as condições externas”, afirmou o Banco Mundial.

A instituição destacou, no entanto, que a recuperação que chegará após uma década de crescimento lento “será muito leve”.

Alertou também que um cenário negativo, com atrasos na distribuição das vacinas contra a covid-19 e efeitos econômicos secundários, poderiam reduzir o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,9%.

– Economias avançadas prejudicadas –

Após uma contração estimada em 3,6% em 2020, o PIB dos Estados Unidos deve recuperar até 3,5% em 2021, 0,5 ponto percentual a menos que na previsão anterior.

A zona do euro registrará uma expansão de 3,6%, após uma queda de 7,4% em 2020, enquanto o Japão crescerá somente 2,5% em 2021 após uma contração de 5,3% em 2020.

No caso da zona do euro, o Banco Mundial reduziu significativamente a perspectiva de crescimento, enquanto a previsão japonesa permanece inalterada.

A atividade econômica será um pouco mais robusta nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento.

O Banco Mundial espera que esses países cresçam 5% este ano, principalmente graças à China, que crescerá 7,9% após uma contração de 2,6% em 2020.

– Crises de dívida –

“A pandemia causou um grande número de mortes e doenças, afundou milhões de pessoas na pobreza”, afirmou o Banco Mundial, que pede aos governos reformas e programas de investimento em massa para melhorar os serviços de saúde, educação e infraestrutura digital.

“É provável que a desaceleração do crescimento mundial prevista para a próxima década se agrave devido à falta de investimentos, ao subemprego e à redução da força de trabalho em muitas economias avançadas”, alertou.

Embora o Banco Mundial manifeste com frequência sua preocupação com o acúmulo da dívida dos países em desenvolvimento e das economias emergentes, desta vez apontou que a pandemia exacerbou seus riscos de endividamento e o lento crescimento.

Isso aumenta ainda mais o peso da dívida e prejudica a capacidade dos países devedores em reembolsá-la.

“É necessário que a comunidade mundial aja com rapidez e determinação para garantir que o recente acúmulo de dívidas não resulte em uma série de crises de dívida”, alertou Ayhan Kose, chefe da divisão de crescimento justo, finanças e instituições, citado em um comunicado de imprensa.

“O mundo em desenvolvimento não pode permitir outra década perdida”, completou.

Menos

Balança tem superávit de US$ 50,995 bilhões em 2020, abaixo da expectativa mediana de US$ 51,2 bilhões

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Infomoney - SP   06/01/2021

Com a pandemia do coronavírus afetando as importações em maior escala do que as exportações, o Brasil registrou um saldo positivo de US$ 50,995 bilhões no comércio exterior em 2020. O valor representa uma alta de 6,2% em relação ao saldo da balança comercial de 2019. O resultado de 2020, contudo, ficou abaixo da mediana de US$ 51,2 bilhões nas projeções (US$ 47,2 bi a US$ 58,9 bi).

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia nesta segunda, 4, o valor foi alcançado com exportações de US$ 209,921 bilhões, que superaram as importações, de US$ 158,926 bilhões.

No geral, a pandemia levou a um recuo de 7,7% na corrente de comércio do Brasil com os demais países, incluindo vendas e compras do exterior.

As importações registraram queda de 9,7% em 2020, ocasionada pela demanda interna menor em um momento de economia em retração. Houve recuo de 3,9% nas compras de produtos agropecuários e de 7,7% em produtos da indústria de transformação.

Já as exportações recuaram 6,1%, desempenho que não foi pior graças ao setor agropecuário, cujas vendas subiram 6,0% em 2020.

Houve quedas de 2,7% nas vendas da indústria extrativa e de 11,3% em produtos da indústria de transformação.

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Recuperação econômica na China fortalece o yuan sobre o dólar

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IstoÉ Dinheiro - SP   06/01/2021

A moeda chinesa alcançou nesta terça-feira (5) seu maior valor em relação ao dólar em mais de dois anos, impulsionada pelas perspectivas de crescimento na China, enquanto a economia mundial continua profundamente afetada pela pandemia.

O yuan não é totalmente conversível e o Banco Central do país estabelece uma flutuação máxima de 2% em um sentido ou outro.

Na manhã desta terça-feira, horário de Pequim, a moeda foi cotada a 6,4381 yuanes por dólar, 0,34% a mais que no dia anterior.

Esse é o nível mais elevado desde junho de 2018, pouco antes do início das medidas comerciais punitivas dos Estados Unidos contra a China.

O governo de Donald Trump, que acusou a China de desvalorizar sua moeda para obter vantagens comerciais, retirou finalmente o país de sua lista de Estados manipuladores há apenas um ano, pouco antes de uma trégua comercial bilateral.

“A valorização do yuan reflete a resistência da economia chinesa à pandemia, mas também à guerra comercial com Estados Unidos”, disse à AFP o analista Rajiv Biswas do IHS Markit.

O aumento da cotação da moeda chinesa também se deve à desvalorização geral do dólar em relação a outras moedas, como o euro e o iene, segundo Biswas.

A China foi o primeiro país afetado pela covid-19 no final de 2019 e também foi o primeiro país que retomou sua atividade graças aos controles rigorosos de deslocamentos, ao uso generalizado da máscara, a medidas de confinamento e ao rastreamento de contatos com celulares.

Como resultado, o gigante asiático “continuará sendo fundamentalmente este ano a locomotiva da recuperação mundial”, enquanto as principais economias importantes, entre elas a dos Estados Unidos, continuam castigadas pelo vírus, segundo o analista Ken Cheung do Mizuho Bank.

A China, que conseguiu controlar a epidemia em grande parte de seu território, deve ser um dos poucos países a anunciar, em meados de janeiro, um crescimento positivo em 2020. E o mercado está “convencido” de que continuará sendo “excepcional” no início de 2021, segundo Cheung.

O governo Trump, que responsabiliza a China pelo enorme déficit comercial dos Estados Unidos, lançou em 2018 uma guerra de tarifas com Pequim.

O confronto levou à imposição mútua de tarifas em diversos tipos de bens e desestabilizou a economia mundial.

Como resultado dessas tensões, o comércio entre as duas potências diminuiu e a valorização do yuan sobre o dólar ilustra este fenômeno, segundo Stephen Innes, analista da Axi.

