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03 de Junho de 2022

SIDERURGIA

Valor - SP   03/06/2022

O otimismo renovado dos investidores globais com a economia chinesa voltou a impulsionar o Ibovespa na sessão de hoje, a segunda liderada consecutivamente por empresas ligadas às commodities metálicas. Com isso, e o desempenho positivo dos índices de Nova York, o referencial local fechou acima dos 111 mil pontos pela primeira vez desde 20 de abril. Durante o pregão, investidores também analisaram o resultado do PIB brasileiro para o primeiro trimestre.

Após ajustes, o índice local fechou em alta de 0,93%, aos 112.392,91 pontos, variando entre 111.218 pontos na mínima intradiária e os 112.709 pontos na máxima. O volume financeiro negociado foi de R$ 17,4 bilhões. Lá fora, o S&P 500 subiu 1,84%, Dow Jones avançou 1,33% e Nasdaq saltou 2,69%.

Mesmo com a volatilidade dos pares internacionais, o Ibovespa ficou no positivo desde os primeiros negócios da sessão, refletindo a melhora do humor dos agentes em relação à economia chinesa. A notícia de que bancos locais deverão criar linhas de crédito para projetos de infraestrutura impulsionou a cotação das commodities metálicas e, consequentemente, de mineradoras e siderúrgicas.

Por aqui, CSN ON cresceu 3,52%, CSN Mineração ON saltou 9,28%, Gerdau PN avançava 4,06%, Usiminas PNA subiu 5,24% e Vale ON teve alta de 1,88%. Petrobras ON e PN, por outro lado, recuaram 0,93% e 0,87% apesar do futuro do Brent ter fechado a sessão em alta, refletindo incertezas sobre o aumento de produção contratado pela Opep+ na reunião de hoje.

"Nos últimos dias, investidores estavam mais posicionados na Petrobras, refletindo o avanço do petróleo. Mas as questões políticas e um possível desabastecimento de diesel enfraqueceram a tese. A Vale, por outro lado, que havia perdido espaço nas carteiras por conta de um certo ceticismo em relação à China, parece voltar a ganhar espaço", diz Paolo Di Sora, sócio-fundador e CIO da RPS Capital.

No cenário macro, investidores analisaram também o resultado do PIB brasileiro, que avançou 1% no primeiro trimestre do ano, ante o último de 2021, na série com ajuste sazonal. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE e vieram em linha com a mediana das estimativas de 82 consultorias e bancos ouvidos pelo Valor.

Para economistas do Credit Suisse, ainda é de se esperar uma desaceleração do crescimento econômico nos próximos trimestres devido ao aperto das condições financeiras, mas o resultado de hoje indica que a desaceleração pode ser mais gradual do que a expectativa inicial do banco.

"As condições do mercado de trabalho melhoraram fortemente nos últimos meses, com a população ocupada atingindo o maior patamar da história em abril, o que sustenta o consumo. Externamente, vemos maior probabilidade de um cenário em que os preços das commodities permaneçam altos (por exemplo, devido à retomada da economia chinesa e restrições de oferta prolongadas)", dizem.

Ainda que em movimento pontual, empresas ligadas à economia interna encontraram espaço para avançar na sessão. Ativos de tecnologia também se aproveitaram da recuperação dos seus pares em NY. Positivo ON disparou 15,33%, Petz ON cresceu 5,89%, Locaweb ON melhorou 8,73%, Grupo Soma ON avançou 3,9% e Lojas Renner teve alta de 4,05%.

Di Sora entende, no entanto, que um alívio mais consistente para a classe de ativos só virá de fato com uma reversão da política monetária. "O juro real segue elevado e tem uma correlação negativa muito grande com a bolsa. Crescimento é uma leitura de curtíssimo prazo e, quando olhamos para 2023, as dúvidas seguem."

Nos EUA, o relatório da ADP mostrou que o setor privado dos Estados Unidos criou o menor número de empregos desde o início da recuperação da pandemia, o que foi foi interpretado hoje, segundo analistas, que o Federal Reserve poderá ser menos agressivo ao elevar a taxa de juros, algo benéfico para o mercado de capitais.

Exame - SP   03/06/2022

Estão abertas até dia 29 de junho as inscrições do G.Start, programa de estágio da Gerdau. Nesta nova edição, são mais de 120 vagas para estudantes universitários nos estados de Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. As inscrições para o programa podem ser feitas pelo site.

Podem se candidatar estudantes dos cursos de administração, comércio exterior, engenharias, economia, psicologia e sistemas de informação e áreas correlatas nas modalidades presencial ou EAD, com disponibilidade para estagiar por, no mínimo, um ano, com vontade de aprender e se desenvolver, e que estejam dispostos a colaborar com a construção da Gerdau do futuro. O processo seletivo inclui inscrição online, dinâmicas e entrevistas individuais, com o início do estágio previsto para setembro de 2022.

De acordo com Flávia Nardon, gerente global de Cultura e Gestão de Talentos da Gerdau, o programa G.Start reforça o compromisso da empresa de empoderar pessoas que constroem o futuro e de estimular o protagonismo destes novos profissionais. “Para a Gerdau, a construção de um ambiente de trabalho diverso e inclusivo é um de nossos princípios, e contribui com o desenvolvimento humano e com a cultura de inovação. Os programas de entrada da empresa apresentam um olhar atento à diversidade e inclusão, de modo a refletir a diversidade da nossa sociedade e apresentar oportunidades para todas as pessoas”, afirma Flávia.

Os candidatos e candidatas selecionados vão aprimorar o conhecimento técnico por meio de uma trilha de aprendizagem robusta, com ações práticas, troca de experiências e capacitações formais, complementares a formação acadêmica.

O objetivo é desenvolver futuros líderes, capazes de propor soluções simples e ágeis, e que trabalhem de forma colaborativa para responder aos desafios de um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico. Criado em 2018 como uma nova fase dos programas de formação da Gerdau, o G.Start já contou com a participação de mais de 2 mil estudantes. Só em 2021, houve a contratação de cerca de 580 estagiários e estagiárias.

A Gerdau oferece aos estudantes contratados pelo programa G.Start bolsa-auxílio, assistência médica e auxílio medicamento, assistência odontológica, telemedicina Einstein Conecta, vale-refeição ou refeitório (de acordo com a localidade), vale-transporte ou fretado (de acordo com a localidade).

ECONOMIA

Correio Braziliense - DF   03/06/2022

Puxado pelo setor de serviços, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o terceiro resultado positivo, depois do recuo de 0,2% no segundo trimestre de 2021.

O PIB, que é a soma dos bens e serviços produzidos no país, chegou a R$ 2,249 trilhões em valores correntes. Com esse resultado, ficou 1,6% acima do patamar do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, e 1,7% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica, registrado no primeiro trimestre de 2014. O patamar atual está próximo do verificado no primeiro trimestre de 2015.

Com o relaxamento das medidas de restrição sanitária e a maior circulação de pessoas, o setor de serviços turbinou a economia pelo lado da oferta. O segmento, que responde pela maior parte da atividade econômica do país, avançou 1% ante o quarto trimestre de 2021, enquanto a indústria, por exemplo, cresceu apenas 0,1%. Já a agropecuária, que sempre funcionou como motor do PIB, caiu 0,9%, devido à quebra da safra de soja pela seca que atingiu a região Sul.

Do lado da demanda, o consumo das famílias avançou 0,7%, sendo o principal responsável pela alta do PIB. Chamou a atenção, por outro lado, a queda de 3,5% dos investimentos, um indicador de quanto a economia pode se expandir no futuro,

O Ministério da Economia considerou que o crescimento de 1% do PIB foi “robusto” e mostrou que a economia brasileira está resiliente. A equipe econômica prevê que esse desempenho deve continuar ao longo do ano, na contramão de avaliações de analistas de mercado — que veem desaceleração da atividade a partir do segundo semestre. O governo aposta em alta de 1,5% do PIB em 2022.

Ranking

A agência classificadora de risco Austin Rating publicou ontem que o resultado do PIB do primeiro trimestre fez o Brasil ficar na 9ª posição no ranking internacional de desempenho econômico entre 32 países, à frente de Reino Unido (0,8%), Coreia do Sul (0,8%) e Suíça (0,5%).

Ao Correio, Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, observou, no entanto, que o resultado do período veio abaixo das expectativas do mercado, que eram de 1,5% — mais pessimista, a Austin projetava 0,6%.

“Esse PIB não está contaminado com o processo de elevação das taxas de juros globais. Teve pouca contaminação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que começou no final de fevereiro. Também não foi contaminado com as expectativas de reduções do crescimento dos Estados Unidos e da China, cujo debate começou no início do abril”, avaliou Agostini.

