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02 de Junho de 2022

SIDERURGIA

Infomoney - SP   02/06/2022

A Gerdau (GGBR4) está pronta para pagar dividendos significativos nos próximos dois anos, avalia o Bradesco BBI, que projeta pagamento de R$ 10 bilhões por ano em 2022 e 2023, totalizando R$ 20 bilhões neste dois anos. Isso representa um dividend yield (dividendo sobre o valor da ação) de cerca de 20%.

Os analistas do banco ainda reafirmaram a recomendação de compra para a ação GGBR4 com preço-alvo de R$ 40, ou um potencial de valorização de 37% em relação ao fechamento da véspera.

“A Gerdau é uma de nossas preferências dentro do universo de cobertura. A dinâmica de lucros deve retomar nos próximos trimestres, impulsionada pelo forte desempenho contínuo nos EUA e pela recuperação da margem no Brasil”, avaliam.

De acordo com o time de análise, a empresa, o setor e a mentalidade do acionista controlador mudaram nos últimos 5 anos, com maior foco na eficiência, balanço e retorno sobre o capital investido (ROIC) e menos foco no crescimento.

A dívida bruta da Gerdau já está na meta oficial, de R$ 12 bilhões, destacam, enquanto a meta não oficial da dívida líquida  gira em torno de R$ 7 bilhões (no primeiro trimestre foi de R$ 5,2 bilhões). Além disso, a administração tem sido clara em não perseguir grandes M&As (fusões e aquisições) ou projetos de expansão significativos.

As estimativas do Bradesco BBI são de R$ 24 bilhões e R$ 17 bilhões de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) para 2022 e 2023, respectivamente. Assim, veem espaço para dividendos de R$ 10 bilhões por ano neste período, com a dívida líquida permanecendo em torno de R$ 5 bilhões. As projeções para o Ebitda em 2022 e 2023 estão 22% e 29% acima das estimativas de consenso do mercado; desta forma, o BBI vê um potencial de revisão para cima por parte do consenso.

Os analistas também destacam a hipótese de mudança de ciclo, que poderia fazer o Ebitda da Gerdau cair para níveis médios de R$ 12 bilhões em 2024. Neste caso, a relação entre dívida liquida e o Ebitda estaria em torno de 0,5 vez nesse momento.

E, se entrar em um mercado de queda e o Ebitda cair para R$ 5 bilhões em 2024, a relação dívida líquida e o Ebitda seria de cerca de 1 vez. “Ambos os níveis ainda são muito confortáveis”, avaliam.

Assim, os analistas têm uma visão positiva para os papéis e destacam que, se estiverem certos em suas hipóteses de dividendos, a Gerdau seria, juntamente com a Vale (VALE3), um dos principais players de dividendos entre as siderúrgicas e de mineradoras.

SEGS.com.br - SP   02/06/2022

A indústria de mineração e siderurgia está passando por transformações com a utilização da simulação computacional. Essa tecnologia ajuda a resolver problemas complexos com menos custo, prever cenários e melhorar a produtividade do setor. Alguns resultados de destaque foram apresentados durante o VI Seminário de Simulação Aplicada à Mineração e Siderurgia, que ocorreu em 26 de maio, em Belo Horizonte. A iniciativa é da ESSS, multinacional brasileira pioneira em simulação no país. Entre os cases apresentados, ganharam destaque os da Aperam, player global nos mercados de aços, e da Vale, empresa de mineração brasileira que é uma das maiores do mundo.

A Aperam apresentou resultados como o aumento da capacidade de equipamentos, otimização de tempo nos processos, além da redução de custos de usinagem. Já a Vale destacou a resolução de problemas complexos de forma facilitada, determinação de parâmetros e fortalecimento da equipe de engenharia. Além dos cases, também foram abordados assuntos sobre novos conceitos de projetos aplicando DEM e FEM, estruturas de proteção contra explosão de pneus de máquinas pesadas e soluções em refratários para siderurgia via simulação computacional.

"Hoje o uso das ferramentas computacionais é fundamental para realizarmos diagnósticos e desenvolvimentos dentro da companhia. O uso da simulação é importante até mesmo para a parte de documentação técnica, pois comprova a eficácia dos resultados simulados", afirma Ueld José da Nóbrega, Engenheiro Master na Vale.

Participaram do evento José Luiz Oliveira, diretor na JJL; Ueld José da Nóbrega, Engenheiro Master na Vale; Alexandre Dolabella Resende, Coordenador de Engenharia na RHI Magnesita; Raphael Pedrosa Heleno, Engenheiro Estrutural na ISQ; Matheus Eduardo Wenceslau Costa, Engenheiro Mecânico na Aperam; e Ismael Daoud, Gerente de Contas na ESSS.

"Colocar um produto ou processo em ambiente virtual, e conseguir simular testes que depois poderão ser aplicados de forma prática, é um caminho sem volta para a evolução da indústria", complementa José Luiz Oliveira, diretor na JJL.

Petro Notícias - SP   02/06/2022

A Ternium avançou no seu projeto para ampliar o uso de sucata no seu centro industrial no Rio de Janeiro, dentro do seu plano de descarbonização. Na próxima semana, a maior siderúrgica da América Latina receberá a primeira das três caixas de sucata que serão usadas para ampliar a utilização de material reciclado na produção de aço. A sucata foi produzida pela Emalto, uma indústria mecânica sediada na região de Ipatinga (MG). A operação fortalece a relação da Ternium com o Vale do Aço mineiro. A chegada dos novos equipamentos é a primeira etapa na ampliação e modernização do pátio de sucata já existente na empresa, em Santa Cruz. A conclusão está prevista para setembro de 2023, com investimentos de R$ 100 milhões. A iniciativa faz parte do plano de descarbonização da siderúrgica e prevê aumento de 80% do uso da sucata na produção de aço da Ternium no Brasil.

Para Marcelo Chara, CEO da Ternium Brasil, “Além de avançar no plano de descarbonização, a Ternium está movimentando o setor industrial do Vale do Aço. Vale reforçar que o uso da sucata incorpora o ferro metálico ao processo industrial, substituindo parte do consumo de minério. Com isso, o processo se torna mais eficiente, permitindo a redução das emissões de CO2.” A Ternium anunciou no início de 2021 um plano de reduzir em 20% a intensidade de carbono por tonelada de aço até 2030.

Para lembrar, a Ternium é a maior siderúrgica da América Latina e, desde 2017, opera o maior centro industrial na cidade do Rio de Janeiro, em Santa Cruz. A usina tem capacidade de produção de cinco milhões de toneladas de placas de aço por ano, com alto nível de sofisticação que atende indústrias nos EUA, México, Brasil e Europa. A empresa possui cerca de 8 mil funcionários, sendo que mais de 60% são moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Ternium investe mais de R$ 10 milhões por ano no desenvolvimento socioeconômico de Santa Cruz e região, por meio de projetos sociais, com foco em educação, que atendem a mais de 9 mil pessoas diretamente.

Revista Mineração - SP   02/06/2022

Investimentos em expansões da empresa em Minas Gerais somam R$ 4,5 bilhões.

A ArcelorMittal, produtora global de aço, anunciou nesta quarta-feira (1/6) um novo investimento de R$ 144 milhões na unidade de Sabará (MG) até 2024. O aporte, o 5º anunciado pela companhia nos últimos meses, será aplicado na expansão da capacidade, que será ampliada em 35%, para produtos dos setores automotivo e da indústria.

Os investimentos da empresa nas suas operações brasileiras já soma R$ 7,8 bilhões, o maior da indústria siderúrgica em andamento no país. Concentrados em três anos, de 2022 a 2025, os aportes estão sendo destinados às expansões das unidades de Vega (SC), Monlevade e Serra Azul (MG) e Barra Mansa (RJ), além de Sabará (MG).

