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02 de Maio de 2022

SIDERURGIA

Revista Mineração - SP   02/05/2022

Produtora de aço alcançou lucro líquido de R$ 12,8 bilhões, aumento de 940%, e a receita líquida atingiu R$ 69 bilhões.

A ArcelorMittal Brasil divulgou nesta sexta-feira (29/04) os resultados operacionais e financeiros referentes a 2021. O lucro líquido da companhia avançou para R$ 12,8 bilhões, aumento de 940% em relação a 2020. A receita líquida atingiu R$ 69 bilhões, alta de 108,7% quando comparado a igual período do ano anterior. O Ebitda chegou aos R$ 20,2 bilhões, salto de 297% na mesma comparação. Já a margem Ebitda sobre a receita líquida subiu 14 pontos percentuais e ficou em 29%.

Segundo a empresa, trata-se da melhor performance da operação brasileira da história, no ano em que o grupo comemorou os 100 anos do segmento de aços longos no país. “O desempenho foi reflexo da forte demanda por aço verificada na construção civil, indústria, automotiva, de eletroeletrônicos e de máquinas e equipamentos, que buscaram recompor seus estoques diante da recuperação das vendas e da produção”, destacou a empresa.

A produção foi de 13,4 milhões de toneladas de aço e 3,4 milhões de toneladas de minério, aumento de 29,5% e 4,4% respectivamente. E o volume de vendas alcançou 14,1 milhões de toneladas (12,5 milhões de aço e 1,6 milhão de minério), crescimento de 18,9% na comparação com o ano anterior.

Do total comercializado, 59% foram destinados ao mercado doméstico e 41% ao mercado externo. Os resultados incluem as operações brasileiras de aço e mineração e as operações das empresas controladas da Acindar, na Argentina, da Unicon, na Venezuela, e ArcelorMittal Costa Rica.

“Os resultados foram excepcionais, demonstram a solidez da empresa e comprovam que estamos preparados para o futuro. Mas estamos cientes de que eles foram fruto da atipicidade do ano e, uma vez recompostos os estoques da indústria e dos distribuidores, a tendência será de retorno das vendas aos patamares de normalidade da demanda interna”, disse Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Longos LATAM e Mineração Brasil. “Depois disso, no médio e longo prazo, nossa expectativa é de crescimento consistente do consumo doméstico de aço em função das potencialidades que o Brasil apresenta, da infraestrutura e da indústria ao agronegócio”, completou.
Investimentos

Diante desse cenário, com a melhoria dos indicadores econômicos somada às perspectivas de maior consumo de aço interno, a ArcelorMittal anunciou um pacote de investimentos de R$ 7,6 bilhões para ampliação de suas unidades produtivas.

Os recursos serão aplicados nos próximos três anos e voltados para incremento da capacidade produtiva das unidades de João Monlevade (MG), Barra Mansa (RJ), Vega, em São Francisco do Sul (SC), e da Mina de Serra Azul, em Itatiaiuçu (MG).

A planta industrial de Monlevade quase dobrará a capacidade produtiva, passando da atual 1,2 milhão de toneladas/ano de aço bruto para 2,2 milhões de toneladas/ano em 2024. A Mina de Serra Azul terá sua produção quase triplicada, de atual 1,6 milhão de toneladas/ano para 4,5 milhões de toneladas/ano de minério de ferro. Na planta industrial de Barra Mansa, os aportes permitirão o acréscimo da capacidade de laminação em cerca de 500 mil toneladas/ano e dobrarão a capacidade da aciaria.

Outro projeto é a retomada das obras de expansão na ArcelorMittal Vega, em São Francisco do Sul (SC), que demandará investimentos da ordem de R$ 1,95 bilhão. Está prevista a implantação de uma terceira linha de galvanização e uma nova linha de recozimento contínuo, o Cold Mill Complex (CMC), que ampliará a produção da unidade em Santa Catarina de 1,6 milhão de toneladas para 2,2 milhões de toneladas anuais.

“A nova linha de galvanização colocará o segmento de aços planos da ArcelorMittal num novo patamar de competitividade. Ela possibilitará a inclusão de novos itens ao portfólio de produtos revestidos de alta resistência destinados aos setores automotivo e de eletrodomésticos. É um investimento que coloca o Brasil em posição de destaque na estratégia de crescimento mundial do Grupo ArcelorMittal”, afirma Jorge Oliveira, CEO Aços Planos América do Sul.

A empresa investiu, ainda, um total de R$ 2,1 bilhões em projetos de manutenção, melhoria de processos e eficiência operacional em 2021. Um dos destaques foi o início da operação da maior planta de dessalinização de água do mar do país para fins industriais.

Localizada na unidade de Tubarão (ES), o sistema tem capacidade para dessalinizar 500 m³/hora de água (suficiente para abastecer cerca de 80 mil pessoas/dia), com possibilidade de serem acrescentados mais módulos futuramente. A planta representa um novo capítulo na história da segurança hídrica da empresa, do Estado do Espírito Santo e do Brasil.

Revista Mineração - SP   02/05/2022

Documento relata o desempenho ambiental das unidades da empresa em diferentes frentes, como emissões, recursos hídricos e resíduos.

A Usiminas divulgou o Relatório de Sustentabilidade ano base 2021. O documento traz um relato completo da atuação da companhia nos três pilares que formam o conceito de desenvolvimento sustentável: ambiental, social e econômico.

O relatório foi elaborado segundo os parâmetros GRI – a Global Reporting Initiative, uma organização internacional pioneira no desenvolvimento de uma estrutura de Relatórios sustentáveis – e conta com acreditação de consultoria externa especializada.

“Esse documento é mais uma ferramenta com a qual contamos para a manutenção de um diálogo transparente com nossos diferentes públicos e também de suporte da nossa agenda ESG. Ele é, ainda, um material de consulta importante para quem quer saber mais sobre a nossa empresa, trazendo desde um perfil da equipe Usiminas até o desempenho ambiental das nossas unidades em diferentes frentes, como emissões, recursos hídricos e resíduos. Nele também temos muito de nossa importante atuação social e nosso trabalho no campo da governança”, destaca André Chaves, gerente-geral de Sustentabilidade da Usiminas.

Valor - SP   02/05/2022

Subsidiária do grupo ArcelorMittal no Brasil obteve ganho de R$ 12,8 bilhões em 2021 e a receita líquida mais que dobrou, para R$ 69 bilhões

Jefferson De Paula, CEO: 2021, um ano excepcional, que será difícil de repetir — Foto: Divulgação/Leo Drumond/NITRO

A indústria do aço não projeta para 2022 a mesma exuberância de resultados do ano passado. “Foi um ano muito forte. Não será possível repetir na mesma dimensão, pois se prevê uma acomodação do consumo aparente”, avalia Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e também CEO da ArcelorMittal Aços Longos LATAM e Mineração Brasil.

Em 2021, o consumo de aço no país registrou alta de 23%, retratando a demanda reprimida pela pandemia no ano anterior e puxada também por alguns setores que se mantiveram firmes, como agronegócio e construção. O Instituto Aço Brasil projeta, para 2022, com base em previsões das siderúrgicas, crescimento do 2%.

A subsidiária da gigante ArcelorMittal, maior produtora de aço do país, divulgou na sexta-feira que obteve em 2021 seu melhor resultado anual no país - lucro líquido de R$ 12,8 bilhões. O resultado é mais que dez vezes o ganho obtido em 2020.

A receita líquida da ArcelorMittal Brasil, que fabrica aços planos, longos, tubos e produz minério de ferro, mais que dobrou no ano passado em relação ao anterior. Passou de R$ 33,1 bilhões para R$ 69 bilhões, aumento de 108,7%.

Os resultados da companhia incluem as operações brasileiras de aço e mineração - que somam mais de 90% do total - e as de empresas controladas: Acindar, na Argentina; Unicon, na Venezuela (de tubos), e ArcelorMittal Costa Rica. A ArcelorMittal Brasil está presente no país desde 1921.

“Foi um ano excepcional, no meio de uma pandemia. Alguns setores ganharam e outros perderam, como serviços, alimentação e entretenimento. Vimos uma transferência de dinheiro de uns para outros, com pessoas passando a investir em suas casas e na compra de bens”, observa o executivo. Ele apontou ainda a construção imobiliária aquecida, com muitos lançamentos, puxada por inflação e taxas de juro baixas em 2020 e grande parte de 2021.

Segundo a empresa, todas as unidades industriais operaram à plena capacidade no ano as vendas ficaram acima das expectativas. Destaca que o desempenho acompanhou a reação da economia do país após o impacto da pandemia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) alcançou R$ 20,2 bilhões, aumento de 297% na comparação com o ano anterior. Na relação com a receita líquida, a margem Ebitda no ano subiu 14% para 29%.

As vendas somaram 12,5 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos e 1,6 milhão de toneladas de minério de ferro - aumento de 18,9% na comparação 2020. Do total comercializado, 59% foi destinado ao mercado doméstico e 41% ao exterior, com destaque para os semiacabados (placas) da usina de Tubarão.

A siderúrgica ressalta que apostou em maior produtividade das operações, em investimentos estratégicos e no desenvolvimento de produtos de alto valor agregado, enobrecendo o seu portfólio. A produção da empresa em suas usinas atingiu 13,4 milhões de toneladas de aço bruto e 3,4 milhões de toneladas de minério, aumento de 29,5% e 4,4% respectivamente.