De acordo com o economista da Austin Rating, o governo federal deve comemorar por pouco tempo o resultado. “É algo momentâneo e dificilmente o país conseguirá sustentar esse crescimento no segundo semestre. Até pode ter algum desempenho positivo no segundo trimestre, mas, na segunda metade do ano, teremos maior incidência dos impactos negativos da alta dos juros”, explicou.

A economista Natalie Verndl, da Universidade de São Paulo (USP), destacou que a expectativa do mercado estava atrelada à retomada do setor de serviços, mesmo considerando a variante ômicron da covid-19. “O agronegócio, que não estava muito bom, puxou um pouco para baixo, mas estava dentro da conta”, explicou. “Estamos dentro da tempestade perfeita, no cenário das altas inflacionárias e de juros, garantindo pouco crescimento com eventos como copa, carnaval e eleição”, disse. “Há ainda a questão da guerra da Ucrânia, que dificulta o abastecimento em escala global”, acrescentou.

O resultado do PIB repercutiu no Senado. Na oposição, o senador Jean Paul Prates (PT-RJ) avaliou que o que pesou no resultado foi a alta inflacionária. “A economia está parada com a inflação. O PIB não consegue deslanchar, até porque estamos em uma situação crítica com os combustíveis e nesse processo todo de tarifa de energia”, afirmou.

Já na visão do senador Otto Alencar (PSD-BA) o crescimento de 1% é consequência da retomada de muitos setores, como o turismo interno e o próprio agronegócio, mas ainda assim, a expectativa era um resultado melhor. “Por outro lado, com inflação e juros altos, a perspectiva de continuidade do crescimento não é muito boa”, disse.

Combustível de aviões sobe 11,4%

A Petrobras anunciou reajuste de 11,4% no preço do querosene de aviação (QAV), segundo dados da empresa compilados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). No acumulado do ano até quarta-feira, o combustível acumula alta de 64,3%, informou a entidade, ressaltando que o QAV corresponde a mais de um terço dos custos totais das companhias aéreas.

IstoÉ Online - SP   03/06/2022

Classificando a inflação elevada de “desafio número um” do Federal Reserve, a vice-chair Lael Brainard disse nesta quinta-feira apoiar pelo menos mais dois aumentos de 0,50 ponto percentual na taxa de juros, com mais à vista se as pressões sobre os preços não esfriarem.

“O mercado está precificando 50 pontos-base (de alta dos juros) potencialmente em junho e julho. A partir dos dados que temos hoje, parece um caminho razoável”, disse Brainard à CNBC. Setembro é menos claro, ressalvou.

“Mas se não virmos o tipo de desaceleração nas leituras mensais de inflação, se não virmos parte dessa demanda realmente quente começando a esfriar um pouco, então pode ser apropriado ter outra reunião em que prosseguimos no mesmo ritmo.”

O banco central dos EUA elevou as taxas de juros num acumulado de 0,75 ponto percentual neste ano, e a maioria das autoridades do Fed apoia elevação dos juros em 0,50 ponto em cada uma de suas próximas duas reuniões.

O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, sugeriu que até setembro o Fed deveria fazer uma pausa para avaliar o estado da economia antes de apertar ainda mais a política monetária.

Brainard disse que isso é improvável e indicou que a discussão será centrada apenas na questão de se o incremento será de 0,25 ponto ou 0,50 ponto naquele mês.

“Neste momento, é muito difícil ver justificativa para uma pausa”, disse à CNBC. “Ainda temos muito trabalho a fazer para reduzir a inflação para nossa meta de 2%.”

Brainard é normalmente vista como um dos membros mais “dovish” do Fed –ou seja, mais inclinada a uma política monetária acomodatícia em favor do crescimento econômico. Mas em seu novo papel como vice-chair do Fed seus comentários são vistos como reflexo da visão da liderança do banco central. Brainard foi empossada no mês passado como número dois do Fed.

Os membros do Fed se reúnem em meados de junho, e esta semana é a última em que estão livres para falar publicamente antes do período regular de silêncio que antecede o encontro do Fomc.

“Certamente faremos o que for necessário para trazer a inflação de volta para baixo”, disse Brainard nesta quinta-feira. “Esse é o nosso desafio número um agora. Estamos partindo de uma posição de força, a economia tem muito impulso.”

CNN Brasil - SP   03/06/2022

Com um resultado levemente abaixo do esperado pelo mercado, o crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre não muda a perspectiva de um desempenho fraco da economia no ano, afirmam especialistas ao CNN Brasil Business.

De um lado, o desempenho nos três primeiros meses de 2022 ainda não reflete os impactos do ciclo de alta de juros no Brasil e no mundo e da guerra na Ucrânia, que devem começar a aparecer nos trimestres subsequentes e desacelerar a economia.

Além disso, o resultado positivo foi fortemente influenciado por elementos temporários, segundo Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre-FGV. Esses fatores não devem se repetir nos próximos trimestres, e, sem eles, o desempenho tende a ser mais fraco.

Isso não significa, porém, que o Brasil entrará em uma recessão, cujo risco está descartado no momento. Mas representa uma continuidade da tendência pós-crise de 2015 de um crescimento baixo, rondando os 1%, e aquém do desempenho mundial e do potencial brasileiro.
Desempenho no trimestre

Para Matos, o resultado do PIB foi “ruim”, e um “balde de água fria”. A principal surpresa negativa apontada por ela foi a forte queda nos investimentos privados, de 3,5%, que tende a gerar efeitos negativos no futuro.

“Se a demanda está mais fraca na ótica do investimento, com tanta inflação, não é algo bom. Os Estados Unidos, por exemplo, estão com inflação alta, mas economia aquecida, muitos investimentos. A inflação é sempre ruim, mas pode ser sintoma de algo positivo, não parece ser o caso”, diz.

Ela cita ainda um surgimento mais cedo que o esperado de um consumo alto do governo federal, indicando uma recuperação da área, mas que, ao mesmo tempo, é temporária, e não deve ajudar o PIB em outros trimestres.

Na avaliação dela, os elementos positivos na composição do resultado do PIB são temporárias, ligadas ou à reabertura da economia beneficiando o setor de serviços ou à normalização dos serviços públicos.

“O trimestre foi anabolizado por alguns aspectos, mas tem que limpar bem, e limpando bem, sobra pouca coisa. É uma foto da atividade econômica, não um filme”, afirma.

Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados e especialista CNN em economia, considera que o resultado veio dentro do esperado, com o setor de serviços forte, indústria estagnada e o agropecuária com queda devido às quebras de safra de soja e arroz no começo do ano por fatores climáticos.

Segundo ele, a surpresa negativa para o mercado veio do agro, com um desempenho pior que o esperado. “A expectativa era que os preços altos das commodities fossem ajudar, mas a quebra de safra acabou sendo mais relevante, e aí o PIB veio pior”.

Ele avalia que a queda de investimentos é negativa, mas faz sentido considerando o momento de crescimento fraco, incertezas e um “risco ESG [sigla para meio ambiente, social e governança]” no Brasil, além da falta de sinais de que vale a pena investir na economia no longo prazo.

“Ainda sinalizamos crescimentos baixos na economia, não deslocamos disso desde 2016, 2017, não conseguimos mostrar que o país é capaz de retomar um crescimento forte”, diz.

Juliana Inhasz, professora do Insper, diz que o resultado é bom considerado a conjuntura atual, apesar de uma perspectiva mais otimista do mercado ligado a indicadores de desemprego e serviços que não se confirmou.

Entretanto, ao olhar o desempenho de forma crítica, ela não vê o resultado como positivo. “É uma economia que teoricamente já deveria ter deslanchado um pouco mais na trajetória de crescimento, e isso não ocorreu”.

“Temos fundamentos positivos, mas a evolução ao longo dos trimestres mostra uma grande dificuldade que o Brasil tem de deixar para trás uma herança de crescimento baixo, não consegue passar de 1%, 1,1%”, afirma.

Perspectivas para o ano

Entre os especialistas, é consenso que o resultado do primeiro trimestre deve ser o melhor do ano, com uma perspectiva de desaceleração nos próximos.

Entretanto, Inhasz considera que a desaceleração pode não ser tão grande quanto o esperado. “O começo do ano sempre é um período mais complicado, e em um ano de saída de pandemia é pior ainda, e o resultado não foi tão ruim”.

A expectativa dela é que a economia mantenha uma trajetória de redução do desemprego, e que a eleição presidencial, mesmo com incertezas, gere alguma movimentação pela criação de expectativas.

Ela cita, ainda, um “pequeno ciclo de commodities”, com preços e demanda elevados, que está favorecendo o Brasil, beneficiado pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Como os preços não devem cair tão cedo, a economia é beneficiada, em especial pela agropecuária.

