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02 de Março de 2021

ECONOMIA

IPC-S registra inflação de 0,54% em fevereiro

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Agência Brasil - DF   02/03/2021

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou fevereiro deste ano em 0,54%. A taxa de inflação é o dobro da observada em janeiro (0,27%). De acordo com os dados divulgados hoje (1º) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IPC-S acumula taxa de inflação de 5,42% em 12 meses.

Cinco das oito classes de despesa que compõem o IPC-S tiveram aumento da taxa na passagem de janeiro para fevereiro, com destaque para os transportes, cujo índice subiu de 1,53% para 2,29% no período. Um dos itens que mais contribuíram para esse resultado foi a gasolina, cuja taxa passou de 4,70% em janeiro para 6,90% em fevereiro.

Outros dois grupos tiveram aumento da taxa de inflação: saúde e cuidados pessoais (de 0,19% para 0,29%) e despesas diversas (de 0,23% para 0,24%). Dois grupos passaram de deflação (queda de preços) em janeiro para inflação em fevereiro: habitação (de -0,29% para 0,08%) e vestuário (de -0,39% para 0,03%).

Por outro lado, três grupos tiveram queda na taxa: educação, leitura e recreação (de 0,58% para 0,12%), alimentação (de 0,16% para 0,09%) e comunicação (de -0,02% para -0,07%).

O IPC-S é calculado com base em preços coletados semanalmente em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.

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Setor industrial recupera fôlego em fevereiro apesar de Covid crescente

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Veja - SP   02/03/2021

O aumento de casos de Covid-19 e os percalços da vacinação da população brasileira — fatores que devem prejudicar a retomada da economia — não mostram, em primeiro momento, afetar a atividade industrial do país.

Em fevereiro, houve crescimento de 3,36% do setor em relação ao mês anterior, apontando forte otimismo entre os fabricantes brasileiros sobre a recuperação do segmento em 2021 com o avanço das vacinas. Os dados são do índice PMI, divulgado nesta segunda-feira, 1º, pela consultoria IHS Markit. O indicador marcou 58,4, o número é bastante superior ao limite de 50, que aponta estagnação do setor. Acima deste patamar, significa que a área estudada está em expansão.

Em novembro de 2020, o índice PMI da indústria alcançou o ápice de 64,9, mas desde então vinha desacelerando e só agora, em fevereiro, voltou a crescer. “O setor industrial brasileiro recuperou impulso após um início incerto em 2021, mas a velocidade da recuperação permanece mais lenta do que na segunda metade do ano passado”, diz Tim Moore, diretor de economia da IHS Markit.
commodities está crescendo globalmente e os papeis da CSN e da Vale, produtoras de minério de ferro, disparam, 3,10% e 1,88% respectivamente na manhã desta segunda-feira.

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Previsão do mercado financeiro para inflação sobe para 3,87% neste ano

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Agência Brasil - DF   02/03/2021

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 3,82% para 3,87%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,50%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

A projeção para 2021 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2021 em 4% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica suba para 5% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano em 3,29%.

Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,5%, a mesma previsão há 149 semanas consecutivas. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro também continua projetando expansão do PIB em 2,5%.

A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 5,05 pra R$ 5,10, ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,03.

Menos

Com inflação em alta, BC deve subir juros

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Correio Braziliense - DF   02/03/2021

Analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central estão certos de que a taxa básica de juros (Selic) subirá ainda neste mês de março para controlar a inflação. Dentre os números trazidos pelo Boletim Focus, está o aumento da projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021, de 3,82% para 3,87%, e do Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M), de 8,02% para 8,88% em uma semana.

Economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito afirmou que o Focus mostrou uma piora significativa em alguns indicadores, e que, analisando o conjunto, cria-se um sentimento de um cenário mais difícil para a economia. “Os economistas estão vendo que está bem apertado este começo de ano. Não dá pra imaginar muito espaço para o Banco Central não conduzir algum tipo de aperto monetário”, disse. O relatório compila as estatísticas calculadas com base na expectativa do mercado coletadas até a sexta-feira anterior à divulgação do documento.

O economista-chefe da Órama Investimentos e professor do Ibmec do Rio de Janeiro, Alexandre Espírito Santo, disse que houve uma deterioração muito rápida dos números, do início do ano para cá. Ele pontuou que havia uma expectativa positiva, com o início da vacinação, mas que isso começou a se reverter de forma rápida. Somaram a isso os ruídos políticos, o retorno ou não do auxílio emergencial e o anúncio do presidente Jair Bolsonaro sobre a mudança na presidência da Petrobras.

Para ele, o mercado estava otimista no início do ano, mas, agora, “começou a cair a ficha”. Ele também ressaltou que, pelas expectativas do mercado, o Banco Central terá que subir a taxa de juros. “Não vai ter muito jeito; não vai ter como não fazer esse aumento sob pena de depois ter que correr atrás”, disse. A expectativa é de que a Selic passe dos atuais 2% para 2,5% ou 2,75% ao ano.

Economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez pontuou que o BC conduz a política monetária observando a expectativa, portanto é natural observar uma elevação da taxa de juros. Ao falar sobre o cenário, Sanchez citou a inflação, a alta do dólar, que vem caminhando para cima, e um Produto Interno Bruto (PIB) que “custa a crescer”. “Temos um relatório Focus, desde o último boletim, demonstrando um cenário econômico de deterioração, infelizmente”, disse.

O economista apontou que vários eventos impactam as expectativas. Ele citou que o anúncio da substituição do presidente da Petrobras, visto pelo mercado como uma interferência do governo federal na estatal, teve um papel negativo (ainda que pequeno) nos números; assim como a morosidade da vacinação e as novas variantes que circulam no país. “Vários acontecimentos em um curto espaço de tempo e todos eles, infelizmente, prejudiciais”, disse. (ST)

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Balança comercial tem superávit de US$ 1,152 bilhão em fevereiro

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Agência Brasil - DF   02/03/2021

A importação de uma plataforma de petróleo fez a balança comercial (diferença entre exportações e importações) registrar o menor resultado para meses de fevereiro em sete anos. No mês passado, o Brasil exportou US$ 1,152 bilhão a mais do que importou. O valor é 50,4% inferior ao de fevereiro do ano passado e representa o saldo mais baixo para o mês desde 2014.

Com o desempenho de fevereiro, a balança comercial acumula superávit de US$ 27 milhões nos dois primeiros meses de 2021. Em janeiro, o indicador tinha registrado déficit de US$ 1,125 bilhão.

No primeiro bimestre, a balança acumula o menor saldo para o período desde 2001. Naquele ano, a balança tinha registrado déficit de US$ 337,86 bilhões nos dois primeiros meses.

