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05 de Janeiro de 2021

ECONOMIA

FGV: confiança empresarial cai 0,4 ponto em dezembro ante novembro, a 95,2 pontos

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IstoÉ Online - SP   05/01/2021

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 0,4 ponto em dezembro ante novembro, para 95,2 pontos, informou nesta segunda-feira, 4, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador teve declínio de 0,7 ponto no mês. “A discreta evolução do ICE em dezembro retrata o empresariado brasileiro em compasso de espera face à ainda grande incerteza em relação aos rumos da economia nos próximos meses. A queda do Índice da Situação Atual sinaliza desaceleração do nível de atividade corrente, enquanto a manutenção do Índice de Expectativas abaixo dos 95 pontos reflete um pessimismo moderado em relação ao primeiro semestre de 2021. Entre os fatores que pesam na balança para os dois lados estão a ameaça de uma perigosa nova onda de covid-19 no Brasil contrapondo a chegada das campanhas de vacinação em outros países e a perspectiva de uso de parte da poupança acumulada em 2020 como compensação parcial para o fim do período de concessão de auxílio emergencial. Será um primeiro semestre ainda muito difícil”, avaliou Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que o ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) caiu 0,2 ponto, para 97,8 pontos, interrompendo uma sequência de sete meses seguidos de avanços. Já o Índice de Expectativas (IE-E) recuou 0,3 ponto, para 94,3 pontos.

Em dezembro, o componente que avalia a evolução da demanda nos próximos três meses subiu 0,9 ponto, enquanto o item que mede o otimismo com a tendência dos Negócios nos seis meses seguintes avançou 0,7 ponto. O emprego previsto para os próximos três meses cresceu 1,7 ponto.

A confiança da indústria manteve a tendência de crescimento em dezembro, com aumento da 1,8 ponto. O comércio encolheu 1,8 ponto, e o setor de serviços avançou 0,8 ponto. A construção teve ligeira melhora de 0,1 ponto na confiança em dezembro.

m dezembro, a confiança avançou em 55% dos 49 segmentos integrantes do ICE. A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 4.045 empresas dos quatro setores entre os dias 1º e 23 de dezembro.

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Balança tem superávit de US$ 50,995 bi em 2020, abaixo da mediana de US$ 51,2 bi

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IstoÉ Online - SP   05/01/2021

Com a pandemia do coronavírus afetando as importações em maior escala do que as exportações, o Brasil registrou um saldo positivo de US$ 50,995 bilhões no comércio exterior em 2020. O valor representa uma alta de 6,2% em relação ao saldo da balança comercial de 2019. O resultado de 2020, contudo, ficou abaixo da mediana de US$ 51,2 bilhões nas projeções (US$ 47,2 bi a US$ 58,9 bi).

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia nesta segunda, 4, o valor foi alcançado com exportações de US$ 209,921 bilhões, que superaram as importações, de US$ 158,926 bilhões. No geral, a pandemia levou a um recuo de 7,7% na corrente de comércio do Brasil com os demais países, incluindo vendas e compras do exterior.

As importações registraram queda de 9,7% em 2020, ocasionada pela demanda interna menor em um momento de economia em retração. Houve recuo de 3,9% nas compras de produtos agropecuários e de 7,7% em produtos da indústria de transformação.

Já as exportações recuaram 6,1%, desempenho que não foi pior graças ao setor agropecuário, cujas vendas subiram 6,0% em 2020. Houve quedas de 2,7% nas vendas da indústria extrativa e de 11,3% em produtos da indústria de transformação.

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Bancos esperam reduzir pela metade o ritmo de expansão do crédito, diz Febraban

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IstoÉ Online - SP   05/01/2021

Os bancos brasileiros, que estimam ter terminado 2020 com expansão de 13,7% para a carteira total de crédito, acreditam que em 2021 o ritmo de crescimento deverá ser reduzido pela metade, para 7%, segundo pesquisa feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com 16 instituições, entre os dias 16 e 21 de dezembro, e divulgada nesta segunda-feira.

Os recursos direcionados, que em 2020 cresceram com foco maior em empresas, são os que mais devem perder força em 2021, após o fim de alguns programas de estímulo criados pelo Banco Central (BC) para conter a crise econômica causada pela pandemia. A expansão esperada para este ano é de 3,4%, um pouco menos de um terço dos 12,2% que os bancos calculam ter crescido no ano passado.

Os recursos livres para pessoa jurídica também devem enfrentar desaceleração, com expectativa de expansão de 9,2% em 2021, menos da metade dos 21,3% de estimados para 2020.