Mas nem tudo são flores. A professora observa que o próprio agronegócio deve ser prejudicado pelos altos custos de produção, com fertilizantes, água e luz mais caros, dificultando a produtividade do setor e afetando as margens. Por isso, mesmo com crescimento, o desempenho não deve ser tão positivo quanto em outros anos.

Apesar de ainda ver espaço para o crescimento no setor de serviços, ela avalia que a renda baixa da população e a inflação devem inibir grandes avanços.

A expectativa dela é que o PIB de 2022 fique entre 0,5% a 1%, talvez até 1,2%. “Estamos vendo a economia voltar a ser dinâmica, a questão é que a dinâmica é diferente de outros períodos de recuperação, ela é bem forçada, porque tem necessidade de aumentar produção porque a demanda voltou a subir, mas a renda é baixa, e isso deve segurar bastante o crescimento”.

Já Vale afirma que a tendência nos próximos trimestres é de desaceleração. A economia deve começar a sentir os efeitos da forte alta de juros pelo Banco Central, com a taxa Selic indo de 2% para mais de 12%, e o setor de serviços, com maior peso no PIB, deve ser prejudicado.

“Está chegando um momento em que tudo de serviços vai ter retomado, e aí passa a ter a influência de inflação e juros”, explica.

Considerando ainda o impacto da guerra na Ucrânia e o cenário econômica externo mais adverso, Vale espera um PIB de 1,1% no ano, um resultado que ele avalia ser fraco e muito abaixo da média mundial.

“É aquém do que poderia nesse cenário de saída da pandemia, o mundo todo passa por inflação, guerra, e mesmo assim crescemos menos, por problemas domésticos”, afirma.

Matos, da FGV, diz que já é possível ver alguns segmentos do setor de serviços no campo negativo, em especial os beneficiados pela pandemia. A tendência é que, finalizada a recuperação dos demais, o setor enfrente os desafios dos juros altos, e desacelere.

Ela ainda projeta um PIB no ano de 0,9%, já que vê elementos suficientes para corroborar com algo acima disso.

“Parte do resultado do 1º trimestre vem da reabertura, o 2º deve ter isso, mas menos. O consumo do governo já vai estar ajustado, demanda externa menor, agronegócio pode ter algum risco, e aí entram os efeitos defasados da política monetária do Banco Central, então vai desacelerar” afirma.

Ela ressalta que o mundo todo está passando por uma desaceleração econômica para combater a inflação, e que o Brasil não vai conseguir escapar desse cenário.

“Os países produtores de commodities estão sendo beneficiados nesse momento, mas é um sinal também dessa inflação mundial, que precisa ser combatida. A reabertura da economia cria um mini boom, mas tem muitos efeitos colaterais, e vamos senti-los”, avalia.

IstoÉ Online - SP   03/06/2022

Os juros futuros subiram nesta quinta-feira, mesmo com o dólar em queda e o rendimentos dos Treasuries bem comportados. As taxas reagiram à piora generalizada na percepção de riscos para a inflação vinda da pressão das commodities, em mais um dia de avanço do petróleo, e do cenário fiscal. O PIB do primeiro trimestre aquém do consenso das estimativas teve efeito neutro sobre a curva, e não impediu revisões para cima no resultado de 2022.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 subiu de 13,41% no ajuste anterior para 13,435% e a do DI para janeiro de 2024 fechou a etapa regular em 13,045%, de 12,976% na quarta-feira. A do DI para janeiro de 2025 avançou de 12,37% para 12,455% e a do DI para janeiro de 2027, de 12,25% para 12,355%.

Os juros acabaram se descolando do bom desempenho do câmbio e ações, e também da melhora do apetite pelo risco no exterior. Os receios sobre a inflação por aqui vão se acentuando com a escalada das commodities. Nesta quinta, não somente o petróleo subiu, como também o minério de ferro e grãos. O barril do Brent, referência para a Petrobras, já está em US$ 117, bem acima do parâmetro de US$ 100 utilizado pelo Banco Central.

Apesar do Brasil ser exportador de matérias-primas, tal contexto não deixa de ser negativo para o País, que enfrenta uma crise de combustíveis. Em Brasília, o risco de desabastecimento de diesel já estaria sendo utilizado como argumento pela ala política do governo para defender junto à Economia a decretação do estado de calamidade pública, o que liberaria gastos.

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou não ver tal necessidade “atualmente”. “Não vejo necessidade desse estado de calamidade atualmente, mas, se chegar a um ponto de uma situação como essa, nós teremos que decretá-lo. Mas eu espero que isso não seja necessário”, declarou, à CNN Brasil.

“O mercado estressa com todo esse ruído do mundo político, pois o BC já avisou que o fiscal pode ser gatilho para ajustar os juros”, afirma Marcello Negro, gestor de multimercado da Fator Administração de Recursos.

Os receios fiscais também se agravam diante da polarização das pesquisas eleitorais, com os principais candidatos com posição contrária à política de preços da Petrobras e o líder da corrida presidencial, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo a revisão do teto de gastos. “Não temos um nome para a agenda liberal pois a terceira via se inviabilizou. Com o que mostram as pesquisas, a questão é se vai ter segundo turno”, disse Negro.

Na Média Estadão Dados de votos válidos, formada a partir de dados e linhas de tendências de todas as pesquisas recentes, Lula aparece com 52%, contra 33% de Jair Bolsonaro. Lula, portanto, poderia vencer no primeiro turno, lembrando que o agregador mostra o ponto médio de uma estimativa feita com base em várias pesquisas, cada uma delas sujeita a margens de erro.

Pela manhã, o PIB abaixo do consenso não foi capaz de mexer com os preços. Ante o quarto trimestre de 2021, o País cresceu 1% no primeiro trimestre, ante o mediana das previsões de 1,2%. Ainda assim, várias instituições revisaram para cima suas projeções para o ano, considerando cada vez menor a probabilidade de um número negativo ou mesmo zero. Para 2023, porém, o quadro é de cautela, diante dos efeitos defasados da política monetária.

IstoÉ Dinheiro - SP   03/06/2022

Números da atividade do primeiro trimestre vieram acima do esperado pelo governo e dados indicam que a economia vai andar bem no segundo trimestre, disse nesta quinta-feira o subsecretário de Política Macroeconômica do Ministério da Economia, Fausto Vieira, sinalizando que será possível revisar para cima a projeção oficial do governo para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022.

Ao apresentar dados que mostram surpresas positivas na atividade, Vieira ponderou que a pasta não vai adiantar previsões da sua grade de parâmetros, destacando que os modelos de projeções do ministério ainda não foram colocados para rodar com as novas informações.

A estimativa atual do governo aponta para um crescimento de 1,5% no PIB de 2022. A próxima previsão será apresentada pela Secretaria de Política Econômica da pasta apenas em julho.

“A gente não adianta revisões da grade de parâmetros porque tem todo um processo, mas o dado (do trimestre) foi bom, foi melhor do que a gente esperava, e os dados para o segundo trimestre sinalizam que a economia vai andar bem também”, disse Vieira.

Na avaliação do chefe da Assessoria Especial de Estudos Econômicos da pasta, Rogério Boueri, embora haja risco de o aperto monetário implementado pelo Banco Central segurar a atividade, o Ministério da Economia não acredita em possibilidade de reversão forte dos dados ou de recessão à frente.

De acordo com Boueri, mesmo que o PIB não tenha novos crescimentos adicionais a partir de agora, apenas o efeito de carregamento fará com que a atividade do país cresça aproximadamente 1,5% no fechamento deste ano.

“As projeções feitas pela Secretaria de Política Econômica não foram otimistas demais. Elas estavam acima das previsões do mercado e, mesmo assim, se mostraram abaixo do PIB realizado”, afirmou, destacando que a SPE previa uma alta de 0,8% no PIB do primeiro trimestre.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o PIB brasileiro cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano na comparação com os últimos três meses de 2021, mostrando aceleração em relação ao fim do ano passado.

Os técnicos do ministério afirmaram ainda que o recuo de investimentos nos primeiros três meses do ano revelado pelos dados do PIB não representa um dado totalmente negativo. Isso porque, segundo eles, a queda refletiu o impacto da desorganização de cadeias com a guerra na Ucrânia e a onda de Covid-19 na China, mas dados já mostram forte recuperação em março.

Vieira ressaltou que a pasta acredita na força do investimento no país no segundo semestre porque indicadores de confiança da indústria também estão em trajetória de alta.

IstoÉ Online - SP   03/06/2022

A divulgação nesta quinta-feira do PIB brasileiro do primeiro trimestre acionou uma série de revisões de alta nos prognósticos para a atividade por parte de bancos, que seguem vendo ritmo mais fraco no segundo semestre, mas agora talvez na forma de uma desaceleração mais gradual.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve crescimento de 1,0% na comparação com os últimos três meses de 2021, acelerando em relação ao fim do ano passado, quando avançou 0,7% sobre o trimestre anterior. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Itaú Unibanco aumentou para 1,6% a taxa de crescimento esperado para 2022, de 1,0% do cenário prévio, e projeta elevação de 0,8% do PIB no segundo trimestre.