No entanto, o superávit comercial da China com os Estados Unidos quebrou todos os recordes em novembro (+52% em ritmo anual), com uma forte demanda de equipamentos médicos fabricados na China, especialmente máscaras.

As exportações são um dos pilares da economia chinesa, mas um yuan mais forte tem o efeito de aumentar os preços em dólares dos produtos chineses, enquanto os produtos americanos estão se tornando mais competitivos no mercado chinês.

Menos

Banco Mundial prevê salto de 4% no PIB global em 2021

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Agência Brasil - DF   06/01/2021

A economia global deve crescer 4% em 2021 depois de encolher 4,3% em 2020, disse o Banco Mundial nesta terça-feira (5), embora tenha alertado que o aumento das infecções por covid-19 e atrasos na distribuição das vacinas podem limitar a recuperação para apenas 1,6% neste ano.

A previsão semestral do Banco Mundial mostrou que o colapso na atividade devido à pandemia do novo coronavírus foi ligeiramente menos grave do que o previsto anteriormente, mas a recuperação também estava mais moderada e ainda sujeita a consideráveis riscos negativos.

"A perspectiva de curto prazo permanece altamente incerta", disse o Banco em um comunicado. "Um cenário negativo em que as infecções continuem a aumentar e o lançamento de uma vacina seja adiado pode limitar a expansão global a 1,6% em 2021."

Com o controle bem-sucedido da pandemia e um processo de vacinação mais rápido, o crescimento global pode acelerar para quase 5%, disse o banco em seu último relatório de Perspectivas Econômicas Globais.

Mais de 85 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus e quase 1,85 milhão morreram desde que os primeiros casos foram identificados na China, em dezembro de 2019.

A pandemia deve ter efeitos adversos duradouros na economia global, agravando uma desaceleração já projetada antes do início do surto, e o mundo pode enfrentar uma "década de decepções com o crescimento" a menos que reformas abrangentes sejam implementadas, disse o Banco Mundial.

Contrações mais superficiais nas economias avançadas e uma recuperação mais robusta na China ajudaram a evitar um colapso maior na produção global geral, mas as interrupções foram mais agudas na maioria dos outros mercados emergentes e economias em desenvolvimento, disse o órgão.

O Produto Interno Bruto agregado de mercados emergentes e economias em desenvolvimento -- incluindo a China -- deve saltar 5% em 2021, após uma contração de 2,6% em 2020.

A economia da China deve expandir 7,9% este ano, depois de subir 2% em 2020, afirmou o Banco.

Excluindo a China, os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento devem apresentar alta de 3,4% em 2021, após contração de 5% em 2020.

A renda per capita caiu em 90% dos mercados emergentes e economias em desenvolvimento, levando milhões de volta à pobreza, com a redução da confiança do investidor, o aumento do desemprego e a perda de tempo de educação diminuindo as perspectivas de redução da pobreza no futuro, disse o Banco.

A crise também desencadeou aumento nos níveis de dívida entre os mercados emergentes e economias em desenvolvimento, com a dívida do governo saltando 9 pontos percentuais do PIB, o maior ganho anual desde o final dos anos 1980.

"A comunidade global precisa agir rápida e vigorosamente para garantir que a última onda de dívida não termine com crises de dívida", disse o relatório, acrescentando que as reduções nos níveis da dívida seriam a única maneira de alguns países voltarem à solvência.

O ressurgimento de infecções paralisou uma recuperação nascente nas economias avançadas no terceiro trimestre, com a produção econômica desses países agora devendo subir 3,3% em 2021, em vez de 3,9% como inicialmente previsto, disse o órgão.

O Banco Mundial projeta que o PIB dos EUA vai expandir 3,5% em 2021, depois de contração estimada de 3,6% em 2020. A zona do euro deve registrar crescimento da produção de 3,6% este ano, depois de queda de 7,4% em 2020.

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MINERAÇÃO

Minério de ferro salta 4% na China com menores embarques do Brasil e Austrália

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Reuters - SP   06/01/2021

Os futuros do minério de ferro na China avançaram pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira e tocaram o maior nível em uma semana, em meio a preocupações sobre um aperto na oferta que pressionou os preços spot da matéria-prima do aço para acima de 160 dólares por tonelada.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em maio, encerrou as negociações diárias com alta de 4%, a 1.039 iuanes por tonelada, após ter chegado a tocar 1.043,50 iuanes mais cedo, o maior nível desde 29 de dezembro.

Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo, para fevereiro, avançava 1,2%, a 163,09 dólares por tonelada, no meio da sessão.

Novos sinais de aperto na oferta de minério de ferro e um sentimento em geral positivo após os feriados de ano novo levaram os preços spot na China a 166 dólares por tonelada na segunda-feira, o maior nível desde 24 de dezembro, segundo a consultoria SteelHome.

Após subirem por duas semanas, os volumes de minério de ferro despachados de 19 portos e 16 empresas na Austrália e no Brasil-- maiores fornecedores da China, principal consumidor global-- recuaram entre 28 de dezembro e 3 de janeiro em mais de 1 milhão de toneladas, ou 4,3%, na comparação com a semana anterior, de acordo com a consultoria Mysteel.

Ao mesmo tempo, os estoques de minério de ferro nos portos chineses recuaram para 126,75 milhões de toneladas em 31 de dezembro, ou 4,1% abaixo do pico o ano passado, de 132,15 milhões de toneladas, atingido em 13 de novembro, segundo a SteelHome.

“Apesar de fundamentos bem equilibrados no mercado de minério de ferro, os preços têm reagido a embarques semanais relativamente menores da Austrália e do Brasil”, disse o diretor da Navigate Commodities em Cingapura, Atilla Widnell.

No aço, o vergalhão para construção na bolsa de Xangai subiu 1,2%.

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Brilho das Minas

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Brasil Mining - SP   06/01/2021

Perspectivas de crescimento na mineração em 2021

Para um Estado que leva Minas no nome, as perspectivas são positivas para a economia neste ano que começa. O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) estima que pelo menos US$ 12,5 bilhões serão investidos na produção mineral no Estado a partir de 2021.

De cada R$ 10 de receita nos cofres mineiros, R$ 1 vem da mineração, setor que responde pela geração de mais de 1 milhão de vagas de trabalho e que, apesar dos entraves causados pela pandemia no ano passado e pelos desastres ambientais e humanos do rompimento de barragens em Mariana e Brumadinho, sinaliza uma recuperação significativa.