O resultado teve peso do maior volume de vendas, bem como do câmbio, com o dólar na média de R$ 5,50, e dos preços do aço, que se mantiveram em alta no mundo, puxados pela alta das commodities - no caso, minério de ferro, carvão, coque e sucata.

Em 2021, o grupo anunciou para o Brasil um pacote de investimentos de R$ 7,6 bilhões, voltado a aumento de capacidade e agregação de valor nos produtos finais. Os recursos serão aplicados em três anos, até meados de 2024, nas unidades de Vega, em São Francisco do Sul (SC), João Monlevade (MG), Barra Mansa (RJ) e na Mina de Serra Azul, em Itatiaiuçu (MG).

“É o maior em andamento no setor no país e mostra a nossa confiança, apesar da volatilidade econômica que o Brasil tem. É para o médio e longo prazo, pois há muito a se fazer no país, em especial nas áreas de infraestrutura e saneamento”, disse o executivo.

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   02/05/2022

Os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 11,843 bilhões em fevereiro, informou nesta sexta-feira, 29, o Banco Central. Trata-se do maior valor desde janeiro de 2017, quando atingiram US$ 12,4 bilhões, maior patamar em um pouco mais de cinco anos.

Esse tipo de investimento é mais duradouro no País e incluem, por exemplo, uma nova fábrica ou ampliação da capacidade de uma instalação já existente. No mesmo mês do ano passado, o montante havia sido de US$ 8,837 bilhões.

O resultado ficou dentro das estimativas apuradas pelo Estadão/Broadcast, que iam de US$ 4,50 bilhões a US$ 13,114 bilhões, com maioria apostando em ingresso de US$ 6,50 bilhões. Pelos cálculos do Banco Central, o IDP de fevereiro indicaria entrada de US$ 10 bilhões.

No acumulado do ano até fevereiro, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo somou US$ 16,552 bilhões. A estimativa do BC para este ano é de IDP de US$ 55 bilhões. A projeção foi mantida no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do mês passado.

No acumulado dos 12 meses até fevereiro deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 50,678 bilhões, o que representa 3,09% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com a trégua na greve dos servidores do BC, a autarquia começou a atualizar esta semana as divulgações que estavam atrasadas, como as estatísticas do setor externo, publicadas hoje. Mas os dados apresentados nesta manhã ainda estão defasados. As informações de fevereiro deveriam ter sido conhecidas no final do mês passado. Nesta semana, era para ser divulgado o resultado de março.
Contas externas

Ainda segundo o Banco Central, as contas externas registraram um rombo de US$ 2,4 bilhões em fevereiro deste ano. No mesmo período do ano passado, o déficit havia somado US$ 4 bilhões.

O resultado em transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do País, é formado por balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

O número da conta corrente em fevereiro ficou dentro do levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, que tinha intervalo de déficit de US$ 4 bilhões a superávit de US$ 1,5 bilhão (mediana positiva em US$ 400 milhões). O BC projetava para fevereiro déficit de US$ 2,6 bilhões na conta corrente.

Pela metodologia do Banco Central, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 3,508 bilhões em fevereiro, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 1,777 bilhão. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 4,410 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou negativo em US$ 2,900 bilhões.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o rombo nas contas externas soma US$ 10,479 bilhões. A estimativa atual do BC é de superávit na conta corrente de US$ 5 bilhões em 2022. A projeção foi atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do mês passado.

Nos 12 meses até fevereiro deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em US$ 26,096 bilhões, o que representa 1,59% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse é o menor déficit em proporção do PIB desde setembro do ano passado, quando ficou em 1,49%.

Para todo ano de 2022, a expectativa do Banco Central é de uma melhora nas contas externas. A estimativa da instituição é de um superávit de US$ 5 bilhões. Se confirmado, será o primeiro saldo positivo desde 2007.

O Estado de S.Paulo - SP   02/05/2022

Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), diz que o governo busca um troféu para ter a narrativa contra bancos na suposição de que aumentar imposto sobre o setor bancário rende dividendos políticos e pode dar votos.

“Mas quem é alvejado com um tiro certeiro é o consumidor”, disse ele em entrevista ao Estadão após o presidente Jair Bolsonaro editar uma Medida Provisória (MP) elevando de 20% para 21% a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido dos Bancos (CSLL) para liberar o Refis do Simples Nacional. A alíquota para as instituições financeiras não bancárias sobe de 15% para 16% para as instituições financeiras não bancárias. Ao todo, o governo conseguirá reforço de R$ 850 milhões neste ano.

Os bancos já tinham sido atingidos no ano passado com aumento da carga tributária para compensar a desoneração do diesel e do gás.

Na entrevista, o presidente da Febraban subiu o tom das críticas e prevê aumento do custo do crédito num momento de pressão inflacionária e alta dos juros. Para ele, a impressão que fica é que o governo gosta de inflação e não se importa com as consequências.

“Além de mostrar insensibilidade com as pessoas e empresas, particularmente as micro e pequenas, que mais precisam de crédito, aumentar imposto não ajuda nada o BC [Banco Central], que já estava sozinho mesmo, no dificílimo desafio de mitigar os efeitos já fortemente sentidos da inflação de dois dígitos”, critica. Leia a entrevista:
Depois de uma novela de meses, o governo aumentou a tributação dos bancos para fazer o Refis do Simples. O que o sr. achou dessa opção?

Ao aumentar impostos, o governo errou e escolheu, de novo, onerar o consumidor, o que vai encarecer ainda mais o crédito bancário. É intrigante que, havendo setores muito mais lucrativos e com volumes elevados de incentivos fiscais, os bancos venham a ser penalizados com mais carga tributária. Nesses dois anos de pandemia, os bancos foram essenciais para preservar empregos e empresas com R$ 8,5 trilhões em crédito, irrigando toda a economia. Fomos o 16º setor mais rentável em 2020, ou seja, 15 outros ficaram à frente no quesito rentabilidade, mas só os bancos estão pagando a conta.
Qual a consequência para o crédito?

É, no mínimo, uma péssima sinalização para quem precisa de crédito. Qualquer percentual de aumento de imposto para os bancos impacta diretamente no custo dos empréstimos, que já estão caros. A incidência de mais impostos sobre o crédito, mesmo com um pequeno aumento temporário, pressiona o spread [a diferença entre o custo de captação do dinheiro pelo banco e o que ele cobra do cliente], e pior, num momento em que a sociedade está suportando uma forte subida da taxa básica de juros, que o Banco Central, corretamente, se vê na contingência de agir para conter a escalada da inflação. A medida, embora possa até mirar nos bancos, acerta uma vez mais o consumidor e torna mais caras linhas importantes no processo de recuperação econômica, como financiamento imobiliário e de veículo, crédito consignado e capital de giro.
Como a medida pressiona a inflação?

A inflação está nas nuvens, rodando a 12% ao ano. A impressão que fica é que o governo gosta de inflação e não se importa com as consequências de mais pressão inflacionária, algo que a sociedade não aceita mais. Aumento de impostos pressiona ainda mais a estrutura de custos das famílias e das empresas, retroalimentando o processo inflacionário. Isso é básico. É incrível como se cogita aumentar imposto num momento em que a economia desacelera e quando a Selic e a inflação estão nas alturas. Além de mostrar insensibilidade com as pessoas e empresas, particularmente as micro e pequenas, que mais precisam de crédito, aumentar imposto não ajuda nada o BC, que já estava sozinho mesmo, no dificílimo desafio de mitigar os efeitos já fortemente sentidos da inflação de dois dígitos. Busca-se um troféu para ter a narrativa contra bancos, na suposição de que aumentar impostos do setor rende dividendos políticos e pode dar votos, mas quem é alvejado com um tiro certeiro é o consumidor.
Como o aumento da CSLL influencia nos juros bancários?

Tudo que pesa na intermediação financeira desemboca nos juros bancários e os impostos representam 20% do spread. Portanto, mais CSLL para os bancos significa, no final do dia, mais juros para o tomador do crédito. Nos últimos 12 meses, com a elevação da Selic e do custo de captação, já houve aumento das taxas médias de juros para o crédito às famílias e para as empresas. Este aumento de impostos é muito ruim e seus efeitos serão os de sempre, que já deveriam ter sido evitados: custos maiores para quem mais precisa de crédito num cenário já bem adverso em que a inflação está corroendo o poder de compra das pessoas.
Qual o impacto geral para a economia?

Aumento de imposto é sempre nocivo por ser fonte de custos. Vai dificultar ainda mais o processo de recuperação da economia, que estará em ritmo de desaceleração em 2022, dadas as condições financeiras e monetárias mais severas.
O que o governo deveria ter feito para compensar o custo fiscal do Refis das MPEs?

O que infelizmente não fez. Para enfrentar as dificuldades fiscais, evitar impactos negativos no custo do crédito e propiciar a retomada consistente da economia, só há um caminho: perseverarmos na aprovação da agenda de reformas estruturais em tramitação no Congresso.
O ministro Guedes descumpriu a promessa feita de que o aumento seria só aquele do ano passado?

Independentemente de promessa ou não, não é razoável que os bancos tenham, em 2021, suportado um aumento de cinco pontos percentuais de CSLL, sob o compromisso de que a majoração seria circunstancial e por apenas seis meses, e agora, pouco tempo depois, haja nova imposição de ônus sobre um dos setores que mais tem ajudado na recuperação econômica. Acho lamentável, pois cumprimos nossa parte e já pagamos mais impostos do que outros setores.