Em fevereiro, as exportações somaram US$ 16,183 bilhões, com crescimento de 3,9% pela média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. Por causa da plataforma de petróleo, avaliada em US$ 1,4 bilhão, as importações atingiram US$ 15,030 bilhões, com alta de 13,9% na mesma comparação.
Principais produtos

No mês passado, as exportações da agropecuária caíram 10,8% na comparação com fevereiro de 2020, puxada pela entressafra e pelo atraso no plantio de alguns produtos. As maiores quedas foram observadas nas vendas de soja (-33,1%) e de animais vivos (-44,2%). O impacto só não foi maior porque os preços médios dos bens agropecuários aumentaram 8,4% em fevereiro.

O recuo nas exportações do agronegócio foi compensado pela expansão nas vendas da indústria extrativa, que subiram 13,8% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado. Os destaques foram minério de ferro e seus concentrados (+94,7%) e minérios de alumínio e seus concentrados (+12,6%). As exportações da indústria de transformação cresceram 3,5% na mesma comparação, com destaque para açúcares e melaços (+58,0%), farelos de soja e outros alimentos para animais (+77%) e ouro não monetário (+79,6%).
Importações

Em relação às importações, a entrada no país da plataforma de petróleo engordou as compras externas. Sem a operação, a balança comercial teria registrado superávit de US$ 2,5 bilhões em fevereiro e teria alta em relação ao resultado de fevereiro do ano passado, quando o superávit somou US$ 2,325 bilhões.

Até meados da década passada, o Brasil registrava em subsidiárias da Petrobras no exterior plataformas de petróleo que na prática jamais saíam do país. Essas operações eram registradas como exportações. Com o Repetro, novo regime tributário para o setor, várias plataformas estão sendo registradas no Brasil, com o procedimento sendo contabilizado como importação.

Outros destaques nas importações foram o aumento nas compras de adubos e fertilizantes (+71,3%) e válvulas e tubos termiônicos (+36,6%). A desvalorização do real, que aumenta o preço das mercadorias de outros países, contribuiu para o aumento do valor importado desses produtos.
Estimativas

Em janeiro, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia divulgou que a balança comercial deverá encerrar o ano com superávit de US$ 53 bilhões. O valor representaria alta em relação ao superávit de US$ 50,99 bilhões registrado no ano passado, mas está abaixo das estimativas das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 55,1 bilhões para 2021.

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MINERAÇÃO

Há 5 anos sem pagar juros, títulos de dívida da Samarco têm rali

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Exame - SP   02/03/2021

Uma das apostas mais quentes em dívida de mercados emergentes não paga um centavo de juros há cinco anos. Os preços dos títulos emitidos pela Samarco Mineração, a empresa produtora de minério de ferro de propriedade conjunta da Vale e da BHP Group, dispararam para 83 centavos por dólar de apenas 34 centavos no início da pandemia de Covid-19, entregando aos credores um retorno de 144%.

Existem vários fatores que impulsionam a alta: os preços do minério de ferro estão subindo; executivos da Samarco começaram a preparar um plano de reestruturação da dívida; e a mina está finalmente produzindo novamente, embora apenas uma fração do que produzia antes do estouro da barragem em 2015 que matou 19 pessoas e destruiu grande parte de duas vilas.

Mesmo em uma época de grande agitação nos mercados financeiros globais, o tamanho do rali é inesperado. Os títulos estão sendo negociados apenas alguns centavos a mais do que nos dias anteriores à catástrofe.

Os banqueiros que assessoram a Samarco e seus acionistas foram pegos de surpresa. Eles veem o preço de 83 centavos como muito mais alto do que o valor que será oferecido na reestruturação da dívida, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto que pediram para não ser identificadas.

A única maneira de o preço atual fazer sentido, disseram eles, é se a Vale e a BHP injetassem novo capital na Samarco para ajudar a pagar a dívida, algo que eles insistem que não vai acontecer. A empresa precisa reduzir sua dívida de US$ 3,8 bilhões e ajustar seu cronograma de pagamentos para refletir seu novo tamanho menor, disseram as pessoas.

Os banqueiros estão claramente tentando moderar as expectativas - mas o interesse dos investidores nos títulos continua alto. Uma difícil negociação de reestruturação da dívida pode ser retomada em breve.

“Os detentores de títulos simplesmente não vão aceitar haircut, pois a Samarco tem dois acionistas saudáveis que eles acham que poderiam injetar dinheiro”, disse Carlos Gribel, managing director da Andbanc Brokerage em Miami. “Para chegar a um acordo, eles poderiam concordar com um adiamento nos prazos de pagamentos, por exemplo.”

BHP, Vale, Samarco e o banco de investimento Houlihan Lokey Inc., de Nova York, que assessora um grupo de detentores de títulos, não quiseram comentar.

Para colocar o rali dos papéis da Samarco em perspectiva, os títulos de empresas de matéria-prima de mercados emergentes retornaram cerca de 33% desde 7 de abril na média, enquanto os papéis de dívida externa do governo brasileiro renderam 11%, de acordo com os índices Bloomberg Barclays. Os preços do minério de ferro saltaram mais de 10% somente neste ano.

Alguns credores da Samarco não estão dispostos a esperar por uma reestruturação extrajudicial e estão entrando com ações na Justiça. Um grupo de detentores de títulos da Samarco entrou com uma ação em Nova York em outubro pedindo à empresa o pagamento de mais de US$ 2,7 bilhões em principal e juros. O escritório de advocacia Davis Polk & Wardwell está representando os credores em Nova York, enquanto a Samarco está sendo assessorada pelo Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP.

Alguns litigantes que buscam receber empréstimos de pré-pagamento à exportação têm sido mais bem-sucedidos na Justiça brasileira. O juiz Jeferson Maria em Belo Horizonte decidiu em 8 de fevereiro que a Samarco precisa pagar uma nota promissória de US$ 125 milhões com vencimento em 3 de dezembro para o York Global Finance BDH, LLC. As notas foram usadas como garantia em um empréstimo do Mizuho Bank Ltd. em 2013, que foi vendido ao York em 21 de junho de 2018, de acordo com documentos judiciais. A empresa ainda pode entrar com uma ação para suspender o processo de execução.

Os escritórios Padis Mattar Advogados e Ferro, Castro Neves, Daltro & Gomide Advogados representam o York no Brasil, enquanto o Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto Advogados representa a Samarco.
Alguns credores de outros US$ 1,6 bilhão em pré-pagamento à exportação e outras dívidas estão planejando ir aos tribunais no Brasil após o sucesso do primeiro processo, disse uma pessoa. Eles são em sua maioria fundos de investimento, depois que os bancos venderam a maior parte de suas participações.

Antes de uma nova rodada de negociações de reestruturação de US$ 2,2 bilhões em títulos de dívida externa com vencimento em 2022 e 2024, um grupo de credores está sendo assessorado pelo Houlihan Lokey. A Samarco está recebendo assessoria do JPMorgan Chase & Co., a Vale está trabalhando com a Moelis & Co. e a BHP com o Rothschild & Co.

