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03 de Maio de 2022

ECONOMIA

Globo Online - RJ   03/05/2022

Na semana em que o Copom se reúne para definir o novo patamar da taxa básica de juros, o mercado projetou nova aceleração da inflação, com previsão de 7,89% ao fim de 2022, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira.

Esta é a 16ª semana consecutiva de revisão para cima na expectativa da inflação. A estimativa da Selic para o fim de 2022, que na semana passada era de 13,25%, permaneceu no mesmo patamar.

Nesta semana, o Copom deve elevar a taxa básica de juros em um ponto percentual (p.p.), conforme já indicado na última reunião.

Dessa forma, a Selic passará dos atuais 11,75% para 12,75%. A expectativa do mercado é que o ciclo de alta dos juros esteja próximo do fim.

As projeções do mercado ainda mostram que a projeção de crescimento do PIB para 2022 variou de 0,65% para 0,70%, na quinta semana consecutiva de elevação. O câmbio previsto é de R$ 5, mesmo valor da última semana.

O boletim Focus não foi divulgado por três semanas, assim como outros relatórios do Banco Central, em função da greve dos servidores da instituição.

Após uma pausa no movimento, os servidores devem retomar as paralisações na terça-feira, primeiro dia da reunião do Copom, que divulga em 4 de maio a nova taxa básica de juros.
Inflação acelerada

A inflação esperada pelo mercado é mais que o dobro da meta oficial definida pelo governo para este ano, de 3,5%. Mesmo considerando o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo, o número projetado agora ainda ficaria acima do teto, que seria de 5%, o que implicaria no descumprimento da meta pelo segundo ano consecutivo.

Esse movimento reflete a aceleração registrada no IPCA-15, divulgado pelo IBGE na última semana. A prévia da inflação de abril acelerou para 1,75%, a maior alta para um mês de abril desde 1995. O indicador foi puxado pelo aumento nos preços dos combustíveis e alimentos.

Cenário complexo em 2023

A aceleração da inflação neste ano vai respingar em 2023. A meta oficial da inflação para 2023 é e 3,25%, mas a projeção do mercado, de acordo com esta edição do boletim Focus, é de 4,10%, quarta elevação consecutiva da estimativa.

Com isso, a expectativa da Selic foi revista e subiu de 9% para 9,25%. Em relação ao PIB, a expetativa se manteve em crescimento de 1%. Há quatro semanas, a expectativa era de 1,30%. Já o câmbio variou de R$ 5,00 para R$ 5,04.

O Estado de S.Paulo - SP   03/05/2022

O risco de um aperto monetário maior do que o atualmente previsto pelo mercado nos Estados Unidos acendeu um sinal de alerta também para as perspectivas de atividade e inflação no Brasil em 2023. Economistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast alertam que um aumento de juro maior do que o esperado teria um impacto negativo forte para a economia brasileira.

Os cenários apresentam divergências, mas a maior parte dos especialistas consultados afirma que uma taxa básica de juros próxima de 5% nos EUA (Fed Funds) seria suficiente para causar no mínimo uma forte desaceleração da atividade global e, consequentemente, uma reversão dos preços de commodities, com prejuízos ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Hoje, os juros americanos estão entre 0,25% e 0,5% ao ano. Na quarta-feira, 4, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve elevar a taxa em mais 0,5 ponto.

Ao mesmo tempo, a aversão ao risco reduziria os fluxos de capitais para países emergentes e tenderia a provocar um processo de enfraquecimento do real, com impactos sobre a inflação brasileira. Em um cenário de dólar mais forte e Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pressionado, o Banco Central (BC) teria de no mínimo postergar o início do ciclo de cortes da taxa Selic, previsto pela maioria do mercado a partir do segundo trimestre de 2023.

O Credit Suisse foi a primeira casa a alertar para o potencial de deterioração do cenário brasileiro caso o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) conduza um aperto mais forte. Em relatório divulgado esta semana, o banco pontua que uma alta dos Fed Funds até o nível de 4,5% - acima do cenário-base, de 3,25% - seria suficiente para aumentar o IPCA de 2023 dos 4,4% agora estimados para 4,9%, acima do teto da meta (4,75%).

"Eu estou vendo uma chance crescente de o Fed ter de apertar a política monetária mais do que está sendo precificado pelo mercado", alertou a economista-chefe do Credit Suisse no Brasil, Solange Srour, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Nas contas dela, um aperto mais intenso dos Fed Funds, até o nível de 6%, já seria suficiente para produzir um IPCA acima do teto da meta também em 2024.

A percepção de chance crescente de uma disparada de juros nos EUA, com consequências graves para a inflação - e atividade - no Brasil, é compartilhada pelo economista-chefe da Santander Asset, Eduardo Jarra. Embora o cenário-base da gestora ainda aponte para juros terminais de 3,5% em 2023, o analista reconhece que a confiança na premissa hoje é de "média para baixo."

"Quando a gente vai pensar no nosso posicionamento, damos um peso considerável ao que seria o cenário alternativo", diz Jarra. Neste cenário, os Fed Funds avançariam a um nível próximo de 5%, suficiente para provocar estagnação ou recessão dos EUA no ano que vem. A desaceleração da atividade global geraria alívio dos preços de commodities, mas, com o enfraquecimento esperado para o real, o efeito líquido deveria ser inflacionário.

Enquanto a tendência seria de um IPCA acima do atualmente previsto pela gestora em 2023 - de 4,2%, com viés de alta -, o economista afirma que a combinação de commodities para baixo, PIB global mais fraco e ambiente mais hostil para emergentes teria impactos negativos para a atividade. A piora do quadro inflacionário também poderia ao menos atrasar o ciclo de corte da Selic, atualmente com início previsto no segundo trimestre.

"Isso é claramente um grande sinal negativo para o nosso PIB aqui dentro. Se isso ainda reverbera em cima de inflação, e talvez seja o motivo para o prognóstico de inflação ser mais carregado, é um duplo sinal negativo para a atividade", explica Jarra, que espera alta de 1% do PIB no ano que vem. "Isso certamente me levaria a revisar para baixo esse número."

Para o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, um aumento dos juros norte-americanos a um nível "moderadamente contracionista", em até 4%, poderia ter efeitos benéficos para o controle do IPCA, devido ao componente de inflação "importada" pelo País. Mas um aperto muito mais forte, a um patamar acima de 5%, deveria gerar pressões de preços no Brasil e um sinal para baixo na atividade.

"O nível de juros nos EUA passa a ser muito alto, tem impacto no fluxo de capitais, e a rodada de depreciação de ativos e de desvalorização cambial no Brasil passa a ser relevante", diz Megale, para quem o dólar poderia voltar ao nível de R$ 5,50. Esse cenário, diz o analista, limita o espaço para cortar a Selic no ano que vem, em meio a um quadro de "recessão global" que também pode prejudicar o PIB brasileiro.

O economista da Constância Investimentos Alexandre Lohmann alerta que o quadro poderia resultar em uma nova rodada de aperto da Selic. "O problema é que o BC já perdeu a meta em 2021, vai perder em 2022 e caminha para perder em 2023. Se a meta é descumprida por muitos anos, tem um incentivo para subir mais os juros", afirma o analista, que estima, no cenário-base, Selic de 13,25% no fim deste ano e de 10,5% no próximo, com um IPCA de 4,56% em 2023.

Na outra ponta, o economista-chefe da Greenbay Investimentos, Flávio Serrano, afirma que os efeitos de descompressão nos preços prevaleceriam sobre uma depreciação do real, em um cenário de Fed mais hawkish e desvalorização das commodities. Embora reconheça que os juros norte-americanos contracionistas possam levar o dólar a um nível entre R$ 5,20 e R$ 5,30, Serrano afirma que o ambiente é favorável ao BC, por já estar à frente na política monetária, com inflação próxima do pico.

