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05 de Abril de 2021

INDA

Exportação e rápida retomada sustentam resultados em 2020

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Valor - SP   05/04/2021

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SIDERURGIA

BTG troca Petrobras por Gerdau na carteira de abril; veja escolhas

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Investing - SP   05/04/2021

Os analistas do BTG Pactual (SA:BPAC11) decidiram substituir a Petrobras (SA:PETR4) pela Gerdau (SA:GGBR4) na carteira recomendada 10SIM de abril para manter a exposição a empresas que se beneficiam diretamente de uma economia global em crescimento, enquanto os riscos locais aumentam.

Eles citam ainda que a metalúrgica combina forte crescimento de receita e baixa alavancagem com alta na esteira da recuperação do setor imobiliário brasileiro e investimentos em infraestrutura nos EUA, responsável por 38% das vendas da companhia.

Os analistas ainda mantiveram Vale (SA:VALE3) e Suzano (SA:SUZB3) e tiraram Cyrela (SA:CYRE3) para colocar Cosan (SA:CSAN3), vendo a companhia muito bem posicionada para surfar no novo ciclo de crescimento de vários setores, apoiada pela capacidade de alocação de capital.

Eles também adicionaram a Locaweb (SA:LWSA3) por oportunidades de fusões e aquisições, que podem ser gatilhos de alta para a ação.

O banco manteve ainda Oi (SA:OIBR3), Totvs (SA:TOTS3), B3 (SA:B3SA3), PagSeguro (NYSE:PAGS) e Rede D’Or no portfólio.

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A importância do mercado siderúrgico para a economia brasileira

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Brasil Mineral - SP   05/04/2021

Não é novidade que o Brasil possui um terreno sólido de riquezas no campo siderúrgico e com forte inserção no mercado internacional, o que fomenta o desenvolvimento econômico brasileiro. Atualmente, as principais atividades que contribuem para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) são a agropecuária, responsável por cerca de 10%; o setor industrial, que representa 25%; e o setor terciário, que engloba comércio e serviços.

Apesar do momento conturbado do país, a indústria siderúrgica tem sido responsável por manter a economia em andamento, contribuir com a geração de empregos, câmbio, investimentos, importação e exportação. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil, a estimativa de queda da produção em 2020 reduziu-se de 18,8% previsto em abril, para 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Porém, com a retomada da economia, houve uma grande melhora e a demanda do aço já é a mesma de janeiro de 2020 (63%), ou seja, uma capacidade instalada total de 51,5 milhões de toneladas.

O fato é que o mercado siderúrgico é um importante fornecedor de insumos para diversos outros setores da indústria de transformação, bem como para a construção civil, representada por grandes empresas verticalizadas em diversas fases do processo produtivo. Mas, por se tratar de uma indústria intensiva em capital, necessita ainda de investimentos em ativos que, destinados a projetos de maturação, implicam elevado aporte de recursos.

Em contrapartida, essas companhias possuem uma forte inserção internacional, o que nos deixa sempre um passo à frente de outros países. Aqui no Brasil, as siderúrgicas possuem uma logística favorável, sendo que a maior parte das nossas indústrias estão concentradas próximas dos portos de embarque e das minas de minério de ferro, o que oferece acessibilidade na exportação. Além disso, o custo da nossa mão de obra é relativamente baixo, o nosso minério é com alto teor de ferro e possui um menor custo, o que beneficia a cadeia como um todo.

Em paralelo, percebemos que, aos poucos, as indústrias têm cedido às tecnologias e isso tem favorecido, e muito, o setor. É possível encontrar uma gama de soluções inovadoras que auxiliam a ter processos automatizados, ágeis e eficientes, e que ao mesmo tempo beneficiam no gerenciamento e na produtividade interna, aumentando assim a competitividade. Esse investimento, mesmo que de forma tímida, tem sido primordial, porém esse caminho deve ser o meio e não fim, isso porque qualquer tecnologia que provê o seu ROI é vista como potencial de aquisição pela indústria.

A área de logística interna, por exemplo, tem ganhado bastante com esse movimento por meio das soluções IOT+ SaaS (Internet of Things + Software as a Service), conseguindo grandes resultados na coleta e no processamento de informações importantes para a produtividade. E isso tem sido determinante na tomada de decisões, principalmente em tempos de distanciamento social em que a equipe no campo é menor, mas as máquinas não param e continuam trabalhando intensamente.

Mesmo com o câmbio favorável, a burocracia e a complexidade fiscal/tributária fazem com que os produtos brasileiros tenham dificuldades em competir internacionalmente. Mas o que tranquiliza a nossa economia é que um dos principais setores do país já está produzindo como antes, a projeção de crescimento para diminuir a capacidade ociosa continua e já é possível ver novos tempos para a indústria, sobretudo para a exportação e em investimentos em tecnologias 4.0 para que o aumento da produtividade acompanhe a provável retomada econômica.

* Vinicius Callegari é CCO e Head de Desenvolvimento Comercial da GaussFleet, maior plataforma de gestão de máquinas móveis para mineradoras e siderúrgicas.

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Com Biden, Brasil espera revisão de cotas para o aço

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Valor - SP   05/04/2021

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ECONOMIA

Balança comercial tem saldo positivo de US$ 1,5 bilhão, o menor em seis anos

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

A balança comercial brasileira teve um saldo positivo de US$ 1,482 bilhão em março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. Apesar do superávit, o desempenho é o pior para o mês desde 2015, quando o saldo foi de US$ 455,5 milhões.

A piora em relação ao ano passado é fruto de um crescimento mais acelerado da média diária das importações do que nas exportações.

As aquisições vindas do exterior somaram US$ 23 bilhões em março, com uma média diária 51,7% superior ao observado em igual mês de 2020. Já os embarques para fora do País totalizaram US$ 24,5 bilhões, com alta de 27,8% na média diária na mesma base de comparação.

No primeiro trimestre do ano, a balança comercial brasileira acumula um superávit de US$ 1,6 bilhão. Esse também é o pior desempenho para o período desde 2015, quando houve um déficit de US$ 5,6 bilhões.

Apesar de um primeiro trimestre com o pior saldo comercial desde 2015, a balança deve melhorar nos próximos meses e encerrar o ano com um superávit recorde, prevê o Ministério da Economia. As estimativas apontam um saldo positivo de US$ 89,4 bilhões, o que, se confirmado, será 75% maior que o ano passado e um recorde na série histórica.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucaz Ferraz, explicou que as projeções foram atualizadas com base na perspectiva de uma vacinação contra covid-19 mais rápida em diversos países, sobretudo nos mais desenvolvidos.

Além disso, o pacote fiscal de estímulo aprovado pelos Estados Unidos, no valor de US$ 1,9 trilhão, deve impulsionar o crescimento da economia americana e gerar efeitos positivos para outros países, entre eles o Brasil. O cenário de juros baixos também contribui para a melhora no saldo comercial.

Na previsão do início do ano, o governo projetava um superávit de US$ 53 bilhões para 2021. Na nova estimativa, tanto o desempenho das exportações quanto das importações melhoraram. Os técnicos esperam exportações de US$ 266,6 bilhões e importações de US$ 177,2 bilhões.

Ferraz disse que a corrente de comércio já vem melhorando desde o terceiro trimestre de 2020, na esteira da recuperação da economia doméstica e mundial.

Mais recentemente, houve incremento nas estimativas de exportação de soja. Na projeção de janeiro, os técnicos ainda não haviam incorporado o cenário de safra recorde do grão. Além disso, tem havido pressão nos preços de commodities vinda do crescimento mais expressivo de economias importantes como China de EUA.

Ferraz admitiu que há um risco de uma nova onda de covid-19, inclusive pelo surgimento de novas variantes, mas avaliou que isso não deve alterar de maneira significativa as projeções para o comércio exterior.

"Mesmo supondo que haja nova variante que retarde mais o processo (de recuperação), ou agrave mais a pandemia, e ela está no Brasil num estágio bastante sensível, entende-se que uma (eventual) nova onda global não deve trazer tanto impacto às economias", disse o secretário.

"Hoje, após o aprendizado dos governos com pandemia, a tendência é que as políticas públicas sejam mais focadas em setores como serviços, menos em produtores de bens. Temos um quadro mais focado e menos desnecessariamente agressivo de restrições", acrescentou. Para ele, também contribui para isso o aprendizado dos consumidores, que estão cada vez mais digitalizados.

O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, também ressaltou que o desempenho da balança comercial no primeiro trimestre tem sido muito afetado por operações contábeis de importação de plataformas de petróleo. Só em março, esse efeito foi de US$ 5,8 bilhões. Sem essas operações, o saldo da balança já estaria maior.

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A esperada retomada do comércio exterior

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

O saldo comercial mais baixo desde 2015 para o mês de março e para o primeiro trimestre do ano poderia ser sinal de dificuldades no comércio exterior, setor que vem apresentando comportamento notável, mesmo nos momentos mais graves das crises pelos quais o País tem passado. Há vários elementos, porém, que sustentam as projeções do governo de que, até o fim de 2021, o saldo comercial terá completado uma recuperação exuberante, para alcançar o valor recorde de US$ 89,4 bilhões, 75% maior do que o de 2020.

