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05 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Revista Mineração - SP   05/05/2022

Encontro internacional sobre sustentabilidade na siderurgia fará parte da programação da 6ª edição da ABM WEEEK, que acontecerá em São Paulo, de 7 a 9 de junho.

Em um momento em que a indústria do aço sofre pressões de todos os lados para reduzir as emissões de carbono, o investimento em inovação tecnológica tem deixado de enfocar exclusivamente a produtividade e passado a priorizar também processos e produtos sustentáveis.

A 4º EMECR – International Conference on Energy and Material Efficiency and CO2 Reduction in the Steel Industry 2022 reunirá alguns dos principais especialistas da indústria e da universidade para discutir as soluções tecnológicas que têm sido desenvolvidas com o objetivo de aumentar a eficiência nos processos produtivos, reduzir o dispêndio de energia e recursos naturais e neutralizar a emissão de CO2.

“Nenhum desafio que nossa geração hoje enfrenta se compara ao das mudanças climáticas. E a siderurgia responde por cerca de 8% das emissões mundiais de CO2“, afirma José Noldin, chairman da conferência.

O evento é organizado desde 2011 pela International Society of Steel Institutes, de que faz parte a ABM – Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, e já foi sediado por Alemanha, Inglaterra e Japão. Neste ano, o EMECER ocorrerá pela primeira vez no Brasil, durante a 6ª edição da ABM WEEK, entre os dias 7 e 9 de junho.

Conforme explica Noldin, o processo industrial de produção de aço vem evoluindo há 200 anos e já foi muito otimizado, o que faz com que “as oportunidades para aumentar a eficiência sejam escassas e se torne necessário mudar os conceitos”.

“É aí que se destacam as novas tecnologias para captura de CO2, para uso de hidrogênio como agente redutor e emprego de biomassa”, exemplifica.

No encontro, devem ter destaque os debates sobre temas como projetos de compensação de carbono, o futuro dos altos-fornos, economia circular e o avanço de tecnologias emergentes, como as que se relacionam com a Indústria 4.0.

“Para alcançar níveis de excelência no projeto de equipamentos, operação de plantas siderúrgicas e uso de matérias primas diferenciadas, as tecnologias relacionadas à indústria 4.0 têm sido fundamentais”, aponta Noldin.

O uso intensivo de sensores nas plantas de aço tem permitido, por exemplo, realizar simulações e fazer o controle de processos fabris antes impossíveis.
Tecnologias inovadoras, inclusive do Brasil

As novas tecnologias sustentáveis, entretanto, não se relacionam apenas à Indústria 4.0. O Tecnored, processo de produção de ferro-gusa sem utilização de carvão metalúrgico, terá destaque no evento, já que seu inventor, Marcos Contrucci, será um dos homenageados desta edição.

Fruto de seu trabalho como professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro desde a década de 1960, o Tecnored foi desenvolvido por Contrucci e sua equipe por mais de 30 anos até que pudesse virar realidade em 2022, com a construção da primeira usina comercial da Vale em que a tecnologia será empregada, em Marabá (PA).

O processo se fundamenta no princípio da autorredução. Se, em um alto-forno, os aglomerados de minério de ferro são reduzidos pelo gás CO, no forno Tecnored, o minério de ferro é reduzido dentro de um briquete autorredutor, composto por partículas finas de óxido de ferro e um redutor de carbono.

“O Tecnored permite produzir o mesmo ferro e a mesma escória dos altos-fornos sem coque e usando ilimitadamente biomassa. E qualquer biomassa serve: lixo, lama de esgoto, bagaço de cana, bambu, capim. Há um leque de oportunidades enorme”, Contrucci explica.

A tecnologia elimina etapas do processo convencional em que há fortes níveis de emissões, permite o uso de matérias primas que hoje são tratadas “quase como resíduos”, além de abrir grandes possibilidades de uso de biomassa, destaca Noldin.

No EMECR, Contrucci ministrará uma palestra sobre sua mais recente pesquisa, que sugere a aplicação do mesmo princípio do Tecnored aos altos-fornos – ou, como ele define, a “conversão de altos-fornos em fornos de autorredução.”

Uma das pessoas que acompanharam e se entusiasmaram com o desenvolvimento do Tecnored, Pinakin Chaubal, CTO do grupo ArcelorMittal, também será homenageado no encontro.

À frente de todos os processos tecnológicos envolvidos nas operações de uma empresa que é líder mundial no setor, Chaubal tem sido um dos “grandes responsáveis pelo rejuvenescimento constante do portfólio de produtos siderúrgicos” à disposição do mercado mundial, aponta Noldin.

“O aço permanece sendo um material competitivo e mantém seu espaço apesar de ser ameaçado por outros materiais. Há soluções em aço sendo utilizadas neste momento que nem haviam sido inventadas há 10 anos. Isso se deve ao trabalho de pessoas como Chaubal”, Noldin afirma.

Pinakin Chaubal fará uma palestra sobre os desafios e as oportunidades da produção de aço sem carbono.

“A EMECR lançará luz sobre a eficiência de processos e a descarbonização da siderurgia, tópicos da mais alta prioridade hoje e que estão no cerne dos desafios globais da sustentabilidade, dando a oportunidade de compartilhar ideias com especialistas de todo o mundo”, destaca Chaubal.

Para ele, será uma honra ser “homenageado junto com meu amigo Marcos Contrucci, que todos reconhecemos como um verdadeiro visionário que desenvolve tecnologias altamente inovadoras” para a sustentabilidade na indústria.

A EMECR também contará com uma palestra de Ricardo Carvalho Nascimento, CEO da Aço Verde Brasil, sobre a primeira planta siderúrgica de carbono neutro no país. Julia Attwood, head of Sustainable Materials na Bloomberg Nef, falará sobre modelagem dos custos da transição verde na siderurgia. Por fim, Steve Potter, diretor de Metálicos da Vale, discutirá as abordagens para identificar os caminhos de menor custo e maior confiabilidade para a descarbonização da produção de aço.

Trabalhos técnicos previamente inscritos serão, além disso, apresentados pelos participantes do evento.
6ª ABM WEEK

É o principal evento técnico-científico das indústrias metalúrgicas, siderúrgicas, mineradoras e de materiais na América Latina. Realizada pela ABM – Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração, a semana tem como principais objetivos promover o intercâmbio tecnológico, o desenvolvimento industrial e a melhoria da competitividade das empresas. Para os profissionais, é uma oportunidade única para compartilhar conhecimento, fazer networking e se atualizar sobre novas tendências.

Ampla e diversificada, a programação inclui debates técnicos, painéis, plenárias e mesas-redondas, além de rodadas de negócios, rodadas de RH, coquetéis e área de exposição. O evento deve atrair representantes de grandes empresas nacionais e internacionais, universidades, centros de pesquisa e institutos de tecnologia, além de estudantes.

Data: 7 a 9 de junho de 2022
Local: Pro Magno Centro de Eventos -Av. Profa. Ida Kolb, 513 – São Paulo – SP
Inscrições: (clique aqui).

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   05/05/2022

A Terex anunciou ter adquirido a Steelweld Fabrications, fabricante de produtos pesados baseado na Irlanda do Norte. Não foram divulgados dados financeiros da transação.