"De fato, o Fed ser mais agressivo pode atrapalhar o câmbio, mas não podemos esquecer que aquele movimento para R$ 4,70 foi muito recente e sequer vimos os efeitos disso na inflação. Não vejo estagflação em 2023 de jeito nenhum. É outro processo. Vamos estar com a atividade de fato desacelerando, mas com uma normalização das condições econômicas", diz o economista, que prevê IPCA de 7,6% em 2022 e de 3,5% em 2023, com PIB a 0,6% e 0,3%, respectivamente.

Infomoney - SP   03/05/2022

O crescimento da indústria brasileira perdeu força em abril diante das dificuldades com gargalos globais de logística e do setor automotivo e com as pressões de preços, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da S&P Global divulgada nesta segunda-feira (2).

O PMI da indústria caiu de 52,3 em março — quando o setor voltou a crescer após quatro meses de contração — para 51,8 em abril. Números acima de 50 indicam expansão da atividade e abaixo disso, queda.

O mês de abril foi marcado por uma expansão mais forte dos fabricantes de bens ao consumidor, mas houve desacelerações para os segmentos de bens de capital e de bens intermediários.

A produção aumentou pelo segundo mês seguido, mas o ritmo perdeu força em relação a março, com os entrevistados citando o peso da fraqueza no setor automotivo, a pressão inflacionária e a escassez global de matérias-primas.

Além dos preços elevados, a incerteza entre os clientes também restringiu o aumento das vendas, segundo as empresas. As novas encomendas cresceram pelo segundo mês, mas a um ritmo mais fraco.
Comércio internacional

As vendas internacionais tiveram nova queda em abril, a um ritmo mais acelerado do que em março, com a incerteza global sendo citada como fator para a fraqueza da demanda externa.

As empresas também tiveram que lidar com a pressão dos custos dos insumos, em meio à volatilidade nos preços da energia, escassez de matérias-primas e a guerra na Ucrânia.

A taxa de inflação desacelerou na comparação com março, mas ainda assim foi substancial segundo os padrões históricos, de acordo com a S&P Global.

Os produtores continuaram a repassar aos clientes os custos adicionais, e a taxa de inflação dos preços de venda também foi acentuada.

Algumas empresas ainda informaram atrasos no recebimento de itens provenientes da China e Europa, enquanto outras citaram que a demanda doméstica fraca por insumos facilitou a compra de alguns materiais.

Mas a confiança empresarial melhorou no setor, com expectativas de demanda mais forte, diversificação da produção, planos de investimento e condições estáveis após a eleição presidencial.

Isso ajudou na criação de empregos em abril, à taxa mais intensa desde outubro.

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Veja - SP   03/05/2022

Os efeitos da guerra na Ucrânia nos preços dos alimentos são conhecidos. Com a Rússia bloqueando as exportações de fertilizantes e a Ucrânia sendo um celeiro para África e Oriente Médio, o que vimos foi preço das commodities de alimentos disparando em todo o mundo. Além disso, o custo da energia subiu drasticamente. Mas o Instituto Peterson de Economia Internacional, um think tank baseado em Washington, lembra que a China tem tomado medidas há anos que também estão inflacionando os preços dos alimentos e causando insegurança alimentar. Eles citam três restrições e tarifas impostas pela China em fertilizantes e carnes suínas, mas também no aço.

No ano passado, por exemplo, a China interrompeu as exportações de fertilizantes para atender só seu mercado interno. Enquanto os preços caem na China, sobem no resto do mundo todo. No caso da carne de porco, a China sofreu com uma peste e teve que abater 40% de seu rebanho em 2018 causando uma alta mundial dos preços, mas desde então tem reduzido os preços para consumo interno. “Em outra reversão impressionante, Pequim aumentou suas tarifas sobre carne suína em janeiro, depois de consumir quase 40% das importações globais de carne suína em 2021”, diz o relatório assinado por Chad Bown e Yilin Wang.

“O aço é outro caso recente. Até 2021, a China era uma fornecedora tão grande de metais que foi amplamente acusada de gerar excesso de capacidade, com suas exportações de baixo preço forçando as siderúrgicas a fecharem os negócios nos Estados Unidos, Europa e outros lugares. Então, de repente, Pequim impôs restrições à exportação de aço. Agora, em vez de contribuir para um excesso global, a China é um glutão de aço, provocando preços mais altos em todo o mundo e adicionando mais pressões indesejáveis à inflação”, diz o relatório.

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Investing - SP   03/05/2022

As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), a partir deste mês, terão mais tempo para apresentações técnicas sobre conjuntura econômica, informou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira.

A partir de agora, a primeira sessão dos encontros do Copom, voltada à análise de cenários e conjuntura, será feita nas manhãs e tardes de terça-feira e também na manhã de quarta-feira. Até agora, esses encontros eram concentrados apenas nas manhãs e tardes de terça.

"Essa mudança visa disponibilizar mais tempo para as apresentações técnicas sobre conjuntura econômica, sem alteração no número de apresentações ou de participantes", disse em nota.

De acordo com o BC, não haverá mudança na segunda sessão, voltada propriamente à decisão da taxa Selic. Essa parte da reunião ocorre nas tardes de quarta-feira.

Segundo a autoridade monetária, por se tratar de um ajuste administrativo, não há necessidade de alterar o regulamento do Copom.

O Comitê se reunirá nesta semana, na terça-feira e na quarta, para definir o patamar da taxa básica de juros. Em comunicações anteriores, o BC indicou que elevará a Selic em um ponto percentual, a 12,75% ao ano.

Ministério da Economia - DF   03/05/2022

Em virtude da operação padrão dos Analistas de Comércio Exterior, a coletiva de imprensa e a divulgação mensal preliminar, contendo os materiais explicativos dos resultados da balança comercial de abril/2022 (tabelas e notas), que estavam previstas para esta segunda-feira, 2/5, foram adiadas.

Conforme o cronograma atualizado que foi divulgado na tarde de hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, a coletiva e a publicação dos materiais explicativos do mês ocorrerão na próxima quinta-feira, 5/2, às 15h30, portanto, dentro do prazo disciplinado pela Portaria nº 7.017, de 11 de março de 2020 (até o 10º dia útil do mês subsequente ao mês de referência).

Globo Online - RJ   03/05/2022

A inflação de dois dígitos tem sido usada pela área econômica do governo para lançar medidas que tentam, em ano eleitoral, aquecer a economia, que deve crescer abaixo de 1% este ano, de acordo com as previsões. Uma das principais apostas é a redução de tributos.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação, acima de 10% nos últimos sete meses, abriu espaço para um aumento da arrecadação.

Na avaliação de especialistas, porém, a renúncia fiscal bilionária deixa uma conta para o próximo governo, à medida que não há garantias de que esse volume crescente de recursos no caixa vá se manter.

Como a arrecadação de tributos consiste, em geral, de um percentual sobre o valor cobrado sobre produtos e serviços, o aumento de preços faz com que o valor levantado pelo governo suba imediatamente. Porém, a maior parte das despesas públicas não tem correção imediata.

Muitas são atreladas ao salário mínimo, corrigido apenas uma vez por ano. É com base nessa defasagem entre os recursos que entram no caixa e os que saem dos cofres públicos que o governo viu espaço para aumentar a concessão de benefícios.

Estimativas do Ministério da Economia apontam que a renúncia fiscal chega a R$ 43,4 bilhões, considerando apenas a redução da alíquota de IPI e PIS/Cofins dos combustíveis. Isso só seria possível graças à elevação da receita decorrente da inflação.

