ESQUECEU A SENHA?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

04 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Valor - SP   04/05/2022

Hoje, conforme as avaliações, o setor que apresenta maior fraqueza de demanda é o da indústria automobilística, afetado principalmente pela falta de chips

O mercado de aço no país trabalha com uma expectativa de forte desaceleração das importações de produtos siderúrgicos acabados neste ano. A avaliação é que o consumo de aço esfriou no país, puxado pela retração da economia brasileira, com inflação e juros em alta. Além disso, há a volatilidade do dólar, o que cria receios ao importador nas decisões de compra.

Cargas de material importado têm levado até 180 dias para chegar ao Brasil, segundo fontes do setor. “As importações vão cair com certeza”, diz um executivo.

A previsão para o consumo aparente (soma de vendas internas mais importação) total — incluindo todos tipos de aços, planos e longos principalmente —, do país em 2022 é de alta de 1,5%, conforme estimativa divulgada pelo Instituto Aço Brasil.

Um diretor da área comercial de uma siderúrgica de produtos planos afirma que o mercado está abastecido, com estoques refeitos, e esperando uma melhora das condições econômicas e políticas locais. No momento, afirma, está estável, indicando crescimento entre 2,5% e 3%.

Hoje, conforme as avaliações, o setor que apresenta maior fraqueza de demanda é o da indústria automobilística, afetado principalmente pela falta de chips. Por outro lado, os segmentos ligados ao agronegócio continuam com forte demanda — especialmente caminhões, apesar desse problema — e máquinas e implementos agrícolas.

O setor de construção civil e imobiliária ainda está bem, mas a inflação atrapalha um pouco, assim como as mais elevadas taxas de financiamento, assustando potenciais compradores de imóveis. Lançamentos com 70 a 90 metros quadrados mantêm-se firmes.

Outros fatores que podem inibir a entrada de aço estrangeiro no país são a guerra na Ucrânia e o problema da covid-19 na China. Neste momento, diz uma fonte, a China, com cadeias produtiva e logística afetadas pelo combate ao coronavírus, está privilegiando o mercado interno.

A siderurgia chinesa é o maior exportador de produtos acabados de aço para o Brasil, com mais da metade do material plano que entra no país. A Rússia também era um fornecedor relevante.

De acordo com o Aço Brasil, no primeiro trimestre, as vendas internas caíram 19,7% e o consumo aparente, 17,7%. O impacto mais forte se verificou no mês de março. Ao mesmo tempo, as exportações, de produtos laminados e semiacabados, registraram alta de 28,3% no período.

Conforme os dados do Aço Brasil, as importações de aços planos ainda registraram aumento, de 5,3%, no primeiro trimestre, somando 544,8 mil toneladas. Já a entrada de produtos longos teve uma queda de 17,1%, para 268,9 mil toneladas de janeiro a março. No todo, a importação de aço mostrou decréscimo de 3,4% no período.

Após uma expansão de 144,2% no ano passado na entrada de aço de fora do país em relação a 2020, com total de 4,97 milhões de toneladas, as projeções da entidade dos fabricantes locais são de retração de 12%. O crescimento na importação foi impulsionado pela forte demanda interna e disrupção na cadeia de produção entre julho de 2020 e junho de 2021 por causa da covid-19.

A previsão do Aço Brasil é que o volume de aço importado fique em 4,38 milhões de toneladas — o que representa 16,3% do consumo aparente projetado no ano.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   04/05/2022

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve aumentar a taxa Selic em 1,0 ponto porcentual, a 12,75%, na decisão da próxima quarta-feira avalia o C6 Bank. O banco vê o ajuste como o fim do ciclo de aperto, mas reconhece que a deterioração do cenário de inflação desde o último Copom, em março, abre espaço para uma eventual alta adicional dos juros em junho.

Em relatório, a equipe econômica do C6 Bank destaca que as últimas comunicações do Banco Central (BC) ainda indicam o objetivo de encerrar o ciclo em maio. No entanto, desde o último Copom, o relatório Focus registrou aumento das expectativas de inflação de 2022 (6,45% para 7,65%) e 2023 (3,7% para 4,0%).

“Acreditamos que essas alterações não justificam uma mudança na decisão do Copom de 4 de maio, mas abrem espaço para uma possível última alta adicional na reunião de junho, caso seja necessário”, diz o relatório do C6. “Neste sentido, o Copom deve deixar em aberto a possibilidade de finalizar o ciclo de alta de juros na reunião de junho.”

Money Times - SP   04/05/2022

O Banco Central está gastando bilhões de dólares para conter a disparada recente do dólar, mas para os investidores nada seria mais eficaz do que uma sinalização hawkish da autoridade monetária.

Uma abordagem agressiva em relação à inflação é fundamental para reverter o avanço de duas semanas do dólar, o que nem os US$ 2,1 bilhões em intervenção à vista e swaps desde 22 de abril conseguiu.

Apesar das recentes quedas, o real continua sendo a moeda de melhor desempenho neste ano.

O destino da moeda deve estar atrelado às palavras escolhidas para o comunicado sobre a decisão do Copom na quarta-feira, que pode deixar a porta aberta para mais aperto monetário.

A curva de juros atualmente precifica um aumento de 1 ponto porcentual nesta semana e mais 0,50 pp em junho. Qualquer coisa mais dovish do que isso provavelmente será mal recebida.

A decisão do BC “será importante para o desempenho do real no médio prazo”, disse Danny Fang, estrategista de câmbio do BBVA em Nova York. “A perspectiva da política monetária do BC é um pouco incerta, o que impacta a precificação do real.”

O BC sinalizou em março sua intenção de parar de aumentar a Selic já em maio, dizendo que o ciclo de um ano de aperto monetário era suficiente para trazer a inflação para a meta no próximo ano.

Mas os dados de preços ao consumidor acima do esperado divulgados desde então alimentou dúvidas não apenas sobre as perspectivas do BC, mas também sobre seus modelos de previsão.

Enquanto as autoridades veem a inflação diminuindo de 12% para 3,25% no próximo ano, a previsão média dos economistas é de 4,1%.

A preocupação com a alta da inflação elevou as taxas juro de longo prazo, com os contratos com vencimento em 2027 subindo 85 pontos base desde o início do segundo trimestre.

As taxas de curto prazo subiram muito menos, levando a ponta invertida da curva a se achatar.

Embora os investidores pareçam confortáveis com a pausa do BC após junho, grande parte da reação do mercado pode depender de como as autoridades justificam a parada.

Dizer que eles vão esperar para ver o impacto do aperto pode ser melhor recebido do que afirmar que a alta da Selic já é suficiente para trazer a inflação para a meta.