Fundada em 1983 e funcionando a partir de uma instalação de 60 mil pés quadrados em Cookstown, na Irlanda do Norte, a Steelweld é especializada em serviços de corte e fabricação a laser para os mercados do Reino Unido e Irlanda.

A aquisição apoia a estratégia de crescimento da Terex Materials Processing, aumentando a capacidade produtiva na região, disse a Terex.

"Ao longo dos últimos 40 anos, a Steelweld construiu uma força de trabalho altamente qualificada, com uma reputação valorizada por seus elevados níveis de qualidade e serviço", disse John L. Garrison, Jr., presidente e diretor executivo da Terex Corporation.

Os serviços da empresa são utilizados nos setores de extração e mineração, construção, agricultura, transporte e reciclagem.

"A perícia da Steelweld em operações pesadas agrega conhecimentos e talentos adicionais para apoiar o crescimento da Terex Materials Processing", acrescentou Kieran Hegarty, presidente da Terex Materials Processing.

Investing - SP   05/05/2022

A CSN (SA:CSNA3) teve queda nas vendas de aço e minério de ferro no primeiro trimestre, mas seu resultado operacional veio melhor que o esperado pelo mercado, segundo dados da Refinitiv.

A empresa, que também atua em cimento e logística, teve lucro líquido de 1,36 bilhão de reais de janeiro a março, queda de 76% ante mesma etapa de 2021, quando o resultado havia sido impulsionado pelo IPO da divisão de mineração em que obteve um ganho líquido de cerca de 2,5 bilhões de reais.

O resultado operacional da CSN no período, medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 4,72 bilhões de reais, queda de 19% ano a ano. Analistas, em média, esperavam Ebitda de 4,33 bilhões de reais para a CSN, segundo dados da Refinitiv.

As vendas de minério de ferro do grupo caíram 16% no período, para 6,9 milhões de toneladas, prejudicadas pelas fortes chuvas em Minas Gerais, que causaram interrupções na operação.

Já o volume vendido de aço no primeiro trimestre caiu 12%, para 1,16 milhão de toneladas, pressionado por recuo de 17% na comercialização no mercado interno.

A empresa afirmou que houve redução na produção de placas "devido a interrupções pontuais resultantes de quedas de energia e manutenções programadas".

O balanço da CSN também foi pressionado pelo resultado financeiro que ficou negativo em 1,125 bilhão de reais, "como consequência dos maiores custos da dívida e da desvalorização das ações da Usiminas (SA:USIM5) no final do trimestre". A CSN possui participação na siderúrgica rival. Um ano antes, o resultado financeiro havia ficado negativo em 201 milhões de reais.

A CSN também ficou com fluxo de caixa negativo em 2,54 bilhões de reais. Segundo a empresa, houve uma "variação pontual" na linha de capital de giro. Além disso, incidiu um pagamento de imposto de renda da ordem de 2,67 bilhões de reais, "devido ao ajuste anual nos segmentos de mineração e siderurgia, como reflexo do forte resultado obtido em 2021", quando a empresa teve resultado recorde.

A CSN terminou março com uma alavancagem de 0,89 vezes, ligeiramente acima do registrado no fim de 2021, mas abaixo da relação de 1,29 vez do primeiro trimestre do ano passado.

ECONOMIA

Agência Brasil - DF   05/05/2022

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu elevar, nesta quarta-feira (4), a taxa Selic, os juros básicos da economia, em um ponto percentual. Com isso, a Selic passou de 11,75% para 12,75% ao ano.

Esta é a 10ª alta consecutiva da Selic. O atual ciclo de alta dos juros básicos teve início em março de 2021. No último boletim Focus, em que o BC mede a expectativa do mercado financeiro, a projeção é de que a taxa básica encerre 2022 em 13,25% ao ano.

Em comunicado, o BC avaliou que o ambiente externo seguiu se deteriorando e que as pressões inflacionárias decorrentes da pandemia se intensificaram com problemas de oferta advindos da nova onda de covid-19 na China e da guerra na Ucrânia. O Copom indicou que, para a próxima reunião, deverá manter o aperto monetário, mas com reajuste de menor magnitude, ou seja, inferior a 1%.

Com a decisão, a taxa Selic está no maior nível desde fevereiro de 2017, quando era 13% ao ano. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019, até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse foi o menor nível da série histórica iniciada em 1986.
Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Apesar disso, as estimativas do mercado para a inflação vêm crescendo há pelo menos 16 semanas. Em março, o IPCA foi 1,62%, maior taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. Em 12 meses, o acumulado chegou a 11,30%, quase o dobro do teto da meta do Banco Central, que é de encerrar o ano com inflação de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

No mês passado, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou que o futuro das taxas de juros no Brasil dependerá da extensão dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia e de outros eventuais choques sobre a inflação.

A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) serve como parâmetro de quanto o governo paga para tomar dinheiro emprestado por meio da emissão de títulos públicos.
Câmbio

A política monetária tem também efeito sobre o câmbio. Em tese, altas na taxa Selic tendem a atrair o investimento externo em títulos públicos brasileiros, cuja rentabilidade aumenta, o que acaba pressionando o dólar para baixo diante do real.

Eventos em outros países, contudo, têm o poder de mitigar esse efeito. Também nesta quarta-feira, o Federal Reserve Bank (FED), o banco central dos Estados Unidos, aumentou em meio ponto percentual os juros para os títulos norte-americanos. Assim, a taxa de referência no país saiu de 0,5% para 1%.

Os EUA vivem um aumento histórico da inflação, o maior em mais de 40 anos, e já passou o patamar de 8% nos últimos 12 meses. A alta na taxa básica de juros dos EUA tem o poder de atrair o fluxo de capital que iria para outros países, com reflexos na valorização do dólar em relação ao real.

O Estado de S.Paulo - SP   05/05/2022

Duas decisões anunciadas nesta quarta-feira, 4, têm impacto direto e prolongado sobre a economia brasileira. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) definiram as novas taxas de juros básicas no Brasil e nos Estados Unidos. E, com a inflação galopando, tanto aqui como lá, o movimento é de alta.

No Brasil, a taxa básica, a Selic, passou dos atuais 11,75% para 12,75% ao ano. A dúvida é até onde vai esse ciclo de alta. A maior parte das instituições financeiras consultadas pelo Estadão/Broadcast prevê mais uma alta de 0,5 ponto nos juros, levando a Selic para 13,25% e parando aí. Mas essas previsões vêm subindo nos últimos meses, ao ritmo de uma alta de preços que não dá sinais de trégua. O banco Credit Suisse já fala em uma taxa de juros de 14%, para tentar controlar a inflação.

Nos EUA, a taxa de referência subiu 0,5 ponto porcentual, do atual patamar entre 0,25% e 0,5% ao ano para 0,75% a 1% ao ano, após a decisão do Federal Reserve anunciada nesta quarta. Comparado ao juro brasileiro, é um patamar ainda muito baixo. Mas o ponto é que o Fed está apenas no início do ciclo de altas. Os analistas projetam que essas taxas devem subir para patamares entre 3% e 3,5% ao ano. Mas não estão descartados números ainda maiores, se a inflação, que está nos patamares mais altos em 40 anos, não começar a ceder.

