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03 de Março de 2021

SIDERURGIA

ArcelorMittal amplia rede de lojas próprias

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Diário do Comércio – 03/03/2021

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Gerdau e Klabin ganham espaço na carteira de ações da Ativa em março

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Money Times - SP   03/03/2021

Em março, a Ativa trouxe duas alterações em sua carteira mensal de ações, com as saídas do Banco do Brasil (BBAS3) e da Petrobras (PETR4), dois papéis que vinham sofrendo bastante com a intervenção política.

E para ocupar as posições vagas, a corretora escalou a Klabin (KLBN11), por conta da resiliência do papel e da boa perspectiva para o mercado de papel e celulose, e a Gerdau (GGBR4), uma companhia cíclica que pode se beneficiar da volatilidade causada pela revisão de indicadores pelos economistas.

Em fevereiro, o portfólio da Ativa desvalorizou 6,23% ante a queda de 4,37% do Ibovespa (IBOV) no mesmo período.

A Ativa também redistribuiu o peso entre os ativos da carteira recomendada neste mês.

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ECONOMIA

BC vende US$ 2 bilhões de reservas para segurar valor do dólar

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O Estado de S.Paulo - SP   03/03/2021

O Banco Central vendeu US$ 2 bilhões das reservas internacionais para segurar o valor do dólar em R$ 5,70. A moeda americana opera em alta nesta terça-feira, 2, com investidores reagindo à decisão do presidente Jair Bolsonaro de zerar impostos federais sobre diesel e gás de cozinha.

A medida foi compensada com aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) dos bancos de 20% para 25% até o fim do ano, retirada da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para pessoas com deficiência comprar carros acima de R$ 70 mil e fim de programa especial de tributação para a indústria petroquímica, o Reiq.

No leilão na hora do almoço, o BC vendeu US$ 1,095 bilhão, com taxa de corte foi de R$ 5,70 e 13 propostas aceitas. No início da manhã, já tinha vendido US$ 1 bilhão.

O estrategista Jefferson Laatus, do Grupo Laatus, afirma que a alta forte responde à fuga de capitais, com estrangeiros saindo do País, após a confirmação do aumento da CSLL dos bancos para compensar o corte de impostos do diesel e gás de cozinha.

"Bolsas de Nova York em baixa e alta dos juros dos Treasuries e do dólar no exterior se somam à quebra de promessa do presidente Jair Bolsonaro de que não elevaria tributos, após anúncio de aumento da CSLL de bancos. É uma tempestade perfeita apoiando a demanda para proteção", avalia Jefferson Rugik, diretor-superintendente da corretora Correparti.

Rugik comenta que há desconfiança e os estrangeiros saem do País. "Tem fuga de capitais, sim. O fluxo financeiro é negativo e há busca de proteção no mercado futuro", observa o diretor

O sócio da Acqua Investimentos Bruno Musa atribui também ao fluxo financeiro negativo grande parte da alta do dólar no mercado local até agora. Os investidores estrangeiros saem do Brasil por insegurança, após alta da CSLL dos bancos, e podem estar rumando para a segurança e rentabilidade maior dos Treasuries longos dos EUA, cujo rendimento segue em alta, refletindo expectativas de que a inflação acelere e leve bancos centrais a elevar juros.

"Quem vai pagar o aumento da CSLL dos bancos é o tomador de crédito, porque o custo de contratação vai aumentar na ponta, dificultando ainda mais a retomada da economia", avalia.

O presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Ricardo Gelbaum, afirmou que o aumento da alíquota da CSLL para bancos, anunciado na segunda-feira, 1º, à noite pelo governo federal, é uma medida "absurda" e "disparatada". "Espero que seja temporária", disse o executivo.

Para Gelbaum, a elevação da alíquota, de 20% para 25%, prevista para durar seis meses, de julho a dezembro, é "ruim como um todo" e uma "péssima sinalização", com efeitos sobre os empréstimos concedidos. "Impede o crescimento do crédito", afirmou Gelbaum. "O aumento vai entrar na conta do spread", disse também. "Se for definitivo, pior ainda. O sistema financeiro já é o segmento da economia que mais paga imposto. É o segmento que menos demite, que mais investe em educação financeira, que mais contrata", listou o executivo.

Vanei Nagem, responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, diz que Nova York ruim e a alta de tributo para bancos para compensar o corte de imposto no diesel e gás de cozinha pesam na precificação do dólar. "Os bancos podem ganhar menos e não deverá ser fácil, agora, repassar esse aumento de custo bancário para a contratação de crédito. A inadimplência está grande e não se sabe se os bancos conseguirão repassar a alta de custo com imposto para o crédito", avalia.

Após a repercussão negativa nos mercados, o presidente Jair Bolsonaro desistiu de fazer, na noite desta terça, um pronunciamento em cadeia nacional de televisão e rádio. O chefe do Executivo estava com a agenda livre de manhã para produzir a mensagem, mas desistiu e não chegou a gravá-la. O pronunciamento devia abordar a medida do governo federal de zerar PIS/Cofins sobre o óleo diesel por dois meses e sobre o gás de cozinha de forma permanente. A redução atende a reivindicações de caminhoneiros, base de apoio do presidente, e ocorreu após reajustes nos preços de combustíveis anunciados pela Petrobrás.

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Preços de produtos industrializados sobem 3,36% em janeiro

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Agência Brasil - DF   03/03/2021

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços de produtos industrializados na saída das fábricas, registrou inflação de 3,36% em janeiro. A taxa é superior aos índices de dezembro (0,39%) e janeiro de 2020 (0,35%).

Segundo dados divulgados hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPP acumula inflação de 22,96% em 12 meses.

Em janeiro, 24 atividades industriais tiveram alta de preços em seus produtos. Em dezembro, esse número era de 17. Os principais destaques entre os segmentos são indústrias extrativas (10,70%), metalurgia (6,10%) e refino de petróleo e produtos de álcool (5,30%).