Tomados sem levar em conta os cenários que se desenham para a economia mundial e, em parte, também para a brasileira, os números divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia recomendariam cautela ou mesmo pessimismo. O saldo de US$ 1,482 bilhão em março é o menor para o mês desde 2015. Também o superávit do primeiro trimestre, de US$ 1,648 bilhão, é o mais baixo do período.

No mês passado, as importações cresceram mais do que as exportações, daí o encolhimento do superávit comercial na comparação com março de 2020. As importações vêm crescendo desde o fim do ano passado e, em 2021, foram mais estimuladas pela recuperação da atividade econômica. Já surgem, porém, sinais cada vez mais claros de que a recuperação está perdendo fôlego.

As estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior mostram uma evolução expressiva. A corrente de comércio – medida da integração da economia brasileira à mundial e resultado da soma de exportações e importações – no primeiro trimestre totalizou US$ 109,6 bilhões, 19% maior do que o de igual período de 2021.

As perspectivas da economia mundial são muito favoráveis para as exportações brasileiras. Há uma nova e expressiva alta no mercado internacional de alguns dos principais itens da pauta de exportações do País. Algumas das economias que mais demandam produtos brasileiros devem crescer em ritmo intenso. A da China deve liderar a expansão das principais economias do mundo neste ano. A dos Estados Unidos poderá ser fortemente estimulada pelo pacote anunciado pelo presidente Joe Biden.

Como o de outros segmentos, o desempenho da balança comercial está condicionado à evolução da vacinação aqui e no exterior e à capacidade dos governos de conter a expansão das novas variantes do coronavírus.

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‘Não inventamos demanda. Momento é bom para leilões’, diz ministro da Infraestrutura

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

O fato de o Brasil estar mergulhado numa crise sanitária em razão da covid-19 não é considerado pelo governo impeditivo para o País avançar na agenda de concessões. O investidor que vai disputar uma série de leilões neste mês, quando a União pretende contratar R$ 18 bilhões em investimentos, está de olho no longo prazo e no cenário macroeconômico, avaliou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Juros baixos em economias desenvolvidas e o real depreciado no País costuram um cenário interessante para quem é de fora, disse o ministro.

Além dos R$ 10 bilhões previstos na próxima semana, com leilões de aeroportos, portos e um trecho de ferrovia, no fim do mês, o governo ainda coloca para disputa a concessão da BR-153/080/414, entre Goiás e Tocantins, que prevê cerca de R$ 8 bilhões em investimentos.

O Brasil enfrenta um momento de crise e instabilidade pela pandemia do novo coronavírus. Há segurança para seguir com a agenda de concessões?

Tudo tem timing para acontecer. Nós estamos num momento bom para fazer concessões de infraestrutura. Temos uma situação de câmbio depreciado, o que para atrair investidores é interessante. Os ativos em dólar ficam baratos, o risco cambial nessa situação diminui para quem está trazendo dinheiro de fora. Também há uma situação de taxa de juros ainda baixa. Como os governos ao redor do mundo estão fazendo pacotes onde despejam muito dinheiro nas economias, a tendência é de começar a admitir um certo nível de inflação em vários países, e de em pouco tempo observar um movimento de subida de taxa de juros no mundo inteiro. Então aproveitar este momento para fazer leilões de infraestrutura é interessante.
Há um cenário positivo descrito, mas também vivemos numa situação ruim no Brasil pela pandemia. Esse cenário visto como positivo dá conta de compensar o atual contexto negativo?

Precisamos pensar sempre que o investidor de infraestrutura pensa a longo prazo. E o Brasil é interessante porque já tem tradição de respeito a contrato. Nós vamos fazer este ano leilões de ativos que foram concedidos pela primeira vez na década de 90. Foram contratos que atravessaram os governos FHC, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e vão ser relicitados. É isso que o investidor enxerga. Há um potencial muito grande de crescimento.
Os projetos foram repensados para absorver os impactos da crise?

Amadurecemos muito os estudos para medir o impacto na demanda próxima e futura, reavaliar elasticidade e velocidade de recuperação que teríamos em cada um dos ativos. Obviamente, tudo o que fazemos é sempre ouvindo muito o mercado. Não adianta estruturar sonhos, um ativo que ninguém quer. Se seguimos em frente, é porque o mercado deu esse feedback. Nós não inventamos demanda. Não íamos lançar uma série de leilões que não vão dar ninguém, uma sequência de leilões desertos. Nós trabalhamos no espaço que temos.
Estamos num momento da pandemia com várias restrições de deslocamento. Não sabemos como estará o cenário nas próximas semanas. Há receio sobre os leilões em São Paulo?

A Bolsa de Valores tem um protocolo rígido. Limitou muito a participação das pessoas, de representantes por interessado nos ativos. Íamos fazer uma reunião na Bolsa no dia 6 com todos os investidores, fundos, bancos, e decidimos fazer de forma virtual. E também teremos ao longo da semana reuniões one-on-one. Já estamos acompanhando o movimento de investidores estrangeiros que estão obtendo seus vistos para participar pessoalmente.
E desses leilões programados, quando o impacto de geração de emprego e renda serão sentidos? Até porque o investimento mais expressivo não chega no início das concessões...

Os investimentos de serviços iniciais já começam no ano que vem, e o investimento vai se materializar de forma mais contundente em 2023, 2024, quando vamos sentir de forma muito expressiva a geração de empregos. No caso dos ativos de 7 a 9 de abril são mais de 200 mil empregos, geração direta e indireta e efeito renda. A semana é bastante emblemática, pois contrata R$ 10 bilhões de investimentos, mais que o orçamento anual do ministério (em torno de R$ 7 bilhões).
De acordo com esse cronograma, o ano seria o de maior volume de investimento privado contratado, olhando o histórico dos últimos anos?

Com toda certeza. Será na ordem de R$ 120, R$130 bilhões de investimentos. Vamos ver muito investimento chegando em todas as áreas da Federação. Imagina de repente você ter um operador europeu no Aeroporto de Tefé (AM), Tabatinga (AM), de Cruzeiro do Sul (AC)? E tem interesse. Nós vamos ter grupos disputando o Bloco Norte.
Onde o sr. enxerga chance de concorrência mais agressiva?

Eu acho que vamos ter principalmente nos aeroportos uma grande concorrência. Mercados portuário e de ferrovias são um pouco diferentes. De ferrovias é muito intensivo em termos de capital e de certa forma dependente de quem tem o domínio da carga. De portos também há mais proeminência da verticalização. Então, normalmente, o dono da carga é quem vai operar os terminais portuários. Por exemplo, são quatro terminais de líquidos no Porto de Itaqui (MA) que serão leiloados. Quem vai entrar? São as distribuidoras de combustíveis, como já tem sido praxe no setor. Mas todos os ativos vão ter bid (lance).
Onde dá para apostar que vai haver novos entrantes?

Nos aeroportos devemos ver novos players participando da licitação. Na quinta rodada, por exemplo, tivemos a participação de players que não levaram. Alguns deles estarão novamente presentes. Não descarto a possibilidade de termos fundos participando do leilão desses ativos. (O governo mudou uma regra para operador aeroportuário na sexta rodada com a intenção de atrair fundos). Você tem empresas com dificuldade de caixa, e quando abre as portas para fundos de investimento, abre a porta para mais players. E devemos começar a assistir, nas rodovias, por exemplo, ao ingresso de alguns operadores, sobretudo europeus, que não estão no Brasil.

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Alta na Selic pode levar a aumento de R$ 100 bilhões na dívida pública até o fim de 2021

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

O "remédio amargo" da alta dos juros para conter a escalada da inflação em 2021 terá impacto também na dívida pública, que fechou em 90% do Produto Interno Bruto (PIB), em fevereiro. Considerando a atual composição dos títulos no estoque da dívida, a elevação da taxa básica de juros, a Selic, pode levar a aumento de cerca de R$ 100 bilhões no endividamento público até o fim deste ano, segundo cálculos do economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito.

Ele faz a ressalva, no entanto, de que o Tesouro pode optar por mudanças na estratégia de emissões de papéis para suavizar o impacto nos próximos meses. A dívida pública é emitida para financiar o buraco no Orçamento, ou seja, para pagar despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e tributos.

“Esse aumento dos juros no Brasil sem dúvida nenhuma vai trazer um custo financeiro para o Estado, e não tem como pensar diferente. Mas o que estamos comprando com esse custo é uma forma de evitar que a estrutura de preços no Brasil se degringole, o que teria um custo ainda maior”, diz Perfeito. O economista diz que os motivos para uma inflação mais alta ainda continuam presentes, com os preços das commodities (produtos básicos, como petróleo, grãos e minério de ferro) para cima. O IGP-M, índice que é usado normalmente para reajustar contratos de aluguel, acumula alta de 31,1% em um ano. "É um tiro de canhão na inflação, além do risco político que persiste. Tudo conspira contra", afirma.