Segundo cálculos do governo, somente a redução de 35% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vai representar uma renúncia fiscal de R$ 23,3 bilhões este ano, chegando a R$ 31,9 bilhões em 2025. Para especialistas, abrir mão de imposto sem garantia de que essa receita continuará a crescer adiante pode agravar mais a situação das contas públicas.

O governo, porém, avalia que os cortes de tributos são feitos de forma sustentável, com uma arrecadação que sobe acima da inflação.

— Esse fenômeno está na base das crises inflacionárias que já ocorreram aqui e em outros países — ressalta o economista e professor da UnB, Roberto Ellery.

Saídas como esta, lembra a professora de economia do Insper, Juliana Inhasz, levam ao fenômeno que ficou famoso no Brasil dos anos 1980: o imposto inflacionário:

— Não é um imposto que você paga de boleto, como IPTU e IPVA, mas é um imposto que a inflação cria dentro da economia, como se as pessoas estivessem pagando um tributo. Elas são obrigadas a consumir menos, se deparam com um poder de compra menor e não têm como se negar a pagar esse custo maior, porque ele está no caixa do mercado, na hora que paga o produto, embutido no preço.

Segundo ela, o poder público se beneficia da inflação alta, porque os preços mais elevados ampliam a base de incidência tributária, o que se reflete na arrecadação.

Para Juliana, a elevação da arrecadação não é sustentável e, em breve, o governo vai se deparar com a elevação dos próprios gastos, também motivada pela alta da inflação, a se refletir no aumento dos custos de compras com novos contratos e reajustes salariais. Mas essa reversão só deve acontecer no próximo governo.

Atualmente, o governo sustenta a redução de impostos em dois pilares. O primeiro é que, a curto prazo, a arrecadação mais alta faz frente a um gasto que não subiu na mesma proporção. O segundo é a alta dos preços das commodities.

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— O ciclo de commodities acontece agora, porque o mundo está em recuperação, mas ele tem um prazo de validade, que não é tão longo —afirma Juliana.

Esse efeito na economia ainda terá reflexos pelo menos até 2023, na avaliação do economista Lucas Dezordi, professor da PUC-PR. Ele alerta para o fato de o aumento da arrecadação em ritmo recorde não ser estrutural, não vai se manter nos próximos anos, e sim conjuntural.

— Contudo, no cenário de inflação elevada e commodities valorizadas, não esperamos uma queda expressiva dessa arrecadação —diz Dezordi.

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Para ele, com a redução da inflação e desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB), o ritmo de arrecadação para 2023 tende a cair, mas não acredita que chegue ao ponto de contribuir para um desequilíbrio fiscal.
Mudança no teto de gastos

Roberto Ellery, da UnB, aponta outro “problema grave” relacionado com a inflação: a mudança no teto de gastos — regra que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior — para permitir aumento de gastos em ano eleitoral. Mudou-se o prazo do cálculo para ter um índice de correção das despesas mais alto, já que o teto de gastos é calculado pela inflação.

— O ponto principal do teto era forçar escolhas no Orçamento. Se o governo quiser atender a um grupo, deve arcar com os custos políticos de contrariar outros grupos. Mudar o teto de forma a permitir aumento de gastos quebra esse princípio. No lugar de escolher quem atender e quem enfrentar, o que deveria ser normal em uma democracia, o governo optou por agradar aos congressistas para aumentar o limite do teto em 2022 e facilitar outras escolhas.

Ellery cita, ainda, o orçamento secreto — emendas do relator nas quais não há transparência e destinadas às regiões que formam a base eleitoral dos parlamentares — para obter o apoio do Legislativo a projetos de seu interesse:

— É o caso clássico de comprar apoio político com recursos do Orçamento. No passado, isso deu processo e até cadeia. Agora querem legalizar.

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Para Juliana Inhasz, o Orçamento é mais um exemplo do uso político da inflação. Ao usar valores baixos para a projeção da inflação, como ocorre na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023, o governo acaba reajustando tudo o que tem de pagar a um valor menor, e o que recebe a outro maior, o que não é sustentável.

A proposta de LDO usou um percentual de 6,7% para reajustar o salário mínimo, que tem efeito cascata nas contas públicas. Mas as projeções do Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com cem instituições financeiras, apontam inflação de 7,89%.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   03/05/2022

Novo presidente pede “senso de urgência” para superar obstáculos

Mário de Lima Leite, diretor da Stellantis, vai comandar a associação até 2025: “Nosso foco não é vender apenas o carro, mas vender mobilidade” — Foto: Silvia Zamboni/Valor

“Eu acredito”. A frase que se tornou grito de guerra da torcida do Atlético Mineiro serviu de mote ontem ao novo presidente da Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no Brasil. Mário de Lima Leite assumiu o cargo onde fica até 2025 com um discurso otimista diante dos principais problemas que o setor enfrenta no país e no mundo, mas com alerta de que é preciso ter “senso de urgência”.

Descontrole da cadeia logística, competitividade, inflação em alta, mudanças no perfil de consumo, juros na casa dos dois dígitos limitando crédito, manutenção da rede de fornecedores e a eletrificação dos veículos estão na longa pauta de desafios citada pelo apaixonado torcedor do Galo.

A eletrificação dos veículos em todo o mundo ameaça a sobrevivência de boa parte dos fornecedores

Com um estilo descontraído, e por várias vezes citando a família, Leite falou a uma plateia composta por ex-presidentes da Anfavea, representantes das montadoras e jornalistas. Advogado e contador, ele é diretor de Assuntos Jurídicos, Tributários e de Relações Institucionais da Stellantis na América do Sul. O executivo entrou na Fiat há 21 anos, após quase uma década atuando em consultorias como KPMG e Deloitte.

O novo presidente defendeu que o setor “tem de pensar grande” porque tem produtos para competir em vários mercados além da tradicional América Latina. Destacou o designer e a engenharia brasileira como pontos fortes. E colocou a competitividade no centro de campo do debate dentro e fora da associação.

A exportação, ao lado de programas de renovação de frota, surge como alternativa para elevar a ocupação das linhas de montagem. Hoje o setor tem condições de produzir até 4,5 milhões de veículos por ano, para a estimativa da própria Anfavea -já considerada otimista diante dos números do primeiro trimestre - indica 2,3 milhões de unidades em 2022. Segundo Leite, por falta de componentes, principalmente semicondutores, o setor no país já deixou de produzir neste ano 100 mil unidades. No ano passado foram 350 mil veículos a menos.

“Desafio é competitividade da porta para fora. Temos produtos competitivos (dentro da fábrica) em qualquer país do mundo”, disse durante a posse. “Temos produtos que são desejados em outros mercados.” E isso se aplica desde os veículos de entrada até os caminhões mais pesados.

Para mostrar que está disposto a ir para o ataque desde o começo do jogo, Leite tem já nesta terça-feira o primeiro encontro, no novo cargo, com o ministro Paulo Guedes, da Economia. Junto com os presidentes das principais montadoras, a Anfavea vai levar ao governo propostas para a retomada da industrialização.

Leite se mostrou preocupado com o futuro da rede de fornecedores das montadoras. Ele destacou a importância de manter vivo o que chamou de “ecossistema”, formado por 98 mil empresas que empregam cerca de 1,25 milhão de pessoas. O processo de eletrificação dos veículos em todo o mundo tende a reduzir o número de fornecedores, já que em um carro elétrico são usadas muito menos peças e partes do que em modelos a combustão, o que coloca em xeque a sobrevivência desse “ecossistema”.

Quanto à oferta do carro 100% elétrico no Brasil, o dirigente entende que o principal objetivo da eletrificação é a descarbonização, e nesse sentido o país tem o etanol como opção e deve aproveitar esse diferencial. A eletrificação, no seu entender, não pode vir associado a desemprego.