Em apenas nove meses, a indústria mineral acumulou um faturamento de mais de R$ 125 bilhões. Em boa medida, o crescimento se deveu à demanda aquecida pela siderurgia chinesa e à valorização cambial.

A tonelada do minério fechou dezembro negociada a um valor entre US$ 155 e US$ 160 no porto de Qingdao, após ter despencado a menos de US$ 90 no início da pandemia, em março. Além disso, as exportações foram favorecidas pela valorização da moeda norte-americana, que chegou a cerca de 30% no ano passado.

As expectativas são muito positivas para o setor em Minas, com a aceleração da produção de aço na China e a retomada das atividades de mineradoras brasileiras para atender a procura internacional, o que deve significar aumento de receita e emprego nos próximos meses.

Importante ressaltar que, segundo o Ibram, parte significativa do investimento para os próximos anos será destinada ao descomissionamento de barragens, visando diminuir o risco da ocorrência de novas Marianas e Brumadinhos para as populações que vivem no entorno desses empreendimentos.

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Produção mineral do Pará em 2020 encerra “paquerando” R$ 100 bilhões

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Brasil Mining - SP   06/01/2021

Sozinhos, Parauapebas e Canaã dos Carajás renderam mais dinheiro à Vale que produção de todas as mineradoras juntas que operam em Minas Gerais. Produção paraense disparou 45%.
Pandemia de coronavírus, fechamento de mercados pelo mundo, decretos de lockdowns, paralisação de atividades de várias mineradoras, home office de empregados, enfim, tinha tudo para dar errado, mas 2020 foi “o” ano da produção mineral do Pará. No mais controverso período da história moderna, a atividade da indústria extrativa paraense cravou R$ 97,016 bilhões, 45% acima dos R$ 66,91 bilhões produzidos em 2019.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que rastreou a movimentação financeira consolidada no estado, a partir de dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). Para se ter ideia do forte desempenho do Pará, basta confrontar seus números com os de Minas Gerais, que por séculos foi o maior produtor de recursos minerais do país. Naquele estado do Sudeste, no ano passado, a mineração rendeu “apenas” R$ 76,372 bilhões. Minas não só foi ultrapassado pelo Pará, como também ficou pequeno diante do agigantamento da produção em Canaã dos Carajás e Parauapebas.

No Pará, a produção da mineradora multinacional Vale sozinha, de R$ 86,87 bilhões, superou toda a produção, de todas as mineradoras juntas, de Minas Gerais. Aliás, apenas a produção processada pelos municípios de Parauapebas (R$ 43,906 bilhões) e Canaã dos Carajás (R$ 35,161 bilhões) somados — no total de R$ 79,067 bilhões — bateram o tradicional berço da mineração nacional.

É em Parauapebas, Canaã e, também, em Marabá onde a Vale faz fortuna. Enquanto em Minas Gerais a multinacional faturou apenas R$ 16,8 bilhões em 2020, nesses três municípios ela escavou cinco vezes mais em minérios de ferro, cobre e manganês. No ano passado, o Pará rendeu R$ 75,994 bilhões em ferro, R$ 10,573 bilhões em cobre e R$ 486,78 milhões em manganês. Os minérios de ferro e cobre apresentaram operações recordes.

Ranking das mineradoras
Sozinha, a mineradora Vale respondeu por 89,5% da produção mineral paraense, o que, por outro lado, revela a superconcentração da atividade extrativa em posse da multinacional. Em 2018, a Vale foi responsável, segundo cálculos próprios do Blog, por 22,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Pará. É que, naquele ano, a mineradora produziu R$ 36,313 bilhões de um total de R$ 161,35 bilhões consolidados em riquezas totais no estado.

Em 2020, porém, ao produzir 140% mais que dois anos atrás, a Vale joga, preliminarmente, o PIB paraense para um recorde de R$ 200 bilhões e se torna responsável por 43,5% dele, um crescimento de praticamente 100% no peso da economia estadual.

Mas a mineração paraense não se resume apenas à Vale, muito embora ela domine com folga o cenário. O ano de 2020 marcou o apogeu de várias outras empresas de mineração e o estado ganhou mais duas bilionárias: a FD Gold e a Alcoa. O Blog do Zé Dudu preparou um ranking com o faturamento das dez maiores extratoras de minérios do estado nos 366 dias do ano passado. Confira!

DO SUBSOLO AO TOPO DO RANKING: AS 10+ DA MINERAÇÃO PARAENSE EM 2020

1º) Vale: R$ 86.870.459.474,47

2º) Mineração Rio do Norte: R$ 1.861.180.871,51

3º) Mineração Paragominas: R$ 1.330.014.528,97

4º) FD Gold: R$ 1.314.891.512,68

5º) Alcoa: R$ 1.130.413.408,08

6º) Confiança Metais: R$ 712.573.280,93

7º) Carol DTVM: 578.158.495,53

8º) Ourominas: R$ 547.398.970,90

9º) Imerys: R$ 371.848.122,31

10º) Avanco Mineração: R$ 270.722.980,64

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AUTOMOTIVO

Fenabrave espera alta de 16% nas vendas de veículos do País neste ano

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O Estado de S.Paulo - SP   06/01/2021

Os distribuidores de veículos do Brasil esperam um crescimento de 16% nas vendas este ano, após registrarem em dezembro o maior volume mensal de licenciamentos de 2020, segundo dados do setor informados nesta terça-feira, 5, pela Fenabrave.

“Esperamos poder recuperar, aos poucos, o mercado, mas ainda há incertezas e fatos que podem repercutir nas nossas projeções”, afirmou o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, em comunicado, referindo-se à incertezas sobre a pandemia e impactos sobre a cadeia produtiva.

Depois de sofrerem em 2020 uma queda de cerca de 26% nos emplacamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, os concessionários esperam que as vendas cresçam em 2021 para 2,387 milhões de unidades. A expectativa é ancorada em uma previsão para o PIB de alta de 3,5%.

A projeção da entidade para vendas de carros e comerciais leves novos este ano é de alta de 15,8%. Para caminhões, a previsão é de expansão de 21,7%, e, no caso de ônibus, a projeção é de crescimento de 8,2%.

Os licenciamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil em dezembro subiram 8,4% na comparação com novembro, para 244 mil unidades, no maior volume para um único mês registrado em 2020.