A maior parte dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional para financiar o endividamento público remunera os investidores com base na Selic e na variação do índice oficial de inflação (IPCA). Do estoque total de R$ 5,198 trilhões em papéis nas mãos dos investidores no fim de fevereiro, quase 35% eram corrigidos pela Selic e outros 26% pela inflação.

Neste contexto, de acordo com o Banco Central, para cada 1 ponto porcentual de aumento na Selic mantido por 12 meses, há um acréscimo de 0,42 ponto porcentual na dívida bruta, ou R$ 31,4 bilhões em valores nominais. Para cada 1 ponto porcentual de aumento na inflação pelo mesmo período, a dívida cresce 0,16 ponto, o que equivale a R$ 11,8 bilhões.

O problema para o governo é que as expectativas tanto para a alta de preços em 2021 quanto para o patamar da Selic ao fim deste ano vêm sendo reajustadas para cima semanalmente pelo mercado.

No fim de janeiro, quando o Tesouro divulgou o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2021, as projeções dos analistas ouvidos pelo BC no Relatório Focus apontavam para um IPCA acumulado de 3,50% neste ano, com uma taxa básica de juros também de 3,50% ao fim de dezembro. Agora, dois meses depois, o mercado já espera uma inflação bem superior, de 4,81%. E o próprio Banco Central já coloca o IPCA em 5,0% ao fim do ano.

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreender em março com uma alta de 0,75 ponto porcentual na Selic, para 2,75% ao ano, o consenso dos analistas já é de uma taxa de juros de 5% ao fim deste ano. Alguns economistas vão além e projetam a Selic em 6% em dezembro.

No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta era de 51,5% do PIB. Para o Tesouro Nacional, porém, a escalada da inflação e dos juros não significa alta da despesa com a dívida no curto prazo. Embora reconheça o impacto da escalada dos juros e da inflação no endividamento brasileiro, o subsecretário da Dívida Pública do Tesouro, José Franco de Morais, explica que esse efeito não significa necessariamente um aumento da despesa de curto prazo do órgão, já que a maior parte dos papéis remunerados pela Selic não paga cupons semestrais aos investidores. Atualmente, o Tesouro emite títulos corrigidos pela Selic com prazos de vencimento de 1 e 7 anos, que carregam a Selic média deste período.

“É importante ressaltar que, ao elevar a Selic, o objetivo do Copom é conduzir expectativas em relação à inflação. A manutenção da inflação sob controle é a principal política que o BC pode fazer para auxiliar a gestão da dívida pública. Uma inflação mais controlada auxilia a aumentar a demanda dos investidores por títulos prefixados”, detalha.

Franco aponta ainda que a atuação mais firme do BC no combate à inflação deve ter um impacto positivo na ponta mais longa da curva de juros. O Copom já adiantou que deve aumentar a Selic em mais 0,75 ponto porcentual em maio, para 3,50% ao ano, mostrando mais rigor no combate à inflação.

“A normalização da política monetária tende a reduzir a inclinação da curva de juros, mas esse impacto na ponta mais longa ainda não ocorreu porque aconteceram muitas coisas nas últimas semanas. Tivemos ruídos em torno da PEC emergencial no começo de março, ruído sobre o Orçamento na segunda metade do mês, além da alta das taxas de longo prazo dos Treasures (títulos norte-americanos) nas últimas semanas”, diz o técnico.

Para o subsecretário da Dívida, ainda é cedo para se falar em uma revisão no Plano Anual de Financiamento do Tesouro, até porque, segundo ele, a Selic e a inflação são apenas duas variáveis de um conjunto mais amplo de fatores que o órgão considera para montar sua estratégia.

“Tivemos dois meses com condições de mercado não ideais. Mas a redução de incertezas a partir de agora vai contribuir muito para a gestão da dívida. Temos uma reserva de liquidez (dinheiro no caixa do Tesouro para o refinanciamento da dívida) mais confortável este ano (atualmente em R$ 933 bilhões). Ainda haverá a liberação de recursos dos fundos e o retorno dos pagamentos de bancos públicos. A pressão que o Tesouro sentiu em 2020 não deve se repetir neste ano, até mesmo porque o déficit fiscal do governo será bem menor em 2021”.

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Sete em cada dez das pequenas indústrias de SP enfrentam alta de custos

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

Sete em cada dez micro e pequenas indústrias de São Paulo tiveram aumento significativo nos custos de produção em fevereiro, segundo levantamento do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi) antecipado com exclusividade para o Broadcast/Estadão. Mais de 90% dos empresários se queixaram do encarecimento de insumos.

Além das matérias-primas, houve elevações nas despesas com mão de obra e salários, transporte e logística. Em março do ano passado, quando a crise sanitária começava a se agravar no Brasil, apenas 31% da categoria percebia alta de custos, de acordo com o Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, encomendado pelo Simpi ao Datafolha.

“A causa raiz foi a quebra da cadeia produtiva na pandemia: 35% dos empresários perderam algum fornecedor por recuperação judicial ou falência, e 42% perderam algum cliente por recuperação judicial ou falência”, justificou Joseph Couri, presidente do Simpi, que também apontou dificuldades na obtenção de insumos, acesso ao crédito e redução na demanda.

A pesquisa do Simpi mostra que os pequenos e micro empresários industriais têm relatado quatro tipos de problemas no acesso a insumos: preços altos, prazo longo para entrega, baixa qualidade e desabastecimento.

De acordo com a pesquisa, 93% das micro e pequenas indústrias apontam a alta de preços de insumos como maior entrave à produção, e 68% reclamaram de falta matéria-prima nos fornecedores. Outros 68% registraram atraso em entregas, e 31% relataram queda na qualidade do material fornecido.

As matérias-primas brutas já estavam 70,13% mais caras em março deste ano em relação ao patamar de preços de um ano antes, segundo a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo André Braz, coordenador de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), o avanços nos preços tem sido impulsionado por uma combinação de valorização de commodities no mercado internacional e de alta do dólar em relação ao real.

“Isso vai acabar indo sem dúvida nenhuma para a ponta, para os preços aos consumidores”, lamentou Joseph Couri.

Em meio a um cenário de recrudescimento da pandemia de covid-19, atividade econômica ainda em recuperação, mercado de trabalho com desemprego elevado, inflação pressionada e queda na renda da população com o fim do pagamento do auxílio emergencial, as empresas industriais têm dificuldades de repassar na venda de seus produtos a totalidade dos aumentos nos custos de produção.

Ainda no IGP-M, da FGV, os preços dos bens finais acumulam um aumento de 21,17% no atacado nos 12 meses encerrados em março, menos de um terço da alta das matérias-primas brutas.

A inflação da indústria, apurada pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vem batendo recordes nos últimos meses. Os preços dos produtos industriais na porta de fábrica tiveram uma alta inédita de 5,22% em fevereiro, acumulando um encarecimento de 28,58% no período de um ano, resultado mais elevado da série histórica iniciada em janeiro de 2014.

“Ou as empresas repassam ou elas quebram”, concluiu Joseph Couri.

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Impasse no Orçamento agrava a incerteza fiscal, diz presidente do BC

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

Duas coisas tiram hoje o sono do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto: a vacinação no Brasil, que vai ditar o ritmo de abertura da economia, e o risco de descontrole das contas públicas. Os dois fatores estão no radar do BC para a definição dos próximos passos da taxa Selic, os juros básicos do Brasil, que depois de cair para o patamar histórico de 2% ao ano, subiram para 2,75% para conter o avanço da inflação. Agora é o Orçamento que pode aumentar o risco fiscal e atrapalhar a condução da política de juros. A lei orçamentária foi aprovada pelo Congresso com despesas subestimadas e pode se tornar inexequível. Negociações estão em andamento entre governo e Congresso para a saída do impasse. “Se o Orçamento passar a percepção de que ele é inexequível, é um fator que vai preocupar o BC”, diz. Na conversa com o Estadão, Campos Neto defende o liberalismo como “a solução para o País” e diz que nunca houve um convite para substituir o ministro Paulo Guedes, uma especulação que circula no mercado de tempos em tempos.
O sr. já disse que o descontrole fiscal é o que lhe tira o sono, depois da ampliação das vacinas. O Orçamento federal com “maquiagem” agravou a insônia?

Eu demonstrei preocupação com os dois pontos. A vacinação é o que faz a economia abrir. Para o BC, é relevante ter uma estimativa de abertura da economia para traçar o nosso cenário. O segundo ponto é o fiscal (os gastos públicos). Olhando as curvas de juros do mercado, há um prêmio muito grande relacionado à incerteza fiscal (os investidores cobram mais caro para financiar o governo porque colocam em dúvida a sustentabilidade das contas públicas). Qualquer incerteza em relação ao Orçamento agrava a incerteza fiscal. Entendo que o Orçamento ainda não está fechado e estou acompanhando para ver qual é a informação que vai sair da negociação para usarmos nos nossos cenários.
Por que é importante esse olhar para a política fiscal?