O Estado de S.Paulo - SP   04/05/2022

Ao fim da reunião do Copom de hoje, o Banco Central terá a chance de mostrar que aprendeu com um erro que vem se repetindo com frequência na atual gestão: fazer declarações peremptórias sobre os passos seguintes da política monetária para, num curto espaço de tempo, ter de voltar atrás na sua palavra.

A mais recente promessa, de que o ciclo atual de aperto monetário iria acabar nesta reunião do Copom com uma alta dos juros em 1 ponto porcentual, para uma taxa Selic de 12,75%, não deve – ou, mesmo, não pode – ser cumprida sob o risco de o BC perder o controle das expectativas inflacionárias, as quais se afastam cada vez mais das metas deste ano e de 2023.

Desde a última reunião do Copom, em março, quando sinalizou que neste mês aconteceria a derradeira elevação da Selic, o cenário mudou desfavoravelmente: a inflação corrente surpreendeu bastante para cima, o dólar voltou para o patamar de R$ 5,00 e o petróleo engatou nova subida.

Na ocasião, o Copom lançou mão de um “cenário alternativo”, no qual a sua projeção de inflação para 2023, hoje o horizonte relevante para a política monetária, ficaria em 3,1% (abaixo da meta de 3,25%). Esse cenário leva em conta a curva futura de mercado para o preço do petróleo até o fim de 2022, terminando o ano em US$ 100 o barril.

No dia da decisão da última reunião do Copom, o petróleo Brent havia fechado em US$ 98,02 o barril. Nesta segunda-feira, encerrou a US$ 107,58. Já o dólar, que em 16 de março havia fechado a R$ 5,09, chegou a cair até R$ 4,62, o que alimentou a esperança de um alívio importante na inflação. Mas, nesta semana, já estava sendo negociado próximo de R$ 5,00.

Em relação à inflação, o IPCA de março subiu 1,62%, maior taxa para o mês desde 1994, ficando muito acima da estimativa mais pessimista do mercado. Em abril, o IPCA-15 até subiu menos do que o mercado previa, mas mesmo assim foi salgado: 1,73%. O “cenário alternativo” mostrou-se frágil desde o início, bem como a promessa de encerrar o ciclo agora com uma última alta de 1 ponto.

Assim, o Copom deveria sinalizar que precisa subir os juros, no mínimo, mais uma vez, mesmo que num ritmo menor, de 0,50 ponto, para uma taxa de 13,25% na reunião seguinte, a de junho, quando até poderá, então, interromper o aperto para observar o efeito sobre a inflação da alta acumulada dos juros no atual ciclo, que começou com a Selic em 2%.

Mas sem fechar as portas para nada, uma vez que, com uma economia mundial tão complexa e volátil, fazer promessas peremptórias é correr o risco de queimar a língua.

MINERAÇÃO

Exame - SP   04/05/2022

Apesar da queda de 12,88% no mês de abril, as ações da Vale (VALE3) foram as mais recomendadas pelos analistas para comprar no mês de maio. De acordo com uma consulta realizada pela Exame Invest, os papéis da mineradora estão presentes em 11 das 14 carteiras consultadas. No pregão dessa terça-feira, as ações eram negociadas na casa dos

A recomendação de compra feita pelos analistas é baseada em alguns fatores, como o estímulo chinês que deve aumentará a demanda de minério de ferro ao longo do ano. No final do mês passado, o governo da China afirmou que irá implementar políticas adicionais com o objetivo de estimular a economia e intensificar esforços para expandir o consumo, além de fazer investimentos efetivos.

Os estímulos da China devem impactar no preço do minério de ferro, e refletir positivamente no resultado operacional da Vale. No mercado, há quem acredite que o Ebitda em 2022 tenha um crescimento de 19%, atingindo a marca de 24 bilhões de dólares. Com o caixa reforçado, a perspectiva é que a companhia pague dividendos gordos aos acionistas, no valor de cerca de 13 bilhões de dólares. Vale lembrar que no ano passado, a mineradora foi a maior pagadora de dividendos, distribuindo um total de 73,3 bilhões de reais aos acionistas.

Veja abaixo os principais comentários feitos por analistas de bancos e corretoras sobre a Vale:

Ágora Investimentos: “Mesmo que a guerra entre Rússia e Ucrânia termine, acreditamos que as interrupções no fornecimento levem alguns trimestres até uma normalização completa, ao mesmo tempo em que os estímulos chineses potencialmente aumentarão a demanda por minério de ferro ao longo do ano, embora a piora recente da pandemia do Covid-19 por lá, que fechou temporariamente importantes centros urbanos, seja um risco a se observar. Do lado negativo, o aumento dos preços do petróleo deve levar a um impacto nos custos da companhia. De fato, esse cenário global mais adverso pode ser observado nos resultados do primeiro trimestre da Vale. De qualquer forma, os preços mais altos de minério de ferro impulsionam resultados, compensando os volumes mais fracos e os custos mais altos. Em termos de valuation, VAL negocia, com um múltiplo atraente EV/EBITDA para 2022 em nossa visão, à luz dos estimados US$ 13,2 bilhões em dividendos. A recomendação, portanto, permanece de compra.”

BTG Pactual: “Acreditamos que a história da tese de investimento na Vale pode se estender bem até 2022. A administração continua altamente disciplinada na alocação de capital, o que implica que a maior parte da agenda deve ser orientada para os retornos de caixa dos acionistas – projetamos um yield de 15% para 2022, incluindo o recentemente anunciado programa de recompra de US$ 8 bilhões de ações. Também esperamos que os problemas de produção de minério de ferro em Carajás se dissipem e melhorando os resultados de sua unidade de metais básicos subvalorizada em 2022. No curto prazo, os preços do minério de ferro devem continuar suportados na recuperação da produção siderúrgica chinesa (pelas políticas de estímulo e relaxamento das restrições à poluição) e na oferta marítima que segue apertada. Também acreditamos que a empresa continuará fazendo progressos tangíveis na frente ESG.  Reiteramos nossa recomendação de compra em Vale, com as ações negociadas em 3x EV/EBTIDA em 2022”

Modalmais: “Ação selecionada por melhora de múltiplos fundamentalistas (indicadores de mercado), como preço lucro, preço valor patrimonial, dividend yield etc, e em conjunto com análise top-down que leva em consideração a análise macroeconômica, e adicionalmente o timing do preço, com as recentes movimentações.”

