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04 de Março de 2021

INDA

ÍNDICE DA BOBINA QUENTE - PREÇOS DE IMPORTAÇÃO

Prezado Associado:                                                                     IBQ - Nº 50

Preços para importação de BQ - Bobina Quente / China, recebida via Porto de São Francisco do Sul/SC.

O índice é calculado com base em publicações especializadas do setor e visa servir de contribuição para que os associados ampliem suas informações sobre o mercado mundial de aços planos ao carbono.

SIDERURGIA

Aço tem máxima de 10 anos na China com possível corte de oferta; minério de ferro sobe

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Exame - SP   04/03/2021

Os futuros do aço na China chegaram a saltar mais de 5% nesta quarta-feira, para o maior nível em uma década, à medida que o plano do país de adotar mais medidas de proteção ao ambiente geraram preocupações sobre possíveis cortes de produção, enquanto o minério de ferro também subiu.

Além de um pedido do ministério da indústria por cortes na produção siderúrgica neste ano, alertas de forte poluição na província de Hebei e a chegada de um encontro anual do parlamento também devem afetar a produção no curto prazo, disse a SinoSteel Futures em nota.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de futuros de Xangai, para entrega em maio, fechou em alta de 3,9%, a 4.842 iuanes (749,11 dólares) por tonelada. Ele chegou a saltar até 5,6% mais cedo na sessão, para o maior nível desde agosto de 2011.

O volume negociado do produto usado em construção ficou em 196,8 mil toneladas na terça-feira, o maior volume diário transacionado desde 4 de janeiro, segundo a consultoria Mysteel.

Os futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian também avançaram, com alta de 1,8%, para 1.154 iuanes por tonelada.

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ECONOMIA

Com pandemia, PIB despenca 4,1% em 2020, maior queda desde o confisco de Collor

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Globo Online - RJ   04/03/2021

A pandemia derrubou o Produto Interno Brasileiro (PIB) em 2020, levando o país a enfrentar a mais profunda recessão em décadas. A economia encolheu 4,1%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE, a maior queda desde 1990, quando houve o confisco do presidente Fernando Collor de Mello.

Naquele ano, o PIB brasileiro desabou 4,35%. O desempenho do ano passado veio em linha com as expectativas de mercado, que projetava queda de 4,20%.

O resultado de 2020 também leva o país a um desastre econômico mais grave que o vivenciado na década de 1980, a chamada década perdida, quando estagnação e hiperinflação faziam parte do cotidiano dos brasileiros.

Segundo estimativas do Ibre-FGV, a economia cresceu 0,3% ao ano na década encerrada em 2020, desempenho pior que o registrado nos anos 1980, quando avançou 1,6% anualmente. Com isso, a última década foi a pior em 120 anos.

A série histórica do IBGE, pela atual metodologia do instituto, teve início em 1996. Mas estatísticas do Ipea e da FGV trazem dados para o PIB desde 1901.

Com tamanho tombo da economia e elevado desemprego, a renda per capita foi a menor da História em 2020. Ficou em R$ 35.172, baixa de 4,8% em relação a 2019.

Serviços têm forte queda com pandemia

Segundo o IBGE, o setor de serviços encolheu 4,5% e a indústria, 3,5% no ano passado. Somados, esses dois setores representam 95% da economia nacional. Por outro lado, a agropecuária cresceu 2%, puxada pelas safras recordes se soja e café.

O fechamento de hotéis, academias e restaurantes, devido às medidas necessários de distanciamento social para conter o avanço da pandemia, explicam esses números negativos.

"Mesmo quando começou a flexibilização do distanciamento social, muitas pessoas permaneceram receosas de consumir, principalmente os serviços que podem provocar aglomeração", analisa a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
Consumo do governo cai com escolas fechadas

Até os gastos do governo, que costumam ter variações menores em momentos de crise econômica profunda, tiveram um forte tombo no ano passado, de 4,7%.

Isso reflete o fechamento de escolas e demais serviços públicos, como parques e museus.

Na indústria, o segmento de construção civil foi o mais fortemente afetado. Apesar do recorde de financiamento com recursos da poupança para compra da casa própria no ano passado, a construção civil desabou 7% em 2020, influenciada, segundo o IBGE, principalmente pelas obras de infraestrutura, normalmente a cargo do governo.

Petróleo evita queda maior na indústria

A indústria da transformação recuou 4,3%, principalmente devido à queda na produção de veículos. Já a chamada indústria extrativa avançou 1,3%, com alta na produção de petróleo e gás, que compensou a queda da extração de minério de ferro.

Já os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) caíram 0,8%, encerrando uma sequência de dois anos positivos.

Pelo lado da demanda, todos os componentes recuaram em 2020, na comparação com o ano anterior. O consumo das famílias caiu 5,5%, o pior resultado da série histórica do IBGE, iniciada em 1996.
Perda de fôlego no 4º trimestre

Ao longo do ano, o PIB despencou no segundo trimestre, quando as restrições à circulação foram mais rígidas. Os três meses seguintes apontaram para uma recuperação, ainda que lenta.

No quarto trimestre, porém, a economia voltou a perder fôlego. O PIB cresceu 3,2% entre outubro e dezembro. A mediana das expectativas do mercado era de alta de 2,8%.

O país até teve certo dinamismo no último trimestre, fruto do arrefecimento da Covid-19 a partir de setembro, o que permitiu o afrouxamento das medidas de distanciamento social.

No entanto, o recrudescimento da doença nos meses seguintes e a redução do valor do auxílio emergencial fizeram a atividade econômica perder força e o ritmo de recuperação desacelerar.
Projeção de queda no 1º trimestre

O ritmo lento de vacinação por conta da falta de vacinas, o fim do auxílio emergencial a partir de janeiro e sem a definição de um novo programa, além da preocupação com o endividamento público têm levado analistas a estimarem uma queda no PIB no primeiro trimestre de 2021.

A Tendências projeta um pequeno crescimento do PIB no primeiro trimestre, seguido de uma leve queda no segundo. Mas a consultoria não descarta a possibilidade de um cenário com duas quedas consecutivas do PIB no ano, levando o país de volta à chamada recessão técnica:

— Viemos de dois trimestres positivos. Então, a base de comparação é mais elevada, e a ressaca do fim dos auxílios e a piora da pandemia sugerem um contexto de acomodação da atividade, o que pode acabar resultando em dois trimestres de pequena perda do PIB. É um risco bastante presente que está no radar — aponta Silvio Campos Neto, economista da consultoria.