Em cerimônia de assinatura de despacho governamental na unidade de Sabará (MG),  estiveram presentes o governador do Estado, Romeu Zema, Wander Borges (Prefeito de Sabará), Gustavo de Oliveira Barbosa (Secretário de Fazenda de Minas Gerais) e Fernando Passalio de Avelar (Secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), além dos executivos, Jefferson De Paula (Presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO Aços Longos LATAM e Mineração Brasil), Waldenir Lima (Vice-Presidente de Operações ArcelorMittal Longos Brasil) e Alexandre Barcelos (Vice-Presidente Corporativo de Finanças e Tecnologia da Informação da ArcelorMittal Brasil).

A maior parte dos desembolsos, cerca de R$ 4,5 bilhões, é destinada a expansões em Minas Gerais. No caso da planta de Sabará, a capacidade será aumentada em 35% para oferecer soluções de alto valor agregado para os setores automotivo e da indústria. Com a aquisição de dois novos equipamentos automatizados para a trefilação, a ArcelorMittal ampliará seu portfólio de soluções em aço para o mercado de molas, amortecedores, parafusos, fixadores e outros produtos da indústria.

“O investimento reforça a nossa posição no mercado brasileiro e incrementa a competitividade da empresa nos setores automotivo e da indústria. É bom destacar que nove dos dez veículos mais vendidos no Brasil utilizam aço produzido na unidade de Sabará” explica Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO Aços Longos e Mineração LATAM. No caso do setor automotivo, os novos produtos vão ser aplicados tanto em carros populares como nos Sport Utility Vehicle (SUVs).
Foco no cliente

De acordo com a ArcelorMittal, além de assegurar mais qualidade e agregar novas soluções, a chegada dos equipamentos à usina de Sabará ampliará o suporte aos clientes. “A iniciativa fortalece a nossa estratégia de foco no cliente. O aumento do mix de produtos e de soluções vai acompanhar o crescimento dos mercados automotivos, de ferramentas e ferroviário, intensificando a nossa participação no mercado”, afirma De Paula. A produção será voltada prioritariamente para o mercado interno.

Segundo a siderúrgica, a expansão permitirá a geração de cerca de 90 empregos temporários a partir do 2º semestre de 2022, durante as obras civis para a readequação dos galpões para as máquinas.
Investimentos em Minas Gerais
João Monlevade – Investimentos: R$ 2,5 bilhões. Serão implantados mais uma sinterização, um novo alto-forno e a duplicação da aciaria, elevando a capacidade de produção de aço em mais de 1 milhão de toneladas/ano. Serra Azul (Itatiaiuçu) – Investimentos: R$ 1,8 bilhão. Será montada uma nova planta de beneficiamento de minério com capacidade de 4,5 Mtpa. Também será adquirida uma nova frota de equipamentos de operação na mina, entre caminhões, escavadeiras e perfuratrizes. Sabará – Investimentos: R$ 144 milhões. Aquisição de dois novos equipamentos automatizados para a trefilação e incremento de 35% da capacidade produtiva para atender mercados automotivo e da indústria.

ECONOMIA

IstoÉ Dinheiro - SP   02/06/2022

A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em São Francisco, Mary Daly, argumentou nesta quarta-feira que a autoridade monetária deve subir juros mais rapidamente em direção ao nível neutro, isto é, o patamar em que as taxas nem estimulam, nem comprimem a atividade econômica. Em entrevista à CNBC, a dirigente estimou que esse nível está em 2,5%. Atualmente, as Fed Funds estão na faixa entre 0,75% e 1,00%.

Mary Daly, que não tem direito a voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) deste ano, explicou que busca não fazer previsões para além dos próximos dois encontros. Na visão dela, a incerteza no cenário econômico dificulta esse tipo de projeção.

A líder da regional de São Francisco acrescentou que espera que a inflação tenha atingido o pico, mas que “não declara vitória”.

Ela ressaltou que, para que haja uma desaceleração sustentada nos preços, a China deveria insistir no relaxamento das restrições contra a covid-19, o que traria alívio às cadeias produtivas. Daly citou ainda dúvidas sobre a guerra na Ucrânia.

A dirigente se disse “bem otimista” em relação à maior economia do planeta e enfatizou que não prevê uma recessão no horizonte do país. No entendimento dela, não há sinais de espiral positiva nos salários, como efeito secundário da inflação.

Mary Daly destacou que o FOMC ainda decidirá se venderá os títulos do balanço de ativos no processo de aperto quantitativo (QT, na sigla em inglês). “Precisamos remover acomodação monetário, mas abertos aos dados econômicos”, afirmou.

O Estado de S.Paulo - SP   02/06/2022

Após dois anos no rol dos setores mais afetados pelas restrições ao contato social por causa da pandemia, bares, restaurantes, hotéis e outros serviços prestados às famílias deram início, finalmente, a uma trajetória consistente de retomada dos níveis de atividade, mas nem tudo são flores. A inflação pressiona as margens de lucro e ainda há incerteza sobre o ritmo de crescimento – mais no setor de bares e restaurantes do que na hotelaria, que vê um cenário mais claro de continuidade da demanda aquecida.

A inflação de serviços também tem acompanhado o retorno gradual da demanda: os preços aceleraram de uma alta de 7,1% nos 12 meses terminados em abril para 8,6% em maio, de acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), do IBGE, compilados por Fábio Bentes, economista da CNC.

“É isso que eu acho que vai frear esse consumo. A geração de vagas formais (registrada) pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho) está menos positiva, está desacelerando”, disse Bentes. “O problema é que agora a gente vê saindo de campo a questão da crise sanitária, mas entrando em campo as condições macroeconômicas desfavoráveis”, completou.

A inflação ainda atinge em cheio o custo dos insumos de bares e restaurantes, lembrou o presidente do SindRio, sindicato dos empresários do setor, Fernando Blower. O resultado aí é o achatamento das margens de lucro, já que, para muitos negócios, os gastos com comida, energia elétrica e combustíveis subiram mais do que os preços finais. Segundo a pesquisa da Abrasel, apenas 35% dos empresários consultados tiveram lucro em abril, enquanto 78% dos entrevistados não conseguiram reajustar seus preços em linha com a inflação.

Humberto Munhoz, sócio do grupo Turn The Table, dono de casas em São Paulo, como o bar O Pasquim e a Vero! Coquetelaria, ressaltou que isso dificulta a gestão. Os empresários ficam entre o receio de os reajustes afastarem os clientes, arrefecendo a demanda que ainda se recupera, e o risco de as margens se achatarem tanto a ponto de chegar ao prejuízo. Nas casas de Munhoz, a saída foi trocar reajustes anuais dos cardápios por aumentos pontuais, aos poucos, para testar a reação da clientela.

“A inflação está aí para todos. E o bolso do cliente é um só. Se a gasolina aumentou e aumentou a escola particular, obviamente, no fim do mês sobra menos dinheiro para entretenimento”, disse o empresário.

Para Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, as famílias de renda média e alta são o público-alvo do setor de serviços, enquanto que as de renda mais baixa precisam alocar seus parcos recursos em itens de primeira necessidade, como alimentos. Por esse motivo, talvez o setor não seja afetado de maneira tão contundente por reduções nos níveis de emprego e de renda. No entanto, Lobo concorda que a inflação elevada, de maneira geral, obriga os consumidores a redirecionar mais do seu orçamento mensal para os gastos essenciais, reduzindo o espaço para o consumo de serviços supérfluos.

Agência Brasil - DF   02/06/2022

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), fechou maio deste ano com inflação de 0,50%. A taxa é inferior às observadas no mês anterior (1,08%) e em maio de 2021 (0,81%). Com o resultado, o IPC-S acumula inflação de 10,28% em 12 meses.

Segundo a FGV, quatro das oito classes de despesa analisadas pela pesquisa tiveram queda na taxa de inflação de abril para maio, entre elas alimentação (que caiu de 1,58% para 0,45% no período) e transportes (de 2,13% para 1,02%).

Outros grupos que registraram taxa de inflação menor foram saúde e cuidados pessoais (de 1,14% para 0,87%) e vestuário (de 1,26% para 1,21%).

