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01 de Abril de 2022

ECONOMIA

O Estado de S.Paulo - SP   01/04/2022

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) manteve sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 em 1,1%, mas mudou a composição do desempenho da atividade econômica. Para os pesquisadores do Ipea, agropecuária e indústria terão desempenho pior do que o inicialmente esperado, enquanto os serviços, na esteira da normalização das atividades à medida que a pandemia é controlada, puxarão a economia.

Segundo o Ipea, a economia começou o ano sob impacto do aumento de contaminações da covid-19, por causa da variante Ômicron, mas a onda mais recente da doença foi rápida. Fevereiro e março foram meses de recuperação, de forma que os pesquisadores do Ipea estimam crescimento de 0,5% no PIB do primeiro trimestre ante o último de 2021.

“Apesar disso, acreditamos que a economia continuará sendo afetada por um conjunto de fatores que tendem a desacelerar seu ritmo de crescimento ao longo dos próximos trimestres de 2022. De um lado, os índices de inflação continuam surpreendendo para cima, o que afeta a renda real das famílias e seu consumo. Os efeitos do ciclo de aperto monetário ainda se farão sentir por algum tempo, resultando em perspectivas menos robustas de crescimento no mercado de crédito”, diz um trecho do relatório divulgado nesta quinta-feira, 31, pelo Ipea.

Por causa da seca na região Sul na virada do ano, o crescimento do PIB da agropecuária foi revisto para apenas 1,0%, ante 2,8% anteriormente. O PIB industrial também foi revisado para baixo. Antes, o Ipea estimava variação nula, agora, espera uma queda de 0,8%.

“A desorganização das cadeias de abastecimento globais persiste, o que, aliado aos efeitos defasados da política monetária, não enseja prognóstico muito favorável”, diz o relatório do Ipea.

Nesse quadro, a economia será puxada, em 2022, pelo setor de serviços. A projeção para o PIB do setor foi revisada para cima, para uma alta de 1,8%, ante a estimativa de 1,3%, anteriormente.

“Superada a piora ocorrida no mês de janeiro, quando o aumento de casos de covid-19 voltou a reduzir os níveis de mobilidade urbana, esperamos que os efeitos da pandemia diminuam, permitindo o fechamento do hiato daqueles segmentos mais fortemente atingidos pela crise sanitária. A recuperação do setor de serviços deverá sustentar o bom desempenho dos indicadores de ocupação, gerando um efeito positivo na demanda doméstica”, diz o relatório do Ipea.

Assumindo que a incerteza será reduzida com o fim do conflito armado no Leste Europeu ao longo do ano e que a desaceleração da inflação permitirá o início de um ciclo de alívio na política monetária a partir da virada de 2022 para 2023, a projeção de crescimento do PIB no próximo ano está em 1,7%. Segundo os pesquisadores do Ipea, essa projeção também considera “a manutenção de um arcabouço de regras fiscais compatível com o compromisso com a disciplina fiscal, mantendo sob controle o risco associado à evolução das contas públicas”.

“Como qualquer previsão em horizontes maiores de tempo, esta, em particular, embute riscos em relação à não concretização dos cenários mencionados, cuja natureza é de neutralidade nas condições econômicas. Cenários mais otimistas no que se refere, por exemplo, a uma agenda legislativa mais robusta em 2023 resultariam em uma previsão maior via indicadores de confiança. O mesmo efeito se faria presente com a redução mais rápida dos níveis de inflação, que resultaria no fim do aperto monetário no Brasil e nas principais economias. Por sua vez, mudanças desfavoráveis na percepção do risco fiscal teriam o efeito contrário”, diz o relatório do Ipea.

IstoÉ Online - SP   01/04/2022

O dólar caiu nesta quinta-feira, fechando março com a maior desvalorização mensal desde outubro de 2018 e marcando seu pior trimestre em mais de 13 anos contra o real, cujo desempenho em 2022 continua superando o de todas as outras moedas globais.

Com a cotação de fechamento de 4,7628 reais desta quinta-feira, as perdas do dólar em março totalizaram 7,63%, as mais acentuadas desde outubro de 2018 (-7,79%), levando a desvalorização acumulada no primeiro trimestre a 14,55%. Isso, por sua vez, representa a baixa trimestral mais intensa desde o período de abril a junho de 2009 (-15,81%).

O real “é o claro destaque positivo para o trimestre” entre as principais moedas do mundo, disse em postagem no Twitter Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês). “Isso se deve ao aumento dos preços das commodities, mas também a uma recuperação há muito atrasada ante uma grande subvalorização.”

Os custos do petróleo e produtos agrícolas dispararam desde o final de fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em meio a temores de restrição da oferta. Nesse contexto, moedas de países exportadores, particularmente da América Latina, têm sido beneficiadas, já que a região é vista como alternativa no fornecimento de commodities.