Como esses aumentos podem afetar a economia brasileira? No caso da Selic, o efeito é direto. Juros mais altos tornam o crédito mais caro. E isso inibe o consumo - com menos consumidores indo às compras, a tendência é de os preços baixarem, ou subirem menos, reduzindo assim a inflação.

Mas isso também afeta, por exemplo, os investimentos. Uma empresa que pretendia investir em expansão, ou na compra de algum equipamento, acaba postergando os planos, à espera de taxas de juros melhores. Isso acaba esfriando a economia. Um dos efeitos é, por exemplo, a falta de criação de empregos.

Nos investimentos, também, há efeitos diretos. Com juros baixos, como o Brasil vivia há bem pouco tempo, há um estímulo para se aplicar no setor produtivo. Isso pode ser visto na Bolsa, que bateu recordes de atração de novos investidores. Mas, com os juros nas alturas, faz pouco sentido arriscar, e as pessoas físicas, principalmente, voltaram com força para a renda fixa. Por que se arriscar em colocar o dinheiro em uma empresa, via ações, se o Tesouro Direto, só como exemplo, garante um pagamento de mais de 5% ao ano acima da inflação?

O aumento dos juros americanos também respinga na economia brasileira. Os títulos do Tesouro americano são considerados os mais seguros do mundo, papéis de referência global. Quando passam a pagar mais aos investidores, a tendência é todo o mundo correr para lá. E isso retira dinheiro dos emergentes, Brasil incluído - onde o risco do investimento é muito maior. Portanto, para atrair recursos do exterior, os bancos centrais dos emergentes precisam oferecer taxas de juros cada vez mais altas, o que acaba deprimindo a economia.

Menos dinheiro vindo de fora também tem o efeito de valorizar a cotação do dólar em relação ao real. E isso pode elevar a inflação, já que os produtos importados ficam mais caros.

Se as taxas de juros americanas subirem mais do que o atualmente esperado, o estrago pode ser grande. O Credit Suisse já fez um alerta para o potencial de deterioração do cenário brasileiro caso o Fed resolva fazer um aperto monetário mais forte. Em relatório, o banco apontou que uma alta das taxas dos títulos americanos até o nível de 4,5% - acima do cenário base atual, de 3,25% - seria suficiente para aumentar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2023 dos 4,4% agora estimados para 4,9%, acima do teto da meta (4,75%).

Ou seja, é preciso ficar de olho nas indicações dos passos futuros que serão dadas nesta quarta tanto pelo Fed quanto pelo BC brasileiro. Mas o cenário para a economia brasileira, dado todo esse quadro, não é dos mais positivos.

Globo Online - RJ   05/05/2022

As empresas brasileiras com negócios na China começam a contabilizar as perdas e danos da quarentena em Xangai. As perdas se traduzem na saída iminente de muitos profissionais brasileiros da China, para quem as dificuldades criadas pela política de Covid zero foram a gota d’água. Os danos atingem exportadores e importadores, que sofrem com a ruptura na cadeia produtiva, os gargalos logísticos e a queda de consumo.

As consequências já visíveis para a economia brasileira são a provável escassez de produtos no segundo semestre, devido ao atraso no envio de componentes produzidos na China, e queda nas exportações para o país asiático. Numa reunião para avaliar o tamanho do problema, na semana passada, o clima era de desânimo entre os membros da BraCham, associação que reúne cerca de 130 representantes de empresas do Brasil na China. A estimativa é de que a queda no volume de negócios desde meados de março, quando começou a quarentena, chegue a 30%.

O impacto negativo deve se estender no mínimo por seis meses, pois as dificuldades logísticas afetam toda a cadeia produtiva em operações que não poderão ser retomadas imediatamente mesmo quando a quarentena for levantada, diz o presidente da BraCham, Henry Osvald. Como exemplo mais concreto, ele cita o porto de Xangai, o maior do mundo, que teve sua movimentação reduzida a 20% do normal devido à ausência de mão de obra para descarregar e transportar os produtos. O trânsito de navios entre Brasil e China, contando ida e volta, leva pelo menos 90 dias, por isso a expectativa é de que os danos se prolonguem, explica Osvald.

— É um período em que muitos navios vão ficar parados, ou num ritmo de operação muito lento. Por isso, de março a agosto se espera um ritmo bem fora do normal. Mesmo que eles resolvam reabrir em junho, o sistema logístico não vai estar reposto.

Dono da Simerx, empresa de engenharia que desenvolve produtos para o Brasil, Osvald tem longa experiência no ambiente de negócios na China, onde vive desde 2004. Ele prevê que haverá falta de produtos no Brasil a partir do mês que vem, porque o reabastecimento da cadeia leva de 90 a 120 dias em média. Por isso, paralisações na indústria serão inevitáveis, já que toda a cadeia metal-mecânica é afetada, com impacto em montadoras, maquinário agrícola, e eletrodomésticos, entre outros.

As dificuldades geradas pela quarentena em Xangai têm atingido todos os tipos de negócios. Devido aos gargalos do porto, as empresas mais afetadas são as de comércio exterior, e a quarentena poderá tirar de operação algumas pequenas tradings brasileiras. Além dos problemas em Xangai, o porto mais próximo, na cidade de Ningbo, a 200 quilômetros, também está saturado. As fábricas que não pararam por falta de pessoal estão operando em condições árduas, com funcionários dormindo nas fábricas. Um novo sistema anunciado pelas autoridades para a retomada das operações industriais impõe novos custos para as empresas, uma vez que elas terão que cumprir uma série de protocolos de prevenção.

Somando tudo, o impacto para as empresas brasileiras é inevitável, avalia José Mário Antunes, diretor do escritório na China da InvestSP, agência de promoção de investimentos e exportações do Estado de São Paulo.

— O consumo doméstico na China vai cair e isso afetará as exportações do Brasil. Essa queda no consumo é significativa para os países que exportam para a China, principalmente para nós, que exportamos muitos alimentos. É muito difícil prever qual será o tamanho do impacto porque não sabemos ainda até quando o governo chinês irá insistir nessas medidas extremas. Mas para o Brasil é sem dúvida um grande desafio.

Com a ruptura na cadeia de suprimentos, nem as grandes multinacionais como Volkswagen e Tesla têm escapado de sérios entraves em suas linhas de produção. Cerca de 40% dos semicondutores da China são produzidos em Xangai, que também concentra as indústrias automotiva e farmacêutica. Na parte de transporte, têm havido enormes dificuldades para o movimento de carga. Muitos motoristas pararam pelo receio de testarem positivo no caminho e serem forçados a entrar em quarentena. Os custos econômicos e sociais são muito altos e toda a cadeia produtiva tem sido afetada, diz um diplomata lotado no setor de promoção comercial e investimentos do consulado-geral do Brasil em Xangai.

O consultor Rodrigo do Val Ferreira, que mora em Xangai desde 2005, afirma que a dificuldade na entrega de alimentos que ocorreu nos primeiros dias da quarentena “estão mais que superados”. Presidente do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Xangai e das províncias de Anhui, Jiangsu, Shandong e Zhejiang, ele contou como tem ajudado a resolver problemas "isolados” como a falta de fórmula infantil para a alimentação de bebês.