Dois grupos registraram deflação (queda de preços) ainda mais acentuada do que no mês anterior: habitação (que passou de -0,69% para -1,37%) e comunicação (de -0,02% para -0,14%).

Por outro lado, dois grupos tiveram aumento da taxa: educação, leitura e recreação (que subiu de 2,51% para 3,12%) e despesas diversas (de 0,70% para 0,91%).

Infomoney - SP   02/06/2022

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro referente ao primeiro trimestre de 2022 será divulgado às 9h (horário de Brasília) desta quinta-feira (2). Nos últimos meses, os analistas fizeram revisões para cima sobre o desempenho da economia do país, com base em indicadores mais fortes do que o esperado. O consenso Refinitiv aponta para um crescimento de 1,2% na comparação com o quarto trimestre de 2021 e de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

As projeções variam de acordo com a casa de análise, mas de maneira geral os economistas veem o PIB do 1T22 sendo puxado por uma alta no consumo das famílias, que estimulou sobretudo o setor de serviços, e refletindo também a alta dos preços das commodities.

A XP estima um crescimento de 1,4% para a economia brasileira no primeiro trimestre em relação ao 4T21 e de 2,2% frente ao mesmo período do ano passado. “A atividade econômica cresceu fortemente nos últimos meses, implicando revisões altistas nas previsões de crescimento do PIB para 2022”, escreveu Rodolfo Margato, economista da XP.

Além da forte expansão do setor agrícola, da variação positiva dos estoques, a reabertura econômica e recuperação do emprego são outros fatores que jogam a favor do desempenho da economia. O salto nos preços das commodities impulsiona setores exportadores e gera efeitos de “transbordamento de renda” sobre outras atividades locais, explica Margato.

“Se nossa projeção estiver correta, o efeito de carrego estatístico para o crescimento do PIB em 2022 chegará a 1,9 ponto percetual”, diz o economista.

A XP espera expansão de 1,2% no PIB de serviços em relação ao quarto trimestre, com o fim de restrições relacionadas à pandemia. “Além dos benefícios da reabertura econômica, a expansão da renda real disponível às famílias também desempenhou papel fundamental”, afirma Margato.

Após três quedas consecutivas, o PIB da indústria deve apresentar um crescimento trimestral modesto de 0,2%. O da agropecuária, segundo cálculos da XP, deve apresentar uma contração de 0,5% em relação aos últimos três meses de 2021, por conta de quebras na safra de soja.

O Itaú prevê uma alta de 1,3% na comparação com o quarto trimestre de 2021 e de 2,1% em relação aos três primeiros meses do ano passado. De acordo com os analistas, os três principais segmentos devem apresentar crescimento de lado nas margens: agricultura deve avançar 2%, enquanto serviços sobe 0,7% e indústria, 0,4%.

O Bradesco projeta crescimento um pouco maior, de 1,7% na comparação com o trimestre final de 2021. “O resultado deverá ser impulsionado especialmente pelo avanço do consumo das famílias no período”, escreveram os analistas do banco.

Assim como a XP, o Safra prevê um crescimento de 1,4% na comparação com o quarto trimestre do ano passado. “A estimativa reflete um crescimento extraordinário das exportações, graças, principalmente, à antecipação da colheita de soja”, diz a análise do banco. As vendas do grão para o exterior crescera 40% no período.

Já em relação ao consumo das famílias, o Safra acredita em uma alta de 1%, “apoiado tanto em fatores permanentes, quanto em eventos transitórios”. Ainda que tenha começado a ser pago no final do ano passado, é no primeiro trimestre que a economia deve refletir o Auxílio Brasil, que acrescentou R$ 12 bilhões em renda em relação ao Bolsa Família.

Pelo lado do investimento, o banco espera um recuo, sem quantificá-lo, em linha com a diminuição da confiança dos empresários. “O desempenho da economia brasileira nos primeiros três meses do ano coloca um viés positivo para nossa projeção de 2022”, afirma a análise do Safra.

O banco, porém, ressalva que a elevação de juros no Brasil e no exterior e a retirada de estímulos fiscais devem “esfriar a atividade ao longo do segundo semestre”.

Recentemente o UBS revisou para cima sua estimativa para o PIB do primeiro trimestre de 0,5% para 1%. Os analistas afirmam que o crescimento tem sido surpreendentemente positivo desde o quarto trimestre do ano passado.

“Não foi um crescimento extraordinário, mas certamente melhor do que o mercado esperava até o terceiro trimestre do ano passado, quando a performance do PIB inspirava previsões negativas e a expectativa de um início de recessão”, diz a análise do banco, destacando revisões de expectativas de crescimento, sobretudo no setor de serviços.

Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica para América Latina do banco Goldman Sachs, elevou a sua estimativa para o PIB de 2022 de 0,9% para 1,2% recentemente. Para ele, a economia mostrou um “grau de resiliência” no primeiro trimestre e o aumento de preços das commodities levou a uma transferência adicional de renda para a economia.

Além disso, os três primeiros meses do ano marcaram uma efetiva reabertura econômica e adicionais de renda, como antecipação do décimo terceiro e Auxílio Brasil.

“Houve um conjunto de fatores que levou a um crescimento maior do que o esperado”, disse Ramos em entrevista ao Estadão. Mas ele também prevê um segundo semestre complicado, “com taxa de inflação em dois dígitos e condições financeiras e monetárias apertadas”.

CNN Brasil - SP   02/06/2022

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, admitiu na terça-feira (31) que não conseguiu prever por quanto tempo a inflação continuaria a atormentar os consumidores americanos, enquanto o governo Biden trabalha para conter a alta dos preços em meio a pressões políticas.

“Acho que estava errada sobre o caminho que a inflação tomaria”, disse Yellen a Wolf Blitzer, da CNN, em “The Situation Room”, quando questionada sobre seus comentários de 2021 de que a inflação representava apenas um “pequeno risco”.

A admissão foi a mais recente indicação de que as expectativas do governo de uma economia normalizada foram arruinadas pela continuação da pandemia e pela guerra na Europa.

“Como mencionei, houve choques imprevistos e grandes na economia que impulsionaram os preços de energia, alimentos e gargalos de fornecimento que afetaram gravemente nossa economia que eu não compreendia completamente na época, mas reconhecemos isso agora”, disse ela.

Yellen e outros funcionários da Casa Branca haviam destacado a inflação como um efeito colateral temporário da economia voltando ao normal após a pandemia, apontando para problemas nas cadeias de suprimentos e demanda superando a oferta.

No entanto, meses depois, a inflação está em sua maior alta após quase quatro décadas.

Indicadores econômicos recentes aumentaram o otimismo de que a inflação pode ter atingido o pico de 40 anos em março, embora os economistas alertem que pode levar um tempo considerável até que a economia retorne a níveis saudáveis.

Em resposta, a Casa Branca está se esforçando para sinalizar que mantém o foco em controlar a inflação e reestabelecer a economia americana.

Esse esforço pode ser observado na segunda-feira (30), com um editorial do presidente Joe Biden publicado no The Wall Street Journal. Além disso, ontem houve uma reunião no Salão Oval entre Biden, o presidente do Federal Reserve Jerome Powell e Yellen.

A secretário do Tesouro disse que Biden havia indicado na reunião que “compartilha a prioridade do Fed em reduzir a inflação e que acredita fortemente em seu apoio à independência da entidade para tomar as medidas necessárias”.

Um porta-voz do Tesouro disse à CNN em comunicado que os comentários de Yellen estavam no contexto de certos eventos imprevistos que acabaram atingindo a economia.

“A secretária estava apontando que houve choques na economia que exacerbaram as pressões inflacionárias que não poderiam ter sido previstas 18 meses atrás, incluindo a decisão da Rússia de invadir a Ucrânia, várias variantes sucessivas do Covid e lockdowns na China”, disse.