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Tragédia maior no PIB de 2020 é a queda de 4,8% no resultado per capita, diz economista

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O Estado de S.Paulo - SP   04/03/2021

Para o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio de Souza Leal, embora os números do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 tenham vindo um pouco melhores do que ele esperava, a queda de 4,80% no PIB per capita caracteriza a "tragédia maior" dos números divulgados nesta quarta-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Durante a recessão de 2015 e de 2016 houve queda de mais de 4,0% na renda per capita, em média, para em seguida acontecer uma recuperação que ficou em 0,7% ao ano, na média. Antes de recuperarmos as perdas de 2015 e 2016, surge 2020 com um tombo de 4,80%, e essa é a tragédia maior do PIB. Mostra uma piora clara da situação financeira do brasileiro", argumenta Leal.

O PIB de 2020 tombou 4,10% ante 2019, resultado pouco melhor do que a mediana do mercado apurada pelo Projeções Broadcast, de queda de 4,20%. As estimativas, todas negativas, era de variação entre 4,55% e 3,50%. O PIB do último trimestre do ano passado cresceu 3,20% frente ao terceiro trimestre, considerando o ajuste sazonal.

Leal atenta para a participação do setor externo no PIB de 2020, que contribuiu positivamente com 1,2 ponto porcentual para o resultado do ano. "Se não fosse o setor externo, a queda do PIB iria para mais perto de 6,0%. Este é um comportamento normal em tempos recessivos. Como as importações caem muito em crises, acaba que as exportações líquidas se tornam mais favoráveis", pontua.

O economista do Banco Alfa não tem dúvidas de que o nível da atividade desacelerou no começo deste 2021 não só a ponto de sua projeção para o PIB do primeiro trimestre ser de queda de 0,30% ante o trimestre final de 2020, como já há viés de queda na projeção. Segundo Leal, três fatores pesam contra a atividade no primeiro trimestre: o fim do auxílio emergencial, a segunda onda da covid-19, que acaba restringindo a circulação de pessoas, e o processo de vacinação ainda muito lento contra a doença.

"É difícil escapar de um número negativo no primeiro trimestre. Essa confusão inicial da vacina tira um pouco do ânimo das pessoas. Espero queda de 0,30% no PIB do primeiro trimestre, e se eu revisar, vai ser para baixo", ratifica.

Para o segundo trimestre, no entanto, Leal está mais otimista, com projeção de crescimento de 0,30%. Dos três problemas que devem puxar para baixo a atividade do primeiro trimestre, pelo menos dois deles devem estar "bem encaminhados" entre abril e junho: as novas parcelas do auxílio emergencial, algo que, na perspectiva de Leal, "já está dado, e vai dar um ânimo maior para o consumo" e também a vacinação em massa, travada pelo fraco fluxo de recebimento de vacinas pelo Brasil, problema que o economista imagina que se resolva nas próximas semanas.

Antes da divulgação do PIB de 2020, o Banco Alfa projetava alta de 3,50% no PIB de 2021. De acordo com o economista, a nova estimativa do banco deve colocar o PIB de 2021 "mais perto de 4,0%".

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Com queda de 4,1% do PIB, Brasil deixa grupo das dez maiores economias do mundo

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Globo Online - RJ   04/03/2021

Depois de 14 anos, o Brasil deixou de figurar entre as dez maiores economias do mundo. Com a queda de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, impactado pelos efeitos negativos da pandemia, o Brasil passou a ocupar a 12ª posição, entre as maiores economias do mundo. O ranking foi elaborado por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, agência de classificação de risco.

— O Brasil entrou para o grupo das dez maiores economias mundiais em 2006, mas caiu para a 12ª posição em 2020, depois de 14 anos. Em 2019, o país ocupava o 9º lugar, mas no ano passado foi ultrapassado por Canadá, Coreia e Rússia — disse Agostini.

No ranking, os Estados Unidos continuam sendo a maior economia mundial, com PIB de US$ 20,8 trilhões, que representa 23% da economia global. Em seguida, a parece a China com um PIB de US$ 14,8 trilhões, que equivale a 16,4% da economia mundial.

No terceiro posto, aparece o Japão, com uma economia que produziu US$ 4,9 trilhões, o equivalente a 5,4% da participação mundial. Só na quarta colocação aparece um país europeu, a Alemanha, com PIB de US$ 3,7 trilhões.

O Brasil aparece na 12ª colocação com um PIB de US$ 1,42 trilhão. O Canadá está em 9º lugar, com PIB de US$ 1,6 trilhão; a Coréia está na décima colocação, com US$ 1,5 trilhão e a Rússia aparece na 11ª colocação, com US$ 1,46 trilhão de PIB.

Agostini observa que para este ano, sua estimativa é que o Brasil possa perder ainda mais duas posições e cair para a 14ª colocação, sendo ultrapassado pela Espanha e pela Itália.

Para elaborar o ranking, Agostini utilizou dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele observa que a desvalorização de 32,9% do real frente ao dólar ano passado também contribuiu para essa queda no ranking, já que para efeito de comparação os PIBs estão dolarizados.

— O encolhimento do PIB em relação a outros países mostra perda de eficiência e competitividade da economia. Além disso, a desvalorização cambial acentuada, na comparação com outros países, também mostra que algo está errado, com perda de confiança dos investidores e de produtividade.

O ranking funciona como uma espécie de bússola para os investidores, porque revela a grandeza e o histórico que a economia deste país vem ocupando nos últimos anos. A pandemia afetou todo mundo, mas o Brasil acabou sendo mais impactado — diz Agostini.

Ele lembra que entre uma série de países emergentes, a moeda brasileira foi a que mais se desvalorizou ano passado (mais de 30% frete ao dólar) e este movimento continua em 2021. Além disso, por aqui, a vacinação caminha a passos lentos, o que tende a retardar a recuperação da atividade econômica.

— Além disso, desde 2014, o Brasil vem piorando seu quadro fiscal. Deu um passo positivo nesse capítulo ao promover a reforma da Previdência, mas veio a pandemia e tudo piorou. O real continua se desvalorizando mais do que outras economias emergentes - diz Agostini, que ainda mantém uma estimativa positiva para o PIB brasileiro em 2021, que deve crescer 3,3%.