“Apesar do resultado abaixo do esperado, a divulgação do PIB do primeiro trimestre confirma que a economia teve um início de ano forte e consolida nossa percepção de que o primeiro semestre deve ter crescimento mais robusto do que se esperava inicialmente”, disse o banco em relatório de revisão de cenário, sem deixar de ressalvar, contudo, perspectiva de declínio de 0,4% do PIB tanto no terceiro trimestre quanto no quarto.

O Citi dobrou sua estimativa de expansão da economia neste ano para 1,4%, de 0,7% antes, depois de classificar a performance dos primeiros três meses do ano como “robusta” e citar que a recuperação no mercado de trabalho teve papel no impulso do consumo privado, que puxou os resultados de janeiro a março.

O JPMorgan prevê que o segundo trimestre do ano deverá ser “mais forte” do que o banco estava esperando e calcula aumento do PIB de 1,5% entre abril e junho sobre o primeiro trimestre do ano –em taxa anualizada com ajuste sazonal. O número cheio para 2022 foi elevado a 1,2%, de 1% do cenário anterior.

Flávio Serrano, chefe de análise macroeconômica da Greenbay Investimentos, calculou que o “forte” resultado do primeiro trimestre deixa um carregamento estatístico “na casa de” 1,5%, o que indica um segundo trimestre também positivo e eventualmente um crescimento do PIB de 2% no ano.

O Santander Brasil agora vê a atividade econômica em alta de 1,2% em 2022, bem acima do prognóstico anterior, de aumento de 0,7%, citando “surpresas positivas que melhoraram a perspectiva” para o primeiro semestre e a consolidação da reabertura econômica, a recuperação do mercado de trabalho e o fortalecimento de setores menos cíclicos relacionados às commodities.

Em revisão de cenário macro, o banco espanhol disse esperar variação positiva de 0,2% no PIB do segundo trimestre sobre o primeiro (com ajuste sazonal). Nas contas do Santander, entre julho e setembro a economia ficará parada, já sob efeitos de uma política monetária contracionista, e no quarto trimestre sofrerá retração de 0,4%.

O Credit Suisse não chegou a alterar suas projeções e segue vendo expansão de 1,4% na economia em 2022. O banco, conhecido por suas visões conservadoras, ainda espera esfriamento da economia por causa dos efeitos do aperto das condições financeiras, mas ponderou que os números divulgados mais cedo pelo IBGE sugerem que essa “desaceleração pode ser mais gradual do que nossa expectativa”.

“Internamente, as condições do mercado de trabalho melhoraram fortemente nos últimos meses, com a população ocupada atingindo o maior nível da história em abril, o que é favorável ao consumo. No exterior, vemos maior probabilidade de um cenário em que os preços das commodities permaneçam elevados (por exemplo, devido à retomada da economia da China e a prolongadas restrições de oferta)”, disse o Credit Suisse em relatório.

O Barclays adotou um tom mais sóbrio e se limitou a falar de “algum risco de alta (para a atividade) no curto prazo” devido a melhores condições no mercado de trabalho e a maiores gastos do governo antes das eleições.

O banco manteve prognóstico de aumento do PIB de 1,0% em 2022 e vê como “mais desafiadora” a segunda metade do ano, tanto por fatores internos –política monetária restritiva e incertezas eleitorais– quanto por temas externos –eventos geopolíticos na Europa e a política de Covid zero na China.

MINERAÇÃO

Investing - SP   03/06/2022

As carteiras recomendadas são instrumentos muito utilizados por investidores iniciantes e podem ajudar a dar os primeiros passos no universo das ações.

Veja o ranking:
Ações mais recomendadas para junho

Empresa - Número de recomendações

Vale (VALE3) - 11
PetroRio (PRIO3) - 9
Banco do Brasil (BBAS3) - 7
Itaú (ITUB4 (SA:ITUB4)) - 7
Petrobras (PETR4) - 7
Gerdau (GGBR4) - 6
Multiplan (MULT3) - 6
Suzano (SUZB3) - 6
BTG Pactual (BPAC11) - 5
Lojas Renner (LREN3) - 5
SLC Agrícola (SLCE3 (SA:SLCE3)) - 5
Localiza (RENT3) - 4
Minerva (BEEF3) - 4
Weg (WEGE3 (SA:WEGE3)) - 4
Alupar (ALUP11) - 3
Bradesco (BBDC4) - 3
Cosan (CSAN3) - 3
Simpar (SIMH3) - 3
Totvs (TOTS3) - 3
Yduqs (YDUQ3) - 3

Foram consideradas para este ranking as carteiras de Ágora, Ativa, BB, BTG, CM Capital, Elite, Genial, Guide, Mirae, Modalmais, MyCap, Nova Futura, Órama, Santander (SA:SANB11), Safra, Terra, Toro e Warren.
Carteiras para junho de 2022

Confira também as carteiras de ações completas de cada uma das casas para junho de 2022:

Ágora: Ambev (SA:ABEV3), Banco do Brasil (SA:BBAS3), BTG Pactual (SA:BPAC11), Cemig (SA:CMIG4), Iguatemi (SA:IGTA3) (IGTI11), Lojas Renner (SA:LREN3), Petrobras (SA:PETR4), Suzano (SA:SUZB3), Vale (VALE3) e Weg (WEGE3).

Ativa - MOMENTO: Minerva (SA:BEEF3), Multiplan (SA:MULT3), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Yduqs (SA:YDUQ3).

Ativa - STRATEGY: Bradesco (SA:BBDC4), Grupo Soma (SA:SOMA3), Itaú (ITUB4), Lojas Renner (LREN3), Minerva (BEEF3), Multiplan (MULT3), Petrobras (PETR4), PetroRio (SA:PRIO3), Petz (PETZ3 (SA:PETZ3)), SulAmérica (SULA11 (SA:SULA11)), Suzano (SUZB3), Totvs (SA:TOTS3), Vale (VALE3), Vibra Energia (SA:VBBR3) e Yduqs (YDUQ3).

BB - Ações 5+: 3R Petroleum (SA:RRRP3), Camil (SA:CAML3), Kepler Weber (SA:KEPL3), São Martinho (SMTO3 (SA:SMTO3)) e Vale (VALE3).

BB - FUNDAMENTALISTA: BTG Pactual (BPAC11), Gerdau (SA:GGBR4), Itaú (ITUB4), Localiza (SA:RENT3), Lojas Renner (LREN3), Multiplan (MULT3), Simpar (SA:SIMH3), SLC Agrícola (SLCE3), Vale (VALE3) e Vibra Energia (VBBR3).

BTG: Arezzo (SA:ARZZ3), Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4), Locaweb (SA:LWSA3), Minerva (BEEF3), Multiplan (MULT3), Raízen (RAIZ4), SLC Agrícola (SLCE3), Totvs (TOTS3) e Vale (VALE3).

CM Capital: Bradespar (SA:BRAP4), Eneva (SA:ENEV3), Minerva (BEEF3), SulAmérica (SULA11) e Suzano (SUZB3).

Elite: Alupar (SA:ALUP11), CBA (CBAV3), Cosan (SA:CSAN3), Gerdau (GGBR4), JHSF (JHSF3 (SA:JHSF3)), Marfrig (SA:MRFG3), Movida (SA:MOVI3), PetroRio (PRIO3), Suzano (SUZB3) e Tim (SA:TIMS3).

Genial - IBOVESPA 10+: Alupar (ALUP11), B3 (B3SA3 (SA:B3SA3)), Equatorial (SA:EQTL3), Isa Cteep - Transmissão Paulista (TRPL4 (SA:TRPL4)), Itaú (ITUB4), JHSF (JHSF3), Multilaser (MLAS3), PetroRio (PRIO3), Santander (SANB11) e Vivara (SA:VIVA3).

Genial - IBOVESPA 5+: Alupar (ALUP11), CBA (CBAV3), Itaú (ITUB4), Localiza (RENT3) e PetroRio (PRIO3).

Guide: Banco do Brasil (BBAS3), EDP Brasil (ENBR3 (SA:ENBR3)), Gerdau (GGBR4), Marfrig (MRFG3), Movida (MOVI3), Multiplan (MULT3), Petrobras (PETR4), SLC Agrícola (SLCE3), Tim Brasil (TIMS3) e Yduqs (YDUQ3).

Modalmais: Banco do Brasil (BBAS3), Cosan (CSAN3), JBS (JBSS3 (SA:JBSS3)), Klabin (SA:KLBN11) e PetroRio (PRIO3).