“Como ela também observou, houve um crescimento histórico e criação recorde de empregos e nosso objetivo agora é fazer a transição para um crescimento estável à medida que a inflação desacelera”.

O Fed, liderado por Powell, foi criticado por ser lento em lidar com a alta inflação, encerrando o apoio emergencial à economia e iniciando aumentos das taxas de juros.

No entanto, o banco central americano prometeu aumentar rapidamente os juros e, no início deste mês, aumentou as taxas em meio ponto percentual pela primeira vez desde 2000.

O banco central dos EUA sinalizou mais aumentos agressivos nas taxas nos próximos meses.

Além de Yellen, vários outros assessores econômicos inundaram as ondas de notícias a cabo na esperança de transmitir a mensagem de que Biden está dedicado a reduzir os preços da gasolina, alimentos e moradia, enquanto a atual situação econômica tem levado a uma queda em seus índices de aprovação.

O presidente, disse Yellen na terça-feira, sabe “que peso importante e enorme a inflação está colocando sobre as famílias americanas”.

Investing - SP   02/06/2022

O dólar abriu junho em alta firme, tocando novamente o patamar de R$ 4,80, em movimento alinhado à onda de fortalecimento da moeda norte-americana no exterior. Indicadores econômicos nos Estados Unidos e alta persistente do petróleo avivam temores inflacionários e trazem de volta a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) pode ser mais agressivo no ajuste da política monetária. Em tal cenário, nem a perspectiva positiva para preços das commodities, sustentada por relaxamento das medidas restritivas contra o covid-19 em Xangai e Pequim e por dados acima do esperado da produção industrial chinesa, conseguiram dar sustentação ao real.

Tirando uma queda na primeira hora de negócios, quando marcou mínima a R$ 4,7225, o dólar trabalhou em alta durante toda a sessão, tendo superado o teto de R$ 4,80 no início da tarde, quando atingiu máxima a R$ 4,8145 (+1,30%). No fim do dia, a moeda norte-americana era cotada a R$ 4,8041, alta de 1,08%. Com isso, acumula valorização de 1,39% nesta semana. No ano, as perdas são de 13,84%.

No exterior, o índice DXY - que mede o desempenho do dólar frente a seis divisas fortes - operou em alta firme, novamente acima dos 102,500 pontos, em meio a perdas fortes de euro, da libra e, em especial, do iene, após o Baco do Japão (BOJ, na sigla em inglês) reforçar a intenção de manter a política monetária frouxa.

O dólar também subiu frente à maioria das divisas emergentes e de países exportadores de commodities. O real, que vinha se sobressaindo entre seus pares, nesta quarta-feira amargou as piores perdas.

Nos EUA, o índice de gerentes de compras (PMI) da indústria medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM) subiu de 55,4 em abril para 56,1 em maio, na contramão das expectativas do mercado, de queda para 54,2. Essa leitura forte foi, em parte, temperada pelo avanço de 0,2% dos investimentos em construção em abril, menor que o previsto (+0,5%) e pela queda do PMI industrial da S&P Global de 59,2 em abril para 57 em maio. Já o Livro Bege, sumário das condições econômicas que serve de base para a decisão de política monetária do Fed, não chegou a ter influência relevante nos negócios.

Em todo caso, a sinalização é de que a economia americana ainda exibe bom desempenho, o que autoriza apostas de que o Fed pode ser mais agressivo e promover altas seguidas da taxa básica ao longo deste ano. A dúvida é se o aperto das condições financeiras induzido pelo BC americano vai conseguir arrefecer a inflação sem provocar uma desaceleração mais forte da atividade econômica.

O economista-chefe da JF Trust, Eduardo Velho, observa que o mercado já começa a questionar a perspectiva de que, após mais duas altas seguidas da taxa norte-americana em 50 pontos-base, o Fed adotará uma pausa para avaliar os indicadores econômicos. "Dados fortes dos EUA ajudam a valorizar o dólar no exterior e aqui. Apesar do fluxo de recursos externos para nossa Bolsa nos últimos dias, a tendência é de um dólar mais forte, ligado ao exterior", diz Velho, ressaltando que a alta persistente do petróleo prejudica as perspectiva para o crescimento global e, por tabela, alimenta a aversão ao risco.

A presidente do Fed de São Francisco, Mary Daily, disse que é preciso subir a taxa de juros rapidamente para o nível neutro, que ela estima em 2,5%. Os Fed Funds hoje estão na faixa entre 0,75% e 1%. Tido como integrante mais duro do BC americano, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou que o ritmo atual de alta dos juros, de 50 pontos-base por reunião, é adequado neste momento.

Bullard disse, contudo, ser contra pausa no ciclo de alta de juros e que espera taxa em 3,5% até o fim do ano, acima do que considera o nível neutro (em torno de 2%). Tanto Daily quanto Bullard descartam a possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos.

A especialista em renda fixa da Blue3, Letícia Cosenza, observa que é grande a expectativa para a divulgação, na sexta-feira, 3, do relatório de emprego (payroll) e da taxa de desemprego nos Estados Unidos em maio. "É preciso ver como está a questão do emprego para saber qual será a postura do Fed. O mercado deve continuar volátil até lá e o dólar tende a se fortalecer", diz Cosenza, ressaltando que a preocupação com a inflação global deve continuar a pesar sobre os ativos de risco e favorecer a moeda americana.

O economista Bruno Mori, planejador financeiro pela Planejar, lembra que começa neste mês o início do processo de redução do balanço patrimonial do Federal Reserve, o que vai reduzir a liquidez no mercado e, por tabela, o apetite por ativos de risco. "Isso provavelmente deve trazer mais pressão sobre o dólar ao longo de junho.", diz Mori, acrescentando que dados divulgados nesta quarta, como o PMI/ISM, mostram que os EUA seguem com atividade forte, em meio a um quadro de desemprego baixo e inflação elevada.

O Estado de S.Paulo - SP   02/06/2022

A taxa de investimento do Brasil deve ser menor do que a de 82% dos países em 2022. Os dados são de levantamento da pesquisadora Juliana Trece, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Entre 170 países, estima-se que 139 terão uma taxa de investimento em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB) maior do que o Brasil. O possível cenário seria levemente pior em relação a 2021, quando 132 de 171 países apresentaram uma taxa de investimento maior. A estimativa considera as projeções de 2022 do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Monitor do PIB da FGV do 1º trimestre.

A projeção da taxa de investimento do mundo para 2022 é de 27,3% do PIB, enquanto a do Brasil é de 18,4%, aponta o levantamento. A estimativa é de uma taxa de investimento de 22,9% do PIB nas economias avançadas, e de 33,2% nas economias emergentes. Na América Latina e Caribe, a projeção é de 20,5%.

O Brasil ainda deve permanecer como um dos países com as menores taxas de investimento em proporção do PIB num cenário entre 2023 e 2027, também segundo as projeções do FMI. Para os próximos cinco anos, em média, 83% dos países devem apresentar uma taxa de investimento maior do que o Brasil.

MINERAÇÃO

Correio Braziliense - DF   02/06/2022

O Brasil é uma superpotência em vários setores e a mineração é uma de suas indústrias-chave. O país tem destaque no setor global de minério em termos de produtividade e reservas. O bom desempenho brasileiro na produção e exportação explica o porquê de empresas locais traçarem, cada vez mais, planos de investimentos que possibilitem o desenvolvimento e a adoção de processos sustentáveis. Com tecnologias digitais, podemos aumentar a produtividade e a segurança na mineração.

Além de contribuir para a arrecadação de impostos e geração de empregos, a mineração é responsável por um legado de desenvolvimento social e tecnológico que pode ser mais eficiente e sustentável. É uma exigência de nosso planeta: precisamos promover e incentivar inovações na mineração, bem como adotar melhores práticas no setor.