“O que estamos fazendo hoje com essa rede de fornecedores?”, questionou o próprio setor. “Hoje o Brasil tem tecnologia de ponta. Vamos continuar tendo daqui a dois anos com a eletrificação?”, voltou a perguntar. Leite disse que o desafio é fazer com que essa rede de fornecedores e os próximos investimentos no país acompanhem as novas rotas tecnológicas. “Não podemos criar descompasso entre para onde caminha o mundo e nossa cadeia de fornecedores.”

Leite disse que o setor vai fazer a sua parte na busca pela competitividade e destacou que o atual desorganização da cadeia logística vai obrigar a indústria como um todo a repensar seus fornecedores. E isso passa por negociações com os três níveis de governo. Ele elogiou a atual redução de IPI dentro de um contexto de extinção do encargo no futuro, mas disse que existe muito ainda a ser feito em termos de reforma tributária.

“O jogo não está perdido (da reforma tributária)”, afirmou. O presidente da Anfavea disse que já conversou com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e com o governo para explicar como esse ponto é crucial para atingir a competitividade necessária.

Outra preocupação da nova liderança da Anfavea é com a mudança de comportamento do cliente. As gerações mais jovens tendem a trocar a posse pelo compartilhamento ou locação de um veículo. Nesse ponto, Leite vê que as mudanças exigidas pelas novas gerações, e até mesmo as provocadas pela pandemia, mais como “oportunidades” do que como problemas.

“Nosso foco não é vender apenas o carro, mas vender mobilidade”, garante o dirigente. Mas no jogo do mercado não existe prorrogação e nem cobrança de pênaltis, como na final contra o Olímpia do Paraguai que levou o Galo ao título da Libertadores de 2013 e que eternizou o grito “Eu acredito”. Mais do que acreditar, Leite inicia um período que, como novo técnico do time, terá de provar que o setor no país pode vencer e se adequar aos novos paradigmas. Nesse caso, como no futebol, o empate também pode não ser bom resultado.

FERROVIÁRIO

Revista Mineração - SP   03/05/2022

Empresa recebe segundo equipamento movido a bateria, que irá operar no pátio de manobra do Terminal de Ponta da Madeira (MA).

Dentro da estratégia de acelerar o uso de tecnologias que privilegiem fontes renováveis, a Vale recebeu, no fim do mês passado, a sua segunda locomotiva 100% elétrica, movida a bateria. Fabricada na China pela CRRC Zhuzhou Locomotive (CRRC ZELC), o equipamento vai operar inicialmente no pátio de manobra do Terminal de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). Suas baterias, feitas de lítio, têm capacidade de armazenamento de 1000 kWh, com autonomia para operar até 10 horas sem paradas para recarregamento.

A locomotiva da CRRC está dentro da estratégia da Vale de eletrificar seus equipamentos de mina e ferrovia. As duas áreas respondem por 25% das emissões diretas de carbono da empresa, o chamado escopo 1. Em 2019, a Vale anunciou a meta de zerar suas emissões líquidas de escopos 1 e 2 (relativo ao consumo de energia elétrica) até 2050. Para isto, está investindo entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões.

Atualmente, a frota da Vale soma 490 locomotivas, movidas a diesel, dedicadas ao transporte de minério de ferro. A primeira máquina totalmente elétrica da empresa, fabricada pela Progress Rail, foi recebida, em julho de 2020, na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).

“Assim como aconteceu no Espírito Santo na Estrada de Ferro Vitória a Minas, nossa estratégia é testá-la em manobras de pátio para depois avaliar a possibilidade de readequá-la como parte da estratégia posterior de utilização de locomotivas elétricas na linha principal da ferrovia”, explica Gustavo Bastos, gerente-executivo do Centro de Excelência, Tecnologia e Inovação de Ferrosos.

O gerente-executivo da EFC, João Silva Junior, ressalta que a locomotiva elétrica soma-se à estratégia da ferrovia de investir em eficiência, segurança e inovação, que visa reduzir suas emissões de carbono. O executivo lembra que, no ano passado, a ferrovia obteve uma das melhores avaliações ambientais entre seus pares, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

“A chegada da locomotiva elétrica na EFC é um importante marco para a nossa jornada de Carbono Zero da Vale. Estamos construindo um plano robusto que nos permitirá uma redução drástica de emissões de CO2 oriundas das nossas operações ferroviárias. Cada vez mais, reafirmamos o nosso compromisso para uma Vale mais sustentável”, afirma.

O novo equipamento já está na oficina de locomotivas do terminal, onde ficará por 90 dias para verificação e testes de sistemas. Está previsto para julho o primeiro teste em pátio de manobra.
Powershift

As duas locomotivas 100% elétricas fazem parte do Powershift, programa criado pela Vale para atender ao desafio da empresa de zerar emissões de carbono de escopos 1 e 2. Além de locomotivas, o programa também tem realizado testes com equipamentos elétricos em minas subterrâneas no Canadá – atualmente, há cerca de 40 em operação.

A estratégia de eletrificação de equipamentos de operações da Vale inclui ainda uma parceria com seus pares BHP e Rio Tinto. No ano passado, as três empresas, juntamente com mais 17 mineradoras, lançaram o “Desafio Charge On”. Trata-se de uma chamada global de inovação voltada a empreendedores capazes de desenvolver soluções de eletrificação de grandes caminhões usados em minas.

NAVAL

IstoÉ Online - SP   03/05/2022

A Ucrânia fechou formalmente seus quatro portos no Mar Negro e de Azov que foram capturados pelas forças russas, disse o Ministério da Agricultura ucraniano nesta segunda-feira.

Os portos do Mar de Azov de Mariupol, Berdiansk e Skadovsk e o porto de Kherson no Mar Negro foram fechados “até a restauração do controle”, disse o ministério em comunicado.

“A adoção desta medida deve-se à impossibilidade de atender navios e passageiros, realizar cargas, transportes e outras atividades econômicas relacionadas, garantindo o nível adequado de segurança da navegação”, afirmou.

Todos os portos marítimos ucranianos suspenderam suas atividades como resultado da invasão russa no final de fevereiro. As forças russas capturaram alguns portos e bloquearam outros.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse nesta segunda-feira que a Ucrânia pode perder dezenas de milhões de toneladas de grãos devido ao controle russo do transporte marítimo do Mar Negro, desencadeando uma crise alimentar que afetará Europa, Ásia e África.

O ministério disse na semana passada que as exportações de grãos da Ucrânia atingiram 45,709 milhões de toneladas na temporada 2021/22.

SEGS.com.br - SP   03/05/2022

A Escola de Direito do Rio de Janeiro (FGV Direito Rio) promove, no dia 3 de maio, o webinar "A desestatização das autoridades portuárias e a experiência envolvendo a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa)". Com transmissão ao vivo pelo Canal da FGV no YouTube, a partir das 10h30, o evento vai analisar a experiência do primeiro porto do Brasil concedido à iniciativa privada, que foi o caso da Codesa.

Mediado pelo coordenador do Comitê de Regulação de Portos da FGV Direito Rio, Paulo Renato Jucá, o encontro contará com as participações do secretário Nacional dos Portos, Diogo Piloni, e do diretor-presidente da Codesa, Júlio Castiglioni.

O seminário visa debater o projeto do Governo Federal para, por meio do Ministério da Infraestrutura, desestatizar autoridades portuárias, sendo que a experiência com a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), a primeira privatização da história do país nesse sentido, será analisada no webinar.

Aberto ao público, o evento tem inscrições gratuitas que podem ser feitas no endereço.

