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04 de Fevereiro de 2021

INDA

ÍNDICE DA BOBINA QUENTE - PREÇOS DE IMPORTAÇÃO

Prezado Associado:                                                                     IBQ - Nº 48       

Preços para importação de BQ - Bobina Quente / China, recebida via Porto de São Francisco do Sul/SC.

O índice é calculado com base em publicações especializadas do setor e visa servir de contribuição para que os associados ampliem suas informações sobre o mercado mundial de aços planos ao carbono.

SIDERURGIA

Preço do aço produzido pela Usiminas sobe 30% em apenas 32 dias deste ano

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Click Petróleo e Gás – 04/02/2021

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ECONOMIA

IPC-Fipe sobe 0,86% em janeiro, ganhando força ante aumento de 0,79% em dezembro

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IstoÉ Dinheiro - SP   04/02/2021

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,86% em janeiro, acelerando frente ao acréscimo de 0,79% verificado em dezembro, mas perdendo força em relação à alta de 0,92% registrada na terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados nesta quarta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nos 12 meses até janeiro, o IPC-Fipe acumulou inflação de 6,22%.

Cinco dos sete componentes do IPC-Fipe mostraram aceleração no último mês: Habitação (de 0,33% em dezembro para 0,80% em janeiro), Transportes (de 0,79% para 0,92%), Saúde (de 0,33% para 2,12%), Vestuário (de 0,26% para 0,91%) e Educação (de estável para 2,38%).

Os itens restantes perderam força ou ficaram negativos de dezembro para janeiro: Alimentação (de 2,08% para 1,50%) e Despesas Pessoais (de 0,15% para -1,12%).

Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe em janeiro:

– Habitação: 0,80%

– Alimentação: 1,50%

– Transportes: 0,92%

– Despesas Pessoais: -1,12%

– Saúde: 2,12%

– Vestuário: 0,91%

– Educação: 2,38%

– Índice Geral: 0,86%

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Exportações brasileiras antecipam retomada global do comércio

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Exame - SP   04/02/2021

Apesar do déficit de US$ 1,125 bilhão, os números da balança comercial brasileira em janeiro não preocupam o mercado. Somados à chegada das vacinas contra o coronavírus e ao aumento dos preços da soja, minério e petróleo, a expectativa é que o índice chegue ao final de 2021 com um superávit ainda maior que o recorde de 2017, quando a balança ficou positiva em US$ 67 bilhões.

Em janeiro, não só as exportações registraram uma alta de 12,4%, mas também as importações, que cresceram 22% no setor agropecuário, 7,6% na indústria extrativa e 6,5% na indústria de transformação. O movimento reflete a expectativa de reversão da deterioração econômica de 2020.

“As empresas estão investindo de olho na retomada da economia global”, explica o advogado João Alfredo Lopes Nyegray, especialista em negócios Internacionais e coordenador do curso de Comércio Exterior na Universidade Positivo. “Para aproveitar esse momento, a indústria está se preparando para oferecer produtos melhores, ao mesmo tempo que reduz custos de produção. Trazer maquinário e insumos de fora é um grande trunfo nessa equação comercial.”

China, Hong Kong e Macau foram os principais clientes brasileiros no período, com alta de 19,4% nas exportações brasileiras para o país. Outro destaque de janeiro é a vizinha Argentina, que não só comprou 41,1% mais produtos brasileiros em relação ao mesmo período do ano passado, mas também vendeu 30,1% a mais para os brasileiros.

“Quando importações e exportações sobem ao mesmo tempo, significa que a atividade econômica vai num clima muito positivo. Principalmente na Argentina, que é o principal destino dos nossos produtos manufaturados”, explica José Augusto, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, que aposta na manutenção desse cenário. “Com a Argentina se recuperando da pandemia rapidamente e começando a resolver algumas questões estruturais, nós poderemos vender ainda mais para eles.”
Entraves domésticos persistem

O otimismo com a retomada, entretanto, pode ser frustrado caso a agenda de reformas e as melhorias de infraestrutura não deslanchem como esperado. Sem esses elementos, explica Nyegray, o Brasil pode até continuar registrando superávits na balança comercial, mas com uma participação no comércio global muito aquém do seu potencial.

O advogado lembra que, na década de 50, o Brasil era responsável por 2% de todos os produtos transacionados no mundo, enquanto hoje “sofre” para manter o patamar de 1%, sendo apenas o 26% maior exportador do mundo – atrás de países muito menores em território e população, como Cingapura e Hong Kong.

“Esse é um tema que tem que ser urgentemente tratado, para que a gente deixe de pensar apenas em superávit e tenha um crescimento econômico que nos permita também trazer mais produtos de fora, aumentar a concorrência e a inovação no mercado interno”, explica Nyegray.

Precisamos aproximar a realidade do comércio internacional da pequena e média indústria, que é aquela que corresponde à maior parte das empresas brasileiras, a que mais emprega e a que tende a sofrer mais com as crises econômicas. Isso só é possível desburocratizando (com as reformas) e reduzindo custos (com investimento e infraestrutura).

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Indústria se recupera após baque, mas economistas têm dúvidas sobre ritmo em 2021

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Infomoney - SP   04/02/2021

O crescimento de 0,9% na produção em dezembro ante novembro confirmou a recuperação da indústria após o baque com a covid-19 e deu viés de alta para a atividade econômica no fim de 2020, mas economistas têm dúvidas se dá para manter o ritmo em 2021. Segundo dados de ontem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial terminou o ano 3,4% acima do nível de fevereiro, antes da pandemia. Só que a trajetória recente já não era motivo de comemoração.

Mesmo após oito meses seguidos de alta, o nível da produção ficou 13,2% abaixo do recorde da série histórica do IBGE, em maio de 2011. A produção encerrou 2020 no mesmo patamar de dezembro de 2017, quando a economia começou a se recuperar lentamente da recessão de 2014 a 2016. A retomada tampouco foi suficiente para evitar o tombo de 4,5% no acumulado do ano ante 2019. Naquele ano, já tinha havido uma queda de 1,1% ante 2018.