Ferreira entende o rigor do governo nas medidas adotadas em Xangai como uma forma de poupar a população idosa, grande parte dela não vacinada, e de evitar o risco de surgimento de novas variantes do coronavírus caso seja permitido que as infecções se espalhem por outras partes de um país que tem a maior população do mundo. Mas para ele o tamanho da população chinesa não é o principal fator que explica o contraste entre o relaxamento das medidas em outros países e o rigor imposto em Xangai.

— A grande diferença é a incapacidade de outros países de fazerem o mesmo. Jogaram a toalha.

Embora seja impossível aferir com precisão, há indícios de que a maioria dos chineses ainda apoia a estratégia do governo por sentir-se segura em viver num país com baixo índice de mortalidade causado pela pandemia. Mas para muitos estrangeiros a política de Covid zero tornou a vida inviável na China. O maior incômodo, desde o início da pandemia, é a dificuldade em viajar para fora do país, devido ao processo árduo de retorno - que inclui não apenas uma bateria de testes e ao menos três semanas de quarentena, mas um grande peso no bolso, devido à disparada nos preços das passagens aéreas. Muitas empresas também não conseguem trazer novos funcionários, pela dificuldade em obter vistos de entrada.

No caso das firmas brasileiras, as da indústria de roupas que produzem na China, como Renner, Pernambucanas e Riachuelo, já estão sofrendo perdas de profissionais responsáveis pelo design das peças em Xangai, e que não podem ser substituídas por mão de obra chinesa. Em uma pesquisa conduzida pelo portal de notícias “That’s Shanghai” com estrangeiros residentes em Xangai, 85% afirmaram que pensam em deixar o país devido à quarentena na cidade. Entre eles, 22% disseram que pretendem sair imediatamente.

Ainda que não seja algo planejado, esse êxodo tem um efeito colateral benéfico para a China, estima uma fonte ligada ao mundo dos negócios de Xangai, porque os estrangeiros detêm a propriedade intelectual nas empresas internacionais que operam no país com parceiros locais. Diante da impossibilidade de remover suas operações do país devido à importância da China na cadeia de suprimentos global, muitas firmas estrangeiras estão tendo que se submeter a uma “transferência de tecnologia forçada” para os chineses, disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

Nos grupos de conversas de representantes de empresas sediadas em Xangai, muitos expressam frustração ao concluírem que não há como evitar que os chineses tomem cada vez mais conta de suas operações no país. Multinacionais como a alemã Siemens têm dados sinais de que evitarão fazer novos investimentos no país. A quarentena agrava um quadro de incerteza econômica e geopolítica, alimentado pelo apoio de Pequim a Moscou na guerra da Ucrânia e fatores domésticos, que levou a uma fuga sem precedentes de capital estrangeiro da China nos últimos meses.

Ministério da Economia - DF   05/05/2022

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia (ME) divulgará nesta quinta-feira (5/5) os dados preliminares da balança comercial do mês de abril.

As informações serão entregues às 14h45 a jornalistas que fazem a cobertura do Ministério da Economia, com embargo até as 15 horas, quando serão publicadas pela Subsecretaria de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior na página de estatísticas da balança comercial.

A partir das 15h15, haverá apresentação dos dados e entrevista coletiva virtual, com a participação do subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, e do coordenador-geral de Estatísticas substituto, Renato Barbosa.

A coletiva será transmitida pelo canal do Ministério da Economia no YouTube.

Divulgação dos dados da balança comercial – abril de 2022

Data: Quinta-feira, 5/5/2022

Horários: Entrega do material embargado às 14h45; divulgação dos dados às 15 horas; coletiva virtual das 15h15 às 15h45

Transmissão: canal do Ministério da Economia no YouTube.

O Estado de S.Paulo - SP   05/05/2022

Promover a recuperação e a modernização da indústria deveria ser prioridade do governo federal, se houvesse um presidente e uma equipe econômica interessados na prosperidade do País. Enquanto se espera a mudança no centro do poder, prossegue o retrocesso da economia. Dois meses de crescimento – 0,7% em fevereiro e 0,3% em março – foram insuficientes para a indústria compensar a perda de 2% em janeiro e fechar o primeiro trimestre no azul e em melhor condição do que antes da pandemia. Liderados pelo setor automobilístico, 14 dos 26 ramos cobertos pela pesquisa mensal produziram mais em março do que no mês anterior. Mas a média trimestral ainda ficou 0,4% abaixo daquela registrada nos três meses finais de 2021. Além disso, o volume acumulado em 2022 foi 4,5% inferior ao de um ano antes. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção de março ficou 2,1% abaixo daquela observada 12 meses antes. Pelo oitavo mês consecutivo, essa comparação mostrou recuo. Além disso, o volume produzido em março foi 2,1% menor que o de fevereiro de 2020, antes dos danos causados pela pandemia.

Como tem ocorrido em muitos países, a atividade industrial tem sido prejudicada, no Brasil, por desajustes globais. Primeiro ocorreram problemas de suprimento decorrentes da pandemia. Houve dificuldades de transporte e falhas na produção de semicondutores e de outros insumos. Depois vieram desarranjos na oferta de petróleo, gás e cereais, causados pela agressão russa à Ucrânia. A recente baixa da produção chinesa, resultante de restrições vinculadas a um surto de covid-19, complicou o cenário. Desde o começo da pandemia, os desajustes de suprimento e de produção foram agravados pela alta de preços.

A onda inflacionária vem sendo enfrentada em várias economias, incluídas a americana e a brasileira, com aumentos de juros destinados a conter a demanda. Também essa política deve arrefecer o crescimento industrial. No Brasil, o efeito tende a ser mais doloroso, porque o mercado interno vem sendo, há mais tempo, afetado pelo desemprego e pela redução da renda familiar. A persistência da inflação, já acima de 12% em 12 meses, torna mais difícil a recuperação da atividade. Mesmo com alguma melhora, a maior parte das projeções indica expansão econômica abaixo de 1% neste ano. A mediana das estimativas aponta crescimento de apenas 1% em 2023.

A crise da indústria, no Brasil, é muito mais que um problema conjuntural. O setor mostrou pouco dinamismo na maior parte dos últimos dez anos. Depois do tombo de 2020, ocasionado pela pandemia, houve forte reação da atividade em muitos países. No Brasil, a indústria de transformação produziu 4,9% mais que em 2020, mal conseguindo compensar a perda de 4,8%, de acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido). A indústria de transformação brasileira ficou em 82.º lugar numa lista de 113 países. Se o próximo governo der alguma atenção a esses fatos, o futuro será mais animador.

MINERAÇÃO

Valor - SP   05/05/2022

Liquidez ainda se encontra bastante afetada pelo feriado prolongado na China

Os preços do minério de ferro registraram leve alta no mercado à vista nesta quarta-feira, com a liquidez ainda bastante afetada pelo feriado prolongado na China.