Dependendo do desenrolar dos processos, a Samarco pode ser obrigada a pedir recuperação judicial no Brasil, disseram três das pessoas, acrescentando que esse não é o desfecho mais provável por enquanto. A Samarco está preparada para ir à Justiça se seu caixa for apreendido por credores ou se as operações forem prejudicadas de alguma forma por ações judiciais, disseram as pessoas.

Em 4 de fevereiro, a Vale anunciou um acordo de R$ 37,7 bilhões para reparação de danos coletivos causados pelo rompimento de uma outra barragem que matou 270 pessoas em 2019.

“O momento para a Samarco reestruturar todos os seus passivos é muito bom agora, já que a empresa está de volta à produção, o real está fraco e os preços do minério de ferro tiveram uma alta incrível”, disse Rafael Fritsch, diretor de investimentos de fundos distressed da Canvas Capital, com sede em São Paulo, que detêm dívidas da Samarco. “Os dois acionistas da empresa resolveram algumas de suas questões jurídicas e têm planos de negócios claros, e isso aumenta o otimismo”, disse Fritsch.

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As pretensões ambientais da mineradora Nornickel no Ártico russo

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IstoÉ Dinheiro - SP   02/03/2021

Em um grande galpão aberto, as máquinas gigantes estão paradas e uma camada de neve cobre os armazéns vazios. A metalúrgica Nikel no Ártico russo fechou suas portas.

Propriedade da gigante mineradora Nornickel (Norilsk Nickel), muito influente na região, a fundição está localizada nas proximidades da fronteira com a Noruega e durante décadas foi uma importante fonte de poluição.

Durante os 74 anos de operação, a metalúrgica produziu milhões de toneladas de níquel, muito utilizado na indústria e que deu o nome à cidade.

Mas a cada ano a fábrica expelia uma quantidade de dióxido de enxofre quatro vezes maior do que a emitida pela Noruega, causando estragos na vegetação e no ar.

O rugido das turbinas cedeu ao silêncio e de vez em quando uma poeira preta cai do teto sobre as últimas caixas de metal que ainda não foram removidas desde o fechamento em dezembro.

Com seus edifícios à beira da ruína e sua tecnologia desatualizada, a usina será desativada em 2029.

Caminhando entre peças cobertas de gelo, Vladimir Bezushkov não esconde a tristeza pelo estado da fábrica à qual dedicou 25 anos de sua vida.

Ele começou como limpador de chaminés e fornos até se tornar o vice-diretor de produção.

“Eu gostaria de continuar trabalhando como antes. É uma pena, mas o que se pode fazer?”, diz o homem de 45 anos.

E quanto à poluição? “Talvez [houvesse], mas respeitamos todas as regras”, responde.

– Lição aprendida –

O fechamento da fundição é parte de uma estratégia para tornar a Nornickel uma empresa “verde” ou pelo menos limitar o impacto de suas atividades no meio ambiente.

A gigante da mineração planeja investir 4,5 bilhões de euros (5,4 bilhões de dólares) na modernização de seus equipamentos, limpeza da poluição existente e apoio aos parques nacionais.

Na Península de Kola, na fronteira com a Noruega e a Finlândia, as emissões de poluentes devem cair 85% este ano.

Nornickel afirma ter “aprendido a lição” após a catástrofe que causou em Norilsk em maio de 2020, quando 21.000 toneladas de combustível foram despejadas em vários cursos de água depois que um reservatório da usina afundou. Foi um dos piores desastres ecológicos no Ártico.

– Uma medida insuficiente –

Parte da produção metalúrgica de Nikel foi transferida para a gigantesca fábrica de Monchegorsk, na mesma região, mas mais ao sul, onde novas tecnologias serão lançadas.

“Com o lançamento da nova unidade de refino, esperamos dobrar a produção de cátodos de cobre e chegar a 150 mil toneladas por ano. No entanto, isso não terá nenhum impacto negativo no meio ambiente”, disse Vadim Menshenin, diretor de seção.

A fábrica de Monchegorsk da Nornickel produz cobre, níquel e cobalto.

A fundição, muito poluente, foi programada para fechar em 1º de março.

A Noruega aprovou o fechamento da fábrica Nikel. Em 2007, as descargas de poluentes da usina foram tão graves que Oslo chegou a considerar a evacuação dos habitantes da área de fronteira.

A ONG ambiental local Bellona também elogiou a decisão, uma “dádiva da natureza”.

Apesar dos investimentos significativos em novas tecnologias e da redução das emissões, as instalações de Nornickel continuam entre as principais fontes de poluição do Ártico.

“O fechamento de fábricas obsoletas é um passo na direção certa. Mas não é suficiente, se comparado aos volumes de produção da empresa, cujo faturamento é estimado em bilhões”, disse Elena Sakriko, do escritório do Greenpeace na Rússia.

“O Ártico é um ecossistema muito vulnerável que leva tempo para se regenerar”, explicou. “Em nossa opinião, existem regiões que deveriam ser protegidas da atividade humana.”

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AUTOMOTIVO

Renault anuncia investimento de R$ 1,1 bi no Brasil

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Infomoney - SP   02/03/2021

A Renault informou nesta segunda-feira que vai investir R$ 1,1 bilhão no Brasil neste ano e em 2022. Diferente de anos anteriores, quando os programas eram definidos por períodos de cinco anos, desta vez a companhia decidiu pelo curto prazo e continuará negociando com a matriz aportes para os anos seguintes. Informa, contudo, que um novo ciclo de investimentos dependerá da melhoria da competitividade do País.

Fatores como a alta e complexa carga tributária, custos logísticos, de fabricação e trabalhista colocam o Brasil na linha de espera das grandes montadoras. “Dentro do contexto global, essas questões comprometem a viabilização e a competitividade para se fabricar no Brasil”, afirma o presidente da Renault no País, Ricardo Gondo.

Segundo o executivo, “esse aporte para 2021 e 2022 é um passo importante para validar novos projetos”, mas, ao avaliar novos projetos a matriz leva em conta o contexto global e o dos países onde pretende investir. “Também é levado em consideração o tamanho do mercado, se vai continuar a crescer, de que forma, em que ritmo e baseado em que, por exemplo em análises econômicas e macroeconômicas.”

O novo aporte, anunciado pela direção da empresa ao governador do Estado do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), será aplicado em projetos que já estavam em andamento, como a renovação de cinco modelos da linha atual, a introdução do motor 1.3 turbo que será importado da Espanha (provavelmente para o utilitário-esportivo Duster) e na chegada de dois carros elétricos, um deles o novo Zoe.
Produtos mais rentáveis

A cautela da fabricante francesa que faz parte da aliança Renault/Nissan/Mitsubishi está em linha com o plano global anunciado pela empresa no início do ano, de focar suas operações em produtos mais rentáveis, deixando de lado carros mais básicos, sem se preocupar com eventual queda em participação de mercado.