“É uma sequência de resultados positivos, há um perfil disseminado de recuperação, mas o setor industrial tem um espaço ainda muito importante para recuperar. Não só por causa da pandemia, vem de alguns anos. Tanto que é segundo ano de queda”, afirmou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

Há dúvidas sobre o ritmo da retomada porque parte do crescimento recente pode ser artificial, turbinado por medidas do governo, como o auxílio emergencial, que são insustentáveis no médio ou longo prazos, segundo alguns economistas. O cenário de 2021 começa com a perspectiva de fim do auxílio, a inflação pressionada e uma segunda onda da pandemia. Tudo isso enquanto o processo de vacinação segue incerto, analisou Luana Miranda, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

“Grande parte dessa alta deve-se a um nível de artificialidade (estímulos). A ideia é que esses efeitos diminuam em 2021, apesar de o País ter iniciado a vacinação contra a covid-19, o que não se tinha em 2020”, disse Alexandre Almeida, economista da CM Capital Markets.

Segundo Macedo, do IBGE, além das medidas para mitigar a crise, a retomada foi ajudada pelo deslocamento da demanda de serviços para bens. Com os contatos sociais restritos por causa da pandemia, muitos consumidores ficaram impedidos de gastar com serviços presenciais, mas, de casa, continuaram comprando desde produtos básicos, como alimentos, até duráveis, como móveis e eletrodomésticos.

O efeito desse deslocamento, apoiado pelas medidas de transferência de renda, como o auxílio emergencial, apareceu nos números médios de 2020. A produção geral recuou 4,5% ante 2019, mas em 6 dos 26 ramos industriais investigados pelo IBGE o desempenho anual ficou no positivo.

As principais influências positivas em 2020 vieram de produtos alimentícios (alta de 4,2% no ano) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,4%). Os demais ramos com alta no ano passado foram fumo (10,1%), perfumaria e produtos de limpeza (2,7%), farmacêuticos (2,0%) e papel e celulose (1,3%). Conforme Macedo, também fecharam o ano no positivo produtos específicos como eletrodomésticos e eletroportáteis e materiais de construção, como ladrilhos e cerâmica.

“Isso fez parte de 2020. Agora, como isso vai se comportar mais à frente, não sabemos”, afirmou o pesquisador do IBGE. “A ausência do auxílio (emergencial), na medida em que alcançou boa parcela da população, é algo que preocupa e vai definir muito dos rumos não só da indústria, como da economia em geral (em 2021)”, completou Macedo. Ele lembrou que o elevado desemprego ainda impõe uma barreira ao aumento da demanda por consumo.

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China: PMI composto desacelera a 52,2 em janeiro, de 55,8 em dezembro

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IstoÉ Dinheiro - SP   04/02/2021

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto da China desacelerou de 55,8 em dezembro para 52,2 em janeiro, informaram a IHS Markit e a Caixin. Como continuou acima dos 50 pontos, o indicador ainda representa expansão da atividade em relação ao mês anterior.

O PMI dos serviços arrefeceu de 56,3 em dezembro para 52,0 em janeiro, com o menor ritmo de crescimento da atividade em nove meses. Na indústria chinesa, o índice cedeu de 53,0 para 51,5.

“No geral, a indústria e os serviços continuaram a se recuperar em janeiro, mas o ímpeto da oferta e demanda se enfraqueceu diante da demanda internacional contida”, afirmou, em nota, o economista sênior da Caixin Wang Zhe. “Neste ano, precisamos ficar atentos à efetividade da prevenção da epidemia doméstica e procurar como impulsionar a economia chinesa enquanto as incertezas sobre a demanda internacional continuam.”

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MINERAÇÃO

Minas Gerais anuncia que definiu termos financeiros para acordo por Brumadinho com a Vale e marca audiência para 5ª

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Infomoney - SP   04/02/2021

Em meio a muitos rumores durante a semana, a Vale (VALE3) e o estado de Minas Gerais estão finalmente próximos de anunciar um acordo de reparação em decorrência da tragédia de Brumadinho, depois de mais de dois anos.

Em nota, o governo de Minas Gerais, o Ministério Público de Minas Gerais, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública de Minas Gerais informaram que foi possível definir, em tratativas realizadas nas últimas horas, os termos financeiros para as medidas de reparação aos danos socioeconômicos e socioambientais causados pelo rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho.

“As Medidas de Reparação tratam dos danos coletivos à sociedade e ao Estado, sem interferir em ações sobre indenizações e danos individuais, assim como em ações criminais. Já a reparação socioambiental integral não possui teto financeiro”, apontou o comunicado.

Foi marcada audiência para a próxima quinta-feira (4) para entendimentos finais e possível assinatura do termo de reparação, com investimentos e ações com foco nas regiões atingidas e sua população.

Ontem à noite, Jarbas Soares Júnior, procurador-geral de Justiça do estado, havia afirmado que a assinatura ocorreria na próxima quinta. Soares é uma das partes que assinará o acordo.

Nesta quinta, assinaremos o bilionário acordo com a Vale em razão da tragédia de Brumadinho. O maior acordo da história se dá em 2 ações do MPMG e 1 do estado, e não incluem as ações penais, os danos desconhecidos e os direitos individuais. Respeito aos atingidos e ao povo de MG.

— Jarbas Soares Junior (@jarbassoaresjr) February 3, 2021

Na última sexta-feira (29), a empresa apresentou nova proposta, que possibilitou a retomada e evolução das negociações. Nesta semana, o jornal mineiro “O Tempo” havia informado que a Vale e o governo tinham fechado o acordo em R$ 37 bilhões, citando uma fonte relacionada ao governo e ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Segundo a fonte ouvida pelo jornal, R$ 5 bilhões serão usados para a construção de 100 quilômetros de vias que ligam as BRs 040 e 381 e outros R$ 9,5 bilhões vão ser destinados aos atingidos e geridos pelo Ministério Público do Estado. Outros R$ 3,5 bilhões vão para os municípios da Bacia do Paraopeba. No mesmo dia, o governo mineiro divulgou comunicado nesta informando que não procedia a informação de que as instituições que representam o poder público haviam finalizado as negociações com a Vale para reparação dos danos socioeconômicos gerados pelo rompimento de barragem.

Inicialmente, o governo de Minas havia pedido R$ 54 bilhões pela reparação.

Conforme destaca o Morgan Stanley, baseado no artigo do jornal e no tuíte do procurador mineiro, o banco aponta acreditar que as partes estão bem próximas de fechar um acordo – que será favorável para as ações da Vale e que pode resultar numa mudança de patamar para a ação (ainda descontado em relação aos seus pares como BHP e Rio Tinto).