MyCap: Ambipar (SA:AMBP3), Banco do Brasil (BBAS3), Boa Safra (SOJA3 (SA:SOJA3)), Cosan (CSAN3), Eletrobras (SA:ELET3), Gerdau (GGBR4), Irani (RANI3 (SA:RANI3)), Lojas Renner (LREN3), PetroRio (PRIO3) e Sanepar (SA:SAPR11).

Nova Futura: Assaí (ASAI3 (SA:ASAI3)), Bradesco (BBDC4), Braskem (SA:BRKM5), PetroRio (PRIO3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Órama: Bradesco (BBDC4), BRF (BRFS3 (SA:BRFS3)), BTG Pactual (BPAC11), CVC (CVCB3 (SA:CVCB3)), Natura (SA:NTCO3), Petz (PETZ3), Simpar (SIMH3), Ultrapar (SA:UGPA3), Vale (VALE3) e Via (VIIA3 (SA:VIIA3)).

Santander: BTG Pactual (BPAC11), CPFL Energia (SA:CPFE3), Itaú (ITUB4), JBS (JBSS3), Localiza (RENT3), Multiplan (MULT3), Petrobras (PETR3 (SA:PETR3)), Suzano (SUZB3), Totvs (TOTS3), Vale (VALE3) e Weg (WEGE3).

Safra: 3R Petroleum (RRRP3), Banco do Brasil (BBAS3), Equatorial (EQTL3), Hypera (SA:HYPE3), Itaú (ITUB4), JBS (JBSS3), Petrobras (PETR4), Rumo (RAIL3 (SA:RAIL3)), SulAmérica (SULA11) e Vale (VALE3).

Terra: Americanas (AMER3 (SA:AMER3)), Banco do Brasil (BBAS3), Eletrobras (ELET3), Gerdau (GGBR4), Iguatemi (IGTI11), Localiza (RENT3), Lojas Renner (LREN3), PetroRio (PRIO3), Vale (VALE3) e Weg (WEGE3).

Toro: B3 (B3SA3), BRF (BRFS3), BTG Pactual (BPAC11), EDP (ENBR3), Gerdau (GGBR4), Grupo Soma (SOMA3) Raízen (RAIZ4), SLC Agrícola (SLCE3), Suzano (SUZB3) e Vale (VALE3).

Warren: Engie (SA:EGIE3), Fleury (SA:FLRY3), JBS (JBSS3), Klabin (KLBN11), Petrobras (PETR4), PetroRecôncavo (RECV3 (SA:RECV3)), PetroRio (PRIO3), Randon (SA:RAPT4), São Martinho (SMTO3), Simpar (SIMH3), Vale (VALE3) e Weg (WEGE3).

Revista Mineração - SP   03/06/2022

Os futuros de minério de ferro na bolsa de Dalian, para entrega em setembro, subiram 3,8%, para US$ 140,19 por tonelada.

Os contratos futuros de minério de ferro registraram sua quinta sessão de ganhos na China nesta quinta-feira (02/06), atingindo uma máxima de seis semanas, com as siderúrgicas reabastecendo os estoques antes dos feriados e aumentando a produção à medida que a economia chinesa atingida pelo coronavírus se recupera gradualmente.

“Os embarques globais (de minério de ferro) estão relativamente estáveis e o lado da demanda está melhorando”, disseram analistas da corretora de commodities Galaxy Futures.

A Galaxy Futures disse que as siderúrgicas sofrerão perdas maiores se a produção for suspensa e ainda estão produzindo e reabastecendo os estoques de minério de ferro antes do feriado.

Os futuros de minério de ferro de referência na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, subiram 3,8%, para 936 yuans (US$ 140,19) por tonelada no fechamento, o maior nível desde 19 de abril.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de minério de ferro de junho mais ativo saltou 4,8%, para US$ 141,80 a tonelada. E no Porto de Qingdao, a matéria-prima do aço fechou cotada US$ 141,15, alta de 3,86%.

No entanto, o aumento nos preços do minério de ferro pode ser limitado, disse a ANZ Research em nota nesta quinta-feira.

“As restrições na produção de aço permanecem, e a flexibilização das regulamentações sobre o setor imobiliário não resolverá os problemas implícitos”, disse.

Os mercados da China estarão fechados em 3 de junho para o Dragon Boat Festival.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   03/06/2022

A empresa disse que planeja produzir 2 milhões de veículos elétricos por ano globalmente até 2026

A Ford Motor planeja adicionar 6.200 empregos sindicalizados e investir US$ 3,7 bilhões em fábricas em Michigan, Ohio e Missouri, nos Estados Unidos, enquanto busca expandir a produção de veículos e se preparar para as próximas negociações trabalhistas.

A Ford separou seu negócio de motores convencionais a gasolina de suas operações de veículos elétricos, uma grande reestruturação que marcou uma divergência de concorrentes, como Stellantis, que dizem que planejam manter essas divisões juntas. O investimento de US$ 3,7 bilhões apoiaria os dois lados da empresa, disse Ford.

A montadora de Dearborn, Michigan, disse que também converteria 3 mil trabalhadores temporários em tempo integral, uma mudança significativa da força de trabalho que ocorre antes das negociações formais programadas com o sindicato United Auto Workers para 2023. Além disso, todos os funcionários que ganham por hora receberão benefícios de saúde em seu primeiro dia de trabalho, disse Ford.

Empresas de muitos setores estão competindo em um mercado de trabalho aquecido. O Departamento do Trabalho disse na quarta-feira que as vagas de emprego nos Estados Unidos permaneceram próximas de níveis recordes em abril, e os trabalhadores continuaram a pedir demissão a uma taxa elevada. O mercado de trabalho aquecido está elevando os salários a uma taxa historicamente alta e contribuindo para a inflação mais alta em quatro décadas.

As adições à força de trabalho da Ford ocorrem quando os problemas da cadeia de suprimentos às vezes paralisam a produção da montadora. Algumas fábricas da Ford fecharam por dias ou uma semana, afetando a fabricação de veículos de marca registrada da montadora, incluindo a picape F-150, modelo mais vendido.

A empresa disse que planeja produzir 2 milhões de veículos elétricos por ano globalmente até 2026. A Ford superou concorrentes de veículos elétricos com o lançamento em abril do F-150 Lightning, uma versão elétrica de sua icônica picape com motor a combustão. Veículos da General Motors (GM) e Stellantis ainda estão a caminho — a picape elétrica Silverado da GM deve estar disponível em cerca de um ano, e a Ram da Stellantis está prevista para lançamento em 2024.

O investimento de US$ 1,5 bilhão na fábrica da Ford em Ohio apoiará a produção de um veículo comercial elétrico a partir de meados da década, disse a empresa. Um investimento de US$ 95 milhões em sua fábrica em Kansas City aumentará a produção da Transit, a van comercial da Ford, bem como a van elétrica E-Transit.

A Ford disse que seu investimento também incluirá US$ 1 bilhão alocado para fornecer benefícios como melhor alimentação, estacionamento e estações de carregamento de veículos elétricos para os funcionários. A medida ocorre quando os executivos da indústria automobilística têm sido abertos sobre as lutas para atrair e reter trabalhadores.

“É simplesmente a coisa certa a fazer”, disse Kumar Galhotra, presidente da Ford Blue, a divisão de motores a gasolina da empresa. A montadora disse que o investimento de US$ 3,7 bilhões inclui US$ 2 bilhões e 3.200 empregos sindicalizados em Michigan, um impulso para a região dos Grandes Lagos depois que outras montadoras investiram em centros de fabricação no sul do país.

Exame - SP   03/06/2022

O mercado brasileiro de veículos novos cresceu 27% em maio, em relação a abril, e praticamente empatou com o de maio do ano passado, com vendas de 187 mil unidades, incluindo caminhões e ônibus.

Foi o quarto mês seguido de alta nos negócios e o melhor resultado do ano. Também é a primeira vez desde julho passado que o número deste ano se aproxima do registrado em igual mês de 2021.

No acumulado dos cinco meses, contudo, as vendas somaram 740 mil veículos, número 17% inferior em relação ao mesmo período do ano passado.

Embora tenha diminuído, o setor segue com dificuldades no abastecimento de semicondutores e novas fábricas devem suspender a produção.

A Volkswagen, por exemplo, é uma das mais afetadas atualmente e já avalia dar mais dez dias de férias coletivas ao pessoal da fábrica Anchieta, no ABC paulista, caso não receba um lote de componentes até o início de julho.

Até abril, 14 fábricas - de um total de 59 - já tinham suspendido operações por dias ou semanas em razão da escassez dos chips.