Gondo afirma que a empresa já seguiu essa direção no ano passado, o que a levou a cair de uma participação de 9% do mercado brasileiro em 2019, após dez anos de crescimento contínuo, para 6,7%. A empresa também deixou de atuar em canais menos rentáveis, como a venda direta para pessoas com deficiência física (PCD), que estabelece limite de R$ 70 mil aos veículos para isenção de impostos. Ao adaptar modelos a esse preços, diz Gondo, a rentabilidade do produto é reduzida.

Em 2020 a marca vendeu 132 mil veículos, ficando em sétimo lugar no ranking nacional de marcas. No ano anterior, ela ocupou a quarta posição, como 239 mil unidades comercializadas.

Outra medida que, segundo o executivo ajudou na redução de custos, foi o acordo coletivo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, com validade para quatro anos, e que permitiu o fechamento de um turno de trabalho e a abertura de um programa de demissão voluntária (PDV).

O objetivo era a saída de 747 trabalhadores, mas parte deles ainda está em lay-off (contratos suspensos) e a empresa mantém negociações com o sindicato para uma solução. O complexo do grupo em São José dos Pinhais (PR), que abriga fábricas de automóveis e de motores, tem 6,4 mil funcionários diretos operando em dois turnos e, no momento, não precisa da mão de obra que está afastada.
Escassez de semicondutores

Gondo informa que a fábrica do Paraná teve a produção paralisada por alguns dias no mês passado em razão de dificuldades de logística para a chegada de componentes. Segundo ele, tem ocorrido atrasos de navios e, quando chegam ao porto já perderam o local para atracar e ficam esperando dias para o desembarque.

A falta de semicondutores é global e o presidente mundial da Renault, Luca De Meo, acredita que o problema deve ser reduzido no segundo semestre mas, afirmou que há riscos de 100 mil veículos da marca deixarem de ser produzidos em todos os países onde tem fábricas.

No Brasil, a fábrica continua funcionando sem problemas, informa Gondo, “mas claramente uma hora teremos problemas”, sem citar prazos. Aço é outro produto que preocupa o setor.

Ele prevê um mercado total brasileiro de 2,3 milhões de veículos, 15% acima do ano passado. Em razão do aumento de custos de matéria-prima e dólar, os preços do modelos da Renault subiram em média 16,5% no ano passado, um pouco acima da média total do mercado, que foi de 16% a 16,2%. Neste ano, já ocorreram reajustes de 4%.

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Com falta de peças, GM vai colocar 600 trabalhadores em lay-off por 2 meses no interior de SP

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O Estado de S.Paulo - SP   02/03/2021

A General Motors vai suspender, em princípio por dois meses, um turno de trabalho na fábrica do Vale do Paraíba (SP) e colocar 600 trabalhadores em lay-off (suspensão temporária de contratos). O motivo é a falta de componentes, em especial de semicondutores. É a segunda fábrica do grupo a adotar a medida. O mesmo ocorrerá na unidade de Gravataí (RS).

Em reunião na manhã desta segunda-feira, 1.º, com dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos a empresa informou ter peças para manter a produção em dois turnos somente até o dia 8. Por isso, quer iniciar o lay-off na próxima segunda-feira, 8, com retorno previsto para 2 de maio.

O secretário-geral do sindicato, Renato Almeida, afirma que levará o tema para uma assembleia de trabalhadores nesta terça-feira, 2, mas a entidade antecipa que defenderá a medida se a montadora se comprometer com a manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da unidade, que produz a picape S10 e o utilitário-esportivo (SUV) Traiblazer, além de componentes.

O sindicalista informou ainda que a GM contratou 300 trabalhadores temporários (por seis meses) no início do ano e estava ampliando a produção, principalmente da S10 - que tem fila de espera nas lojas de até 90 dias -, mas a falta de componentes, entre os quais eletrônicos, impede a manutenção do ritmo de produção.

O complexo de São José dos Campos emprega cerca de 3,5 mil trabalhadores e um outro grupo de 368 funcionários já está em layoff desde abril do ano passado, com retorno previsto para 8 de abril. Ou seja, durante um período haverá mais de 900 pessoas afastadas.

Em nota, a GM repetiu comunicado divulgado na semana passada sobre a situação de Gravataí. “A cadeia de suprimentos da indústria automotiva na América do Sul tem sido impactada pelas paradas de produção durante a pandemia e pela recuperação do mercado mais rápida que o esperado. Isso tem o potencial de afetar de forma temporária e parcial nosso cronograma de produção. Estamos neste momento trabalhando com fornecedores, sindicato e outros parceiros de negócios para mitigar os impactos gerados por esta situação.”
Férias coletivas

Na unidade gaúcha, onde é produzido o Onix, automóvel mais vendido no País, cerca de 2 mil funcionários dos dois turnos de trabalho da GM e mais 2 mil dos fornecedores de autopeças que operam dentro do complexo entraram em férias coletivas nesta segunda por 20 dias. No início de abril, após o retorno, cerca de metade deles deverá entrar em lay-off por dois a cinco meses.

Os trabalhadores de Gravataí já aceitaram a proposta em assembleia realizada na sexta-feira, 26, e aguardam para o fim desta semana a informação da empresa do número exato de trabalhadores que terão os contratos suspensos e por quanto tempo, segundo informa Valcir Ascari, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí.

Na fábrica de São Caetano do Sul (SP), onde são feitos os modelos Tracker, Onix Joy, Montana e Spin não há conversas, no momento, sobre possíveis paradas, diz o presidente do sindicato local, Aparecido Inácio da Silva.

O problema de falta de peças, em especial de semicondutores, é global em razão da paralisação de pedidos das montadoras no meio da pandemia no ano passado, mas, com o retorno da produção em níveis acima do esperado ocorreu o descompasso entre as fabricantes dos itens, a maioria da Ásia, e a demanda das montadoras.

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Vendas de veículos têm pior fevereiro em 3 anos; falta de peças atrapalha produção

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Infomoney - SP   02/03/2021

As vendas de veículos novos continuaram perdendo ritmo no mês passado, com queda de 16,7% em relação a fevereiro de 2020, último mês em que o mercado funcionou sem as restrições da pandemia.

Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, 167,4 mil unidades foram comercializadas no País, o pior fevereiro desde 2018, quando foram emplacados 156,9 mil veículos no segundo mês do ano.

Na comparação com janeiro, as vendas caíram 2,2%, confirmando o esfriamento do mercado após a arrancada, com a flexibilização das quarentenas, que levou os volumes mensais para acima de 200 mil veículos nos meses de setembro a dezembro. Em meses consecutivos, o resultado de fevereiro foi o menor desde junho.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, 338,6 mil veículos foram vendidos no Brasil, 14,2% abaixo do primeiro bimestre de 2020, conforme balanço preliminar, sujeito a leves ajustes em relação aos números finais a serem divulgados na terça-feira, 2, pela Fenabrave, associação das concessionárias, e na sexta-feira de manhã pela Anfavea, a entidade das montadoras.