“Acreditamos que faria sentido que as partes chegassem a um acordo final e abrangente que encerrasse as disputas judiciais de Brumadinho. Em nosso modelo, incluímos um acordo adicional de US$ 4 bilhões (acima e além das provisões já tomadas) para um possível acordo ainda nesse trimestre. No entanto,  acreditamos que a Vale poderia lidar com uma provisão incremental entre US$ 5 e US$ 6 bilhões sem nenhum grande impacto em nossa avaliação. Os ganhos inesperados com os preços elevados do minério de ferro compensariam a maior parte desse custo extra, em nossa opinião”, avaliam os analistas do banco. Confira mais sobre as projeções do Morgan clicando aqui.

Os analistas da XP avaliam que, caso o acordo saia entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões, será positivo para a mineradora. Os analistas mantêm a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 122 por ação.

Na mesma linha, o Credit Suisse apontou que, se um acordo de R$ 37 bilhões fosse fechado, isso poderia levar a R$ 26 bilhões em provisões adicionais, segundo projeção feita pelos analistas do banco. “De toda forma, poderia ser visto como positivo em função de que, nos preços de tela da Vale, há um valor implícito muito maior do que este”, avaliam.

Cabe ressaltar que, na última terça-feira, o banco suíço elevou o preço-alvo para os papéis da mineradora negociados na bolsa de Nova York de US$ 23,50 para US$ 26, mantendo recomendação equivalente à compra.

Os analistas do Credit destacam ver a ação da Vale com um valor bem descontado, apontando que a empresa possui um forte rendimento de fluxo de caixa e sua política deve trazer bons dividendos, com um dividend yield (relação entre o valor dos dividendos e o preço da ação) de 10%.

Os mercados de minério de ferro começaram o ano em alta, com os preços do minério chegando a US$ 170 – US$ 180 a tonelada, mas houve uma queda recente para o patamar de US$ 150, o que também afetou os ativos da companhia, em queda de cerca de 13% nos últimos 18 pregões até a véspera. Nesta sessão, os papéis sobem 2,5%.

O noticiário é movimentado para a companhia, que divulgará o relatório de produção nesta quarta-feira. O relatório é bastante esperado, uma vez que uma produção mais forte do que as previsões no quarto trimestre ou um aumento nas projeções de 2021 da Vale poderia afetar os preços do minério de ferro, que recuaram com a pressão da China para controlar a produção de aço em meio a margens em queda e aumento nos estoques portuários (veja mais clicando aqui).

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Nova regra pode definir quem manda na Vale

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Exame - SP   04/02/2021

A Vale, em seu caminho para se tornar uma “true corporation”, como o mercado chama as companhias de capital totalmente disperso na bolsa, está propondo inovações de governança e na forma de eleger o conselho de administração. A mineradora quer instituir algo totalmente inédito no Brasil: o voto contra na definição de conselheiros — hoje só se aplica o voto a favor. Para isso ser viável, a formação desse colegiado sempre será feita vaga a vaga e não mais por chapa completa. A mudança pode definir os rumos da gestão da empresa, especialmente, na próxima formação do conselho, que será votada em abril.

Em uma companhia sem um sócio majoritário, o conselho de administração é a instância máxima de poder. Só se submete à assembleia de acionistas, mas que não define o dia-a-dia do negócio.

Todas as previsões para esse mecanismo estão em um novo estatuto social, que será levado aos acionistas para votação em assembleia marcada para 1º de março. Até hoje, no Brasil, os acionistas votam a favor de um conselheiro ou de uma chapa. No máximo, há abstenções. Mas não há regra nem vida cotidiana prática registrada sobre a recusa de alguém.

A proposta está dividindo opiniões — entre aqueles que já leram os documentos da empresa. Muitos dos gestores consultados pelo EXAME IN ainda estão com essa tarefa por fazer, um clássico do mercado brasileiro. A nova regra deve valer para a definição do conselho que será eleito na assembleia ordinária deste ano, prevista para abril. O tema urge. E há ainda muita dúvida a respeito da mecânica da votação.

A Vale é a maior empresa da bolsa brasileira. Está avaliada em R$ 465 bilhões. Sozinha, equivale a 9,15% de toda a B3, ou seja, da soma do valor de mercado de todas as companhias abertas, que é pouco mais de R$ 5 trilhões. Para completar, as ações da mineradora respondem por 12% da composição do Índice Bovespa — a cesta de principais papéis que ditam se a bolsa caiu ou subiu. O que a companhia faz ou deixa de fazer com sua governança, portanto, interessa até mesmo a quem não investe em suas ações.

Os maiores acionistas da Vale são os fundos de pensão Previ, Petros, Funcef, Bradespar e Mitsui. Pela sequência, estamos falando aqui dos três maiores fundos de pensão estatais do país — a previdência dos funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa — mais o braço de participações do Bradesco e um dos maiores conglomerados japoneses de infraestrutura.

Juntos eles somam pouco menos de 21% do capital total da Vale. BNDES compunha o grupo – fazendo esse percentual ser mais alto. Porém, o banco de fomento vendeu seus papéis na bolsa ano passado.
De onde veio?

A ideia do voto contrário surgiu como resultado do trabalho do comitê de nomeação — uma dobradinha entre Pedro Parente e Alexandre Silva, constituído para formar a lista do conselho que será levada à votação neste ano, com mandato até 2023 (você já vai entender isso melhor mais à frente).

Fontes próximas ao trabalho apontam que Parente e Silva retornaram com esse “desejo” das interações com acionistas, em especial, estrangeiros. José Maurício Pereira Coelho, presidente da Previ, é presidente do conselho da Vale e membro do comitê, formado em julho do ano passado.

Parente e Silvia não são conselheiros da Vale. Ambos têm extensa reputação corporativa. Parente foi presidente da Petrobras e da BRF, além da Bunge. Silva é presidente do conselho da Embraer e membro do colegiado da Ultrapar.

“O acionista, no Brasil, pode votar contra tudo, menos contra indicações do conselho”, comenta uma fonte envolvida com o assunto. A Lei das Sociedades por Ações não prevê o voto contra nessa matéria — ou em qualquer outra. Simplesmente não trata do assunto.

Nos Estados Unidos, que é sempre usado como referência quando o assunto são as corporations, muitas empresas adotam um sistema conhecido como “majority vote”. Basicamente, ele computa os votos da maioria pelo líquido entre a favor e contra, como quer fazer a Vale.

A definição do texto para o novo estatuto da Vale surgiu a partir das trocas de opiniões entre dois dos nomes mais badalados advogados do direito societários brasileiro: Paulo Aragão e Nelson Eizirik. Ambos acostumados a trabalhar principalmente para acionistas controladores. Aragão é contratado do comitê e Eizirik, do conselho de administração. Eles que colocaram de pé as ideias e planos trazidos pelo comitê de nomeação.
Tudo diferente ou tudo igual?