Segundo índice Platts, da S&P Global Commodity Insights, o minério com teor de 62% avançou 0,4% no norte da China, a US$ 142,90 por tonelada.

Não houve negociação com contratos futuros na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), que permanece fechada até hoje por causa do feriado do Dia do Trabalho. Esse feriado, que começou no sábado, se estende por cinco dias na China.

IstoÉ Dinheiro - SP   05/05/2022

A CSN Mineração reportou lucro líquido de R$ 739, 1 milhões no primeiro trimestre de 2022, o que representa recuo de 68% em relação a igual período de 2021, e queda de 5,1% na comparação com o quarto período do ano passado. De acordo com a empresa, o desempenho reflete o aumento da receita unitária e poderia ter sido maior se não fosse a variação cambial que impactou as despesas financeiras no período.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de janeiro a março de 2022 atingiu R$ 2,415 bilhões, recuo de 34% ante igual período do ano anterior, mas avanço de 184% na comparação com o quarto trimestre de 2021.

A margem Ebitda ajustado para o primeiro trimestre de 2022 alcançou os 62,9%, abaixo dos 67% verificados em igual período do ano passado, porém acima dos 35,7% verificados no trimestre passado, encerrado em dezembro.

A receita líquida da empresa chegou a R$ 3,838 bilhões, o que significa queda de 30% ante os três primeiros meses de 2021 e avanço de 61% sobre o quarto trimestre de 2021.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor Investe - SP   05/05/2022

No mês, 13 capitais registraram aumento no valor de imóveis residenciais, com destaque para Goiânia (+1,51%), João Pessoa (+1,48%), Vitória (1,37%), Curitiba (+1,29%) e Recife (+1,25%)

O preço médio de venda de imóveis residenciais subiu 0,48% em abril, resultado um pouco abaixo da alta registrada em março, de 0,55%, segundo o Índice FipeZap, que acompanha o valor médio de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras.

A variação mensal do índice ficou abaixo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) esperada para abril, de 0,95%, segundo expectativa projetada no último Boletim Focus do Banco Central. Portanto, em termos reais (descontada a inflação), houve uma queda de 0,47 ponto percentual no preço médio de venda dos imóveis.

No mês, entre as 16 capitais acompanhadas pelo indicador, 13 registraram aumento no valor de imóveis residenciais, com destaque para Goiânia (+1,51%), João Pessoa (+1,48%), Vitória (1,37%), Curitiba (+1,29%) e Recife (+1,25%).

No ano, de janeiro até abril, o índice acumula alta de 2,07%, ante variação de 4,18% esperada para a inflação medida pelo IPCA no mesmo intervalo temporal. Todas as capitais brasileiras acompanhadas pelo indicador apresentam avanço em 2022, com destaque para os resultados observados em Goiânia (+8,56%), Vitória (+7,46%), Campo Grande (+6,15%) e João Pessoa (+4,29%).

Nos últimos 12 meses, o Índice FipeZap registra um avanço nominal de 6,29%, variação bem inferior à inflação acumulada pelo IPCA, de 12,01%, no mesmo horizonte temporal. Entre as 50 cidades monitoradas, Vitória tem a maior alta (+24,09%), seguida por Goiânia (+20,91%), Florianópolis (+15,64%) e Maceió (+15,50%).

Com base na amostra de imóveis residenciais anunciados em abril, o preço médio de venda foi de R$ 8.017/m² entre as 50 cidades monitoradas pelo índice. Entre as capitais acompanhadas, a cidade de São Paulo apresentou o valor médio por metro quadrado mais elevado no último mês (R$ 9.882/m²), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 9.729/m²) e Vitória (R$ 9.140/m²).

Na outra ponta, as capitais que apresentaram menor valor médio de venda residencial por metro quadrado em abril foram: Campo Grande (R$ 4.870/m²), João Pessoa (R$ 5.136/m²) e Salvador (R$ 5.478/m²).

Rodoviário

Valor - SP   05/05/2022

Vendas de linha leve, ou 'carroceria sobre chassis', foram destaque com expansão de 11,50% na comparação com igual período do ano passado

A produção de implementos rodoviários vem se mantendo estável neste ano na comparação com 2021. Segundo números divulgados na manhã desta quarta-feira (04) pela Anfir, entidade que representa cerca de 150 fabricantes do setor, no acumulado entre janeiro e abril foram emplacados 48.224 implementos, pequena queda de 0,86% em relação às 48.643 unidades do mesmo período do ano passado.

O destaque, no entanto, é que desta vez quem está sustentando as vendas do setor é a chamada linha leve, ou “carroceria sobre chassis” como é definida no jargão do setor. Nos primeiros quatro meses do ano foram entregues 22.156 implementos leves, alta de 11,50% na comparação com as 19.871 unidades emplacadas no ano passado no mesmo período. “Parece evidente que as obras de construção civil, sobretudo às ligadas ao mercado imobiliário, contribuíram para o resultado do segmento“, afirmou José Carlos Spricigo, presidente da Anfir, em nota divulgada à imprensa.

A linha de pesados, segmento de reboques e semirreboques fortemente influenciado pelo agronegócio, apresenta desempenho bem inferior neste ano. Entre janeiro e abril foram entregues 26.068 implementos, queda de 9,40% em relação aos 28.772 produtos licenciados no ano passado nesse mesmo intervalo de tempo. Para Spricigo, os clientes “estão mais cautelosos em adquirir novos produtos”. “O mercado está a espera de uma reação mais consistente da economia”, afirmou. Além do agronegócio, são tradicionais clientes do segmento os setores de infraestrutura e mineração.

Em abril os dois segmentos apresentaram queda na comparação com março. O segmento de pesados emplacou 6.564 unidades no mês passado, contra 6.844 implementos em março, perda de 4,1%. No segmento de leves a queda foi maior e chegou a 10,18%, com 5.674 implementos licenciados em abril ante 6.317 unidades no mês anterior. Segundo a Anfir, os feriados em abril não tiveram maior interferência no resultado.

Apesar do desempenho mais morno até abril, a Anfir mantém a previsão feita em janeiro para 2022. A expectativa da entidade é de crescimento entre 5% e 10% em volume sobre o ano passado, quando foram emplacados 162,7 mil implementos. Em 2021 o setor cresceu 33,47% sobre o ano anterior, que teve o resultado prejudicado pelo início da pandemia de covid-19 no segundo trimestre.

Projetado o desempenho no quadrimestre para todo o ano, o setor fecharia 2022 com cerca de 145 mil implementos licenciados, mas o segundo semestre é historicamente melhor, o que permite ainda manter as estimativas mais positivas.

NAVAL

CNN Brasil - SP   05/05/2022

As novas medidas de isolamento social na China, causadas por um aumento de casos de Covid-19 no país nas últimas semanas, já trouxe impactos diretos para a economia brasileira.

Foi o que confirmaram, à CNN, entidades do segmento ouvidas nesta terça-feira (3). Dessa forma, segundo elas, a expectativa de que a cadeia produtiva global fosse totalmente restaurada não deve mais se concretizar até o final deste ano, impactando também a vida dos próprios consumidores.

Um dos problemas atuais enfrentados no Brasil, causado pelo surto do vírus na China, é a escalada no custo do frete de navios cargueiros no país, sejam aqueles que pretendem atracar em portos brasileiros, como os que têm os portos asiáticos como destino final.

Xangai – cidade chinesa onde fica localizado o maior porto do mundo – adota lockdown rígido há pelo menos três semanas. O local é a residência de aproximadamente 25 milhões de pessoas, que precisaram alterar suas rotinas completamente.

À CNN, o diretor presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Silva, confirmou que a paralisação de navios cargueiros na China gerou uma escassez de oferta global e, consequentemente, uma alta no preço dos fretes.

Ele explicou que, no auge da pandemia, o container vindo da China para o Brasil custava em média US$ 6.800. Com o arrefecimento da doença, o preço do transporte desceu para US$ 6.200, no entanto, o valor já voltou ao patamar mais alto, segundo dados da ABTP. Antes do coronavírus, o valor de um container era de, aproximadamente, US$ 3.000.

“Essa elevação no preço já começa a acontecer. Navios que vinham da Ásia para cá e vice-versa não sabem se vão poder descarregar e seguir o percurso. Não sai e nem entra container, praticamente, na China. E sem dúvidas que uma escassez gera um aumento [no custo]. Muitos produtos são fabricados no país asiático e esse fluxo não está acontecendo, por causa da Covid-19. A gente vai começar a ver falta de containers”, salientou Jesualdo Silva.

O diretor presidente da ABTP disse ainda que o prejuízo econômico já é uma realidade nos principais portos do Brasil, como o de Santos e do Paranaguá (PR), que confirmaram o cenário. Ele aponta que a situação se intensificará cada vez mais, até que as restrições na China sejam aliviadas.

“Os primeiros que estão sentindo esses efeitos são os portos de Santos e Paranaguá. E o agravamento da situação depende de quanto tempo o lockdown vai demorar a ser totalmente liberado. O mercado reage à possibilidade da manutenção das medidas de isolamento social. Se durar mais de 15 dias, o cenário começa a aumentar mais ainda o preço de tudo. Temos que torcer que a situação seja regularizada o mais rápido possível”, completou.

Também sobre a situação atual na China, o Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), afirmou que a adoção das medidas restritivas no país asiático causou “interrupções significativas nas atividades locais de fabricação e transporte, o que inevitavelmente adiciona uma pressão extra no sistema logístico do país”.

O diretor-executivo da Centronave, Claudio Loureiro de Souza, destacou ainda que o desempenho geral da produção chinesa é o menor desde 2020, início da crise sanitária. Ele explicou como isso influência diretamente na economia brasileira.

“Ainda é prematuro prever quando ocorrerá a normalização da cadeia logística na China, o que continuará impactando todo o mercado global. O índice Caixin China General Manufacturing PMI, que mede o desempenho geral da produção do país, teve queda em março de 2022, com as taxas mais baixas vistas desde fevereiro de 2020”, afirmou Souza.

“Outra preocupação a ser considerada, no futuro, será a possível sobrecarga de volumes acumulados de contêineres e o possível congestionamento na armazenagem de mercadorias assim que os lockdowns forem sendo encerrados e as restrições removidas”, concluiu.
Consequências na prática

Para o coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV, Ricardo Teixeira, o aumento no custo do frete tem impacto direto para os brasileiros. À CNN, ele afirma que, caso o lockdown se estenda por muito tempo, o Brasil pode presenciar uma inflação de demanda, quando o preço dos produtos sobe por falta de oferta.

“Além da dificuldade em fazer o carregamento dos navios, você tem a escassez dos produtos a serem carregados na China. Os dois pontos fazem o preço do frete aumentar, que faz o preço dos produtos subir. Essa alta no custo para o consumidor final se dá pela escassez de produtos aqui no Brasil”, afirma Teixeira.

“A produção caiu muito na China, gerando uma queda na importação para os outros países, assim como aqui no país. Nós começamos a receber menos produtos, o que faz uma inflação de demanda no Brasil. Nós temos mais procura que oferta, e por isso o preço sobre. Tudo isso acontece pelo avanço da Covid-19 na China novamente”, explica.

O professor da FGV também destacou que a indústria automotiva brasileira é a que mais vai sofrer com a situação atual de Xangai, que registrou 58 novas contaminações na última segunda-feira (2), mesmo com a imposição de medidas restritivas contra o vírus.

No quesito exportação, o setor com a maior perda no Brasil deve ser a pecuária, segundo Ricardo Teixeira.

“O que mais importamos da China, sem dúvida, são peças automotivas. Importamos uma gama muito grande de produtos que vêm de Xangai, mas o principal, sim, são partes e sistemas dos nossos veículos. Essas peças vão ficar mais caras, com certeza, para o público caso a situação não melhore por lá”, finalizou p coordenador do MBA.

A CNN procurou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que não retornaram o contato.

Portos e Navios - SP   05/05/2022

Em reunião no Ministério da Infraestrutura, governador de Pernambuco, Paulo Câmara, recebeu a garantia de que o convênio de delegação de competência deve ser firmado nos próximos 60 dias

O governo de Pernambuco recebeu, nesta quarta-feira (4), a garantia do Ministério da Infraestrutura de que o processo de retomada da autonomia do Porto de Suape será concluído nos próximos 60 dias. O novo convênio de delegação de competência e retorno da autonomia na gestão dos contratos está em fase final de confecção pelo ministério. Suape deverá se tornar o terceiro porto público do Brasil a receber essa credencial.

De acordo com o ministro Marcelo Sampaio, o Porto de Suape reúne as condições para retomada da autonomia. Sampaio também destacou a publicação, no Diário Oficial da União do último dia 28 de abril, da retirada da Ilha de Cocaia dos limites físicos do porto organizado de Suape. A medida vai possibilitar a instalação, no local, de um terminal de minério que viabilizará a conclusão da ferrovia ligando as jazidas do metal do Piauí e o ancoradouro pernambucano, numa extensão de 713 quilômetros.

“Estamos avançando em pontos pelos quais lutamos há muitos anos. Tanto a viabilização da ferrovia quanto a retomada da autonomia de Suape são ações importantes que vão trazer mais desenvolvimento e empregos para o nosso estado”, comemorou Paulo Câmara. Na reunião, ocorrida no Ministério da Infraestrutura, o governador esteve acompanhado do presidente do Porto de Suape, Roberto Gusmão; do diretor de Planejamento do porto, Francisco Martins; e do deputado federal Fernando Monteiro.

“Com a retomada da autonomia, Suape vai readquirir a competência para a condução de estudos, elaboração de editais, realização dos procedimentos licitatórios e a celebração dos contratos relativos aos arrendamentos portuários com mais agilidade e menos burocracia. O complexo também passará a ser responsável pela aprovação das expansões e adensamento de áreas, além de prorrogações antecipadas de contratos em vigência”, explicou o diretor-presidente da estatal portuária, Roberto Gusmão.

Os portos públicos brasileiros perderam essas atribuições em 2013. Com isso, todas as tarefas administrativas relacionadas a novos investimentos em portos públicos passaram a ser gerenciadas pela SEP.