As quatro grandes categorias de uso também apresentaram inflação, com destaque para os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (4,91%), e os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (3,63%).

Os bens de consumo duráveis tiveram alta de preços de 2,14%, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis apresentaram inflação de 0,73% no mês.

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Retomada do Brasil este ano deve ter ritmo inferior ao de outros emergentes

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IstoÉ Online - SP   03/03/2021

Turbinada pelo impulso do auxílio emergencial no consumo das famílias, a economia brasileira terminará o ano da pandemia de covid-19 com desempenho mediano, na comparação com os principais países. O tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 deverá ser menos agudo do que o de vizinhos da América Latina, mas será maior do que nas economias emergentes da Ásia. Por outro lado, a retomada neste ano deixará a desejar, com ritmo inferior aos emergentes asiáticos e pouco abaixo dos pares latino-americanos, num cenário em que os Estados Unidos poderão ser destaque.

No somatório de 2020 e 2021, a economia brasileira deverá registrar uma retração média de 0,5% ao ano, mostra levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), com base nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), atualizadas em janeiro. A retomada de 2021 não recuperará totalmente o tombo de 2020, expectativa que já estava no cenário da maioria dos analistas.

Segundo economistas, controle da pandemia, vacinação e prorrogação de estímulos para mitigar a crise dão o tom das diferenças entre a retomada de cada país. O Brasil poderá ficar ainda mais para trás na retomada deste ano, por causa do recrudescimento da pandemia e do ritmo ainda lento de vacinação, em meio ao cenário de incertezas políticas e econômicas. Com o impasse em torno da reedição do auxílio emergencial, uma retração da economia neste primeiro trimestre já é prevista e há quem aposte em dois trimestres de queda, ou seja, teríamos uma recessão.

“Sem a vacina não tem jogo, vamos estar atrasados em relação aos demais países do mundo. Não tem vacina em quantidade necessária para imunizar 70% da população e alcançar a imunidade por rebanho. O crescimento da economia este ano pode ser menor que o esperado. Eu, particularmente, não acredito num avanço de 3,6%, por conta das incertezas, mas, principalmente, por causa da vacina”, avaliou Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV.

No ano passado, o PIB do Brasil deve ter encolhido 4,5%, nas estimativas do FMI – as projeções de analistas nacionais, compiladas pelo Banco Central (BC), apontam uma retração de 4,3%, conforme o Boletim Focus. Este ano, a projeção do FMI aponta para um crescimento de 3,6%, ante 3,29% nas estimativas dos analistas brasileiros pesquisadas pelo BC. As projeções locais vêm piorando. Há um mês, o Boletim Focus apontava crescimento de 3,50%. As estimativas para este ano serão calibradas após a divulgação do resultado oficial de 2020, pelo IBGE, amanhã.

“A principal atividade no País tem relação com o convívio social, que é a parte dos serviços. Isso faz com que nosso PIB seja bastante prejudicado pela pandemia. Os demais países (desenvolvidos) colocaram mais recursos em auxílio emergencial do que fomos capazes. Embora nosso primeiro auxílio tenha tido um volume relevante, agora está sendo discutido um volume menor”, disse Considera.

FMI

A retomada do Brasil será mais lenta do que o agregado mundial e do que a recuperação dos emergentes. O FMI projeta que a economia global crescerá 5,5% este ano, avanço médio de 0,9% ao ano em 2020 e 2021. No geral, o crescimento projetado para o Brasil em 2021 fica no meio da lista de 30 países incluídos no levantamento do Ibre/FGV: para 13 países, o FMI projeta crescimento superior ao estimado para o Brasil, enquanto 16 nações deverão crescer este ano num ritmo inferior ao brasileiro.

Só que a retomada, no agregado, será puxada pela Ásia, com destaque para a China e a Índia. Tanto que os emergentes deverão crescer 6,3% neste ano, ritmo quase duas vezes maior do que o esperado para o Brasil. Conforme as projeções do FMI, o PIB da Índia deverá saltar 11,5%, a China deverá crescer 8,1%, seguidos de Malásia (7,0%) e Filipinas (6,6%).

“A China, na contramão, ou como está na frente, deverá começar a retirar estímulos antes da maioria do mundo”, afirmou Fabiana D’Atri, economista do Bradesco, que prevê a “normalização” da economia chinesa, com a pandemia controlada, já a partir do segundo semestre.

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EUA

O crescimento brasileiro também deverá ficar abaixo de economias desenvolvidas, como Estados Unidos (5,1%), França (5,5%) e Espanha (5,9%), segundo os números do FMI. As revisões, para cima, nas expectativas de crescimento da economia americana têm chamado a atenção, em função da possibilidade de o recém-empossado presidente Joe Biden conseguir aprovar mais um pacote de US$ 1,9 trilhão para mitigar os efeitos da pandemia – para além dos US$ 900 bilhões aprovados em dezembro, com efeitos desde janeiro.

Tanto que, em relatório divulgado na última sexta-feira, 26, o Bradesco elevou sua estimativa para o crescimento americano neste ano para 7,0%, bem acima da projeção de janeiro do FMI. Além de mais estímulos, o controle da pandemia melhorou nos EUA, onde, segundo o banco, a vacinação contemplou 19,4% da população até fevereiro.

Para Fabiana, do Bradesco, diferentemente do tombo inicial do segundo trimestre de 2020, quando todas as economias do mundo pararam mais ou menos ao mesmo tempo e da mesma forma, a recuperação econômica tem sido assimétrica entre os países, por causa das diferenças no controle da pandemia, no ritmo de vacinação e na capacidade de adotar estímulos.