Por outro lado, o crédito livre para pessoa física, com estimativa de crescimento de 9,2% em 2020, deve dar um passo um pouco maior em 2021, com avanço estimado de 9,9%. Também é esperada aceleração nas concessões para aquisições de veículos, que devem passar de expansão de 7,7% para 11,1%, em linha com a expectativa de recuperação do setor automotivo, que despencou em 2020 com o fechamento de concessionárias durante os dias de quarentena mais dura e o aumento do desemprego.

Para a taxa de inadimplência, os bancos acreditam que haver aumento de 3,5% em 2020 para 4% em 2021. Contudo, o nível esperado para este ano está menor que a expectativa verificada na pesquisa anterior, que foi feita em novembro e apontava uma taxa de 4,3% em 2021. A nova previsão, portanto, está mais próxima do que se tinha antes da pandemia. Em 2019, a inadimplência ficou em 3,7%.

Política monetária

Em relação à política do BC para a taxa básica de juros, a pesquisa da Febraban aponta que a maioria dos bancos não espera que a instituição já retire do comunicado da próxima reunião, em janeiro, o chamado “forward guidance”. Do total de bancos consultados, 57,1% acreditam que isso só ocorrerá em março e outros 28,6% apostam em maio.

No último comunicado, o BC disse que “a manutenção desse cenário de convergência da inflação sugere que, em breve, as condições para a manutenção do forward guidance podem não mais ser satisfeitas, o que não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros pois a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade”.

Para a Selic, 80% dos bancos esperam elevação da taxa somente no terceiro trimestre de 2021, enquanto 13,3% acreditam que haverá aumento mais cedo, no segundo trimestre. Além disso, a maioria, ou 93,3%, dos participantes segue entendendo que a inflação não deve ser um problema em 2021, com as projeções ficando abaixo (para 53,3%) ou no centro da meta (para os outros 40,0%), estabelecida em 3,75% para o ano. Para a atividade econômica, 46,7% acreditam que o crescimento do PIB ficará entre 3% e 3,5% em 2021, enquanto 26,7% esperam expansão inferior a 3%. Já 20% apostam em avanço superior a 3,5%.

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IPCA para 2020 passa de 4,39% para 4,38%, prevê Focus

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IstoÉ Online - SP   05/01/2021

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente a previsão para o IPCA o índice oficial de preços em 2020. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA no ano passado foi de alta de 4,39% para 4,38%. Há um mês, estava em 4,21%. A projeção para o índice em 2021 foi de 3,34% para 3,32%. Quatro semanas atrás, estava em 3,34%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% e 3,25%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação está acima do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

Em dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação de novembro foi de 0,89%. Em 12 meses, a taxa acumulada está em 4,31%.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 segue em 4,34%. Para 2021, a estimativa do Top 5 seguiu em 3,41%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,04% e 3,41%, respectivamente.

No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,52%, ante 3,50% de um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,50%, ante 3,38% de quatro semanas antes.

Últimos 5 dias úteis

A projeção mediana para o IPCA de 2020 atualizada com base nos últimos cinco dias úteis foi de 4,39% para 4,38%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 36 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 4,25%.

No caso de 2021, a projeção do IPCA dos últimos cinco dias úteis seguiu em 3,34%. Há um mês, estava em 3,33%. A atualização no Focus foi feita por 36 instituições.

Outros meses

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente a previsão para o IPCA em dezembro de 2020, de alta de 1,23% para avanço de 1,22%. Um mês antes, o porcentual projetado indicava alta de 0,17%.

Para janeiro de 2021, a projeção no Focus foi de alta de 0,32% para 0,30% e, para fevereiro de 2021, seguiu em alta de 0,38%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,39% e 0,38%, nesta ordem.

No Focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de alta de 3,72% para 3,56% de uma semana para outra há um mês, estava em 4,09%.

Menos

Governo projeta superávit comercial de US$ 53 bi em 2021

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IstoÉ Online - SP   05/01/2021

O Brasil deve encerrar 2021 exportando US$ 53 bilhões a mais do que importando. A projeção foi divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Segundo o órgão, as exportações devem atingir US$ 221,1 bilhões em 2021, com crescimento de 5,3% em relação a 2020. As importações devem encerrar o ano em US$ 168,1 bilhões, com alta de 5,8%.

Atualizada a cada três meses pela Secex, a estimativa oficial veio abaixo do esperado pelas instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado divulgada pelo Banco Central (BC), a projeção de superávit comercial para 2021 estava em US$ 55,1 bilhões.

Em 2020, o Brasil exportou R$ 50,99 bilhões a mais do que importou. Esse foi o terceiro melhor ano para a balança comercial, perdendo apenas para o superávit recorde de US$ 66,99 bilhões registrado em 2017 e de US$ 58,03 bilhões em 2018.