A falta de peças continua comprometendo a produção das montadoras, o que, consequentemente, restringe a oferta de carros disponíveis nas revendas.

As dificuldades de abastecimento, que já envolviam insumos como aço, peças plásticas e pneus, foram agravadas pela escassez global de componentes eletrônicos, levando a mais atrasos de produção e até mesmo paradas completas de linhas.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Mercado imobiliário de alto luxo está em alta após a pandemia

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Globo Online - RJ   02/03/2021

RIO — Com a necessidade do isolamento, a pandemia mudou a forma de as pessoas se relacionarem com suas casas. Os espaços passaram a ser mais valorizados e aumentou também a busca por uma melhor infraestrutura. Os bancos facilitaram o crédito imobiliário e as taxas de juros foram reduzidas, o que contribuiu para o aquecimento do setor imobiliário desde maio do ano passado após passar por uma baixa no início de 2020. O mercado de alto luxo, porém, por ter um público específico sempre apresentou uma certa estabilidade, sendo considerado promissor e pouco afetado em tempos de crise. A busca por imóveis de alto padrão cresceu.

— Esse mercado tem se mostrado atraente e resiliente e há muitas transações acontecendo. As pessoas querem espaços maiores, com piscina, varanda, cobertura e outros. Ainda tem a questão da valorização do dólar e do euro e da desvalorização do real, que atrai compradores com recursos fora do país. Quem investia dinheiro em viagens ou em imóveis no exterior, recuou e voltou a investir no lar. Quem compra este tipo de imóvel não financia, faz uma proposta de liberação de recursos, permuta, à vista ou em parcelas que não chegam a 12 meses — avalia Leonardo Scheneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio).

Segundo uma análise do Secovi-Rio, as ruas mais caras da Barra são Avenida do Pepê, Lúcio Costa, General Guedes da Fontoura, Bromélias da Península, João Carlos Machado, Desermbargador João Claudino de Oliveira e Cruz, Avenida Tim Lopes, Coronel Malta Rezende e Jardins de Santa Mônica, em que o valor do metro quadrado varia de R$ 9.363 a R$ 12.502.

Além da localização, há outros critérios para determinar se um imóvel é de alto luxo ou não: a metragem, o layout e a estrutura do prédio, caso seja um apartamento, são alguns deles. Outro atrativo dos imóveis de alto luxo da região é que, segundo Scheneider, eles costumam ser mais novos, com designs mais modernos do que os da Zona Sul, por exemplo.

— Alto padrão se refere a imóveis entre R$ 5 milhões e R$ 40 milhões. Na Barra, os mais valorizados são os cocondomínios horizontais de casas, como Mansões, Pedra de Itaúna, Santa Helena e Santa Mônica, entre outros — completa Scheneider.

Roberta Costa, diretora da Home Hub Jardim Oceânico, explica que na faixa de preço considerada como alta luxo, a maioria são casas, coberturas ou apartamentos em condomínios bem conceituados. Ela também observa que grande parte dos clientes veio da Zona Sul em busca de maior espaço ou da própria Barra. Segundo ela, com o dinheiro que o cliente compraria um apartamento de 100 metros quadrados no Leblon, na região ele adquire um de 200.

— O ano de 2019 foi bom, mas 2020 foi muito bom, um divisor de águas. Os clientes querem mais espaço por conta do home office e desejam um jardim, piscina e churrasqueira, até porque durante a pandemia não puderam utilizar as áreas de lazer dos condomínios. As pessoas passaram a ficar mais em casa e as confraternizações passaram a ser em seus próprios lares — diz Roberta.

A diretora diz que a empresa hoje tem em sua carteira mais de 760 imóveis ativos e que cerca de 25% são de alto luxo. Ela também destaca que muitos clientes que pagavam aluguel passaram a optar pela casa própria. Entre a localização mais procurada na empresa está o Jardim Oceânico e a Avenida do Pepê.

— Aqui é tudo muito próximo, tem metrô, supermercado, execelentes restaurantes, uma bela vista e é possível fazer tudo a pé. Muitas pessoas também procuram pelo Península e um pedaço da Avenida das Américas. Destaco alguns condomínios como Jardim do Itanhangá, Wimbledon Park e Arouca, mas há mutas opções na região — afirma.

No FontVieille, na Península, que ainda tem unidades à venda, o luxo é visto pelo condomínio que tem obras de Ceschiatti, Pancetti, Rodin, Portinari, Burle Marx, Manabu Mabe, Krajcberg, Bruno Giorgi e Di Cavalcanti na decoração. Os apartamentos tem de 296 a 418 metros quadrados e são dois ou um por andar, com hall e elevadores privativos. As coberturas vão de 612 a 830 metros quadrados. Os valores começam a partir de R$ 3,3 milhões.

— É muito raro encontrar na Zona Sul um lançamento com metragem acima de 200 metros quadrados. Os produtos são menores e mais apertados. A Barra se consagrou por ter imóveis maiores e em condomínios planejados. O FontVieille é um projeto inusitado — diz Carlos Felipe A. de Carvalho, vice-presidente da Carvalho Hosken.

Hosken não considera um imóvel de alto luxo pelo seu valor, mas pelo produto. Ele adianta que o valor dos imóveis deve voltar a subir já que todo o estoque da empresa praticamente acabou ao longo da pandemia.

— Muitas dessas famílias que têm condições de ter um imóvel de melhor padrão, têm o seu dinheiro investido. Em determinado momento elas avaliam que não condiz com a renda fixa do banco e migram para o investimento no mercado imobiliário — destaca.

João Batista de Andrade, diretor da JB Andrade Imóveis, afirma que desde o ano passado, no mercado de alto luxo aumentou principalmente a procura por casas.

— As pessoas querem mais espaço. Primeiro, elas olham a localização e depois agregam fatores como valor e metragem. O financiamento mexeu com o mercado de menor valor, acima de determinado preço o banco nem financia. Esse mercado trabalha mais com pagamento à vista e também com permuta em que um imóvel de menor valor compõe o preço do novo. Aqui, os condomínios oferecem uma melhor qualidade de vida, são como clubes, e hoje a Barra já tem tudo o que tem na Zona Sul — conta Andrade.

Marcel Vieira, diretor de vendas da RJZ Cyrela, destaca que a Barra ficou cerca de cinco anos sem lançamentos e que quando o Riserva Golf foi lançado, em três meses foram vendidas 14 unidades, que vão de R$ 3,7 milhões a R$ 11 milhões e com metragem de 266 a 648 metros quadrados. Cerca de 75% do empreendimento já foi vendido.