Na Europa, a Itália, fortemente atingida pela covid-19 ainda em fevereiro do ano passado, antes mesmo de a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciar que se tratava de uma pandemia, deverá ter o pior desempenho médio em 2020 e 2021, com crescimento de 3,0% este ano, vindo de um tombo de 9,2% ano passado, segundo o estudo do Ibre/FGV. O aumento do número de casos de covid-19 levou a novas medidas de restrição na virada do ano, colocando a possibilidade de retrações econômicas em diversos países europeus neste início de ano.

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IPC-S sobe em seis capitais brasileiras em fevereiro, diz FGV

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Agência Brasil - DF   03/03/2021

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na passagem de janeiro para fevereiro deste ano. A maior alta foi registrada em Salvador (0,62 ponto percentual, ao passar de 0,03% em janeiro para 0,65% em fevereiro).

Também tiveram alta na taxa de inflação as cidades do Rio de Janeiro, de 0,55 ponto percentual, passando de 0,13% para 0,68%; Brasília, de 0,38 ponto percentual (de 0,12% para 0,50%); Belo Horizonte, de 0,31 ponto percentual, (de 0,16% para 0,47%); São Paulo, de 0,23 ponto percentual, ao passar de 0,29% para 0,52%; e Recife, de 0,11 ponto percentual (de 0,52% para 0,63%).

Porto Alegre foi a única cidade com queda na taxa de inflação: -0,04 ponto percentual, ao passar de 0,49% para 0,45%. A média nacional do IPC-S, divulgada ontem (1º), subiu de 0,27% para 0,54%.

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China é crucial na recuperação global pós-Covid

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Monitor Digital - RJ   03/03/2021

“A China hoje é a mais vibrante economia grande do mundo em um momento em que a economia global vem passando por uma contração” e quando outros jogadores de peso, como Estados Unidos, Japão e Índia, sofreram um grande golpe, disse em uma entrevista recente à agência Xinhua Sudheendra Kulkarni, ex-presidente do think tank Observer Research Foundation, com sede em Mumbai.

Na opinião do especialista indiano em políticas públicas, a China tem a maior recuperação econômica no mundo ante os efeitos da pandemia, e está absolutamente claro que o país é crucial para a recuperação econômica global.

No ano passado o país teve crescimento de 6,5% no produto interno bruto (PIB) no quarto trimestre e um aumento anual de 2,3%. Kulkarni disse que um marco importante atestado para a conquista da segunda maior economia mundial é que seu PIB ultrapassou os 100 trilhões de iuanes (US$ 15,42 trilhões) em 2020.

Kulkarni também observou que outro marco para a vizinha ao norte da Índia foi a erradicação completa da pobreza extrema, já que nos últimos oito anos o país retirou da pobreza quase 100 milhões de residentes rurais pobres que viviam abaixo da linha de pobreza atual. “Essas são conquistas históricas, que trazem grandes lições para o resto do mundo e, portanto, a China está mostrando seu caminho de desenvolvimento para o resto do mundo de duas maneiras”, ressaltou.

Tecnologia

Um dos aspectos do caminho de desenvolvimento da China é uma economia impulsionada por alta tecnologia e o outro é também uma economia que é “guiada pela alta qualidade do crescimento, não apenas quantidade, mas também alta qualidade que resulta na melhoria das condições de vida da população”, acrescentou Kulkarni.

“A pandemia Covid-19 foi um grande golpe para as economias do mundo, e há uma lição que devemos tirar da pandemia. É que todos os países devem cooperar em vez de se afastar”, disse ele.

Ele pediu que a China, os EUA e outras economias, como a União Europeia, Japão e Índia, cooperem entre si para reformar a ordem econômica global.

“Existem algumas pessoas, especialmente no Ocidente, que têm falado em desacoplamento das economias americana e chinesa. Isso não vai funcionar. Na verdade, será contraproducente para os EUA e outros países do mundo”, disse o especialista.

Kulkarni observou que a China emergiu como o maior parceiro comercial da Índia e que recentemente a China concluiu as negociações de um acordo de investimento com a União Europeia, o que mostra o papel crucial da China na economia global. Portanto, disse ele, os EUA e a China devem caminhar na direção de uma maior cooperação.

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MINERAÇÃO

Vale deve ganhar com ciclo de commodities, diz BTG ao elevar preço-alvo de ações

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BOL - SP   03/03/2021

As ações da Vale devem se beneficiar com um ciclo positivo para os preços das commodities, disseram analistas do banco BTG Pactual, que aumentaram o preço-alvo para os papéis da companhia e reiteraram recomendação de compra.

A equipe do BTG para metais e mineração na América Latina ainda elevou projeções sobre os preços do minério de ferro, principal produto da mineradora brasileira, de acordo com relatório com data de segunda-feira.

"Nós estamos agora projetando uma curva do minério de ferro a 140 dólares/tonelada em 2021 (de 130 dólares/t antes), 110 dólares/tonelada em 2022 (de 100 antes), 100 dólares para 2023 (de 85/t) e 85 dólares em 2024 (de 70/t), com um preço real de longo prazo de 70 dólares (inalterado)", escreveram.

O preço-alvo para as ações da Vale foi elevado para 27 dólares, de 21 dólares anteriormente, segundo o relatório.

Na semana passada, a agência de classificação de risco Fitch Ratings já havia revisado para cima premissas quanto aos preços de diversos metais neste e nos próximos anos, incluindo para o minério de ferro, cuja projeção para 2021 foi elevada em quase 70%.

"Após fortes resultados do quarto trimestre e um ciclo mais positivo para os preços das commodities, nós elevamos nossas estimativas para a companhia mais uma vez (pela quinta vez em um ano?)", destacaram os analistas do BTG.

A Vale teve lucro líquido de 739 milhões de dólares no quarto trimestre, ante prejuízo líquido de 1,56 bilhão de dólares um ano antes, refletindo um histórico desempenho da unidade de ferrosos devido aos maiores preços.