Santander: “Acreditamos que a Vale está bem posicionada dentro da indústria global de minério de ferro, sua divisão mais importante. Esperamos que a demanda por minério de ferro de alta qualidade continue decente no curto prazo, beneficiando a empresa devido ao incremento do projeto S11D (localizado no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará), que aumentou a oferta da commodity de maior qualidade da companhia. Após a recente apreciação do minério de ferro no mercado internacional, em função de preocupações quanto a menor oferta da commodity tanto vindo do Brasil quanto da Austrália – o minério negociado na China subiu de US$100/tonelada no fim de 2021 para cerca de US$137/t atualmente -, mantemos nossa visão construtiva no médio prazo para o setor de mineração. Enxergamos as empresas brasileiras do setor, a exemplo da Vale, como bem posicionadas no mercado interno e externo, com fluxos de caixa fortes, alavancagem controlada e, em sua maioria, companhias boas pagadoras de dividendos.”

Máquinas e Equipamentos

IstoÉ Online - SP   04/05/2022

A fabricante norte-americana de máquinas CNH Industrial, dona de marcas como Case IH e New Holland, registrou lucro líquido de US$ 333 milhões, ou US$ 0,24 por ação, no primeiro trimestre deste ano, informou a empresa nesta terça-feira. O resultado representa queda de 18,4% ante o reportado no primeiro trimestre de 2021, lucro líquido de US$ 408 milhões (US$ 0,30 por ação).

O lucro líquido ajustado, que exclui custos não recorrentes, foi de US$ 378 milhões no período (US$ 0,28 por ação), ante US$ 352 milhões (US$ 0,26 por ação) do primeiro trimestre de 2021.

O Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado foi de US$ 429 milhões, alta de 9%.

A receita líquida subiu 13,4% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, para US$ 4,645 bilhões. Em comunicado divulgado para a imprensa e investidores, a companhia atribuiu a queda do lucro líquido no primeiro trimestre ao cenário prejudicado por interrupções na cadeia de suprimentos, mas manteve sua orientação para o decorrer do ano, apesar da perspectiva de restrições. “As pressões logísticas e a escassez de semicondutores, que não são exclusivas da CNH Industrial, devem permanecer como um vento contrário ao longo do ano”, afirmou o CEO da companhia, Scott Wine, no comunicado.

As vendas de equipamentos agrícolas da CNH subiram 11,1% no trimestre, de US$ 3,038 bilhões para US$ 3,377 bilhões. O Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustado do segmento ficou em US$ 426 milhões, avanço de 27% ante os US$ 399 milhões obtidos em igual intervalo do ano anterior. A companhia afirmou que o resultado foi impulsionado, principalmente, pelas regiões da América do Norte e América do Sul e reflete o aumento da demanda mundial por máquinas e equipamentos agrícolas, maior volume de vendas e realização de preços favoráveis.

Segundo dados da CNH, na América do Norte, a venda da indústria de tratores de baixa potência caiu 8%, mas aumentou os de média e alta potência tiveram alta de 9%. Na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), a demanda por tratores caiu 8%, mas a por colheitadeiras aumentou 6%. A procura por tratores na América do Sul aumentou 11% e, entre as colheitadeiras, a demanda caiu 9%. A busca por tratores na Ásia caiu 14% e a por colheitadeiras aumentou 10%.

Para o acumulado de 2022, a CNH informou que espera aumento de 10% a 14% nas vendas líquidas. Quanto ao fluxo de caixa livre, a projeção é de geração de caixa superior a US$ 1 bilhão no ano.

AUTOMOTIVO

Infomoney - SP   04/05/2022

As vendas de veículos novos no país terminaram abril com volume próximo ao registrado em março, mas como o mês passado teve três dias a menos de emplacamentos, o desempenho pode ser visto como um sinal de reação do setor.

Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, 147,2 mil unidades foram entregues em abril, um leve aumento de 0,3% na comparação com março, segundo balanço divulgado pela Fenabrave, a associação das revendas, nesta terça-feira (3).

Apesar da melhora de ritmo na margem, as vendas caíram 15,9% se comparadas a abril de 2021. Quando se compara os volumes registrados em igual mês de cada ano desde 2006, as vendas do mês passado só são melhores do que as de abril de 2020, quando as concessionárias fecharam em razão da chegada da pandemia de Covid-19 e o mercado totalizou menos de 60 mil veículos.

Desde o início do ano, 552,8 mil veículos foram vendidos no Brasil, queda de 21,4% frente aos quatro primeiros meses de 2021 e o volume mais baixo, entre iguais períodos, dos últimos 16 anos.

O corte concedido pelo governo no fim de fevereiro no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) tem sido até agora tímido em estimular o consumo de automóveis. Após sucessivos aumentos de preços há mais de um ano, e agora pressionada pela escalada dos juros, a demanda perde força, o que se traduz em aumento dos estoques de carros.

Na abertura por segmento, as vendas de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, recuaram 16,8% em abril ante o mesmo mês do ano passado, somando 136,3 mil unidades. Líder do mercado, a Fiat é a marca de 22,2% dos carros vendidos desde o início do ano. Na sequência, aparecem General Motors (14%), Toyota (11,1%) e Hyundai (10,7%).

As paradas de produção por falta de componentes prejudicaram as vendas de caminhões, cuja queda na comparação interanual foi de 4,4%, para 9,4 mil unidades no mês passado. Já as vendas de ônibus — 1,5 mil unidades no mês passado — subiram 9% frente ao total registrado em abril de 2021, mostrando que o setor, fortemente afetado pela pandemia, segue a retomada permitida pela imunização.

O Estado de S.Paulo - SP   04/05/2022

Ao assumir o posto de presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta segunda-feira, 2, em São Paulo, o executivo Márcio de Lima Leite destacou que uma de suas prioridades será a busca pela nacionalização de componentes estratégicos como semicondutores e transmissão automática.

Em sua apresentação, ele destacou um selo com a frase “Feito no Brasil”, uma alusão ao slogan adotado há alguns anos pela indústria automobilística de Detroit, nos EUA, para recuperar a indústria automobilística local que vinha perdendo espaço no mercado para marcas internacionais como a Toyota.

Com a pandemia e a escassez de semicondutores, problema global que tem levado várias fábricas a paralisarem a produção, inclusive no Brasil, ele ressaltou que a nacionalização de itens importantes para os veículos faz parte da estratégia do setor de melhorar sua competitividade para atender o mercado interno e as exportações.

“É hora de ternos um olhar mais atento para isso”, disse Leite, para quem essa é uma tarefa da indústria e dos governos federal e estaduais. “Não se trata de buscar incentivos, mas de termos uma política industrial” para poder atrair fabricantes de componentes que hoje não são feitos no Brasil.

Nesta terça-feira, 3, o novo presidente da Anfavea vai seu reunir, em Brasília, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, num encontro em que estarão todos os executivos das montadoras locais. “Vamos apresentar os investimentos que estamos fazendo, que são indutores da economia brasileira, apresentar sugestões e o que pensamos para a retomada da industrialização.”