O Estado de S.Paulo - SP   02/05/2022

A contração anualizada de 1,4% do PIB dos Estados Unidos no primeiro trimestre foi uma substancial surpresa negativa, já que a média das projeções estava em torno de +1%.

Com o Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) esquentando os motores para provavelmente acelerar de 0,25 ponto porcentual (pp) para 0,5pp a alta dos Fed Funds, a taxa básica, na reunião do FOMC (comitê de política monetária) na próxima semana, em 3 e 4/5, terça e quarta-feira, uma questão relevante é saber se a autoridade monetária norte-americana mudaria alguma coisa em seu plano de voo em função do resultado do PIB de hoje. Se a alta for de 0,5pp, os Fed Funds irão de 0,25-0,5% para 0,75-1%.

Tomando-se as projeções do próprio Fed, a taxa básica seria elevada para níveis em torno de 2% e 3%, respectivamente, este ano e em 2023.

A expectativa, como nota Tony Volpon, estrategista-chefe da Wealth High Governance (WHG) e ex-diretor do Banco Central, é de que em algum momento nos meses à frente a inflação americana comece a cair do altíssimo nível atual (8,5% em termos anualizados em março) e a atividade econômica a desacelerar de forma mais consistente.

Na visão do analista, o PIB do primeiro trimestre não deve mexer de forma relevante na visão dos dirigentes do Fed. Na verdade, o mau desempenho do PIB dos EUA no 1º tri foi bastante influenciado pelas exportações líquidas negativas e pela variação de estoques.

Se dependesse apenas do consumo das famílias e do investimento, o PIB americano teria crescido 3,1% no 1º tri, mas foi reduzido pelo consumo do governo (-0,5pp), exportações líquidas (-3,2pp) e estoques (-0,8pp), chegando-se à queda de 1,4%.

Volpon observa que, embora o PIB tenha caído no primeiro trimestre, em termos anualizados, a demanda doméstica cresceu 2,7%, na mesma base de comparação.

“Ou seja, ainda é uma demanda forte, e a política monetária é justamente para controlar a demanda”, ele diz.

Ainda assim, ressalva o analista, a demanda doméstica veio abaixo da expectativa de crescimento de 3,5%.

Juntando todas as peças, Volpon considera que o PIB do 1º tri “não é o tipo de número que deve levar o Fed a colocar a atividade econômica como uma preocupação, frente à tarefa de controlar uma inflação de 8% ao ano, totalmente fora do padrão americano”.

Para o economista, a questão do crescimento econômico só deve entrar novamente no centro do radar do Fed quando houver algum sinal concreto de que a economia pode caminhar para uma recessão.

Ele acrescenta que cenários que apontam possibilidade de recessão em 2023 encadeiam diversas hipóteses, “mas não há nenhum sinal recessivo de primeira ordem na economia americana, nada que se veja concretamente”. Há recuos e desacelerações em alguns itens, como é normal ocorrer, mas no panorama geral a demanda segue muito forte.

Volpon nota que, ao longo dos últimos meses, a comunicação do Fed levou o mercado a reprecificar para cima, diversas vezes, a trajetória de alta dos Fed Funds.

“Quase toda vez que eles [dirigentes do Fed] tinham oportunidade, reprecificavam para cima”, diz o analista.

Agora, porém, ele pensa que o Fed deve estar satisfeito com a atua precificação de alta e deve esperar pelo menos até o outono do hemisfério Norte para ver se o atual plano de voo está adequado, ou se será preciso uma nova leva de reprecificações.

“Acho que eles agora vão executar o plano para ver se está funcionando ou não, e mudanças serão ‘data-dependent’ [dependentes dos dados à medida que estes forem saindo]”.

Se essa análise estiver correta, aponta o economista, os mercados podem ficar mais tranquilos e talvez menos voláteis, sem a insegurança de sempre reavaliar – na direção de mais alta de juros – a trajetória de decisões do Fed.

Nesse sentido, o PIB decepcionante do primeiro trimestre pode até ajudar.

O Estado de S.Paulo - SP   02/05/2022

A pré-campanha eleitoral segue numa polarização cada vez mais raivosa e, tudo indica, assim vai continuar. Lamentavelmente, do ponto de vista econômico só não se discute o principal: estamos sem crescer há muito tempo e sem perspectivas à frente.

O debate de conjuntura está focado nos próximos meses. Discute-se, furiosamente, se o crescimento deste ano será de 0,5% ou 1%, sem atentar que essas diferenças pouco significam. Considerando os anos de 2019 a 2022, o crescimento médio será de 0,55% ao ano se o PIB corrente crescer 0,5%, ou de 0,68% se crescermos 1%, como prevê o Banco Central (a projeção do Focus está em 0,65%).

Como o crescimento médio da população é de 0,74% ao ano, a evolução do PIB per capita, nos quatro anos deste governo, será negativa. O ponto central é que o País empobreceu nesses anos e não há populismo que consiga alterar esse fato.

As autoridades estão animadíssimas porque os analistas vêm revendo para mais suas projeções para 2022, resultado de desempenho algo melhor no início deste ano. Como vimos, isso significou muito pouco no desempenho desse período. Entretanto, o oficialismo não diz que, junto com esta melhora, houve um significativo rebaixamento dos números para 2023, resultando na projeção de apenas 1% no mais recente Boletim Focus – muito abaixo da projeção de 2,5% feita em setembro.

Se o Brasil parou, o mundo continuou andando. Entre 2014 e 2021, enquanto o PIB global cresceu 20,5%, o brasileiro caiu 0,09%! Naturalmente, com este resultado, não pode surpreender que o número de desocupados e de pobres em nosso País não pare de aumentar.

Os leitores devem se lembrar que, junto com a lei que autorizou a privatização da Eletrobras, aprovou-se um “jabuti” gigante. Um absurdo sem tamanho para beneficiar um grupo pequeno de empresários conhecidos, pois a lei obriga a contratação de algo como 8 mil MW de novas usinas a serem construídas em regiões como o Norte e o Nordeste, que não têm gás, gasodutos, nem demanda firme de energia que justifique os projetos.

Agora, a Empresa de Pesquisa Energética publicou um trabalho calculando o custo do projeto em R$ 52 bilhões até 2036, a serem transferidos aos consumidores.

Calcula-se que a energia brasileira no mercado regulado seja a segunda mais cara do mundo, apenas atrás da alemã. Isso é fruto dos desarranjos do setor desde a edição da famigerada MP 579, que vêm sendo resolvidos pela solução simples de passar todos os custos das ineficiências para as tarifas.

O atual jabuti vai dar uma grande contribuição para a estagnação do crescimento brasileiro.

MINERAÇÃO

O Estado de S.Paulo - SP   02/05/2022

O eventual pacote de medidas de estímulo à economia na China para fazer frente às restrições para combate ao avanço da covid-19 deve ter impacto positivo sobre as empresas de commodities metálicas na bolsa brasileira e ajudá-las a recuperar as perdas recentes. Apenas em abril, as ações da Vale recuaram perto de 10%, CSN e CSN Mineração caíram 17% e 11% respectivamente, e Usiminas, 12%, enquanto o Ibovespa perdeu 7%.

O Politburo, principal órgão decisório da China, anunciou hoje que o governo deverá implementar políticas adicionais com o objetivo de sustentar a economia, além de intensificar esforços para expandir o consumo e fazer investimentos efetivos de forma a impulsionar o crescimento. Isso tudo em busca das metas de crescimento para o ano, que estão longe de ser alcançadas.

A decisão tende a impulsionar os preços do minério de ferro, em razão do aumento da demanda criada pelas obras de infraestrutura, principalmente, o que gera boas perspectivas para os resultados de empresas mineradoras e siderúrgicas.

O head da CM Capital, Nicolas Oliveira, destaca que esse fator, associado ao aumento do dólar causado pela cautela global diante da perspectiva de aperto de juros nos EUA, cria um cenário favorável para o próximo mês. A opinião é compartilhada pelo analista Gabriel Augusto Mollo, do Daycoval, que prevê que a Vale e as outras empresas de commodities metálicas serão beneficiadas e continuarão com uma tendência de alta.

O estrategista de ações da Santander Corretora, Ricardo Peretti, lembra que a Vale oferece neste momento um bom 'ponto de entrada', uma vez que está sendo negociada com um desconto de 25% em relação aos pares globais, porque absorveu rapidamente a deterioração dos fundamentos e caiu fortemente em abril.

Para as produtoras de aço, depois da queda de preços no primeiro trimestre, a Santander Corretora avalia que as margens podem ser mantidas no segundo trimestre, apesar da contínua pressão de custos, graças aos aumentos que começaram a implementar a partir de abril.

Já a analista-chefe do Inter, Gabriela Joubert, afirma que no curto prazo o cenário é favorável às commodities metálicas, mas no longo prazo ela se diz cética quanto ao efeito que o pacote de estímulos da China poderia trazer ao setor. "Os sinais de desaceleração no país asiático seguem fortes e a política de crescimento via investimentos e exportações que funcionou no passado pode não ter mesmo efeito no cenário global atual de guerra, políticas contracionistas, desaceleração de PIB e outros", alerta.