O resultado de 2020 representa crescimento de 6,2% em relação ao superávit de 2019, quando o país exportou US$ 48,03 bilhões a mais do que importou. Apesar da alta, o resultado veio abaixo do esperado pelas instituições financeiras. Os analistas pesquisados pelo boletim Focus estimavam que a balança comercial encerraria 2020 com saldo positivo de US$ 55,05 bilhões.

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FGV/Picchetti: IPC-S de janeiro deve subir 0,35%; projeção para 2021 é de 3,50%

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IstoÉ Online - SP   05/01/2021

Para o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, o indicador deve registrar em janeiro uma forte desaceleração sobre o resultado de dezembro, quando houve avanço de 1,07%. Para o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice do primeiro mês de 2021 deve ficar em 0,35%, com as pressões tradicionais de janeiro atenuadas pela fraqueza econômica e por reajustes já ocorridos em dezembro, como no caso de mensalidades escolares e da tarifa de energia.

Para 2021, a perspectiva é que haja alta de 3,50%, aquém dos 5,17% registrados em 2020. Foi a maior alta para o IPC-S de um ano desde 2016, quando o número ficou em 6,19%, ainda sob efeitos do “tarifaço” ocorrido em 2015.

“O número de 2020 mostra uma aceleração considerável em relação a anos anteriores, quando o indicador ficou entre 3% e 4%. Mas esse número tem muitos movimentos que não são tendência de inflação de fato, como é o caso do impacto da bandeira tarifária e o que aconteceu com alimentos”, comenta o economista.

O indicador de dezembro ainda desacelerou ante o resultado da terceira quadrissemana do mês, quando a taxa ficou em 1,21%. Segundo Picchetti, o movimento se explica basicamente pelo “saldo líquido” da variação de dois itens com bastante peso no indicador: a passagem aérea, que passou de alta de 9,62% para uma deflação de 9,49%, o que tirou 0,27 ponto porcentual do indicador, e a tarifa de eletricidade residencial, que foi de 9,35% para 11,93% e acrescentou 0,10% ao IPC-S do mês. Na leitura da ponta, a passagem aérea já apresenta deflação de 30%

O índice de difusão subiu entre a terceira e a quarta quadrissemana de dezembro, passando de 65,16% para 73,23%. Apesar da alta mais espalhada pela cesta, Picchetti minimiza os riscos. “É um movimento típico de final de ano, e que já está sendo revertido”.

Núcleo de inflação

Picchetti chama a atenção para o acumulado de 2020 no núcleo de inflação do IPC-S, que ficou em 2,92%, uma queda sobre o acumulado de 12 meses até novembro (2,95%) e praticamente estável desde 2017, sempre ao redor de 3%. O núcleo, explica o pesquisador, tenta filtrar os efeitos pontuais sobre o IPC-S e desenha melhor eventuais tendências de inflação. Portanto, a julgar pelo núcleo, o economista da FGV entende que não há “nenhuma pressão significativa” de alta para a inflação ao consumidor.

Ele explica que mesmo no grupo Alimentação, grande pressão altista de 2020, a oferta já está equilibrada, e que uma inflação de demanda é improvável por conta do fim do auxílio emergencial e da perspectiva de retomada gradual do emprego.

“Traduzindo isso em poder de compra e o que isso representa para a demanda, não é razoável assumir alguma pressão de inflação que a eleve para cima do que aconteceu nos últimos anos, desconsiderando 2020, que foi atípico”, argumenta Picchetti.

 

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Um comércio pendular

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Correio Braziliense - DF   05/01/2021

A pandemia da covid-19 colocou o mundo em recessão e fez estragos no comércio internacional em 2020. Pelas estimativas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o intercâmbio global deverá crescer 7,2%, em 2021, depois de desabar 9,2% no ano passado. E, no Brasil, o avanço deverá ser mais modesto pelas projeções da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, que estima alta de 5,5% na corrente de comércio — resultado da soma dos embarques e desembarques —, para US$ 389,2 bilhões. Segundo analistas, há muitos desafios para o país ser mais competitivo.

Conforme dados da Secex divulgados, ontem, após as quedas de 6,1%, nas exportações, e de 9,7% nas importações, a balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 51 bilhões, o terceiro melhor da série histórica iniciada em 1989, e o maior desde 2018. O resultado, no entanto, ficou levemente abaixo das estimativas do mercado devido, principalmente, ao aumento de quase 40% nas importações de dezembro, fruto de um artifício contábil da nacionalização de cinco plataformas de petróleo, pelo regime especial Repetro, que somou US$ 4,7 bilhões.

Em 2020, a corrente de comércio do país somou US$ 368,8 bilhões, dado 8,4% inferior aos US$ 402,7 bilhões contabilizados em 2019. Para este ano, as projeções da Secex indicam crescimento de 5,3% nas exportações e de 5,8% nas importações, resultando em um superavit de US$ 53 bilhões.