É muito importante que a gente passe uma mensagem de credibilidade em relação a uma convergência fiscal à frente. Tivemos um desvio ocasionado pela pandemia, mas é muito importante mostrar uma consolidação fiscal. Quando olhamos a reação do mercado e dos agentes econômicos às notícias fiscais, é uma preocupação que está no topo da lista, é o que tem sido responsável por fazer o risco do Brasil ser elevado, diferenciado o País do resto dos países. Hoje, somos o País mais endividado do mundo emergente.
O Orçamento de 2021 acrescentou um ingrediente a mais nesse risco?

Se o Orçamento passar, a percepção de que ele é inexequível ou precise fazer algum tipo de suplementação de crédito para que atinja os números é um fator que vai preocupar o BC. É um fator que vai alterar o prêmio de risco fiscal que está embutido nas variáveis macroeconômicas e isso atrapalha a condução da política monetária (a calibragem da taxa básica de juros para o controle da inflação).

Há risco de essa pressão adicional de suplementação de gastos ser um caminho para o estouro do teto de gastos?

Sempre existe uma preocupação relacionada ao estouro do teto de gastos (a regra constitucional que atrela o ritmo de crescimento das despesas à inflação). Mais do que o estouro em si, que é mais um símbolo, é se vamos conseguir passar uma mensagem de credibilidade. Ou seja, qual é o plano fiscal indo para a frente. Qualquer tipo de gasto extra vai causar aumento do prêmio de risco e influenciar a reação do BC.
O BC surpreendeu ao elevar os juros com uma dose mais forte que o esperado, e o dólar não baixou como se esperava. Por quê?

O BC não faz nenhuma política de juros olhando para o câmbio. O que importa é como o movimento do câmbio afeta a inflação. O movimento dos juros foi feito com os cenários que nós tínhamos. Na parte do crescimento, tínhamos boas notícias. O resultado do quarto trimestre tinha sido melhor que o esperado. Em janeiro, já tínhamos um número fechado, que é surpreendente levando em consideração que havia efeito menor do auxílio emergencial. Fevereiro, pelos dados preliminares, está aparecendo melhor. Já março, abril e uma parte de maio, entendemos que vai ter uma queda da atividade pelo agravamento da pandemia. Na parte inflacionária, o que tentamos comunicar é que tivemos um aumento grande da expectativa de inflação em relação a 2021. Grande parte se dá por fatores temporários, mas entendemos que teve uma contaminação da inflação através das cadeias (produtivas).
O Brasil não tem fundamentos sólidos para conviver com juro baixo, como o de 2% ao ano?

Os juros em 2% estavam dentro de um contexto de inflação e crescimento que não se realizaram. Entendemos que o Brasil ainda precisa de condições estimulativas. Ou seja, uma taxa de juros que estimule a economia. O BC não vai sair de onde está hoje para uma taxa neutra de juros (aquela adequada para estímulo de um País sem gerar instabilidade na inflação ao longo do tempo). O BC fará uma normalização da taxa parcial. Essa é a mensagem. Lembrando que não foram só os juros que serviram como estímulo. Fizemos um amplo conjunto de medidas, o que fez com que o crédito tivesse uma performance muito boa. Apesar de tudo que tem acontecido, nós revisamos a previsão de crédito em 2021 ligeiramente para cima. Na inadimplência, que é um fator que todos tinham preocupação, fomos surpreendidos com ela mais baixa do que imaginávamos.
O BC começou a construir o entendimento que, se reagir rápido e mais forte, o aumento total de juros poderá ser menor. Isso antecipa uma resposta mais agressiva na próxima reunião do Copom, como uma alta de 1,25 na Selic?

O que dissemos é que, a menos que as condições mudem de forma extraordinária, o que antecipamos é uma nova alta de 0,75 ponto porcentual. Num contexto que não se realizou e de inflação acima do esperado, com um processo de contaminação, acreditamos que fazer mais rápido significa que podemos antecipar e fazer menos no total.
Críticos apontam que o BC deixou os juros baixos demais e acabou deixando o dólar e inflação escaparem...

É normal esse tipo de crítica. Vemos sempre opiniões muito distintas. Quando a gente estava lá rodando com previsão de crescimento bem negativa e existia expectativa de inflação de até 1,5%, teve uma crítica muito grande de que o BC deveria ter reduzido muito mais os juros. Agora, que há um recrudescimento da inflação, existe uma crítica de que os juros não sobem mais rápido. Nossa missão é sempre conduzir as reuniões com argumentos técnicos e tentar ser o mais transparente possível. Lembrando que o nosso processo de transparência tem aumentado. Temos divulgado muito mais os modelos do que era feito no passado para que os agentes econômicos tenham uma percepção clara do que passa na cabeça do Copom e o que estamos discutindo no dia a dia.
Como o BC se viu diante de uma encruzilhada de ter tido que subir os juros num cenário de retração da atividade?

Nossa meta primordial é a inflação. Na nossa linguagem deixamos claro que essa alta não vai influenciar fortemente o crescimento de 2022. O BC controla os juros curtos (a taxa Selic), mas tem um conjunto de outras variáveis que não estão no controle do BC, como a curva longa de juros, o câmbio e outras condições. É importante conduzir a política com credibilidade. É o que maximiza, ao longo do tempo, o processo onde a inflação seja menos volátil, mais estável e baixa.
Em Brasília, têm ocorrido muitos ruídos políticos que se misturam com a economia. Isso traz insegurança e pressiona o dólar e a inflação?

É mais difícil mapear os ruídos políticos. Como somos um órgão técnico, o que nós usamos é informação que é passível de ser quantificada no nosso dia a dia e o impacto na política monetária e na visão do futuro. O ruído político faz parte. É difícil comentar, porque não participo dessas decisões. Mas estamos sempre atentos a como isso impacta o prêmio de risco e as expectativas.
O Brasil precisa ter medo em relação à aceleração da inflação?

Se olharmos os anos de 2014, 2015 e 2016, tivemos vários meses seguidos de inflação para cima e crescimento para baixo. O BC tem de agir para que essa contaminação não leve a uma mudança estrutural no patamar de preço. Não achamos que a inflação tenha possibilidade de sair do controle. Acreditamos que estamos com a análise correta em relação ao que tem acontecido e sempre enfatizando que não temos como atuar numa inflação de curto prazo. O nosso horizonte é um pouco mais longo. O importante é passar a mensagem de que o BC tem total autonomia, sempre entendendo que o nosso horizonte é um pouco mais longe do que o imediato. O Brasil tem sido diferenciado, porque além da alta das commodities (produtos básicos, como petróleo, grãos e minério de ferro), tivemos uma desvalorização do câmbio.
O BC, nos seus números, conta com uma retomada robusta no segundo semestre, assumindo que a vacinação vai decolar.

Não cabe ao BC especular se as vacinas existem ou não. Pegamos os números divulgados pelo Ministério da Saúde e imaginamos que essas doses serão aplicadas. O que a gente sabe é que, uma vez aplicada e passados 15 dias, tem um efeito tanto da primeira quanto da segunda dose. Fazemos as simulações nesse sentido. E, olhando as doses que estão disponíveis, vendo a faixa etária da população e onde se consegue chegar, conseguimos ver um cenário bem melhor.
O que pode acontecer?

Obviamente, se no período de vacinação a abertura for muito rápida e tiver uma nova onda de contaminação, como está tendo em alguns lugares - acho que é até uma experiência boa para o Brasil ver o que está acontecendo em outros lugares -, pode de fato ter algum prejuízo à reabertura. Mas o BC não trabalha com especulações e nem somos da área da medicina. O que fazemos é uma curva de vacinação e tentamos imaginar a sua eficiência. E, baseado nisso, acreditamos que no segundo semestre vamos ver uma reabertura da economia.
O presidente Jair Bolsonaro sempre manifesta muita preocupação com a alta dos preços. Qual é sua relação com o presidente em relação a esse tema tão sensível?

Tenho sempre dito que tenho liberdade total para trabalhar, tem umas conversas onde eu apresento os cenários. Inflação é uma preocupação de qualquer presidente em qualquer lugar do mundo. Ainda mais no mundo emergente, onde a inflação de alimentos corrói muito o poder aquisitivo da população de mais baixa renda. Mas a formulação e apresentação dos cenários é feita sempre com intuito de esclarecer e levar uma visão técnica do BC. É sempre assim que temos atuado.
O sr. tem saído a campo nas conversas com lideranças políticas na defesa de medidas. No dia da votação da PEC emergencial, foi a uma reunião na casa do presidente da Câmara, Arthur Lira. Essa postura recebe críticas e também apoio. Como vê os críticos de que há politização no BC?

Quando eu cheguei ao governo, perguntei ao meu antecessor (Ilan Goldfajn) como era o relacionamento com o mundo político. Ele disse: “Olha, nós temos uma agenda, fazemos reuniões periódicas para explicar. Grande parte dela tem de passar no Congresso”. Existe uma relação para explicar os projetos. E continuamos atuando da mesma forma. Faz parte.
Mas no dia da votação da PEC, não era a agenda do BC. Era uma agenda de governo.