As oportunidades estão no horizonte, pois a mineração já está adotando processos e produtos compatíveis com os padrões internacionais de ESG (environmental, social and governance). Tecnologias novas e sustentáveis devem impulsionar projetos. De acordo com um relatório do Grupo Banco Mundial, a produção de grafite, lítio e cobalto pode aumentar em quase 500% até 2050 para atender às demandas por tecnologias de energia limpa.

Além de investimentos, é importante promover parcerias para o desenvolvimento técnico em prol da sustentabilidade. A mineração sustentável deve permear toda a cadeia produtiva para favorecer o desenvolvimento econômico e social, viabilizando mais segurança, preservação ambiental e melhorias para comunidades locais e originárias.

Acredito que Brasil e Finlândia podem se beneficiar do diálogo e colaboração, pois ambos têm longa história na mineração. A Finlândia saúda o Brasil pelo recente lançamento do Plano Nacional de Mineração (PNM 2050), cuja gestão de longo prazo visa orientar políticas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do segmento no país. A construção colaborativa do plano assina o compromisso brasileiro com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a transição para economia de baixo carbono.

A Finlândia está, neste momento, reformando a Lei de Mineração para elevar o nível de proteção ambiental e garantir as condições de operação das minas, melhorando a compreensão da sociedade e gerando oportunidades. Novas tecnologias contribuem para alcançarmos esses objetivos.

Por isso, consideramos fundamental investir em pesquisa e desenvolvimento para reduzir o impacto ambiental da mineração. Uma boa ideia é a eletrificação das máquinas, que melhora as condições de trabalho e reduz a pegada de carbono das operações.

Também apostamos na digitalização para refinar o monitoramento de procedimentos e instalações, como barragens e lagoas, no local da mina. O controle on-line melhora a eficiência dos processos e a recuperação dos ambientes, ao passo que minimiza o uso de matérias-primas, incluindo água e produtos químicos. Além dos aspectos ambientais, a digitalização, inteligência artificial e a eletrificação elevam o desempenho e a segurança do trabalho, expandindo eficiência e economizando custos. Essa nova forma de fazer e pensar a mineração requer diálogo aberto e cooperação entre a indústria e stakeholders.

A troca contínua permite que encontremos soluções para limitar distúrbios na comunidade. Por isso, as partes interessadas devem ser informadas sobre as operações e desenvolvimentos, inclusive de novas tecnologias e soluções voltadas para redução do impacto ambiental e melhoria da utilização de matéria-prima.

Sabemos que novos métodos possibilitam encontrar frações valiosas nos fluxos secundários das minas, nos resíduos de rochas e nos rejeitos. Investigá-los fornece conhecimento sobre como extrair mais matérias-primas valiosas e como reutilizá-los. É possível, por exemplo, reaproveitar os rejeitos da mineração na construção civil, substituindo areia e outros materiais não renováveis. Cumprimos, assim, princípios da economia circular.

Na Finlândia, o envolvimento dos stakeholders e as possibilidades de influência da comunidade local e dos municípios são reforçados na legislação. Apreciamos a cooperação. Eu gostaria de ver o Brasil e a Finlândia conectando o melhor das inovações de ambos os países para criarmos, juntos, um futuro mais sustentável.

AUTOMOTIVO

Valor - SP   02/06/2022

Modelo será montado na Austrália, em uma das oito fábricas que a brasileira possui fora do Brasil

Armaganijan comanda a área externa da fabricante brasileira: operação verticalizada ajuda a escapar do caos logístico — Foto: Divulgação

Diesel, gás, biodiesel, elétrico e agora a hidrogênio. A Marcopolo ampliou a gama de opções de propulsão dos ônibus que vende em todo o mundo. O movimento faz parte da estratégia de reforçar o papel do mercado externo nos negócios da multinacional brasileira. No primeiro trimestre, a empresa exportou 369 veículos montados no Brasil e produziu 371 ônibus nas oito fábricas instaladas em seis países, que somados representam 27,1% da produção no período. Em receita, exportação e produção no exterior somaram R$ 370,1 milhões, ou 38,6% do faturamento total entre janeiro e março.

O modelo a hidrogênio não estará a curto prazo disponível no Brasil, que aliás ainda engatinha na transição energética da sua frota de ônibus. Inicialmente apenas a operação na Austrália terá os novos veículos, fruto de parceria com o grupo irlandês Wrightbus. O plano é começar a produzir os modelos movidos a hidrogênio em 2023 naquele país. Já os elétricos têm ganhado mais espaço nas linhas de produção puxados pelos vizinhos da América Latina, como Chile e Colômbia, e também a Austrália.

Os planos da Marcopolo para o mercado externo não incluem grandes investimentos em fábricas. André Armaganijan, diretor de Mercado Externo da Marcopolo, explica que as atuais operações têm capacidade para atender as demandas projetadas para os próximos anos, sendo necessário apenas a contratação de pessoal. São oito fábricas instaladas na Austrália (com três unidades), México, Argentina, Colômbia, China e África do Sul. E outras duas operações onde a empresa é acionista minoritária, com menos de 20%, nos Estados Unidos e Egito.

“Menos investimentos em ativos fixos e mais em pessoas”, diz. Armaganijan cita, como exemplo, a fábrica na Argentina. Ela chegou a ter entre 250 e 300 funcionários no meio da pandemia e já está com 650 trabalhadores. “Também estamos contratando na Colômbia, México e Austrália.” No total são pouco mais de 2,5 mil funcionários no exterior. Incluindo os escritórios comerciais em Dubai, Marrocos e Costa do Marfim.

A área externa passou por uma reestruturação nos últimos seis anos. O objetivo foi definir os mercados que permitissem ao grupo ter flexibilidade e rentabilidade para atender os clientes em qualquer parte do mundo. Com isso foram fechadas as operações na Rússia, Índia e uma das duas fábricas na Argentina. A presença no Egito foi reduzida e a participação que ainda existe no país está sendo reavaliada. Na Argentina, México e Colômbia, a Marcopolo tem sócios, mas é a controladora.

Armaganijan destaca que atual presença geográfica da Marcopolo permite, dentro de fatores macroeconômicos, definir qual a melhor fábrica para atender uma encomenda. O continente africano, por exemplo, pode receber ônibus da fábrica na África do Sul, mas também do Brasil ou China. “Dependendo das condições de frete ou das condições cambiais temos flexibilidade para usar distintas fábricas para atender o continente africano.” O mesmo acontece na América Latina com as unidades do Brasil, Argentina e Colômbia.

O fim do isolamento social em praticamente todo o mundo está puxando a venda de ônibus em vários países. Tanto no segmento urbano, para transportes de passageiros de média e longa distância, como no de turismo as vendas crescem. A empresa fechou contrato para fornecer 391 ônibus ao Chile que devem ser entregues até o fim do ano. Ao lado da América Latina, o executivo aponta África e Oriente Médio como mercados promissores para a Marcopolo.

Outros dois mercados aparecem na mira da empresa: China e Estados Unidos. Apesar de ter uma fábrica na China, a Marcopolo não pode vender no país porque a operação é 100% dela. “Discutimos potenciais parcerias que permitam vender na China”, conta o diretor. Já nos Estados Unidos os planos incluem lançar um micro-ônibus.

A presença geográfica também permite escapar dos efeitos do atual desequilíbrio das cadeias de fornecimento. As operações são verticalizadas, com a produção interna de partes e peças ou com os fornecedores instalados próximos das fábricas. O impacto mesmo tem sido sobre os fabricantes de chassis.

“O mundo era regionalizado e se globalizou. A China ficou muito forte. Agora as cadeias de fornecimento estão voltando a se regionalizar. Nós, de certa forma, já estamos regionalizados”, afirma.

Armaganijan vê a eletrificação como processo inevitável. O executivo, que deve assumir a presidência da Marcopolo em abril de 2023, no lugar de James Bellini, da família controladora, diz que a empresa está preparada para oferecer várias soluções, com os mais diferentes fornecedores de chassis. E também com solução própria. Ela desenvolveu um ônibus elétrico que já está em testes no país. “Mas nunca seremos fabricantes de chassis”, avisa o futuro presidente. Com a indicação de Armaganijan, a empresa voltará a ter um executivo profissional no comando.