Além do real, moedas como pesos chileno, colombiano e mexicano e sol peruano acumulam ganhos acentuados –de 3% a 9%– no ano contra a divisa norte-americana. Sinal da resiliência dos ativos latino-americanos, as divisas mantiveram ganhos apesar da força internacional do dólar, cujo índice ante uma cesta de seis rivais fortes estava a caminho de marcar alta de quase 3% no acumulado do primeiro trimestre.

O real surgiu como opção especialmente atraente para investidores estrangeiros por causa do alto patamar dos juros. Com a Selic em 11,75% ao ano, o Brasil tem uma das maiores taxas de juros nominais do mundo, perdendo apenas para Turquia, Rússia e Argentina, países considerados de alto risco.

“O BC (do Brasil) vem tentando controlar a inflação desde o ano passado, enquanto os EUA ainda não estão aumentando os juros como deveriam, na minha opinião”, disse à Reuters Anilson Moretti, chefe de câmbio da HCI Invest. “Isso atrai investimento internacional; faz com que, apesar da inflação alta no mundo inteiro, aqui seu dinheiro renda.”

Atualmente, os custos dos empréstimos nos Estados Unidos estão num intervalo entre 0,25% e 0,5%, após o Federal Reserve ter elevado sua taxa básica em 0,25 ponto percentual neste mês. Para as próximas reuniões do Fed, participantes do mercado esperam um endurecimento do aperto monetário, com a adoção de ajustes de 0,5 ponto, à medida que a inflação –antes vista como temporária– continua acelerando.

Nesta quinta-feira, a inflação norte-americana em 12 meses medida pelo índice PCE, indicador favorito do Fed, subiu a 6,4%, taxa mais elevada desde 1982.

Além do amplo diferencial de juros entre Brasil e EUA, Moretti citou um fluxo constante de recursos estrangeiros para o mercado de ações local, com oportunidades atraentes na bolsa, como fator adicional de impulso para o real. De acordo com dados preliminares desta quinta, o Ibovespa acumula ganho de 14,5% no ano, acima dos 120 mil pontos, marcando seu melhor desempenho trimestral desde 2020.

Até abril, o dólar –que tem rompido patamares técnicos importantes de maneira sucessiva– pode cair ainda mais e testar níveis em torno dos 4,68 a 4,65 reais, avaliou Moretti. Como teto para valorização da moeda no curto prazo, ele enxerga a faixa de 4,95 a 5,00 reais.

Nesta quinta-feira, o dólar caiu 0,47%. A divisa oscilou entre 4,8141 reais na cotação máxima (+0,60%) e 4,7230 reais na mínima do dia (-1,31%). Investidores comentaram que o principal motor das oscilações de mercado no pregão foi a disputa pela formação da Ptax de fim de mês e trimestre.

A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central, que serve de referência para liquidação de derivativos. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições. Nesta quinta, apostas na baixa da moeda prevaleceram.

Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,72%, a 4,7375 reais.

MINERAÇÃO

Exame - SP   01/04/2022

O preço do minério de ferro já subiu mais de 30% no ano e as perspectivas de analistas do BTG Pactual é de que a commodity permaneça em patamares elevados. Nesta madrugada, o minério fechou cotado a 143 dólares na bolsa de Dalian, o maior patamar desde agosto, segundo a Reuters.

"Gostamos da tese da Vale para 2022, principalmente devido à retomada de produção [de aço] da China", disse Fernando Mollo, analista do BTG Pactual no programa Abertura de Mercado desta quinta-feira, 31 de março. Segundo o analista, a tendência é de que a produção chinesa aumenta ao longo do ano, após paralizações para a redução dos níveis de poluição para as Olimpíadas de Inverno.

"Os preços de minério devem se sustentar em patamares, ainda mais agora, com o conflito entre Rússia e Ucrânia."

Assista ao programa, que é transmitido ao vivo de segunda a sexta, às 8h, no perfil da EXAME Invest no YouTube e no Instagram.

Se você ainda não conhece o programa, inscreva-se no canal da EXAME Invest para ficar sabendo da visão dos analistas de mercado e dos economistas.

Exame - SP   01/04/2022

A Vale informou que realizou na quarta-feira, 30, o pagamento de R$ 1,120 bilhão em debêntures participativas, equivalente a cerca de R$ 2,88 por ativo, referente ao valor do prêmio total apurado para o segundo semestre de 2021 (2S21). O montante é 10% menor do que o apurado no semestre anterior e 4,34% acima do registrado no mesmo período de 2020. A liquidação financeira ocorrerá em 1º de abril de 2022.

De acordo com a mineradora, o prêmio total para o período entre julho e dezembro de 2021 é composto da aplicação de um porcentual de 1,80% sobre o faturamento líquido obtido com a venda de finos de minério de ferro oriundos do Sistema Norte, somada a um porcentual de 1,25% sobre o faturamento líquido obtido com a venda de concentrado de cobre proveniente da mina de Sossego.