Em 2017, a Vale entrou em uma rota de mudança completa em sua governança. Assim a coisa foi anunciada — inclusive, como fruto da mudança política no país. A companhia, mesmo privatizada, continuava alvo de influência política, principalmente, em razão da base de acionistas indiretamente estatais. Não era raro até bem pouco tempo atrás, o presidente da República ter muitas opiniões sobre quem deveria ou não ser o presidente da empresa.

O leilão de privatização da Vale ocorreu em maio de 1997. A companhia aderiu ao Novo Mercado da B3, portanto, vinte anos depois. A iniciativa fez com que seus controladores (o bloco dos fundos de pensão, Bradespar e Mitsui) fossem diluídos na conversão de ações preferenciais por ordinárias e se tornassem um grupo importante, porém, sem maioria absoluta do capital.

Foi feito, então, um acordo de acionistas para transição do modelo de propriedade. Esse acordo venceu em novembro do ano passado.

A eleição do conselho de 2021 representa o primeiro ato de uma Vale realmente sem dono. Por isso, o trabalho para escolha dos nomes contou com o comitê. A migração para o Novo Mercado foi apresentada como uma coroação da privatização: a pulverização do controle e a máxima democratização do capital, uma empresa dividida entre todos.

Mas, entre os críticos à proposta do novo estatuto, há quem diga que a iniciativa vai justamente na contramão desse processo. Isso porque as novidades são vistas como algo que têm potencial para auxiliar o grupo atual a se manter no poder, pela possibilidade do uso do voto contrário na bloquear mudanças.

Pela redação do estatuto a ser votado, um membro do conselho para ser lançado precisa ter de cara consciência de que ou tem mais de 21% do capital de aceitação ou não possui essa rejeição. Essa é a crítica. O grupo de ex-controladores já está organizado e habituado a atuar “em bloco”. Enquanto o restante do mercado pode ter mais dificuldade para se organizar.

Essa preocupação surgiu até mesmo dentro do próprio conselho da Vale. Marcelo Gasparino e Isabella Saboya foram contra a proposta do novo modelo e deixaram, cada qual, seu voto registrado separadamente.

Mas a questão não incomodou a todos no mercado. Muitos não acreditam que os 21% dos ex-controladores possam impedir mudanças. Além disso, apontam que rejeitar alterações ou inclusões por interesses próprios causariam muita exposição. E entendem que rejeitar alguns nomes pode ser bom em determinadas situações.

Entre os grandes acionistas da Vale, além dos ex-controladores, há nomes de peso da gestão de recursos internacional: Black Rock, Capital World Investors, Capital Research Investors. Somados, eles têm praticamente 16% da empresa.

Mais detalhes

A proposta do novo estatuto prevê que o conselho de administração deverá ter entre 11 e 13 membros — sendo que uma posição é sempre dos trabalhadores da companhia. Atualmente, são 13 conselheiros. Pela nova redação, a composição deverá ter no mínimo 7 membros independentes — mais do que os 20% estabelecidos na versão atual do documento.

A definição do presidente do conselho também será uma atribuição da assembleia — outra inovação do estatuto. Mais: caso o escolhido não seja um independente, há a previsão da figura de um líder independente, com atribuições equivalentes.

Para definir o que é um conselheiro independente, o texto do estatuto sugerido acrescentou algumas características ao entendimento da bolsa sobre o assunto — usado como referência. Gestores de recursos, por exemplo, ou acionistas diretos detentores de 5% perdem essa etiqueta. Os presidentes das fundações ex-controladoras da empresa, classicamente participantes do conselho, também deixam de ser tidos como independentes.

No estatuto da empresa também está a previsão, ainda que já existente nas regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de que detentores de 0,5% do capital podem indicar nomes para a lista de conselheiros que será colocada em votação. É uma forma de tentar incentivar — ainda que algo já garantido pelas regras — que os acionistas indiquem nome para lista de votação, no lugar de pedir o voto múltiplo.

O voto múltiplo parece uma confusão só, mas ajuda investidores de mercado a garantirem sua representatividade, em especial, em empresas com controlador. Por isso, é muito usado. Ele muda a forma pela qual é feita a votação do conselho. Cada ação passa a dar direito a tantos votos quantas cadeiras existirem para o conselho. E um investidor pode decidir concentrar todos os seus múltiplos votos em um nome que tenha vindo do mercado. (E vai dizer que a Lei das S.As, escrita em 1976, não é moderna?).

No caso do novo estatuto da Vale, o pedido de voto múltiplo anularia toda inovação proposta. Cai o voto contrário. Isso porque a lei é expressa e clara sobre proibir o voto múltiplo contrário. Daí a tentativa de estimular a indicação do nome para a concorrência no voto.

O estatuto proposto também garante o direito da eleição em separado, para determinados tamanho de acionistas previstos pela lei. A eleição em separado ocorre apartada dessa nova dinâmica, que vale para os demais membros.

O teste da vida prática vai vir rapidamente. A Vale planejou as mudanças para que entrem em vigor antes da assembleia geral ordinária de 2021. Mas, pelas dúvidas, seria bom a companhia — que está trazendo as mudanças tão próximas da eleição de conselho — ajudar o mercado a compreender melhor o assunto.

Pode parecer que não, mas a própria reforma do estatuto depende também dessa compreensão, para ser aprovada em assembleia. Ou rejeita. Conforme o que a maioria dos acionistas democraticamente desejar.

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Mucida toma posse e destaca diversificação das cidades mineradoras

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Brasil Mining - SP   04/02/2021

A posse do deputado estadual Bernardo Mucida (PSB) oficializada na tarde desta segunda-feira (1º) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), marca a inclusão da região do Médio Piracicaba na lista das cidades que terão mais representatividade no cenário político-econômico do Estado nos próximos anos. A partir de agora, as cidades mineradoras terão uma bandeira hasteada dentro do Poder Legislativo mineiro, segundo demostrou o deputado empossado.

Com propostas de diversificação econômica, Bernardo Mucida deixou claro qual será o seu posicionamento nos próximos anos e a forma como pretende colocar em ação o seu discurso de fiscalizador e principalmente, de quem está pensando no futuro de uma região “com grande potencial econômico”.
Bernardo Mucida com o presidente da ALMG, Agostinho Patrus.