Serviço
Evento: Webinar “A desestatização das autoridades portuárias e a experiência envolvendo a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa)” Data: 3/5/22
Horário: das 10h30 às 12h
Local: Canal YouTube FGV
Link da inscrição no link.

Ministério da Economia - DF   03/05/2022

O sistema Porto Sem Papel, criado para facilitar a análise e a liberação de mercadorias nos portos brasileiros, está de cara nova e adaptado ao padrão GOV.BR para melhorar ainda mais a comunicação entre os usuários do setor portuário brasileiro. As mudanças visam diminuir o tempo de navegação dos usuários e proporcionar serviços melhores e mais eficientes.

“Essa tecnologia facilita, agiliza e simplifica a vida de quem atua na área portuária em todo o país, já que todas as informações compartilhadas sobre embarcações ficam disponíveis em uma base única de dados on-line, de forma segura e precisa”, afirma o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura (MInfra), Diogo Piloni. Segundo ele,  esse é mais um avanço para trazer o setor portuário ao século 21.

O Porto Sem Papel é uma iniciativa do MInfra que foi qualificada na startup GOV.BR, programa da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia cujo objetivo é acelerar o processo de transformação digital em áreas prioritárias do governo. Desenvolvida pelo Serpro, empresa de tecnologia do governo federal, a solução tecnológica unificou os formulários antes usados nos serviços portuários em uma só plataforma, o Documento Único Virtual (DUV).

Agilidade

Há múltiplas reformulações. A do painel de bordo, por exemplo, permitirá aos agentes de navegação receber e visualizar pendências, além de executar tarefas de forma bem mais simples, objetiva e rápida. Os usuários também poderão definir filtros inteligentes de consultas, reduzindo significativamente o tempo para autorizações de atividades.

O desempenho do sistema Porto Sem Papel também foi aperfeiçoado para melhorar a qualidade das informações, com a eliminação de registros desnecessários, tornando a consulta e o armazenamento de dados mais ágeis. Com a nova configuração, a abertura de documentos eletrônicos será reduzida, o que eliminará eventuais prejuízos no processo de fiscalização e tornará os serviços mais seguros.

“O GOV.BR é a plataforma de relacionamento do governo com o cidadão, que facilita, agiliza e simplifica a vida das pessoas em todo o país. Prova dessa facilidade é a inovação que implementamos agora no Porto Sem Papel”, ressalta o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Mario Paes de Andrade.

Ele explica que o Ministério da Economia colocou à disposição do MInfra a startup GOV.BR, composta por uma equipe multidisciplinar. Trata-se da startup Porto Sem Papel 2.0, cuja missão é acelerar ainda mais a transformação digital dos portos brasileiros. “O GOV.BR combate a burocracia, por meio da transformação digital do Estado, levando à melhoria estrutural da Administração Pública”, acrescenta. Com 4.900 serviços públicos – 75% deles totalmente digitalizados –, o GOV.BR dispõe hoje de 130 milhões de usuários cadastrados.

PETROLÍFERO

Petro Notícias - SP   03/05/2022

Os olhares da indústria mundial de petróleo se voltam nesta semana para a cidade de Houston, no Texas, palco da nova edição da Offshore Technology Conference (OTC). O setor de óleo e gás brasileiro, claro, sempre tem um papel especial no evento, que acontece até a próxima quinta-feira (5). De hoje (2) até o final da OTC, a agenda do evento reserva muitos debates sobre o futuro da indústria offshore do país. Nesta segunda-feira, um dos pontos altos será o tradicional coquetel de recepção organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Texas (Bratecc), evento que acontece todos os anos paralelamente à OTC. O homenageado do coquetel deste ano será o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Rodolfo Saboia, que deve apresentar um panorama geral das expectativas de investimentos no setor offshore para os próximos anos, além de apontar quais devem ser as prioridades regulatórias da agência daqui em diante. O coquetel da Bratecc, que começará às 18h no horário local (20h no horário de Brasília), terá como convidados especiais o diretor de desenvolvimento da Petrobrás, João Rittershaussen; a cônsul geral do Brasil em Houston, Maria Izabel Vieira; o ex-embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman; e o comissário do Condado de Harris, Adrian Garcia. As inscrições para o evento podem ser realizadas neste link.

No painel de exposições, o Brasil marca mais uma vez presença com seu pavilhão próprio, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com 43 empresas que vão atrás de novas oportunidades e negócios internacionais. Em paralelo, o Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro também organizou uma delegação com representantes de 56 companhias que participarão de atividades durante a conferência e negociações sobre parcerias com empresas americanas. A lista completa das empresas participantes do Pavilhão Brasil e da delegação organizada pelo Consulado Geral dos EUA está no final desta reportagem.

Ainda hoje, a partir das 14h do horário local (16h de Brasília), um dos painéis da OTC vai debater Inovação em Tecnologias de Perfuração e Integridade de Poços. A sessão apresentará os avanços na tecnologia de brocas utilizadas durante o desenvolvimento do pré-sal brasileiro. Além disso, serão discutidas tecnologias para transmissão de dados em tempo real e abordagem de gêmeos digitais desde as atividades de perfuração até a fase de produção do poço. Nesse mesmo horário, a Apex-Brasil organizará uma coletiva de imprensa para falar sobre perspectivas para a indústria de petróleo, gás e energia do Brasil em 2022.

A Petrobrás também promete novidades para a Bacia de Campos. Como noticiamos, o gerente executivo de estratégia da estatal, Eduardo Bordieri, fará amanhã (3) a apresentação “The Campos Basin case: unlocking value from mature offshore Brazilian assets”. Mesmo com mais de 40 anos de história e produção acumulada de mais de 14 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), essa bacia se renova com a perspectiva de entrada de três novas plataformas e a interligação de mais de 100 novos poços nos próximos cinco anos. A projeção da companhia é elevar a 900 mil barris de óleo equivalente por dia a produção da área até 2026.

Evento da Bratecc durante a OTC 2021

Na quarta-feira (4), a pauta do dia será a indústria de óleo e gás brasileira e a transição energética, em um café da manhã organizado pela Bratecc, a partir das 7h no horário de Houston (9h em Brasília). No primeiro painel, grandes nomes da indústria discutirão a transição energética e sustentabilidade. Entre os participantes, estão o presidente da Shell Brasil, André Araújo, a diretora da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloísa Borges, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Prumo, Mauro Andrade, a ex-presidente da ExxonMobil no Brasil, Carla Lacerda, entre outros. No segundo painel, o assunto a ser abordado será o papel do Brasil no ambiente de segurança energética do mundo. Desta vez, os palestrantes serão o CEO da Enauta, Décio Oddone, o diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, o presidente da Chevron Brasil, Mariano Vela, o gerente executivo de estratégia da Petrobrás, Eduardo Bordieri, entre outros. As inscrições para o café da manhã da Bratecc podem ser realizadas nesta página.

PAVILHÃO BRASIL:

Pavilhão Brasil na OTC 2021

Açoforja, Altave, Altus, Biosolvit, Br2w, Carvalhao, Cladtek, Cordoaria, Deep Seed, Endserv, Engemasa, Flexomarine, Flexprin, Gavea Log, Geowellex, HBR , Intelie, IPB , Jevin, MCS Industrial, OG Intcom, One Nature, Orion Safety, OTZ Engenharia, Pan Eletric, Petrobras, PHD Soft, Polar, Powerpoxy, Prática, Qualitech, R1 Engenharia, Radix, Rio Analytics, SMAR, Sodep, Tecnofink, Tecnotrat, TGS, The insight, Treetech, Vanasa e Villares Metal.