No ranking do PIB de 2020, também elaborado pela Austin Rating, ao divulgar uma queda de 4,1% no PIB, o Brasil acabou na 21ª colocação, atrás de países como Letônia (que teve queda de 3,6% no PIB e ficou na 17ª colocação), Estônia, com a economia encolhendo 3% ano passado (13ª posição no ranking) e Nigéria, que apresentou recuo de 1,9% no PIB e ocupou a 7ª colocação no ranking.

Apenas três países apresentaram crescimento positivo, entre os 50 analisados pelo estudo: Taiwan (alta de 3,1%), China (2,0%) e Turquia (crescimento de 1,6%).

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Secretário de Guedes diz que queda do PIB coloca Brasil em posição 'bastante satisfatória'

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O Estado de S.Paulo - SP   04/03/2021

O Produto Interno Bruto (PIB) é utilizado para medir a atividade econômica do país. Economistas costumam dizer que o PIB é um bom indicador de crescimento, mas não de desenvolvimento. Confira.

A partir de meados do ano, as medidas de restrição ao contato social começaram a ser relaxadas País afora. Só isso já foi suficiente para dar início à retomada, lembrou a economista-chefe da Tendências Consultoria, Alessandra Ribeiro. É o que economistas chamam de “recuperação cíclica”. As medidas adotadas pelo governo para mitigar a crise, com destaque para o auxílio emergencial, deram um impulso adicional.

“Uma coisa é parar tudo e reabrir. Só com isso, já tem uma reação da economia. Depois, o auxílio (emergencial) foi muito importante, mas houve outros estímulos”, afirmou Alessandra, citando a baixa da taxa básica de juros (a Selic, que chegou aos atuais 2,0% ao ano, menor da história) e outras medidas do Banco Central (BC) sobre o crédito, o programa de preservação de empregos formais e o Pronampe, linha de financiamentos para pequenas empresas com garantia do Tesouro, operada pelo Banco do Brasil.

Portanto, a ação do governo e do Congresso Nacional evitou um resultado anual ainda pior. Para o estrategista-chefe do Banco Mizuho na América Latina, Luciano Rostagno, a história da retomada da atividade econômica no ano passado só pode ser contada tendo os estímulos fiscais, monetários e creditícios, “sem precedentes”, como protagonistas. No momento mais pessimista das pesquisas do Projeções Broadcast, quando o IBGE informou o PIB do primeiro trimestre, no fim de maio, as projeções apontavam para uma retração de 6,5% em 2020. Dali em diante, os analistas foram revisando para cima as projeções, à medida que foram sendo divulgados dados econômicos.

A pandemia também desorganizou a economia. Com as famílias passando mais tempo em casa, o comércio eletrônico permitiu que o consumo de bens fosse mantido, beneficiando a recuperação da indústria. Com isso, o PIB industrial avançou 1,9% no quarto trimestre ante o terceiro, fechando 2020 com queda de 3,5% sobre 2019.

Por outro lado, o isolamento social seguiu afetando a prestação de serviços como alimentação fora, lazer e viagens. Com isso, o PIB de serviços avançou 2,7% sobre o terceiro trimestre, mas isso não foi suficiente para evitar a queda de 4,5% em 2020 ante 2019.

A desorganização dificulta a retomada, porque o setor de serviços responde por 73% do PIB. Esse peso também se reflete no consumo, direcionado em sua maioria para os serviços. Mesmo com o impulso do auxílio emergencial, a alta de 3,4% no consumo das famílias no quarto trimestre sobre o terceiro não evitou a queda de 5,5% em 2020.

Como a redução do poder de fogo das medidas do governo já era conhecida - em setembro, o auxílio emergencial foi reduzido de R$ 600 para R$ 300 mensais, com o último pagamento feito em dezembro - e houve a piora da pandemia em dezembro, a perda de fôlego da retomada no fim do ano era esperada. A desaceleração da recuperação continuou neste início de ano, sem o auxílio e com os sistemas de saúde no limite, e vários economistas já esperam uma retração do PIB no primeiro trimestre.

“2020 é o ano que não terminou. O ano de 2021 é um ‘repeteco’, e agravado. Estamos vendo uma rebarba forte da pandemia, sem os instrumentos (para mitigar a crise), como o auxílio (emergencial), e com o desemprego e a inflação mais elevados. É um 2020 piorado”, afirmou o economista Antônio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP.

Segundo Alessandra Ribeiro, da Tendências, dados de dezembro, janeiro e fevereiro apontam que o fim do auxílio emergencial tem causado impacto negativo “mais importante” do que o inicialmente estimado. Por isso, e por causa da piora na pandemia, a consultoria projetava crescimento abaixo de 3,0%, antes de saírem os dados do quarto trimestre.

Ao mesmo tempo, lembrou a economista, as discussões em torno da reedição da transferência de renda trazem à tona as incertezas sobre os desequilíbrios fiscais. O governo federal já vinha com déficits nos últimos anos por causa da crise fiscal que se arrasta desde a recessão de 2014 a 2016, mas o quadro se agravou com a pandemia. Ano passado, o déficit primário nas contas do governo - que não considera as despesas financeiras com juros da dívida - foi de R$ 743,087 bilhões, ou 10% do PIB, o maior rombo da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 1997.

Agora, após dois meses sem pagar o auxílio emergencial, o governo ainda negocia com o Congresso uma reedição da medida, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autoriza a inclusão da transferência de renda no Orçamento deste ano, mas cria novas medidas de ajuste das despesas no futuro. A PEC está prevista para ser votada nesta quarta-feira, 3.

Na visão de Alessandra, o controle da pandemia e o ritmo da vacinação são mais importantes para definir o ritmo da recuperação econômica em 2021, mas a questão fiscal poderá tirar ainda mais fôlego da retomada.

O efeito aí é indireto. Com as incertezas sobre o equilíbrio das contas do governo, agentes do mercado financeiro passam a buscar taxas de juros mais elevadas ao investir nos títulos públicos. Isso contribui para a elevação das cotações do dólar. O câmbio mais elevado serve de combustível para a inflação e poderá levar o BC a elevar os juros básicos. A elevação geral dos juros encarece investimentos e pode reduzir o ritmo de crescimento.

Para o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, as incertezas fiscais preocupam mais. Isso porque Megale - que integrava a equipe do Ministério da Economia, ocupando três cargos diferentes, até julho de 2020 - aposta que a vacinação contra avançará e que, mesmo sem o auxílio emergencial, recursos poupados pelas famílias manterão o consumo.