Apesar do saldo positivo na balança comercial em 2020, o Brasil não tem muito o que comemorar, na avaliação de José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “As importações e as importações tiveram queda. O superavit foi uma mera consequência desse quadro que ainda mostra o comércio brasileiro cada vez mais dependente das exportações de commodities e pouco competitivo no mercado de produtos manufaturados e de maior valor agregado”, avalia.

Castro destaca que o país perdeu mercado junto a importantes parceiros comerciais, como Estados Unidos, Argentina e União Europeia e o crescimento das exportações brasileiras deste ano será mais um efeito estatístico sobre uma base muito ruim. “Voltamos ao patamar de 2010, com quase US$ 210 bilhões embarcados, ou seja, não houve avanços nessa década”, destaca.

A última previsão da AEB estimava saldo positivo de US$ 51,9 bilhões em 2020, e, para 2021, a entidade está mais otimista do que o governo, pois espera um superavit comercial recorde de US$ 69 bilhões, puxado pela alta das exportações, principalmente, para a China, maior parceiro comercial do Brasil. Soja e minério de ferro, principais itens da pauta brasileira, não colocam o país como protagonista no cenário externo. “O Brasil não consegue aumentar sua participação no comércio global há várias décadas. Reforma tributária e mais investimentos em infraestrutura, que ajudariam a melhorar a competitividade, não avançaram”, lamenta. Castro lembra que a ineficiência da logística e a elevada carga tributária pesam em 30% no preço final dos produtos nacionais lá fora, o chamado Custo Brasil.

Na avaliação de Wagner Parente, especialista em relações internacionais e CEO da BMJ Consultores Associados, “o que tinha de notícia boa para o agronegócio, que foi o destaque da pauta exportadora brasileira em 2020, já aconteceu”.

Diplomacia abandonada

Graças ao abandono da tradicional diplomacia e aos retrocessos na área ambiental de integrantes do governo Jair Bolsonaro, o país deverá sentir as consequências tanto nos investimentos quanto no comércio, de acordo com analistas ouvidos pelo Correio. Para eles, será preciso mudanças no rumo nessas duas agendas e troca de ministros.

Em meio ao aumento recorde dos números de desmatamentos e queimadas do país, a ratificação do tratado de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, assinado em junho de 2019, está parada nos parlamentos dos países-membros enquanto o governo brasileiro afrouxa as regras e sucateia órgãos fiscalizadores do Meio Ambiente. E o país continua isolado na área comercial, apesar de o ministro da Economia, Paulo Guedes, assim que tomou posse, garantir que a abertura comercial era uma das prioridades.

“Um dos maiores problemas para a abertura é o Custo Brasil. É uma tarefa enorme reduzi-lo para tornar o país competitivo”, destaca o diplomata Roberto Abdenur, ex-embaixador do Brasil na China, na Alemanha e nos Estados Unidos. Na avaliação do diplomata, o mérito do acordo entre UE e Mercosul não é do atual governo, mas da diplomacia brasileira, porque foi negociado nos últimos 20 anos e assinado com a condicionante de respeito ao Acordo de Paris.

Ratificação parada

“A ratificação do acordo UE-Mercosul está paralisada, e não digo que de todo inviabilizada, por conta das políticas regressivas na gestão ambiental e no desrespeito aos povos indígenas”, explica Abdenur. Ele acredita que a diplomacia brasileira sofreu um retrocesso ao permitir que o país se tornasse um vilão internacional, algo muito ruim para imagem, que é difícil reverter. Para piorar, com a expectativa de uma ação mais conjugada entre UE e os Estados Unidos, sob o comando do democrata Joe Biden, defensor da causa ambiental, a partir de 20 de janeiro, o diplomata reconhece que é provável que o acordo UE-Mercosul sofra retrocessos, “pois os europeus estarão mais interessados em se aproximar da maior economia do planeta do que do Brasil”.

Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), lembra que a pandemia acelerou uma mudança na percepção global sobre a importância da preservação ambiental e o Brasil está à margem dessa nova tendência, podendo perder mais um bonde da história. “Essa é uma agenda moderna e o custo da preservação ambiental entra nos balanços de riscos dos investidores. Se o Brasil ficar de fora, os riscos de sofrer as consequências por não estar alinhado com as tendências do mundo aumentam. É uma questão de negócios. Não é uma questão ideológica. E, futuramente, haverá punições para quem não preservar”, alerta.