Leite ressaltou que os investimentos da indústria automotiva somam R$ 105 bilhões entre 2014 e 2028 e que o ecossistema total do setor envolve 98 mil empresas e envolve mais de 1,2 milhão de empregos. “Temos senso de urgência em estabelecer prioridades”, afirmou ele, que tem 51 anos e é vice-presidente de Assuntos Jurídicos, Tributários e de Relações Institucionais da Stellantis na América do Sul. Ele sucede Luiz Carlos Moraes, executivo da Mercedes-Benz do Brasil.

Além de dar continuidade às iniciativas da gestão anterior, como a pressão pela reforma tributária, outro foco de Leite será os trabalhos em pesquisa e desenvolvimento do etanol como um das fontes de geração de energia para carros elétricos, híbridos e a célula de combustível. “Não vamos apresentar só uma solução (para a eletrificação), queremos ser um grande player global com soluções que os outros países não têm.”

Valor - SP   04/05/2022

A Volkswagen vai dar férias coletivas de 20 dias para os trabalhadores da produção na planta de São Bernardo do Campo, no ABC, em função da falta de componentes. Os metalúrgicos ficarão fora da fábrica de 9 a 28 de maio.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a medida deve afetar cerca de 2.500 trabalhadores. Essa é a quinta vez em que a empresa é obrigada a dar férias coletivas desde o início da pandemia.

Para o coordenador do sindicato, José Roberto Nogueira da Silva, além dos semicondutores, outros componentes e peças começaram a faltar e afetar a produção na montadora.

"Não foi diferente do que está acontecendo em outras fábricas do país. Tem demanda de produção, porém com a escassez de peças a fábrica não consegue atender o consumidor final. Estamos na expectativa da retomada o mais breve possível", diz.

De acordo com a entidade, a Volks conta com cerca de 8.200 trabalhadores, sendo 4.500 na produção. Atualmente a fábrica produz 800 veículos por dia.

A Volkswagen confirmou a adoção das férias coletivas na planta de São Bernardo do Campo, sem dar mais detalhes.

A fábrica no ABC paulista havia voltado a operar em dois turnos em março, após ter tido as atividades reduzidas principalmente pela falta de semicondutores.

Em novembro de 2021, a planta Anchieta também foi obrigada a cortar seu ritmo de produção para um turno e colocar cerca de mil colaboradores em lay-off, como é chamada a suspensão temporária de contratos.

Ao jornal alemão "Boersen-Zeitung", um executivo da empresa disse, em abril, que o fornecimento de semicondutores deve melhorar neste ano e ao longo de 2023, mas só deve se normalizar em meados da década.

"Vemos uma falta de oferta em 2022 que provavelmente diminuirá um pouco no terceiro ou quarto trimestre. A situação deve melhorar em 2023, mas o problema estrutural ainda não estará totalmente resolvido", disse o executivo.

Desde a pandemia, diferentes fabricantes têm sido obrigados a parar sua linha de produção por conta da falta de componentes. O setor automotivo é um dos principais afetados, mas a falta de semicondutores também impactou outros segmentos, como o de eletrônicos.

O surto recente de Covid-19 na China continua afetando as cadeias de produção. Diversas linhas de fabricação de semicondutores e automóveis foram forçadas a suspender ou reduzir a produção em Xangai e nas regiões vizinhas por causa de controles do vírus e da falta de suprimentos.

Uma fabricante de veículos elétricos avisou em 14 de abril que as montadoras chinesas poderão ter que interromper a produção em maio se as paralisações persistirem na área de Xangai.

Uma pesquisa da Câmara de Comércio da União Europeia na China apontou que 30% das empresas entrevistadas disseram ter sido atingidas por interrupções no fornecimento. A Câmara Americana de Comércio na China descobriu que 57,3% das empresas pesquisadas foram afetadas pelas interrupções.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   04/05/2022

O banco continua a ver um enfraquecimento na demanda por habitação, que atualmente é impulsionada apenas pela média e alta renda

As construtoras brasileiras devem reportar mais um trimestre com margens pressionadas neste início de 2022, na visão dos analistas do Bank of America (BofA), após um quarto trimestre difícil. No setor, a casa mantém MRV e Cury como principais escolhas, com recomendação de compra e preços-alvo de R$ 18 e R$ 13 a ação, respectivamente, por suas oportunidades individuais de crescimento. A primeira por considerarem que o desempenho da AHS, sua operação nos EUA, ainda não está precificada na ação, e a segunda por conta do seu crescimento lucrativo e retorno de caixa.

Na outra ponta, o BofA destaca Tenda, do segmento de baixa renda, que enfrenta um cenário particularmente desafiador em termos de margem, e Even, que atua em média e alta renda, devido à redução da lucratividade. O BofA tem recomendação de venda para ambas e preço-alvo de R$ 8 a ação para Tenda e de R$ 7 para Even.

Já os preços-alvo para Cyrela , Direcional e EZTec, que completam o universo de cobertura do BofA, são de R$ 25, R$ 17 e R$ 19, respectivamente, com recomendação de compra para as duas primeiras e venda para a última.

Além da esperada sazonalidade do período, para as construtoras de baixa renda, o BofA estima mais um trimestre de redução de margem, uma vez que as obras iniciadas no biênio 20-21 avançam com margens mais baixas e novos projetos ainda veem margens pressionadas.

“As construtoras de média e alta renda também devem começar a ver maior compressão nas margens em meio a uma nova onda de inflação de custos e deterioração na acessibilidade de crédito, com um repasse mais desafiador”, escrevem em relatório sobre o setor os analistas Carlos Peyrelongue e Aline Caldeira.

Com isso, para o primeiro trimestre os analistas estimam uma compressão média de 155 pontos base nas margens, o que deve levar a uma redução de 25% nos lucros em relação ao quarto trimestre (40% na baixa renda e 8% na alta renda).

Nesse contexto, os analistas estimam novas revisões para baixo das projeções de margem do setor em razão do descasamento das expectativas de inflação neste trimestre. Isso deve acrescentar outra camada de preocupação para o segmento de baixa renda, acrescenta o BofA. “Continuamos a prever um aumento das taxas de financiamento, levando à deterioração da acessibilidade, o que deve prejudicar ainda mais a demanda, que vem desacelerando desde o final de 2021”, afirmam os analistas.

O banco continua a ver um enfraquecimento na demanda por habitação, que atualmente é impulsionada apenas pela média e alta renda, em meio ao menor acesso ao crédito e aumento de custos na margem.