— Havia na região uma demanda reprimida para imóveis de alto padrão. O sucesso do Riserva Golf comprova que a Barra da Tijuca voltou forte, principalmente em imóveis de metragem grande — analisa.

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NAVAL

Setor portuário movimentou 1,153 bilhão de toneladas em 2020

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IstoÉ Dinheiro - SP   02/03/2021

O setor portuário brasileiro movimentou 1,152 bilhão de toneladas em 2020. O número representa um crescimento de 4,2% na comparação com 2019, segundo os resultados do Estatístico Aquaviário divulgado hoje (1º) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Na avaliação do diretor-geral da agência, Eduardo Nery, o resultado deve ser “celebrado”, considerando o fato de 2020 ter sido um ano afetado pela pandemia. A mesma opinião tem o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas: “conseguimos apresentar respostas depois de um ano tão difícil”, disse ele.

“Era necessário manter nossos portos e transporte funcionando. Esse foi um dos grandes desafios de 2020. Esse desafio foi plenamente atendido, Conseguimos enfrentar a pandemia, com a logística funcionando. Por isso é muito gratificante ver esse resultado, que mostra nossa capacidade de antecipação dos problemas”, acrescentou Freitas.

De acordo com o levantamento, os terminais de uso privado (TUPs) movimentaram 760 milhões de toneladas, enquanto os portos organizados movimentaram 391 milhões de toneladas. Se o recorte abranger o período entre 2010 e 2020, o crescimento na movimentação de cargas nos portos privados chegou a 39,9%, enquanto o de portos organizados ficou em 31,6%.

A Antaq apresentou um ranking da movimentação de cargas nos terminais arrendados dos portos em 2020. Santos (SP) manteve a primeira posição, com movimentação de 114,4 milhões de toneladas (aumento de 7,7%, na comparação com 2019), seguido do Porto de Paranaguá (PR), com 52,1 milhões de toneladas movimentadas (crescimento de 7,5%) e Itaguaí (RJ), que movimentou 45,7 milhões de toneladas (aumento de 5,9%).

O ranking de movimentação nos terminais de uso privado (TUPs) foi liderado pelo Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA), que movimentou 191 milhões de toneladas, tendo como principal produto o minério de ferro. O Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ) ficou em segundo lugar, com movimentação de 60 milhões de toneladas, tendo como carga principal a de petróleo e derivados; e em terceiro lugar o Terminal de Tubarão (SC), com movimentação de 56 milhões de toneladas que teve, como principal produto, o minério de ferro.

“As informações trazem que, em relação aos granéis sólidos, 688,9 milhões de toneladas foram movimentadas em 2020, um crescimento de 1,2%. Sobre os granéis líquidos, foram movimentados 289,5 milhões de toneladas, com crescimento de 14,8%. A movimentação de contêineres registrou 118,2 milhões de toneladas (+ 1,1%). Em relação à carga geral solta, foram 54,2 milhões de toneladas movimentadas em 2020, um decréscimo de 0,3%, comparando-se com 2019”, informou a Antaq.

“Conteineres, que é o setor mais afetado pela pandemia, teve ligeiro crescimento [1,1%], o que deve ser celebrado porque se esperava resultado negativo”, disse Eduardo Nery.
Cargas

A carga mais movimentada foi o minério de ferro, com um total de 356 milhões de toneladas movimentadas. Em segundo lugar está a de petróleo e derivados, com 262 milhões de toneladas, seguida dos contêineres, que totalizaram 118,2 milhões de toneladas. A soja ficou em quarto lugar, com 104,2 milhões de toneladas movimentadas.

“O maior destaque, sob o aspecto do perfil de cargas, foi o dos granéis líquidos, com crescimento de 14,8% em relação ao ano de 2019, demonstrando o vigor do pré-sal. Também foram destaque as movimentações de exportação de óleos brutos de petróleo, que atingiram o crescimento de 18,8%”, detalha o levantamento.

Segundo o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da Antaq, Fernando Serra, o crescimento na movimentação portuária em pleno período de pandemia se deve ao interesse estrangeiro pelas commodities, em especial minério de ferro, soja, milho e insumos para o plantio das safras. “Essas cargas têm grande peso no resultado do crescimento da movimentação. Elas não sofreram com a covid-19, pois os contratos de exportação são feitos no longo prazo, fazendo com que os embarques dessas mercadorias sejam contínuos, mesmo com a situação da pandemia”, disse.

“Por outro lado, os granéis líquidos (em especial petróleo e derivados) foram os que mais cresceram na movimentação total brasileira. Com 14,8% de crescimento, puxaram o valor de 4,2%, observado no crescimento geral da movimentação de cargas no Brasil. Houve aumento nas exportações de petróleo e na cabotagem do pré-sal. Todos esses movimentos não se sujeitaram aos problemas causados pela covid-19”, acrescentou Serra.

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Entrevista: Porto de Santos não pode ter os preços mais baixos do mercado, diz Santos Brasil

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Money Times - SP   02/03/2021

Depois de passarmos por um dos momentos mais desafiadores da história recente, 2021 promete ser o ano da recuperação. É provável que até julho o ritmo de vacinação ganhe força e a retomada econômica, de fato, engate de uma vez.

Os dados do Boletim Focus indicam que o PIB (Produto Interno Bruto) avance 3,4% neste ano. E parte desse crescimento passa obrigatoriamente pelos portos brasileiros, que, por sua vez, deve se refletir no maior player do segmento: a Santos Brasil (STBP3).

Até o momento, a empresa acumula perdas por conta da Covid. No terceiro trimestre, reverteu o lucro de R$ 7,7 milhões de 2019 e terminou o período com prejuízo de R$ 5,4 milhões. O terminal de Santos viu o seu volume encolher 18,3%, reflexo da queda das importações por conta da recessão.

Mesmo assim os analistas estão otimistas e acreditam que a empresa possa virar o jogo daqui para frente. A Santos Brasil foi uma das small caps mais indicadas em fevereiro, com quatro recomendações. Pesa a favor da empresa o crescimento econômico e a oferta subsequente de ações (follow on), que levantou R$ 790 milhões em outubro. Ou seja, a companhia está com bala na agulha para tirar o atraso e ir à luta.

“Se a gente olhar em retrospectiva, eu acho que a Santos Brasil sai fortalecida dessa crise. A gente conseguiu implementar de forma muito rápida um plano de continuidade do negócios nas nossas operações”, afirma Daniel Pedreira Dorea, diretor financeiro e de relações com investidores da Santos Brasil, que conversou com exclusividade com o Money Times.

Outros eventos importantes estão previstos no calendário da Santo Brasil em 2021, como a renovação do contrato com a sua maior cliente, a alemã Hamburg Süd, que segundo a Ágora Investimentos pode levar o Ebitda a R$ 313 milhões, e as concessões de portos comandada pelo Ministério da Infraestrutura, que a empresa acompanha de perto, além da aguardada privatização do Porto de Santos.