Para Wagner Parente, CEO da BMJ Consultores Associados, Bolsonaro poderá dar uma boa sinalização de mudanças na diplomacia e na área ambiental na próxima reforma ministerial, prevista para fevereiro. “O Brasil está isolado do mundo e tende a ficar ainda mais isolado enquanto mantiver figuras da ala ideológica do Itamaraty e do Meio Ambiente atrapalhando a economia”, critica. (RH)

Acionistas aprovam fusão de Fiat e PSA

Os acionistas da Fiat Chrysler e da PSA, holding controladora da Peugeot, aprovaram, ontem, em assembleia extraordinária, a fusão entre os dois grupos. Com o aval, será criada uma nova empresa, a Stellantis, dona das marcas Abarth, Fiat, Jeep, Dodge, Lancia, Ram, Chrysler, Alfa Romeo, Maserati, Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall. O acordo foi apoiado pelos principais investidores da PSA, como a família Peugeot, o Estado da França e a chinesa Dongfeng. Conforme dados enviados às autoridades financeiras, o valor da fusão é de 4 bilhões de euros (US$ 4,9 bilhões) e a sinergia entre as deverá economizar 5 bilhões de euros por ano (US$ 6,13 billhões). A Stellantis terá mais de 400 mil funcionários e será a 4ª maior montadora do planeta, com valor de mercado em torno de US$ 50 bilhões. A nova empresa ficará atrás da alemã Volkswagen, da aliança Renault-Mitsubishi-Nissan e da japonesa Toyota. No mês passado, a União Europeia aprovou a fusão e, assim como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) brasileiro.

Mercado reduz previsão do PIB de 2021

A expectativa do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano foi revisada para baixo, passando de 3,49% para 3,40%, segundo informações do boletim Focus do Banco Central divulgado, ontem. pela autoridade monetária. A mediana das projeções para o tombo do PIB em 2020 passou de 4,40% para 4,36%. O mercado baixou de 4,39% para 4,38% a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2020 e reduziu de 3,34% para 3,32% a expectativa de alta da inflação oficial deste ano. A confiança de empresários também piorou no mês de dezembro, conforme pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em dezembro de 2020, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 0,4 ponto e fechou o ano em 95,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 0,7 ponto no mês.

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Projeção do Focus para PIB de 2020 passa de -4,40% para -4,36%

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IstoÉ Online - SP   05/01/2021

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia no ano passado passou de retração de 4,40% para queda de 4,36%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 4,40%. Para 2021, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB, de alta de 3,49% para 3,40%. Quatro semanas atrás, estava em 3,50%.

No Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2020 seguiu em baixa de 5,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 5,00% para 4,78%, ante 5,00% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 65,00% para 64,60%. Há um mês, estava em 66,10%. Para 2021, a expectativa foi de 66,60% para 66,30%, ante 68,10% de um mês atrás.

Déficit primário

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje manutenção na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB no ano passado seguiu em 10,60%. No caso de 2021, permaneceu em 3,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 11,50% e 2,90%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 permaneceu em 15,00%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, seguiu em 7,00%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 15,31% e 7,00%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Os avanços nas projeções nos últimos meses refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia do novo coronavírus, o País terá um cenário fiscal ainda mais difícil.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus, de superávit comercial de US$ 55,55 bilhões para US$ 55,05 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 58,00 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit seguiu em US$ 55,10 bilhões. Há um mês, estava em US$ 56,50 bilhões.

No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2020 foi de déficit de US$ 4,50 bilhões para US$ 4,60 bilhões, ante US$ 4,22 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo passou de US$ 15,00 bilhões para US$ 16,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 16,00 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 seguiu em US$ 40,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 43,15 bilhões. Para 2021, a expectativa permaneceu em US$ 60,00 bilhões, igual a um mês antes.

Menos

AUTOMOTIVO

Ano fecha abaixo de 2 milhões de veículos leves vendidos

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Automotive Business - SP   05/01/2021

As vendas de veículos leves em 2020 ficaram longe de serem tão ruins quanto chegou-se a imaginar no meio do ano, quando a pandemia de coronavírus paralisou a indústria e a projeção mais pessimista da associação dos fabricantes, a Anfavea, apontava para um mergulho de 40% e apenas 1,6 milhão de unidades vendidas. Ainda assim, a soma de quase 1,95 milhão de automóveis e utilitários emplacados em 12 meses (segundo números apurados pela Autoinforme) representa importante retração de 26,7% sobre 2019, é pior resultado do mercado brasileiro em 14 anos, ficou abaixo dos 2 milhões e das melhores expectativas alimentadas pelo aquecimento mensal contínuo das vendas no segundo semestre.

Com 231,9 mil veículos leves emplacados, dezembro foi o melhor mês de 2020, conforme já era esperado, consolidando assim vendas mensais acima de 200 mil unidades durante todo o último trimestre. O resultado ficou 8,2% acima de novembro e 8% abaixo de dezembro de 2019, o que aponta para a redução contínua do porcentual de queda das vendas de um ano para outro.