“O que pode piorar o cenário de PIB em 2021 não é a pandemia, não é a redução dos estímulos, mas uma piora relevante da percepção de risco”, afirmou o economista da XP.

Para Megale, a percepção de risco piorou recentemente, com a crise na Petrobrás - o presidente Jair Bolsonaro criticou a política de preços dos combustíveis e indicou um novo presidente para a estatal - e as sinalizações de que o auxílio emergencial poderá ser reeditado com poucas contrapartidas de cortes de gastos.

“Nesse ambiente, o câmbio talvez não seja tão favorável quanto a nossa projeção de R$ 4,90 (para o fim do ano). Se o câmbio for R$ 5,50, a inflação vai ficar mais pressionada, o Banco Central vai ter que antecipar a alta de juros, o que pode comprometer o crescimento no fim deste ano e do ano que vem”, completou o economista da XP.

O professor Lacerda, da PUC-SP, vê a reedição do auxílio como inevitável. Diante da elevação dos déficits nas contas públicas em todos os países, por causa do cenário inédito da pandemia, o problema maior é o governo federal não ter um plano de longo prazo de equilíbrio. No curto prazo, sem a transferência de renda emergencial, o desempenho da economia será pior em 2021, derrubando a arrecadação de tributos e, portanto, ampliando o rombo fiscal da mesma forma, segundo o economista.

“Não vamos conseguir o equilíbrio fiscal negando os recursos (para o auxílio), porque a arrecadação vai cair ainda mais, vai haver atrasos no pagamento de tributos. Não há muita alternativa se não fazer (uma nova rodada do auxílio)”, afirmou Lacerda. COLABORARAM THAÍS BARCELLOS e GREGORY PRUDENCIANO

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Prossegue a tragédia do PIB brasileiro

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O Estado de S.Paulo - SP   04/03/2021

O relatório do IBGE sobre o produto interno bruto (PIB) do quarto trimestre e do ano de 2020, divulgado ontem, é mais um amontoado de más notícias e outro retrato da tragédia por que passa o PIB brasileiro. Este caiu 4,1% em 2020, principalmente como resultado do impacto da covid-19.

Logo que a covid surgiu, houve previsões de queda próximas de 9% A política econômica governamental moveu-se em sentido contrário, como no auxílio emergencial e no crédito, mas uma queda de 4,1%, mesmo supondo que poderia ter sido pior, é por si mesma muito alta. E lamentável. Aliás, o relatório aponta que foi a pior taxa desde que a série dados foi iniciada em... 1996 (!). E mais: o PIB per capita, ou por habitante, caiu ainda mais, 4,8%, pois a população segue aumentando.

Em retrospecto, em 2020 as taxas trimestrais, relativamente ao trimestre imediatamente anterior, foram de -2,1% no primeiro, -9,2% no segundo, 7,7% no terceiro, e 3,2% no quarto. Esse movimento de descida e subida costuma ser chamado de recuperação em V, mas ele veio com sua haste direita sem voltar à mesma altura da haste esquerda. Assim, fazendo essa altura no último trimestre de 2019 igual a 100, em 2020 o PIB caiu para 89 no ponto mais baixo do V e alcançou 98,8% no alto de sua haste direita com as taxas positivas verificadas nos dois últimos trimestres do ano. Também se pode dizer que o PIB passou por uma recessão no primeiro semestre de 2020, que foi interrompida no segundo, mas sem voltar ao valor que tinha no final de 2019. Além disso, por conta desse V a média do PIB em 2020 ficou bem abaixo da média de 2019, o que levou a essa queda de 4,1%.

É importante colocar essa taxa no contexto mais amplo da tragédia do PIB brasileiro. Voltando à década passada, desde 2015 o PIB entrou num buraco do qual não saiu até hoje. No detalhe o relatório mostra isso, mas não há referência ao assunto na notícia do documento. Um dos gráficos do relatório apresenta um índice do PIB trimestral entre o primeiro trimestre de 1996 e o quarto de 2020, e percebe-se que o valor mais alto ficou lá atrás, no primeiro trimestre de... 2014! Ou seja, sete anos depois ainda não voltamos a ele. Em 2015 começa um movimento lembrando um U bem rebaixado e estendido, mas cuja haste direita não retornou ao mesmo nível marcado pela esquerda em sua ponta. Isso define uma depressão, algo mais longo do que as duas recessões ocorridas durante o mesmo movimento, a de 2015-2016 e a da covid-19.

Venho insistindo em apontar essa depressão ainda em curso, mas o noticiário, a classe política e mesmo vários economistas parecem ignorá-la, ou negligenciar a busca do seu enfrentamento. Aliás, influenciados pelo que se passa nos países desenvolvidos, muitos economistas brasileiros focados na economia como um todo concentram sua atenção na chamada macroeconomia, que foca principalmente em movimentos cíclicos ou de curto prazo. Questões de longo prazo são negligenciadas. Além da referida depressão, merece destaque o fato de que desde a década de 1980 a economia brasileira está em estagnação ou cresce abaixo do seu potencial, e muito pouco se fala disso.

Com dados do PIB desde 2014, incluídos os de 2020, estimei que ele precisaria crescer um total perto de 7% a partir de 2021 para voltar ao seu valor de 2014, o que tomaria cerca de três anos aumentando perto de 2,4% ao ano, e com muitas incertezas pelo caminho. Assim, para ao final voltar ao PIB de 2014, tomaria nove anos! Ou seja, quase uma década para voltar a um PIB que o Brasil já havia alcançado antes!

Passo agora a uma visão setorial do último ano. Um gráfico do relatório abrange 12 subsetores da economia, oito mostraram desempenho negativo em 2020, com destaque para o subsetor de outras atividades de serviços e o de transporte, comunicação e correio. O primeiro teve a maior queda, de 12,1%, e o segundo caiu 9,2%, resultados condizentes com o maior impacto da crise da covid-19 nesses subsetores. Entre os que cresceram, destacaram-se o de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (4%) e o de atividades imobiliárias exceto construção (2,5%). Este último teve queda de 7,8%, a terceira entre as maiores.