Infomoney - SP   02/06/2022

Caros leitores, digníssimas leitoras,

Encerrado o mês de maio, trazemos novidades para o setor automotivo.

O primeiro ponto a se comemorar é que as vendas de veículos novos (automóveis e comerciais leves) encerram o mês com quase 175 mil carros vendidos!

Isso representou um crescimento de 28% sobre o mês de abril, quando vendemos pouco mais de 136 mil carros.

O lado “mais melhor de bom” da história é que esse é o quarto mês consecutivo de crescimento nas vendas:

Ou seja, houve um acréscimo de 39 mil carros de um mês para o outro.

Guardem esse número na cabeça.

E o que se destacou neste mês?

O grande destaque do mês foi a septuagenária Volkswagen, que vendeu mais de 24 mil carros. Ela registrou crescimento nas vendas de 156% sobre abril, quando vendeu menos de 9,5 mil carros, sendo aquele mês o pior resultado da marca (em market share) da sua história!

No mais, quase todo mundo registrou crescimento e se deu bem em maio.

Pela ordem, temos: Citroën – 142%; Peugeot – 88%; Nissan – 82%; Mitsubishi – 64%; Hyundai – 37%; GM – 19%; BMW – 17%; Fiat – 13%, e por aí vai…
Dentro das marcas de volume, somente a Renault registrou retração, de 9%.

E aí, o resto é tudo firula: o Fiat “pato” Strada foi e continua sendo o carro mais vendido no mercado brasileiro; o Hyundai HB20 é o segundo carro mais vendido e líder da sua categoria e mais um monte de blá, blá, blá…

Agora, entrando naquela parte do texto com a nossa visão “rodrigueana” de ser (a vida como ela é), vamos aos pormenores:

Apesar de o mercado mostrar uma certa recuperação neste mês, ele continua a sangrar! Esse foi o melhor mês do ano, mas, mesmo assim, inferior ao resultado de maio de 2021.

Neste ano, temos a venda de 683 mil veículos contra 837 mil sobre o período de janeiro a maio de 2021. Ou seja, queda de 18,4%.

Este mês serviu apenas para “diminuir” o prejuízo. Mas o tombo está mais do que concretizado, uma vez que o caminho até o final deste ano será longo.

Se a gente quiser “empatar” o resultado deste ano sobre o ano passado, teríamos que ter uma venda média de quase 185 mil veículos mês, de agora até o final do ano.

O que nunca ocorrerá!

Mas aí você deve me perguntar: “ô estagiário…. maio teve quase 175 mil carros vendidos… será que daqui para a frente a gente não consegue chegar nos 185 mil que você apontou?”

Então… o grande destaque desse mês foi as locadoras terem ido às compras!

Nas nossas contas, elas arremataram no mês de maio algo próximo a 35,5 mil veículos.

Lembra que o crescimento nas vendas de abril para maio foi de quase 39 mil carros? Então, em linhas gerais, foram as locadoras as responsáveis por esse cenário!

A grande dúvida deste vil estagiário é saber se elas foram às compras devido à sua fome/necessidade ou então se elas compraram todos esses veículos na bacia das almas!

Na dúvida, ficamos sempre com a segunda opção.

O ponto central é que as locadoras responderam por mais de 20% das vendas de veículos novos no mês de maio. Elas irão continuar nesse ritmo até o final do ano ou foi uma compra sazonal?

A situação do mercado continua complicada. O mercado de usados travou. Os bancos (crédito) decidiram não brincar mais no play, pegaram sua bola e subiram para seus apartamentos – e agora só jogam Fifa no seu PS5.

Lembram que falamos que o crescimento nas vendas no mês de maio foi de 28%? Ele foi motivado pelas vendas diretas que as montadoras fizeram.

As vendas diretas cresceram quase 50% sobre o mês de abril. Os dados deste mês estão altamente inflados por causa das vendas diretas (vulgo “locadoras”).

Lembram também que o grande destaque do mês de maio foi a Volkswagen, com crescimento de 156%? Ele não foi por causa das “campanhas de mídia” que a marca fez. Ele aconteceu devido ao volume de vendas feitas diretamente pela montadora.

Em abril, a VW vendeu pouco mais de 1,3 mil carros diretamente. Já em maio, registrou um crescimento de “somente” 875% na modalidade de venda direta, com mais de 13 mil veículos vendidos. Ou seja, 54% das vendas foram realizadas desse modo.

Esclarecimento: venda direta é todo veículo que foi comercializado, em que no campo do vendedor do produto na nota fiscal aparece o CNPJ da montadora, não de uma concessionária. A concessionária “pode” participar da venda, quando ela faz a venda para pessoas como: produtor rural; pessoas com deficiência física; pequenos-médios empresários; frotista; LOCADORAS, entre outros. No nosso levantamento (dos 35,5 mil veículos para locadoras) não levamos em consideração as vendas diretas para pessoas físicas; entre outros. As vendas diretas no mês de maio totalizaram quase 82 mil carros comercializados.

E aí, o que achou? Dúvidas, me manda um e-mail aqui.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Valor - SP   02/06/2022

Consumidor tem maior dificuldade para fechar a compra e conseguir financiamento na entrega das chaves

A alta de juros e os reajustes nos lançamentos, em apenas um ano, limitaram significativamente o poder de compra de quem busca um imóvel novo. O consumidor tem seu poder de compra afetado duplamente: ele consegue financiar menos de um imóvel mais caro. O resultado é que os distratos, fantasma do setor na crise da década passada, ressurgem no cenário.

Um financiamento imobiliário, na modalidade da tabela SAC, que se iniciasse com uma parcela de R$ 5 mil, em maio deste ano, poderia conseguir crédito de R$ 481,6 mil, suficiente para compor a compra de uma casa ou apartamento de R$ 602 mil, com 20% de entrada. Há um ano, esse valor era de R$ 733 mil, segundo simulação feita pela assessoria digital Kzas Krédito.

Na outra ponta, em 2021, o preço médio da unidade lançada em São Paulo foi de R$ 525,4 mil, em valores atualizados, de acordo com o Secovi-SP. Já até abril deste ano, a média é de R$ 545,3 mil.

Essa situação já é visível no dia a dia das incorporadoras, que, do seu lado, estão aumentando o valor dos apartamentos por causa da inflação, que tornou a construção mais cara.

Carlos Borges, CEO da Tarjab, afirma que há uma dificuldade maior dos clientes em conseguir comprovar a renda necessária para a compra das unidades, o que também é sentido pela Conx, de acordo com o diretor de incorporação da empresa, Marcio Luz Buk. “O cliente ainda está digerindo os novos valores, percebemos uma migração para regiões mais baratas e, para quem não quer mudar o local, sentimos que o tempo de tomada de decisão aumentou.”

Além de dificultar novas vendas, o financiamento mais caro pode atingir quem está prestes a pegar a chave do seu imóvel. O saldo devedor do financiamento é atualizado pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Desde o início de 2020, por exemplo, a alta acumulada no indicador é de 26,96%, o que passa a sensação de “enxugar gelo” para quem já pagou até um terço do imóvel como entrada e se depara com o mesmo valor inicial ainda a ser financiado.

Nem todo comprador teve sua renda atualizada no mesmo ritmo dos aumentos dos preços e dos juros, o que pode inviabilizar o financiamento e levar a distratos. Borges diz já perceber um aumento nessas ocorrências, apesar de elas ainda não terem atingido um ponto de atenção.

Rodrigo Mauro, diretor-geral da REM, que atua no médio-alto padrão e entregou 300 unidades no início de fevereiro, afirma que não registrou aumento nos distratos, mas aponta para o valor dos imóveis como um motivo para isso. Vendidos a cerca de R$ 1,1 milhão, eles exigem renda mínima de pelo menos R$ 30 mil mensais, ou seja, abarcam uma parcela da população menos afetada pela inflação e aumento de juros. Porém, caso as taxas continuem subindo, assim como o preço das unidades, esse público também pode ser atingido. “Temos mais três empreendimentos para entregar, não sei como vai estar no fim do ano.”