Com base nesses resultados e no cenário de preços fortes para o minério de ferro, o BTG ainda elevou entre 15% e 20% a projeção para a geração de caixa operacional da Vale, estimando que o Ebitda deve atingir 35 bilhões de dólares em 2021.

Os analistas ainda projetam que a Vale deve pagar cerca de 8 bilhões de dólares em dividendos totais no segundo semestre, incluindo 3 bilhões em proventos extraordinários, o que levaria a um total de 12 bilhões de dólares para o ano completo.

Ainda assim, a companhia poderia fechar 2021 com 6 bilhões de dólares em caixa, acrescentaram.

De outro lado, os analistas do BTG ressaltaram que a Vale teve sucesso em endereçar temas de preocupações para os acionistas nos últimos meses, após a empresa ter fechado um acordo global com o governo de Minas Gerais envolvendo 37,69 bilhões de reais em compensações pelo desastre de Brumadinho (MG), que envolveu rompimento de uma barragem da companhia em janeiro de 2019.

Para eles, as ações da Vale têm sido negociadas com "desconto excessivo" ante mineradoras rivais, de cerca de 50%, contra um nível "justo" de 15% a 20%.

Menos

Agência Nacional de Mineração tem apenas 250 fiscais para cuidar de 35 mil minas

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Globo Online - RJ   03/03/2021

RIO — Com aproximadamente 250 técnicos para monitorar as 35 mil minas regulamentadas do país, a Agência Nacional de Mineração (ANM) vive situação precária. Cabe aos fiscais da autarquia responsável pela gestão dos recursos minerais do país ir a campo para vistoriar se o volume de produção e a tecnologia empregada pelas empresas do setor seguem critérios estabelecidos na concessão para exploração daquela área.

Além disso, precisam identificar os empreendimentos ilegais, onde se observa inclusive o emprego de trabalho escravo. E os servidores não têm dado conta da demanda. Sua média de idade é de 56 anos, e muitos já não participam de operações por serem de grupo de risco para a pandemia da Covid-19.

O efeito prático pode ser observado no Parque Nacional de Jamanxim, no Pará, lar de povos indígenas e milhares de espécies de fauna e flora, entre elas a ariranha e a onça-pintada, ameaçadas de extinção. A unidade de conservação é hoje conhecida por conflitos fundiários e atividades econômicas que avançam clandestinamente. Algumas tentam amparo legal — há 159 requerimentos esperando análise para exploração do local parados na ANM.

O problema não se restringe ao Jamanxim. A ANM guarda 35 mil requerimentos, seja de pesquisa ou exploração, que envolvem unidades de conservação de proteção integral, ou seja, em áreas onde é proibido o consumo ou dano a recursos naturais. Por isso, todos os pedidos serão sumariamente negados pela agência. Mas ainda assim eles emperram o andamento de seus trabalhos, já prejudicados pelo baixo contingente de servidores e a queda de fiscalizações.

— Lidamos, ao mesmo tempo, com requerimentos pendentes há uma década, que agora estão sendo digitalizados, e a necessidade de melhorar a fiscalização — explica Debora Puccini, diretora da ANM. — Montamos equipes especializadas em cada substância mineral, queremos usar drones e satélites, e vamos a campo com as polícias locais para fazer operações contra minas ilegais. Mas, quando viramos as costas, toda a estrutura fechada aparece novamente. É como enxugar gelo.

Há requerimentos para mineração em todas as 49 unidades de conservação integral da Amazônia Legal. Segundo Paulo Moutinho, cientista sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, a abertura ilegal de minas em parques nacionais e reservas biológicas reflete a falta de diálogo entre o governo federal e setores da sociedade, como acadêmicos e indígenas.

Terra de ninguém

Moutinho teme que as ações do governo Bolsonaro para enfraquecer a legislação ambiental estimulem a institucionalização da ilegalidade.

— Parece descabido, com as mudanças climáticas, entregar áreas de proteção ambiental à mineração — diz. — Estudos mostram a quantidade de problemas associados à exploração de minérios. Não apenas desmatamento, há também efeitos graves sobre a qualidade da água e a biodiversidade.

Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Nacional Pró UC, considera que as empresas apelam para argumentos sem propósito para justificar a exploração ilegal de unidades de conservação.

— Na maioria dos casos, o decreto que cria a unidade de conservação estabelece claramente seus limites. Não há como uma empresa argumentar que atua em determinada área apenas por não saber que ela é protegida por lei — explica. — No entanto, seria interessante desenvolver uma plataforma que demonstre, talvez por coordenadas de GPS, a delimitação de cada parque.

Para Kuczach, o baixo efetivo da ANM disponível para análises de requerimentos e combate a minas ilegais condiz com o que é visto em órgãos ambientais:

— Não é uma exceção. Basta ver como há poucos agentes alocados no Ibama e no ICMBio para cuidar de um território imenso. A Amazônia é uma área que, devido à sua riqueza de minérios, sofrerá cada vez mais pressão econômica. E não há analistas ambientais que possam organizar e proteger as unidades de conservação. É uma terra de ninguém.

A mineração industrial na Amazônia remonta à década de 1940, com a exploração de minério de manganês na Serra do Navio, no Amapá. Durante a ditadura, as políticas de ocupação da floresta foram intensificadas. A Constituição de 1988, no entanto, fortaleceu a legislação ambiental, exigindo a realização de estudos sobre licenciamento da área a ser explorada. No entanto, a degradação produzida até então, a falta de fiscalização e de políticas para o desenvolvimento regional têm mobilizado a operação da indústria fora de padrões estabelecidos e mesmo em áreas proibidas.
PL permitirá exploração

Entre as pautas consideradas prioritárias este ano no Congresso está um projeto de lei que permite a exploração econômica, como a extração de minério, de terras indígenas. Trata-se de uma promessa de campanha de Bolsonaro. O texto do governo afirma que os indígenas serão sempre consultados, porém não terão poder de veto sobre as atividades. O número de pedidos por autorização destes territórios cresceu nos últimos dois anos na ANM.