A luta pela sustentabilidade, pela diversificação econômica e o diálogo com as grandes mineradoras, na tentativa de manter o bom relacionamento e ao mesmo tempo aumentar o nível de projetos e oportunidades dentro do setor minerário, deram o tom do seu discurso de posse. Ao assumir oficialmente sua cadeira nesta segunda-feira, Bernardo Mucida agradeceu os 34.797 votos na eleição de 2018 e deixou claro que honrará suas origens, principalmente por ter passado a maior parte da sua vida em uma cidade mineradora, convivendo de perto com todos os desafios de uma economia dependente.

“O minério é nosso. O ICMS também deve ser. Precisamos afastar o medo e a ameaça das barragens e trazer à luz o duro aprendizado das tragédias que ocorreram em Mariana e Brumadinho. A sustentabilidade é a nossa bandeira. Vou trabalhar com seriedade e entusiasmo para que as nossas dores e urgências sejam ouvidas e nossa bandeira defendida no parlamento mineiro”, ressaltou o deputado ao tomar posse.
Bernardo Mucida assina posse na ALMG

Ao longo dos últimos meses Bernardo Mucida conversou com representantes regionais, não só políticos, mas empresários, educadores, representantes de associações industriais e comerciais e debateu as principais ideias que poderão ser executadas para que a diversificação econômica seja iniciada. Para isso, ele quer adotar um papel de mediador entre a população, a classe política e as grandes mineradoras. O investimento em outras áreas, como a cultura, o turismo, a educação e a saúde são temas debatidos pelo novo deputado, assim como o investimento em ciência e tecnologia.

“Como a gente pode melhorar a indústria da mineração? Com tanta tecnologia disponível, será que não vamos encontrar um outro uso para as áreas degradadas? Como vamos regenerar essas áreas? Então, o investimento na ciência e na tecnologia são imprescindíveis. É disso que eu estou falando quando eu digo que quero estabelecer uma relação de parceria com as mineradoras. É possível que elas invistam em tecnologia e ciência para reaproveitar as áreas. É muito importante pensar na região com a mineração sendo mais um vetor do desenvolvimento, do que como a única fonte de renda”, disse o deputado.

Perfil- Bernardo Mucida tem 40 anos, é mineiro, advogado, cientista político, foi professor universitário e agora deputado estadual. Foi vereador em Itabira de 2013 a 2016, se tornando um dos mais atuantes de sua legislatura. Em 2018 foi candidato a Deputado Estadual, alcançando 34.797 votos e exerce agora seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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Produção de minério de ferro da Vale ultrapassa 300 milhões de toneladas em 2020

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O Estado de S.Paulo - SP   04/02/2021

A produção de minério de ferro da Vale no quarto trimestre de 2020 alcançou 84,508 milhões de toneladas, alta de 7,9% em relação ao reportado um ano antes. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve um recuo de 4,7%. Com isso, no acumulado do ano, a mineradora produziu 300,385 milhões de toneladas, queda de 0,5% ante 2019.

O volume veio em linha com o última previsão de produção anual para 2020, divulgado em dezembro, de 300-305 milhões de toneladas. A estimativa foi revisada para baixo em relação ao inicialmente projetado pela Vale, uma faixa de 310-330 milhões de toneladas.

Em seu relatório de produção, divulgado na noite desta quarta-feira, 3, a companhia destacou que “2020 terminou com a retomada parcial de todas as operações de finos de minério de ferro paralisadas em 2019, o que se tornou ainda mais desafiador em meio a pandemia da covid-19 e à necessidade de adoção de medidas de proteção aos colaboradores e apoio às comunidades”.

A Vale afirma ainda que apesar dos impactos e medidas relacionados à pandemia ter reduzido a produtividade em todos os negócios e adiado, em 2020, o início dos novos ativos de minério de ferro, continua confiante de atingir 400 milhões de toneladas de capacidade ao fim de 2022. No fim do ano passado a empresa tinha capacidade de produção de 322 milhões de toneladas e espera chegar ao fim de 2021 com capacidade de 350 milhões de toneladas por ano.

Já as vendas de minério de ferro da companhia em 2020 registraram recuo de 5,4% para 254,865 milhões de toneladas. No último trimestre do ano passado, a venda de minério de ferro pela Vale somou 82,825 milhões de toneladas, alta de 25,9% na relação anual e de 6,3% ante o trimestre imediatamente anterior.

Somados, os volumes de vendas de finos de minério de ferro e pelotas totalizaram 286,1 milhões de toneladas em 2020, 5% abaixo da produção de finos de minério de ferro. Para atender a clientes em 2019, a Vale reduziu seus estoques operacionais, atingindo níveis insustentáveis. Em 2020, a mineradora precisou recompor seus estoques operacionais, possibilitando uma maior aderência entre vendas e produção em 2021, informou a companhia no relatório de produção divulgado há pouco.

O plano da Vale antes do rompimento da barragem que vitimou 270 pessoas era atingir a marca de 400 milhões de toneladas anuais em 2019. Com a tragédia, a mineradora teve de adiar a meta para pelo menos 2022, conforme projeções já divulgadas ao mercado. Recentemente a Vale anunciou a estratégia de dar mais flexibilidade à sua produção atingindo uma capacidade de 450 milhões de toneladas de produção em cerca de cinco anos. A ideia, segundo porta-vozes da companhia, não é inundar o mercado de minério, mas evitar problemas caso haja um contratempo em alguma operação.
Pelotas

A produção de pelotas da Vale fechou em 29,7 milhões de toneladas em 2020, 29% abaixo do ano anterior. O resultado ficou abaixo da previsão de produção de pelotas da Vale para 2020, de 30-35 milhões de toneladas. Em seu relatório de produção, a mineradora atribuiu o resultado à menor disponibilidade de pellet feed (tipo de minério mais fino) em Brucutu e Itabira e às manutenções na usina de pelotização de Tubarão 6.

No quarto trimestre de 2020, a companhia produziu 7,117 milhões de toneladas de pelotas, queda de 24,4% na comparação com o quarto trimestre de 2019 e de 16,9% ante o terceiro trimestre.

As vendas de pelotas foram de 8,486 milhões de toneladas no último trimestre do ano passado, queda de 22,6% na comparação anual e alta de 0,3% na trimestral. Em 2020 a Vale vendeu 31,211 milhões de toneladas de pelotas, 27,7% abaixo do total vendido em 2019.

Em janeiro de 2021, a Vale retomou as operações da usina de pelotização de Vargem Grande, paralisada desde fevereiro de 2019, adicionando 7 milhões de toneladas por ano de capacidade da planta de pelotização (de 46,8 Mtpa para 53,8 Mtpa).

“O gargalo da Vale para a produção de pelotas continua sendo a menor disponibilidade de pellet feed em suas operações”, diz no relatório.