Minério de Ferro

No segundo semestre de 2021, as vendas de minério de ferro da Vale somaram 149,8 milhões de toneladas, correspondentes a R$ 80 4 bilhões, já descontadas as despesas de frete marítimo. Deste total, 100,7 milhões de toneladas correspondem ao volume do Sistema Norte, no valor de R$ 56,4 bilhões.

Após aplicar os descontos previstos na Escritura De Emissão de Debêntures para cálculo do faturamento líquido, entre eles R$ 3 8 bilhões referentes às despesas de transporte relacionadas com a etapa de comercialização do produto, e o porcentual de 1,8%, o valor do prêmio referente ao faturamento líquido de minério de ferro do Sistema Norte é de R$ 1.088,0 milhões.

Valor - SP   01/04/2022

Principal matéria-prima do aço subiu 33% no 1º trimestre

Na reta final de março, os preços do minério de ferro voltaram a buscar os níveis vistos no primeiro trimestre de 2021, quando a cotação média no mercado à vista chegou a US$ 166,88 por tonelada. Ontem, no norte da China, a principal matéria-prima do aço foi negociada a US$ 158,30 por tonelada, segundo índice da Platts, da S&P Global Commodity Insights.

Com esse desempenho, o minério com teor de 62% de ferro encerrou março com valorização de 13,8%. No trimestre, a alta chegou a 33%, embalada pelas medidas de estímulo à economia na China e a perspectiva de que as exportações de aço chinês para Europa, Oriente Médio e Ásia cresçam com a guerra na Ucrânia.

O impulso no fim de março veio das indicações do governo chinês de que adotará medidas adicionais para estimular a economia, em meio aos bloqueios anunciados para conter o surto de covid-19 no país. Ainda assim, o valor médio nos três primeiros meses de 2022, de US$ 141,50 por tonelada, ficou 15% abaixo do verificado um ano antes.

Preço médio nos três primeiros meses deste ano foi 15% menor que o registrado no mesmo período de 2021

Para o chefe de pesquisas do banco Julius Baer, Carsten Menke, a commodity já é negociada no teto da faixa de preços que seria sustentada pelos fundamentos do mercado. A guerra na Ucrânia e as sanções impostas à Rússia, explica, levaram a um déficit na oferta de aço no mercado europeu - os dois países são fornecedores relevantes de produtos siderúrgicos e outras commodities metálicas. “Consequentemente, deve haver maior demanda por exportações de aço de outros países, como a China”, diz.

No mês passado, aponta em relatório a S&P Global Commodity Insights, a China elevou os embarques de produtos acabados e semi-acabados uma vez que compradores europeus, do Oriente Médio e de outras regiões da Ásia não puderam ser atendidos por Rússia e Ucrânia.

Em pesquisa sobre expectativas para o segundo trimestre, segue a consultoria, a maior parte dos entrevistados disse esperar exportações chinesas de aço superiores. “Os pedidos de março indicam um grande salto nas exportações entre abril e maio, e a demanda externa mais forte pode ajudar a compensar a fraca demanda doméstica e dar suporte aos preços”, aponta o relatório.

“Esse fator pode compensar um pouco o impacto negativo da demanda doméstica [na China], mas não deve ser suficiente para desencadear um mercado com viés de alta mais duradouro para minério de ferro ou aço”, pondera Menke, do Julius Baer. Maior produtora mundial de aço bruto, a China é também a maior consumidora de minério de ferro e tem assistido à desaceleração da atividade no setor imobiliário, mercado relevante para o aço.

Para o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, as atenções nos próximos meses estarão voltadas ao setor de construção chinês, que não deu sinais concretos de recuperação quando consideradas as estatísticas de novas obras iniciadas ou vendas dos projetos concluídos.

“De todo modo, analistas e investidores parecem estar aumentando gradativamente as projeções do minério de ferro para o ano”, observa. A percepção é que, no início do ano, a estimativa média do mercado era em torno de US$ 100 por tonelada, mas acabou migrando para um valor mais próximo ao intervalo de US$ 120 a US$ 130 por tonelada.

No Julius Baer, o preço médio estimado é de US$ 100 por tonelada no longo prazo. Conforme Menke, desde que caíram abaixo dessa marca no fim do ano passado, refletindo os problemas de insolvência de grandes incorporadoras chinesas e os receios de uma crise em massa no setor, as cotações tiveram forte recuperação.

“Isso desapareceu e o mercado parece estar se concentrando nos estímulos renovados na China, bem como nas implicações da guerra na Ucrânia nos mercados de minério de ferro e aço, alimentando o sentimento de alta ultimamente”, acrescenta. O fato de haver capacidade de produção sobressalente tanto da matéria-prima quanto de aço bruto no mundo, contudo, deve limitar o fôlego.

Na Bolsa de Commodity de Dalian (DCE), os contratos mais negociados de minério, para setembro, tiveram ontem valorização de 3,3%, subindo para 897 yuan (US$ 141,48) por tonelada.