Enfim, esse é um quadro trágico do péssimo estado da economia brasileira. Quanto a políticas públicas em sentido contrário, confesso meu pessimismo com o cenário à frente. 2021 pode até mostrar um crescimento do PIB próximo de 3%, mas principalmente pelo fato de que 2020 teve média muito baixa, bastando a economia não cair mais este ano para mostrar algo até acima dos 2,4% citados. Bolsonaro não se interessa pelo assunto e até mesmo atrapalha com suas propostas, como ao interferir em estatais, gerar incertezas e desencorajar investidores. E a covid-19 voltou até com mais força, e sem um forte retrocesso também agravará a situação da economia. Mas, nesse mau contexto, pessoalmente hoje me sinto melhor, pois vou sair para tomar a vacina com que sonhava.

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Incertezas econômicas seguem elevadas e país terá 1º tri desafiador, diz Ministério da Economia

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Exame - SP   04/03/2021

As incertezas econômicas continuam elevadas e o primeiro trimestre será desafiador para o Brasil, mas a política monetária estimulativa, a expansão da vacinação, a consolidação fiscal e a continuidade das reformas vão permitir o aumento da confiança e maior vigor econômico ao longo de 2021, avaliou a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia nesta quarta-feira.

Em nota divulgada após números do IBGE mostrarem que o PIB do país caiu 4,1% no ano passado -maior tombo da série que começa em 1996 -, a SPE, responsável pelas projeções macroeconômicas no ministério, ressaltou que o desempenho superou estimativas feitas ao longo de 2020.

"Embora tenha ocorrido forte recuo da economia no primeiro semestre de 2020, especialmente no segundo trimestre, a atividade econômica voltou a apresentar um ritmo de recuperação consistente ao longo do segundo semestre de 2020", destacou o texto, acrescentando que o desempenho se deu pela melhora da indústria e comércio, que retomaram patamares pré-pandemia.

"O setor de serviços, que foi o mais afetado pela pandemia e pelo distanciamento social, já está próximo do nível anterior à pandemia e, com a continuidade da vacinação, será a força motriz da atividade neste ano", disse a SPE.

A secretaria lembrou que a projeção oficial do Ministério da Economia para 2021 é de crescimento de 3,2% do PIB.

"Contudo, para continuar avançando ainda mais, é necessária a aprovação das reformas estruturais e das medidas que viabilizem a consolidação fiscal."

Enquanto a SPE divulgava a nota sobre o PIB, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, falava a jornalistas em coletiva virtual, na qual destacou o desempenho da economia melhor que o previsto pelas estimativas feitas na sequência dos primeiros impactos da pandemia.

Questionado sobre o que causou a divergência entre estimativa do ministro da Economia, Paulo Guedes - de retração do PIB menor que 4% em 2020--, e o número oficial (-4,1%), Waldery afirmou que os dados de consumo das famílias (sob a ótica da demanda) e do setor de serviços (oferta) vieram mais fracos.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou contração de 4,1% em 2020, sob impacto das medidas de contenção ao coronavírus e após três anos de ganhos, com a atividade no ritmo mais fraco desde o início da série iniciada em 1996.

Waldery afirmou que a equipe econômica está avaliando quais medidas adotadas no ano passado (e sem impacto fiscal) poderiam ser repetidas em 2021 e destacou que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEM), dentre os colocados em prática, teve "alta efetividade".

"(Sobre) todas as outras (medidas) que foram tomadas, temos a aprendizagem do que funciona e do que não funciona", disse, citando ainda os diferimentos de impostos, também aplicados em 2020.

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MINERAÇÃO

Anglo American vai elevar a sua produção de minério

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Brasil Mining - SP   04/03/2021

A mineradora Anglo American vai investir entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões no sistema Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro, no Médio Espinhaço, neste exercício.

Os investimentos integram o pacote de US$ 1 bilhão da fase 3 do projeto e visam à operação e manutenção do projeto, bem como melhorias em segurança e o aumento da produção.

As informações são do CEO da subsidiária brasileira, Wilfred Bruijn, que, apesar das incertezas que ainda pairam sobre o cenário econômico mundial e nacional devido à pandemia de Covid-19, estima um 2021 ainda de forte demanda tanto pelo minério de ferro, quanto pelo níquel, cujas operações concentram-se no estado de Goiás.

“Temos percebido, principalmente a partir do segundo semestre do ano passado, um incremento global das commodities, não apenas nas da Anglo American. No caso específico do minério de ferro, a China continua sendo o grande motor e o nosso produto possui o atrativo do teor elevado (67%) baixas impurezas. Por isso, vislumbramos, pelo menos, um primeiro semestre com demanda bastante elevada”, estimou.

Em termos de produção, Bruijn disse que a expectativa para este exercício é de aumento de 5% sobre o ano anterior, mesmo com tantas intempéries. Em 2020, a Anglo American produziu 24 milhões de toneladas de minério de ferro no sistema Minas-Rio, alta de 4% em relação ao produzido em 2019. Assim, em 2021, a produção deverá ser superior a 25 milhões de toneladas.

Já para 2022, a capacidade nominal da planta, de 26,5 milhões de toneladas, deverá ser atingida. “Os investimentos deste exercício contemplam o aumento da produtividade e contribuem para a expectativa de adicionarmos volumes à produção”, revelou.

O sistema Minas-Rio conta com uma mina e uma planta de beneficiamento no Estado e um mineroduto de 529 quilômetros de extensão que vai até o Porto de Açu, no Rio de Janeiro.

Balanço
Na última semana, a companhia divulgou o resultado financeiro de 2020, em que o grupo atingiu US$ 9,8 bilhões no Ebitda (lucro líquido antes do Imposto de Renda, contribuição social, despesas financeiras líquidas, despesas de depreciação e amortização), número que representa uma pequena queda de 2% na comparação ao resultado de 2019.

Apenas no Minas-Rio, o resultado dos negócios proporcionou um aumento de 60% no Ebitda, o que corresponde a US$ 1,8 bilhão – contra US$ 1,1 bilhão em 2019. Segundo a companhia, esse balanço positivo é reflexo do aumento do preço do minério de ferro no período e do crescimento da produção alinhado ao aumento da estabilidade operacional e do foco contínuo no controle dos custos, além da desvalorização do real frente ao dólar.

Já a Unidade de Negócio Níquel obteve aumento de 8%, com US$ 206 milhões (US$ 191 milhões em 2019), beneficiando-se de melhorias e estabilidade operacionais, disciplina de custos e movimentos cambiais favoráveis, parcialmente compensados pelo menor preço realizado do níquel, principalmente na primeira metade do ano.