“A dinâmica de custos começou a se deteriorar na margem com a tendência de alta dos preços do aço, a inflação de materiais permanece em dois dígitos (16% em 12 meses)”, afirma o BofA.

FERROVIÁRIO

Revista Ferroviaria - RJ   04/05/2022

O Brasil teve sua primeira ferrovia inaugurada em 1834, antes mesmo de a República ser estabelecida, por meio de uma concessão do Governo Imperial ao empreendedor Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, para a implantação da Estrada de Ferro Petrópolis. Com o intuito de atrair investidores e fomentar o desenvolvimento da malha ferroviária, o então Imperador Dom Pedro II instituiu a Lei da Garantia de Juros, que estabelecia o pagamento, com recursos públicos, de 5% sobre o capital empregado na construção da ferrovia. A lei trazia, ainda, outros incentivos, como a proibição de qualquer outra ferrovia em um raio de cinco léguas e a isenção de impostos sobre importações de materiais ferroviários. Por outro lado, penalidades seriam aplicadas em caso de descumprimento do cronograma de implantação, levando à caducidade do contrato em caso de recorrência. Apesar de ter impulsionado o desenvolvimento férreo do Brasil no século 19, estes mecanismos se provaram insustentáveis dada a pressão orçamentária criada com o pagamento de juros ao privado. O governo foi então forçado a reduzir os benefícios, o que arrefeceu os investimentos no setor e motivou sua estatização.

Após um extenso período de predominância estatal nas ferrovias, marcado pela baixa competitividade do modal e priorização de investimentos em rodovias, o setor privado voltou a ter protagonismo durante a desestatização nos anos 1990. A transferência à iniciativa privada ocorreu no formato de concessões, segundo a Lei 8.987/95, de forma verticalmente integrada. Neste modelo —adotado por países como Estados Unidos, Canadá e México—, o mesmo incumbente é responsável pela gestão da infraestrutura ferroviária e operação dos trens.

Os contratos assinados durante a onda de concessões da década de 90 possuíam prazo de até 30 anos, prorrogáveis por igual período, incluíam pagamento de outorga e obrigações de investimento, além da reversibilidade dos bens ao Poder Público. Os concessionários deveriam, ainda, atingir metas de produção anual e redução de acidentes e garantir o compartilhamento da infraestrutura sob sua incumbência, de forma a evitar abuso de poder de mercado. Em decorrência, no ano de 2001 foi criada a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que atua desde então para regular o cumprimento de regras contratuais e mediar conflitos entre os participantes do mercado.

As concessões trouxeram benefícios evidentes ao país. Segundo registros da ANTF (Associação Nacional dos Transportes Ferroviários), foram transportadas sobre trilhos 489 milhões de toneladas em 2020, dos quais 75% correspondem a minério de ferro, e a produtividade das ferrovias, medida em toneladas por quilometro útil (TKU), saltou de 137 bilhões, em 1997, para 365 bilhões em 2020 —um crescimento de 166%. No mesmo período, a frota de locomotivas cresceu 186%, de 1.154 em 2007 para 3.298 em 2020, e o número de acidentes alcançou o menor índice da série histórica, com uma redução de 86,41%.

No cenário internacional, o Brasil ocupa posição de destaque entre os pares latino-americanos, tanto em termos de volume transportado como em eficiência operacional. Um estudo publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento aponta que entre as dez ferrovias com maior volume de transporte na América Latina, seis estão no Brasil, com destaque para a Estrada de Ferro Carajás e para Estrada de Ferro Vitória-Minas, que ocupam a primeira e segunda posição do ranking, respectivamente. Em uma perspectiva mais abrangente, o Brasil ainda demonstra defasagem quando comparado a países de extensão territorial similar, como Estados Unidos, Austrália e China. Segundo o Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa a posição 78, entre 141 países, no quesito densidade da malha ferroviária. Dos atuais 30 mil quilômetros de ferrovias, aproximadamente um terço encontra-se em abandono, além de contar com baixa interoperabilidade dos trechos ativos devido à falta de padronização da infraestrutura. Ademais, o modelo verticalmente integrado de concessões resultou em forte concentração do mercado, e cerca de 90% de todo volume transportado está concentrado em apenas quatro grandes players.

Em 2021, foi aprovado um novo marco para o setor ferroviário (Lei 14.273), que trouxe à tona um novo formato de exploração privada de ferrovias, o regime de autorizações. O formato traz influências da reforma setorial que liberalizou as ferrovias norte americanas em 1980 (Stagger Rail Act) e permite que o setor privado implemente e opere ferrovias por sua conta e risco com menor intervenção do Poder Público e da ANTT. O modelo de concessões, contudo, não foi extinto. Em sua forma final, o regime de autorizações abrange ferrovias de qualquer natureza, inclusive propostas que coincidam ou interajam entre si e com projetos do governo. Nos primeiros seis meses, mais de 75 pedidos de autorização já foram entregues ao Ministério da Infraestrutura, totalizando investimentos na ordem de R$ 240 bilhões em 20 mil quilômetros de novas ferrovias.

Não se sabe, ao certo, qual parcela desta cifra se traduzirá em novos trilhos —uma vez que a apresentação de pedidos de autorização dispensa projetos detalhados e garantias de execução— nem tampouco os resultados da liberalização em um mercado dominado por operadores que transportam majoritariamente mercadorias exploradas pelo grupo econômico a que pertencem. De toda forma, a materialização destes projetos, mesmo que parcial, poderá trazer ganhos significativos em eficiência logística, aumentar a participação ferroviária na matriz de transporte e colocar o pais nos trilhos da descarbonização.

Rodoviário

Agência Camara - DF   04/05/2022

O governo federal prevê novo leilão de concessão da BR-040, entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no primeiro semestre do próximo ano. O projeto inclui novos trechos e a conclusão de obras na subida da Serra de Petrópolis, que hoje é um dos trechos mais perigosos da rodovia.

Os detalhes foram apresentados nesta terça-feira (3) durante audiência da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha a reconstrução de Petrópolis após as enchentes que deixaram 234 mortos entre fevereiro e março deste ano.
Elaine Menke/Câmara dos Deputados

Representante do Ministério de Infraestrutura, o coordenador do Departamento de Transportes Rodoviários, Anderson Santos Bellas, explicou que a concessão também vai incluir trecho da BR-495, conhecida como “Estrada das Hortênsias”, entre Teresópolis e Itaipava, distrito de Petrópolis. Além disso, a atual concessão da BR-040 entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora será estendida até a capital mineira.