A saída adotada pelas incorporadoras é tentar ajudar o cliente a conseguir o financiamento ou a não precisar recorrer ao distrato, renegociando pagamentos e incentivando a troca por um imóvel de valor menor. Internamente, elas procuram melhorar a eficiência operacional e fazer projetos em locais que atraiam um público com renda mais elevada.

Apesar de todos esses impactos no setor, Roberto Nascimento, um dos fundadores da Kzas Krédito, ressalta que a evolução da taxa de juros do financiamento imobiliário não segue o mesmo ritmo do aumento da taxa Selic. Em agosto de 2020, quando a taxa básica de juros atingiu seu valor mínimo, de 2% ao ano, a taxa média do financiamento imobiliário estava em 7,64% ao ano. De lá pra cá, a Selic se elevou para 12,75% ao ano, mas o crédito imobiliário custa, em média, 9,53% ao ano, de acordo com o levantamento da assessoria.

“A taxa de financiamento variou 25% enquanto a Selic aumentou seis vezes”, diz. Para ele, isso prova que, diante do atual cenário, essa modalidade de financiamento não está cara.

A causa desse comportamento é a origem do recurso do crédito imobiliário, a poupança, que possui trava para a rentabilidade e não se encarece na mesma medida que outros fundos. No entanto, essa é a mesma explicação para a queda no saldo da poupança SBPE, destinada para habitação, que se reduziu 1,7% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ela deixou de ser atrativa para os poupadores.

“Com isso, o banco que não tem tanta disponibilidade para emprestar ao Sistema Financeiro de Habitação (SFH), tem que tentar compor esse dinheiro de outra forma e acaba aumentando o valor do financiamento”, diz. A atratividade do financiamento não está pior porque a Caixa Econômica Federal, hoje o maior provedor desse crédito, está mantendo sua taxa de juros com valor mínimo de 8% ao ano, mais TR. “O Pedro Guimarães [presidente da Caixa] está sendo agressivo no crédito imobiliário, a Caixa puxa para baixo os outros bancos”, afirma Nascimento.

FERROVIÁRIO

IstoÉ Online - SP   02/06/2022

O Tribunal de Contas da União (TCU) deu aval ao processo de renovação antecipada, por mais 30 anos, da concessão da ferrovia operada pela MRS Logística, malha ferroviária de 1,6 mil km que atravessa os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com a empresa, quase 20% do que é exportado pelo Brasil e um terço de toda a carga transportada por trens no País passam pelos trilhos da MRS.

Com a renovação, a companhia, que administra a concessão desde 1996, vai operar o ativo até 2056.

A ferrovia transporta cargas como contêineres, siderúrgicos, cimento, bauxita, agrícolas, coque, carvão e minério de ferro. A renovação antecipada segue política de governo já adotada em outras ferrovias, como da Malha Paulista, operada pela Rumo.

Para assinar a renovação, a MRS terá de desembolsar cerca de R$ 10 bilhões em investimentos. Relator do caso no TCU, o ministro Jorge Oliveira destacou que parte desses recursos serão aplicados na ampliação da capacidade de transporte na região de acesso ao porto de Santos, denominada ferradura.

“Onde será construído centro de controle operacional a ser compartilhado pelas três ferrovias que utilizam o trecho”, explicou Oliveira. A empresa também precisará investir na construção de 270 obras distribuídas em 50 municípios, para mitigação de conflitos urbanos provocados pelo tráfego ferroviário.

Oliveira também fez determinações para que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) possa encaminhar a renovação do contrato.

Em uma delas, pede que a ANTT altere meio preferencial de eventual recomposição de reequilíbrio gerado pelos investimentos na ferradura.

No projeto atual, está previsto o reajuste na tarifa de transporte, mas o TCU determinou que a agência deixe claro que investimentos na ferradura serão compensados sempre por meio da tarifa de direito de passagem, para mais ou para menos.

“Serão as três concessionárias que utilizam o trecho que deverão arcar com investimentos que se mostrem necessários, além dos já contemplados na modelagem da renovação antecipada”, disse o ministro.

NAVAL

CNN Brasil - SP   02/06/2022

Depois de dois meses, as autoridades chinesas liberaram Xangai do rígido lockdown contra a Covid-19. A expectativa, agora, é para a retomada plena das atividades do porto da cidade, um dos principais do mundo.

Em entrevista à CNN Rádio, o economista-chefe do Voiter e professor de economia do Insper, Roberto Dumas, afirmou que a notícia é boa, mas que os próximos meses ainda serão complicados.

“Até desembaralhar todo o porto leva de 4 a 6 meses. Estamos vendo luz no fim do túnel, mas normalizar a entrega de eletroeletrônicos, semicondutores, microprocessadores e até artigos farmacêuticos é um processo”, explicou.

Segundo ele, “não é agora, imediatamente, que vamos ver um desembaraço do processo logístico das cadeias de produção que vêm da China.”

Ele acredita que o otimismo “aumenta investimentos e o consumo volta a subir”. Mas, “a volta do consumo chinês significa um consumo maior também de petróleo, o que fará o preço da commodity ter nova alta.”

“O preço do petróleo subirá não somente por isso, mas também porque a União Europeia colocou uma sanção maior ao produto russo, e consumo maior com oferta menor afeta mais a inflação mundial”, completou.

InfraRoi - SP   02/06/2022

Os dois portos do Paraná movimentaram 18,6 milhões de toneladas de carga de janeiro a abril deste ano, superando em 2,4% o total registrado no mesmo período do ano passado. Com alta em todos os segmentos, as exportações superaram as importações em volume. Em percentual de aumento, entretanto, os desembarques foram maiores.

Nos primeiros quatro meses, 10,9 milhões de toneladas de produtos foram exportadas pelos portos de Paranaguá e Antonina – 1% a mais que em 2021, quando foram embarcadas 10,8 milhões de toneladas. De cargas importadas, o volume acumulado no período foi 4% maior comparando com o ano passado: 7,7 milhões de toneladas neste ano contra 7,44 milhões de toneladas em 2021.

A Portos do Paraná aponta que, nas exportações, os melhores resultados foram de milho, farelos, óleos vegetais, carga geral, derivados de petróleo e celulose. Entre as importações, destaque para o desembarque de trigo, fertilizantes e metanol.
O que é transportado

As cargas que chegam ou saem pelos portos do Paraná são de três principais segmentos: granéis sólidos, carga geral e granéis líquidos – este último movimentado somente pelo Porto de Paranaguá. De granéis sólidos, no quadrimestre, foram 11,5 milhões de toneladas acumuladas nos dois sentidos, 2% a mais que as 11,3 milhões toneladas registradas em 2021 em Paranaguá e Antonina.

A movimentação de carga geral cresceu no mesmo patamar de 2%. Neste ano, 4.387.898 toneladas já passaram pelos portos paranaenses. No ano passado, foram 4.294.782 toneladas. Já entre os granéis líquidos, o aumento foi um pouco maior: 3%. De janeiro a abril, 2.715.508 toneladas foram embarcadas e desembarcadas por Paranaguá. Em 2021, 2.640.590 toneladas.
Contêineres

Entre as cargas movimentadas por contêineres pelo Porto de Paranaguá o aumento registrado foi de 3%. No quadrimestre, neste ano, foram 362 mil TEUs. Em unidade específica equivalente a 20 pés e em porcentual as exportações superaram as importações no segmento. Nos primeiros quatro meses deste ano, 207 mil TEUs foram exportadas – 5% a mais em relação às 198 mil TEUs do ano passado. O volume de cargas importadas por contêineres chegou a 154 mil TEUs, 1% a mais que em 2021.