Juntos, os volumes de vendas de finos de minério de ferro e pelotas totalizaram 286,1 milhões de toneladas em 2020, 5% abaixo da produção de finos de minério de ferro. No último trimestre de 2020, as vendas de finos e pelotas de minério de ferro da Vale alcançaram 91,3 milhões de toneladas com um prêmio de US$ 4,3 por tonelada.

A Vale atingiu vendas recordes para a China no último trimestre do ano, totalizando 64 milhões de toneladas, contra 58 milhões de toneladas no igual período de 2019.

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Minério de ferro recua na China com melhor perspectiva sobre embarques do Brasil

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BOL - SP   04/02/2021

Os futuros do minério de ferro na China recuaram nesta quarta-feira em meio a maiores embarques dos principais fornecedores globais do produto, incluindo o Brasil, e com enfraquecimento da demanda chinesa antes do feriado de Ano Novo Lunar.

O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian encerrou o pregão diurno com baixa de 0,9%, a 948 iuanes (146,77 dólares) por tonelada, na segunda sessão consecutiva de perdas.

A oferta global de minério de ferro tem estado apertado desde a ruptura em 2019 e uma mina da Vale em Brumadinho (MG), o que levou ao subsequente fechamento de outras operações da empresa para avaliações de segurança.

Isso se somou a uma pressão altista sobre os preços no ano passado impulsionada principalmente pela demanda chinesa por minério de ferro, ajudada por estímulos.

"O Brasil começou bem em 2021 e esperamos que o país recupere neste ano parte da participação de mercado perdida", disse Erik Hedborg, analista de minério de ferro da CRU em Londres.

As exportações de minério de ferro do Brasil em janeiro atingiram 29 milhões de toneladas, ante 26,7 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado.

A oferta do Brasil deve aumentar ainda mais, já que a Bamin iniciou operações em uma mina com produção esperada de 1 milhão de toneladas em 2021.

Os embarques da Austrália também aumentaram e ajudaram a melhorar a perspectiva geral de fornecimento, com exportações da região de Pilbara crescendo 2% no mês passado ante mesmo mês do ano anterior.

Já os futuros do aço tiveram poucas negociações devido à chegada do Ano Novo Lunar, com os futuros na bolsa de Xangai recuando 0,2%.

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Bolsonaro pede a Arthur Lira prioridade na aprovação do PL para mineração em terras indígenas

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Brasil Mining - SP   04/02/2021

Eleito em primeiro turno com 302 votos para a presidência da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) ocupará o cargo nos próximos 2 anos e será responsável por colocar em pauta ou não as votações de projetos estratégicos para o governo de Jair Bolsonaro.

Entre eles, está o PL 191/2020, que libera a mineração dentro de terras indígenas, uma prioridade do governo desde o início da gestão.

Assinado pelo ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque e pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, o PL autoriza, além da mineração e do garimpo, projetos de petróleo e gás, a construção de hidrelétricas, a pecuária e o plantio de sementes transgênicas. Os povos indígenas não terão poder de veto e a consulta prévia será mera formalidade.

Documento revelado hoje pelo Valor confirma que o PL 191/2020 está entre os 35 projetos de lei incluídos entre os “prioritários” na lista que Jair Bolsonaro enviou a Arthur Lira e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado. A lista também conta com o PL 3729/2004, que facilita ainda mais o licenciamento ambiental e o PL 2633/2020, da “Regularização fundiária” ou PL da Grilagem.

Um banquete para os deputados ligados à mineração e a bancada ruralista, maioria no Congresso. E alerta máximo para os movimentos indígena e ambientalista.

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Máquinas e Equipamentos

Volvo apresenta inovação radical em hidráulica

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Construção Latino-americana - SP   04/02/2021

A Volvo Construction Equipment e a empresa finlandesa Norrhydro desenvolveram um atuador hidráulico digital para equipamentos de construção, que aumenta a produtividade ao mesmo tempo em que reduz o consumo de combustível e as emissões de CO2. A nova tecnologia promete revolucionar o desempenho hidráulico das máquinas. A previsão é que o sistema esteja disponível nas escavadeiras Volvo até 2024.

O sistema patenteado NorrDigiTM usa um atuador digital com múltiplas câmaras, o que permite a redução ou até mesmo eliminação de boa parte do conjunto hidráulico de uma máquina. Ele pode eliminar, por exemplo, a necessidade de uma válvula de controle principal (MCV) – o coração de um sistema hidráulico tradicional.

Pode também tornar viável a redução da capacidade das bombas hidráulicas e a quantidade de mangueiras e tubulações na máquina. O sistema demanda menos energia, oferecendo a possibilidade de redução do tamanho e potência dos motores atualmente empregados nos equipamentos.

Os testes e avaliações dessa nova tecnologia, atualmente em andamento, demonstram tanto uma melhora na eficiência quanto um aumento na produtividade, segundo a Volvo. A Volvo CE e a Norrhydro assinaram um contrato pelo qual ambas as empresas continuarão a desenvolver esta tecnologia ao longo dos próximos anos. A Volvo CE tem direitos exclusivos de uso do sistema em suas máquinas durante o processo de desenvolvimento.

Diferentemente dos cilindros hidráulicos tradicionais, com duas câmaras – uma para compressão e outra para alívio – o atuador hidráulico digital utiliza quatro câmaras que podem ser conectadas em até 16 combinações diferentes, dependendo da carga exigida na operação.

“É como uma transmissão linear de 16 velocidades”, afirma Peter Stambro, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Norrhydro. “Os cilindros multicâmaras já existem há algum tempo. O que torna estes excepcionais é a forma como foram combinados com avançados sistemas de gerenciamento eletrônico, em que algoritmos complexos e a elevada velocidade computacional permitem respostas instantâneas usando apenas uma fração da energia para a mesma manobra ou ação da máquina, quando comparado com o modelo tradicional”, explica ele.

Utilizando uma escavadeira EC300E de 30 toneladas como bancada de teste, a tecnologia passou em sua fase inicial de prova de conceito e testes de durabilidade. Agora, passará para um período de teste de campo, em que protótipos serão usados em aplicações reais, em clientes selecionados.

“A capacidade de desenvolver essa tecnologia em parceria com um dos principais líderes do setor de equipamentos de construção oferece muitas vantagens, incluindo acelerar o tempo até a comercialização de produtos”, observa Yrjö Trög, CEO da Norrhydro. “Investiremos em uma nova fábrica de classe mundial para apoiar o lançamento. Estamos ansiosos para a introdução do sistema NorrDigiTM junto com a Volvo CE”, destaca.