“É uma extensão total de 472 quilômetros. Está sendo previsto um investimento próximo de R$ 7,15 bilhões, que seriam os investimentos adicionais da rodovia, e de R$ 5,39 bilhões em operação, que seriam os gastos necessários para manter o funcionamento no prazo de concessão”, disse. “A gente vai entrar agora em fase de audiência pública, em que as comunidades locais vão poder contribuir com o projeto. Logo, logo estará no TCU, e a gente espera que o leilão ocorra no primeiro trimestre de 2023”, acrescentou.

Petrópolis
Anderson Bellas destacou que haverá atenção especial à subida da Serra de Petrópolis, um trecho com elevado número de acidentes na BR-040 devido à pista estreita, sem acostamento e com curvas muito acentuadas.

“A União tem uma dívida com essa região em relação à obra da subida da serra, uma obra que está paralisada e impacta demais na região de Petrópolis”, declarou. “No contrato, está prevista a execução de três faixas de rolamento por sentido e acostamento com três metros. Ao todo, serão executados serviços de terraplenagem, obras de contenção e adequação de curvas horizontais, além da conclusão de três novos túneis”, explicou.

Desde 1995, esse trecho da BR-040 está concedido à Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio de Janeiro (Concer). O contrato venceu no ano passado, mas a empresa permanece no controle da rodovia por decisão judicial. Bellas elogiou as ações da Concer durante a tragédia de Petrópolis, como isenção de pedágio, abertura de pontos de coleta de doações e disponibilização de guinchos para a desobstrução de ruas.

O debate na Câmara foi solicitado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) para avaliar as ações do governo na reconstrução da “cidade imperial”. Ainda na reunião de hoje, representante da Defesa Civil do Rio de Janeiro afirmou que o acionamento de sirenes para informar a população sobre o risco de deslizamentos evitou que ocorresse uma tragédia ainda maior na Região Serrana neste ano.

Construção Latino-americana - SP   04/05/2022

Com o objetivo de desenvolver novas obras de infra-estrutura no Peru, Zapler, distribuidor oficial da Case no Peru, entregou três retroescavadeiras 570ST à China Road and Bridge Corporation, uma importante subsidiária da China Communications Construction Company (CCCC).
A Zapler entregou três retroescavadeiras 570ST para a China Road and Bridge Corporation.

A China Road and Bridge Corporation concentra-se principalmente em projetos globais de engenharia civil e construção, tais como estradas, ferrovias, pontes, portos e túneis. O equipamento adquirido pela empresa está atualmente desenvolvendo um projeto de melhoria, reabilitação, manutenção do nível de serviço e operação do corredor rodoviário que liga Lima - Canta - Huayllay - Dv. Cochamarca - Ruta nacional PE-3N. O equipamento está operando exatamente na vila de Marcapomacocha, a 4425 metros acima do nível do mar.

O corredor está localizado na parte central do país, na região de Lima, Junín e Pasco, e visa melhorar e reabilitar o trecho de asfalto de duas pistas, corrigir os sistemas de drenagem, estabilizar os desníveis e implementar a sinalização de acordo com as características do trajeto, a fim de evitar a segurança rodoviária.

“Eles são versáteis, confortáveis e capazes de fornecer resultados eficientes, razão pela qual foram escolhidos para este desenvolvimento”, disse Ricardo Flores, um dos operadores das novas máquinas.

“Com nossas máquinas oferecemos alta produtividade, simplicidade nas operações, baixo consumo e facilidade de manutenção. Estes atributos diferenciais são o que uma empresa procura ao escolher equipamentos para promover o desenvolvimento e a promoção das cidades”, disse Mario Rizzi, gerente de vendas da CASE para a América Latina.

NAVAL

Portal Fator Brasil - RJ   04/05/2022

Embarque de soja no navio Kydonia, com capacidade para mais de 80 mil toneladas de carga, é o maior já realizado pelo Tegram.

Nesta semana, o Porto do Itaqui recebeu, no berço 103, o navio Kydonia, originário da Grécia, para carregamento de 80.270 toneladas de soja que será destinada à Espanha. Trata-se do maior volume de grãos numa única embarcação já operada pelo Terminal de Grãos do Maranhão(Tegram) desde que se instalou no porto público do Maranhão, em 2015. A carga pertence à CLI – Corredor Logística e Infraestrutura S.A, responsável pelo lote 3 do Consórcio Tegram.

Para se ter uma ideia, antes do Kydonia, o maior volume de grãos em um único navio operado pelo Tegram no Itaqui chegou a 76 mil toneladas. —A atracação desse navio demonstra a infraestrutura do Itaqui para operar com embarcações como essa e até maiores. Tudo fruto de investimentos que tornam o porto cada vez mais eficiente e atrativo para a exportação de grãos— afirma o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago.

De acordo com o diretor de Operações da CLI, Marcos Pepe Bertoni, três fatores tornaram possível esse embarque recorde: melhor eficiência operacional, treinamento especializado da equipe e o fato da CLI ser o único terminal ‘bandeira branca’ operante no Itaqui, ou seja, cujo dono não é uma trading ou uma empresa de transporte.

—Destaque no Porto do Itaqui, o Tegram - Terminal de Grãos do Maranhão é um dos maiores terminais de grãos do Brasil e torna-se ponto de embarque de grande parte da soja, farelo de soja e milho produzidos no Maranhão, Piauí, Tocantins e, ainda, no nordeste do Mato Grosso —explica. —Assim, os produtores de grãos da Matopiba podem aumentar tanto a área produtora, quanto a produtividade, com o conforto de poder vender seus grãos para tradings a preços bem competitivos— completa Marcos Pepe.

Na avaliação do gerente de Operações do Consórcio Tegram, Randal Luciano, é uma tendência natural do mercado global operar com veículos maiores em todos os modais, como caminhões e composições ferroviárias, e uma realidade no modal marítimo em diversos tipos de navios, o que permite um volume maior de carga. —Essa operação com o Kydonia é uma espécie de laboratório para alavancar a nossa produtividade e nos preparar para esta realidade no cenário global, elevando nossa expectativa para a safra de milho deste ano —diz.

Com o Tegram operando em modo expandido, o que inclui dois berços em atividade simultânea, além do terminal da VLI, a expectativa é fechar 2022 com um volume superior às 13,9 milhões de toneladas de grãos movimentadas no Porto do Itaqui. Só o Tegram prevê bater a marca de 11 milhões de toneladas neste ano.

PETROLÍFERO

Investing - SP   04/05/2022

Os preços do petróleo se voltaram para baixo na terça-feira, à medida que os investidores ponderavam as preocupações com a destruição da demanda após o surto de Covid na China se expandir para Pequim, junto com o potencial de um possível embargo europeu ao petróleo da Rússia.