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Estrangeiros interessados na venda pelo BNDES das debêntures da Vale

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O Estado de S.Paulo - SP   04/03/2021

Uma das estratégias traçadas para a venda das mais de 200 milhões de debêntures participativas da Vale que pertencem ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Tesouro, num total de cerca de R$ 13 bilhões, é oferecer aos investidores estrangeiros. A oferta será para no máximo 50 investidores e o ativo é bom: tem um retorno baseado em uma participação nas vendas de minério da companhia por 100 anos. O grupo de fora do país, como fundos de pensão e seguradoras, já vem demonstrando interesse em adquirir os papéis. O minério de ferro está com seus preços globalmente em escalada e alguns especialistas acreditam que o metal está entre as commodities que podem passar por um superciclo de alta.

Começou. A expectativa do BNDES, conforme informou ao mercado, é de que a oferta das debêntures ocorra no segundo trimestre. Os trabalhos estão sendo conduzidos para que aconteça efetivamente em abril. O chamado “roadshow”, ou encontro com investidores para contextualizar a venda, deve ser iniciado ao final de março. Os bancos Bradesco BBI, Itaú BBA, JPMorgan e Citi foram os escolhidos para conduzir o processo. Procurado, o BNDES não comentou.

Volta o filme. A Vale informou em fevereiro, na divulgação de seu balanço do quarto trimestre de 2020, que não iria recomprar as debêntures. Mas nesta quarta-feira comunicou assembleia de debenturistas para pedir mudança no contrato do papel, permitindo que faça uma recompra – sem data definida – dos papéis e eventualmente seu cancelamento. Para a Vale seria um ótimo negócio. Essas debêntures tem um custo médio de 8,5% para a empresa, o que é bem superior à média de 3,5% do que remunera títulos de dívida (bonds) que emite no exterior. Não está claro exatamente em que momento seria feita essa recompra, caso os debenturistas aprovem essa mudança no contrato da debênture. No total, são 388 mil debêntures o que, ao preço de R$ 60,00 em que estão agora, equivaleria a R$ 23 bilhões. A perspectiva é de que o preço dessa debênture suba mais. Alguns gestores calculam que pode chegar a R$ 85,00 em 12 meses.

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Ministro do MME participa de encontro para debater a mineração na agenda política e economia nos países latino-americanos

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Brasil Mining - SP   04/03/2021

O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participou do Encontro Latino-Americano de Mineração (ELAMI) e falou sobre o caminho adotado pelo governo brasileiro com o objetivo de promover um salto qualitativo e quantitativo ao setor mineral. “Nos dois últimos anos avançamos na modernização do setor com adoção de novos padrões e práticas em termos de governança, qualidade regulatória, segurança e sustentabilidade. O Brasil aprendeu muitas lições com os casos dos desastres de barragens e optou por fazer da crise uma oportunidade para superação. A nova legislação brasileira promoveu alteração na política nacional de segurança de barragens, tornando nossos padrões ainda mais rigorosos”, afirmou.

Bento Albuquerque também citou o fortalecimento do setor mesmo diante da covid-19. “O desafio imposto pela pandemia tornou ainda mais evidente o papel da mineração na promoção do bem-estar da população e do crescimento econômico. O setor mineral despontou em 2020 como um dos mais eficientes na superação da crise, atingindo o melhor resultado nacional em termos de faturamento e comércio exterior, comprovando o acerto das políticas aprovadas. No último ano, o aumento do saldo da balança comercial do setor mineral foi da ordem de 28%, contabilizando 32 bilhões de dólares. Em momento desafiador para o Brasil e o mundo, o setor contribuiu com 64% do superávit comercial brasileiro. A mineração consolida-se como um dos motores da economia nacional”, afirmou Bento de Albuquerque.

O Brasil tem desenvolvido com os parceiros latino-americanos diversas ações conjuntas voltadas para o setor mineral. “Temos um trabalho tradicional no Mercosul e também temos nos empenhado no fortalecimento da conferência dos ministérios de mineração das Américas, a CAMA, cujo a reunião anual teremos a honra de organizar no próximo mês de junho”, informou.

“O novo arranjo geopolítico global que envolve, por exemplo, o suprimento de matérias-primas para a extraordinária demanda das indústrias de alta tecnologia e para a transição energética deixa a América Latina bem posicionada para assumir um papel de protagonismo, afinal a região é detentora de importantes jazidas de lítio, terras-raras e minerais pegmatíticos, insumos essenciais para transformações em curso na economia mundial”, finalizou.

Também participaram do encontro o Ministro de Minas e Energia da Colômbia, Diego Mesa, o Ministro de Minas e Energia do Chile, Juan Carlos Jobet, o Ministro de Energia e Minas do Peru, Gabriel Quijandría, e o Secretário de Minas da Nação da Argentina, Alberto Hensel.

Com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o ELAMI segue até sexta-feira (5/3) com debates sobre como o setor de mineração tem se transformado para enfrentar as novas condições globais. Especialistas internacionais comentaram como a indústria de mineração está enfrentando os desafios econômicos, ambientais e sociais que o novo cenário internacional impõe à indústria de mineração. O evento tem o apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e as inscrições são gratuitas. Acesse www.encuentrodemineria.com.

Participação do IBRAM no ELAMI

O ELAMI contará com a participação do diretor de Comunicação do IBRAM, Paulo Henrique Soares, na quarta-feira, às 9h – horário da Colômbia , no painel “O uso das redes sociais como mecanismo de participação cidadã”. Na sexta-feira, às 10h – horário da Colômbia, será a vez do diretor-presidente do IBRAM, Flávio Penido, que participará do painel “Desenvolvimento da mineração nos países da região da América Latina”.

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Máquinas e Equipamentos

CNH Industrial adquire parte da Monarch Tractor

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Portal DBO - SP   04/03/2021

A CNH Industrial anunciou nesta quarta-feira (3/3) ter concluído investimento minoritário na Monarch Tractor, empresa de tecnologia agrícola com sede nos Estados Unidos. A meta é acelerar a transformação da indústria agrícola em direção à autonomia e eletrificação.

“Esta parceria estratégica é um passo importante para aumentar ainda mais a sustentabilidade de longo prazo, permitindo um agronegócio rentável e com emissão zero”, disse a CNH em nota.