Jarbas da Silva, secretário do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração, acredita que o sucateamento da agência é “proposital” e beneficia as empresas.

— Como não há um número suficiente de fiscais, o governo passou a aceitar laudos das próprias empresas exploradoras, sem um monitoramento do Estado, como uma demonstração de que elas estão seguindo a lei — lamenta. — Bolsonaro inverteu uma lógica histórica da Amazônia: os militares, que sempre tiveram controle sobre terras indígenas e mineração em áreas de fronteira, agora veem este serviço entregue ao capital internacional, já que poucas companhias brasileiras têm condições financeiras para participar de grandes empreendimentos.

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Máquinas e Equipamentos

Sotreq desenvolve ações para redução do custo por tonelada em minas

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Revista Manutenção e Tecnologia - SP   03/03/2021

A mineração é estratégica para a economia de todos os países. No Brasil não é diferente. Para auxiliar no desenvolvimento do setor, a Sotreq criou, em 2008, a área de CI (Continuous Improvement) para atuar diretamente na redução do custo por tonelada de seus clientes, utilizando ferramentas e equipamentos produzidos pela Caterpillar.

Em 12 anos de atuação, já mostrou resultados em diversas mineradoras, e entre elas estão as maiores do país e algumas das melhores do mundo.

Em uma tradução livre, continuous improvement significa melhoria contínua. Na prática, significa que, após ouvir sobre as necessidades da mina e fazer uma análise detalhada do caso, a Sotreq fornece um projeto personalizado para cada cliente implementar a esperada redução de custos e otimização do processo produtivo.

"Ao longo dos anos, Sotreq e Caterpillar se desenvolveram para fortalecer o relacionamento com as mineradoras a fim de entregar cada vez mais valor em sua cadeia produtiva, em um intenso trabalho de parceria com essas empresas", afirma Bruno Salomão, gerente do setor de Eficiência Operacional em Mineração da Sotreq.

A ação do CI começa a partir de uma solicitação do cliente. Os projetos podem ser desde melhorias operacionais e de manutenção dos equipamentos até abordagens mais complexas que envolvem soluções em toda a cadeia produtiva por meio do uso de tecnologia e ferramentas Caterpillar.

"Contamos com um time capacitado e com know-how na otimização em relação à utilização dos ativos do cliente, gerando projetos personalizados, sempre de acordo com as necessidades de cada mineradora", explica Salomão.

Paulo Panicali, consultor Black Belt da Sotreq, enumera as principais vantagens de firmar parceria com a área de CI.

"Em uma mina, tudo conta na hora de contabilizar os custos: seja na infraestrutura, perfuração, carga, transporte ou quantidade de minério produzido. Desta forma, os benefícios podem ser notados na maior disponibilidade de equipamentos, aumento da produtividade e redução de gastos no cotidiano da operação, como pneus e combustível ou qualquer outro custo que o cliente entenda que está acima do orçado anteriormente", atesta.

A Sotreq fornece equipamentos Caterpillar e suporte para minas que exploram minérios de ferro, ouro, bauxita, cobre ou níquel e todas podem obter redução de custos por tonelada com o projeto certo. Salomão indica outro ponto importante.

"Atualmente, com o foco das empresas na redução da emissão de carbono, podemos auxiliar os nossos clientes a buscar maior eficiência energética, desde a solução para os equipamentos já presentes nos nossos canais ou mesmo com soluções mais abrangentes, como a DGB (Dynamic Gas Blending) e Trolley, ambos para caminhões fora de estrada, diesel elétricos ou diesel mecânicos", complementa.

“Continuous Improvement é um diferencial da Sotreq perante os seus clientes, uma demonstração da parceria da maior revendedora de equipamentos e soluções Caterpillar do Brasil junto ao setor de mineração. Ao apontar caminhos para a redução do custo por tonelada em diferentes tipos e tamanhos de minas, a Sotreq assume papel de protagonista no desenvolvimento do setor nacional”, finaliza Salomão.

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AUTOMOTIVO

Até 2030, a Volvo comercializará somente veículos 100% elétricos

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Diário do Poder - DF   03/03/2021

A Volvo acaba de anunciar os ambiciosos planos para o futuro recente da marca. Em uma apresentação online, a marca sueca se comprometeu que será totalmente elétrica até 2030. Com foco na liderança no mercado de carros elétricos premium, até o fim da década, a montadora irá comercializar apenas modelos 100% eletrificados.

A transição da empresa para se tornar uma marca totalmente elétrica faz parte de seu plano climático, que busca reduzir consistentemente a emissão de carbono do ciclo de vida de cada veículo por meio de ações concretas. Com isso, todos os modelos com combustão interna, incluindo os híbridos, serão descontinuados do portfólio global da sueca até 2030.

Até o fim da década, a Volvo terá apenas modelos movido a eletricidade.

O movimento da Volvo em direção à eletrificação total vem junto com um foco maior nas vendas online e uma oferta ao consumidor mais completa, atraente e transparente sob o nome de Care by Volvo. Todos os modelos totalmente elétricos estarão disponíveis apenas online. Inclusive no Brasil, apesar da divisão brasileira da marca ainda não saber como funcionará por aqui.

“Para permanecermos bem-sucedidos, precisamos de crescimento lucrativo. Portanto, em vez de investir em um negócio que está encolhendo, optamos por investir no futuro, elétrico e online. Estamos totalmente focados em nos tornarmos líderes no segmento de eletricidade premium de rápido crescimento”, aponta Håkan Samuelsson, CEO da Volvo.

O C40 Recharge será o próximo modelo 100% elétrico da marca.

O primeiro modelo 100% elétrico da marca foi apresentado mundialmente em 2020, o XC40 Recharge, que chega no meio do ano ao Brasil. E, nos próximos anos, a marca irá apresentar diversos novos modelos. Um deles é o C40 Recharge, mostrado pela primeira vez hoje.