Delegação brasileira organizada pelo Consulado Geral dos EUA:

Abeam, All Pest Control, Brunel, Constallation, DLC Diesel Line Cambui, Dome Services, Domingues e Pinho Contadores, Estaleiro EBR, Ecotrading, Evo Human Safety Solutions, FMC Logística & Aduaneira, Gavea Logística, Golden Ship, Grupo CBO, Hábil Treinamentos, ICT, Ilha Ambiental, LV Logistics, Magral, Morken Brasil, MRM Logistics, Ocyan, Pinheiros Almeida, Porto do Açu, Prumo Logística, RBNA Consult, Sebrae Sergipe, SI Soluções Integradas, SMA Advogados, The Insight, UTC, VIX Logística, Web Nordeste, Westshore, Wilhelmsen, AES Union, Aspen Offshore, Centric Energy, Consuoil, EBSE, Enterprise Logistics, GranIHC, Gyromarsat, IOS.Energy, Lorenzon Consultoria, Luming Inteligência Energética, MAM Participações e Construções, Marfood Catering, Metalúrgica Aço Lar, Navsuplly, PHV Automação, Port Ship Dive, Sedetec, Thermo Solutions, Vita Digital e VPS Group.

Investing - SP   03/05/2022

Os preços do petróleo caíram drasticamente na segunda-feira, em resposta a novos dados detalhando os desafios da economia chinesa com a Covid-19.

Às 12h20 (horário de Brasília/0, os futuros do petróleo WTI, negociado em Nova York, e referência de preços nos EUA, caíam 2,87%, a US$ 101,69 por barril, enquanto os futuros do Brent, cotado em Londres e referência mundial de preços, apresentavam queda de 2,38%, a US$ 104,59 por barril.

As flutuações foram exageradas pela liquidez reduzida, com os mercados de Londres fechados devido ao feriado e os intermediários norte-americanos cada vez mais lutando contra o aumento do custo de manter posições abertas em função das condições de aperto nos mercados monetários, na medida em que o Federal Reserve se prepara um aumento acentuado das taxas de juros.

As posições em aberto nos contratos futuros, monitoradas pelo CFTC, caíram mais 13 milhões de barris na semana passada, levando o recuo total das posições em aberto desde meados de fevereiro para 1,14 bilhão de barris.

Durante o fim de semana, os índices oficiais dos gestores de compras (PMIs) da China mostraram forte contração tanto nos setores de produção como de serviços no mês de abril, na medida em que Xangai (lar do maior porto do mundo), a região de Jilin e outras cidades e províncias sofreram com diferentes graus de restrições.

Os lockdowns tiveram um efeito debilitante sobre a demanda chinesa, com Ed Morse, chefe de pesquisa de commodities do Citigroup, afirmando na segunda-feira à Bloomberg que a demanda média no maior importador mundial caiu mais de 1 milhão de barris por dia, até agora, este ano. As atuais previsões da OPEP são de que a demanda chinesa cresça 700.000 barris por dia este ano, algo que os lockdowns em curso tornarão altamente improvável, caso continuem.

"Não parece que vão voltar em breve", disse Morse. "Achamos que eles vão manter a restrição sobre viagens internacionais até o final do ano".

O déficit na demanda da China está ajudando a atenuar o que se tornou um lado da oferta cada vez mais disfuncional. Um estudo da Reuters publicado na segunda-feira mostrou que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais uma vez não conseguiram cumprir seus compromissos de elevação da produção dentro do cronograma conjunto com a Rússia e outros países.

Os membros da OPEP deveriam despachar mais 254.000 barris por dia em abril nos termos desse acordo, mas, em vez disso, conseguiram elevar a produção em apenas 40.000 barris por dia, devido a uma série de problemas na Líbia, Nigéria, Angola e em outros países.

A oferta proveniente da Rússia também deve apresentar uma queda acentuadamente no final do mês, devido à impossibilidade de seus terminais de exportação e oleodutos aceitarem nova produção.

A OPEP+ se reúne na quinta-feira para debater seu nível de produção para junho. Não se espera nenhuma alteração na política, mas a incapacidade de alguns membros de cumprirem as suas cotas está aumentando os incentivos para que os membros capazes de bombear mais petróleo quebrem o acordo.

É provável que a OPEP+ precise fazer um balanço dos resultados da reunião dos Ministros de Energia da UE em Bruxelas em curso, que deve elaborar a minuta de um embargo gradual às importações de petróleo da Rússia. De acordo com diversas publicações, os ministros devem esboçar um fim às compras de petróleo e derivados russos até o final do ano, com exceções fixadas para a Eslováquia e a Hungria, que dependem das entregas dos oleodutos russos mais que os outros estados-membro.

Petro Notícias - SP   03/05/2022

Um novo marco na camada do pré-sal. A Petrobrás iniciou neste final de semana a produção do FPSO Guanabara, unidade que faz parte do primeiro sistema de produção definitivo instalado no campo de Mero, na Bacia de Santos. A planta tem capacidade de processar até 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás. O FPSO estava no campo desde o final de janeiro. Desde então, passou por trabalhos de conexão com poços e equipamentos submarinos. Na primeira onda serão interligados seis poços produtores e sete injetores ao FPSO. A previsão é que a plataforma atinja o pico de produção até o final de 2022.

“O FPSO Guanabara é a unidade de produção de petróleo mais complexa a operar no Brasil. A implementação de um projeto com essa tecnologia é resultado de mais de uma década de aprendizado no pré-sal e da atuação integrada entre a Petrobrás, parceiros e fornecedores. O projeto foi concebido visando aliar capacidade produtiva, eficiência e redução de emissões de gases de efeito estufa”, disse o diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobrás, João Henrique Rittershaussen (foto à direita).

O FPSO dispõe de sistemas de reinjeção do gás. Assim, após consumo próprio no FPSO, o restante da produção de gás (com teor de 45% de CO2) será reinjetado na jazida, visando a manutenção de pressão, a melhora na recuperação de petróleo e a redução o lançamento de CO2 na atmosfera. No futuro, a Petrobrás pretende implantar em Mero a tecnologia inédita HISEP. A inovação servirá para realizar a separação e a reinjeção, ainda no leito marinho, do gás rico em CO2 do petróleo. Isso reduzirá a quantidade de gás que chega ao FPSO, aumentando assim a disponibilidade do FPSO.

Outras parceiras da Petrobrás no empreendimento também comemoraram o novo marco. O presidente e CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné (foto à esquerda), destacou que Mero, Sépia e Atapu são campos que aumentarão a produção da empresa no Brasil em 30 mil barris por dia no segundo trimestre e em 60 mil barris por dia no quarto trimestre de 2022. “Este desenvolvimento continuará com a adição de três FPSOs nos próximos anos, todos já em construção, que contribuirão com a produção de mais de 650.000 barris de óleo equivalente por dia em 2026. Com grandes recursos e uma produtividade de poço entre os melhores do mundo, este desenvolvimento ilustra a estratégia da TotalEnergies de focar em ativos de baixo custo e baixas emissões”, declarou.

Já para a Shell, o início da operação do FPSO reforça a posição da companhia em Águas Profundas no Brasil com ativos de classe mundial. “Mero é parte central da nossa posição em Upstream, que é pedra fundamental da nossa estratégia Impulsionando o Progresso, que visa entregar os recursos energéticos que o mundo precisa nos dias de hoje, de maneira estável e segura, enquanto investimos na energia do futuro”, disse a diretora de Upstream da Shell, Zoe Yujnovich.

O campo unitizado de Mero é operado pela Petrobrás (38,6%), em parceria com a Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC Limited (9,65%) e Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA) (3,5%), como representante da União na Área Não Contratada. Construída e operada pela Modec, o FPSO Guanabara está localizado a mais de 150 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em profundidade d´água que chega a 1.930 metros.