Por volta das 13h10, os contratos futuros do petróleo WTI, cotado em Nova York e referência de preço nos EUA, eram negociados com baixa de 1,64%, a US$ 103,45 por barril, enquanto os contratos do Brent, cotado em Londres e referência mundial de preço, apresentavam queda de 1,61% a US$ 103,48.

Os futuros da gasolina RBOB dos EUA apresentavam recuo de 0,71%, a US$ 3,4851 por galão.

Os casos diários de Covid na capital chinesa Pequim são agora contados a dúzias, e as autoridades estão ordenando testagem em massa e determinando o fechamento de escolas.

Pequim está desesperada em evitar que o surto se propague numa crise como a que atinge Xangai, centro financeiro do país, onde a maioria das pessoas ainda é impedida de deixar as suas casas depois de mais de um mês de confinamento.

A China é o maior importador de petróleo bruto do mundo e o segundo maior consumidor, e a atividade econômica limitada associada a estes lockdowns pode ter impacto significativo sobre a demanda global no mês de maio.

Com isso dito, a continuidade da guerra na Ucrânia e as consequentes sanções contra a Rússia seguem proporcionando suporte ao mercado. Este ano, o petróleo atingiu níveis máximos plurianuais, sendo que o Brent alcançou US$ 139 em março, seu preço mais alto desde 2008.

A BP (LON:BP) não antecipa quedas significativas nos preços do petróleo a curto prazo, já que o volume de petróleo russo afetado pelas sanções ocidentais deve dobrar, disse na terça-feira o CEO da empresa, Bernard Looney.

"Há um milhão de barris por dia de petróleo russo fora do sistema hoje ... Achamos que isso deve dobrar este mês, quando as sanções existentes entrarem em vigor", disse Looney.

Além disso, espera-se que a União Europeia materialize planos para reforçar as sanções contra a Rússia esta semana, possivelmente concordando com um embargo ao petróleo de Moscou.

Houve desacordo no bloco sobre dar ou não este próximo passo, mas as expectativas estão em alta após a Alemanha, maior economia da união e líder de fato do bloco, afirmar que estava preparada para apoiar um embargo imediato. Um acordo poderia incluir exceções para a Hungria e a Eslováquia, ambas fortemente dependentes das importações de petróleo da Rússia.

"Se for imposto o embargo ao petróleo russo, nossa expectativa é que os preços do petróleo capturem mais volatilidade", disse Naeem Aslam, analista da AvaTrade.

"No entanto, o diabo está sempre nos detalhes e isso significa que, se o embargo for aplicado, o fator mais importante a ser observado será quando esse embargo irá ocorrer, já que também há muita antecipação quanto ao fato de que as sanções contra o petróleo russo não entrarão em vigor imediatamente", acrescentou.

Os dados mais recentes sobre o inventário dos EUA publicados pelo grupo setorial American Petroleum Institute devem sair mais tarde no pregão, como precursores dos dados oficiais da Energy Information Administration na quarta-feira.

Petro Notícias - SP   04/05/2022

As reservas de gás nas instalações de armazenamento subterrâneo na Europa foram reabastecidas em 6,9 bilhões de metros cúbicos em 29 de abril, de modo que as empresas terão que bombear cerca de 56 bilhões de metros cúbicos a mais para ficarem 90% cheias, disse a estatal russa Gazprom. “Segundo a Gas Infrastructure Europe, a partir de 29 de abril, as reservas de gás nas instalações de armazenamento subterrâneo de gás da Europa foram reabastecidas em 6,9 bilhões de metros cúbicos. Para atingir o nível de 90% de capacidade de armazenamento, declarado como meta pela União Europeia, as empresas terão que bombear cerca de 56 bilhões de metros cúbicos de gás”.

A exportação de gás russo para a China através do gasoduto Power of Siberia continua a crescer, aumentando quase 60% em janeiro-abril em comparação com o mesmo período do ano passado, disse a Gazprom: “As exportações de gás para a China através do gasoduto Power of Siberia estão crescendo sob um contrato bilateral de longo prazo entre a Gazprom e a China National Petroleum Corporation”, disse a empresa.

O gás russo é fornecido à região através do gasoduto Power of Siberia. Os fornecimentos começaram no final de 2019 e totalizaram 4,1 bilhões de metros cúbicos em 2020. Prevê-se aumentar o volume de fornecimentos até atingir a capacidade anual projetada de 38 bilhões de metros cúbicos até 2025. Levando em conta o novo acordo de fevereiro, a capacidade total de fornecimento ao longo da rota do Extremo Oriente para a China pode chegar a 48 bilhões de metros cúbicos por ano.

Valor - SP   04/05/2022

O governo publicou nesta terça-feira (3) resolução com diretrizes para a redução da presença da Petrobras no mercado de gás natural. O objetivo é tentar tirar do papel a prometida competição no setor, hoje fortemente dominado pela estatal.

As medidas são consideradas pelo mercado um passo fundamental rumo à implantação do novo mercado de gás, mas há dúvidas com relação a sua efetividade, já que a defesa da concorrência e estados têm decidido em sentido contrário à proposta.

Atualmente, a Petrobras responde por cerca de 85% do volume de gás natural comprado por distribuidoras de gás encanado no país. Desde o fim de 2021, a estatal tem sido questionada por aumento de 50% no preço do insumo em novos contratos de fornecimento.

No início de maio, os preços da estatal foram elevados novamente, em 19%, acompanhando a escalada das cotações internacionais após o início da guerra na Ucrânia. Os repasses ao consumidor já começaram nos estados que têm reajuste trimestral.

A resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) dá 180 dias para que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) conclua um diagnóstico sobre as condições concorrenciais e elabore um programa para que a Petrobras abra mão de contratos de suprimento.

Por dificuldade de acesso a gasodutos, parceiros da estatal no pré-sal vendem sua parcela na produção à própria Petrobras. A ideia é liberar esse gás e eliminar obstáculos para que as empresas privadas concorram pelo mercado.

O texto determina ainda que a Petrobras permita, em novos contratos, que o comprador reduza os volumes contratados sem penalidades. A estatal terá também que realizar leilões de oferta do combustível e remover barreiras para que outras empresas acessem a infraestrutura de escoamento.

O gás natural é importante insumo para a indústria, principalmente segmentos como a fabricação de vidro e de produtos químicos, e usado também pelo comércio e residências nos estados com rede de distribuição mais desenvolvida.

É consumido também por taxistas e motoristas de aplicativo que optaram por trocar gasolina e etanol pelo GNV (gás natural veicular).

A abertura desse mercado foi uma das primeiras bandeiras do ministro da Economia, Paulo Guedes, que prometeu logo no início do governo um "choque de energia barata", com o aumento da competição no setor.