Com relação às recomendações de Top Picks para a próxima semana, a Ágora manteve apenas Vale ON em sua carteira e tirou Caixa Seguridade ON, MRV ON, Petz ON e Suzano ON para colocar Arezzo ON, Banco do Brasil ON, Cemig PN e Movida ON.

A Ativa trocou três ações de sua carteira. Saíram Ambev ON, PetroRio ON e Usiminas PNA e entraram Camil ON, Gol PN e SulAmérica Unit. Permaneceram Inter Unit e Natura ON.

O BB Investimentos substituiu as cinco ações, tirando Alliar ON, Hypera ON, Orizon ON, Randon PN e Taesa Unit e inserindo Kepler Weber ON, Multiplan ON, Petrobras PN, Portobello ON e Trisul ON.

O Daycoval trocou todas as ações também. Entraram Bradesco PN, JBS ON, Natura ON, PetroRio ON e Vale ON no lugar de B3 ON, CSN ON, Equatorial ON, Santander Unit e Suzano ON.

A Elite optou por manter quatro ações em sua carteira - Marfrig ON, Movida ON, Petrorio ON e Vale ON - e trocou Bradesco PN por BrasilAgro ON.

O Inter deixou em sua carteira de maio Banco do Brasil ON, Sabesp ON e Vale ON e trocou GPA ON e Itaú PN por Iguatemi Unit e JBS ON.

A Mirae Asset tirou BB Seguridade ON, CSN ON, Sabesp ON para colocar Banco do Brasil ON, JBS ON e Vale ON. Ficaram Isa Cteep PN e Taesa Unit.

Na MyCap, foram três trocas. Saíram Banco Pan PN, Localiza ON e Neoenergia ON e entraram Even ON, Klabin Unit, Equatorial ON. Porto Seguro ON e Santo Brasil ON ficaram.

A Órama colocou Kepler Weber ON no lugar da Cielo ON e ficou com as demais: CPFL ON, Neoenergia ON, Orizon ON e Telefônica Brasil ON.

A XP manteve na carteira Copel PNB, Itaúsa ON, Petrobras PN e Raia Drogasil ON e trocou apenas CCR ON por Méliuz ON.

Valor - SP   02/05/2022

Virginijus Sinkevičius, comissário de Meio Ambiente, Oceanos e Pesca, afirma que minérios do Brasil são importantes para a descarbonização da União Europeia, mas é preciso ter aval socioambiental

“Muitos minerais encontrados nos ricos ecossistemas do Brasil podem ter um papel crucial para implementarmos o Green Deal europeu”, diz Virginijus Sinkevičius, comissário de Meio Ambiente, Oceanos e Pesca da União Europeia. “Mas algo muito importante para nós é saber que as atividades de mineração serão feitas apenas depois de uma avaliação ambiental de impacto, que sejam legais e que respeitem completamente os direitos dos povos indígenas”, segue. “Só então atividades de mineração sustentável podem ocorrer”, disse em entrevista ao Valor, em São Paulo.

A mensagem clara do potencial da mineração brasileira para a implementação do Pacto Ecológico Europeu foi um dos pontos de discussão de Sinkevičius em encontro na semana passada com representantes do Ministério das Minas e Energia, em Brasília.

Sinkevičius, 31 anos, desde 2019 ocupa um dos mais altos cargos ambientais europeus. A Comissão Europeia é o braço executivo da União Europeia.

Virginijus Sinkevicius, Comissário Europeu para o Ambiente, Oceanos e Pesca — Foto: Silvia Zamboni/Valor

O Brasil está em segundo lugar no ranking das reservas mundiais de terras raras, perdendo para a China que tem mais de 40% das jazidas de minérios como lítio e nióbio. Os minerais classificados como terras raras são fundamentais na produção de carros elétricos, painéis solares, discos rígidos de computadores e lâmpadas de LED, por exemplo, produtos que protagonizam a descarbonização europeia.

“Não cabe a mim avaliar projetos de lei brasileiros”, disse, respondendo a uma pergunta sobre sua opinião quanto aos projetos socioambientais controversos que tramitam no Congresso, como o de mineração em terras indígenas. “Acredito que em países como o Brasil, onde o meio ambiente é defendido também na Constituição, processos de decisão têm seu caminho. Mas espero verdadeiramente que, se o Brasil deseja estar entre os líderes que vão dar o formato global das agendas de clima e biodiversidade, tendo compromissos muito importantes e ganhando o respeito e a confiança da comunidade internacional, não coloque isso tudo em risco com legislações que, se adotadas, poderiam representar um recuo nestes compromissos e no progresso que poderia ser feito”, seguiu. “Espero verdadeiramente que propostas contraproducentes não sejam implementadas.”

A entrevista ocorreu logo após Sinkevičius ter um encontro de mais de uma hora com o ministro do Meio Ambiente Joaquim Leite. “Sinto que o Brasil permanece comprometido em combater o desmatamento ilegal até 2028 e em 2030 terminar totalmente com o desmatamento, compromisso assumido na COP 26 (em Glasgow, em novembro). Por isso temos que ajudar e unir forças para garantir que estes compromissos sejam alcançados. Este foi um tópico de nossa reunião”, seguiu.

O comissário europeu começou sua viagem à América Latina pela Colômbia e, no Brasil, iniciou pela Amazônia. Esteve com representantes de ongs, lideranças indígenas e do governo local em Manaus. Depois seguiu a Brasília e encontrou representantes do governo federal, do Parlamento e de entidades empresariais. Ontem, em São Paulo, esteve com Leite e representantes das Câmaras de Comércio. À noite partiu para a Argentina e o Uruguai.

Um dos temas de discussão com representantes de ministérios foi explicar as regras da legislação conhecida por Corporate Sustainability Due Diligence. A regulamentação europeia pretende banir importações de produtos relacionados a desmatamento no mundo. Inicialmente atingirá importadores de carne, soja, café, cacau, madeira e óleo de palma. Ainda há detalhes a ser definidos, como um período de transição que pode ser de três ou cinco anos.

Valor - SP   02/05/2022

Analistas ouvidos pelo Valor avaliam que a principal matéria-prima do aço não deve cair abaixo da marca de US$ 100 por tonelada neste ano

Embora abril tenha sido mês de correção, os preços do minério de ferro devem encerrar 2022 em níveis acima dos US$ 80 a US$ 90 por tonelada vistos no mercado à vista antes da pandemia de covid-19. Analistas ouvidos pelo Valor avaliam que a principal matéria-prima do aço não deve cair abaixo da marca de US$ 100 por tonelada neste ano.

A commodity encerrou o mês negociada a US$ 142,35 a tonelada no norte da China, alta de 0,25% sobre a véspera, conforme índice Platts para o minério com teor de 62% de ferro, da S&P Global Commodity Insights. Assim, em abril, a queda acumulada ficou em 10,2%. No ano, o desempenho ainda é positivo, com valorização de 19,6%.

Para o analista Rafael Barcellos, do Santander, o ciclo de alta ainda não acabou e é sustentado pela oferta global, que já há algum tempo não cresce. “Por isso os preços têm ficado perto do território de pico”, disse, acrescentando que o minério deve se sustentar acima de US$ 100 por tonelada neste ano. Para 2023, a tese também é positiva.

O banco revisou no início de março a estimativa para o preço médio da commodity neste ano, de US$ 105 por tonelada para US$ 120 a tonelada. Nesse cenário, explica Barcellos, já estão considerados potenciais efeitos da política ambiental mais rigorosa na China sobre a produção doméstica de aço. “Os riscos estão mais associados a uma escalada da covid-19 no país e dados mais fracos de atividade”, ponderou.

No relatório mensal “Iron Ore Dashboard”, de 26 de abril, o Santander aponta ainda que as margens das siderúrgicas chinesas entraram em terreno negativo recentemente, refletindo o enfraquecimento da demanda, também na esteira dos lockdowns, e a maior pressão de custos. Por outro lado, a expectativa é de retomada da demanda entre maio e junho, ao mesmo tempo em que o crescimento da oferta deve ser marginal em 2022, ressaltou Barcellos.

Já o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, avalia que a demanda, mais especificamente a da China, maior importadora de minério no mundo, não tem dado sinais efetivos de fraqueza e também contribui para que os preços se sustentem nos níveis atuais, em torno de US$ 140 por tonelada, ainda considerados elevados.

“Por enquanto, não vimos dados concretos de produção de aço desacelerando na China. Na realidade, os últimos dados da Cisa, de 11 a 20 de abril, são até mais fortes que os de 1º a 10 de abril”, afirmou. Durante teleconferência de resultados, lembrou Sasson, a Vale informou que os altos fornos chineses estão operando a 86% da capacidade, patamar “bastante alto”.

Além disso, segue o analista, o governo chinês demonstra estar elevando a aposta em medidas de estímulo aos setores de infraestrutura e construção civil para entregar o crescimento almejado, de 5,5%, do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. “Isso poderia trazer ainda mais suporte para produção de aço e demanda por minério”, explicou.

Do lado da oferta, a percepção é que deve haver aumento gradual ao longo do ano. A própria Vale, comentou Sasson, indicou estar confortável quanto ao guidance de produção para o ano, de 320 milhões a 335 milhões de toneladas de minério, apesar da queda de 4 milhões vista no primeiro trimestre, na comparação anual.

Máquinas e Equipamentos

Valor - SP   02/05/2022

Expansão de demanda tem sido impulsionada por obras de infraestrutura e agronegócio

A Komatsu, fabricante de equipamentos japonesa, planeja ampliar em 26% a capacidade de sua fábrica em Suzano (SP) ainda neste ano. Até 2024, o plano da empresa é que a expansão chegue a até 40%, com um investimento total de R$ 158 milhões.

A planta, que hoje tem capacidade para produzir 2,8 mil máquinas por ano, opera em sua ocupação máxima, segundo o vice-presidente industrial da companhia, Jeferson Biaggi.

O setor de construção pesada tem impulsionado a expansão. “Nos últimos dois anos, houve uma alta relevante dos pedidos. Havia uma demanda represada, que esta nova onda de obras e parcerias público-privadas de infraestrutura destravou”, diz ele.

O agronegócio também tem sido um importante cliente da empresa, e já responde por quase 30% das vendas. “É um setor que tem mantido um crescimento de demanda há anos. A agricultura está deixando de usar tratores agrícolas, com modificações improvisadas, e partindo para máquinas de construção com performance maior. Desenvolvemos adaptações para esse mercado.” Os equipamentos de mineração, outro segmento importante do grupo, são importados.

Para o executivo, a expectativa é que a demanda no país ainda cresça cerca de 10% em 2022 e se mantenha estável nos próximos anos. “Muitos dos investimentos de infraestrutura ainda não saíram do papel. Várias parcerias público-privadas estão no início, as obras estão por vir. Então o mercado vai se manter aquecido independentemente do cenário econômico dos próximos anos.”

Hoje, o principal desafio da companhia, tal como de toda a indústria, são os gargalos logísticos decorrentes da pandemia, que têm limitado a produção e provocado paralisações. No caso da Komatsu, há importação de peças vindas do Japão que passam pelos portos chineses.

O efeito dos atuais “lockdowns” chineses, que voltaram a agravar o caos logístico, ainda não chegaram - como as viagens até o Brasil demoram cerca de um mês, esses impactos chegam com certo atraso. Porém, Biaggi já prevê problemas a partir de junho.

“Sem a restrição, a produção poderia estar 20% maior hoje. Essa situação gera muitas paradas. Em um dia estamos com capacidade máxima e, de uma hora para outra, se um navio atrasa e as peças não chegam, preciso parar por uma semana. Esse tem sido nosso principal gargalo”, diz ele.

O aumento de custo das matérias-primas, principalmente o aço, é outro problema, já que a fabricante não tem conseguido repassar toda a alta.

No ano passado, a Komatsu registrou por volta de R$ 15 bilhões de vendas líquidas na América Latina - a empresa não divulga os dados específicos de Brasil. A região representa uma fatia de 15% do grupo globalmente.

NAVAL

Porto Gente - SP   02/05/2022

No Brasil durante e pós-pandemia, o comércio exterior obteve um saldo altíssimo. Estima-se que até o ano de 2025, os maiores armadores, terão um salto acentuado quando se comparado aos anos anteriores. As maiores empresas atuantes em 2022 são: Maersk (englobando também Hamburg Sud e Aliança) possuidora de 687 navios, em segundo lugar MSC Shipping Company com 576 navios e em terceiro lugar CMA CGM, totalizando 543 navios.

Suas atuações no mercado são de 17.1%, 16% e 12.5% da maior empresa, como mostrada em dados anteriores por navios, até a terceira maior. Vale lembrar que em construção de navios, elas também buscam alavancar seus crescimentos.

Os armadores são grandes empresas podendo ser responsáveis por aumentar parte da renda e economia de um país. Além disso, são responsáveis também por gerarem empregos para um grande número de pessoas. Serviços nos armazéns, nos portos e incluso em escritórios, dão oportunidades para diversas pessoas. Quanto mais os ganhos dos armadores, mais o numero de trabalhadores irá aumentar. Podendo afetar positivamente no PIB (Produto Interno Bruto) de um Estado.

Armadores como Maersk, MSC Shipping Company e CMA CGM são empresas que atuam não somente em um estado ou país, mas sim, em diversas nações. Elas possuem sua sede em determinado lugar, porém, obtém seus serviços em países distintos.

Essa disposição faz com que as torne multinacionais. Possuindo trabalhadores em diferentes pontos de serviço. Exemplo: empregados dos Estados Unidos podem trabalhar para nações do continente europeu sem maiores problemas. Isso os torna conectados através da internet e de outros programas disponibilizados em seus computadores pelas companhias em questão.

Jornal de Brasília - DF   02/05/2022

Fortalecer a infraestrutura contra inundações e tempestades, investir em sementes agrícolas mais resistentes, melhorar o armazenamento de água. Essas são algumas iniciativas que poderiam ajudar empresas a se proteger das mudanças climáticas.

Contudo, conforme destacou o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU) em fevereiro, a maior parte do financiamento global está sendo direcionada para projetos que visam reduzir as emissões de carbono, desconsiderando a importância da adaptação.

Em janeiro deste ano, uma pesquisa da consultoria PwC mostrou que apenas 36% dos executivos brasileiros acreditam que as mudanças climáticas são uma grande ameaça ao crescimento das companhias no longo prazo. No recorte global, a proporção é ainda menor: 33%.

O empresariado teme mais por choques na economia global e ataques cibernéticos do que por eventos ambientais.

Para André Ferretti, ambientalista e gerente da Fundação Grupo Boticário, ainda há uma visão imediatista do setor privado sobre o clima. “É preciso pensar num futuro mais distante. Há tendências de maior intensidade e frequência em eventos climáticos extremos que podem afetar drasticamente o negócio, seja em relação à operação, aos fornecedores ou aos colaboradores”, diz.

É o que também pensa Vanessa Pinsky, especialista em ESG e pesquisadora da USP. Na visão dela, a compreensão das mudanças climáticas como um grande desafio para o desenvolvimento ainda é incipiente no Brasil.

“Empresas assumem metas de redução de emissões de carbono, mas não incluem o clima na matriz de risco da organização. Isso faz com que a demanda por projetos de adaptação passe longe da pauta dos conselhos de administração.”

Portos estão ameaçados

Em alguns setores, porém, o problema é iminente. Um estudo feito pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) mostrou que as mudanças climáticas já ameaçam os portos no Brasil.

O principal risco são os vendavais, que já afetam sete portos e podem se tornar um problema futuro para outras nove instalações na costa do país. Tempestades, ressacas e elevação do nível dos oceanos também preocupam. “Os impactos nas operações portuárias em função da mudança do clima já são uma realidade no Brasil, e, mantidas as condições atuais, há uma tendência de piora neste cenário”, afirma o documento.

O estudo lembra que os portos são responsáveis por 95% da corrente de comércio exterior do país, movimentando cerca de 14% do PIB.

Questionado sobre a existência de iniciativas para reduzir o impacto de vendavais, ressacas e tempestades, o Porto de Santos –o maior do país– afirmou que está participando de um novo levantamento para analisar “potenciais riscos da mudança climática”.

“Com base nas informações geradas pelo estudo, com previsão contratual de ser concluído até junho deste ano, a SPA [Santos Port Authority] poderá avaliar os riscos climáticos presentes e futuros, para que possa incluir a variável climática na decisão do planejamento de seus investimentos e na sustentabilidade das operações portuárias.”

Internet também pode sofrer com o clima Em 2018, o CDP (Carbon Disclosure Project) mostrou que 215 das 500 maiores empresas do mundo poderiam perder cerca de US$ 1 trilhão (R$ 4,71 trilhões) devido às mudanças climáticas.

Uma das empresas citadas foi a Alphabet (dona da Google), que provavelmente terá que lidar com o aumento dos custos de refrigeração de seus data centers.

Mas o calor não é a única ameaça para as empresas de tecnologia. Num artigo de 2018, pesquisadores das universidades de Oregon e Wisconsin, nos Estados Unidos, analisaram a vulnerabilidade da internet aos riscos climáticos.

Baseado em projeções da elevação do nível do mar, o estudo avaliou a quantidade e o tipo de infraestrutura que devem ficar submersas ao longo dos próximos anos. A conclusão é que, até 2033, mais de 6.000 km de cabos de fibra poderão estar debaixo d’água somente nos Estados Unidos. Outros tantos data centers e equipamentos de telecomunicação correm o risco de ficarem cercados de água.

A Folha procurou o Google para entender se a companhia tem iniciativas para minimizar os impactos que as mudanças climáticas podem trazer –ou já estão trazendo– nos negócios. A empresa respondeu que não tem nada específico para compartilhar sobre adaptação climática e impacto econômico.

Agro será mais impactado

O agronegócio brasileiro é um dos grandes prejudicados pelos efeitos das mudanças climáticas. Temperaturas mais altas já afetam o café e a laranja, além de causarem a morte de aves, bovinos e suínos.
Quebras de safra engrossam a lista de prejuízos. Em dois anos, o Brasil deve perder 41 milhões de toneladas de grãos em função de eventos como secas, geadas e excesso de chuvas.

A Folha procurou as principais empresas do setor para falar sobre iniciativas de proteção a eventos extremos.

Em nota, a Cargill, multinacional de produção e processamento de alimentos, disse não ter nada nesse perfil específico, e reforçou suas ações de mitigação, como usar biomassa para gerar energia e reduzir emissões de carbono.

A Bunge, gigante do comércio internacional de soja e outras commodities agrícolas, destacou que não possui áreas de cultivo e que sua operação consiste na compra e processamento dos grãos. “Nós incorporamos detalhamentos minuciosos de aspectos relacionados à sustentabilidade ao nosso processo de gestão de riscos”, disse a Bunge em nota. “Tal processo inclui riscos decorrentes de mudanças nos padrões climáticos, escassez de água, desmatamento, produtividade do agricultor, aumento da tributação e regulamentação sobre as emissões de GEE, entre outros”, acrescentou.

Já a BRF, dona de marcas como Sadia e Perdigão, disse usar tecnologia para mapear a procedência dos grãos e mencionou o compromisso de reduzir o consumo de água em 13% até 2025.

Entre os frigoríficos, JBS e Marfrig não responderam sobre suas iniciativas. Procurada para comentar como tem lidado com os riscos climáticos, a Minerva Foods disse que não participaria da reportagem.
Adaptação começa a entrar no radar Algumas companhias têm incorporado a adaptação climática em suas estratégias de sustentabilidade.

A Neoenergia, do setor elétrico, aposta na diversificação do portfólio em várias frentes (eólica, solar, hidrelétrica e termelétrica a gás natural) para blindar o negócio de problemas como a seca. “O tema está no radar e temos realizado estudos a partir de uma metodologia de avaliação de risco climático para mapear medidas adaptativas de planejamento, institucionais e físicas, a fim de eliminar e minimizar eventuais efeitos das alterações decorrentes das mudanças climáticas”, afirma Solange Ribeiro, diretora-presidente adjunta da Neoenergia.

Segundo ela, a companhia investiu R$ 3,1 bilhões no segmento de renováveis em 2021, o que representa um aumento de 246% em relação ao ano anterior. Desse total, R$ 2,8 bilhões foram voltados aos parques eólicos.

Outra empresa que vem acompanhando o assunto é a Ambev. Extremamente dependente da água, a companhia destaca suas plataformas para monitorar o gasto hídrico e a definição de metas para reduzir o consumo por litro de cerveja produzido.

“Sabemos que a gestão de preparo, de conteúdo e de conhecimento dão maior resiliência aos negócios e fazem parte da estratégia de adaptação às mudanças climáticas”, afirma Karen Tanaka, gerente de sustentabilidade da Ambev.

A executiva diz que a cervejaria busca diversificar seus fornecedores de insumos agrícolas em diferentes regiões geográficas, o que ajuda a diminuir os riscos de desabastecimento por eventos extremos.

Outros programas também compõem a estratégia da Ambev, como iniciativas de agricultura regenerativa e a preservação de bacias e florestas –que ajudam tanto na mitigação quanto na adaptação climática. “A partir de um amplo diagnóstico de cada bacia [hidrográfica], reunimos uma série de parceiros e traçamos um plano local com ações que incluem educação ambiental, restauração ecológica, práticas de conservação e PSA [Pagamento por Serviços Ambientais]”, explica.

Porto Gente - SP   02/05/2022

Desde o tempo das grandes navegações a troca de produtos é presente entre os seres humanos. Isso ocorria através do escambo entre portugueses e índios no Brasil. Além das rotas para as Índias, em busca de especiarias. No poema “Os Lusíadas” é possível notar a época em questão. Sendo assim, com o avanço da tecnologia, criaram-se grandes portos ao redor do mundo. Proporcionando a entrada e saída de mercadorias entre as grandes nações.

Eles são responsáveis por movimentar a economia de um país, pois, são pelos portos marítimos que produtos de grande valia entram e saem do Estado. Dito isso, pode-se considerar mais vantajoso que uma nação exporte mais em relação à importação. Pois, significa que o país está vendendo mais quando se comparado as compras. Gerando mais rentabilidade econômica, aumentando o PIB (Produto Interno Bruto) do país exportador.

Vale lembrar que além de portos marítimos, é possível encontrar aeroportos responsáveis pela troca de mercadorias entre os países. Obtendo a mesma função dos marítimos, esses também são responsáveis pela importação e exportação de produtos ao redor do globo. Muito utilizado pelas companhias, os portos aéreos possuem a mesma funcionalidade, todavia, pode haver mudanças em tarifas de cotações bem como o tempo do trajeto que o produto fará até chegar ao destino final.

O porto da cidade de Santos, localizada ao Litoral Sul da metrópole de São Paulo, é o maior da América Latina. Nele podem-se encontrar armadores (donos de grandes embarcações), responsáveis por levarem mercadorias de altos valores de um país ao outro, além de empresas menores, as quais se habilitam a realizarem cotações para os clientes. Entretanto, economistas se arriscam a dizer que o fluxo de saída e chegada de produtos poderia ser melhor. Apesar de ser um porto muito significativo para todos os países ao sul dos Estados Unidos, sempre há uma maneira de o torna ainda mais ágil e eficiente.

Posto isso, entende-se que os portos marítimos e os aeroportos são de extrema importância para movimentar a economia de um país. Neles é gerada renda para diversos trabalhadores. Sejam eles atuantes nos terminais portuários ou em escritórios ao redor, nas cidades próximas a região. O porto de Santos é muito significativo para todos que com ele atuam. Possui grande capacidade para expandir seus resultados. Sendo de suma importância reconhecer que é por ele que entra grande parte economia brasileira, além de empregos criados através das suas operações.

Portal Fator Brasil - RJ   02/05/2022

Ante o mesmo período em 20221, e registra a maior participação na corrente comercial brasileira dos últimos anos.

Com infraestrutura especializada e eficiente, Santos atrai volume cada vez maior de cargas e reitera sua importância estratégica ao movimentar quase 30% das trocas comerciais brasileiras.

A movimentação de cargas no Porto de Santos no primeiro trimestre continuou aquecida e registrou crescimento de 9,6% sobre o mesmo período do ano passado, somando 38,7 milhões de toneladas e caracterizando-se como a melhor marca para o período. O excelente desempenho elevou a participação do Complexo Portuário de Santos na corrente comercial brasileira para 29,7%, melhor patamar para o primeiro trimestre desde 2016.

As exportações responderam por 27,7 milhões de toneladas e as importações, por 10,9 milhões de toneladas, registrando aumentos de, respectivamente, 11,3% e 5,7%.

—O crescimento da movimentação de cargas no primeiro trimestre bem como o avanço do Porto na participação das trocas comerciais brasileiras reforçam a necessidade de acelerar investimentos para estarmos à frente da demanda, que cresce bem acima do PIB. Com o pacote de leilões de áreas que definimos, estamos no caminho certo para prover com eficiência as necessidades do comércio exterior, que tem em Santos seu principal ativo de infraestrutura —afirma o diretor de Operações da Santos Port Authority (SPA), Marcelo Ribeiro.

A ligeira redução de 0,1% na movimentação de março na comparação anual, para 15,14 milhões de toneladas, não comprometeu o desempenho recorde trimestral. Ressalte-se que março de 2021 foi a maior marca mensal histórica do Porto, portanto, a base de comparação foi muito alta. Ainda assim, o desempenho do mês demonstrou estabilidade e garantiu o segundo melhor resultado mensal do Porto.

Exportação — Entre as cargas de exportação, a soja em grãos, carga de maior volume movimentada (9,6 milhões de toneladas), registrou aumento de 21,2% sobre a mesma base trimestral; seguida pela celulose (1,9 milhão de toneladas), com crescimento de 67,8%; milho (1,2 milhão de toneladas), com 102,4% de alta; farelos (1,9 milhão de toneladas), com 36,9% de aumento; e carne, com 597 mil toneladas e crescimento de 62%.

O fertilizante foi o destaque nas cargas de importação, apontando crescimento de 27,6% no trimestre e totalizando 2,3 milhões de toneladas.

A carga conteinerizada vem se mantendo em um patamar próximo ao de 2021, totalizando 1,16 milhão de TEU (contêiner de 20 pés) no trimestre, 3,4% abaixo do 1,2 milhão de TEU consolidados no mesmo período do ano passado.

Os granéis sólidos (19,5 milhões de toneladas) apresentaram aumento de 17% no trimestre, refletindo o bom desempenho do complexo soja, milho e fertilizantes, destacando-se como a melhor marca para o período.

Os granéis líquidos somaram 4,5 milhões de toneladas, alta de 2,9% no acumulado do ano, registrando, também, a maior marca para esse período.

O fluxo de navios envolveu 1.224 atracações, 4,1% acima do verificado no primeiro trimestre do ano passado.

Balança Comercial — Do total das trocas comerciais que passaram por Santos no trimestre, 32,2% tiveram a China como parceiro. São Paulo se manteve como o Estado com maior participação nas transações comerciais com o exterior por meio do complexo santista (52,2%).

Portos e Mercados - SP   02/05/2022

A fusão dos dois portos pretende reforçar ainda mais a sua posição na cadeia logística internacional

Os portos de Antuérpia e Zeebrugge agora se chama Porto de Antuérpia-Bruges. Os dois portos assinaram acordo de acionistas do porto unificado em 22 de abril. O processo teve início em fevereiro de 2021, quando as cidades de Antuérpia e Bruges anunciaram o início do processo de unificação dos seus portos.
Atualmente, este porto unificado proporciona 74 mil empregos diretos e 90 mil indiretos, com um valor agregado de quase 21 bilhões de euros ou 4,5% do PIB da Bélgica. A administração do porto estima que a nova estrutura se traduz no maior porto de exportação europeu. O Porto de Antuérpia-Bruges será também um porto lider de contêineres na Europa, o maior porto de transbordo de veículos e o maior cluster químico integrado da Europa, estimam os administradores.
O Porto de Antuérpia-Bruges tem a ambição explícita de se tornar o primeiro porto mundial a reconciliar a economia, as pessoas e o clima. A fusão dos dois portos pretende reforçar ainda mais a sua posição na cadeia logística internacional, perseguir a liderança na transição energética e digital e, ao mesmo tempo, criar valor agregado sustentável para a sociedade em geral.

PETROLÍFERO

O Estado de S.Paulo - SP   02/05/2022

O comportamento do mercado de petróleo sempre esteve ligado, como outras commodities, à famosa lei da oferta X demanda, mas a grande diferença é a sensibilidade desse setor a fatores geopolíticos. Se olharmos a história do século 20, vamos verificar que em todas as crises geopolíticas do mundo o petróleo esteve por trás. Agora, na guerra da Ucrânia, não é diferente. Muitos achavam que o produto não era mais o preço diretor das commodities, mas a guerra mostrou esse equívoco.

O que aconteceu foi que os preços de todas as commodities cresceram acompanhando, como sempre ocorreu, o preço do barril de petróleo. Teremos mudanças estruturais no mercado de petróleo daqui para a frente? Com a guerra da Ucrânia, muda a geopolítica da energia?

O principal movimento que está determinando mudanças estruturais no mercado do petróleo é a transição energética. Não é a primeira vez que o mundo vive este movimento. Vivemos a transição da lenha para o carvão, do carvão para o petróleo e, agora, do petróleo para as energias renováveis. O que diferencia a transição atual das demais é que, enquanto as duas primeiras foram determinadas por fatores estritamente econômicos, a atual traz a novidade do fator ambiental.

A guerra da Ucrânia traz de volta para a mesa a questão da segurança energética, que tinha sido meio esquecida. A consequência poderá ser uma redução na velocidade da transição e o grande culpado foi o açodamento em demonizar os combustíveis fósseis por parte dos movimentos ambientalistas. Portanto, a era do petróleo deverá durar mais do que alguns incautos preconizaram.

A geopolítica da energia também muda. A Rússia sai menor da guerra pelo fato de ter se transformado num fornecedor pouco ou nada confiável. Isso provocará nos países dois movimentos. O primeiro é diversificar os fornecedores nem que isso custe mais caro, já que a energia mais cara é aquela a que não temos acesso. O segundo é que não teremos mais fontes monopolistas como foram o carvão e o petróleo e, sim, iremos caminhar cada vez mais para matrizes energéticas diversificadas e regionalizadas. Cada vez mais temos de olhar os atributos de cada fonte primária de energia e parar com este Fla X Flu entre combustíveis fósseis e energias renováveis.

O Brasil, neste movimento de transição e diversidade na composição da matriz energética, está numa posição privilegiada. Já temos uma matriz muito limpa e possuímos uma grande diversidade de fontes primárias de energia. Com isso, poderemos ser grandes protagonistas na cena energética, desde que consigamos entender a complementaridade entre, por exemplo, gás natural e fontes renováveis. Caso contrário, não seremos protagonistas e continuaremos a flertar com apagões, racionamentos e energia cara.

O Petróleo - SP   02/05/2022

A ExxonMobil e a Chevron relataram lucros crescentes na sexta-feira, apesar dos menores volumes de petróleo e gás natural, já que as gigantes do petróleo devolvem bilhões de dólares aos acionistas após os altos preços do petróleo e as margens de refino.

Ambos os gigantes do petróleo dos EUA obtiveram enormes aumentos de lucro impulsionados pelos preços elevados do petróleo desde a invasão russa da Ucrânia. Mas ambas as empresas até agora evitaram aumentos adicionais de gastos de capital para financiar a perfuração e o desenvolvimento, apesar de uma perspectiva global de energia mais apertada.

“Continuamos a investir com prudência”, disse Kathy Mikells, diretora financeira da ExxonMobil, que aumentou os gastos com recompras de ações em US$ 20 bilhões.

“Vamos nos manter disciplinados quanto ao capital. Demos a você um intervalo, estamos dentro desse intervalo desde que começamos a divulgá-lo”, disse Mike Wirth, executivo-chefe da Chevron, que elevou seus planos para recompras de ações para US$ 10 bilhões por ano, após a meta anterior de US$ 5 a US$ 10 bilhões por ano.

Ambos os gigantes do petróleo estão implementando aumentos de gastos de capital planejados para 2022, mas descartaram investimentos adicionais.

Parte da reticência em gastar mais para perfurar ocorre quando as gigantes do petróleo aumentam o investimento em hidrogênio, captura e armazenamento de carbono e outros empreendimentos de baixo carbono em meio à pressão de investidores ambientais, sociais e de governança (ESG).
Rússia atingiu

Após um terrível 2020 em meio aos bloqueios do Covid-19 que devastaram a demanda por petróleo, as empresas petrolíferas voltaram à lucratividade em 2021 e continuaram a ver os lucros dispararem em 2022.

Os lucros do primeiro trimestre da ExxonMobil mais que dobraram para US$ 5,5 bilhões, já que um forte mercado de commodities de energia mais do que compensou um impacto de US$ 3,4 bilhões em custos únicos relacionados à sua retirada do vasto campo de petróleo offshore de Sakhalin após a invasão russa da Ucrânia.

As receitas aumentaram 52,4%, para US$ 87,7 bilhões.

Na Chevron, os lucros chegaram a US$ 6,3 bilhões, mais de quatro vezes o nível do ano anterior, com um aumento de 70% nas receitas, para US$ 54,4 bilhões.

Os lucros surpreendentes de sexta-feira podem se somar aos gritos de “lucratividade” da indústria petrolífera dos democratas do Congresso, que planejam uma legislação após os dolorosos aumentos dos preços da gasolina. Autoridades da indústria de petróleo descartaram o esforço como “postura política”.

Os preços do petróleo geralmente permaneceram acima de US$ 100 o barril, após atingirem cerca de US$ 130 o barril no início de março, logo após a invasão russa da Ucrânia.

Os preços do gás natural também foram elevados em meio a preocupações com a confiabilidade do fornecimento russo para a Europa, enquanto as margens de lucro do refino estão “acima da faixa de 10 anos, com a expectativa de que o equilíbrio entre oferta e demanda persista”, como disse a ExxonMobil.

Wirth disse que há poucos sinais de alívio imediato no mercado de petróleo apertado, dada a crescente demanda com mais economias reabrindo dos bloqueios do Covid-19, movimentos de algumas grandes petrolíferas para cortar o investimento em petróleo em favor de energia de baixo carbono e outros fatores.

“Os estoques estão bastante baixos, a demanda ainda é forte e as economias neste momento parecem estar lidando com isso”, disse Wirth em uma teleconferência com analistas. “Em algum momento, principalmente se os preços subirem, acho que começa a ser um obstáculo maior para a economia.”

Mas o mercado de petróleo permanece cíclico e “a resposta da oferta está chegando”, disse ele.
Não perseguindo o crescimento

Embora ambas as empresas tenham anunciado planos de aumentar a produção no final da década de 2020, a produção caiu no primeiro trimestre.

A produção de petróleo e gás da ExxonMobil caiu três por cento em relação ao período de 2021, com a ExxonMobil apontando para um clima frio severo que prejudicou a produção no Canadá, bem como atividades de manutenção programada no Catar e na Guiana.

Enquanto a Chevron divulgou um salto de 10 por cento na produção de petróleo e gás dos EUA após um aumento agressivo na Bacia do Permiano, no Texas, os volumes gerais de petróleo e gás natural caíram dois por cento em relação ao nível do ano passado.

Os fatores do declínio da produção incluíram uma produção menor na Tailândia e o efeito da perda de produção de um projeto na Indonésia, onde o contrato expirou.

O diretor financeiro da Chevron, Pierre Breber, disse que o histórico da empresa na Bacia do Permiano mostra a capacidade de aumentar a produção com eficiência, pois confirmou que a empresa não elevaria seu orçamento de capital além da faixa atual de US$ 15 a US$ 17 bilhões em 2022.

“Podemos sustentar e expandir nosso negócio tradicional de energia a taxas muito razoáveis”, disse Breber. “Não precisamos crescer mais rápido. Não somos pagos para isso. Não há nenhum momento em nossa história em que o mercado tenha valorizado o crescimento.”

As ações da ExxonMobil caíram 1,3 por cento, para US$ 86,07 nas negociações da tarde, enquanto as da Chevron caíram 2,4 por cento, para US$ 157,99.

Exame - SP   02/05/2022

O fornecimento de gás russo para países da União Europeia (UE) e a Turquia registraram uma queda considerável entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2021, enquanto a entrega para a China registrou forte alta, anunciou a empresa Gazprom.

"As exportações para os países fora da CEI (UE e Turquia, ndr) foram de 50.100 metros cúbicos, 26,9% menos que no mesmo período de 2021", afirma um comunicado do grupo controlado pelo Estado, que não apresenta uma explicação.

A Gazprom completa que seguirá fornecendo gás "em plena conformidade com as obrigações contratuais".

As exportações para a China dispararam, com uma alta de 60% em ritmo anual pelo gasoduto Power of Siberia.

Na Europa, os preços da energia registraram forte alta e a UE não decidiu até o momento aplicar um embargo ao petróleo e gás russos.

Em 2021, a Gazprom registrou lucro líquido recorde equivalente a 28 bilhões de euros, na taxa cambial atual, graças a um forte aumento da demanda de hidrocarbonetos.