SEGS.com.br - SP   01/04/2022

Um dos setores mais pujantes da economia brasileira, a indústria de mineração faturou em 2021 62% a mais do que foi conquistado em 2020. O levantamento do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração) indicou que a marca de 339 bilhões de reais foi atingida. Em termos de produto, a maior procura foi por minério de ferro, minério de ouro e minério de cobre. Estudo da consultoria Economática divulgado no início de março de 2022 revelou que as ações de empresas de mineração presentes na B3 se valorizaram 35% desde o início do ano.

Para seguirem na rota do crescimento, as mineradoras brasileiras têm investido no alinhamento às métricas ESG (governança ambiental, social e corporativa). A organização tem de gerar relatórios, estudos que partem de um imenso e variado data lake para construir análises precisas do grau de maturidade da mineradora.

Relatório divulgado pela Delloite no início de 2022 indica que a indústria mineradora brasileira está atrás de países como Canadá e Austrália em relação a questões relevantes da pauta ESG. É necessário avançar na relação com comunidades indígenas, otimização do uso da energia, disseminação da digitalização por todo o processo produtivo – da mina ao porto – e implementação de novos controles de cibersegurança.

Caminhões autônomos e esteiras de transporte de minérios

Nessa jornada, a monitoração de todo o ambiente produtivo é cada vez mais crítica. Estudo da consultoria Mordor Intelligence divulgado em janeiro deste ano indica que o mercado de soluções de conectividade e monitoração para a indústria global de mineração deverá chegar a 24 bilhões de dólares em 2026.

O fato da mina ser um ambiente hostil exige o uso crescente de tecnologia – isso inclui caminhões autônomos, escavadoras, esteiras transportadoras de minérios, sensores de qualidade de ar, soluções de iluminação, elevadores e, no mineroduto, uma miríade de sensores IoT para monitorar o transporte do produto até o porto. Trata-se de um ambiente de altíssimo custo – um caminhão autônomo para uso em minas pode facilmente custar milhões de reais. Um pneu, centenas de milhares de reais.

A complexidade da operação é tal que, nas empresas mais avançadas, há múltiplos data centers instalados ao longo de todo o processo de produção. Esses centros de dados aceleram os processos de negócios e aumentam a consistência de toda a operação. Numa mina de minério de ferro, por exemplo, um data center irá processar dados produzidos ao longo de toda a cadeia de extração, desde a pressão das bombas, volume nos dutos de minérios, até a vida útil dos equipamentos. Outro centro de dados, instalado no porto, pode tratar especificamente das tarefas comerciais e administrativas ligadas à exportação do produto.

Visão holística do processo de mineração

Uma forma de otimizar esse universo e garantir a aderência de cada fase do processo ao modelo ESG é utilizar soluções de monitoração de ambiente digitais capazes de unificar, em uma única interface, dados sobre toda a produção de minérios. Esse software de monitoração tem de ir além do ambiente OT, integrando também informações vindas do setor de TI. A visão holística aumenta a consistência da gestão, produzindo dados que alimentam as métricas estabelecidas pelo modelo ESG.

Nesse contexto, a plataforma de monitoração “White Label” lança luzes sobre o status de todos os componentes digitalizados, da esteira de transporte de minério ao pneu do caminhão, sem deixar de lado os elementos dos data centers. O objetivo é ir além da análise imediata do que se passa na mineradora, conquistando uma visão preditiva sobre o comportamento de hardware, software e processos envolvidos na continuidade da produção. Passa-se a contar, por exemplo, com uma visão preditiva da manutenção dos equipamentos, o que evita os prejuízos causados por interrupções não planejadas.

Monitoração da qualidade do ar na mina

O intenso uso de dispositivos IoT representa um dos maiores desafios de monitoração da mina. A rede física, especialmente em minas subterrâneas, pode ser frágil. Operações em locais remotos costumam dificultar a captação de sinais 3G/4G. As redes SCADA são críticas, mas demandam soluções de monitoração para estar em plena operação. E, finalmente, a diminuição da qualidade dos minérios pode levar as empresas a escavar em maior profundidade, o que torna ainda mais complexa a tarefa de implementar e monitorar sistemas IoT. Nesse contexto, a monitoração da qualidade do ar da mina é um dos pontos críticos.

Uma resposta possível a todos esses desafios é o uso de soluções de monitoração capazes de oferecer informações detalhadas sobre milhões de componentes digitais da mina. Alertas de segurança e indicadores da necessidade de ações como manutenção são emitidos de forma automática, com o uso de avançados recursos de inteligência artificial.

O setor brasileiro de mineração é extremamente competitivo e pode, na atual conjuntura global, avançar ainda mais. Para isso, o líder dessa organização precisa tomar decisões cada vez mais rápidas e melhores. É essencial, também, mover a empresa de forma consistente em direção ao modelo ESG. A soma da digitalização de todo o processo de mineração com soluções convergentes OT e TI pode ajudar nessas conquistas.