Na comparação com dezembro de 2019, as vendas recuaram 7,1%, acumulando no ano como um todo recuo de 26,2%, a 2,06 milhões de unidades, segundo os dados da entidade.

Por segmento, os licenciamentos de carros e comerciais leves tiveram alta de cerca de 9% na comparação com novembro, para 232,8 mil unidades. Os emplacamentos de caminhões somaram 9,64 mil unidades, alta de 6,8% na mesma comparação. As vendas de ônibus mantiveram tendência negativa e caíram 11%, a 1,5 mil veículos.

Segundo os dados da Fenabrave, o grupo de montadoras de veículos FCA, formado pelas marcas Fiat e Jeep, teve vendas de cerca de 432 mil carros e comerciais leves em 2020, liderando o mercado brasileiro. Incluindo os números de Peugeot e Citröen, que estão em processo de fusão com a FCA para a formação da Stellantis, as vendas do grupo atingiram no ano passado quase 459 mil unidades.

Em seguida, a General Motors registrou 338,55 mil licenciamentos, enquanto o grupo Volkswagen, incluindo as vendas da Audi e VW/Man, teve 338 mil emplacamentos no ano passado.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Construção Civil lida com retomada gradativa e incerta, prevendo queda de 2,5% em seu PIB até o fim deste ano

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SEGS.com.br - SP   06/01/2021

A construção civil apresentou resultados bastante positivos nos últimos meses, mas ainda lida com um futuro incerto. A expectativa de crescimento prevista no início do ano mudou com a chegada da pandemia. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) avalia a possibilidade de uma queda de 2,5% no PIB do setor até o encerramento deste ano. Segundo a entidade, os rendimentos atuais não são capazes de assegurar uma recuperação consistente do segmento.

Estimulada pela majoração do número de obras de reparo durante a pandemia, a construção civil viveu um período de grandes avanços em 2020. Entre dezembro de 2019 e outubro deste ano, o setor gerou cerca de 138 mil vagas de emprego com carteira assinada no Brasil e acabou incentivando o desenvolvimento de várias outras áreas e segmentos. A comercialização de cimento, por exemplo, registrou uma elevação de 10,1% entre os meses de janeiro e outubro deste ano, tendo por comparação o mesmo intervalo de tempo de 2019.

A busca por novas obras, tanto por parte de famílias quanto de empresas, aumentou muito ao longo da temporada de isolamento social, principalmente, as de menores proporções. O surgimento do auxílio emergencial também contribui significativamente para a criação do cenário recente.

Para manter o contexto favorável, o sucesso da construção civil deve ser acompanhado pela boa performance de outros setores. No entanto, isso não está acontecendo. A retomada econômica está ocorrendo de maneira distinta para cada segmento. Esse fato fica evidente quando observamos alguns dados recentes. Conforme o Sinduscon, as vendas de varejo alcançaram uma alta de 7,8% entre janeiro e outubro, enquanto a produção industrial apresentou um declínio de 4,7% no mesmo período. A pesquisa de Sondagem da Construção, realizada pela FGV-Ibre, ainda mostrou a diminuição das taxas de atividade do setor nos segmentos de instalações, acabamentos, construção, edificações, obras viárias, obras voltadas a criação de túneis, pontes ou viadutos e a preparação de terrenos. Esta análise também revelou que os maiores obstáculos que o setor enfrenta atualmente são baseados na insuficiência de demanda, crescimento da rivalidade e disputa entre empreendimentos do próprio setor e o encarecimento de matérias-primas.

A obtenção de alguns materiais ficou mais difícil, mas isso não chegará a acarretar a escassez dos mesmos. O problema maior neste momento é a elevação dos preços de produtos que estão sob o domínio de poucos fornecedores, como por exemplo, o PVC, que teve um significativo aumento. Além disso, a alta do dólar, que atingiu os 40% no último ano, afetou a fabricação de todos os materiais provenientes do petróleo.

A inércia econômica atrapalha bastante o movimento de recuperação. A situação de incertezas, dúvidas e insegurança acaba adiando a concretização de grandes investimentos no Brasil. Hoje, o nosso país possui intensos problemas fiscais e a sua economia expõe uma produtividade muito baixa. A junção destes fatores faz com que os avanços da construção civil se mostrem instáveis e oscilantes com o passar dos anos.

De acordo com o Sinduscon, os efeitos do aquecimento do mercado imobiliário durante a pandemia – em razão da evolução do crédito e diminuição das taxas de juros – não foram sentidos em todas as regiões de nosso território. Esse mercado demonstrou ganhos mais suntuosos em cidades com maiores rendas, como São Paulo, mas o seu deslocamento ascendente não se fez presente no Rio de Janeiro e em Recife, por exemplo. Entretanto, apesar de todo este contexto e a preocupação com os altos preços dos insumos, a previsão é que em 2021 a construção civil se recupere e registre um aumento de 3,8% no PIB.

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Construção civil terá uma forte retomada em 2021

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   06/01/2021

Para 2021, a a gigante global Caterpillar projeta uma forte retomada da construção civil, puxada principalmente por obras da iniciativa privada, o que deve impulsionar as vendas de máquinas.

“Ninguém imaginava que enfrentaríamos uma pandemia, mas em 2020 o mercado foi muito bom para nós e em 2021 a construção civil terá uma forte retomada. Não projetamos grandes obras do governo, mas no setor privado devemos ter vários projetos sendo executados ao redor do país”, afirma Odair Renosto (foto), presidente da Caterpillar do Brasil.

Embora a pandemia tenha afetado quase todos os setores da economia no país, a indústria de máquinas de construção se manteve alheia à crise. As empresas que atuam no segmento de movimentação de terra – conhecido como Linha Amarela, devido à cor característica dos produtos – devem encerrar o ano com um crescimento das vendas de 25% sobre 2019.

Renosto afirma que um dos segmentos que está crescendo é o de locação de equipamentos. Além disso, na Caterpillar, serviços têm ganhado cada vez mais destaque dentro do plano estratégico.

A companhia tem uma meta global de dobrar as vendas de serviços de máquinas, energia e transporte até 2026, para 28 bilhões de dólares (sobre a base de 2016).

“Definimos serviço como o valor que oferecemos aos clientes após a compra do equipamento, desde peças de reposição a contratos de manutenção e financiamento. Isso reduz custos de propriedade e operação e ao mesmo tempo gera receita para a Caterpillar e revendedores ao longo do ciclo de vida dos produtos”, destaca.