Mas a regulamentação das novas medidas atrasou e a escalada das cotações internacionais provocou efeito contrário nas tarifas.

"A resolução veio muito boa porque endereça a transição da abertura do mercado, que não foi prevista na Lei do Gás", diz Adrianno Lorenzon, diretor de Gás Natural da Abrace (Associação Brasileira dos Consumidores de Energia).

Ele ressalta que o texto trata de temas que ainda dependem de regulamentação, como o acesso de terceiros a gasodutos e a integração das malhas, além de propor a harmonização de legislações estaduais com a federal.

O mercado reclama que medidas recentes de estados e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vão na direção contrária do espírito da lei, principalmente em relação ao avanço da Compass, empresa do grupo Cosan, no setor.

O governo de São Paulo, por exemplo, autorizou sua controlada Comgás a construir um gasoduto ligando o litoral paulista à região metropolitana da capital, o que é questionado por grandes consumidores como um passo para a verticalização da atividade, proibida pela Lei do Gás.

"O dia-a-dia tem ido em outra direção", diz Lucien Belmonte, superintendente da Abividro (Associação Brasileira da Indústria do Vidro).

O setor questiona ainda parecer técnico do Cade favorável à aquisição, pela Compass, da fatia da Petrobras na Gaspetro, empresa que participa de 18 distribuidoras de gás encanado no país. O processo ainda será julgado pelo tribunal da autarquia.

Caso assuma todas as empresas, a Compass passará a ter influência em dois terços da venda de gás no país. A empresa, porém, diz que tem acordos para a venda de até 12 participações da Gaspetro a terceiros.

Money Times - SP   04/05/2022

O governo do Brasil está tentando adicionar um 12º bloco a um leilão de áreas de exploração de petróleo previsto para o final deste ano, disse uma autoridade do Ministério de Minas e Energia nesta terça-feira na Conferência de Tecnologia Offshore (OTC, na sigla em inglês) em Houston.

O bloco Ametista está localizado na fronteira sul da região conhecida como pré-sal e tem potencial promissor para volumes de petróleo em águas profundas, disse o secretário-executivo de petróleo, gás natural e biocombustíveis da pasta, Rafael Silva, durante o evento.

Se incluído no leilão, o que é provável de acontecer, disse ele, a Ametista será licenciada sob um acordo de partilha de produção.

O bloco fica ao sul do bloco de petróleo Bacalhau da Equinor e Exxon Mobil Corp..

Os dados sísmicos mostram potencial para volumes acima de uma espessa camada de sal sob o fundo do mar Atlântico.

A agência reguladora ANP está planejando colocar em oferta permanente pela primeira vez ainda este ano blocos de exploração na área do pré-sal.

Onze áreas de exploração e produção já foram aprovadas para oferta, disse o diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia.

Ao contrário das rodadas regulares de petróleo no Brasil, os blocos estarão permanentemente disponíveis para empresas interessadas em comprar direitos de perfuração, mesmo que não recebam uma oferta no primeiro dia de listagem.

AGRÍCOLA

IstoÉ Online - SP   04/05/2022

As vendas de máquinas agrícolas, entre tratores e colheitadeiras, tiveram crescimento de 16,8% em março quando comparadas ao mesmo mês do ano passado. O balanço foi divulgado nesta terça-feira, 3, pela Fenabrave, associação que, além das concessionárias de automóveis, representa revendedores de equipamentos usados no campo.

No total, 4,9 mil unidades foram entregues a produtores rurais no terceiro mês do ano, o que representa um recuo de 7% frente ao volume de fevereiro.

Como não se trata de emplacamentos, que podem ser atualizados diariamente, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados pela Fenabrave com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de carros, cujos resultados divulgados nesta terça pela associação já são relativos a abril.

No primeiro trimestre, as vendas de máquinas agrícolas somaram 14,1 mil unidades, alta de 29,9% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

IstoÉ Dinheiro - SP   04/05/2022

A AGCO, fabricante norte-americana de máquinas agrícolas de marcas como Valtra e Massey Ferguson, obteve lucro líquido de US$ 151,8 milhões, ou US$ 2,03 por ação, no primeiro trimestre deste ano. O resultado representa aumento de 0,66% ante igual período do ano passado, quando a companhia lucrou US$ 150,8 milhões, ou US$ 1,99 por ação.

Em termos ajustados, o lucro passou de US$ 2,00 para US$ 2,39 por ação. As vendas líquidas da companhia somaram US$ 2,686 bilhões no período, alta de 12,9% ante o reportado em igual intervalo de 2021.

“A AGCO apresentou vendas e lucros recordes no primeiro trimestre, uma vez que a economia agrícola saudável continua a dar suporte à demanda global robusta”, disse em comunicado o CEO da companhia, Eric Hansotia. “Apesar dessa demanda elevada, as restrições da cadeia de suprimentos agravadas pelos impactos da guerra na Ucrânia continuam a influenciar nossas operações. Nossos resultados refletem aumentos de preços substanciais para compensar o aumento dos custos de material, maiores despesas de logística e outras ineficiências de fabricação.”

Na América do Norte, as vendas aumentaram 14,7% no primeiro trimestre na comparação com um ano antes, para US$ 701 milhões. O desempenho foi motivado pelo aumento dos preços para mitigar as pressões de custos inflacionárias, juntamente com o aumento das vendas de tratores, grãos, proteínas e equipamentos, parcialmente compensados por menores vendas de produtos de plantio de precisão, disse a AGCO.

As vendas na América do Sul cresceram 48,2% na mesma comparação, para US$ 356,4 milhões. Excluindo o efeito do câmbio, o aumento foi de 41,8%. “As vendas cresceram fortemente em todos os mercados impulsionadas pela força contínua na demanda da indústria e impactos positivos de preços”, disse a companhia. “Os melhores resultados na América do Sul refletem o benefício de maiores vendas e produção, um mix favorável e preços que compensam a inflação de custos de materiais”.

Na Europa/Oriente Médio, as vendas somaram US$ 1,403 bilhão, aumento de 5,7% ante o primeiro trimestre do ano passado. Maiores vendas de tratores e peças de reposição juntamente com efeitos favoráveis de preços resultaram no aumento, afirmou a AGCO.

Para todo o ano de 2022, a companhia espera vendas entre US$ 12,5 bilhões e US$ 12,7 bilhões, ante os US$ 12,3 bilhões projetados anteriormente. A estimativa reflete a perspectiva de maiores vendas e volumes de produção, bem como de preços favoráveis para compensar a inflação de custos de material e mão de obra. A previsão de lucro por ação também foi elevada, de US$ 11,50 por ação para uma faixa entre US$ 11,70 e US$ 11,90.

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

contato@inda.org.br

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP