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03 de Fevereiro de 2021

SIDERURGIA

ZPE Ceará com movimentação de minério de ferro e placas de aço com alta em 2020

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Portal Fator Brasil - RJ   03/02/2021

O minério de ferro, encerrou 2020 com uma movimentação total de 4,22 milhões de toneladas. Outra importante matéria-prima da companhia, o carvão mineral, atingiu 1,97 milhão de toneladas ao longo do ano, enquanto a movimentação de placas de aço, produto bastante exportado, via Porto do Pecém, para diversos países ao redor do mundo, fechou 2020 atingindo o patamar de aproximadamente 2,7 milhões de toneladas.

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará, empresa subsidiária do Complexo do Pecém (CIPP S/A), encerrou o último mês de 2020 com avanço na movimentação de duas de suas principais cargas. Em dezembro, 330.600 toneladas (t) de minério de ferro passaram pelos gates da companhia, alta de 15,3% ante o mesmo mês de 2019. No mesmo período, a movimentação das placas de aço produzidas pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) atingiu 274.232 t, crescimento de 19,6% na comparação com dezembro do ano anterior.

Um dos principais insumos utilizados na produção da ZPE Ceará, o minério de ferro, encerrou 2020 com uma movimentação total de 4,22 milhões de toneladas. Outra importante matéria-prima da companhia, o carvão mineral, atingiu 1,97 milhão de toneladas ao longo do ano, enquanto a movimentação de placas de aço, produto bastante exportado, via Porto do Pecém, para diversos países ao redor do mundo, fechou 2020 atingindo o patamar de aproximadamente 2,7 milhões de toneladas.

Balanço de 2020 — No acumulado do ano, a movimentação de cargas na ZPE Ceará atingiu 11,3 milhões de toneladas, queda de 7,6% na comparação com as 12,2 milhões de toneladas registradas em 2019. Para a diretora de operações da ZPE Ceará, Andréa Freitas, o principal responsável pelo recuo foi a crise econômica global desencadeada pela pandemia da Covid-19, que freou negócios em todo o mundo. Segundo ela, mesmo diante das dificuldades de 2020, a companhia se manteve firme e operante, obtendo resultados expressivos ao longo do ano.

— Vivemos um ano atípico e cheio de desafios nunca antes vistos. Dentro dessa realidade, já esperávamos uma queda na movimentação de cargas, mas, com o trabalho de todos os colaboradores e empresas instaladas, que seguiram os protocolos de segurança e cuidados necessários neste cenário, conseguimos minimizar os impactos negativos e fechar 2020 com números expressivos, superando a marca de 11 milhões de toneladas movimentadas — destaca Andréa.

Em 2020, a ZPE Ceará, única Zona de Processamento de Exportação atualmente em operação no Brasil, também atingiu a marca significativa de 50 milhões de toneladas movimentadas em sua história. Com o fechamento do ano, a companhia ampliou este número e alcançou 52,8 milhões de toneladas movimentadas em quase cinco anos de operação, posto que a produção foi iniciada em agosto de 2016.

Exportações e importações — Entre os principais destinos das mercadorias produzidas pela ZPE Ceará em 2020, o grande destaque foram os Estados Unidos, que receberam 892.000 toneladas de itens processados na empresa ao longo do ano. Ainda no acumulado de janeiro a dezembro, a ZPE cearense exportou um total de 2,22 milhões de toneladas, tendo como destaque, também, os mercados da China (444.120 t), Canadá (208.442 t), Coréia do Sul (190.268 t) e Bélgica (168.505 t).

No que diz respeito às importações, os principais parceiros comerciais da ZPE Ceará, em 2020, foram Estados Unidos (1,2 milhão de t), Rússia (522.445 t) e Turquia (144.632 t), que ajudaram a empresa a receber um total de 2,20 milhões de toneladas ao longo do ano, principalmente para servirem de insumos para a produção local de suas empresas instaladas.

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Paraná é o Estado que mais reciclou latas de aço pelo Prolata em 2020

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SEGS.com.br - SP   03/02/2021

De janeiro a dezembro de 2020, o Programa Prolata viabilizou a reciclagem de 6.982 toneladas de embalagens de aço no Estado do Paraná, de acordo com levantamento feito pela associação Prolata. Apenas no último trimestre do ano, foram recicladas 1.310 tonelada de latas de aço pós consumo, desempenho que colocou o Paraná no primeiro lugar entre os Estados que mais reciclaram no país por meio da iniciativa.

Ao lado de São Paulo, o Paraná é o Estado que mais tem cooperativas parceiras da Prolata no país. Ao todo, são 20 cooperativas, localizadas nas cidades de Cascavel, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Londrina, Maringá, Reserva e São José dos Pinhais. Em meio aos desafios gerados pela pandemia, o programa realizou a doação de EPIs a 11 cooperativas do Estado, beneficiando centenas de cooperados.

O Prolata também prestou apoio às cooperativas Natureza Livre, de Curitiba, e Moranguinho, de São José dos Pinhais, na aquisição de laudos associados à saúde e segurança no trabalho, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO).

Além disso, as cooperativas Cootacar, de Cascavel, Semente do Amanhã e Sociedade Unida, de São José dos Pinhais, foram contempladas pela aquisição de equipamentos, móveis e itens essenciais para a adequação de layout, além de impressão de folhetos sobre educação ambiental.

Criada em 2012 pela Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), a Prolata tem como objetivo permitir que as latas de aço pós consumo sejam descartadas de forma correta pelos consumidores e revalorizadas em siderúrgicas, transformando-as em novas latas ou em outros itens que utilizam o aço como matéria-prima.

Termo de cooperação no Paraná

A Prolata assinou em 2014 um termo de cooperação com a Secretaria do Meio Ambiente do Paraná. O termo consiste na ampliação dos esforços no Estado, incluindo entrepostos, cooperativas e a regionalização do volume retirado de latas de aço pós consumo. Além desse, a associação tem outros quatro termos firmados com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o GAEMA da Baixada Santista, com o Ministério Público do Mato Grosso do Sul e com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)

Em todo o Brasil, a Prolata tem parceria com 53 cooperativas, 20 entrepostos e duas siderúrgicas, além de 28 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). “Com base no fluxo de operação que vem sendo estabelecido e permanentemente aprimorado, vamos trabalhar com a expectativa de reciclar 50 mil toneladas de aço em todo o país até o fim de 2021”, destaca Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e diretora da Prolata.

Sobre a Prolata

A Prolata é uma associação sem fins lucrativos, criada em 2012, pela cadeia de valor dos fabricantes de latas de aço no Brasil. Iniciativa da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e coordenação e patrocínio em conjunto com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI) para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas públicas de âmbitos federal, estadual e municipal, a Prolata obtém recursos de seus associados e parceiros investidores, os quais são integralmente aplicados na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos

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CSN nega que projeção de dívida líquida ficará em R$ 15 milhões em 2021

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Money Times - SP   03/02/2021

A CSN (CSNA3) negou que projeta uma dívida líquida de R$ 15 milhões em 2021, mostra comunicado enviado ao mercado nesta terça-feira (2). A informação foi publicada no jornal Valor Econômico.

“A companhia esclarece que, atualmente, não divulga qualquer projeção de sua dívida líquida para o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2020 e que a projeção da dívida líquida da companhia para o exercício social de 2021 é de R$ 20 bilhões”, afirmou.

Além disso, a empresa informou que qualquer modificação ou apresentação de novas projeções será realizada estritamente em observância da regulamentação aplicável, por meio de fato relevante.

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ECONOMIA

Chovem pedidos para revisão de medidas antidumping na Camex

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Veja - SP   03/02/2021

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão ligado ao Ministério da Economia, tem recebido, desde o ano passado, uma chuva de pedidos para anular medidas antidumping. São diversos setores, como têxtil, cerâmica, siderurgia e até de lápis, que pedem a revisão das medidas protecionistas.

O Brasil, como é sabido, é um dos mercados mais fechados do mundo para importações. Um dos instrumentos utilizados são as medidas antidumping, que ganharam musculatura durante os governos Lula e Dilma. À época, com um processo de desindustrialização avassalador causado pelo real fora do lugar em relação ao dólar (apreciado, no caso), o governo forçava a mão para encontrar argumentos que blindassem os industriais brasileiros. Agora, com o real altamente depreciado, as medidas viraram um engodo.

Em via de regra, o Ministério da Economia tem rejeitado os pedidos com argumentos que não fazem o menor sentido. Um exemplo: a Associação Brasileira de Alumínio (Abal) entrou com recurso este ano para a revisão da medida antidumping que prejudica a importação de magnésio metálico da China. O recurso tenta reverter uma decisão de janeiro de 2020, quando a Camex reafirmou a medida, afirmando que o preço para a indústria de alumínio cairia de 7,9% a 2,9% e que os consumidores teriam pouco ganho com isso. “Não existem elementos suficientes de interesse público a ponto de suspender ou de alterar as medidas antidumping aplicadas às importações brasileiras magnésio metálico originárias de Rússia e China”, escreveu Marcelo Guaranys, secretário executivo do Ministério, na resolução publicada à época. A questão é que antidumping é uma medida técnica, que serve para proteger de práticas irregulares no comércio exterior.

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Presidente do BC diz que vacinação em massa é 'luz no fim do túnel' para retomada da economia

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O Estado de S.Paulo - SP   03/02/2021

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a vacinação em massa da população brasileira é uma "luz no fim do túnel" que pode ajudar na retomada da economia.

“O Brasil tem uma capacidade alta de vacinação, pode vacinar mais de 5 milhões de pessoas em um dia. A coordenação da vacinação não é algo fácil de fazer. Mas achamos que a vacinação é a luz no fim do túnel”, disse Campos Neto, em evento virtual World Trade Symposium, promovido pelo The Economist.

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro coloca em dúvida a eficácia da vacinação contra a covid-19, Campos Neto e o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendem publicamente a imunização como essencial para que a economia, de fato, se recupere em 2021.

O presidente do BC disse que é necessário ainda entender como a vacina é eficaz para as novas variações da covid-19, mas que é preciso ampliar a imunização rapidamente. Entre a equipe econômica, há o receio de que a demora em vacinar a população force um novo processo de isolamento social, com novos impactos na economia.

Balanço do consórcio de imprensa divulgado na segunda-feira, 1.º, aponta que 26 Estados e o Distrito Federal vacinaram 2,22 milhões de pessoas até agora.
Eleição no Congresso permite colocar agenda de reformas em votação

Com a definição das presidências das duas casas do Congresso Nacional, Campos Neto disse esperar que as reformas avancem na Câmara e no Senado. “Estamos perto de começar a colocar a agenda de reformas no Congresso em votação”, afirmou.

A participação do presidente do BC no evento foi gravada na última sexta-feira, dia 29, antes da votação no Congresso, que terminou com a eleição dos candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro.

Como mostrou o Estadão, na véspera da eleição para o comando da Câmara, ele esteve na noite de domingo, 31, na casa do ministro das Comunicações, Fabio Faria, para tratar da candidatura do governista Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Casa. O compromisso não constou na agenda oficial do presidente do BC, como determina a lei.

Estavam presentes no encontro, segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner do Rosário. O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira também esteve na reunião. O grupo do jantar resolveu fazer um bolão sobre quantos votos Lira deveria receber na eleição.

Campos Neto ressaltou que é necessário impulsionar as reformas para garantir a confiança e a credibilidade na economia brasileira. “Fizemos um grande programa de enfrentamento da crise no Brasil, fizemos muitos programas de crédito. Agora temos um grande volume de endividamento. Temos que dizer para as pessoas que gostaríamos de gastar mais, mas agora estamos num ponto em que, se gastarmos mais, não sabemos se teremos o efeito desejado porque temos uma fragilidade que pode superar esse efeito”, declarou.

Ele ressaltou que no Brasil o custo de manter a máquina governamental funcionando é muito grande e cresce mais rápido do que a inflação. “A reforma do Estado é uma reforma difícil de fazer”, afirmou. O governo enviou em setembro do ano passado uma reforma administrativa, que prevê mudanças na forma como os servidores são contratados, promovidos e demitidos.

Campos Neto também citou "microrreformas", como a votação de marcos legais para ferrovias e cabotagem (navegação na costa brasileira) como essenciais para ajudar os negócios a funcionar melhor.

Ele disse que o Banco Central vem fazendo seu trabalho na pandemia, cuidando da política monetária (ou seja, garantindo que os juros básicos controlem a inflação) e garantindo a oferta de recursos no mercado bancário. Ele também lembrou a criação de empregos no mercado formal e destacou que é necessário treinar os trabalhadores informais para que eles ingressem nesse mercado.

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IPC-S: inflação recua nas sete capitais pesquisadas em janeiro

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Agência Brasil - DF   03/02/2021

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em janeiro deste ano, na comparação com o mês anterior. Na média nacional, o IPC-S recuou 0,80 ponto percentual, ao passar de 1,07% para 0,27% no período.

Entre as capitais, as maiores quedas foram observadas em Belo Horizonte (-1,06 ponto percentual, ao passar de 1,22% para 0,16%), Rio de Janeiro (-1,04 ponto percentual, ao passar de 1,17% para 0,13%) e Salvador (-1 ponto percentual, ao passar de 1,03% para 0,03%).

Também com quedas da taxa de inflação acima da média nacional, aparecem Porto Alegre (-0,91 ponto percentual, ao passar de 1,40% para 0,49%) e Recife (-0,98 ponto percentual, ao passar de 1,50% para 0,52%).

As demais capitais apresentaram as seguintes quedas: São Paulo (-0,60 ponto percentual, ao passar de 0,89% para 0,29%) e Brasília (-0,40 ponto percentual, ao passar de 0,52% para 0,12%).

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Correção: Produção sobe em 17 em dos 26 ramos em dezembro ante novembro, diz IBGE

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IstoÉ Dinheiro - SP   03/02/2021

A nota enviada anteriormente continha uma incorreção no título. A produção industrial subiu em 17 dos 26 ramos pesquisados, e não caiu, como havia sido informado de maneira incorreta. Segue a nota com repetição do texto e com o título corrigido.

O avanço de 0,9% na indústria em dezembro ante novembro foi disseminado entre as atividades pesquisadas, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira, 2. Em dezembro de 2020, 17 dos 26 setores investigados registraram alta na produção, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física.

Puxaram a alta as produções da Metalurgia (19,0%), de Veículos automotores, reboques e carrocerias (6,5%) e das Indústrias extrativas (3,7%), segundo o IBGE. André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, ressaltou que a indústria automotiva, que registrou o oitavo mês seguido de alta, tem ditado o ritmo da recuperação industrial após o fundo do poço da pandemia.

“Os veículos lideraram a recuperação da produção industrial ao longo de 2020”, afirmou Macedo, lembrando ainda que o próprio avanço na produção de automóveis e caminhões aumenta a demanda por produtos metalúrgicos, o que explica a alta na metalurgia em dezembro ante novembro.

Já o avanço de 3,7% nas indústrias extrativas foi puxado pelo minério de ferro, disse o pesquisador do IBGE. Segundo Macedo, a produção de petróleo teve desempenho negativo, especialmente por causa de paradas para manutenções programadas.

No processo de recuperação como um todo, 16 dos 26 ramos pesquisados pela PIM-PF superaram o nível de produção de fevereiro do ano passado, o último mês antes da covid-19 se abater sobre a economia. O melhor desempenho de recuperação ficou com a indústria têxtil, cujo nível de produção ficou 26,0% acima do nível de fevereiro de 2020. A indústria automotiva está 9,1% acima de fevereiro. A indústria em geral superou em 3,4% o nível de produção anterior à pandemia.

Na contramão, o destaque entre as nove atividades que tiveram queda na comparação com novembro foi a fabricação de produtos alimentícios, com queda de 4,4%. Foi o terceiro mês seguido de queda. No período, a produção de alimentos acumulou 11,0%, conforme o IBGE. Com isso, o nível de produção da indústria alimentícia está 5,8% abaixo do nível de fevereiro de 2020.

Macedo lembrou que a indústria de alimentos teve comportamento descolado das demais atividades. No início da pandemia, suas perdas de produção foram menores do que as demais. Mais recentemente, a aceleração da inflação de alimentos, a redução do auxílio emergencial e questões sazonais podem explicar o desempenho negativo, disse Macedo. A produção de açúcar, que obedece a dinâmica do comércio exterior, contribuiu para a queda, completou o pesquisador.

Comparação anual

A alta de 8,2% registrada pela indústria em dezembro de 2020 ante dezembro de 2019 foi decorrente de ganhos na produção em 19 das 26 atividades pesquisadas, segundo o IBGE.

Dezembro de 2020 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior. Segundo André Macedo, o efeito-calendário, a fraca baixa de comparação de dezembro de 2019 (quando houve queda de 1,3% na produção ante dezembro de 2018) e o próprio movimento de recuperação após as perdas provocadas pela pandemia de covid-19 ajudam a explicar o bom desempenho.

O índice de difusão da indústria – que mostra o porcentual de produtos com crescimento na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior – ficou em 68,9% dos 805 produtos pesquisados em dezembro de 2020.

Entre as atividades, as principais influências no total da indústria foram registradas veículos automotores, reboques e carrocerias (22,6%), máquinas e equipamentos (37,4%) e metalurgia (28,9%).

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Calendário eleitoral de 2022 poderá ser um obstáculo para o Copom

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O Estado de S.Paulo - SP   03/02/2021

Sem a autonomia formal do Banco Central ainda não ter sido aprovada por completo no Congresso, é crescente o temor de que, se for leniente e não fizer o aperto da política monetária em ritmo e magnitude esperados neste ano, o calendário eleitoral em 2022 poderá ser um sério obstáculo para o Copom ser mais duro caso as expectativas de inflação estiverem desconfortavelmente acima da meta.

Em outras palavras: há sérias dúvidas no mercado se o Copom agirá com independência e elevará os juros básicos – mesmo que mais agressivamente, se as condições exigirem – em 2022, ano de eleição presidencial.

Não seria a primeira vez que o mercado suspeita das intenções do Banco Central em um ano de eleição presidencial. Analistas e investidores destacam, em rodinhas de cafezinho, duas ocasiões no passado que deixaram o mercado ressabiado.

A primeira foi em 2002, quando o BC era comandado por Arminio Fraga. Na reunião de julho daquele ano, quando a disputa entre o tucano José Serra e o petista Luiz Inácio Lula da Silva ainda estava longe de estar decidida, o Copom cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual para 18%, surpreendendo o mercado, pois o dólar já havia começado a estressar e subir com mais força.

Não à toa, o BC teve de realizar uma reunião extraordinária do Copom em outubro de 2002, entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial, e deu uma paulada: elevou os juros em 3 pontos porcentuais.

A outra ocasião foi em março de 2010, quando Henrique Meirelles chefiava o BC. Naquela reunião, o Copom manteve os juros inalterados em 8,75%, apesar da maior pressão inflacionária e da expectativa de parte dos analistas de uma alta de juros.

Três dias após o anúncio daquela decisão do Copom, Meirelles participou, no dia 20 de março de 2010, de um jantar do então PMDB para decidir o nome que seria o vice na chapa da petista Dilma Rousseff, que acabou por vencer a eleição. Em 1.º de abril de 2010, Meirelles desistiu de participar das eleições daquele ano. E na reunião daquele mês, o Copom elevou os juros em 0,75 ponto.

Qual o tamanho do trabalho que o Copom terá na política monetária neste ano e em 2022?

Na mais recente pesquisa Focus, o consenso dos analistas é de que a taxa Selic fechará este ano em 3,50%, mas há apostas que preveem os juros encerrando 2021 em 4,50%. Para o fim de 2022, segundo a pesquisa Focus, o mercado vê a Selic em 5,0%. Já a mediana das estimativas aponta para uma inflação de 3,53% neste ano, ante uma meta de 3,75%, e de 3,50% em 2022, exatamente na meta prevista para o ano que vem.

Na sua comunicação mais recente, o Copom ressaltou que vem mirando cada vez mais 2022 como horizonte relevante para a política monetária. Na ata da última reunião, indicou que, no seu cenário básico, as projeções de inflação estão ao redor da meta no horizonte relevante, mas que os riscos fiscais geram um viés de alta nessas projeções.

Em razão disso, o Copom decidiu eliminar a prescrição futura de que a taxa Selic iria ficar parada em 2,0% por um período prolongado. E a ata do Copom mostrou que “alguns membros” do comitê questionaram se ainda seria adequado manter o grau de estímulo monetário “extraordinariamente” elevado. Esses membros julgam que o Copom deveria considerar o “início de um processo de normalização parcial”.

Esse recado mais duro deflagrou revisões de apostas para a trajetória da Selic por parte de muitos analistas, que anteciparam suas estimativas para a primeira alta de juros já na próxima reunião do Copom, em março.

Como as projeções de inflação em 2022 estão ao redor da meta, qualquer surpresa negativa – na área fiscal ou um choque repentino de preços – poderá tornar a tarefa no Copom mais árdua já neste ano, deixando atrasado o consenso das apostas de uma Selic a 3,50% no fim do ano.

Ou seja, é melhor o Copom antecipar o ciclo de alta de juros e levar a cabo o aperto monetário precificado neste ano. Caso contrário, as expectativas de inflação podem sair do controle rapidamente para 2022, quando o BC talvez tenha suas mãos atadas.

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MINERAÇÃO

Minério de ferro despenca na China com demanda fraca antes de feriado

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Reuters Brasil - SP   03/02/2021

Os preços do minério de ferro despencaram nesta terça-feira, com participantes do mercado ficando cautelosos antes do feriado de Ano Novo Lunar na China, que dura uma semana a partir de 11 de fevereiro.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian, para entrega em maio, encerrou o pregão diurno com queda de 5,6%, a 933,50 iuanes (144,51 dólares) por tonelada, após ter tocado 925 iuanes, menor nível desde 10 de dezembro.

Na bolsa de Cingapura, a matéria-prima do aço viu o contrato para março desabar até 6%, para 142 dólares por tonelada, antes de recuperar algum terreno para operar em baixa de 5,1%.

“Como as coisas estão, nós estimamos 150 dólares para o minério de ferro como a média aproximada do ponto de equilíbrio para a produção de aço chinesa, que é onde os preços estão agora”, disse Howie Lee, economista do OCBC Bank em Cingapura.

“Com várias restrições a viagens em Hebei e a chegada do Festival de Primavera, o mercado está naturalmente vendo uma fraqueza na demanda”, adicionou Lee, em referência à principal província siderúrgica chinesa, onde foram encontrados novos grupos de casos de Covid-19.

Além do menor apetite a risco dos investidores antes do feriado, os preços dos produtos siderúrgicos e matérias-primas ficaram sob pressão devido a um enfraquecimento das margens de lucro do aço na China.

Os preços do aço recuaram 2,2% na bolsa de Xangai.

A produção semanal de vergalhão de aço na China caiu 3,2% entre 21 e 27 de janeiro, segundo uma amostra de 137 siderúrgicas, com menores margens e a demanda fraca levando muitas usinas a colocarem instalações em manutenção, disse a consultoria MySteel.

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Mercado de minério espera Vale para resolver enigma da oferta

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Exame - SP   03/02/2021

Com o minério de ferro em uma encruzilhada, investidores se voltam para a Vale como peça final do quebra-cabeça de suprimentos.

No mês passado, o Grupo BHP aumentou sua previsão para a produção anual, enquanto o Grupo Rio Tinto também busca elevar os embarques do insumo para a produção de aço este ano. A Vale – outra integrante do trio de fornecedores que dominam o mercado transoceânico – divulgará seu relatório de produção na quarta-feira, incluindo uma atualização do guidance anual.

Uma produção mais forte do que as previsões no quarto trimestre ou um aumento nas projeções de 2021 da Vale poderia despejar mais água fria nos preços do minério de ferro, que recuaram com a pressão da China para controlar a produção de aço em meio a margens em queda e aumento nos estoques portuários.

Os futuros, que subiram para US$ 175 a tonelada métrica em dezembro, caíram para cerca de US$ 150 e podem terminar o ano em US$ 100, de acordo com Daniel Hynes, estrategista sênior de commodities no Australia & New Zealand Banking Group.

Ainda assim, o Morgan Stanley delineou esta semana o “cenário plausível” de mais de US$ 165 nos próximos três anos. Um relatório decepcionante da segunda maior fornecedora do mundo apoiaria tal história. Embora a demanda chinesa possa desacelerar, ela permanece robusta.

A empresa brasileira sediada no Rio de Janeiro deve apresentar produção trimestral de 86,6 milhões de toneladas, segundo estimativa média de sete analistas consultados pela Bloomberg. Isso representaria uma ligeira queda em relação ao terceiro trimestre, mas bem à frente do mesmo período do ano anterior.

Assumindo que não houve grandes surpresas nos últimos três meses do ano, a atenção se concentrará nas estimativas. Em seu relatório anterior, a Vale reduziu sua projeção de minério de ferro para 2020 para entre 300 milhões e 305 milhões de toneladas e previu 315 milhões a 335 milhões de toneladas este ano. Na época, os executivos descreveram a meta de 2021 como parte de uma abordagem conservadora, deixando a porta aberta para ajustes. Desde então, a operação da Samarco com a BHP foi retomada.

A Vale ainda busca retornar à capacidade de 400 milhões de toneladas, o que a levaria a recuperar o título de maior produtora mundial, perdido para a Rio Tinto com o rompimento da barragem de Brumadinho que matou 270 pessoas.

Mas a recuperação da produção está demorando um pouco mais do que se pensava à medida que a Vale enfrentava obstáculos legais e pandêmicos. Isso ajudou a impulsionar a alta dos preços do ano passado, o que aumentou os lucros. A empresa foi elevada a uma classificação de crédito de grau de investimento pela Moody’s e restabeleceu o pagamento de dividendos.

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ENTREVISTA-Bamin inicia produção de minério de ferro e prevê R$4 bi para ampliar capacidade

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Terra - SP   03/02/2021

A brasileira Bamin prevê investir 4 bilhões de reais em cinco anos para ampliar a capacidade de produção de sua mina Pedra de Ferro, que iniciou operação comercial em janeiro e promete transformar a Bahia no terceiro maior Estado produtor de minério de ferro do Brasil, disse o CEO à Reuters.

Atualmente, a mina tem capacidade para produzir 2 milhões de toneladas por ano e deve extrair metade disso em 2021.

Com o aporte planejado, que será empenhado principalmente na estrutura de mina, planta de beneficiamento e barragem, o plano é atingir 18 milhões de toneladas de capacidade em cinco anos, tempo também necessário para a construção da infraestrutura para escoamento do volume maior.

O projeto completo da Bamin --empresa controlada pelo Eurasian Resources Group, do Cazaquistão-- contará com a conclusão do Porto Sul, em Ilhéus (BA), e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cujo trecho que transportará o produto da Bamin será leiloado em 8 de abril.

O complexo portuário do Porto Sul receberá aporte de mais e será operado pela companhia, em parceria com o Estado da Bahia.

"Esse projeto tem um potencial de geração de empregos muito importante e deverá tornar a Bahia no terceiro maior Estado produtor de minério de ferro", disse Eduardo Ledsham, CEO da Bamin, em uma entrevista por videoconferência.

Atualmente, os três Estados que mais produzem minério de ferro são Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

"E nós estamos apenas raspando a superfície, a Bahia tem um potencial que vai muito além da Bamin."

O executivo destacou ainda que o projeto mostra grande sinergia com o agronegócio, uma vez que a Fiol terá também como objetivo escoar produção agrícola, e o Porto Sul terá capacidade para movimentar até 40 milhões de toneladas/ano.

A Bamin planeja participar do leilão da Fiol, em parceria, afirmou Ledsham, que evitou entrar em detalhes, pois as negociações ocorrem sob contrato de confidencialidade.

OPERAÇÕES INICIAIS

O primeiro embarque do ano já ocorreu, e no primeiro trimestre as vendas serão direcionadas para o mercado interno. A comercialização para o mercado externo está prevista para partir de abril, de acordo com a companhia.

A comercialização de minério em escala reduzida e destinada ao mercado interno utiliza o modal rodoviário, que leva o minério da mina até o terminal próprio no município de Licínio de Almeida, e ferroviário (via ferrovia da VLI), por onde segue até seu o destino.

Nas vendas para o mercado externo, também será utilizado o modal marítimo, no qual a empresa tem como opções os portos baianos de Enseada e Aratu, além de portos em outros Estados.

O executivo pontuou que o projeto iniciou operação em um momento interessante, em que os preços do minério de ferro estão em alta, diante de uma grande demanda da China.

"Vejo que estamos diante de um novo ciclo de alta do minério de ferro", afirmou Ledsham.

A mina Pedra de Ferro contém reservas de 550 milhões de toneladas, sendo um terço de hematita e o restante de itabirito. A hematita, que será comercializada nos primeiros cinco anos, tem cerca de 65% de teor de ferro e baixo teores de contaminantes.

Para a produção do itabirito, a companhia precisará beneficiar o minério e contará com a construção de uma barragem de rejeitos de mineração construída pelo método de alteamento a jusante, com capacidade de até 180 milhões de metros cúbicos, que só deverá ser alcançado ao final dos 30 anos de operação.

Mina e porto da Bamin deverão gerar 10 mil empregos diretos e 60 mil indiretos na implantação e 1.500 empregos diretos e 9 mil indiretos na operação. A companhia tem um compromisso de contratar pelo menos 60% da mão de obra local.

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Empresas de mineração faturaram no ano passado 36% a mais que em 2019

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Agência Brasil - DF   03/02/2021

O faturamento do setor mineral no Brasil registrou crescimento em meio à pandemia de covid-19. O resultado de 2020 foi 36% superior ao de 2019, alcançando a cifra de R$209 bilhões. O dado consta em balanço divulgado hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que reúne as maiores mineradoras que atuam no país.

O desempenho positivo foi alavancado pelo quarto trimestre do ano passado. Nos últimos três meses do ano, o faturamento foi de R$83 bilhões, 63,6% a mais do que no trimestre anterior. Pará e Minas Gerais, estados com maior produção mineral, foram os principais responsáveis por esse incremento. A produção paraense gerou aumento de 97% no faturamento do quarto trimestre, enquanto os mineiros registraram alta de 55%.

As maiores variações foram registradas com minério de ferro e ouro. A produção de minério de ferro gerou no ano passado faturamento de R$138,7 bilhões, 39% superior a 2019. Já a alta do ouro foi de 76%, fechando 2020 com R$23,2 bilhões.

Apesar do alto faturamento do setor, a produção mineral comercializada de 2020 foi próxima a do ano anterior. Em 2019, foram negociados 985 milhões de toneladas. Já no ano passado, foram 1,009 bilhão de toneladas.

O volume exportado em 2020 foi apenas 2% superior a 2019. Ainda assim, os negócios no mercado internacional geraram ao país 11% a mais em divisas na comparação com 2019, alcançando US$37 bilhões. A China reforçou sua posição de principal destino do minério de ferro brasileiro. O país asiático respondeu em 2019 por 62% das exportações. Já em 2020, esse percentual subiu para 72%.

De acordo com o Ibram, embora a produção não tenha sido muito superior a 2019, os resultados financeiros do ano passado foram beneficiados pela variação dos preços no mercado internacional e pela valorização do dólar. O Brasil é, depois da Austrália, o maior produtor mundial de minério de ferro, cuja valorização foi superior a 60% ao longo do ano passado. A tonelada terminou 2020 custando US$ 155,84.

A dinâmica de preços no mercado internacional foi influenciada pela pandemia. A força da construção civil chinesa, que recebeu estímulos do governo para movimentar a economia local a partir de projetos robustos incluindo alguns grandes hospitais, foi apontada por diretores do Ibram como um dos fatores que ajudou a elevar o valor do minério de ferro. Também cresceu o interesse pelo ouro no mercado internacional. Por outro lado, houve queda significava dos volumes de nióbio (-33%), alumínio (-36%) e manganês (-17%) exportados pelo Brasil.

"O nióbio é muito usado nos setores de óleo e gás, automotivo e estrutural. E com a pandemia, houve redução da demanda desses setores em países como Estados Unidos, Europa, Coréia e Japão. Já em relação ao ouro, é normal que, em tempos de incertezas, ele seja visto como reserva segura de valor", avalia Wilson Brumer, presidente do conselho diretor do Ibram.

Além disso, de janeiro a dezembro de 2020, o dólar subiu 24%, favorecendo os setores que conseguiram realizar negócios no mercado internacional. "Esses preços, quando convertidos em reais, chegam a números bastante expressivos", observa Wilson Brumer.

Arrecadação

Com o aumento do faturamento do setor, a arrecadação dos tributos também cresceu. A Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), conhecido como o royalty cobrado das mineradoras, registrou alta de 35%, fechando 2020 com R$6,1 bilhões. Houve queda de arrecadação apenas no segundo trimestre, em decorrência da pandemia, o que foi contornado com o bom desempenho do setor no restante do ano. Além disso, o setor recolheu mais R$66,2 bilhões em outros tributos.

"A CFEM É uma arrecadação muito importante principalmente para os municípios mineradores. No Pará, por exemplo, temos o município de Parauapebas que recolheu no ano passado cerca de R$1 bilhão apenas com a Cfem", diz Flávio Penido, diretor-presidente do Ibram. Ao mesmo tempo, ele aconselha os municípios a se prepararem para o futuro.

"Exige um certo cuidado. O Ibram está com um projeto para se aproximar das prefeituras para auxiliá-las a estudar a melhor forma de aplicar esse recurso, prevendo a futura exaustão da reserva. Certos municípios inclusive já têm mecanismos para reservar uma parcela dessa arrecadação da CFEM para planejar alternativas econômicas".

No triênio entre 2018 e 2020, a arrecadação com a CFEM subiu mais de 100%, saltando de R$3 bilhões para os R$6,1 bilhões. Essa alta foi influenciada em parte pela mudança das alíquotas ocorrida no final de 2017.

Investimentos

De acordo com o Ibram, a previsão de investimentos a serem realizados pelo setor ao longo do quinquênio que vai de 2020 a 2024 é de US$38 bilhões. Desse montante, US$ 2,2 bilhões se destinam ao descomissionamento de barragens e disposição de rejeito a seco.

O descomissionamento de barragens construídas pelo método de alteamento a montante é uma determinação do poder público e trata-se a eliminação dessas barragens. O alteamento a montante era o método usado pelas duas estruturas que se romperam nos últimos anos em Minas Gerais: o primeiro episódio ocorreu no ano de 2015 em uma mina da mineradora Samarco em Mariana (MG) e o segundo em janeiro de 2019 com uma barragem da Vale localizada em Brumadinho (MG).

Após esta segunda tragédia, Minas Gerais aprovou a Lei Estadual 23.291/2019. Ela instituiu a Política Estadual de Segurança de Barragens, estabelecendo prazos para que o empreendedor responsável por barragem alteada a montante promova a descaracterização. Em âmbito nacional, a Agência Nacional de Mineração (ANM) editou uma resolução  com determinação similar.

Além disso, diversas barragens à montante foram paralisadas por determinação de órgãos fiscalizadores e também da Justiça. Em alguns casos considerados mais críticos, as mineradoras responsáveis pelas estruturas precisaram evacuar comunidades situadas em áreas que seriam rapidamente alagadas em um eventual rompimento.

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AUTOMOTIVO

Produção de automóveis caiu 28% em 2020; setor é o que mais pesou no tombo da indústria

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Globo Online - RJ   03/02/2021

A produção industrial brasileira encerrou 2020 com um tombo de 4,5%, informou nesta terça-feira o IBGE. É o pior resultado para um ano desde 2016, quando houve queda de 6,4%. O recuo do ano passado foi puxado principalmente pela retração de 28,1% em veículos automotores, reboques e carrocerias.

O setor, que mostrou recuperação no segundo semestre e chegou a responder pela maior parte da geração de emprego formal no ano, conseguiu eliminar a perda de 27,1% registrada em março e abril, os piores meses para a indústria, quando muitas fábricas fecharam para garantir o distanciamento social. Com esse resultado, a produção industrial se encontra 3,4% acima do patamar de fevereiro de 2020.

Depois das piores quedas, de maio a novembro, o setor registrou oito meses consecutivos de alta. Porém vem desacelerando desde julho. Em dezembro, apesar do oitavo avanço seguido, os dados mostram que a indústria continua a perder fôlego. Na comparação mês a mês, recuou de 1,2%, em novembro, para 0,9 % em dezembro.

O setor automotivo foi um dos mais afetados pela crise econômica. Este mês, a Ford anunciou sua saída definitiva do país, alegando uma reestruturação global.

Em veículos automotores, a produção despencou pressionada sobretudo por automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e autopeças. O gerente da pesquisa André Macedo, pontua, que mesmo com o acumulado negativo, a categoria se comportou positivamente ao longo do período de recuperação.

— Todos os principais subgrupos de bens de capitais, principalmente voltados para equipamentos agrícolas e de transporte, contribuíram para o crescimento nesses oito meses.

Segundo ele, os efeitos da saída da Ford devem ser sentidos nos próximos meses.

— Não sabe ao certo quais serão os efeitos. Mas claro que a saída de qualquer grande empresa traz um impacto negativo importante não só da atividade em si, mas rebate em outras atividades industriais que prestavam fornecimento de matérias-primas.

Outros ramos também tiveram peso negativo no desempenho da indústria. Outros equipamentos de transporte (-29,1%); confecção e artigos do vestuário e acessórios (-23,7%); manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-16%); couro, artigos para viagem e calçados (-18,8%) e metalurgia (-7,2%), entre outros.

O resultado do crescimento da economia brasileira como um todo só será divulgado pelo IBGE no início de março. Analistas estimam que o PIB brasileiro tenha recuado 4% em 2020.

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FERROVIÁRIO

Ministério da Infraestrutura trabalha para que marco das ferrovias seja foco do Congresso

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O Estado de S.Paulo - SP   03/02/2021

BRASÍLIA - O Ministério da Infraestrutura se mobiliza para encampar uma pauta de projetos que deve ser levada aos novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). A aprovação do novo marco legal das ferrovias está no topo das prioridades.

O projeto de lei 261, enviado ao Senado em 2018, prevê que a construção de novas ferrovias seja feita por meio de simples autorização, a partir da manifestação de interesse de qualquer empreendedor privado. Hoje, as ferrovias são construídas no Brasil apenas por meio de modelo de concessão pública, no qual o governo elabora o projeto de engenharia e realiza uma licitação pública, para que interessados possam concorrer pela construção e exploração do trecho.

No modelo de autorização, a empresa passa a ser dona de toda a ferrovia, que não retorna para a União. “É um projeto importante para nós, porque avança, facilita e desburocratiza. Você permite que alguém que está disposto a tomar o risco de engenharia, possa fazer isso, com benefícios regulatórios. O empresário tem uma regulação mais flexível, tem mais liberdade de operar com seu ativo e o tempo que for para amortizar o capital”, disse ao Estadão o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

O modelo proposto já é aplicado hoje nos terminais privados dos portos, onde o governo emite autorização para empresas erguerem suas estruturas e tocarem a operação.

Apesar de ser uma autorização, os empreendimentos estão sujeitos ao mesmo processo de licenciamento ambiental imposto aos processos de concessão pública. A avaliação do governo é que há dezenas de projetos de interesse privado que poderiam ser tocados no setor ferroviário, por estarem atrelados a interesses específicos de empresas.

De autoria do senador José Serra (PSDB/SP), o projeto de lei já está pronto para ser colocado em votação, segundo seu relator, o senador Jean Paul Prates (PT-RN). O texto prevê que a União deve fiscalizar e penalizar operadoras ferroviárias sobre falhas técnicas, operacionais, ambientais e econômicas, mas prevê livre concorrência e liberdade de preços.

BR do Mar

O ministro da Infraestrutura destaca ainda a necessidade de avançar com o projeto conhecido como “BR do Mar”, que pretende levar mais competitividade ao setor de cabotagem, como é conhecido o transporte via navio realizado entre portos brasileiros.

O projeto não é uma unanimidade entre empresários e representantes do segmento.

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NAVAL

Cattalini amplia capacidade operacional para recebimento de navios de até 70 mil DWT

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SEGS.com.br - SP   03/02/2021

Para alcançar essa marca, a empresa que movimenta exclusivamente graneis líquidos, investiu em obras de infraestrutura e sistemas inovadores de tecnologias. Entre as melhorias está a implantação de um sistema de monitoramento de atracação de navios a laser, inédita no Porto de Paranaguá, que faz a leitura de dados durante a aproximação de atracação do navio ao Pier. O sistema informa através de um painel indicador numérico, a velocidade e a distância do navio em relação ao berço de atracação permitindo aos práticos e pilotos dos rebocadores realizarem manobras com a máxima segurança e agilidade.

Além do painel, foram instalados semáforos com luzes indicativas verde, amarelo, e vermelho que orientam visualmente os limites de velocidade de aproximação para atracação. “Todos esses investimentos feitos pela Cattalini buscam oferecer confiabilidade e agilidade à atividade portuária, segurança aos trabalhadores e a conservação da infraestrutura do píer que receberá os navios”, declarou o Gerente Operacional, Carlos Katsuji Ichi.

A Cattalini igualmente investiu na infraestrutura do píer com a instalação de novos dolfins e defensas, a fim de permitir a atracação dos navios com maior potencial de carga.

Inovação tecnológica

As melhorias operacionais no píer da Cattalini também foram conquistadas a partir do emprego de novas tecnologias para o monitoramento das condições ambientais e meteorológicas, como a Plataforma Sismo – Hidromares. Um moderno sistema que fornece em tempo real dados sobre velocidade e direção das correntes marítimas e dos ventos.

Além disso foi instalado um marégrafo para monitoramento do nível e do comportamento das marés, homologado pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM).

Segundo o Gerente Comercial da Cattalini, Lucas Cézar Guzen, os dados são disponibilizados e integrados ao sistema Webpilots. “Esse sistema é utilizado pela Praticagem e melhora significativamente a segurança das manobras dada sua alta confiabilidade e disponibilidade”, salientou.

Somando-se a este conjunto, foi instalada a Plataforma Medusa - Argonáutica, um moderno sistema integrado das previsões meteorológicas para o horizonte de 07 dias de antecedência. “Com esses sistemas, tornou-se possível sinalizar antecipadamente eventuais condições climáticas adversas, permitindo maior segurança e eficiência durante as atracações e operações marítimas”, frisou Guzen.

Sobre a empresa

Fundada há 39 anos no Porto de Paranaguá, a Cattalini Terminais Marítimos é o maior terminal privado para movimentação de graneis líquidos do Brasil.

Na parte de infraestrutura, a Cattalini oferece aos seus clientes um total de 133 tanques e 610 mil m³ para armazenagem de diversos produtos, distribuídos em quatro Centros de Tancagens alfandegados e entrepostados. A empresa possui píer próprio para atracação simultânea de dois navios e pátio com capacidade para receber 350 caminhões.

Nas operações de derivados de petróleo, a Cattalini Terminais Marítimos movimenta, principalmente, diesel (S-10 e S-500) e gasolina, na importação. A Cattalini lidera as exportações brasileiras de óleo vegetal e na importação de metanol a empresa segue em primeiro lugar.

A empresa mantém as certificações OHSAS 18001 (Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional), ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental), ISO 9001(Sistema de Gestão da Qualidade) e é auditada pelo CDI-T (Chemical Distribution Institute-Terminals).

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Produção de petróleo no Brasil cresceu 5,5% em 2020

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Agência Brasil - DF   03/02/2021

A produção de petróleo no Brasil cresceu 5,5% em 2020, segundo o Boletim Mensal de Produção de Petróleo e Gás, divulgado hoje (2) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Desde 2016, a alta acumulada chega a 17,1%.

A publicação também informa que a produção de gás natural aumentou 4,1% em relação a 2019, e que, desde 2016, subiu 23,1%.

O boletim divulgado hoje pela ANP traz dados sobre o mês de dezembro e consolida as informações sobre o ano de 2020. A produção média de petróleo no país chegou a 2,94 milhões de barris por dia em 2020, enquanto a de gás natural atingiu 127 milhões de metros cúbicos por dia. Em 2016, o país produzia em média 2,509 milhões de barris de petróleo e 104 milhões de metros cúbicos de gás.

O Rio de Janeiro respondeu por 79,3% da produção nacional de petróleo e 55,8% da de gás natural, os maiores percentuais desde 2016. Naquele ano, 66,9% do petróleo e 43,8% dos gás natural do país saíam do Rio.

São Paulo tem a segunda maior fatia nos dois casos, com 9,1% para o petróleo e 15% para o gás. Em termos percentuais, a produção paulista perdeu espaço em relação a 2016, quando respondia por 11,2% do petróleo e 15,4% do gás.