Apesar do crescimento do setor em 2020, a indústria de Linha Amarela ainda amarga cerca de 40% de ociosidade, herança dos tempos de fartura da construção civil no início da década, em meio a um cenário de boom de commodities. À época, muitas marcas chegaram ao Brasil com importação ou produção local, num momento em que o país ficou conhecido globalmente como um “grande canteiro de obras”.

No entanto, ao longo das crises dos últimos anos, as margens das empresas ficaram extremamente pressionadas. O problema teve seu auge em 2020. Renosto lembra que a desvalorização do real chegou a quase 40% e a recuperação de preços foi insuficiente no mercado. “Não conseguimos repassar custos nessa magnitude.”

O problema da falta de insumos na cadeia produtiva, que vem atingindo toda a indústria, é um desafio adicional para a companhia. O executivo relata que os fornecedores não contavam com uma retomada tão rapidamente, o que acabou gerando restrições de matérias-primas.

“Dependendo do produto, compramos de distribuidores ou até importamos peças para não parar a produção.”

Liderança global
Renosto afirma que a Caterpillar continua na liderança das vendas no Brasil e no mercado global. A marca vem trabalhando para oferecer um portfólio que atenda clientes que querem desde máquinas mais simples, com foco em produtividade, até aquelas com forte nível de tecnologia embarcada.

Além da construção civil, a empresa tem aproveitado o bom momento do agronegócio para ampliar a sua participação nas vendas do setor, com máquinas mais versáteis, que atendem os dois tipos de negócios.

Do portão para fora, no âmbito macroeconômico, o executivo garante que a Caterpillar está atenta aos riscos de aumento da taxa básica de juros (Selic) e inflação, e que o mercado brasileiro continua uma das grandes prioridades da matriz.

“O Brasil tem muito a fazer pela frente, como construir portos, aeroportos e rodovias. O grupo Caterpillar não investe pensando no curto prazo, continuaremos investindo no país.”

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NAVAL

Docas do Rio bate recorde histórico de faturamento

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Porto Gente - SP   06/01/2021

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Autoridade Portuária que administra os Portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis encerra o ano de 2020 com um crescimento de 21% na receita. O faturamento de, aproximadamente, R$ 630 milhões significa o recorde absoluto e é o maior crescimento dos últimos 10 anos, numa sucessão de elevações consecutivas de 19,4% em 2017 (segunda maior alta do período), 16,8% em 2018 (terceira maior alta do período) e de 13,6% em 2019 (quarta maior alta do período).

Segundo os números divulgados pela diretoria de Relações com o Mercado e Planejamento, o faturamento foi superior ao de 2019 em R$ 108 milhões. Os dados também incluem projeções para o mês de dezembro.

O número histórico deve-se a uma conjugação de fatores: a sustentação das operações durante a pandemia, a resiliência dos operadores de contêineres durante a crise, a recuperação da movimentação do minério de ferro após uma queda em 2019, as negociações bem-sucedidas com parceiros comerciais e à grande elevação do preço do minério de ferro em reais.

Como na quase totalidade dos negócios que não puderam parar no auge das medidas de isolamento social, a empresa teve que adaptar rapidamente seus processos de trabalho em parceria com os operadores portuários para garantir a continuidade das operações. Assim, com a sustentação da demanda por minério de ferro (principal produto exportado pelos portos da CDRJ), o volume total movimentado pela companhia cresceu 7% em relação ao ano passado.

Nos terminais de minério, que respondem por, aproximadamente, 72% do volume movimentado nos portos administrados pela CDRJ, houve recuperação da movimentação que havia caído em 2019, após queda na produção das minas do Sudeste, como consequência do desastre de Brumadinho. Assim, no último trimestre do ano, a empresa atingiu volumes movimentados superiores aos do primeiro trimestre de 2019, nos meses anteriores ao desastre. Com isso, o resultado de 2020 na movimentação de minério tende a ser próximo a 3% maior que em 2019.

Os terminais de contêineres conseguiram se recuperar após um vale de queda de movimentação do segundo quadrimestre do ano e movimentaram consistentemente mais no último quarto de 2020, chegando a atingir, no consolidado do ano, uma elevação de 7% em relação a 2019. Esse crescimento no final do ano deveu-se ao fato desses terminais terem buscado outros tipos de cargas, além de sua carga principal de contêineres.

Os demais terminais, cujas cargas principais não são nem contêineres nem minério de ferro, apresentaram, no conjunto, um crescimento de mais de 30% no volume movimentado em relação ao ano passado, puxado pelo crescimento de 56% na movimentação de ferro gusa. Assim, no consolidado de 2020, a movimentação dos portos administrados pela CDRJ ficará próxima de 55 milhões de toneladas, atingindo em torno de 7% acima do resultado de 2019.

O crescimento aproximado de R$108 milhões em relação ao faturamento de 2019 está, na sua maioria, concentrado nos terminais de minério cuja alta foi de 66% em relação ao ano passado. Segundo o diretor de Relações com o Mercado e Planejamento, Jean Paulo Castro e Silva, “esse aumento deve-se ao acordo amigável com um dos nossos principais parceiros comerciais de pagamento da diferença em relação ao mínimo contratual não atingido em 2019, à elevação da movimentação em relação ao ano passado e à grande valorização do minério de ferro em reais, resultado da conjugação da alta do valor da commodity nos mercados internacionais e grande apreciação do dólar em relação ao real”.

Para o diretor- presidente da CDRJ, Francisco Antonio de Magalhães Laranjeira, “ atingir o recorde histórico no momento de pandemia é um marco importante e demonstra que os portos não pararam em nenhum momento”. Apesar das dificuldades decorrentes da pandemia, a Docas do Rio e seus parceiros comerciais tiveram a resiliência necessária para adaptar suas operações e aproveitar bem as oportunidades que se ofereceram nessa conjuntura de mercado e alcançar um resultado excepcional em 2020.

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Porto de Santos prevê R$ 7 bilhões em arrendamentos e acessos em 2021

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Portos e Navios - SP   06/01/2021

O porto de Santos vai entrar em 2021 com a projeção de novos arrendamentos que vão gerar R$ 4,8 bilhões em investimentos, além de mais R$ 2 bilhões em novos acessos rodoferroviários. Além disso, estarão em andamento obras que movimentam investimentos de R$ 1,5 bilhão.