Contudo, esperava-se que o resultado de dezembro fosse um pouco melhor, mais próximo de 240 mil unidades. O desempenho pouco pior pode ser explicado pela desaceleração da demanda nas duas últimas semanas do ano com os feriados de Natal e ano novo, o que se somou à falta dos modelos mais procurados para pronta entrega devido a limitações da produção das fábricas que enfrentam escassez de insumos e trabalham em ritmo mais lento, seguindo protocolos sanitários para reduzir o risco de contágio de Covid-19 pelos trabalhadores.

Com isso, apesar de dezembro ter sido o melhor mês de 2020, o ritmo de emplacamentos diários diminuiu. Foram emplacados em média 10.539 veículos leves em cada um dos 22 dias úteis de dezembro, leve redução de 1,5% em relação aos 10.702/dia de novembro, que registrou a melhor média diária de 2020 – dezembro foi a terceira melhor, atrás de fevereiro (10.701/dia), e um dos únicos três meses do ano em que o índice ficou acima de 10 mil/dia.

Caso o mercado brasileiro mantenha o ritmo do último trimestre de 2020, as vendas em 2021 apontam para perto de 2,5 milhões de unidades.

Menos

Rodoviário

Pavimentação de estradas com rejeitos de mineração melhora vias em Mariana

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Portal de Mineração - DF   05/01/2021

O aproveitamento de rejeitos de mineração na construção civil é uma realidade. Em Mariana (MG), serão realizados testes a partir da utilização de lama em 10,5 quilômetros de estradas vicinais nas localidades de Constantino, Cuiabá e Goiabeiras, com o desenvolvimento de um pavimento de alta durabilidade e baixo custo. Esta solução foi possível por meio do Desafio MinerALL, uma iniciativa da Samarco criada para modelar negócios e promover soluções capazes de direcionar o aproveitamento de rejeitos de maneira sustentável, para outros mercados.

Os trechos a serem pavimentados são Cuiabá (4,9), Constantino (2,5 km) e Goiabeiras (3,10 km). Os testes de pavimentação com solução desenvolvida pela startup EcoMud já tiveram início e cerca de 15 mil toneladas de lama para a pavimentação dos trechos serão utilizadas.

O rejeito é a sobra do processo de beneficiamento do minério de ferro. Na Samarco são gerados dois tipos de rejeito: o arenoso, composto basicamente por areia, água e óxidos ferro em menor proporção; e a lama, que é um rejeito bem fino, rico em óxidos de ferro, água e areia em menor proporção.

Sócio da EcoMud, Vitor Hugo explica que antes de iniciar a pavimentação dos trechos definidos pela prefeitura de Mariana, um teste realizado numa extensão de 400 metros no Complexo de Germano, unidade da Samarco no município, apontou a resistência e durabilidade da tecnologia desenvolvida pela startup. “Identificamos que o produto formado por lama e um ligante possui alta resistência garantindo, além da alta durabilidade, a redução nos custos de construção e rapidez na execução da obra. Agora, iniciamos a etapa de testes em escala maior nestas três localidades”. Vitor lembra que o custo deste tipo de pavimentação é cinco vezes menor se comparado à pavimentação asfáltica convencional.

Além do baixo custo, a solução desenvolvida se torna sustentável devido ao aproveitamento de grande quantidade de rejeito, preserva o aspecto natural do solo e proporcionará melhores condições de vida aos cerca de 800 moradores das comunidades de Constantino, Goiabeiras e Cuiabá.

“A utilização do rejeito para pavimentação contribui para o meio ambiente, infraestrutura e qualidade de vida das comunidades, reduzindo o impacto na natureza e a necessidade de manutenção por ser de alta resistência, além de manter as características do trecho da estrada vicinal”, pontuou Vitor Hugo.

Inovação aberta

O projeto de inovação aberta e empreendedorismo Desafio MinerALL, conduzido pela Samarco possui relação direta com compromissos da empresa: o aproveitamento do rejeito proveniente do beneficiamento do minério de ferro, previsto em seu Plano de Aproveitamento Econômico (PAE), e a atração de negócios a partir dos rejeitos; o fortalecimento do ecossistema de gestão e de empreendedorismo; e o apoio à diversificação econômica de Ouro Preto e Mariana, relacionado ao Programa de Apoio à Diversificação Econômica (PADE).

Para Alessandra Prata, engenheira especialista da Samarco e líder do Desafio MinerALL, um dos principais objetivos é buscar de forma colaborativa o desenvolvimento de soluções de negócios para aproveitar os rejeitos de forma a causar impactos positivos na região mineradora e garantir sustentabilidade ao setor minerário. “Buscamos construir uma ponte entre as tecnologias e o mercado por meio do empreendedorismo universitário, como uma forma de gerar e compartilhar conhecimento, bem como envolver toda a cadeia produtiva da mineração. Pensamos em soluções não só para o setor, mas para a sociedade em geral”, finalizou.