Depois de ter assumido a liderança em 2018, a Bacia de Santos ampliou sua vantagem em 2020, quando chegou a 66% da produção de petróleo e 67,3% da produção de gás do país.
Dezembro

Apesar da alta anual, a produção de petróleo teve queda em dezembro, com uma redução de 1% em relação a novembro e de 12,2% em relação a dezembro de 2019. Já no caso do gás natural houve aumento de 0,5% ante novembro e de 7,8% na comparação com dezembro de 2019.

Os campos operados pela Petrobras, com ou sem parceiros, responderam por 93,7% da produção brasileira de petróleo e gás natural naquele mês. Quando considerados apenas os campos com participação exclusiva da estatal, o percentual é de 38,3%.

A produção total do pré-sal em dezembro representou 69% da produção nacional de gás natural e petróleo. Em dezembro de 2020, houve aumento de 0,3% na comparação com novembro e de 8,4% em relação a dezembro de 2019.

Ainda segundo dados do último mês do ano passado, a produção brasileira veio principalmente dos campos marítimos, responsáveis por 96,7% dos petróleo e 81,5% do gás natural produzidos no país.

Apesar disso, se consideradas todas as áreas responsáveis pela produção nacional de petróleo e gás em dezembro, 62 são marítimas e 206, terrestres. Dos 6.489 poços produtivos no país, apenas 499 ficam no mar, e 5.990 são terrestres.

Segundo a ANP, 2,8% da produção brasileira de petróleo em dezembro é considerada óleo leve, 91,3% é de óleo médio e 5,9%, de óleo pesado.

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AGRÍCOLA

Tecnologia, dados e a “revolução comercial” no mercado brasileiro de máquinas agrícolas

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Portal Fator Brasil - RJ   03/02/2021

Não é de hoje que se discute a chamada “Indústria 4.0” nas suas mais variadas verticais. No agronegócio, a exemplo de outras áreas, criou-se o termo “Agricultura 4.0” com os mesmos fundamentos que permeiam o conceito da quarta revolução industrial – automação, coleta e interpretação de dados e tomadas de decisões em tempo real, com base em informações sólidas. Em um mundo que já vê no horizonte a missão de alimentar a comunidade global como um árduo desafio, tais recursos são fundamentais.

No Brasil - país que desempenha um papel de protagonismo na agricultura mundial e lidera a produção e exportação de diversas commodities, como a soja, o milho e a cana-de-açúcar - adotar tecnologias que ajudem os agricultores de todos os portes a produzirem mais em menos espaço e utilizando menos insumos, é uma necessidade quase crítica.

Para se ter uma ideia, as exportações de milho a partir do Brasil cresceram 172% em 2019, o melhor resultado da história do agronegócio nacional. Já em 2020, o volume exportado foi o segundo maior de todos os tempos. É por isso que a indústria de máquinas agrícolas tem tomado a dianteira no desenvolvimento de soluções tecnológicas que aumentem a produtividade nos campos brasileiros. Com isso, o segmento já se prepara para uma nova revolução nas operações de campo: a “Agricultura 5.0”.

Para os próximos anos a expectativa é que, além de soluções conectadas e automatizadas, os setores vinculados ao agronegócio contem com a presença de altas tecnologias, como máquinas autônomas, drones e robôs, que serão fundamentais durante todo o processo produtivo. A partir dessas tendências, as principais marcas do mercado estão investindo pesado em inovação.

Nos últimos anos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e demais equipamentos passaram a incorporar recursos de conectividade e automação. No entanto, ainda haviam “pontas soltas” no processo produtivo no campo. A primeira dava conta do planejamento e da administração das informações coletadas pelas máquinas em campo. A segunda, se referia à carência por uma infraestrutura robusta de conectividade em regiões rurais do Brasil.

Para suprir tais demandas, a AGCO, detentora da marca Valtra, desenhou uma estratégia de tecnologia aberta e 360°, capaz de atender todo o ciclo produtivo agrícola. Primeiro decidiu-se renovar por completo o portfólio de máquinas oferecidas, embarcando soluções tecnológicas de direcionamento automático, opções de monitores de produtividade, como o Fieldstar® II e o 20|20® , além dos sistemas de controle de aplicação em taxa variável de sementes e adubo em diferentes linhas de plantadeiras. As máquinas receberam também alguns ganhos automotivos importantes, como o motor AGCO Power, homologado pela lei brasileira de controle de emissões (MAR-1), e os primeiros e únicos tratores com câmbio CVT do Brasil.

Mas a tecnologia em máquinas agrícolas sem conectividade e sem plataformas inteligentes capazes de transformar dados brutos em informação, soa como mero acessório. Então a AGCO se juntou a outras oito empresas para fundar a iniciativa de fomento à conectividade em áreas rurais chamada ConectarAgro. A ideia é oferecer aos agricultores brasileiros uma infraestrutura de conectividade confiável e de custo acessível, com serviço e suporte especializados. A TIM é a parceira de telecomunicações da iniciativa.

Para dar sentido ao termo “agricultura de decisão”, derivado do conceito de agricultura 4.0 e que permeia os princípios da vindoura agricultura 5.0, foi criado o programa Farm Solutions. Trata-se de um pacote de soluções agronômicas digitais que beneficiam todo o ciclo produtivo, do plantio à colheita. A AGCO identificou no mercado de tecnologia empresas parceiras especializadas para compor o programa. A saber, as empresas são a Solinftec, a Tecgraf e a Inceres. O Farm Solutions passou a ser oferecido na rede de concessionárias das marcas da AGCO em diversas regiões do país. Isso significa uma profunda mudança na maneira de comercializar máquinas e se relacionar com o agricultor.

Pode-se afirmar tranquilamente que, hoje, o mercado de máquinas agrícolas vive uma verdadeira revolução comercial. Daqui por diante, o produtor rural brasileiro não vai somente adquirir uma máquina de trabalho, mas também vai poder ter toda a estrutura e suporte para produzir mais e aumentar a sua rentabilidade, tendo a máquina como uma estação inteligente de produtividade e o concessionário como um consultor agronômico e parceiro. É um caminho sem volta e AGCO está na vanguarda dessa mudança.

Outras marcas têm buscado o mesmo caminho, seja por meio de parcerias ou com sistemas proprietários. Para o agricultor, o mais importante é identificar qual marca combina melhor a tecnologia embarcada com a performance automotiva, a capilaridade da rede de concessionárias e a expertise no desenvolvimento das soluções agronômicas digitais oferecidas. Com isso, a agricultura brasileira e a comunidade global, destino de boa parte da produção agrícola do país, só tem a ganhar.

. Por: Victor Cavassini, coordenador de marketing de tecnologia da AGCO América do Sul.

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