Tudo isso antes de seu processo de desestatização, que está em fase de estudos.

O porto já teve a conclusão de outras quatro obras em 2020, todas recém-inauguradas. Entre elas, a construção de uma pera ferroviária (desvio usado para mudar a direção de uma composição), que aumentou o transporte de celulose por meio de trens. Os investimentos somaram R$ 1,057 bilhão.

A SPA, que administra o porto, ainda estima outros R$ 387 milhões nas avenidas perimetrais.

Os investimentos em ferrovias vão ganhando força. A projeção é que os trens subam de 33% a 40% o share de participação no transporte de cargas no porto de Santos, segundo Diogo Piloni, secretário nacional de Portos.

"Isso está na linha do que é o planejamento do PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Santos). Ele tem alguns pilares, e um deles é a questão da utilização mais massiva do transporte ferroviário para o porto", afirmou Piloni.

Fernando Biral, diretor-presidente da SPA, afirmou que o investimento no modal ferroviário otimiza o espaço disponível no porto, que fica colado na cidade de Santos.

"Quanto mais caminhão em movimento circulando pela cidade, [mais] prejudica a qualidade de vida da população. O transporte ferroviário tem todas as vantagens. É uma adaptação custosa, herdamos um porto totalmente desenhado para movimentação rodoviária, precisa fazer muitos investimentos", afirmou.

Os investimentos em ferrovias devem multiplicar a movimentação atual de cargas, segundo Bruno Stupello, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da SPA.

"A capacidade ferroviária de escoamento de cargas para Santos deve chegar a 120 milhões de toneladas. Hoje, o porto tem capacidade de 50 milhões de escoamento de ferrovia, por isso a necessidade urgente do acesso ferroviário", disse Stupello.

A DPWorld, um dos maiores terminais do porto, investiu, em parceria com a Suzano, R$ 700 milhões na construção da pera ferroviária, de um armazém com 35 mil toneladas de capacidade estática, na expansão do cais de 653 m para 1.100 m e em novos dois viadutos.

Fábio Siccherino, diretor comercial e de relações institucionais da DPWorld, apontou que a construção do desvio ferroviário contribui para reduzir o custo logístico do terminal. "É fundamental. Além do fator de sustentabilidade, tem a questão do meio ambiente e torna o produto mais competitivo no exterior".

Patricia Lascosque, superintendente de Portos da Suzano, afirmou que a empresa possui 90% de suas vendas destinadas ao mercado internacional, com estrutura logística que abastece mais de 80 países, razão pela qual decidiu investir no porto de Santos.

"Todo o projeto foi pensado para conciliar eficiência e tecnologia com sustentabilidade. A ampliação possibilitou, por exemplo, que o terminal pudesse operar ao mesmo tempo até dois navios dedicados às operações de celulose", disse Patrícia.

A DPWorld Santos pode receber até quatro navios simultâneos. O empreendimento possui um armazém de 35 mil metros quadrados, com capacidade estática para mais de 150 mil toneladas de celulose.

Já entre os futuros arrendamentos previstos para antes da desestatização do porto, estão dois licitados em 2020 e arrematados pela Eldorado e pela Bracell, com previsão de obras em 2021, em investimentos de R$ 380 milhões.

Entram na lista mais dois arrendamentos de granel líquido com consultas públicas já realizadas, no momento em análise pelo TCU (Tribunal de Contas da União), com estimativa de obras que chegam a R$ 1 bilhão.

Ainda estão previstos outros dois leilões de contêineres, sendo um de terminal portuário e outro retroportuário, e um de granel sólido mineral, em estudos preliminares, mais um que já foi qualificado no PPI. Esses quatro, somados, chegam a R$ 3,4 bilhões em investimentos.

A SPA também prevê investimentos de R$ 2 bilhões em acessos rodoferroviários.

Aí se incluem o retropátio do Valongo e Alemoa, a terceira linha do Valongo, a pera na região de Outeirinhos, as novas linhas do pátio do Macuco, o retropátio da Prainha, o viaduto da entrada de Santos, dos viadutos entre o canal 4 e a Ponta da Praia, as passarelas da margem direita do porto e outros.

LEILÕES MUDAM PERFIL DE OPERADORES DO PORTO

Entre os arrendamentos e obras, o secretário de portos Diogo Piloni ainda apontou como segundo pilar do PDZ a chamada "clusterização" do porto, ou seja, concentrar nas mesmas áreas os terminais com o mesmo tipo de carga de movimentação, fazendo com que o complexo marítimo tenha terminais operando com escala superior.

"Não dá para ter mais no porto operações de pequeno porte e ineficientes. Não se trata de predileção por empresas grandes ou desprestígio a empresas familiares. Não há impedimento que participem do processo de licitação. Mas trarão operações e terminais com outro grau de eficiência", disse Piloni.

O momento é considerado histórico para o porto, pois contratos de arrendamentos que vinham desde os anos 90 chegaram ao fim, dando lugar a um novo perfil de operador. Assim, vão saindo de cena empresas sem governança e entrando arrendamentos feitos por grandes multinacionais ou empresas listadas em Bolsa de Valores.

Um dos principais é da Hidrovias do Brasil, que venceu leilão de agosto de 2019 e está investindo R$ 332,5 milhões no novo terminal STS 20, sendo R$ 112,5 milhões referente à outorga, mais os R$ 220 milhões previstos no edital para melhoria da estrutura, como a construção e reforma dos armazéns e berço dos navios.

No local, ficava o antigo terminal Pérola, que tinha a Rodrimar como um dos acionistas. Agora, a Hidrovias tem a concessão do terminal por 25 anos e vai movimentar fertilizantes e sal, consumindo insumos principalmente dos segmentos de cana, citrus e reflorestamento. Cerca de 30% das obras já estão concluídas, com previsão de entrega para 2022.

Fabio Schettino, presidente da Hidrovias, disse que a operação em Santos faz parte da estratégia de suprir uma demanda de negócio importante, atendendo o mercado de São Paulo, já que o terminal é muito relevante para o abastecimento de fertilizantes e sal no estado.

"Nos últimos anos, a operação de fertilizantes tem crescido consideravelmente no porto de Santos, em razão da demanda do estado de São Paulo, onde se encontram mercados estáveis de cana-de-açúcar e café. Essas características resultam em um mercado cativo e regular para a companhia", disse Schettino.