A seguir, veja a entrevista completa que Daniel Pedreira concedeu ao Money Times.

MT: Como a Santos Brasil sai da crise do coronavírus?

R: Se a gente olhar em retrospectiva, eu acho que a Santos Brasil sai fortalecida dessa crise econômica. A gente conseguiu implementar de forma muito rápida um plano de continuidade dos negócios nas nossas operações.

Em nenhum momento da crise, nossas operações sofreram interrupções, paralisações ou suspensões. Sempre funcionamos em todas as nossas unidades.

Evidentemente, garantindo a segurança e a integridade de nossos funcionários. Nós implementamos medidas muito céleres que tornaram a empresa mais simples, mais ágil e preservando o caixa. Fizemos, nessa loucura toda, um follow on, que levantou R$ 790 milhões em capital novo.

E nos últimos meses, nós apresentamos um forte crescimento no ano contra ano. Tudo isso no meio de uma pandemia. Claro que estaríamos melhores se não fosse o coronavírus.

Dentro dessa realidade posta, acho que o time vem muito bem e que a gente está pronto para colher esses frutos.

MT: Quando vocês acreditam que os volumes de contêineres irão voltar aos níveis pré-pandemia?

R: Vamos pegar 2020: um ano em que apesar da retração do PIB, o Porto de Santos cresceu 2,7% no volume de contêineres. A taxa de utilização do Porto de Santos está em 80%. Poderia ter tido um crescimento maior, mas o porto cresceu. E o que é que puxa isso?

A importação caiu porque você está tendo uma crise econômica e naturalmente a importação é mais dependente da economia doméstica, mas você teve um fluxo de exportação gigantesco.

O mundo consome muito que o Brasil exporta, e o que exporta em contêineres, inclusive. Se nós imaginarmos que o PIB do Brasil em 2021 vai crescer algo entre 3,5% a 4% e você comparar com a correlação histórica do crescimento do Porto versus o PIB, que é coisa de duas vezes a duas vezes e meia, é natural pensar em um crescimento de 8% a 10% do volume de contêineres.

Eu acho que se o Porto apresentar essa tendência de crescimento, a Santos Brasil vai acompanhar ela. Eu diria que a Santos Brasil deve crescer nesse patamar de 8% a 10%, acompanhando essa correlação.

Só que o mix de contêineres deve ser melhor do que em 2020 porque nós teremos um crescimento da economia doméstica e um maior volume de contêineres de importação, que apresentam uma margem mais elevada para a Santos Brasil.

MT: Como está a renovação do contrato com a alemã Hamburg Süd?

R: Esse é o grande evento corporativo da companhia no ano, que é o maior cliente da Santos Brasil e cujo o acordo comercial expira em 31 de março de 2021. Esse é o principal driver de crescimento do ano. A nossa expectativa é de ter uma relação mais equilibrada com eles num novo contrato e que melhor remunere a qualidade do serviço prestado pela Santos Brasil. Isso se traduz em uma recomposição de preço, hoje muito deprimida.

À medida que esse preço se recompõe a patamares mais ponderados, mais equilibrados, você tem uma recuperação do resultado financeiro da companhia, com a recuperação de margens de forma mais acelerada. Claro que é muito cedo ainda para dar qualquer garantia nesse sentido.

A gente está muito focado para que a negociação saia em termos favoráveis para ambos os lados. A gente tem relação comercial como a Hamburg Süd, que hoje é uma empresa do grupo Maersk, de quase 25 anos.

Ao longo desse período, nós crescemos com eles e eles cresceram com a gente. Ambos se consolidaram como os principais players de contêineres do Porto de Santos. Essa é uma relação de muito tempo, que trouxe muita coisa benéfica para ambos os lados e que a gente acha que vai continuar.

MT: Como vocês avaliam a privatização do Porto de Santos?

R: A gente vê com bons olhos. A tendência é que o agente privado gerencie o ativo de forma mais eficiente do que o agente público. Quando se fala da Autoridade Portuária de Santos, antiga Codesp, ela presta serviços essenciais, como dragagem e toda a parte de organização e programação de atracamento e desatracamento de navios.

São serviços essenciais para competitividade do porto, e por consequência, dos terminais. Se quem vier tornar a prestação desses serviços mais eficiente, é muito bom. O histórico de privatização no Brasil é bom.

O modelo ainda está sendo estudado. Tudo indica que vai ser um modelo assim: eu passo à iniciativa privada a responsabilidade de investir e gerenciar toda aquela infraestrutura portuária em troca de tarifas. Só tem uma coisa que é importante: não pode criar insegurança jurídica para os contratos já estabelecidos.

Tem que ter preservação e continuidade dos compromissos já firmados para que não haja nenhum desequilíbrio contratual com os atuais arrendatários.

MT: O projeto BR do Mar, do Governo Federal, pode ser uma boa oportunidade para a Santos Brasil?

R: O principal objetivo do BR do Mar é estimular uma maior participação da cabotagem na matriz de transportes brasileira, que hoje é pouco representativo, dominada pelo rodoviário. Isso faz total sentido.

Se você pegar o Brasil, que é um país de dimensão territorial continental, tem uma costa imensa, diversos rios navegáveis, a cabotagem é óbvia. O Brasil tem essas condições naturais.

O que o BR do Mar pretende é eliminar obstáculos ao pleno desenvolvimento da cabotagem no Brasil. Se bem colocado esse projeto, a gente deve ter um fluxo de contêineres muito interessante passando pelos terminais da Santos Brasil. É um modal que já está crescendo. A BR do Mar eliminando esses obstáculos, o transporte de cabotagem vai crescer bastante.

MT: Quais os principais planos para a empresa em 2021?

R: Primeiro: eu acho que o crescimento da companhia será alavancado pela recomposição dos preços praticados, ou seja, aumentos dos preços no Porto de Santos. É pouco razoável pensar que o Porto de Santos, que é o mais produtivo e mais demandado no Brasil, onde os terminais mais investem em infraestrutura, tem, justamente, os preços mais deprimidos do mercado. Haverá uma recomposição do preço natural puxada por uma demanda crescente e por uma oferta que está ficando mais equilibrada. Uma parte do crescimento da Santos Brasil vem daí.

Um outro lado dessa resposta é buscar vias inorgânicas de crescimento. E aí nesse aspecto, você tem três avenidas que nos parece mais palatáveis. A mais obvia é aumentar a participação da empresa no próprio segmento de contêineres. Nós já somos o maior player do mercado. 18% dos contêineres no Brasil passam por nossos terminais.