AUTOMOTIVO

SEGS.com.br - SP   01/04/2022

Os fabricantes de veículos comerciais têm buscado investir constantemente em novas tecnologias para atender às demandas de produtividade, eficiência e redução de custos na operação, e de diminuição do impacto ambiental, com menor emissão de gases de efeito estufa e menor geração de resíduos na manutenção. Essa realidade é comprovada na área de caminhões rodoviários vocacionais para a construção e mineração.

Para apresentar em detalhes essas tecnologias, a Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) reunirá, no dia 28 de abril, a partir das 15h00, os principais fabricantes do setor durante o Workshop Revista M&T, cujo tema central é “Novas tecnologias aplicadas nos caminhões vocacionais da construção”. O evento virtual será transmitido pelo site oficial.

As marcas participantes terão a oportunidade de apresentar as novidades introduzidas em seus caminhões basculantes 6x4, que proporcionam uma série de benefícios ao frotista, aos motoristas e aos clientes, como mais segurança, conforto e dirigibilidade na operação, além de maior durabilidade, menores custos operacionais e redução do consumo de combustível. Entre as fabricantes confirmadas na programação estão: Mercedes-Benz, Scania e Volvo.

O Workshop Revista M&T é considerado um evento tradicional e importante para o setor, por trazer anualmente, em sua programação, os conteúdos técnicos mais relevantes e atuais da área de equipamentos relacionados à construção, mineração, agrícola e florestal. Com isso, o público participante e o mercado recebem informações e conhecimento sobre novidades, atualidades, tendências e tecnologia, que contribuirão para o planejamento estratégico e o dia a dia da operação.

Serviço:
Workshop Revista M&T
Tema: Novas tecnologias aplicadas nos caminhões vocacionais da construção
Data: 28 de abril
Horário: a partir das 15h00
Transmissão online pelo site oficial

Investing - SP   01/04/2022

As montadoras que perseguem a Tesla (NASDAQ:TSLA) (SA:TSLA34) no mercado de veículos elétricos estão enfrentando o desafio de escolher entre fabricar tecnologias em casa ou comprar de fornecedores.

Tornar-se mais integrado verticalmente é uma grande mudança para a maioria das montadoras, que dependem há décadas de abastecimento de peças e softwares essenciais e gerenciam redes de fabricação extensas em países de menor custo de mão de obra.

Mas algumas empresas estão fazendo mudanças drásticas na hora de escolher entre comprar de terceiros ou produzir por conta própria. Um fator é o sucesso dos veículos elétricos da Tesla, com tecnologia desenvolvida internamente. Outro é o dano causado por falhas na cadeia de suprimentos durante a pandemia.

"A coisa mais importante é que integramos verticalmente. Henry Ford (NYSE:F)... estava certo", disse o presidente-executivo da Ford, Jim Farley, em conferência neste mês. A referência de Farley foi ao complexo fabril do fundador da montadora, Henry Ford, no Michigan, que no início do século 20 recebia minério de ferro e outras matérias-primas em uma extremidade e produzia Fords T na linha de montagem na ponta oposta.

Farley disse que a Ford teve que se afastar da estratégia inicial de comprar componentes prontos para veículos elétricos. Agora, a companhia pretende controlar as cadeias de suprimentos que produzem os materiais para baterias.

Rivais como a Volkswagen (DE:VOWG), General Motors (NYSE:GM) (SA:GMCO34) e Mercedes-Benz estão buscando estratégias similares.

A Mercedes comprou em 2021 a fabricante britânica de motores elétricos Yasa. A montadora alemã de veículos de luxo também abriu em março uma fábrica no Alabama para fazer baterias para veículos elétricos produzidos nos EUA. A empresa ainda disse que fará uma parceria com a fabricante japonesa Envision AESC para produção de células de bateria nos EUA.

Os investimentos das montadoras em minas, motores e baterias ocorrem após décadas de entrega do controle do desenvolvimento e produção a fornecedores, capazes de fabricar semicondutores e componentes eletrônicos em maior escala e menor custo.

Entre as décadas de 1970 e 2010, a participação das montadoras na propriedade intelectual dos veículos caiu de 90% para 50%, disse Sam Abuelsamid, analista da Guidehouse Insights.

Isso significa que muitas montadoras não tinham expertise de engenharia para desenvolver plataformas próprias, powertrains e baterias para veículos elétricos quando a Tesla mostrou que os modelos verticalmente integrados na produção eram um sucesso.

Mas a abordagem da Tesla é cara e a empresa aumentou preços dos veículos nos últimos anos. Apesar de prometer entregar um modelo cujo preço poderia começar em cerca de 25 mil dólares, o presidente da Tesla, Elon Musk, disse neste ano: "não estamos trabalhando no carro de 25 mil dólares. Em algum momento, vamos fazer. Mas estamos com muita coisa agora".