“A Monarch tem uma tecnologia pioneira de tratores que incorpora eletrificação, uso autônomo e gerenciamento de dados”, comentou Scott Wine, CEO da CNH Industrial.

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AUTOMOTIVO

Chevrolet e Honda paralisam produção no Brasil e indicam colapso na indústria

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Autoesporte – Globo.com   04/03/2021

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FERROVIÁRIO

Marcopolo aposta no transporte metroferroviário

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InfraRoi - SP   04/03/2021

A entrada da gaúcha Marcopolo no mercado metroferroviário aconteceu em 2019 com a divisão Marcopolo Rail, que lançou seu primeiro veículo em dezembro do ano passado. Chamado de VLT Prosper, o equipamento terá sua primeira utilização em uma rota turística operada pela Giordani Turismo no Sul do Brasil. Agora, a companhia traça um cenário possível de crescimento levando em conta as tendências mundiais de mobilidade urbana.

De acordo com Petras Amaral, business head da Marcopolo Next e executivo responsável pela Marcopolo Rail, o sistema metroferroviário brasileiro precisa ser repensado para atender adequadamente à crescente demanda da população. Apenas 13 regiões metropolitanas no país, de um total de 63 de médio e grande porte, contam com malhas metroferroviárias.

E, apesar de transportarem mais de 11 milhões de passageiros por dia, ainda assim, apresentam capacidade abaixo da demanda, aponta estudo Setor Metroferroviário Brasileiro, da ANPTrilhos.

“Trens atendem a várias necessidades no que se refere à capacidade, distância e velocidade. Eles também se alinham às tendências mundiais de mobilidade relacionadas à conexão e ao compartilhamento, uma vez que são complementares aos outros modais como bicicletas, motocicletas, carros, ônibus e aviões”, comenta Amaral. “Neste último, temos como ótimos exemplos os people movers que circulam em aeroportos de diversos países e que, em breve, teremos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo”, diz.

Na visão do executivo, os veículos sob trilhos apresentam uma capacidade bem maior por área ocupada que outros meios de transporte e vão ao encontro de outra tendência da mobilidade global: a eletrificação, que contribui para que o sistema seja ambientalmente amigável.

“O setor metroferroviário apresenta grande potencial de crescimento no Brasil, tanto para os segmentos urbanos e intercidades quanto para o turístico – apesar de estarmos longe dos países em que esse modal já atua integrado ao deslocamento diário de passageiros há décadas ou mesmo séculos”, analisa.

O especialista lembra que, em geral, as ferrovias requerem infraestrutura de alto custo, investimentos de longo prazo e comprometimento do poder público. O retorno compensa porque pela longa duração dos materiais rodantes e dos benefícios nos deslocamentos das populações, proporcionando a redução de custos e tarifas no transporte público.

Além disso, o Brasil tem capacidade industrial instalada, expertise e tecnologia para avançar no transporte sobre trilhos, e, aos poucos, surgem projetos em diversas cidades, impulsionados por parcerias público-privadas. Esse potencial poderá ser explorado também no desenvolvimento e implantação deste setor também nos países vizinhos da América Latina.

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NAVAL

Rio Grande e Salvador esperam novas rotas a partir de 366m em Santos

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Portos e Navios - SP   04/03/2021

Terminais de contêineres acreditam que a homologação concedida para complexo portuário paulista beneficiarão indiretamente portos com infraestrutura para receber essa classe de navios.

A Wilson Sons, que opera terminais de contêineres em Rio Grande (RS) e em Salvador (BA), avalia que a autorização da autoridade marítima para o Porto de Santos receber navios com 366 metros de comprimento e 52m de boca, concedida na semana passada, favorece novas rotas para o Brasil. A leitura é que os novos parâmetros operacionais do complexo portuário paulista beneficiarão indiretamente os dois Tecons operados pelo grupo. Para a operadora, a homologação favorece outros portos brasileiros habilitados a receber esse tipo de embarcação, já que possibilita a atração de novas rotas para o país.

Em 2018, o Porto de Salvador (BA) recebeu homologação semelhante, sem restrições de navegabilidade por apresentar características ambientais e infraestrutura exigidas pela Marinha. Em outubro do ano passado, com a homologação do novo calado no porto gaúcho, o terminal de contêineres operado pela Wilson Sons ratificou sua capacidade para atender dois navios de 366 metros simultaneamente.

“Com localização estratégica e equipamentos de ponta, o Tecon Rio Grande caminha para ser um terminal concentrador de cargas do cone sul. Hoje, [o terminal] já recebe as principais linhas marítimas que conectam a região do Mercosul com os mais importantes portos estrangeiros na Europa, Ásia e América do Norte”, destacou o diretor-presidente do terminal, Paulo Bertinetti.

Já o diretor-presidente do Tecon Salvador, Demir Lourenço, disse que a autorização é importante para manter e atrair novas rotas, atendendo importadores e exportadores da Bahia e de outros estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Tocantins, Pernambuco e Sergipe, que podem operar pelo porto da capital baiana. O diretor-presidente da Companhia das Docas da Bahia (Codeba), Carlos Autran Amaral, declarou que a homologação do Porto de Santos é o ponto de partida para que a Bahia integre a rota comercial sul-americana dos new panamax e se consolide como opção comercial para os players do mercado internacional.

O Tecon Salvador passou a operar regularmente um serviço com navios post-panamax, com 330 metros de comprimento (LOA) e 48,34 de boca desde julho do ano passado, quando o primeiro navio desta classe atracou no porto baiano. Em Rio Grande, o Tecon recebeu em 2020 navios de até 337 metros de comprimento e 48 metros de largura. Os navios, classe new panamax, possuem capacidade para transportar até 14 mil TEUs e são as maiores embarcações previstas para a América do Sul.

O Ministério da Infraestrutura acredita que a possibilidade de já se iniciar operações com navios de 366m, no Porto de Santos, viabiliza novas operações de linhas de longo curso. “As atuais linhas tornam-se mais eficientes, atrativas e competitivas devido aos ganhos de escala e ao uso de embarcações de maior capacidade de carga que — além de estarem mais adequadas aos requisitos ambientais — são mais modernas e com maior eficiência energética”, informou a pasta à Portos e Navios.