Tenho uma interação natural sobre a agenda do BC e tem uma parte de esclarecimento técnico. Às vezes, o esclarecimento técnico é formal. É chamado para ir ao Congresso e, às vezes, algum parlamentar fala “você pode fazer uma apresentação de economia, como o BC está vendo o cenário”. No caso referido, eu fiz uma apresentação sobre o que eu achava no cenário do BC. Obviamente, dentro daquele contexto (votação da PEC), da fragilidade fiscal, da importância que era o fiscal (contas públicas), para o nosso cenário. Essa percepção de que o BC está envolvido na parte fiscal não é verdade. Não participei de nenhuma reunião de Orçamento. A nossa função é técnica. Faz parte falar das variáveis que impactam o cenário macroeconômico. E o fiscal é um deles. Não entrei em nada específico sobre a PEC.
Não se via um presidente do BC tão atuante na área política. O sr. há de concordar, não?

Não. Não concordo, não. Eu atuo de uma forma bastante parecida com a do meu antecessor.
Um dos argumentos que o BC utilizou para aumentar os juros era de que a economia estava se recuperando, por conta de dados melhores do Caged. Mas especialistas questionam essas informações.

Há hoje uma diferença entre o que indica o Caged (geração de vagas com carteira assinada) e a Pnad (todo o mercado de trabalho, incluindo os informais). A nossa conclusão é que podemos dizer que a parte formal do emprego, sim, recuperou rápido. Na parte informal, existe uma dúvida. Parte das pessoas acha que, com a economia reabrindo no segundo semestre, a parte informal recupera rápido. Outro grupo avalia que a parte informal pode não se recuperar tão rápido porque teve mudanças estruturais durante a pandemia. Acreditamos que, sim, a parte informal foi surpreendente. Baseado em todos os dados disponíveis. O BC não disse em nenhum momento que tem um crescimento espetacular. Ao contrário, abaixamos a previsão (para o PIB) de 3,8% para 3,6% em 2021. Temos um cenário de abertura no segundo semestre que é um pouco mais otimista.
O ministro Paulo Guedes diz sempre que o sr. é 100% fiel a ele. Mas toda vez que ele está na fritura, a primeira notícia que aparece é que o sr. é candidato a ficar na vaga dele. Como vê essas especulações?

Gastamos muito tempo falando de pessoas e pouco tempo falando de ideias. Eu prefiro sempre falar de ideias. Têm pessoas que estão mais alinhadas com as minhas ideias. Eu diria que o ministro Paulo Guedes é 100% alinhado com as ideias. Obviamente, é impossível achar dois economistas que pensam exatamente igual sobre tudo, mas de uma forma geral, temos um grande alinhamento de ideias. E todo debate que eu faço, não só com o ministro, mas com todos os outros, é no campo das ideias. Eu acredito nesse movimento, que foi iniciado, que é o dos liberais. A saída para o Brasil é menos pública e mais privada. Tem uma frase de um economista chileno que eu gosto muito, que é: “O Brasil gastou muitos anos tentando achar soluções públicas para os problemas privados”. Mas o que a gente precisa fazer é o contrário. Precisamos achar soluções privadas para os problemas públicos. E está cada vez mais óbvio isso na forma como o cenário macroeconômico tem se desenvolvido.
O sr. não respondeu à pergunta sobre substituir Guedes.

Nunca houve convite. Eu tenho uma agenda no BC a seguir. Tenho uma missão no BC a cumprir. A minha agenda comunga das mesmas ideias do grupo econômico como um todo, e o que tentei explicar foi como essa agenda é importante e como eu posso, do meu lado, do cargo que ocupo, ajudar nesse pensamento liberal.
A política liberal do governo não ficou enfraquecida depois dos episódios de intervenção na Petrobrás, no Banco do Brasil?

Eu prefiro falar sobre as coisas que estão ao meu alcance. No BC, sempre tivemos total liberdade de atuação. Independência total. Existe entendimento que é um órgão técnico. Sempre temos um debate aberto com a sociedade e com o governo. Acredito que o liberalismo é a solução, porque o Estado brasileiro está intoxicado pelo seu tamanho. Precisamos ganhar eficiência diminuindo o seu tamanho e não aumentando. Existiram tentativas feitas no passado de ganhar eficiência através de aumento, e não deu certo. Estamos aqui para fazer uma tentativa diferente, o pensamento liberal. Eu não posso comentar sobre empresas que não são reguladas pelo BC, como o BB, e sobre temas de outras empresas.
Não há um retrocesso na agenda liberal?

Vejo um grande processo de negociação que acontece em todo sistema político, em toda democracia, onde tem interesses distintos. E onde nós do governo, da equipe econômica, tentamos demonstrar, porque acreditamos que as nossas ideias fazem sentido. Essa é a saída para o País. Agora, eu sou responsável pelo BC. O BC faz política monetária, cambial, faz a parte de crédito. A nossa agenda do BC vai no sentido de uma agenda liberal, que é criar competição bancária, fazer um agenda de sustentabilidade. A nossa agenda está toda ligada ao pensamento liberal. Ao invés de comentar sobre as outras, eu comento sobre a minha. O que eu posso trazer como contribuição dentro do cargo que ocupo. Ela tem demonstrado ser de competição, de inclusão, de aumento de educação financeira. Grande parte do nosso pensamento é fazer com que as empresas grandes consigam ir para o mercado de capitais, para que os bancos possam ter mais espaço no balanço para emprestar para empresas médias e pequenas e ter mais fintechs. Olha o Pix, por exemplo, que teve enorme inclusão de novos modelos de negócios. Essa é nossa forma de contribuir com as ideias liberais.
O que mudou no BC autônomo?

Fica um arcabouço de separação de política monetária do ciclo político que é muito, muito vantajoso. Lembrando que a autonomia do BC é um equilíbrio de poderes total. Tem um equilíbrio do presidente do BC e o presidente do País. Ou seja, o ciclo do presidente do BC e o político. Tem equilíbrio entre o mandato do presidente do BC e dos diretores. Lembrando que o presidente do BC vai nomear dois diretores. É um arcabouço mais sustentável quando olhamos para o longo prazo. E por ser mais sustentável, e passar uma credibilidade maior, faz com que ao longo do tempo a inflação seja mais baixa e volátil. Os estudos mostram isso.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Alta de custos na construção e juro maior devem elevar preços de imóveis e frear lançamentos

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Globo Online - RJ   05/04/2021

RIO - O aumento nos custos da construção civil, a alta dos juros e a demora na vacinação contra a Covid-19 representam um sinal de alerta para o mercado imobiliário. A expectativa é que essa combinação de fatores não só eleve os preços dos imóveis como ajude a frear os lançamentos previstos para 2021.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) reduziu a expectativa de vendas e lançamentos de alta de 10% para estabilidade em relação ao ano passado, quando foram anunciadas 152 mil novas unidades residenciais.

A alta do dólar tem peso forte na equação, com impacto no custo de matérias-primas. Nos últimos 12 meses, o aumento médio foi de 15% a 20%. As construtoras citam itens como cobre, que subiu mais de 200% no período, aço (com alta de 70%) e cimento (45%), entre outros.

— Se tivermos o mesmo número de 2020 será ótimo. A vacinação não avança. Estamos num cenário de alta nos custos e de risco de desabastecimento. Já criamos fóruns regionais para entender o motivo de produtos como aço e cobre não estarem chegando nas empresas — disse Celso Petrucci, presidente da Comissão de Indústria Imobiliária da Cbic.

A expectativa é de aumento de até 6% nos preços dos imóveis este ano, segundo projeção da FipeZap. É uma alta mais forte do que a expectativa de inflação para este ano, de 4,81%, segundo o boletim Focus. No ano passado, os preços de vendas de casas no país subiram 3,7%.

— O aumento das matérias-primas preocupa, pois vai ser repassado ao consumidor. A pandemia trouxe incerteza, elevou a cotação do dólar e interrompeu o ciclo de produção, o que impacta os custos do setor. A expectativa é de aumento nos preços, o que pode frear as vendas — disse Milton Bigucci Junior, diretor técnico da construtora MBigucci e presidente da Associação dos Construtores do Grande ABC.

O economista Danilo Igliori, do DataZAP, avalia que os financiamentos devem ficar mais caros com o avanço da Selic a médio e longo prazos. O Banco Central elevou a taxa de 2% para 2,75% ao ano e indicou novo aumento de igual magnitude (0,75 ponto percentual) em maio.

Para os especialistas, o juro mais alto tende a reduzir a demanda por financiamento ao longo do ano e encerrar o ciclo de recordes. Em janeiro e fevereiro, houve alta de 77% na compra de imóveis financiados na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, para 74,3 mil imóveis, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

— Em 2021, os preços podem subir, em média, entre 4,5% e 6%. Neste início de ano, Curitiba, Manaus e Brasília acumulam alta superior a 10%, menor que os 4,1% em São Paulo e os 2% no Rio. O custo maior ao longo de 2021 vai contaminar primeiro imóveis novos e depois usados. Podemos ver alguns lançamentos adiados, a depender de como a economia vai se comportar — disse Igliori.
Mudança de estratégia

Segundo Michel Gottlieb, presidente da RJZ Cyrella, os custos subiram em média 15% para empreendimentos em Rio, São Paulo e Região Sul. Ele destaca o aumento das matérias-primas e da mão de obra. Para driblar esses efeitos, a empresa renegociou contratos e mudou o relacionamento com fornecedores:

— Passamos a comprar antecipado e em escala para reduzir os custos e criar uma proteção. Todos os insumos estão subindo, como aço, alumínio, vidro e cobre. E muitas fábricas preferem exportar por causa do dólar. Estamos apertando a margem sobretudo para os imóveis do Programa Casa Verde e Amarela, que tem teto de até R$ 240 mil.