Mas há uma lacuna entre o que as montadoras dizem sobre integração vertical e o que efetivamente acontece quando os engenheiros tentam cumprir prazos para entregar novos veículos.

"Há muita narrativa sobre terceirização e integração vertical, especialmente em áreas como software", disse Kevin Clark, presidente da fornecedora Aptiv, em fevereiro. "Praticamente todos o fabricantes de equipamentos com os quais temos negócios têm problemas com desenvolvimento de software."

Muitas montadoras também hesitam em fabricar totalmente os veículos elétricos no momento em que as compras dos modelos ainda representam apenas uma fração da demanda total.

Valor - SP   01/04/2022

Segundo a montadora, o aporte será direcionado a novas tecnologias para a linha de montagem da unidade, renovando "o ciclo de vida da atual geração do modelo", produzido no Brasil desde 1998

A Toyota anunciou nesta quinta-feira (31) que investirá R$ 50 milhões na fábrica de Indaiatuba (SP), onde produz o Corolla sedã. Por meio de nota, a montadora informou que o aporte será direcionado a novas tecnologias para a linha de montagem da unidade.

A ideia, segundo a empresa, é “renovar o ciclo de vida da atual geração do modelo”, produzido no Brasil desde 1998. A primeira etapa do plano terá início neste ano.

Em 2019, a empresa encerrou um ciclo de R$ 1 bilhão de investimento em Indaiatuba, que possibilitou a produção da 12ª geração do Corolla e passou a incluir a tecnologia híbrida flex.

A Toyota é a única montadora que produz automóveis híbridos no Brasil. Nenhuma delas fabrica modelos totalmente elétricos no país. O híbrido é equipado com dois motores: um, a combustão, ajuda a carregar as baterias do segundo motor, elétrico.

Lançado em 1966 no Japão, o sedã Corolla é o modelo mais vendido no mundo. Em 55 anos de história, foram vendidas 50 milhões de unidades. Com fabricação em 13 países, o modelo é comercializado em cerca de 150 mercados. No Brasil, em quase 25 anos, deixaram a linha de Indaiatuba mais de 1,3 milhão de Corollas. Desse total, 250 mil unidades foram exportadas para mercados da América Latina.

A Toyota possui, ainda, uma fábrica de carros em Sorocaba (SP) e uma de motores na vizinha Porto Feliz. Há dois meses, foi anunciado contrato de exportação de motores 2.0 produzidos no interior paulista para os Estados Unidos.

“A despeito do ambiente desafiador para o negócio no Brasil, por conta da falta de previsibilidade e distorções tributárias criadas no passado, apostamos em nossa estratégia de longo prazo, que visa um crescimento sustentável. Seguiremos trabalhando, por meio do diálogo aberto e transparente com líderes da indústria, tomadores de decisões, sociedade civil e governos, para ajudar a transformar o panorama da indústria no nosso país”, disse, por meio de nota, o presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang.

NAVAL

Portos e Mercados - SP   01/04/2022

O Porto do Rio Grande, em especial, conta com um dos maiores e principais distritos industriais do estado, com área de 2.580 hectares, onde estão inseridas importantes indústrias que movimentam a economia gaúcha

O superintendente da Porto RS, Fernando Estima, participou no final da tarde de quarta-feira (30) de uma audiência pública proposta pelo vereador Luciano Figueiredo (Luka / MDB), no plenário da Câmara de Vereadores de Rio Grande. Na ocasião, foi abordado o tema A Situação dos Portos do Rio Grande do Sul e as Estratégias Adotadas para o Futuro.

O ato foi proposto pelo parlamentar em razão da mudança de natureza jurídica de autarquia para empresa pública, a qual a Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) está passando para se transformar em Portos RS. Atualmente ela já é responsável pela administração do sistema hidroportuáro, porém passará a ter mais autonomia em suas ações.

Estima trouxe aos presentes no plenário, e também para aqueles que assistiram à audiência pela TV Câmara, uma exposição com informações sobre os portos do Rio Grande do Sul e sua infraestrutura de terminais públicos e privados. Além disso, apresentou a movimentação dos portos gaúchos no primeiro bimestre de 2022, que foi considerada a melhor de sua história.

O Porto do Rio Grande, em especial, conta com um dos maiores e principais distritos industriais do estado, com área de 2.580 hectares, onde estão inseridas importantes indústrias que movimentam a economia gaúcha. O projeto Rio Grande Porto Indústria foi apresentado, assim como os investimentos de mais de R$ 9 bilhões projetados para os próximos anos.

O tema referente às hidrovias também foi trazido por Fernando, que situou a comunidade sobre a importância da navegação pela Lagoa dos Patos, que hoje se caracteriza como a principal via de ligação lacustre entre os portos de Porto Alegre e Pelotas. É por ela que viajam até Rio Grande os produtos e granéis vindos da região metropolitana da capital.