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AGRÍCOLA

CNA projeta crescimento de 2,5% do PIB agropecuário em 2021; milho pode pressionar

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Investing - SP   04/03/2021

O PIB agropecuário, que mede a atividade dentro da porteira, deverá voltar a crescer este ano, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projetando aumento de 2,5% sobre 2020, caso o clima colabore com a segunda safra de milho, que terá boa parte plantada fora da janela climática ideal após um atraso da colheita de soja.

Segundo o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, a estimativa ainda pode ter viés de alta, se a demanda internacional pelos produtos brasileiros ficar aquecida ou a economia interna melhorar; ou de baixa, na hipótese de algum problema de safra, notadamente de milho.

O cereal e a soja são duas das principais culturas do Brasil. No caso da oleaginosa, a safra está bem encaminhada para ter novo recorde, enquanto o país planta a maior parte do cereal na segunda safra, na sequência da colheita da verão, o que está ocorrendo agora.

"O que vimos foi um atraso de 40 dias (na soja), e isso no cômputo geral não vai ter grandes prejuízos. Mas um terço da safra do milho segunda safra será plantado fora da janela ideal de plantio (pelo atraso da soja). Isso sim, se der alguma estiagem mais severa, pode influenciar no milho segunda safra e outra culturas", disse ele.

"O clima é o fator que estamos olhando com mais preocupação, que pode fazer com que haja um recuo do PIB da agropecuária", acrescentou.

Em 2020, conforme informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Agropecuária foi o único setor que cresceu, com 2%, ante queda de 3,5% na Indústria e recuo de 4,5% em Serviços.

O PIB do país, como um todo, caiu 4,1%, na maior retração em 24 anos sob impacto das medidas de contenção do coronavírus.

O aumento da Agropecuária foi impulsionado pela soja (7,1%) e café (24,4%), que tiveram produções recordes na série histórica.

Dessa forma, a participação da agropecuária no PIB nacional subiu de 6,7% em 2019 para 7,l% em 2020, disse o especialista da CNA.

"Se o PIB da agropecuária fosse zero, o PIB do Brasil teria caído 4,2 e não 4,1%", comentou, lembrando que algumas indústrias ligadas ao agronegócio também apresentaram crescimento, como os segmentos de alimentos e de papel e celulose.

"Ou seja, somado e subtraído, o PIB do Brasil teria caído mais, não fosse o agronegócio."

Ele destacou ainda que a evolução do PIB da agropecuária na última década foi de 25,4%, com ganhos de produtividade e forte demanda internacional pelos produtos nacionais, enquanto o PIB do Brasil recuou 1,2% no mesmo período.

A CNA tem um cálculo mais abrangente sobre o PIB, considerando também indústrias, incluindo de insumos, o que deixa o indicador ainda mais robusto, comparado com o índice da agropecuária.

Até dezembro, a CNA via um crescimento de 9% no chamado PIB do Agronegócio em 2020, estimativa que deve ser atualizada em breve.

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AGCO anuncia estratégia Farmer-First

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Yahoo News - SP   04/03/2021

A AGCO (NYSE: AGCO), uma empresa líder global em design, manufatura e distribuição de equipamentos agrícolas e tecnologia de precisão agrícola, anunciou hoje sua primeira estratégia ‘agricultor em primeiro lugar’ (farmer-first) projetada para maximizar a criação de valor para suas principais partes interessadas.

Durante sua Apresentação de Analistas Virtual de 2021, Eric Hansotia, presidente e diretor executivo da AGCO apresentou as afirmações de novo Propósito e Visão da AGCO que, quando combinadas, oferecem poderosas conclusões no papel que a AGCO pretende exercer para agricultores e dentro do setor agrícola. O Propósito da AGCO é oferecer "Soluções focadas no agricultor para alimentar o nosso mundo de forma sustentável" e a Visão é ser "Parceiro de confiança e líder em soluções inteligentes para o setor agrícola".

A AGCO irá concretizar seu Propósito e Visão continuando a alavancar seu portfólio premiado de marcas diferenciadas, para oferecer a agricultores experiências de cliente excepcionais, que reforçam as promessas da marca e oferecer soluções agrícolas inteligentes, de alta qualidade, que entregam valor ao cliente. Faremos parcerias com líderes para engajar e apoiar agricultores durante todo o ciclo, desde a aquisição à substituição. Incorporados na empresa estão quatro pilares ambientais e sociais que criam valor para as partes interessadas e reforçam a reputação do setor agrícola: avançando na saúde do solo e sequestro de carbono no solo, descarbonizando nossas operações e produtos, elevando a saúde, segurança e bem estar dos funcionários, e priorizando o bem estar animal na produção de alimentos.

Reforçando o objetivo da AGCO para ajudar agricultores a aumentar a renda líquida da fazenda, elevando o rendimento ou reduzindo desperdícios, Seth Crawford, vice-presidente sênior de Precision Ag and Digital, demonstrou a abordagem da AGCO para abrir este significativo valor do cliente. Alavancando sua tecnologia de precisão agrícola Fuse em todo o principal portfólio da marca, crescendo seu negócio de renovação Precision Planting, e otimizando sua colaboração com parceiros de vendas através da experiência digital do cliente para melhor atender agricultores são elementos chave do foco estratégico da AGCO neste dinâmico espaço.

Hansotia resumiu a estratégia ‘agricultor em primeiro lugar’: "Nossa estratégia é personalizada para colocar os agricultores no centro de tudo que fazemos. Entendendo profundamente as necessidades de nossos clientes e alinhando nossos negócios para atender e exceder suas expectativas irá entregar valor sustentável às partes interessadas, e ajudar a proteger o suprimento global de alimentos para gerações futuras".

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em desenvolvimento, fabricação e distribuição de maquinário agrícola e tecnologia agrícola de precisão. A AGCO entrega valor ao cliente através de seu portfólio de importantes marcas diferenciadas, como Challenger® , Fendt® , GSI® , Massey Ferguson® e Valtra® . Alimentada pelas soluções agrícolas inteligentes Fuse® , a completa linha de equipamentos e serviços da AGCO ajudam agricultores a alimentar nosso mundo sustentavelmente. Fundada em 1990 e sediada em Duluth, estado norte-americano da Geórgia, a AGCO obteve vendas líquidas no valor de US$ 9,1 bilhão em 2020. Para mais informações, acesse www.AGCOcorp.com. Para receber notícias, informações e eventos da empresa, siga-nos no Twitter: @AGCOCorp. Para notícias financeiras no Twitter, siga-nos pela hashtag #AGCOIR.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

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