O modelo, um crossover que “navega” entre um SUV compacto e um hatch grande, com estilo coupé, lembrando vagamente o C30, será feito na plataforma CMA e é o primeiro veículo da história da marca concebido exclusivamente como elétrico.

Ainda sem muitas informações, o C40 apresenta o novo design frontal da sueca, que marcará a geração de carros elétricos da Volvo com faróis Pixel de última geração. Além disso, para contribuir ainda mais com o meio ambiente, será o primeiro modelo Volvo totalmente sem couro.

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Bolsonaro derruba valor de carro com isenção de IPI para pessoas com deficiência

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O Estado de S.Paulo - SP   03/03/2021

Use 26 recursos de acessibilidade digital com a solução da EqualWeb clicando no ícone redondo e flutuante à direita, ouça o texto completo com Audima no player acima, acione a tradução em Libras com Hand Talk no botão azul à esquerda ou acompanhe o vídeo no final da matéria produzido pela Helpvox com a interpretação na Língua Brasileira de Sinais.

O presidente Jair Bolsonaro derrubou para R$ 70 mil o preço máximo dos veículos com isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para pessoas com deficiência. A mudança foi publicada nesta segunda-feira, 1, em edição Extra do Diário Oficial da União, e faz parte da Medida Provisória nº 1.034, editada para compensar a redução das alíquotas de impostos sobre o óleo diesel e o gás de cozinha.

A regra para isenção de IPI não estabelecia valor máximo do carro e beneficiva principalmente consumidores com deficiência que têm condições financeiras para comprar veículos de luxo, inclusive importados. Montadoras como Volvo, BMW e Mercedes mantêm setores e equipes de vendas centralizadas nesse público. Outras fabricantes, como Honda, Nissan, Toyota, Jeep e Volkswagen, atuam no setor e têm modelos direcionados.

A MP de Bolsonaro também aumenta de dois para quatro anos o tempo para renovação do benefício. Isso significa que o motorista com a isenção só poderá trocar de carro a cada 48 meses.

As mudanças têm vigência imediatamente e vão na direção contrária das demandas do setor, que busca há anos um aumento no teto do preço dos carros com isenções de IPI, ICMS e IPVA para pessoas com deficiência.

Especialistas do segmento e das próprias montadoras dizem que, considerando os avanços tecnológicos, a variação cambial, os preços das peças e outros itens, é cada vez mais difícil oferecer produtos de qualidade à população com deficiência que fiquem abaixo de R$ 70 mil.

Penúria – Em entrevista à Revista Reação, o especialista em acessibilidade de veículos automotores Renato Baccarelli afirmou que o mercado ficará restrito a pouquíssimos veículos com a isenção de IPI.

“Só existem seis modelos básicos, automáticos, abaixo de R$ 70 mil. Até o final do ano, não restará nenhum”, disse Baccarelli.

“Acompanhamos com receio a reunião do Confaz na última sexta-feira, 26. E agora vem essa surpresa. Reduz em 97% a oferta do mercado para as pessoas com deficiência”, destacou o especialista.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Indústria de materiais de construção vai levar alguns meses para normalizar

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O Estado de S.Paulo - SP   03/03/2021

O aumento nos preços dos materiais de construção é reflexo da desorganização na cadeia produtiva, com o sobe e desce da demanda durante a pandemia, na visão do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat), Rodrigo Navarro. Segundo ele, esse desarranjo foi agravado pelo aumento do custo das commodities e pela desvalorização do real frente ao dólar, e ainda serão necessários mais alguns meses para a situação se normalizar.

“Esse desaquecimento e reaquecimento da demanda esculhamba tudo. Muitas indústrias desmobilizaram equipes e linhas de produção inteiras na quarentena. Depois voltaram. Há um esforço enorme para se adaptarem e entregarem todos os pedidos”, afirma Navarro, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

O nível de utilização da capacidade instalada das fabricantes de materiais caiu de 70%, no começo do ano passado, para 53% em maio, depois subindo rapidamente até o pico de 88% em novembro.

Esse movimento acompanha o fechamento do comércio na quarentena, que foi seguido por dois fatores importantes que reativaram a demanda na sequência. De um lado, os juros baixos estimularam a compra de imóveis para moradia e investimento, aquecendo a oferta de novos empreendimentos pelas incorporadoras e, consequentemente, a demanda por materiais. Também pesou a concessão do auxílio emergencial, que aumentou a procura de materiais pela população, para fazer reformas e melhorias domésticas.

“A queda abrupta e a subida abrupta da demanda impactaram a indústria. É uma questão que já está próxima da normalidade, mas o ajuste na produção ainda deve levar alguns meses. Há setores que já conseguem atender à demanda. Mas outros setores ainda precisam de mais tempo para se ajustar”, diz Navarro.

O presidente da Abramat cita também o encarecimento de metais e resinas, cotados em dólar. “Não é que a indústria não quer produzir, mas é que está faltando insumo no mundo todo”, pondera. Outro ponto importante, segundo ele, são os gargalos na logística dentro e fora do Brasil para o recebimento de insumos necessários para a produção, o que também vem pressionando as despesas com fretes. “Vemos falta de contêineres e embalagens em certos locais.”
Abramat projeta alta de 4% no faturamento em 2021

A associação espera um crescimento de 4% nas vendas de materiais em 2021, o que representa uma melhora na comparação com 2020, quando o setor fechou com uma leve alta, de 0,4%.

No ano passado, a previsão inicial era de aumento de 4%, mas o dado foi revisado para queda de 7% com a chegada da pandemia. Terminar com essa leve alta de 0,4% foi considerado positivo, mas, para Navarro, também demonstra o grau de incerteza que permeou o ano e as decisões de investimento das fabricantes.