“É um processo que se arrasta há algum tempo e Suape vem lutando para retomar a sua autonomia. Isso é decorrente do atingimento do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias, que atestam a excelência na gestão do porto e que possibilitaram esse resgate. Tudo isso se soma a outras boas notícias que vêm sendo divulgadas e continuarão a ser veiculadas sobre Suape, em virtude de uma gestão estratégica bem definida”, pontuou o diretor de Planejamento e Gestão, Francisco Martins. “A autonomia vai dar mais celeridade aos processos, tornando Suape um porto ainda mais competitivo para atrair empresas e novas cargas, com impacto direto na economia do Estado, e na geração de emprego e renda para o povo pernambucano”, completou Roberto Gusmão.

PETROLÍFERO

Money Times - SP   05/05/2022

Segundo o banco, o setor se beneficia dos preços do petróleo mais altos no trimestre e margens ainda fortes no segmento de distribuição de combustíveis. Do lado negativo, a instituição cita o real mais valorizado e a queda de volumes no trimestre.

Para o Itaú BBA, o segmento das companhias produtoras devem se sobressair, com exceção da PetroRio (PRIO3) – que apesar de se beneficiar do contexto macro, deve reportar um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) um pouco menor no trimestre, devido à queda nas vendas de petróleo, diz.

Já as empresas de distribuição de combustível devem apresentar volumes mais fracos no período, resultando em margens Ebitda menores nos balanços trimestrais.

Destaques

A Petrobras, conforme o relatório assinado por Leonardo Marcondes e Monique Greco, deve apresentar forte geração de caixa e dividendos no trimestre.

“Esperamos que o faturamento da Petrobras se beneficie da maior produção doméstica de petróleo e preços de petróleo mais fortes”, explicam.

A companhia vai divulgar seu balanço na quinta-feira (5), e os analistas esperam um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 14,3 bilhões (R$ 74,4 bilhões).

Confira o calendário completo de resultados aqui.

Já as outras duas produtoras devem aproveitar o aumento da produção e renegociação de contratos de fornecimento de gás para de destacarem no período, segundo o Itaú BBA.

A PetroRecôncavo deve apresentar um Ebitda consolidado de R$ 333 milhões, segundo os analistas, “com o faturamento da empresa se beneficiando de uma maior produção aliada a preços mais altos de petróleo e gás”.

A 3R Petroleum reportou nesta quarta-feira (4) um aumentou do prejuízo em 662,2% no primeiro trimestre de 2022, a R$ 335,1 milhões. O Ebitda ajustado da companhia totalizou R$ 198,5 milhões, alta anual de 150,3%, acima do projetado pelo relatório do Itaú, de R$ 187 milhões.

Infomoney - SP   05/05/2022

Os estoques de petróleo avançaram 1,303 milhão de barris, a 415,727 milhões de barris, na semana encerrada em 29 de abril, informou nesta quarta-feira o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda de 200 mil barris.

Os estoques de gasolina tiveram queda de 2,23 milhões de barris, a 228,575 milhões de barris, ante expectativa de baixa de 300 mil barris. Os de destilados, por sua vez, recuaram 2,344 milhões de barris, a 104,942 milhões de barris, quando a previsão era de um recuo de 1,5 milhão de barris.

O estoque de petróleo no centro de distribuição de Cushing avançou 1,379 milhão de barris, a 28,829 milhões de barris.

A taxa de utilização das refinarias recuou de 90,3% na semana anterior a 88,4% na mais recente. Analistas previam, neste caso, 90,7%.

A produção média diária de petróleo dos EUA ficou estável na semana, em 11,9 milhões de barris, informou ainda o DoE.

O Petróleo - SP   05/05/2022

A produção da primeira fase começou no imenso campo de petróleo e gás natural em águas profundas de Mero, na costa brasileira.

Mero está localizada no bloco de Libra, a mais de 150 quilômetros (93 milhas) da costa do Rio de Janeiro, na prolífica área do pré-sal da Bacia de Santos.

A Libra é operada pela petrolífera nacional de Petróleo Brasileiro SA, também conhecida como Petrobras, com uma participação acionária de 38,6%. Seus parceiros no projeto incluem TotalEnergies (19,3%), Shell Brasil Petróleo Ltda., também conhecida como Shell Brasil (19,3%), China National Petroleum Corp. (9,65%), China National Offshore Oil Corp. (9,65%) e Pré-Sal Petróleo SA-PPSA (3,5%). A Shell Brasil é uma unidade da supermajor Shell plc.

“O anúncio de hoje serve como o mais recente lembrete da força de nossa posição em águas profundas no Brasil com ativos de classe mundial, uma bacia prolífica e um portfólio robusto”, disse Zoe Yujnovich, diretor de upstream da Shell. “O Mero faz parte da nossa posição central de Upstream, que é uma pedra angular da nossa estratégia Powering Progress para fornecer os recursos energéticos estáveis e seguros de que o mundo precisa hoje, ao mesmo tempo que investe na energia do futuro.”

Os hidrocarbonetos estão agora fluindo do navio Mero-1 flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO), o primeiro dos quatro FPSOs que o consórcio planeja implantar no campo.

Mero-1 tem capacidade para produzir 180.000 b/d de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos (cerca de 423 MMcf/d de gás natural. Os FPSOs subsequentes teriam a mesma capacidade, com partidas de produção programadas entre 2023 e 2025, disse a TotalEnergies .

Mero está em pré-produção desde 2017, com 50.000 b/d do FPSO Pioneiro de Libra.

A entrada em operação de Mero-1, juntamente com a entrada nos campos de Atapu e Sépia, oficialmente assinada em 27 de abril, aumentaria a produção de petróleo do pré-sal da Bacia de Santos da TotalEnergies em 30.000 b/d no segundo trimestre e em 60.000 b/d no quarto trimestre de 2022 para atingir 120.000 b/d até o final do ano, disse o CEO Patrick Pouyanné.

O desenvolvimento do campo de Mero “continuará com a adição de três FPSOs nos próximos anos, todos já em construção, que entregarão uma produção de mais de 650.000 barris de óleo equivalente por dia em 2026”, disse Pouyanné. “Com grandes recursos e uma produtividade de poços entre as melhores do mundo, este empreendimento ilustra a estratégia da TotalEnergies de focar em ativos de baixo custo e baixas emissões.”

O FPSO Mero-1 inicialmente será conectado a seis poços produtores e sete poços injetores, com a plataforma prevista para atingir o pico de produção até o final de 2022, disse a administração da Petrobras.

A capacidade de produção do FPSO equivale a 6% da produção total atualmente operada pela empresa. A Petrobras destacou que Mero é o terceiro maior campo do pré-sal, atrás apenas de Búzios e Tupi.

O gás rico em dióxido de carbono (CO2) do campo será reinjetado no reservatório para manter a pressão e melhorar a recuperação do petróleo, além de reduzir a liberação de CO2 na atmosfera, segundo a Petrobras.

O consórcio também está desenvolvendo “uma tecnologia inédita para separar o gás rico em CO2 do petróleo para reinjeção do fundo do mar, reduzindo a quantidade de gás que chega ao FPSO, aumentando assim a disponibilidade do FPSO para petróleo e a eficiência do projeto”, disse a Petrobras.