O terceiro trimestre de 2020 foi o primeiro completo da operação da Hidrovias em Santos. Mesmo sem a operação plena e transporte apenas de fertilizantes, já que a logística de sal está em estágio pré-operacional, a empresa teve um faturamento de R$ 17,8 milhões e Ebitda de R$ 3,9 milhões, com margem de 22% no trimestre.

Outro exemplo é no Terminal Exportador de Santos (TES), com investimentos de R$ 395 milhões, que teve o leilão vendido por um consórcio formado pelas empresas Louis Dreyfus e Cargill Agrícola. Em outros casos, os valores integram o pacote de investimentos como contrapartida à prorrogação antecipada de contratos firmados com o governo, como Ageo Norte, Terminal XXXIX e Santos Brasil.

A Santos Brasil está investindo R$ 420 milhões no Tecon Santos, sendo R$ 250 milhões na ampliação do cais de atracação do terminal em 220 metros, totalizando 1.510 metros, e o aprofundamento do cais, com reforço da estrutura para a instalação de trilhos para os novos portêineres. Os outros R$ 170 milhões foram destinados a novos equipamentos.

Roberto Teller, diretor de operações portuárias da Santos Brasil, explicou que a grande vantagem do negócio é que, assim que a reforma for finalizada, a empresa vai ter três grandes berços para operação de navios de até 366 metros, transformando o terminal no único apto a receber três grandes embarcações simultaneas desse porte.

"Vai ser um ganho aos nossos armadores. Na medida que pode aumentar o tamanho do navio se tem um grande ganho de escala, pois consegue colocar mais contêineres e o terminal está preparado para receber os maiores navios. Assim, vai estar competitivamente muito à frente dos demais, os armadores estão aguardando a nova estrutura", afirmou.

A Santos Brasil vem implantando outras medidas para melhoria do terminal. Em 2020, inaugurou um centro de controle operacional, com dashboard interativo e online. E lançou carregadores veiculares para carros elétricos que foram instalados recentemente no Terminal de Veículos (TEV) administrado pela empresa, transformando o local no único terminal portuário no país a ter esse tipo de equipamento.

PORTO ABRE CHAMAMENTO PÚBLICO PARA NOVO TERMINAL

No último dia 29 de dezembro, a SPA abriu um chamamento público para receber projetos para um novo terminal de passageiros no porto. Os interessados têm 30 dias para pedir autorização para elaboração dos estudos. A partir daí, sendo autorizados, mais 120 dias para apresentá-los.

Atualmente, existe o terminal de passageiros do Concais, com apenas um berço de atracação exclusivo. Com o novo projeto, a expectativa é que a capacidade aumente para quatro a oito, segundo previsto no PDZ.

Nas condições atuais, o navio de passageiros tem preferência na atracação e ganha prioridade para atracar em detrimento dos navios de carga. Assim, o porto acaba tendo espaço reduzido na temporada de cruzeiros.

O novo terminal viria para suprir essas necessidades de infraestrutura e ainda revitalizar a região do Valongo, no centro histórico de Santos, repleto de bares, restaurantes e comércios locais.

Espera-se que o investimento traga novos turistas à cidade, pois o terminal atual fica em uma região cheia de cargas, o que, normalmente, não traz motivação aos passageiros para permanecerem na cidade.

Segundo a SPA, o projeto faz parte de planejamento estratégico do porto para os próximos 20 anos e está em consonância com o Plano Diretor do Município de Santos, com o objetivo de incrementar o turismo. A futura modelagem será encaminhada ao Ministério da Infraestrutura, que vai realizar o leilão.

No dia 23 de dezembro, a SPA também abriu consulta pública, pelo prazo de 45 dias, para receber contribuições, subsídios e sugestões relativas à gestão, operação, manutenção e expansão da ferrovia interna do porto.

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Portos do Paraná abre consulta para novos leilões

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Portal Fator Brasil - RJ   06/01/2021

A empresa pública Portos do Paraná abriu consulta para os leilões de arrendamento das áreas PAR32 e PAR50, no Porto de Paranaguá. Os certames devem acontecer no primeiro semestre de 2021, com investimentos totais de R$ 367.648.000,00.

Os leilões serão realizados pela autoridade portuária paranaense e os procedimentos prévios são realizados com apoio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), vinculada ao Ministério da Infraestrutura (MInfra).

A PAR32 é uma área de aproximadamente 6.6 mil m2, destinada a movimentação de carga geral, em especial açúcar ensacado. O espaço já conta com estrutura, no berço de atracação 205. O prazo de arrendamento é de 10 anos, prorrogáveis a critério do poder concedente.

Já a PAR50 é para operação de granéis líquidos, com área total de 85.392 m2, junto ao píer de inflamáveis. O arrendamento prevê instalações de armazenagem de uso misto, com 18 tanques verticais já instalados e capacidade total de aproximadamente 70.181 m3, além de sistemas de tubulações, bombeamento, áreas administrativas e de utilidades. O prazo de arrendamento é de 25 anos, também possível de prorrogação.

Os estudos completos estão disponíveis enos endereços: http://web.antaq.gov.br/Sistemas/LeilaoInternetV2/default.aspx?audiencia=69 (PAR32) e http://web.antaq.gov.br/Sistemas/LeilaoInternetV2/default.aspx?audiencia=72 (PAR50).

A consulta teve início no dia 30 de dezembro (quarta-feira) e será encerrada no dia 29 de janeiro de 2021. A audiência pública terá data, horário e local definidos e comunicados posteriormente.

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Segurança é importante para você? A cabotagem é a opção mais segura para transportar qualquer carga

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SEGS.com.br - SP   06/01/2021

O assunto segurança é de extrema importância e sempre muito falado quando se trata de transporte de cargas. Mas, antes de entrar aqui na discussão dos motivos pelos quais a multimodalidade usando a cabotagem pode ser mais vantajosa, gostaria que avaliássemos juntos dois cenários.

Vamos partir do seguinte exemplo: transportar uma carga de eletroeletrônicos do Polo Industrial de Manaus para a região de São Paulo, onde estão localizados diversos centros de distribuição. Estamos falando não só de longas distâncias, mas de uma carga de alto valor agregado.