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AUTOMOTIVO

VWCO lidera grupo para desenvolvimento da indústria automotiva no Sul Fluminense

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SEGS.com.br - SP   04/02/2021

Adilson Dezoto, vice-presidente de Produção e Logística da VW Caminhões e Ônibus, acaba de assumir a presidência do Cluster Automotivo do Sul Fluminense, grupo ligado à Firjan para defender as oportunidades de desenvolvimento da indústria na região. Na agenda de sua liderança, o executivo aponta como prioridade a intensificação de parcerias, tanto com o governo quanto com instituições de ensino, para fortalecer os atrativos do setor.

Um dos focos das ações para os próximos meses será em negociações para a melhoria da infraestrutura de logística do Sul Fluminense, além da maior aproximação com as universidades. Criado em 2013, o Cluster Automotivo reúne representantes das empresas do setor na região para avançar principalmente em quatro frentes estratégicas: energia, transporte, telecomunicações e mão de obra.

“Estabelecemos um plano de engajamento para envolver os diferentes atores nesse esforço em busca da maior produtividade e eficiência da indústria local. Nosso trabalho é fomentar a criação de soluções que contribuam para ganhos operacionais em todas as empresas, ao mesmo tempo que incentivamos a formação de profissionais qualificados”, explica o executivo.

Ao longo desses oito anos de existência, o Cluster já registrou importantes progressos como resultado dessa maior interação entre as empresas do setor na região para abordar desafios comuns. Do ponto de vista de infraestrutura, o grupo conseguiu aprimorar o fornecimento energético para as indústrias. Entre as conquistas, também está a realização de rodadas de negócio para incentivo a fornecedores locais.

“Quando a Volkswagen Caminhões e Ônibus chegou aqui, há 25 anos, éramos somente nós. Agora já são mais de 11 mil empregos diretos da indústria automotiva no Sul Fluminense, sendo o segundo maior polo do Brasil. O que fizemos até aqui e vamos seguir nessa empreitada é estimular esse ambiente de fomento ao desenvolvimento da região”, destaca Adilson Dezoto, que preside o Cluster pela terceira vez desde a criação.

Um membro do GRUPO TRATON

Sobre a VW Caminhões e Ônibus

Fabricante dos veículos comerciais Volkswagen e MAN, a VW Caminhões e Ônibus é uma das maiores montadoras de caminhões e ônibus da América Latina. Desde 1981, quando iniciou suas operações, chegar ao topo do mercado, respeitando e satisfazendo as necessidades dos clientes, sempre foi o foco da montadora. E é exatamente isso que oferece a seus clientes: produtos sob medida e um excelente serviço de pós-vendas. A empresa também é referência em inovações tecnológicas. A empresa busca sempre soluções que reduzam o impacto ambiental e ajudem a preservar o meio ambiente. Há mais de 35 anos, a fabricante mantém seu compromisso de desenvolver veículos que superem as exigências dos clientes – onde quer que eles rodem, seja pelas estradas brasileiras, latino-americanas ou africanas.

Sobre o GRUPO TRATON

A TRATON SE é subsidiária da Volkswagen AG e um dos principais fabricantes mundiais de veículos comerciais com as marcas MAN, Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus e RIO. Em 2019, as marcas do GRUPO TRATON venderam um total de cerca de 242.000 veículos. Seus produtos incluem veículos comerciais leves, caminhões e ônibus fabricados em 29 locais de produção e montagem em 17 países. A empresa tinha uma força de trabalho de cerca de 82.700 colaboradores em todo o mundo em suas marcas de veículos comerciais, em 31 de dezembro de 2019. O objetivo do grupo é transformar o sistema de transporte através de produtos, serviços e da parceria com seus clientes

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Metalúrgicos de Taubaté rejeitam proposta de indenização da Ford para fechar fábrica

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Money Times - SP   04/02/2021

Trabalhadores da fábrica de motores e câmbios da Ford em Taubaté (SP) rejeitaram nesta quarta-feira oferta da montadora de indenização por conta da decisão de encerrar a produção no país, anunciada no mês passado.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, a indenização oferecida pela montadora norte-americana era de 1,1 salário por ano trabalhado para os funcionários horistas.

Para os mensalistas, o valor seria de 0,7 salário por ano trabalhado.

“É como se a indenização fosse apenas a antecipação dos valores dos meses de fevereiro a dezembro. Mas o que os trabalhadores buscam neste momento não é uma indenização, mas sim a reversão da decisão da montadora”, disse o representante sindical na Ford, Sidivaldo Borges, em comunicado à imprensa.

Para a entidade, os valores estão abaixo do que os funcionários receberiam até o fim deste ano, entre salários e benefícios. “O cálculo leva em conta que os trabalhadores e trabalhadoras na Ford têm estabilidade no emprego até 31 de dezembro”, afirmou o sindicato.

A decisão na assembleia, segundo o sindicato foi unânime. Borges afirmou que os trabalhadores fizeram um pedido para revisão na decisão de fechar as fábricas no país. “Estamos aguardando um posicionamento da fábrica, para discutir com o presidente global da Ford. Porque ainda temos esperança de que possa ser revertido”, disse o sindicalista.

Nesta semana, a Ford anunciou o maior investimento já realizado pela empresa em quase um século na África do Sul, de mais de 1 bilhão de dólares. Os recursos incluem recursos para ampliação de capacidade instalada de 168 mil para 200 mil veículos.

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Rodoviário

Investimento do governo em obra rodoviária é 31% menor do que o aplicado só em manutenção em 2010

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InfraRoi - SP   04/02/2021

O levantamento Conjuntura do Transporte, divulgado ontem pela Confederação Nacional do Transporte, aponta que os investimentos em infraestrutura de transporte no Brasil estão caindo anualmente, reduzindo a capacidade competitiva do país e sua produção. Como solução, a entidade sugere aceleração de planos de concessão e recuperação da capacidade do governo federal de investir, mesmo com o entrave do Teto dos Gastos.

Um dos destaques do documento é que em 2020 o total investido pelo Governo Federal em rodovias foi de R$ 6,74 bilhões. O valor (com inflação descontada) é 31,7% menor do que o que se investia apenas em manutenção de rodovias em 2010 (R$ 9,87 bilhões).