Para 2021, a maior parte do crescimento ainda deve vir do varejo, que tem sido responsável por mais da metade da demanda da indústria nos últimos anos. Mesmo sem o auxílio emergencial, as pessoas têm buscado melhorar as suas residências, já que passam mais tempo em casa, avalia o executivo. A demanda também deve se aquecer entre as incorporadoras que darão início à obras de projetos lançados nos últimos meses. Já o consumo de materiais pelo segmento de infraestrutura ainda deve seguir fraco – dada a grande quantidade de obras públicas paradas – mas com uma tendência de melhora à medida que projetos nas áreas em que os ativos foram destinados à concessão privada, caso de rodovias.

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Construtoras suspendem obras de imóveis populares por conta da disparada nos custos

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O Estado de S.Paulo - SP   03/03/2021

O aumento nos custos dos materiais de construção está fazendo com que as empresas suspendam o lançamento de novos projetos dentro do Casa Verde e Amarela (novo nome do Minha Casa Minha Vida). Como o programa tem um teto para o preço dos imóveis, as construtoras não conseguem repassar o aumento nos custos e então preferem desistir do projeto a colocar em risco a sua lucratividade.

O segmento mais afetado é o grupo 1 (chamado antigamente de faixa 1,5), destinado a famílias mais pobres, com renda mensal de até R$ 2 mil. Esse é justamente o público que mais tem dificuldade de conseguir a moradia sem subsídios no financiamento.

“Hoje, fazer um produto no grupo 1 é quase inviável. A gente não tem conseguido viabilizar mais”, relata o presidente da Direcional Engenharia, Ricardo Ribeiro, em entrevista ao Estadão/Broadcast. “Tem vários projetos que não fazem mais sentido. O incremento dos custos inviabilizou muitos deles”.

Para contornar o problema, a Direcional está redesenhando os empreendimentos do grupo 1 para se enquadrarem no grupo 2, que atende famílias cuja renda mensal vai de R$ 2 mil a R$ 4 mil e, consequentemente, permite um valor de imóveis mais alto.

“Com esses ajustes, mantemos a mesma previsão de lançamentos para o ano”, afirma Ribeiro. “Mas as pessoas com renda mais baixa acabam ficando de fora do mercado imobiliário, o que não é o ideal num País com déficit de habitação muito grande”, pondera.

A Plano & Plano vive situação semelhante e também já iniciou a migração dos empreendimentos do grupo 1 para as faixas superiores. Como consequência, espera alguma redução na velocidade de vendas, uma vez que as unidades de menor valor giram mais rápido.

“Está praticamente inviável produzir imóveis para famílias com renda de até três salários mínimos. É muito preocupante”, ressalta o sócio e presidente do conselho de administração da Plano & Plano, Rodrigo Luna. “A nova conjuntura de preços está colocando os imóveis em um patamar de precificação muito alto, o que acaba inviabilizando muitos projetos”, complementa.

Em 12 meses, encerrados em fevereiro, o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) subiu 10,2%. Parte desse aumento provém da desvalorização do real frente ao dólar, o que encarece insumos importados, como metais e resinas usados na produção de materiais. Nos últimos meses, a indústria teve a produção paralisada pela pandemia, o que gerou gargalos para o abastecimento. Mas a expectativa das construtoras é que esses efeitos já teriam sido amenizadas no começo deste ano, o que não aconteceu.
Alta nos custos de construção afeta obras em andamento

O superaquecimento dos custos afeta também as margens de rentabilidade das empresas no caso de unidades do Casa Verde e Amarelo já vendidas. Isso acontece porque no mercado de baixa renda não há correção das parcelas dos clientes pelo INCC, pois o cliente é encaminhado para o financiamento bancário logo após fechar o contrato com a construtora.

Fora do Casa Verde e Amarela, a solução das empresas tem sido repassar os ajustes para o preço final dos imóveis. Aqui, sim, os contratos são corrigidos pelo INCC, o que ajuda a preservar as margens. Por outro lado, há uma preocupação do empresariado de que o reajuste expressivo onere excessivamente os mutuários e acabe por gerar incapacidade de pagamento.

“Vemos um desequilíbrio entre a renda de quem comprou o apartamento e os reajustes previstos nos contratos, podendo levar à inadimplência e provocar distratos. Não é um bom sinal”, alerta o presidente do Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Odair Senra.

Diante da disparada dos custos, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) encaminhou ao governo federal a sugestão de corte temporário do imposto de importação de insumos como forma de reequilibrar os preços. Segundo o presidente da entidade, Luiz França, o governo solicitou estudos técnicos que embasem o pedido dos empresários, o que já foi enviado. Agora devem voltar a se reunir para tentar avançar nas conversas.

“O setor tem preocupação com a alta nos valores dos insumos. E o governo está atento à importância do setor como gerador de emprego”, relata França. “Os aumentos não podem continuar. Se for assim, será necessário subir os valores dos imóveis e isso vai contrapor os efeitos benefícios do corte dos juros”.

Paralelamente, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) também está buscando uma agenda com o governo para discutir o efeito da alta dos custos. “Vamos colocar o problema e buscar formas de minorar a situação”, diz o presidente da CBIC, José Carlos Martins. Além da redução de impostos para a importação, a CBIC busca a simplificação de normas técnicas que dificultam o uso de insumos estrangeiros nas obras locais. “Sem derrubar as barreiras técnicas, não vamos conseguir importar mesmo com a liberação dos impostos”, pondera Martins.
Reequilíbrio de contratos

A alta ininterrupta dos custos dos materiais de construção pode provocar também uma nova onda de paralisação de obras e até mesmo disputas judiciais com pedidos de reequilíbrio nos contratos da antiga faixa 1 do Minha Casa Minha Vida.

No momento, existem 1.772 empreendimentos legados, que totalizam cerca de 251 mil casas e apartamentos e demandam R$ 3,6 bilhões para conclusão.