Nesse período, pelo menos 100 mil veículos deixaram de ser produzidos, de acordo com cálculos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O presidente da entidade, Márcio de Lima Leite, disse no mês passado acreditar que o ritmo de crescimento das vendas internas será mantido, apesar da falta de alguns produtos, dos reajustes de preços feitos pelas montadoras, dos juros altos, da dificuldade de crédito e da queda do poder de compra dos trabalhadores.

Demanda reprimida

Em sua opinião, há uma demanda reprimida em razão da dificuldade de encontrar alguns modelos nas lojas, e o setor não sabe ainda que tamanho terá o mercado brasileiro quando o problema dos chips for resolvido. "É um tema que estamos avaliando", afirmou.

Em maio, somente o mercado de automóveis e comerciais leves teve vendas de 175,6 mil unidades, com crescimento de 28% ante abril e praticamente empatado com maio de 2021.

No ano, o segmento acumula 689,2 mil unidades vendidas, 18% menor ante os cinco primeiros meses de 2021.

Já os utilitários esportivos (SUVs) seguem ganhando participação no mercado. Por serem produtos de maior valor agregado, as montadoras têm dado prioridade à produção de modelos desse segmento com os chips que recebem.

No ranking do mercado automotivo, a Fiat se mantém na liderança, com 22,1% das vendas totais de automóveis e comerciais leves. A General Motors vem em segundo lugar, com 14%.

Nas três posições seguidas estão Toyota, Hyundai e Volkswagen, com resultados muito próximos, respectivamente de 10,8%, 10,7% e 10,5% de participação nas vendas.

Mais abaixo estão Jeep (7,8%), Renault (6,1%), Honda (3,2%), Nissan (2,9%) e Peugeot (2,4%).

O modelo mais vendido entre janeiro e maio foi a picape Fiat Strada, com 41,2 mil unidades. Depois, Hyundai HB20, com 34,9 mil unidades, Chevrolet Onix (29,9 mil), Fiat Mobi (26,7 mil) e Volkswagen T-Cross (26,5 mil).

Os dados de licenciamentos antecipados pelo mercado são parciais e devem ser confirmados hoje pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Na próxima semana, será a vez de a Anfavea divulgar os resultados de produção, exportações e empregos do setor em maio e no acumulado do ano.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   03/06/2022

Setor terá no segundo semestre perspectiva de juros e inflação em alta, o que inibe a demanda e, por consequência, pode ajudar a diminuir ritmo de lançamentos

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção sinaliza, nesse começo de ano, uma alta de "pelo menos" 3% no resultado anual de 2022 ante ano passado, segundo Ana Castelo, Coordenadora de Projetos de Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), e responsável pela Sondagem da Construção da fundação.

Ela fez a observação ao comentar sobre as altas, anunciadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas Contas Nacionais do país referentes aos primeiros três meses do ano, de 0,8% na atividade da construção ante quarto trimestre de 2021, e de 9% ante primeiro trimestre de 2021. A técnica comentou que o desempenho do setor foi bom, e favorecido por maior impulso das obras de governo, e boa performance da iniciativa privada - no caso, o mercado imobiliário.

Ela não descartou possibilidade de continuidade no saldo positivo no setor de construção, o que conduziria a uma nova taxa positiva no PIB anual da construção esse ano, mas ponderou que as projeções devem ser elaboradas com cautela. Isso porque o cenário do segundo semestre mostra-se desafiador, com perspectiva de juros e inflação em alta - que inibe a demanda e, por consequência, pode ajudar a diminuir ritmo de lançamentos.

Ao falar sobre o desempenho da construção no primeiro trimestre, a técnica comentou que, no período, houve sinalização positiva nos três campos que impulsionam a atividade: infraestrutura, que atende obras de grande porte do governo; mercado imobiliário, relacionado à oferta privada do setor; e serviços especializados, como obras de preparação de terreno.

No caso das obras governamentais, a técnica concordou com explicação já veiculada por Rebeca Palis, chefe do departamento de Contas Nacionais do IBGE, ao apresentar os dados do PIB do país essa manhã, de que o ano eleitoral ajudou a impulsionar maior ritmo de obras. Já no caso de mercado imobiliário, ela lembrou que o segmento opera "em um ciclo muito bom".

"As contratações cresceram bem no ano passado. Então, o que foi vendido [no ano passado] as obras estão se iniciando agora [no primeiro trimestre]", comentou. "Houve de fato melhora na atividade da construção [no primeiro trimestre]" resumiu.

Mas a especialista é cautelosa quando fala sobre projeções para o setor, para os próximos trimestres. Ela comentou que, independentemente de quão favorável a construção tenha operado, no primeiro trimestre, isso na prática não garante que a área vá continuar a subir, no mesmo ritmo, nos próximos trimestres.

"Sustentar essa melhora, é o grande X da questão. Temos ciclo produtivo mais longo na construção, e isso tende a segurar a atividade. Mas caso o ciclo de negócios comece a arrefecer, não tem como sustentar esse crescimento", pontuou a especialista.

Tendo em vista essa cautela, a técnica foi taxativa ao dizer ser "pouco provável" uma taxa anual do PIB de construção em dois dígitos. Hoje, o IBGE anunciou taxa positiva anualizada, acumulada em quatro trimestres, de 11,3% no PIB da construção, a maior desde quarto trimestre de 2014 (13,1%). A especialista comentou que essa taxa acumulada representa um "carry over" referente a maioria de taxas trimestrais positivas em 2021. "Essa taxa [acumulada em quatro trimestres] representa mais o passado", resumiu ela.

Mas o futuro, por sua vez, exige um olhar mais atento ao ambiente macroeconômico, e seu impacto no setor da construção, para mensurar projeções, acrescentou a especialista. "Teremos taxas de juros mais adversas [nos próximos trimestres]", comentou ela, lembrando que isso é um fator que mexe com demanda, no mercado imobiliário - além de inflação em alta, acrescentou.

Além disso, as eleições acabam no meio do quarto trimestre, comentou ela, o que também pode influenciar ímpeto de empreendimentos governamentais.

Assim, tendo em vista todos esses fatores, a especialista comentou que o cenário da construção sinaliza que o mercado pode revisar para cima as atuais projeções de PIB da construção para 2022, que giram hoje em torno de aumento de 2,5%, ante 2021. Ela calculou ainda que, se houvesse repetição do desempenho do PIB da construção no primeiro trimestre, nos três trimestres posteriores, o PIB da construção subiria 4,4% em 2022 ante 2021 - mas não considera essa hipótese muito provável.

"Eu diria que teremos PIB anual positivo e que deve ficar pelo menos em [alta de ] 3%", afirmou.

No ano passado, o PIB da construção subiu 9,7% ante 2021, o maior aumento em 11 anos. "Mas essa elevação foi em cima de uma queda de 6,3% [referente a 2020]" frisou a especialista, comentando que a expansão forte do ano passado foi favorecida por base de comparação baixa. "Mas creio que é uma coisa positiva se tivermos dois anos seguidos de taxas positivas [no PIB anual da construção]", finalizou.

FERROVIÁRIO

Valor - SP   03/06/2022

Aval do TCU para renovação da MRS destrava PPP de trens de passageiros, que deverá interligar capital paulista a Campinas

Apesar do cenário desafiador do mercado, o secretário de Transportes Metropolitanos, Paulo Galli, diz que observa interesse de grandes grupos pelo projeto — Foto: Divulgação

Com o sinal verde do Tribunal da Contas da União (TCU) para a renovação do contrato da concessionária de ferrovias MRS, o governo de São Paulo corre para tentar tirar do papel ainda neste ano o leilão do Trem Intercidades (TIC), que promete interligar a capital paulista a Campinas (SP).

Ainda não há prazo para a publicação do edital, mas a gestão afirma que há tempo de realizar a concorrência em 2022, afirma o secretário de Transportes Metropolitanos, Paulo Galli.

O plano é fazer uma Parceria Público-Privada (PPP), com prazo de 35 anos e previsão de investimentos de R$ 10,2 bilhões - o valor foi atualizado em janeiro deste ano, mas ainda haverá uma nova correção antes do lançamento do edital, em virtude da crescente inflação de custos. O Estado deverá entrar com o grosso dos recursos: a previsão inicial é que 80% dos investimentos virão dos cofres públicos, e a concessionária entrará com 20%.

O projeto incluirá, além do TIC, outras duas linhas de transporte de passageiros: a Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que já é operacional e funciona entre o terminal Barra Funda, na capital, e Francisco Morato (SP); e o chamado Terminal Intermetropolitano (TIM), que será uma extensão da Linha 7, entre Francisco Morato e Campinas.

A ideia é que o TIC seja um trem de passageiros expresso. O trajeto entre São Paulo e Campinas, parando apenas em Jundiaí, deverá ser feito em 64 minutos. Já as outras duas linhas da CPTM terão diversas paradas.