TN Petróleo - RJ   03/05/2022

A Diretoria da ANP aprovou, na última sexta-feira (29/4), em circuito deliberativo, o edital e os modelos dos contratos da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP), em que serão licitados 11 blocos localizados no polígono do Pré-sal. Os documentos, que passaram por consulta e audiência públicas, já foram encaminhados para aprovação pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e, em seguida, serão submetidos à apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Dos 11 blocos em oferta, Ágata, Água Marinha, Esmeralda, Jade, Turmalina e Tupinambá, na Bacia de Santos, estavam previstos para serem ofertados na 7ª e 8ª rodadas de partilha de produção. Os demais não receberam ofertas em rodadas de licitação de partilha da produção realizadas anteriormente pela ANP: Itaimbezinho (4ª Rodada de Partilha, Bacia de Campos), Norte de Brava (6ª Rodada de Partilha, Bacia de Campos), Bumerangue, Cruzeiro do Sul e Sudoeste de Sagitário (6ª Rodada de Partilha, Bacia de Santos).

A Petrobras manifestou, em 3/2/22, ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o interesse no direito de preferência em blocos a serem licitados no Sistema de Oferta Permanente, sob o regime de partilha de produção, nos termos da Lei 12.351/2010 e do Decreto Federal 9.041/2017. A empresa exerceu o direito de preferência em relação aos blocos de Água Marinha e Norte de Brava, com percentual de 30%, considerando os parâmetros divulgados na Resolução do CNPE nº 26/2021.

O pré-edital, as minutas de contrato e outras informações sobre a OPP podem ser consultados em: https://www.gov.br/anp/pt-br/rodadas-anp/oferta-permanente/opp

Saiba mais sobre a Oferta Permanente de Partilha (OPP)

A Oferta Permanente é, originalmente, um formato de licitação de outorga de contratos de exploração e produção de blocos exploratórios e de áreas com acumulações marginais para exploração ou reabilitação e produção de petróleo e gás natural. Nesse formato, há a oferta contínua de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais localizados em quaisquer bacias terrestres ou marítimas.

Até dezembro de 2021, a Oferta Permanente era realizada exclusivamente em regime de contratação por concessão, não contemplando a possibilidade de inclusão de áreas do pré-sal, tampouco aquelas consideradas áreas estratégicas, nos moldes da Lei nº 12.351/2010, e cujo regime legal de contratação é o de partilha de produção.

Foram realizados, pela ANP, três ciclos de Oferta Permanente com contratos no modelo de concessão, nos anos de 2019, 2020 e, o mais recente, em abril de 2022.

Em 24/12/2021, da Resolução CNPE nº 27/2021, permitiu que os campos ou blocos no Polígono do Pré-sal ou em áreas estratégicas possam ser licitados no sistema de Oferta Permanente mediante determinação específica do CNPE, com definição dos parâmetros a serem adotados para cada campo ou bloco.

Em 5/1/2022, foi publicada a Resolução CNPE nº 26/2021, que autorizou a licitação de 11 blocos no sistema de Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), sob o regime de partilha de produção, e aprovou os parâmetros técnicos e econômicos do certame.

TN Petróleo - RJ   03/05/2022

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) lançou nesta sexta-feira (29) a 5ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no ES. O documento reúne os mais importantes dados e análises do setor, além de apresentar uma projeção da produção de óleo e gás até 2025.

Segundo o estudo, estima-se que o Espírito Santo receberá, em quatro anos, o total de R$ 8,1 bilhões em investimentos no setor de óleo e gás, com projetos de empresas como Petrobras, Karavan Oil, Shell, PetroRio, Imetame e ES Gás. Já o descomissionamento de 680 poços de petróleo no ES deve gerar R$ 2,4 bilhões em negócios entre os anos de 2022 e 2026.

O material traz ainda informações como produção de petróleo e gás, número de poços perfurados no Estado, detalhamento dos investimentos previstos, arrecadação de royalties e participações especiais, entre outros números.

O lançamento da publicação aconteceu na sede da Findes, em Vitória/ES, e reuniu especialistas e autoridades. Na ocasião, a presidente da Federação, Cris Samorini, afirmou que o Anuário – produzido pelo Observatório da Indústria, com o apoio do Sebrae e do Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia – é uma importante ferramenta para traçar um raio-x de um dos principais segmentos econômicos do Estado.

“No ranking nacional, o Espírito Santo é o terceiro maior produtor de petróleo e o quarto de gás natural. O setor possui a maior representatividade no valor adicionado da indústria geral no ES, de 25,4%. O Anuário é muito relevante uma vez que, além de reforçar a importância do setor por meio dos dados, norteia estratégias e planejamentos, especialmente em prol da geração de oportunidades e do desenvolvimento do Espírito Santo.”

A economista-chefe da Findes e gerente-executiva do Observatório da Indústria, Marília Silva (foto), destacou que conhecer o atual cenário da exploração de petróleo e gás no Espírito Santo, no país e no mundo é também fundamental para entender o contexto de transição da matriz energética, que vem ganhando cada vez mais força em todo o planeta.

“Não há questionamento quanto aos benefícios ocasionados pela transição de uma matriz energética atualmente intensiva em combustíveis fósseis para uma matriz com baixa ou zero emissões de carbono. As dúvidas sobre essa transição residem na velocidade com que ela ocorrerá, dada a necessidade da segurança energética e dos estímulos financeiros, tecnológicos e regulatórios, a serem promovidos pelas lideranças globais”, enfatizou Marília.

A subsecretária de Estado de Atração de Investimentos e Negócios Internacionais, Christiane Vargas Menezes, frisou que o Espírito Santo se destaca na produção de petróleo no cenário nacional e é o único Estado da federação com um Fundo Soberano, que destina recursos para investimentos estruturantes que tornam o Espírito Santo cada vez mais competitivo e atraente a novos negócios.

“O Anuário do Petróleo e Gás do ES é um documento importante para o Estado, já que, por meio de informações técnicas e precisas, poderá indicar de maneira assertiva a elaboração de novas estratégias e investimentos do Governo do Estado que possam apoiar da melhor forma o segmento”, disse.

O diretor técnico do Sebrae, Luiz Toniato, lembrou da importância do setor de petróleo e gás para o Estado. “O Sebrae é parceiro dessa cadeia e está comprometido em fazer o seu máximo para preparar os micros e pequenos empreendedores para aproveitarem as oportunidades que surgem na produção e exploração de óleo e gás natural”, comentou.

O gerente de Gestão da Disponibilidade de Recursos e Serviços da Petrobras, Hudson Gomes Carvalho, citou que a companhia gerencia no Estado operações que representam aproximadamente 14% da produção nacional de óleo e gás. Ele reforçou ainda a parceria que a Petrobras tem com a Findes. “Essa parceria é muito estratégica pra gente. Afinal, assim, nos aproximamos da indústria local, estimulamos a cadeia de fornecedores e incentivamos o desenvolvimento de inovação e tecnologia”, enfatizou.

Durante o evento, aconteceu ainda o lançamento da Mec Show, uma das principais feiras do setor metalmecânico, que traz as últimas tendências e tecnologia de ponta para a indústria. O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado (Sindifer), Luis Cordeiro Soares, disse que esta será uma grande feira.

“Depois de dois anos nas edições virtuais, esperamos oferecer muitas atrações de produtos, serviços e tecnologias aplicáveis ao segmento metalmecânico e de óleo e gás. Pode-se esperar muitas novidades”, enfatizou.

Também aconteceu no evento de lançamento do Anuário a mesa redonda com o tema “Petróleo e gás natural frente a transição para novas fontes de energia: oportunidades e desafios”, com a participação do diretor de Contratações e Suprimentos da Equinor Brasil, Rafael Tristão, da diretora da UnIBP, Karen Cubas, da advogada especialista em Direito Socioambiental, Samanta Pineda, e do secretário-executivo da ABPIP, Anabal Santos.