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NAVAL

Puxada pela Petrobras, produção de petróleo e gás cai 3,8% em novembro, diz ANP

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IstoÉ Online - SP   05/01/2021

A produção de petróleo e gás natural do País caiu 3,8% em novembro, segundo dados publicados nesta segunda-feira, 4, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado foi puxado para baixo pela Petrobras, cuja produção de petróleo despencou 6%, para 2,579 milhões de barris de óleo equivalentes (boe).

A produção de petróleo da Petrobras recuou para 2 milhões de barris por dia, contra 2,142 milhões b/d no mês anterior, enquanto a produção de gás natural caiu de 95 para 90 milhões de metros cúbicos diários, baixa de 5,2%.

No total, a produção de petróleo e gás natural do Brasil somou 3,549 milhões de barris de óleo equivalente, sendo 2,754 milhões de barris de petróleo, menos 4,1% contra outubro, e 126,3 milhões de metros cúbicos de gás, queda de 2,8% na mesma comparação.

A produção do pré-sal também apresentou recuo, de 4,4% em relação ao mês anterior, para 2,422 milhões de barris de óleo equivalente, sendo 1,920 milhão de b/d de petróleo e 79,8 milhões de metros cúbicos de gás natural. Com isso, a contribuição da região para o total da produção caiu para 68,27%, deixando o patamar de 70% alcançado recentemente.

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Docas do Rio vai modernizar o cais mais antigo do Porto do Rio de Janeiro

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Revista Infra - SP   05/01/2021

Foi iniciado o procedimento licitatório para ampliação e modernização do Cais da Gamboa, o trecho mais antigo do Porto do Rio de Janeiro, inaugurado em 1910. As obras, estimadas em R$ 195 milhões, serão iniciadas em 2021, com prazo de conclusão previsto para um ano após contratação da empresa vencedora do certame. O edital de convocação encontra-se no site da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), que divulgou a informação no dia 15 de dezembro.

As obras, que contemplarão uma faixa do Cais da Gamboa, numa extensão de 600 metros entre os cabeços 100 e 124, serão fiscalizadas pela Superintendência de Engenharia da Diretoria de Gestão Portuária da CDRJ. Segundo o superintendente de Engenharia, Roberto Catalão, "os estudos realizados confirmam a viabilidade técnica, socioeconômica, financeira e ambiental dessa intervenção, que não vai modificar as condições atuais do meio ambiente e manterá as características básicas do cais existente".

Catalão explicou que a estrutura desse trecho do Cais da Gamboa - um cais de peso que possui uma base de fundação de forma metálica com um muro duplo de pedras de cantaria de granito, preenchidos com concreto ciclópico - foi projetado e construído com as técnicas disponíveis à época, para um calado de aproximadamente 9 metros. "Essa profundidade não atende mais à maioria dos navios modernos, que necessitam de pelo menos 13,5 metros, mas para que possamos aumentar esse calado operacional, precisamos modernizar as fundações e estruturas originais do cais, que não suportariam uma dragagem", detalhou.

O Diretor de Gestão Portuária da CDRJ, Mário Povia, ressaltou que, após a execução das obras de modernização do cais, a CDRJ pretende realizar a dragagem do trecho. "Para o desenvolvimento de novos negócios e melhoria das condições de atratividade do porto, é imperativo o aumento do calado operacional dessa área, que passará a receber navios de maior porte, permitindo a otimização do uso de uma infraestrutura que é fundamental para o Porto do Rio de Janeiro, que a partir de então estará apto a captar novas cargas e novas linhas de navegação, inclusive dando lastro a outras conquistas do cluster portuário, como a instalação do sistema VTMIS, a introdução do calado dinâmico e a navegação noturna no canal de acesso, reduzindo os custos operacionais em razão de um significativo aumento de eficiência".

Para o Superintendente de Gestão Portuária do Rio de Janeiro e Niterói, Leandro Lima, com a execução dessas obras, o Porto do Rio de Janeiro atingirá um melhor desempenho no uso da retroárea, na logística de transporte interno e na segurança das operações, captando um maior fluxo de cargas para o Porto do Rio de Janeiro. "Esse trecho do Cais da Gamboa tem uma grande vocação para movimentar diversos tipos de carga geral e granéis, como por exemplo: trigo, ferro gusa, concentrado de zinco, cargas de apoio às atividades offshore, entre outros. Com a modernização do cais e o aprofundamento do acesso aquaviário, esse mix de cargas será mais variado e rentável, podendo até duplicar a demanda", enfatizou Leandro.