Atendendo ao eixo central da audiência, a transformação de autarquia para empresa pública foi explicada, assim como as reuniões realizadas com o Ministério da Infraestrutura e todo o caminho percorrido para a consolidação da mudança. Estima afirmou que isso possibilitará uma gestão ainda mais profissional e pautada na legislação reguladora das empresas públicas.

De acordo com o vereador Luka, nunca havia acontecido uma audiência pública com essa temática na Casa. “Como sou um agente político muito ligado ao Porto, ao caminhoneiro e à retroárea, entendo que tenham muitos pontos a ser debatidos e é um excelente começo nos iniciarmos esse debate na casa legislativa mais antiga do estado”, afirmou.

Portos e Mercados - SP   01/04/2022

No mesmo pregão, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) promoveu o leilão de áreas dos portos de Santos, em São Paulo, e de Suape, em Pernambuco. Juntos, os três terminais preveem R$ 950 milhões em modernizações

O terminal do Porto de Paranaguá destinado à movimentação e armazenagem de carga geral, especialmente açúcar ensacado, foi leiloado nesta quarta-feira (30) em pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A empresa FTS Participações Societárias S/A arrematou a área por R$ 30 milhões.
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e o governador Carlos Massa Ratinho Junior acompanharam o certame em São Paulo, o segundo conduzido pela Portos do Paraná desde que o Estado passou a ter autonomia para administrar contratos de exploração de áreas portuárias.A nova arrendatária assume a área com a obrigação de investir o valor mínimo de R$ 4,17 milhões ao longo de 10 anos, além de efetuar os pagamentos mensais pela ocupação. A área denominada PAR32 tem aproximadamente 6,6 mil metros quadrados, já com estrutura de armazéns (6A e 6B), e está localizada na área primária (cais) do porto paranaense.

Portos e Mercados - SP   01/04/2022

O faturamento do Porto do Rio de Janeiro, no 1° bimestre de 2022, foi de R$37,1 milhões. O valor corresponde a um aumento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2021

O primeiro bimestre de 2022 foi positivo para o Porto do Rio de Janeiro, com uma movimentação total de 1,5 milhão de toneladas de cargas. A marca supera em 12,6% os números do mesmo período do ano passado. A informação é da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), responsável pela administração do complexo portuário fluminense, que inclui também os portos de Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis.

De acordo com o levantamento do setor de Planejamento de Negócios da Autoridade Portuária, a tendência de crescimento na movimentação de carga conteinerizada no Porto do Rio de Janeiro, já observada em meses anteriores, se manteve com alta de 31,2%, em comparação com o primeiro bimestre de 2021. Em TEUs, o volume movimentado (84.774) representou um acréscimo de 31,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A análise indica ainda que as demais cargas movimentadas no Porto do Rio de Janeiro em janeiro e fevereiro deste ano demonstraram, no geral, estabilidade em relação ao mesmo período de 2021, com destaque para a movimentação de ferro gusa e produtos siderúrgicos que apresentaram incremento de 40% e 52,6%, respectivamente.

O Estado de S.Paulo - SP   01/04/2022

De acordo com os sócios Nilto Calixto e Guilherme Scaff, o tamanho da Codesa permitiu que a Quadra participasse do leilão em voo solo. No caso de alguns ativos mais complexos, a ideia seria buscar parceiros. “Estamos 100% abertos a fazer composições”, diz Calixto.

Conforme o executivo, a Quadra avalia participar de leilões de infraestrutura de diversos setores, não se limitando a portos. Calixto afirma que a companhia pode comprar o ativo ou eventualmente entrar numa disputa com um operador que tenha interesse no projeto, mas sem fôlego financeiro. “Não estamos fechados a nenhuma possibilidade”.

Embora os executivos reforcem que, no momento, a Quadra não está fechando consórcios, eles relatam que já há conversas nesse sentido. “O mercado viu que nosso interesse no setor de infraestrutura é genuíno. Há muitas conversas (para potenciais consórcios)”, diz Calixto.

Valor - SP   01/04/2022

Leilão do Porto de Santos em 2022 é visto com ceticismo; Projetos de Itajaí e São Sebastião são mais simples e têm mais chance de sair

O sucesso no leilão da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) poderá impulsionar as demais desestatizações de portos em curso. Porém, há ceticismo no mercado quanto à viabilidade de tirá-las do papel em pleno ano eleitoral, principalmente a privatização de Santos - projeto extremamente complexo do ponto de vista técnico e político.

As concessões dos portos de São Sebastião (SP) e Itajaí (SC), também previstas para 2022, são menores e mais simples. Por isso, a realização dos leilões ainda neste ano é vista como mais provável, embora também haja desafios.

A desestatização de Santos é uma prioridade para o governo federal. A etapa de consulta pública do projeto se encerrou na semana passada, e o cronograma prevê publicar o edital em novembro, para fazer o leilão no fim de 2022. A assinatura do contrato seria feita no próximo ano.