Primeiro, vamos falar do transporte de cargas via modal rodoviário, também conhecido como rodo fluvial. Nesse caso, a melhor opção existente hoje e que é utilizada pelas transportadoras é uma exaustiva jornada que se inicia na porta da indústria ou do centro de distribuição em Manaus. A partir daí a carreta já carregada com diversos produtos como televisores, ar condicionados, micro-ondas, motocicletas e muitos outros, é acondicionada sobre uma balsa para atravessar o Rio Amazonas. De Manaus até Belém são 1.606 km de navegação e o tempo de viagem depende das condições de navegabilidade, mas usualmente são sete dias. Quando chega a Belém, este caminhão ainda tem que percorrer quase três quilômetros em rodovias, na maioria das vezes, em péssimo estado de conservação para chegar no destino final em São Paulo.

Porém, temos outra possibilidade: a multimodalidade, usando a cabotagem e o modal rodoviário e/ou ferroviário nas pontas. Nesse caso, a carga parte do cliente (o fabricante) acomodada em um contêiner, devidamente lacrado, e é embarcada em um navio de grande porte no Porto de Manaus com destino ao Porto de Santos. Já no terminal portuário de Santos, a programação da entrega é acordada com o cliente recebedor da carga. Nesse caso, o contêiner poderá seguir para o destino final utilizando um caminhão e via rodovia por cerca de 82 quilômetros até chegar ao centro de distribuição; ou então meio de uma ferrovia até um terminal nas proximidades de São Paulo e completar um trecho de aproximadamente 15 a 20 quilômetros por caminhão até o destino final.

Ok, você deve estar se perguntando, mas se ambas usam a rodovia, por qual motivo uma é melhor que a outra? A questão está no tempo de exposição a ela.

O transporte de cargas via rodovias é sem dúvida o mais popular. Em 2019, o Sindipeças em seu “Relatório Frota Circulante”, divulgou que o Brasil contava com mais 2 milhões de caminhões. Porém, esse alto volume de veículos não significa que esse modal seja o melhor e mais seguro.

Talvez não fosse nem preciso estatísticas para exemplificar, pois dificilmente iremos encontrar alguém que trafega a passeio ou a trabalho em nossas rodovias e que não se deparou em algumas dessas situações com um acidente de caminhão em seu percurso.

Porém, como não quero ser parcial vou trazer umas contextualizações e números também. No ano passado, as rodovias federais registraram quase 17 mil acidentes com veículos de cargas, o que representa 25% de todos os acidentes registrados na malha federal, segundo o levantamento, que se baseia em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Sem falar que as ocorrências com caminhões são normalmente mais graves do que com veículos leves e causam maiores fatalidades.

Vale lembrar que, no Brasil, em 2019, foram registrados mais de 18 mil roubos de cargas, de acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC). Isso significa que, em média, a cada duas horas, transportadoras tiveram suas cargas roubadas em ações de quadrilhas nas rodovias brasileiras. Além disso, no caso específico desse trecho que mencionei acima, ele é altamente conhecido pela ação de piratas, que invadem as balsas e roubam as cargas. Em 2018, foram 88 assaltos a embarcações no Estado do Pará. São milhões em cargas roubadas.

Quando falamos de segurança da carga, também precisamos avaliar os índices de avarias, afinal ninguém deseja um acidente ou que sua carga seja roubada, mas tão pouco que sua mercadoria chegue ao destino final danificada, com embalagens rasgadas, etc.

Imagine uma carreta atravessando um rio e rodando mais de 3 mil km, levando uma carga sensível e de alto valor. Freadas bruscas, aceleradas, buracos, quebra-molas. Além disso, o tipo de caminhão escolhido nem sempre é o mais adequado para o transporte de carga e, muito menos, o mais seguro, o que é outro aspecto importante.

Grande parte da frota brasileira, embora não tenha dados concretos sobre isso, é composta siders (aqueles que têm suas laterais fechadas por lonas). Mas, o que isso impacta na segurança? As lonas mais frágeis podem ser facilmente cortadas em qualquer parada que o motorista faça em seu trajeto, seja para abastecer o veículo ou dormir em um posto de combustível por exemplo. O que deixa a carga muito mais exposta e vulnerável.

Em um cenário assim tão suscetível, as chances que as cargas transportadas pelo modal rodoviário cheguem avariadas ou com falta de algum produto são bem maiores. E esses danos vão desde as grandes perdas, algumas até totais de cargas, ocasionadas por esses acidentes, até as pequenas; por conta da própria movimentação da carga dentro do caminhão.

Então quer dizer que cabotagem é melhor? Sim e por diversos fatores. Primeiro porque, mesmo considerando a multimodalidade e as operações porta a porta, trata-se de um modal que tem um índice de exposição às rodovias muito menor, neste exemplo com uma carga saindo de Manaus para São Paulo, estamos substituindo três mil quilômetros mais sete dias de balsa, por uma navegação de cabotagem e apenas cerca de 100 quilômetros na rodovia. Ou seja, na segunda opção a carga fica estatisticamente 30 vezes menos vulnerável em rodovias, deixando as estradas com menos trânsito de caminhões, mais fluidas e mais seguras. Claramente, este aspecto de menor tráfego de caminhões nas estradas também é um benefício para toda a sociedade que as utilizam.

Os índices de avarias decorrentes do transporte por navegação de cabotagem é outro diferencial, pois tendem a zero. Além de estar menos exposto às rodovias, o equipamento utilizado para acondicionar a carga, neste caso o contêiner, traz uma proteção extra para o produto transportado. Cenário diferente, por exemplo, do transporte rodoviário de maneira geral, pois as chances de a carga movimentar-se dentro do caminhão ou acontecer uma avaria nesse deslocamento são muito maiores do que em navio.

Isso é crucial para algumas indústrias, pois além de garantir a satisfação do cliente, afinal ninguém quer receber uma mercadoria com defeito, ajuda a evitar a dor de cabeça da logística reversa para trazer seu produto de volta e até para evitar que ele chegue a um mercado paralelo, para ser vendido de forma marginalizada.

Falando de logística e considerando nossa matriz de transporte, todos os modais são fundamentais e necessários para o transporte de cargas, o que precisamos saber é onde e quando utilizar o mais eficiente.

Então, você tem dúvidas ainda de que a cabotagem é melhor opção ao rodoviário para o transporte de cargas em longas distâncias?

Maurício Alvarenga é diretor comercial da Log-In Logística Intermodal, empresa 100% brasileira, de soluções logísticas, movimentação portuária e navegação de cabotagem integrada a outros modais.

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