As etapas das obras incluirão: a execução de estacas para dar suporte à nova viga de coroamento do cais; injeção de nata de cimento ou de solo cimento que funcionará como uma parede de contenção para impedir a erosão abaixo do muro do cais; vigas de coroamento, uma sobre o cais atual e outra a cerca de 5 metros, apoiada nas novas estacas; e lajes pré-moldadas com capa de concreto, que serão apoiadas nas vigas de coroamento.

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Porto do Açu diversifica suas operações com o agronegócio

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Revista Ferroviaria - RJ   05/01/2021

Com o crescimento de curto prazo focado em projetos relacionados ao gás natural, o porto do Açu, no norte fluminense, mira o agronegócio para diversificar suas operações no futuro. A empresa iniciou em 2020 os primeiros desembarques de fertilizante importado e se apresenta como alternativa para o escoamento de grãos de Minas Gerais e do Centro-Oeste.A consolidação de operações no agronegócio, porém, depende de uma ligação ferroviária, que hoje ainda não existe. Por enquanto, as operações são feitas por via rodoviária, o que limita o mercado à produção de grãos não transgênicos, que já usa esse modal, mas tem volumes menores.O porto do Açu é um dos projetos idealizados pelo empresário Eike Batista, hoje condenado por pagamento de propina e manipulação do mercado financeiro.O projeto polêmico foi planejado para se tornar uma grande área industrial, ancorada pela movimentação de minério de ferro, mas, após a derrocada do grupo de Batista, concentrou sua expansão na prestação de serviços para o setor de petróleo.Hoje, além do terminal de minério, o porto tem como principais operações o apoio a plataformas marítimas de petróleo e um terminal de transferência de óleo para grandes embarcações de exportação da commodity, negócio que deve ter o capital aberto em Bolsa de Valores.Tem ainda um terminal de cargas gerais e começa a atuar na cabotagem, para receber equipamentos petrolíferos importados pelo porto do Rio de Janeiro.

Em 2019, a GNA (Gás Natural Açu) iniciou as obras de uma usina termelétrica e de um terminal de recebimento de gás importado no porto, que devem começar a operar comercialmente no fim do primeiro semestre de 2021.Uma segunda térmica já foi autorizada, mas o início das obras depende da evolução da pandemia, disse em dezembro Carlos Thadeu Fraga, que preside a Prumo, proprietária do porto.A estratégia da empresa é tornar o Açu um polo de movimentação de gás natural, conectado à malha de transporte do combustível e a campos produtores em alto-mar.O projeto contempla a construção de uma estação de tratamento de gás e a atração de indústrias usuárias do combustível, sob a promessa de um insumo mais barato, já que não teria o custo do transporte até as fábricas.Segundo Fraga, o setor de fertilizantes produzidos com base em gás natural é um dos alvos. Em 2020, a empresa começou a operar a movimentação dos produtos, com o desembarque de duas cargas importadas, voltadas principalmente para a indústria do café no Espírito Santo.Para 2021, espera crescer nesse segmento, ainda com foco em importações, ampliando o mercado consumidor.No sentido oposto, quer atrair produtores agrícolas para que os caminhões de fertilizantes retornem carregados de grãos. A companhia investirá para quadruplicar sua capacidade de armazenagem de produtos agrícolas, que deve somar uma área de 25 mil metros quadrados.O diretor de Logística do porto, João Braz, afirmou que o foco é a produção hoje exportada pelo porto de Imbituba, em Santa Catarina, que já é transportada por caminhão e é embarcada em navios menores do que a soja geneticamente modificada.

A ligação ferroviária, que ajudaria a expandir as operações, porém, ainda é um sonho distante, que depende do governo federal.Neste momento, a Prumo aposta no processo de renovação da concessão da EFVM (Estrada de Ferro Vitória-Minas), da Vale, que prevê a construção de um ramal entre Vitória e Ubu, no sul do Espírito Santo, a 160 quilômetros do Açu. A expectativa da empresa é que o ramal fique pronto em 2027 ou 2028.Atualmente sob controle da EIG, a Prumo tem participação em seis empresas que operam no porto. Em 2020, protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedido de oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma delas, a Açu Petróleo, subsidiária em parceria com a Oiltanking que opera o terminal de transferência de petróleo e será dona da tancagem.No prospecto, vende o negócio com o único e maior terminal privado de petróleo do país, com pouca concorrência na disputa do crescimento da produção nacional.A operação nesse segmento receberá ainda investimentos em um terminal de tancagem com capacidade para 11,4 milhões de barris de petróleo.Ainda no setor de óleo e gás, o porto tem um projeto de refinaria e inaugurará um aeródromo para prestar serviços de transporte de petroleiros para plataformas em alto-mar. Receberá também um centro de combate integrado a emergências ambientais na bacia de Campos.

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