Com a estratégia de reduzir os custos, a RJZ vem mantendo seu calendário de lançamentos no Rio, com imóveis de alto padrão em Barra da Tijuca, Botafogo e Arpoador, além de projetos populares em Campo Grande e Cachambi.

— O aumento dos juros em dois a três pontos neste ano já está na conta. O que preocupa é se chegar a 10%. Hoje, apesar desse aumento e da perspectiva de alta, estamos em um patamar muito abaixo do que no passado — afirmou Gottlieb.

Maurício Corrêa, diretor comercial da construtora Jeronimo Da Veiga, diz que já há uma antecipação de compras diante do receio de aumento de preços. Ele cita alta de 50% nas vendas do primeiro trimestre frente a igual período de 2020.

Por isso, a empresa manteve o lançamento de oito empreendimentos do Casa Verde e Amarela previstos para 2021.

— Está havendo uma espécie de corrida ao ouro por causa da perspectiva de aumento dos juros — disse Corrêa. — Estamos absorvendo os gastos para não ultrapassar o teto do preço do programa do governo federal. Por isso, estamos aumentando estoques. A vacinação vai ser essencial para saber como vai ser o ano.

Construtoras relatam que já há pressão do setor para que o governo aumente o teto do Casa Verde e Amarela. A construtora MBigucci tem hoje a perspectiva de lançar três empreendimentos em São Paulo, além de outros dois que já estão em construção.

— As entidades do setor estão pedindo ao governo para aumentar o teto, mas ainda não há uma resposta — afirmou Bigucci Junior.

Mas os efeitos também são sentidos em imóveis mais caros. Gabrielle Calçado, gerente comercial da Mozak, que atua no segmento de alto padrão na Zona Sul do Rio, vê tendência de alta de custos:

— Os reajustes de preços serão inevitáveis. Com o aumento no valor dos materiais, o custo da obra vem sofrendo acréscimo. O preço do imóvel deverá refletir esse aumento.

Com o lançamento de seis empreendimentos previstos para 2021, ela disse que a alternativa foi adotar novas tecnologias. Ela citou métodos de construção que reduzem o desperdício de materiais.

'Produto em falta': Fila de espera para comprar automóvel chega a até 4 meses

Patricia Judice de Araujo Esteves, sócia e vice-presidente da imobiliária Judice & Araujo, avalia que, no Rio, a alta começará pela Zona Sul, mas que o investimento em imóvel segue como prioridade:

Com pandemia e home office, as pessoas passaram a dar mais valor para suas casas. Isso impulsionou o mercado.

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O crescimento das vendas de imóveis novos na capital

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

Com a venda de 5.009 unidades novas na cidade de São Paulo, o setor imobiliário teve neste ano o melhor resultado para o mês de fevereiro desde que o Secovi-SP, o sindicato da habitação, começou sua série de estatísticas do mercado paulistano.

É uma recuperação notável num mercado que, em abril do ano passado, no momento em que sofria as piores consequências do início da pandemia, registrou a comercialização de 1.923 imóveis, pouco mais de um terço do número alcançado em fevereiro.

O fato de as vendas acumuladas em 12 meses até fevereiro terem alcançado 52.886 unidades, um recorde na série do Secovi-SP, mostra a persistência e o vigor da recuperação.

Dois fatores são apontados pelo economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, para esse bom desempenho em fevereiro. Um deles é o fato de, em 2021, não ter havido carnaval, o que, na sua interpretação, levou famílias interessadas em adquirir um imóvel a visitar os estandes de vendas.

E estes estavam repletos de ofertas – eis o segundo fator para as vendas expressivas do mês –, por causa do grande número de lançamentos, que se concentraram em dezembro. Nos primeiros sete meses do ano passado, os lançamentos mensais mal chegaram a 2,6 mil unidades.

Houve forte alta em agosto, com 8.039 unidades lançadas, mas o total de dezembro, com o lançamento de 22.584 imóveis, foi muito superior. Essas unidades, as que vieram dos meses anteriores e as que chegaram depois abasteceram abundantemente as ofertas no mês de fevereiro.

Pode-se acrescentar a esses dois fatores a gradual recuperação da confiança das famílias com relação à sua renda futura, visto que a compra de imóvel geralmente implica compromissos financeiros de longo prazo.

Há, porém, algumas mudanças nesse cenário. A diretoria do Secovi-SP observa que os atendimentos vêm seguindo com rigor os protocolos sanitários. Mas a regressão do Estado de São Paulo para a fase mais restritiva à circulação e aglomeração de pessoas pode ter afetado os resultados de março.

Além disso, como observou o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, “a velocidade de imunização é decepcionante” e só agora o governo federal parece ter se dado conta do tamanho da crise que afeta a vida das famílias e a atividade econômica.

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FERROVIÁRIO

A ferrovia e o grão

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

Em 1970, o Mato Grosso tinha menos de 600 mil habitantes, 0,6% do total nacional. Em 2020, já eram 3,5 milhões, 1,7% da população do país. Ainda mais notável, a participação do estado no produto interno bruto (PIB) nacional saltou de 0,5% em 1980 para 2% em 2018. Por trás desse desempenho está o boom agrícola do Centro-Oeste. A agricultura gera 21,1% do PIB do Mato Grosso; na média nacional, 3,5%.

O potencial de expansão econômica do estado é notável: em estudo de 2011, a OECD já apontava que somos um dos poucos países do mundo que pode ampliar significativamente sua produção agrícola (https://bit.ly/3cSDsws). E, como também observou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), a falta de infraestrutura é o grande gargalo que nos impede de fazer isso.

Por isso me interessou tanto o convite da Associação de Terminais Portuários Privados para analisar o projeto da Ferrogrão, uma ferrovia de 933 km ligando Sinop, no coração agrícola mato-grossense, ao Porto de Miritituba, no Pará, na margem direita do Rio Tapajós, parte do chamado Arco Norte, por onde escoa parcela crescente de nossas exportações agrícolas.

A Ferrogrão pretende ser uma versão moderna da São Paulo Railway, ferrovia inaugurada em 1867 para baratear o transporte de café do interior paulista ao Porto de Santos. Muda o grão, o trajeto, mas não a centralidade para o desenvolvimento da região.

Não é só a Ferrogrão que objetiva reduzir o custo do transporte de carga, a política brasileira de logística também. O Brasil depende demais do modal rodoviário, o que onera muito o nosso transporte de cargas. O Plano Nacional de Logística – 2025 (PNL) mostra que esse modal responde por 65% de toda carga transportada no Brasil, proporção que sobe para 74%, se excluirmos da conta o transporte ferroviário de minério de ferro.

O mesmo PNL observa que o caminhão consome bem mais combustível que o trem para transportar a mesma carga à mesma distância. Isso, naturalmente, custa mais, especialmente para grandes distâncias. O Banco Mundial calcula que, para granéis sólidos agrícolas, as ferrovias se tornam mais baratas que as rodovias para distâncias acima de 100 km.

A Ferrogrão vai correr em paralelo à BR-163: 38% da linha estarão a menos de 500 metros da rodovia e o ponto de maior distância ficará a 9 km. Assim, as distâncias a serem percorridas nos dois casos serão semelhantes: quase 1.000 km, bem acima dos 100 km até os quais o caminhão é mais cos competitivo. No todo, estima-se que o custo de transporte pela Ferrogrão será menos da metade que o da BR-163.

Não apenas as distâncias, mas também o volume de carga envolvido chama atenção. O PNL projeta que, em 2025, serão transportadas 182 milhões de toneladas de granéis agrícolas no país, um terço das quais exportações vindas do Centro-Oeste. Mantida a mesma taxa de crescimento no quinquênio seguinte, seriam 237 milhões de toneladas em 2030. Ora, o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), que coordena a concessão da Ferrogrão, projeta que, em 2030, essa transportará 21 milhões de toneladas, a grande maioria das quais granéis agrícolas. Trata-se, portanto, de um projeto de grande importância para a agricultura nacional.

Isso significa que uma enorme quantidade de carga deixará de ser transportada por caminhão a grandes distâncias, passando a ser levada por ferrovia. O corolário disso é que se queimará bem menos combustível, com grande corte na emissão de gases de efeito estufa.

Esse corte não será pequeno. De acordo com o PNL, a cada um milhão de toneladas.km úteis (TKU) são emitidas 60 toneladas de CO2 no modal rodoviário e 20 no ferroviário. Se as 21 milhões de toneladas a serem levadas pela Ferrogrão fossem transportadas na BR-163, se emitiriam 836 mil toneladas de CO2 a mais, apenas em 2030.