O empreendimento só será possível porque, dentro do aditivo de renovação antecipada da concessão federal da MRS Logística, foi incluída uma obra de segregação das linhas de carga e de passageiros. Hoje, MRS e CPTM compartilham as vias. Com as obras, haverá uma linha para carga e outras três para passageiros (a do TIC, a do TIM e a Linha 7).

A transição, porém, não será rápida nem simples. O presidente da MRS, Guilherme Mello, estima que a segregação leve de oito a dez anos. Portanto, o concessionário que assumir o projeto paulista ainda terá que conviver por alguns anos com o compartilhamento de vias com a CPTM.

Um dos passos importantes antes da publicação do edital final é justamente o convênio entre Estado, CPTM e MRS, para definir como será esse compartilhamento até a construção das novas linhas. Para complicar, será preciso casar a operação das linhas com as obras. Para Galli, a expectativa é fechar o termo ainda em junho - o tema vem sendo debatido há três anos.

Outro acerto final antes da publicação do edital será a estruturação de garantias por parte do governo paulista, já que se trata de um projeto de impacto bilionário para o caixa do Estado. O secretário diz que não acredita que este será um entrave e afirma que o governo tem espaço fiscal para o empreendimento.

As demais etapas da licitação (consulta e audiências públicas) foram antecipadas pelo governo no segundo semestre do ano passado. Também já foram feitas duas sondagens com o mercado.

Questionado sobre o interesse do setor privado, em um momento desafiador de mercado, Galli se diz otimista. “Há ao menos dois grandes grupos estudando, temos chineses, grupos estrangeiros. Vai ter atratividade.”

Além dos aportes públicos, o governo incluiu um mecanismo importante de redução de riscos: o pagamento ao concessionário será feito pelo serviço (por viagens realizadas e quilômetros rodados) e não pelo número de passageiros. Com isso, o operador não terá risco de demanda de usuários. “É uma inovação que decidimos incluir a partir da pandemia [quando metrôs e trens viram o movimento despencar], para tornar o projeto mais atrativo ao setor privado.”

Rodoviário

Agência Senado - DF   03/06/2022

Foi promulgada nesta quinta-feira (2) a Lei 14.362, de 2022, que possibilitará a reconstrução de rodovias destruídas pelas chuvas que castigaram vários estados do país no fim de 2021 e início deste ano. Estão sendo destinados R$ 418 milhões em crédito extraordinário no Orçamento da União em favor do Ministério da Infraestrutura.

O crédito é resultado da Medida Provisória (MP) 1.097/2022, aprovada pelo Plenário do Senado no dia 26 de maio, com relatoria de Wellington Fagundes (PL-MT). O senador defendeu a relevância e a urgência da proposta diante da programação orçamentária.

A verba será destinada a 14 estados: Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Nos últimos dias, o estado de Pernambuco começou a sofrer com as fortes enchentes.

A lei destina R$ 133 milhões para a região Norte; R$ 36 milhões para o Centro-Oeste; R$ 191 milhões para o Sudeste; e, para o Nordeste, R$ 58 milhões.

PETROLÍFERO

Infomoney - SP   03/06/2022

Nas negociações para a aprovação de medidas com potencial de redução dos preços dos combustíveis, o governo discute com lideranças aliadas no Congresso o envio de um projeto para abrir a Transpetro, “braço” da Petrobras que opera terminais e dutos, à concorrência. A proposta teria o objetivo de garantir “de fato” que refinarias, distribuidoras e importadores tenham acesso à infraestrutura da Transpetro – que, na avaliação de integrantes do governo, tem grande ociosidade.

Segundo o Estadão apurou, o envio do texto está sendo discutido com o Congresso para ser incluído no pacote de projetos que podem ajudar a reduzir preços neste momento de alta da inflação – algo com potencial para afetar as chances de reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Entre os projetos em tramitação, está a fixação de um teto de 17% para o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, gás, telecomunicações e transportes. O texto foi aprovado na Câmara e agora será avaliado pelos senadores.

Subsidiária integral da Petrobras, a Transpetro tem uma atuação voltada para logística de transporte: dutos e terminais e transporte marítimo. Conta com mais de 14 mil quilômetros de oleodutos e gasodutos, 47 terminais (20 terrestres e 27 aquaviários) e 55 navios.

Segundo fontes a par das negociações, a Transpetro tem obrigação em lei de ceder e compartilhar essa infraestrutura. Mas, na prática, isso não aconteceria. A intenção da proposta é forçar esse movimento de uma maneira mais contundente. Para o convencimento dos parlamentares, integrantes do governo têm reforçado que há trechos de dutos com ociosidade acima de 50%. Procurada, a empresa não se pronunciou até o encerramento desta edição.

Punição

O projeto deve dar mais instrumentos à Agência Nacional de Petróleo (ANP) para que toda a cadeia – refinarias, distribuidoras e importadores – possa usar os dutos da Transpetro. A atual determinação para compartilhamento é considerada muito genérica, e a ANP só tem hoje duas ferramentas de punição: multas e cassação da licença da Petrobras, o que é inviável.

No ano passado, o envio de uma medida provisória com essa proposta foi barrado pelo ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, substituído no cargo pelo economista Adolfo Sachsida. Inicialmente, foi construída pela área técnica do Ministério da Economia. Nas conversas com o Congresso, um ponto tem sido ressaltado: o de que esse projeto, sozinho, não resolve todo o problema, mas pode ajudar a reduzir os preços. A área jurídica avalia ainda que a proposta não pode ser enviada por meio de medida provisória. Seria preciso um projeto de lei.

Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-diretor da ANP, Helder Queiroz avalia que a medida em tese é boa, mas, na prática, “é nula” diante da urgência que o governo tem de reduzir os preços dos combustíveis.

“É uma medida para o médio e longo prazo, por isso não seria suficiente para atender ao que o governo almeja, que é a competição com preços mais baixos rapidamente”, afirma Queiroz, acrescentando que a ociosidade não é tão alta se a análise compreender períodos mais longos, como um ou dois meses.

Infomoney - SP   03/06/2022

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciou nesta quinta-feira (2) que irá aumentar a sua produção da commodity de 432 mil barris por dia para 648 mil barris em julho. Contudo, mesmo com o acréscimo da oferta, os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, com o Brent para agosto subindo 1,43%, a US$ 117,89 o barril – isso porque, para analistas, a quantia somada ainda é insuficiente.

“Acreditamos que esse aumento continua sendo insuficiente para equilibrar o mercado global de petróleo, que já está voltando ao déficit após a recuperação da demanda da China”, apontam os analistas Damien Courvalin, Callum Bruce e Jeffrey Currie, do Goldman Sachs, em relatório.

Para eles, além da questão da China, o fato de a União Europeia ter recém-anunciado o embargo ao petróleo russo deve pressionar os preços. Também hoje, o bloco anunciou que será proibida a compra da commodity por vias marítimas do país governado por Vladimir Putin durante seis meses e de derivados por oito, em mais uma rodada de sanções por conta da guerra da Ucrânia.

“Assumimos um declínio de produção de 1,1 milhão de barris por dia na produção russa a partir do segundo semestre, com riscos, agora claros, de queda devido à proibição europeia anunciada”, explicam.

O novo acordo da Opep+ pressupõe aumento da produção para todos os membros, inclusive para a Rússia, que poderia aumentar sua extração em até 170 mil barris por dia a partir de julho, embora ela esteja caindo pela falta de compradores.

A Rússia é um dos três maiores produtores de petróleo do mundo, junto com a Arábia Saudita e os EUA. Antes da invasão, bombeava 11,3 milhões de barris por dia, cerca de 11% da oferta global. O país até está conseguindo manter a sua produção, com a Índia aumentando a compra, mas alguns funcionários da Opep acreditam que será difícil continuar bombeando no mesmo nível, depois que União Europeia de fato embargar o produto.
Conversas com Irã, Venezuela e Líbia não andam

Nas outras frentes que estão no radar para aumentar a produção, as negociações estão empacadas. No Irã, as conversas sobre o acordo nuclear não progridem e a projeção de que país pudesse aumentar a produção mundial em 500 mil barris por dia no segundo semestre agora é, para o Goldman, “improvável até o próximo ano”.

As produções da Líbia e da Venezuela também vêm frustrando as expectativas do banco – que aguardava algo próximo aos 600 mil barris por dia provindos dos dois países. Neste cenário, o Goldman projeta o barril do brent a US$ 125 para o segundo semestre de 2022 e vê riscos de alta nas projeções.

“Dada a alocação proporcional para todos os membros (com a Rússia mantendo sua parcela de cotas) e nossa expectativa de que muitos países continuarão a ficar para trás em suas cotas, esperamos que essa mudança represente apenas um acréscimo de produção de 200 mil barris por dia durante o verão no hemisfério norte”, afirmam.