Valor - SP   03/05/2022

Vast, ex-Açu Petróleo, investirá entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões em duto para se ligar à Petrobras

Victor Bomfim, presidente da Vast: “Houve necessidade de um reposicionamento de marca. Não queremos ficar mais só no Açu nem só no petróleo” — Foto: Leo Pinheiro/Valor

A Açu Petróleo, empresa responsável pelo transbordo de petróleo no terminal do Porto do Açu em São João da Barra (RJ), dá a arrancada neste ano em investimento de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões na construção de um duto que vai ligar o terminal portuário à malha dutoviária da Petrobras. O empreendimento vai expandir a atuação da empresa, que é controlada pela Prumo Logística. Ao mesmo tempo, a companhia busca se reposicionar como marca e, partir de hoje, passa a se chamar Vast Infraestrutura, de olho em novos negócios a partir da venda de ativos da Petrobras e da transição energética.

A Vast assinou, no começo deste ano, acordo prévio de interligação com a Petrobras e a Transpetro, subsidiária de logística da estatal, para construir o duto, que vai se estender entre o Porto do Açu e a malha existente da estatal. O ponto de conexão será o Terminal de Cabiúnas, da estatal, em Macaé (RJ). O oleoduto terá cerca de 40 quilômetros de extensão, e vai permitir que o petróleo movimentado no Açu chegue à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), e à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais.

O acordo entre a Vast e a Petrobras viabilizou os estudos para a interligação, cujas obras estão previstas para começar entre o fim deste ano e o início de 2023. Procurada para falar sobre o projeto, a Petrobras não comentou. A Vast não detalhou como será feito o financiamento do projeto.

“Pretendemos ir para novos horizontes, expandir para além do Açu, com as novas conexões dutoviárias, e, além disso, começar a movimentar outros líquidos. Houve necessidade de um reposicionamento. Não queremos ficar mais só no Açu nem só no petróleo, então não dava mais para ser Açu Petróleo", disse o presidente da companhia, Victor Bomfim.

O executivo afirmou que os dutos da Petrobras que ligam o Terminal de Cabiúnas às refinarias no Sudeste estão ociosos como resultado da redução da produção na Bacia de Campos. O Açu também está próximo à Bacia de Santos, região cuja produção tem crescido. “Poderemos usar o terminal para escoar a produção através dessa malha, que está ociosa. Isso é do interesse de ambas as partes. Estamos desenvolvendo a engenharia e a parte regulatória, para viabilizar o empreendimento”, diz.

A Regap, refinaria que faz parte da malha dutoviária à qual a Vast quer se conectar, está incluída no processo de desinvestimentos da Petrobras. O ativo segue em negociação. Bomfim disse que a Vast já faz operações, por meio de cabotagem, para fornecimento de petróleo à Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, e à Refinaria de Mataripe (BA), operada pela Acelen, primeiro ativo de refino vendido pela Petrobras. “Com o aumento da produção e da exportação de petróleo [do Brasil] e o desinvestimento do parque de refino, a dinâmica do mercado de petróleo e derivados vai aumentar. O Brasil vai passar a importar e exportar mais petróleo. Esse movimento é bom para o país, vai dinamizar o mercado", afirma Bomfim.

A Açu Petróleo começou a operar o terminal no norte fluminense em 2016 com atividades de transbordo. O terminal vem registrando crescimento ano a ano em cenário de entrada de novos produtores de petróleo no Brasil e com a ampliação da exportação.

O Açu é o único terminal privado no país capaz de receber navios do tipo Very Large Crude Carrier (VLCC), modelo usado em exportações para a Ásia. A Vast acaba de assinar contrato com as estatais chinesas CNOOC e CNODC para exportar o petróleo ao qual essas empresas têm direito no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. As companhias chinesas têm participação minoritária nos volumes excedentes da área, operada pela Petrobras.

O terminal do Açu tem capacidade para movimentar até 1,2 milhão de barris por dia (barris/dia) de petróleo. Com contrato para atender às principais petroleiras que produzem no país, em 2021, passaram pelo terminal de São João da Barra 26% do volume de petróleo exportado pelo Brasil. O volume inclui, entre outras, cargas da Petrobras e da Shell, as duas maiores produtoras do país. “O mercado de produção de petróleo no país está se diversificando. Hoje o Brasil exporta cerca de 1,3 milhão de barris/dia, metade disso é da Petrobras e o restante é de outras empresas”, diz Bomfim.

A Vast também vai começar este ano a construção de um parque de tancagem de 100 mil metros cúbicos para receber combustíveis. O empreendimento vai permitir com que a empresa passe a movimentar outros líquidos, além do petróleo. Bomfim diz que a iniciativa está ligada à transição para uma economia de baixo carbono, pois vai abrir a possibilidade de que a companhia também movimente combustíveis menos poluentes, como biodiesel, etanol e, futuramente, amônia, fruto da produção de hidrogênio.

“Temos crescido com o transbordo de petróleo, mas a sociedade está em um movimento de baixo carbono. O nosso crescimento só vai ser sustentável a longo prazo se entendermos o desafio da transição. Não podemos nos acomodar, acreditando que vamos continuar crescendo baseados no petróleo para sempre”, diz.

O terminal vai ajudar a abastecer, com combustíveis produzidos nas refinarias brasileiras, as regiões do norte fluminense, sul do Espírito Santo e sudeste de Minas Gerais. Bomfim diz que a empresa não considera, atualmente, a importação de combustíveis, mas explica que o terminal será capaz de realizar esse tipo de operação, caso essa atividade cresça.

Cerca de 30% do consumo nacional de combustíveis é importado, mas empresas menores reclamam que não conseguem realizar esse tipo de operação devido à defasagem dos preços praticados pela Petrobras nas refinarias em relação aos preços internacionais. Com isso, a maior parte do volume importado tem sido trazido para o país pelas grandes distribuidoras. “Existe muita volatilidade e incerteza em relação à importação de combustíveis. A paridade com os preços internacionais é essencial para que o mercado tenha o dinamismo e a robustez necessária para se manter abastecido”, afirma.

O executivo também não abre o investimento no parque de tancagem, mas diz que a ideia é que esteja operacional ao final de 2024 ou começo de 2025, mesma época em que o novo duto deve entrar em operação. As obras de ambos os empreendimentos podem contratar até 2.500 pessoas.

AGRÍCOLA

Cultivar - RS   03/05/2022

02/05/2022 | Greg Peterson

A AGCO anunciou a aquisição da JCA Industries, líder no desenvolvimento de software autônomo para máquinas agrícolas, controles de implementos e componentes de sistemas eletrônicos.

A JCA, com sede em Winnipeg, Canadá, é especializada no projeto de sistemas eletrônicos e desenvolvimento de software para automatizar e controlar equipamentos agrícolas. Os softwares de planejamento de trilha, de fusão de sensores e de controle remoto da JCA são usados por diversos fabricantes de equipamentos.

Além disso, a JCA atende alguns dos principais fabricantes de equipamentos agrícolas do mundo como fornecedora de projetos eletrônicos e software para desenvolvimento de máquinas autônomas.

“A compra da JCA é outra adição importante às nossas capacidades de agricultura de precisão”, afirmou Eric Hansotia, presidente, presidente e CEO da AGCO.

“A JCA é um dos desenvolvedores mais avançados de tecnologias de máquinas autônomas para OEMs off-road, e esta aquisição acelerará a entrega de automação de máquinas e sistemas autônomos da AGCO que melhoram a produtividade do agricultor.”

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