A empresa majoritariamente estatal acrescentou que o Mero-1 “faz parte de um dos programas de captura, uso e armazenamento geológico de CO2 mais robustos do mundo – chamado CCUS. Essas iniciativas estão alinhadas ao compromisso da Petrobras de reduzir a intensidade de carbono na área de exploração e produção em 32% até 2025.”

Petro Notícias - SP   05/05/2022

A PetroReconcavo deu um passo decisivo para adquirir da Petrobrás o chamado Polo Bahia Terra, um conjunto de 28 campos terrestres que está sendo vendido pela estatal petrolífera brasileira. Em comunicado ao mercado, a PetroReconcavo confirmou que sua oferta pelo ativo – feita em conjunto com a Eneva – foi selecionada pela Petrobrás. Agora, a transação entra na etapa de negociação dos termos e condições para a potencial aquisição.

Caso as conversas sejam bem-sucedidas, a PetroReconcavo terá 60% de participação e a operação do polo, enquanto a Eneva ficará com os 40% restantes. O Polo Bahia Terra possui estações coletoras e de tratamento, parques de estocagem e movimentação de petróleo, gasodutos e oleodutos, além da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) Catu e outras infraestruturas associadas ao processo produtivo. Todos os ativos fazem parte da transação.

A PetroReconcavo já obteve êxito em outros desinvestimentos da Petrobrás. Para lembrar, a petroleira independente também adquiriu o Polo Miranga, na Bahia, e o Polo Riacho da Forquilha, no Rio Grande do Norte. Além disso, no final do ano passado, a empresa também assumiu a titularidade do Polo Remanso, também na Bahia. O ativo já era operado pela PetroReconcavo desde 1º de fevereiro de 2000, através de um contrato de produção com cláusula de risco com a Petrobrás.

AGRÍCOLA

Agroin Comunicação - MS   05/05/2022

A AGCO, fabricante norte-americana de máquinas agrícolas de marcas como Valtra e Massey Ferguson, obteve lucro líquido de US$ 151,8 milhões, ou US$ 2,03 por ação, no primeiro trimestre deste ano. O resultado representa aumento de 0,66% ante igual período do ano passado, quando a companhia lucrou US$ 150,8 milhões, ou US$ 1,99 por ação. Em termos ajustados, o lucro passou de US$ 2,00 para US$ 2,39 por ação.

As vendas líquidas da companhia somaram US$ 2,686 bilhões no período, alta de 12,9% ante o reportado em igual intervalo de 2021. "A AGCO apresentou vendas e lucros recordes no primeiro trimestre, uma vez que a economia agrícola saudável continua a dar suporte à demanda global robusta", disse em comunicado o CEO da companhia, Eric Hansotia.

"Apesar dessa demanda elevada, as restrições da cadeia de suprimentos agravadas pelos impactos da guerra na Ucrânia continuam a influenciar nossas operações. Nossos resultados refletem aumentos de preços substanciais para compensar o aumento dos custos de material, maiores despesas de logística e outras ineficiências de fabricação."

Na América do Norte, as vendas aumentaram 14,7% no primeiro trimestre na comparação com um ano antes, para US$ 701 milhões. O desempenho foi motivado pelo aumento dos preços para mitigar as pressões de custos inflacionárias, juntamente com o aumento das vendas de tratores, grãos, proteínas e equipamentos, parcialmente compensados por menores vendas de produtos de plantio de precisão, disse a AGCO.

As vendas na América do Sul cresceram 48,2% na mesma comparação, para US$ 356,4 milhões. Excluindo o efeito do câmbio, o aumento foi de 41,8%. "As vendas cresceram fortemente em todos os mercados impulsionadas pela força contínua na demanda da indústria e impactos positivos de preços", disse a companhia. "Os melhores resultados na América do Sul refletem o benefício de maiores vendas e produção, um mix favorável e preços que compensam a inflação de custos de materiais".

Na Europa/Oriente Médio, as vendas somaram US$ 1,403 bilhão, aumento de 5,7% ante o primeiro trimestre do ano passado. Maiores vendas de tratores e peças de reposição juntamente com efeitos favoráveis de preços resultaram no aumento, afirmou a AGCO. Para todo o ano de 2022, a companhia espera vendas entre US$ 12,5 bilhões e US$ 12,7 bilhões, ante os US$ 12,3 bilhões projetados anteriormente.

A estimativa reflete a perspectiva de maiores vendas e volumes de produção, bem como de preços favoráveis para compensar a inflação de custos de material e mão de obra. A previsão de lucro por ação também foi elevada, de US$ 11,50 por ação para uma faixa entre US$ 11,70 e US$ 11,90.

A fabricante norte-americana de máquinas CNH Industrial, dona de marcas como Case IH e New Holland, registrou lucro líquido de US$ 333 milhões, ou US$ 0,24 por ação, no primeiro trimestre deste ano, informou a empresa nesta terça-feira. O resultado representa queda de 18,4% ante o reportado no primeiro trimestre de 2021, lucro líquido de US$ 408 milhões (US$ 0,30 por ação).

O lucro líquido ajustado, que exclui custos não recorrentes, foi de US$ 378 milhões no período (US$ 0,28 por ação), ante US$ 352 milhões (US$ 0,26 por ação) do primeiro trimestre de 2021. O Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado foi de US$ 429 milhões, alta de 9%. A receita líquida subiu 13,4% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, para US$ 4,645 bilhões.

Em comunicado divulgado para a imprensa e investidores, a companhia atribuiu a queda do lucro líquido no primeiro trimestre ao cenário prejudicado por interrupções na cadeia de suprimentos, mas manteve sua orientação para o decorrer do ano, apesar da perspectiva de restrições. "As pressões logísticas e a escassez de semicondutores, que não são exclusivas da CNH Industrial, devem permanecer como um vento contrário ao longo do ano", afirmou o CEO da companhia, Scott Wine, no comunicado.

As vendas de equipamentos agrícolas da CNH subiram 11,1% no trimestre, de US$ 3,038 bilhões para US$ 3,377 bilhões. O Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado do segmento ficou em US$ 426 milhões, avanço de 27% ante os US$ 399 milhões obtidos em igual intervalo do ano anterior. A companhia afirmou que o resultado foi impulsionado, principalmente, pelas regiões da América do Norte e América do Sul e reflete o aumento da demanda mundial por máquinas e equipamentos agrícolas, maior volume de vendas e realização de preços favoráveis.

Segundo dados da CNH, na América do Norte, a venda da indústria de tratores de baixa potência caiu 8%, mas aumentou os de média e alta potência tiveram alta de 9%. Na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), a demanda por tratores caiu 8%, mas a por colheitadeiras aumentou 6%. A procura por tratores na América do Sul aumentou 11% e, entre as colheitadeiras, a demanda caiu 9%.

A busca por tratores na Ásia caiu 14% e a por colheitadeiras aumentou 10%.Para o acumulado de 2022, a CNH informou que espera aumento de 10% a 14% nas vendas líquidas. Quanto ao fluxo de caixa livre, a projeção é de geração de caixa superior a US$ 1 bilhão no ano.

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