Nos também queremos acelerar a integração dos nossos ativos portuários com nossos ativos logísticos, que a gente chama do Porto a Porta, serviços dos nossos terminais para dentro do Brasil. Nós prestamos serviços de armazenagem alfandegada, serviços diversos nos nossos centros de distribuição, transporte rodoviário. A gente também faz entreposto aduaneiro.

Isso é um movimento que muitos dos nossos concorrentes globais têm ensaiado. Eu vejo com muita naturalidade a Santos Brasil fortalecer o posicionamento dela nessa logística integrada. Nossos clientes querem simplificar a cadeia logística, trabalhar com menos intermediários.

Então a gente começa a integrar todos esses ativos e prestar serviços de ponta a ponta. A gente quer ganhar escala de massa crítica nesse negócio. Nós vamos avaliar alvos potenciais de aquisição que possam acelerar esse crescimento.

E aí tem outra parte desse crescimento inorgânico para diversificar a atuação da companhia para outras cargas fora dos contêineres. Por que não se aproveitar desse pipeline gigante de leilões de ativos portuários? Vários de nossos clientes são também clientes potenciais nesses outros segmentos.

A gente não via, desde a década de 90, tantos ativos bons no setor portuário indo a leilão. A Santos Brasil é o maior player desse negócio, é o cavalo que o investidor que quer ter exposição no setor portuário pode montar. Por que não operar outras cargas? Tá no nosso DNA.

Tem um cavalo passando encilhado. Se a gente enxergar que tem uma boa oportunidade de entrar em outros segmentos de atuação no setor portuário, a gente vai fazer. Nós temos estudado diversos leilões que estão acontecendo.

A Santos Brasil quer virar referencia não apenas no contêiner mas naquilo que aparecer.

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Governo não renovará contrato entre Ecoporto Santos e Companhia Docas, diz Ecorodovias

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Money Times - SP   02/03/2021

A Ecorodovias (ECOR3) comunicou nesta segunda-feira que o Ministério de Infraestrutura decidiu não renovar o contrato entre a controlada da empresa Ecoporto Santos e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, atual Santos Port Authority), previsto para vencer em junho de 2023.

A empresa de concessão explicou que havia começado em dezembro de 2014 o processo de prorrogação antecipada do contrato pelo mesmo período do acordo atual, de 25 anos.

A Ecorodovias acrescentou que recomendará ao seu conselho de administração a incorporação no resultado de 2020 dos efeitos da decisão do poder concedente sobre a não renovação referente à redução no valor contábil do contrato no valor estimado de 616 milhões de reais – (não caixa/impairment).

A companhia também afirmou que tramita, na Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) e na Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (ANTAQ), pedido do Ecoporto Santos para instauração de arbitragem contra a decisão.

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AGRÍCOLA

Indústria de máquinas agrícolas vê 'avalanche de custos' e faz reajustes de mais de 20%

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Broadcast - SP   02/03/2021

A valorização do aço no mercado internacional, combinada com a firme apreciação do dólar em relação ao real, vem obrigando a indústria de máquinas agrícolas a fazer reajustes superiores a 20% nos preços finais, segundo executivos do setor. Novos aumentos não estão descartados na medida em que siderúrgicas nacionais seguem reportando altas nos valores cobrados de clientes pelo aço.

"Temos recebido sucessivas solicitações de reajuste. A indústria não tem outra alternativa a não ser repassar isso para seus preços", disse ao Broadcast Agro o presidente da AGCO América do Sul, Luis Felli. A AGCO é um dos três maiores grupos de maquinário agrícola presentes no Brasil. "Já fizemos reajustes de preços e estamos fazendo mais", informou o executivo.

Felli estima que o mercado de máquinas agrícolas em geral tenha elevado os valores de seus produtos em cerca de 20% desde meados do ano passado, de forma gradual. Nesta conta está a valorização cambial, já que o aço é cotado em dólar, mas as compras feitas de siderúrgicas nacionais são realizadas em real. Parte dos componentes das máquinas também é importado. De modo geral, ao menos metade dos peças são produzidas nacionalmente, para atender a exigências do BNDES para financiar as máquinas. Mas Felli explica que máquinas com componentes importados de alta tecnologia tendem a subir mais rápido do que as de menor tecnologia.

O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq (CSMIA), Pedro Estevão Bastos de Oliveira, considera que o aumento dos preços de maquinário pode ter chegado a 40% em alguns casos e, ainda assim, não refletiu toda a alta de custos das empresas. Segundo Oliveira, desde o fim de 2019 o aço se valorizou em torno de 90% no mercado internacional, ao mesmo tempo em que o dólar também passou por forte valorização - 25%, aproximadamente, conforme dados do Broadcast.

"O repasse foi feito pela indústria a partir de julho e foi necessário porque é muito grande a diferença (de preços). Mas as empresas ainda não estão repassando tudo, muitas não fizeram isso, porque o mercado de máquinas agrícolas é muito competitivo e há uma disputa grande por share (participação)", afirma Oliveira. A Câmara reúne mais de 400 fabricantes de maquinário para preparo do solo, plantio, trato cultural, colheita e pós-colheita, criação de animais, tratores, estruturas para armazenagem de grãos, peças e componentes.

Na New Holland, marca de maquinário agrícola da CNH Industrial, concorrente da AGCO, poucos reajustes foram feitos até o momento, mas a companhia está finalizando um estudo para definir como e quando repassar os sucessivos aumentos do aço e do câmbio. "Estamos absorvendo esse custo maior, o que diminui a nossa rentabilidade. Tiveram alguns aumentos por causa do câmbio, mas nem perto da valorização total do dólar", disse o diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul, Gustavo Taniguchi.

Ele conta que a empresa fez os reajustes anuais de praxe na indústria, considerando inflação e custos de produção, em linha com os praticados em anos anteriores. "Quase todas as empresas fizeram aumentos no terceiro trimestre", disse. Novas altas nos valores cobrados pelo aço neste ano estão sendo considerados no estudo em curso na companhia.

Aço

Só em 2021, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou dois acréscimos, de 10% no início de janeiro e outro de 15%. Fontes do mercado informaram, além disso, que Usiminas e Gerdau seguem na mesma direção. As altas são sustentadas por uma série de fatores: valorização da commodity no mercado internacional, aquecimento do mercado brasileiro em construção civil, linha branca, veículos, implementos agrícolas e rodoviários e embalagens metálicas. Há também pressão pela alta dos custos das siderúrgicas, com avanços nos preços do minério de ferro, carvão e coque.

Felli, da AGCO, lembra que não foram só os custos com aço que subiram. A alta do petróleo no mercado internacional também afeta a indústria, já que os preços de outras matérias-primas usadas na produção de maquinário, como plástico e borracha dos pneus, são influenciados pelas cotações do combustível. "Viemos de uma avalanche de aumentos do custo. A demanda estava represada (por causa da pandemia de covid-19) e agora o mercado global está sendo retomado", argumentou o executivo.

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INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

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