“A retomada dos investimentos públicos e privados em infraestrutura de transporte é fundamental para alavancar o crescimento econômico nesse momento de crise. Ganhos em eficiência logística promovem todos os setores produtivos. Além disso, obras voltadas ao transporte são muito intensivas no uso de mão de obra, reduzem o desemprego e fortalecem a economia local”, diz Vander Costa, presidente da CNT.

A CNT divide a infraestrutura rodoviária brasileira em duas realidades. Uma é a da malha rodoviária gerida com recursos públicos. Em 2020, esse aporte caiu 2,3% em relação a 2019. A outra realidade é a malha concessionada, que, segundo a CNT, também experimenta situação complexa, com parte das concessionárias enfrentando dificuldades relacionadas à queda de demanda e a problemas de modelagem. Em decorrência desse quadro, os investimentos das concessionárias de rodovias em 2019 cairam 17,4% em relação a 2018. O total investido pelas concessionárias de rodovias em 2019 foi R$ 5,47 bilhões, o menor valor da última década.

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DER-SP realiza audiência pública para obras de estradas vicinais

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InfraRoi - SP   04/02/2021

O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo realizou ontem (02.02) audiência pública online para apresentar o projeto geral do programa Novas Vicinais. A previsão do DER é que o edital de licitação do primeiro lote seja publicado já em março.

De acordo com o DER, o programa Novas Vicinais foi criado estrategicamente pelo Governo de SP para ajudar a Prefeituras a modernizar as estradas, que são de responsabilidade municipal. Importantes para o desenvolvimento econômico do Estado, estas vias fazem parte da nova matriz logística rodoviária integrada em todo o Estado.

“O Governador Doria priorizou o Novas Vicinais dentro dos investimentos em logística do Estado. Os técnicos do DER chegaram a este programa estruturado, classificando as vicinais nos municípios. No momento da licitação, junto com os prefeitos, podemos escolher os caminhos a serem recuperados resultando em mais segurança, menores custos logísticos e melhorando a qualidade de vida das pessoas que por ali transitam”, disse o vice-governador Rodrigo Garcia.

Um estudo técnico do DER, feito em conjunto com as prefeituras, identificou os principais gargalos para o desenvolvimento do projeto. A partir daí, as vicinais foram divididas em categorias – estradas que ligam polos geradores de produtos e serviços e rodovias estaduais, além das que dão acesso a municípios. “As vicinais são mais do que a integração entre municípios do interior e do litoral. São essenciais para o escoamento da produção agrícola, além de dar acesso a portos, aeroportos e grandes centros urbanos. São corredores logísticos do PIB nacional”, disse o secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto.

A audiência pública foi planejada para explicar tecnicamente às prefeituras como será realizado o programa. Não foram anunciados os municípios beneficiados. Para o DER executar as obras, é necessária a formalização de convênios entre Governo de SP e Prefeituras.

 

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NAVAL

Falta de Containers & frete marítimo subindo: o que está acontecendo?

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SEGS.com.br - SP   04/02/2021

Quem trabalha com Comex ou com Shipping têm reparado que nos últimos meses o mercado tem sofrido com impactos de falta de containers, aumento drástico dos fretes marítimos aliado a uma grande redução do período de free time.

Para se ter noção, o frete marítimo de um container de 40ft da Ásia para o Estados Unidos da América bateu máxima histórica recentemente.

Você deve estar se questionando: qual o motivo disso tudo estar acontecendo?

Nas últimas semanas tenho visto muitos absurdos sendo divulgados. Diariamente, vejo pessoas culpando transportadores marítimos e os acusando de serem exploradores.

A premissa basicamente é sempre a mesma: armadores subiram frete para compensar o que deixaram de faturar no primeiro semestre.

Calma! Muita calma nessa hora! Compartilho com vocês que a realidade é outra e bem mais complexa.

O Shipping enfrenta uma verdadeira "Tempestade Perfeita", como os especialistas têm chamado. Uma tempestade gerada pela pandemia!

Durante o lockdown (março-junho) as atividades econômicas globais foram drasticamente reduzidas. Consequentemente, os portos se viram com mão de obra reduzida para movimentação de contêineres.

Como se isso não bastasse, muitas empresas simplesmente deixaram contêineres parados nos portos, seja porque estavam fechadas e não tinham como receber, ou então, porque simplesmente não possuíam recursos financeiros para pagar impostos e nacionalizar.

Por outro lado, tivemos uma grande redução na quantidade de contêineres sendo transportados.

Portanto, assim como foi feito no setor aéreo, os transportadores marítimos suspenderam linhas deficitárias e aproveitaram para antecipar docagens obrigatórias das embarcações. Consequentemente, reduzindo a quantidade de navios contêineres em atividade.

Entretanto, desde Julho as atividades econômicas vem aumentando progressivamente. Principalmente na China, que como foi a primeira afetada, conseguiu controlar e retornar a recuperação econômica antes dos outros países. Resultando em uma retomada assimétrica das atividades econômicas globais.

Resultando, assim, em um rápido crescimento das exportações de produtos fabricados na China. Principalmente após setembro, quando historicamente a China começa a enviar para os Estados Unidos e a Europa produtos para as vendas de Natal.

Ocorre que com uma mão de obra reduzida no setor portuário e no setor de Transporte Rodoviário os contêineres tem demorado para sair do porto, bem como, para retornar ao porto vazio. Em alguns países, o tempo para devolução dos contêineres aumentou entre 4/6 dias. Diversos portos têm sofrido com congestionamento devido a lentidão na movimentação de contêineres. Várias nações estão com suas logísticas afetadas e com capacidade reduzida.

Por outro lado, com o número restringido de navios em navegação, os armadores não conseguiram coletar contêineres vazios para fazerem reposicionamento de forma a acompanhar a crescente demanda.

A situação tem piorado dia após dia!

Portanto, como forma de tentar resolver o problema de shortage de container, alguns transportadores marítimos vêm reduzindo período free time de containers. Enquanto que o mercado por si só, tem se regulado, com a consequente aumento de fretes em virtude da falta de contêineres disponíveis, principalmente no mercado asiatico.

Especialistas prevêem que a situação deve melhorar em Fevereiro ou Março de 2021. A verdade é que só o tempo dirá. Estamos diante de nova onda e novos lockdowns podem postergar a normalidade no setor de Transporte Marítimo, exercendo maior pressão nos fretes marítimos.

Diversas empresas estão tendo seu supply chain interrompido por faltas de navio e de contêineres no mercado, desestabilizando o comércio global. Afinal de contas, o transporte marítimo representa mais de 90% do comércio internacional.

Infelizmente, enquanto os impactos da pandemia persistirem, a "tempestade perfeita" não deve passar!

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