O analista Tim Evans, do Citi Bank, vai no mesmo caminho. “O aumento será alocado proporcionalmente a todos os membros, o que sugere que o volume real de oferta adicional pode ser apenas cerca de metade do tamanho. A Rússia, em particular, simplesmente vai produzir o que puder vender e isso provavelmente será bem abaixo de sua alocação”, diz.

Por fim, o JP Morgan corrobora as afirmações – em entrevista ao Wall Street Journal, Christyan Malek, chefe do setor de petróleo e gás do banco americano, defendeu que é é improvável que o acordo traga significativamente mais produção de petróleo do grupo: “é como se a OPEP+ estivesse disparando balas de borracha no mercado de petróleo, é uma maquiagem”.

Valor - SP   03/06/2022

Com os embargos dos EUA e da UE ao petróleo russo, operações semiclandestinas com a commodity são realizadas no mar por traders que se arriscam nessas transações, podendo levar o preço às alturas

“Going dark”, termo militar que significa um corte abrupto de comunicação para evitar o rastreamento, está muito em voga entre os navios que transportam petróleo russo. Para viajar com mais privacidade pelos oceanos, a tripulação desliga o GPS.

Navega-se no escuro com mais frequência desde do início da invasão da Ucrânia e os embargos contra a Rússia, como mostram Anna Hirtenstein e Joe Wallace, correspondentes do “Wall Street Journal” em Londres, na reportagem “Produtores russos ficam um passo à frente das sanções”.

Outra prática também em alta é a transferência de carga entre navios no mar, uma conhecida artimanha para negociar petróleo embargado iraniano e venezuelano — o que remete ao óleo que apareceu nas praias brasileiras em 2019, que segundo a Polícia Federal veio de um petroleiro de bandeira grega. Uma das hipóteses da investigação era falha na transferência de petróleo entre embarcações.

O “ship to ship”, para usar a expressão do setor, acontece no Mediterrâneo, ao largo da costa da África Ocidental e do Mar Negro, de onde o petróleo segue para China, Índia e Europa Ocidental, segundo disseram as companhias de navegação ao “WSJ”. Refinado, o produto vai depois para grandes consumidores como os Estados Unidos.

Essas operações semiclandestinas são muito lucrativas para os traders que se arriscam na empreitada: uma viagem, dependendo do tamanho da carga, pode render US$ 20 milhões, comparado a cerca de US$ 600 mil antes da guerra.

E, ao que parece, o troca-troca oceânico a céu aberto, mas “no escuro”, só tende a aumentar. Nesta semana, líderes da União Europeia decidiram banir 90% das importações por mar do petróleo russo até o fim deste ano. Com essa decisão, pode estar se formando o furacão previsto pelo presidente do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, que falou no barril em US$ 150 — um desastre para a economia mundial.

O presidente americano, Joe Biden, passou o pires e conseguiu, nesta quinta-feira (2), um aumento das cotas de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), mas isso não fez diferença nos preços. O governo americano critica há tempos a lentidão dos países do cartel em aumentar a oferta, uma situação que já era problemática por causa da pandemia e tornou-se dramática com a guerra.

Mas todos sabem que há um problema estrutural a ser resolvido. O petróleo era, até pouco tempo — e ainda é em alguns círculos —, um palavrão, só um pouco menos cabeludo que carvão. Toda a pressão exercida por governos e organizações ambientais deu resultado. As grandes empresas de petróleo reduziram os investimentos em produção e exploração para cumprir metas ambientais rígidas.

O próprio governo Biden tomou várias medidas nesse sentido, e, recentemente, teve que reverter, sob críticas, uma decisão de não permitir exploração em terras do governo. No entanto, mesmo que comece a sair mais óleo bruto dos poços, a capacidade de refino é limitada.

Com os combustíveis em patamares recordes, inflação em disparada e eleições próximas nos Estados Unidos — e no Brasil —, as opções vão ficando cada vez mais limitadas. E não há milagre. Entre o investimento e a gasolina na bomba há um longo e demorado percurso.

AGRÍCOLA

Valor - SP   03/06/2022

Queda de 8% do PIB acende uma luz amarela no setor produtivo

A queda de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária no primeiro trimestre de 2022 na comparação com igual período de 2021 acendeu uma luz amarela no setor produtivo. Os números preocupantes, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), vão reforçar as demandas dos produtores junto ao governo por um Plano Safra 2022/23 com melhores condições de juros para estimular o aumento da produção, principalmente de itens do consumo doméstico, e ainda "salvar o ano".

Na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e os últimos três meses do ano passado, o setor teve recuo de 0,9%, enquanto a mediana de projeções de economistas apontava para uma alta de 1%.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) deverá rever as projeções de crescimento do setor para 2022, que estavam em 3,5%. O chefe do Núcleo Econômico da entidade, Renato Conchon, diz que a revisão não deve ser tão forte, mas admite que os dados do primeiro trimestre poderiam ser melhores.

"O indicador é bom, mas preocupa, acende a luz amarela. Se nada for feito, o cenário tende a piorar", afirmou.

PIB setorial

Trimestre contra trimestre do ano anterior, em %

PIB

Agropecuária

Industria

Serviços

Apesar de o IBGE apontar o impacto da seca nos resultados da safra de soja no Sul e em Mato Grosso do Sul, a CNA diz que o cenário de alta nos custos de produção e de queda no poder de compra da população retraiu o plantio de itens de consumo interno, como os hortifrúti.

"As culturas que não são commodities estão sofrendo mais. O aumento do custo de produção é global, e como a produção vai para o mercado doméstico, onde a queda da renda está restringindo o consumo de muitos produtos, o produtor optou por não plantar, está com pé no freio", afirmou Conchon.

Sem o fôlego do consumidor para pagar mais caro houve redução de área plantada de produtos como arroz (12%), batata inglesa (4,1%) e tomate (5,2%). A mandioca teve estabilidade no cenário de todo o Brasil, mas no Paraná, segundo principal produtor, o plantio foi 13% menor nos três primeiros meses deste ano na comparação com 2021. Milho e soja, por outro lado, tiveram altas de 4,2% e 8,1%.

A área menor gerou quedas na produção de mandioca (2,7%), batata (5,5%), tomate (7,8%) e uva (12,2%).

"A preocupação é como esse aumento do custo e queda na renda estão influenciando em menor plantio e menor produção. Isso vai continuar influenciando negativamente tanto na inflação de algumas culturas e pressão para o preço. Por isso é importante, como país, adotar políticas expansionistas de produção", ressaltou Conchon.

A principal medida aguardada pela CNA é um Plano Safra 2022/23 com condições acessíveis para aumentar a produção em geral, o que vai exigir um imenso esforço fiscal e orçamentário do governo. Segundo Conchon, levantamentos feitos em Mato Grosso e no oeste da Bahia revelaram que alguns produtores estão buscando financiamentos de custeio a taxa entre 17% e 19%, o que retira a competitividade da produção.

"Precisamos de um Plano Safra que contemple a necessidade do setor nesse momento, com mais crédito equalizado para produtor ter condição de tomar financiamento em volume adequado para ampliar a área e ter pacote tecnológico arrojado, dado aumento do custo de produção e aumento de juros", disse o economista. "Senão vamos para política restritiva, de reduzir produção".

Se a conjuntura for favorável, a CNA ainda prevê que o setor agropecuário pode ganhar participação no PIB nacional, chegando a 8,1% neste ano, número "historicamente alto", segundo Conchon.

As apostas são nos bons resultados das colheitas de algodão, milho segunda safra, cana-de-açúcar, café e laranja entre o segundo e o terceiro trimestres.

Plantação de soja — Foto: Julio César García/Pixabay

IstoÉ Dinheiro - SP   03/06/2022

As vendas de máquinas agrícolas, entre tratores e colheitadeiras, tiveram crescimento de 35,1% em abril quando comparadas ao mesmo mês do ano passado. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira, 2, pela Fenabrave, associação que, além das concessionárias de automóveis, representa revendedores de equipamentos usados no campo.

No total, 6,1 mil unidades foram entregues a produtores rurais no quarto mês do ano, um crescimento de 24,8% frente ao volume de março.

Ao contrário das vendas de carros, que podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos diários de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados pela Fenabrave com os fabricantes.

Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de carros, cujos resultados divulgados nesta quinta pela associação já são relativos a maio.

Nos quatro primeiros meses do ano, as vendas de máquinas agrícolas somaram 20,2 mil unidades, alta de 36,6% em relação a igual período do ano passado.

Segundo o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, a demanda, alimentada pelo crescimento da renda no campo, segue aquecida. Porém, ele observa que o desempenho poderia ser ainda melhor, não fossem as dificuldades dos fabricantes de tratores em obter peças, além da espera de produtores rurais da liberação de financiamento do Plano Safra.

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