A proximidade da Ferrogrão à BR-163 é um ativo importante do projeto, pois reduzirá seu custo de construção. Ainda assim, se preveem investimentos de R$ 21,5 bilhões, dos quais R$ 778 milhões no meio ambiente. A indústria e a construção civil nacionais têm bastante a ganhar com isso. O fácil acesso ao local do projeto também reduzirá a necessidade de adentrar áreas ainda não exploradas. E, ao deslocar o transporte da BR-163 para a ferrovia, o projeto reduzirá o adensamento populacional em torno dessa rodovia e o surgimento de estradas vicinais, risco que não existe no modal ferroviário.

Por fim, a integração entre a Ferrogrão, a BR-163 e os portos do Arco Norte consolidará esse eixo de escoamento da produção nacional, fornecendo uma alternativa aos portos das regiões Sudeste e Sul, que sofrem com problemas recorrentes de congestionamento. Isso fortalecerá os portos da Região Amazônica, reforçando a competitividade do transporte fluvial.

Um projeto como o da Ferrogrão não se materializa sem antes passar pelo crivo dos órgãos de controle. No momento, ele está sob o escrutínio do Tribunal de Contas da União (TCU). Depois disso, será examinado por outros órgãos, entre os quais os responsáveis por analisar seus impactos ambientais. Novos aperfeiçoamentos podem vir daí. Na lógica econômica e logística, porém, tudo indica que é um projeto que trará importantes benefícios.

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NAVAL

Navio encalhado no Canal de Suez mostra que os cargueiros gigantes podem ser um problema

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

O congestionamento no Canal de Suez logo diminuirá, mas os colossais cargueiros de transporte de contêineres, como o que bloqueou a vital passagem marítima por quase uma semana e causou dor de cabeça em transportadoras de todo o mundo. vão continuar por aí.

As cadeias globais de fornecimento já estavam sob pressão quando o Ever Given, um navio cuja extensão é maior do que a altura do Edifício Empire State, com capacidade de carregar mobília suficiente para decorar 20 mil apartamentos, encalhou em ambas as margens do Canal de Suez. A embarcação foi desencalhada na segunda-feira, 29, mas deixou rastros de “perturbações e atrasos no frete marítimo global que podem durar semanas, possivelmente meses, até serem sanados”, de acordo com a A.P. Moller-Maersk, a maior empresa de transporte de cargas do mundo. A crise durou pouco, mas era fabricada há anos.

Por décadas, as empresas de transporte marítimo têm construído embarcações cada vez maiores, com o objetivo de alimentar o crescente apetite global por eletrônicos, roupas, brinquedos e outras mercadorias. O crescimento dos navios em tamanho, que se acelerou nos anos recentes, frequentemente fez sentido do ponto de vista econômico: embarcações maiores são, em geral, mais baratas de construir e operar, em razão da capacidade de transportar mais contêineres. Mas os maiores navios também ocasionam problemas peculiares, e não somente nos canais que têm de transpor e nos portos onde têm de atracar, mas também para as empresas que os constroem.

“Eles fizeram o que pensaram ser mais eficiente para os negócios, construindo navios enormes — e não prestaram muita atenção no restante do mundo”, afirmou Marc Levinson, economista e autor do livro Outside the Box, a respeito da história da globalização. “Mas acontece que esses navios gigantescos são menos eficientes do que as transportadoras marítimas imaginaram.”

Apesar dos riscos que apresentam, as enormes embarcações ainda dominam o frete global. De acordo com a Alphaliner, uma firma de pesquisa de dados de frete, a frota global de cargueiros conta com 133 embarcações capazes de transportar entre 18 mil e 24 mil contêineres de uma vez — as maiores do mundo. Outros 53 cargueiros com capacidade similar estão em fabricação.

O primeiro envio marítimo de contêineres comercialmente bem-sucedido ocorreu em 1956, usando um navio a vapor adaptado que transportou algumas dezenas de contêineres entre Nova Jersey e o Texas. A indústria cresceu a um passo constante nas décadas que se seguiram, mas, com a aceleração do comércio global na década de 1980, a indústria do frete marítimo global também cresceu — assim como o tamanho dos navios.

Naquela década, a capacidade média de transporte dos porta-contêineres aumentou 28%, de acordo com o Fórum Internacional de Transportes, um organismo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. A capacidade dos cargueiros aumentou novamente, em 36%, nos anos 1990. E então, em 2006, a Maersk introduziu seu novo e gigantesco navio, o Emma Maersk, capaz de ser carregado com cerca de 15 mil contêineres, quase 70% a mais do que qualquer outra embarcação.

“Em vez desse padrão de pequenos aumentos de capacidade com o passar do tempo, de repente tivemos um salto que teve como resultado uma corrida armamentista”, disse Levinson.

Hoje, os maiores navios podem transportar até 24 mil contêineres — uma caixa padrão de seis metros tem espaço para um par de SUVs médios ou produtos equivalentes a um ou dois corredores de supermercado.

O crescimento da indústria de transporte marítimo e do tamanho dos navios desempenhou um papel central na criação da economia moderna, ajudando a fazer da China uma potência manufatureira e facilitando a ascensão do comércio eletrônico e de nomes do varejo como Ikea e Amazon. Para as operadoras dos contêineres, o aumento de tamanho fazia sentido: navios maiores possibilitavam poupar na construção, na tripulação e no combustível.

“As Embarcações Ultra Grandes para Transporte de Contêineres (ULCVs, em inglês) são muito eficientes em se tratando de transportar grandes quantidades e mercadorias pelo planeta", disse em comunicado Tim Seifert, porta-voz da Hapag-Lloyd, uma grande transportadora. “Duvidamos também que os transportes marítimos ficariam mais seguros ou mais ecológicos se embarcações mais ou menos eficientes navegassem pelos oceanos e canais.”

A A.P. Moller-Maersk disse que é cedo para responsabilizar o tamanho do Ever Given pelo que ocorreu em Suez. Navios ultragrandes “existem há anos e navegaram sem problemas pelo Canal de Suez", disse o diretor técnico da empresa, Palle Brodsgaard Laursen, em comunicado na terça-feira.

Mas o aumento das dimensões dos navios teve um custo. Na prática, os portos começaram a disputar entre si, e os canais, também. Para abrir caminho para navios maiores, o Canal do Panamá, por exemplo, ampliou sua capacidade em 2016 a um custo de mais de US$ 5 bilhões.

Isso deu início a uma corrida entre os portos da Costa Leste dos Estados Unidos na tentativa de atrair os navios maiores que atravessavam o canal. Vários portos, entre eles os de Baltimore, Miami e Norfolk, na Virgínia, deram início a projetos para aumentar a profundidade de suas águas. A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey chefiou um projeto de US$ 1,7 bilhão para aumentar a altura da ponte Bayonne e acomodar navios gigantescos transportando carga vinda da Ásia e de outros lugares.

A corrida para acomodar navios cada vez maiores também levou portos e operadoras de terminais à compra de novos equipamentos. Nesse mês, por exemplo, o porto de Oakland, na Califórnia, ergueu três guindastes de 1.600 toneladas que, nas palavras de um executivo portuário, permitirão que ele “receba os maiores navios".

Mas se os portos tiveram custos para acomodar os navios maiores, eles não receberam todo o benefício disso, de acordo com Jan Tiedemann, analista sênior da Alphaliner.

“A poupança se dá quase exclusivamente na extremidade da operadora, de modo que, para alguns, as operadoras estiveram no comando e promoveram esse grande aumento na capacidade, enquanto a conta ficou essencialmente com as operadoras dos terminais, os portos e, em alguns casos, o contribuinte", disse ele.

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PETROLÍFERO

Setor de petróleo recebe impulso surpresa no plano Biden

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O Petróleo - SP   05/04/2021

O presidente Joe Biden , que fez da energia limpa um princípio central de sua campanha, planeja deflagrar mais um boom no setor de petróleo antes que as sombras caiam sobre os combustíveis fósseis.

Em uma proposta de infraestrutura de US $ 2,25 trilhões divulgada na quarta-feira, Biden destinou US $ 115 bilhões para estradas e pontes, e outros US $ 16 bilhões para colocar trabalhadores demitidos em campos de petróleo para trabalhar na obstrução de poços abandonados em todo o país. Isso se soma a grandes investimentos em veículos elétricos e energia renovável, setores mais condizentes com o tom verde do governo.

O maior benefício para exploradores de petróleo e refinadores viria do esperado aumento na demanda por asfalto para reparar estradas em ruínas e pavimentar novas. Como o asfalto é derivado do material mais pesado e denso de um barril de petróleo bruto, os produtores de areias betuminosas do Canadá podem ser os maiores vencedores, devido ao seu status como fonte de parte do petróleo mais espesso do mundo.