Apesar de não atuar com líquidos, nem contêineres, a movimentação de cargas pelo Porto de Antonina aumentou 80%. É a diferença entre as 493 mil toneladas deste ano e as 274 mil do ano passado. Puxaram a alta a importação de fertilizantes (433 mil toneladas – 259% a mais que as 120 mil toneladas de 2021) e a exportação de carga geral (açúcar em sacas – 16 mil toneladas). Não houve exportação de açúcar em saca em 2021.
Abril em queda

Especificamente em abril, a movimentação registrou queda de 14% nos portos do Estado. Neste ano, foram 4,61 milhões de toneladas movimentadas, ante 5,39 milhões toneladas em 2021. Embora em baixa, produtos como milho, açúcar, óleos vegetais e celulose se destacaram, registrando aumento nas exportações do mês. Já nas importações, o volume de malte/cevada e derivados de petróleo desembarcados também aumentaram.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   02/06/2022

Os Estados apresentaram uma proposta ao Senado para aumentar a taxação das empresas de petróleo e a criação de uma conta de compensação de perdas em troca da redução do ICMS para combustíveis, energia elétrica, gás e telecomunicações.

A proposta poderia envolver cerca de até R$ 66 bilhões. A ideia é garantir R$ 34 bilhões este ano para uma espécie de fundo que funcionaria fora do Orçamento e seria formado com até 40% das receitas do governo federal com dividendos pagos pela Petrobras, royalties e participações especiais.

Em troca, para compensar essa perda de arrecadação para a União, a proposta é de aumento de Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) de 9% para uma alíquota extraordinária de 20%. Esse valor poderia subir para 30% no caso de a variação do preço do petróleo brent ser superior ao US$ 80 no semestre.

Pelos cálculos dos Estados, esse aumento da taxação das empresas petroleiras pode aumentar em até R$ 32 bilhões o caixa do governo federal. A CSLL é um tributo cobrado pela Receita Federal cuja arrecadação não é dividida com Estados e municípios. Portanto, todo o aumento de receita ficaria com o governo federal para compensar a perda de arrecadação com os recursos para a conta.

A proposta dos Estados foi apresentada em reunião nesta terça-feira, 31, por um grupo de secretários de Fazenda com os senadores Fernando Bezerra (MDB-PE), relator da proposta de teto do ICMS, Jean Paul Prates (PT-RN) e Davi Alcolumbre (União –AP). A proposta poderá ser formalizada na próxima quinta-feira, 02.

Segundo apurou o Estadão, os Estados argumentaram que as empresas do setor, que estão aumentando o lucro com a alta do petróleo, como a Petrobras, tem que dar a sua contribuição. Só a Petrobras teve um lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Os secretários justificaram que esse movimento está acontecendo em outros países. Foi citado o caso do Reino Unido.

Na semana passada, o governo britânico anunciou que aplicará um imposto temporário de 25% sobre lucros de empresas de petróleo e gás, como parte de um pacote econômico para abrandar a pressão do custo de vida.

Para criar a conta de compensação com recursos de receitas de dividendos, royalties e participações especiais seria preciso contornar o teto de gastos (regra das contas públicas que limita o crescimento das despesas à variação da inflação). A ideia é que essas receitas para a conta entrem diretamente no fundo sem entrar no caixa do governo.

Para isso, seria preciso fazer uma mudança na Constituição. Uma das ideias é incluir na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do piso salarial da enfermagem ou outra.

A proposta dos Estados prevê também que a queda do ICMS para um teto de 17% não seja feita de uma vez. Os governadores querem negociar uma “rampa” para essa redução. Há Estados que têm alíquotas de 30%. Os governadores calculam uma perda de R$ 63 bilhões caso a alíquota desses bens e serviços previstos no projeto seja reduzida de uma vez só para 17%.

A votação do projeto estava prevista para esta semana, mas os Estados acenaram com mudanças a abriram negociação. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem acerto para colocar em votação o projeto.

Essa conta de compensação de perdas é diferente da conta de estabilização que está prevista em projeto no Senado e que está parado na Câmara para bancar a suavização de preços da alta do preço do petróleo, proposta do senador Jean Paul Prates e rejeitada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e equipe. Eles consideram que essa conta, um fundo que pode chegar a R$ 120 bilhões, é gastar dinheiro do governo para enxugar gelo.

AGRÍCOLA

Valor - SP   02/06/2022

A Kubota pretende trazer o primeiro trator de célula de combustível movido a hidrogênio do mundo ao mercado já em 2025, apurou o “Nikkei Asia”. O fabricante japonês aposta em uma crescente demanda ocidental por máquinas com emissões zero.

A empresa com sede em Osaka está desenvolvendo tratores de célula de combustível de médio a grande porte, variando de 50 a 100 cavalos de potência. Espera-se que eles tenham um preço cerca de 40% maior do que as principais alternativas movidas a diesel, embora os detalhes ainda não tenham sido determinados.

Em comparação com os carros elétricos, os veículos movidos a célula de combustível têm se esforçado para alcançar o apelo do mercado de massa. Mas os equipamentos agrícolas exigem muito mais energia do que os carros de passeio, e as células de combustível permitem que eles operem por mais tempo sem o volume e o custo adicionais necessários em uma bateria de veículo elétrico desse tamanho.

A Kubota planeja ter um protótipo de seu trator a célula de combustível em 2023, de olho nos mercados americano e europeu.

Rivais como a norte-americana Deere & Co. estão enfatizando os veículos elétricos. A Kubota também planeja oferecer versões elétricas de modelos pequenos e médios.

Tratores e equipamentos similares tendem a ser usados em um local específico, de modo que o hidrogênio pode ser entregue em tanques diretamente aos seus operadores, em vez de através de uma extensa rede de postos de abastecimento de hidrogênio. Isso, por sua vez, poderia permitir que as células de combustível pegassem nos equipamentos agrícolas antes de outros tipos de veículos.

As indústrias agrícola, pesqueira e florestal são responsáveis por cerca de 4% do total de emissões de gases de efeito estufa no Japão, de acordo com o Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca. Desse total, cerca de 30% vem da operação de equipamentos agrícolas e outras atividades que queimam combustível.

O Japão está entre os países que almejam emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050.

Revista Manutenção e Tecnologia - SP   02/06/2022

A marca da CNH Industrial apresenta durante a Bahia Farm Show, que ocorre até o dia 4 de junho em Luís Eduardo Magalhães (BA), a nova colheitadeira CR 10.90 Intellisens, máquina de alta capacidade (classe 10) equipada com tecnologia de inteligência artificial.

Destinado à colheita de grãos em grandes áreas produtivas, a sistema Intellisense apresenta novo conceito tecnológico, ainda mais preciso, que ajuda a aumentar a eficiência das lavouras.

Segundo a fabricante, a tecnologia permite ao equipamento operar com quatro diferentes estratégias: Qualidade de Grãos, Perdas Reduzidas, Taxa Fixa de Colheita e Máxima capacidade.

Além disso, a nova CR - traz de série uma cabine maior e mais confortável, iluminação com luzes de LED, telemetria embarcada e um novo sistema de detecção de “pedras”, entre outras melhorias.

“A inteligência artificial do Intellisense, junto com a tomada de decisão do operador, traz ao Brasil o sistema de colheita mais sofisticado disponível no mundo, mas que ao mesmo tempo é também simples de operar”, pontua Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América Latina.

Conforme explica Cláudio Calaça Júnior, diretor de marketing de produto da New Holland Agriculture para a América Latina, a nova CR 10.90 Intellisense possui tecnologia premiada internacionalmente, que realiza de maneira automática diversas regulagens da máquina, aumentando a eficiência e a produtividade em tempo real.

“Essa tecnologia não vem para substituir o operador, mas sim para somar experiência e percepção humana à rapidez de ajustes e entendimento das transições de condição, formando um time imbatível na colheita”, destaca Calaça.

“Com isso, é possível obter a capacidade máxima de colheita de acordo com a condição da lavoura”, conclui.

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