Ao mesmo tempo, a Alemanha, um dos países europeus que era mais dependente do fornecimento de energia da Rússia antes da guerra na Ucrânia, anunciou neste domingo que conseguiu reduzir a tendência, especialmente para o carvão e o petróleo.

A dependência da maior economia europeia das importações de petróleo russo caiu nas últimas semanas a 12%, contra 35% antes do conflito, e as compras de carvão diminuíram a 8%, contra 50% anteriormente, afirma um comunicado divulgado pelo ministério da Economia.

Em contraste, a dependência do gás russo permanece significativa, embora tenha sido reduzida a 35%, contra 55% antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, que começou em 24 de fevereiro.

"Nas últimas semanas, fizemos grandes esforços, com todos os atores envolvidos para reduzir nossas importações de energias fósseis da Rússia e para diversificar nossos estoques", celebrou o ministro da Economia e do Clima, Robert Habeck.

A Alemanha anunciou há algumas semanas que deseja prescindir completamente do petróleo e do carvão russo até o fim do ano.

Em relação ao gás, a Alemanha alertou que será difícil deixar de consumir gás russo antes de 2024, embora o país tenha aumentado as importações de gás natural da Noruega e da Holanda, além do gás liquefeito de outros países.

Valor - SP   02/05/2022

Alemanha acelera cronograma para eliminar importações de energia da Rússia

A Alemanha pediu um embargo gradual às importações de petróleo da Rússia para a União Europeia (UE), aumentando a pressão para que Bruxelas firme um acordo entre os membros divididos do bloco, antes de uma semana que será difícil para a política da UE sobre a energia russa.

Jörg Kukies, um dos assessores mais próximos do premiê Olaf Scholz, disse ontem que Berlim é a favor de um embargo ao petróleo russo, mas precisa de “alguns meses” para se preparar para o fim dos embarques. Separadamente, o Ministério da Economia alemão disse ontem que pode acabar com sua dependência do petróleo russo até o fim do terceiro trimestre. “Um embargo de petróleo com um período de transição suficiente seria, portanto, gerenciável.”

Com a UE discutindo nesta semana sanções mais duras contra Moscou, a disposição de Berlim de acelerar seu cronograma aumenta a possibilidade de um embargo total ao petróleo russo pela UE.

A Alemanha, a maior economia do bloco e seu membro mais poderoso, inicialmente relutou em impor sanções ao petróleo russo depois da invasão da Ucrânia por Vladimir Putin. Mas com o avanço da guerra, ela acabou mudando de posição, num sinal da determinação da UE de parar de comprar energia de Moscou apesar do potencial impacto econômico dessa decisão sobre o bloco.

“Estamos pedindo um período considerável de transição”, disse Kukies ao “Financial Times”. “Queremos parar de comprar o petróleo russo, mas precisamos de um pouco de tempo para ter certeza de que conseguiremos outras fontes de petróleo para o nosso país.” A maioria das refinarias alemãs já mudou para outros fornecedores.

As tensões entre a Rússia e o Ocidente por causa da energia aumentaram nos últimos dias, com Moscou cortando o fornecimento de gás para a Polônia e a Bulgária. A Comissão Europeia está elaborando um sexto pacote de sanções contra a Rússia por causa da invasão da Ucrânia, agora em seu terceiro mês. As medidas deverão mirar o petróleo russo, bancos da Rússia e Belarus e mais indivíduos e empresas.

Autoridades da Comissão Europeia reuniram-se com embaixadores dos Estados-membros neste fim de semana, num esforço para chegar a um consenso sobre os termos de detalhes de eventuais medidas para conter a entrada de petróleo russo, que responde por mais de um quarto das importações totais de petróleo do bloco. Elas esperam elaborar uma proposta formal até amanhã.

Os embaixadores irão discutir essa proposta na quarta-feira, segundo disseram duas autoridades envolvidas nas discussões, alertando que um acordo final poderá não surgir nessa reunião.

Enquanto Berlim quer um embargo ao petróleo, alguns países, como a Itália, pressionam por outras medidas como um teto aos preços ou a imposição de uma tarifa ao petróleo russo. A Polônia e os países bálticos estão pedindo uma proibição total. As infraestruturas de petróleo da Hungria e da Eslováquia adaptadas à Rússia, e a condição de os dois países não terem litoral, significam que eles têm poucas opções de fornecimento de petróleo e que eles também teriam que reformular suas redes físicas de processamento de petróleo.

“Isso não é só uma questão de tomar uma decisão política, mas também uma questão de engenharia”, disse uma autoridade da UE, que acrescentou que os países afetados pressionam por um pacote de financiamento que os ajudem a pagar pelos gastos de infraestrutura necessários em troca de seu apoio a um embargo.

O premiê da Hungria, Viktor Orbán, alertou que seu governo “não cederá a nenhuma pressão para estender as sanções contra a Rússia por gás ou petróleo, e que isso mataria a economia húngara”. O ministro do Exterior, Peter Szijjarto, disse à CNN na semana passada que 85% do fornecimento de gás da Hungria e 65% de seu petróleo vêm da Rússia e “não há rotas de entrega alternativas que tornariam possível para nós nos livrar do petróleo e gás russos nos próximos dois anos... Fizemos tudo o que podíamos para diversificar.”

A Alemanha também terá que se adaptar rapidamente se um embargo ao petróleo for decidido. O maior desafio é apresentado por duas refinarias no leste da Alemanha, Schwedt e Leuna, que são altamente dependentes do petróleo russo. As duas estão conectadas a um oleoduto que bombeia petróleo diretamente da Rússia.

Kukies disse que as autoridades estão discutindo com “várias companhias de petróleo, a Comissão Europeia e o governo polonês” quanto ao fornecimento de alternativas para Schwedt, um processo que reconheceu ser “desafiador”. Mas ele insistiu que a Alemanha “resolverá todos os problemas até o fim do ano, no mais tardar.”

A discussão sobre as sanções ao petróleo deve ocorrer hoje num encontro de emergência dos ministros da Energia da UE para discutir as implicações da decisão da companhia estatal russa de gás Gazprom de suspender o fornecimento para a Polônia e a Bulgária na semana passada. A Rússia fechou a torneira do gás depois que os dois países se recusaram a cumprir um decreto do presidente Putin que exige que os países europeus façam os pagamentos pelo gás russo apenas em rublos. Bruxelas alertou os Estados-membros que fazer isso seria uma violação das sanções impostas pela UE.

AGRÍCOLA

IstoÉ Dinheiro - SP   02/05/2022

A Agrishow, maior feira agrícola da América Latina, gerou nesta semana volume de negócios recorde de 11,243 bilhões de reais em intenções de venda de máquinas e equipamentos para agricultura, armazenagem e irrigação, afirmaram os organizadores nesta sexta-feira.

Custos elevados para a indústria e aumento nos preços do maquinário com mais avanços tecnológicos contribuíram para uma disparada de 287% nos negócios em relação à edição de 2019, a última presencial antes da pandemia. Há também um cenário propício para investimento devido ao nível de capitalização dos produtores rurais.

As intenções de venda superaram a expectativa inicial de 6 bilhões de reais para a feira realizada em Ribeirão Preto (SP).

Segundo o Secretário de Agricultura de São Paulo, Francisco Matturro, os números precisam ser avaliados com base em determinados parâmetros.

Ele disse que parte do alto desempenho financeiro se deve ao aumento de preços das máquinas, na esteira de maiores despesas para produção na indústria, ligada a limitações para conseguir peças importadas.

“Nós tivemos durante três anos uma total desorganização da cadeia de suprimentos, de componentes de máquinas agrícolas e matérias primas. Então isso eleva os custos e, consequentemente, os preços”, afirmou a jornalistas em transmissão pela internet.

Matturro, que também é presidente da Agrishow, ressaltou que questões logísticas inflacionaram o setor.

“Temos uma total desorganização no tráfego marítimo, que também alteram preços”, disse ele.

Em outra frente, o avanço da tecnologia no maquinário agrícola nos últimos anos também levou os fabricantes a reajustarem os valores dos equipamentos.

“Nós temos máquinas hoje com muito mais tecnologia embarcada do que há três anos”, acrescentou Matturro.

O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão, disse que a demanda aquecida no setor, com o cultivo agrícola remunerando bem os produtores, abriu espaço para investimentos.

“Estamos num momento muito promissor, com alta rentabilidade do setor e isso influencia a compra de máquinas”, afirmou. “E também tem um aumento de área plantada; se não tiver mais máquinas, não consegue plantar”.

Na safra 2021/22, a área plantada com grãos e cereais deve crescer 4,4% no Brasil, para 72,8 milhões de hectares, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com isso, Estevão projeta avanço de 5% para as cadeias de máquinas, equipamentos para irrigação e armazenagem no agronegócio neste ano, “com viés de alta”, ante a marca de 88 bilhões de reais registrada em 2021.

Sobre a questão de recursos para financiamento, o presidente da câmara setorial afirmou que “não há falta de dinheiro, o problema é o juro”, lembrando que mesmo além do Plano Safra há fontes de crédito privado.

O diretor de comunicação da montadora Case IH para a América Latina, Eduardo Penha, disse que a empresa na Agrishow deve ter pelo menos o dobro de vendas da edição de 2019, embora ainda não haja um balanço final dos negócios.

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