Tampar poços antigos e garantir a segurança de minas de carvão extintas – algumas das quais foram abandonadas por mais de um século em lugares como a Pensilvânia – significaria salários para trabalhadores despedidos de empregos bem remunerados durante as sucessivas apreensões de petróleo que ocorreram em 2014. Embora os detalhes sobre como o plano geral será implementado permaneçam escassos, as forças freqüentemente opostas dos combustíveis fósseis e do ambientalismo elogiaram muitas das medidas estabelecidas no plano de Biden.

“É absolutamente histórico”, disse Collin O’Mara , presidente da National Wildlife Foundation, sobre o plano de lidar com poços e minas abandonados. “Percebemos que, trabalhando juntos, na verdade compartilhamos mais objetivos comuns do que se pensava anteriormente.”

FORA DO TRABALHO

O grupo de lobby que representa mais de 700 fabricantes de equipamentos e serviços em campos petrolíferos também ficou satisfeito com o escopo inicial do plano de colocar os trabalhadores contratados da área de xisto de volta ao trabalho.

“Há muitas empresas que realmente gostariam de se envolver nisso”, disse Tim Tarpley , vice-presidente sênior para assuntos governamentais do Conselho de Força de Trabalho e Tecnologia de Energia. “Eu acho que seria uma ajuda econômica; o quão grande será a ajuda vai depender dos detalhes que infelizmente ainda não temos. ”

Os exploradores de petróleo norte-americanos ainda estão se recuperando do crash histórico do ano passado e prometendo conter o crescimento da produção em nome de medidas favoráveis aos investidores, como dividendos. Lar da terceira maior força de trabalho do petróleo do mundo, os EUA viram um corte de 11% no quadro de funcionários em 2020, que reduziu o número de empregados para pouco menos de 1 milhão, de acordo com a Rystad Energy. Outros 10.000 cortes de empregos são esperados este ano, previu o provedor de dados de energia.

‘ELATED’

A indústria de areias petrolíferas do Canadá estava entre os setores mais atingidos da indústria quando a Covid-19 e um excesso mundial de petróleo caíram os preços no ano passado. Agora, supondo que parte ou toda a lista de desejos de Biden seja atendida, o petróleo pesado do oeste do Canadá pode estar pronto para uma recuperação.

“A indústria de asfalto deve estar exultante com o plano de Biden de atualizar 20.000 milhas de estradas nos EUA”, disse Charles Kemp , consultor sênior da Baker & O’Brien Inc. “No entanto, este anúncio favorece a produção de petróleo mais pesada de fora dos EUA , que contém quase o dobro da quantidade de asfalto em relação ao conteúdo de asfalto em petróleo leve da produção doméstica dos EUA. ”

Ainda assim, o plano de Biden pode não se traduzir em lucros maiores para as petrolíferas, visto que o outro lado do plano de gastos inclui aumentos de impostos corporativos para financiar todas as novas obras.

TAX BURDEN

“O suporte de cobertura é ótimo para empresas que prestam serviços e adicionará empregos”, disse James West , analista da Evercore ISI, por e-mail. “No entanto, o aumento dos impostos corporativos adiciona outro fardo à indústria do petróleo dos EUA, o que provavelmente supera as boas notícias.”

Mesmo os observadores do mercado não esperam um retorno imediato.

“Estamos muito longe do mercado, tentando avaliar” as ramificações do plano de infraestrutura, disse Rob Haworth, estrategista sênior de investimentos do US Bank Wealth Management. “Normalmente, os gastos com infraestrutura acontecem ao longo de oito a 10 anos, então vai demorar muito para que isso entre em implementação, muito menos com o preço de mercado.”

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‘Novo pré-sal’ na Região Norte anima empresas, mas preocupa ambientalistas

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O Estado de S.Paulo - SP   05/04/2021

A possibilidade de um “novo pré-sal” no litoral do Amapá, Pará e Maranhão já abriu uma disputa entre empresas e órgãos ambientais. Estudo recente de pesquisadores autônomos indicou a existência de grandes volumes de petróleo na região. O governo, porém, está receoso com os prejuízos ambientais que a atividade possa causar nesses Estados. Na dúvida, optou por excluir blocos localizados nessa bacia dos leilões de petróleo deste e do próximo ano.

A maior parte das informações sobre as oportunidades econômicas foi levantada por empresas privadas, que usam tecnologia sísmica para mapear a presença de petróleo no subsolo marítimo. Essa tecnologia consiste na emissão de ondas sonoras no mar para detectar a existência de reservatórios.

Após quatro anos interpretando dados sísmicos dessas empresas, o geólogo Pedro Zalan chegou à conclusão de que o litoral do Pará-Maranhão é o mais promissor do País, depois do pré-sal. Estudo desenvolvido em parceria com o ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Allan Kardec e com o professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG) Ronaldo Carmona projeta a existência de 20 bilhões a 30 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) de “recursos prospectivos recuperáveis” (previstos em dados sísmicos, mas ainda sem comprovação).

Desse total, 13 bilhões de barris poderiam se transformar, de fato, em reservas descobertas, considerando um índice de sucesso de 45%, sobretudo no Maranhão. No pré-sal, são 40 bilhões de barris.

O interesse na região surgiu com a descoberta de grandes volumes de petróleo em áreas de outros países, com características semelhantes à da margem equatorial brasileira. “Do ponto de vista geológico, as descobertas na Guiana, Suriname e Guiana Francesa têm um significado importante para o Brasil, pois tudo indica que o potencial petrolífero realizado nesses países vizinhos se estende pelo litoral brasileiro, passando pelo Amapá, Pará e Maranhão, indo possivelmente até o Ceará”, indica o estudo.
Sem aval do Ibama

Grandes empresas petrolíferas estão de olho na margem equatorial já há alguns anos. Algumas chegaram a comprar concessões de áreas na Bacia do Foz do Amazonas, no litoral do Amapá e Pará, mas nunca conseguiram tirar seus projetos do papel porque não receberam aval do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A francesa Total, após duas tentativas fracassadas de obter licenciamento, desistiu do negócio e preferiu repassá-lo à Petrobrás.

A estatal é dona de três blocos na bacia do Pará-Maranhão, mas ainda não há extração. Já a Enauta, outra petrolífera brasileira, de médio porte, possui dois blocos na bacia, mas ainda não perfurou em nenhum deles. A empresa classificou a região como estratégica para os seus negócios, “de alto valor prospectivo”.

Os projetos esbarram em restrições ambientais e na resistência de ONGs. Segundo o Ibama, a atividade econômica pode comprometer a sobrevivência de recifes de corais, que se estenderiam do Amapá até o Maranhão. O órgão enxerga também riscos ao Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luís, localizado no litoral maranhense, unidade de conservação da flora e fauna marinha.

Do lado dos investidores, o argumento é de que faltam estudos mais aprofundados sobre os possíveis prejuízos ambientais com a exploração da bacia e de soluções que podem ser elaboradas para minimizá-los.

Já a ANP diz que mantém conversas constantes com o Ibama, mas, até o momento, não há previsão de inserir as áreas em suas licitações. Ao mesmo tempo, afirma que continua estudando a bacia e tem tido resultados positivos.

O diretor-geral da agência, Rodolfo Saboia, disse ter conhecimento do estudo elaborado por Zalan e parceiros. “Li algumas avaliações não aprofundadas. A área técnica da ANP vai ter de se debruçar sobre isso”, disse.

Notícias da possibilidade de obter ganhos de receita com a atividade animaram o governo local. “É uma perspectiva nova que se abre. Os estados do Norte e do Nordeste precisam de investimento público e privado. Inicialmente, minha avaliação é favorável e positiva, mas com o pé no chão. Temos de trilhar o caminho, para eventualmente comemorar”, disse o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Para ele, porém, é preciso ainda avançar nos estudos ambientais para conhecer os possíveis prejuízos. “Não é algo que eu vislumbre em menos de cinco anos.

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AGRÍCOLA

Setor de máquinas agrícolas deve registrar maior crescimento dos últimos 7 anos, diz Abimaq

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Canal Rural - SP   05/04/2021

O momento é favorável para a indústria de máquinas agrícolas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamento (Abimaq), nos primeiros dois meses deste ano, o faturamento do setor de máquinas e equipamentos agrícolas registrou alta de 55,2% ante o mesmo período do ano passado. O valor correspondeu a mais de R$ 4,3 milhões, contra 2,8 milhões registrados em 2020.
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Para o fechamento do ano, o balanço também deve ser positivo, de acordo com Pedro Estevão, presidente da câmara setorial de máquinas e implementos da Abimaq. “Em 2021, esperamos repetir o resultado do ano passado, quando aumentamos o faturamento em 18%. Esse é um percentual muito elevado para a indústria, que está acima dos níveis observados nos últimos sete anos, quando o resultado foi de 5%”, ressalta.

Estavão comenta que a pandemia pouco prejudicou o desempenho no setor. O único ponto de atenção é a falta de matéria-prima. “Estamos enfrentando falta de aço desde setembro do ano passado e isso tem provocado alguns atrasos nas entregas e nos cronogramas de montagem, mas o faturamento não tem sido impactado por isso”, explica.

Ainda segundo o dirigente da entidade, o cenário favorável para a rentabilidade do produtor tem motivado o investimento em maquinários.

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