Deste total, 609 empreendimentos (116 mil unidades) têm obras em andamento, enquanto 862 canteiros (72 mil unidades) continuam paralisadas. Existem ainda 243 projetos concluídos, já em vias de entrega, e 58 que ainda não foram iniciados, de acordo com dados atualizados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) a pedido da reportagem.

A faixa 1 foi criada pelo governo Lula para atender pessoas com renda mensal de até R$ 1,8 mil, que não têm condições de adquirir moradia por conta própria. Por isso, até 95% do valor do imóvel era subsidiado pelo Tesouro Nacional. Mas, sem recursos nos cofres públicos durante o governo Dilma, milhares de obras ficaram inacabadas. Por fim, esta faixa foi extinta na reformulação do programa habitacional durante a gestão Bolsonaro (quando foi rebatizado de Casa Verde e Amarela) diante da falta de orçamento para novas contratações.

Diante do salto no custo dos insumos, muitas construtoras já consideram inviável a continuidade das obras e esperam do governo alguma medida para evitar que fiquem no prejuízo. Entre as hipóteses estão um reajuste dos valores ou até mesmo a extensão do prazo de entrega. Mas o MDR descarta qualquer reajuste nos contratos, conforme determinam as regras do programa habitacional. Em última instância, há risco de parada das obras pelas construtoras e apelo à Justiça.

“Os normativos atualmente vigentes referentes às modalidades da faixa 1 condicionam a concessão de suplementação de recursos à existência de fatos supervenientes ou imprevisíveis. Não haverá suplementação para fatos previstos ou previsíveis, tais como inflação, custos trabalhistas de toda ordem e fenômenos climáticos típicos”, esclareceu o MDR.

A pasta informou ainda que, apesar do avanço dos custos dos materiais, tem mantido grande empenho para retomar obras paralisadas, em parceria com a Caixa Econômica Federal. Só no ano passado, mais de 30 mil unidades habitacionais voltaram a ser executadas em todo o País, segundo o MDR.

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NAVAL

Porto de Suape será hub logístico da Argentina para o Nordeste

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Portos e Navios - SP   03/03/2021

O comércio bilateral entre Argentina e Nordeste do Brasil terá um facilitador e Pernambuco será bastante beneficiado com isso. Foi assinado, na noite desta segunda-feira (1), o memorando de cooperação - MOC HUB Logístico entre Tecon-Suape e Agência Argentina de Investimento e Comércio Internacional, que coloca o Porto de Suape como porta oficial no fluxo de mercadorias que tenham o Nordeste como origem e destino. Com o acordo, Pernambuco passará a absorver diretamente toda a carga argentina com destino ao Nordeste, recolhendo os tributos da nacionalização. Atualmente, esse volume importado entra pelo Sul do país e chega à região pelas rodovias. Além da redução de custos logísticos por utilizar o transporte marítimo para acessar o mercado nordestino, empresas argentinas terão acesso a redução de tarifas e incentivos fiscais do Estado.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio, que capitaneou o encontro por parte do Governo do Estado em diálogo com o Governo Argentino, destacou o ganho mútuo dessa nova relação comercial. "O Porto de Suape tem o perfil de ser um polo regional na movimentação de cargas para o Nordeste e precisava desse impulso para assumir de fato a posição de entreposto nas relações comerciais internacionais. A gente passa a elevar a movimentação de cargas em nosso porto por centralizar a entrada e a saída para o Nordeste, com o adicional de recolher os tributos da nacionalização, que antes ficavam retidos no Sul, ainda que o consumo fosse nosso. Todo esse volume passará a entrar diretamente por Suape", destacou.

Outro ponto forte é como o setor empresarial pernambucano e do Nordeste pode tirar proveito dessa nova relação comercial. "O memorando nos coloca diretamente conectado a um mercado mais amplo, com potencial enorme a ser trabalhado comercialmente. Isso potencializa, inclusive, os itens da lista de atrativos pernambucanos na hora de captar novos investimentos para cá porque amplia as possibilidades para empresários que escolherem Pernambuco para fazer investimentos", reforçou Geraldo Julio.

Em relação à Argentina, o acordo para tornar Suape o hub nordestino do país permite atingir diretamente uma região de 57 milhões de habitantes e PIB de US$ 212 bilhões (ano 2020), evitando assim a intermediação de importadores do Sul do Brasil, que depois vendem o produto já nacionalizado para o Norte/Nordeste. Durante o encontro, o cônsul Geral argentino no Recife, Alejandro Funes Lastra, ressaltou o entendimento por parte das autoridades do Governo de Pernambuco.

"A iniciativa da assinatura é estratégica na integração entre ambos países e particularmente tendo em conta que o Porto de Suape é um HUB Logístico no Nordeste do Brasil. Além do incremento do fluxo comercial entre Argentina e Pernambuco, e também na Região, o memorando se torna ainda mais favorável com a redução de custos logísticos. Com taxas diferenciadas para que os produtos argentinos ingressem ao Brasil através do Porto de Suape, quebramos a relação de dependência com o Sul do país", pontuou.

"Destaco o entendimento especial do senhor governador Paulo Câmara, que manteve um amistoso diálogo com o embaixador argentino; do secretário de Desenvolvimento, Geraldo Julio, e do presidente do Porto de Suape, Roberto Gusmão, que apoiaram a iniciativa de estabelecer um Memorando de Cooperação com Tecon-Suape", reforçou o cônsul Geral argentino no Recife.

Além do presidente da Agência Argentina de Investimentos e Comércio Internacional, Juan Usandivaras, e do presidente da operadora de Serviços Portuários Tecon-Suape, Javier Ramirez, outras autoridades argentinas também participaram do encontro, entre elas o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli; o secretário de relações econômicas internacionais, Jorge Neme; e o subsecretário de Promoção de Comércio e Investimentos, Pablo Sivori.

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