Objetivo do BNDES é antecipar ao máximo estudos para permitir leilões em 2022 e ampliar carteira

O modelo do projeto será parecido com o da Codesa: haverá a privatização da companhia docas, a Santos Port Authority (SPA), e a concessão da administração do porto por um prazo de 35 anos. Estão previstos R$ 1,4 bilhão de obras e R$ 14,16 bilhões para manutenção (principalmente dragagem). Além disso, o vencedor terá que destinar R$ 3 bilhões para viabilizar o túnel submerso Santos-Guarujá - cuja construção e operação serão licitadas separadamente.

O projeto tem sido alvo de interesse no setor privado, mas a percepção de risco é também alta. “Há vários grupos estudando, mas será importante que o governo dê um prazo razoável para as empresas estudarem o edital, porque há muito risco. É um porto complexo, que engloba múltiplos interesses, muitos contratos de terminais portuários vigentes e obrigações de investimento pesadas”, afirma Rodrigo Paiva, sócio da consultoria Mind-Infra.

Para Thiago Miller, sócio do RMM Advogados, é improvável que o leilão ocorra neste ano. “O fator determinante do cronograma será a análise do Tribunal de Contas da União”, avalia. A descrença quanto à viabilidade do prazo é partilhada por ao menos outras três fontes que acompanham o tema com proximidade.

O governo, porém, garante que há tempo suficiente para fazer o leilão em 2022 - e, diante dessa postura, os interessados no processo estão se preparando para o cenário de o leilão acontecer.

O diretor de Concessões e Privatizações do BNDES, Fábio Abrahão, afirma que a equipe buscará antecipar ao máximo os estudos, para tentar viabilizar inclusive a assinatura do contrato neste ano - no mercado, a avaliação é que deixar o ato para 2023, com uma possível mudança de governo, cria risco adicional.

“Fazer privatização hoje é diferente do que era nos anos 1990. Não temos mais aquela resistência. Em Santos, há obrigações bilionárias de investimento, todo o setor produtivo está convencido de que é necessário, e as empresas já entenderam as regras de proteção [aos contratos vigentes]. Seria uma decisão antieconômica [não fazer a privatização]”, afirmou o diretor do banco, que é responsável pela estruturação do projeto.

O leilão da Codesa, realizado na quarta-feira (30), foi a primeira desestatização de uma companhia docas no país. No Brasil, já há diversos terminais privados ou arrendados a empresas. Porém, a administração e o desenvolvimento das áreas comuns dos portos é totalmente estatal.

Para além de Codesa e de Santos, o governo federal tem estruturado uma carteira de projetos no segmento. “Estamos criando um novo mercado”, diz Abrahão.

Os leilões de São Sebastião e Itajaí foram modelados de forma diferente: não haverá privatização, apenas a concessão dos portos. O novo operador terá direito a explorar não apenas a estrutura comum, mas também irá movimentar carga em terminais - no caso de Codesa e Santos, pelo contrário, há restrição para a participação de terminais no leilão, para evitar conflitos de interesse.

O formato foi escolhido por serem portos pequenos e com vocação específica. Portanto, não haveria viabilidade para uma concessão apenas de áreas comuns.

No porto de São Sebastião, a principal carga é barrilha, insumo importado por indústrias de vidro e sabão. O local também abriga um Terminal de Uso Privado (TUP) da Petrobras.

O projeto é considerado desafiador do ponto de vista econômico. Por outro lado, o edital não prevê investimentos mínimos. A ideia é que o operador, uma vez que assuma, defina as intervenções. “As receitas são menores, mas as despesas e riscos também”, afirma o advogado Raphael Schwind, sócio do Justen, Pereira, Oliveira & Talamini.

Para Miller, há dois grandes desafios para a expansão em São Sebastião. O primeiro é a necessidade de construir um segundo píer, mais avançado em direção ao mar, para obter mais profundidade. O segundo é a falta de uma alça de acesso terrestre ao porto, algo que dependerá do Estado.

Já o Porto de Itajaí é voltado a contêineres. A expectativa é atrair grandes grupos de navegação do setor. Trata-se de um projeto também complexo, com alto volume de investimentos (R$ 2,8 bilhões) e desafios operacionais. “Seria importante mitigar alguns riscos relevantes, como as obrigações de desapropriação e compra de áreas privadas. Para um grupo privado é um risco muito difícil de valorar”, afirma Paiva. Ainda assim, ele vê interesse no ativo.

O BNDES também iniciou o processo para a desestatização da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), que deverá seguir uma modelagem semelhante à de Santos e Codesa. Porém, o projeto ficará para 2023. O banco negocia ampliar a carteira, com outros projetos que ficariam para o próximo governo. “No curtíssimo prazo, estima-se que já entrem outros portos. Seria natural ter Rio de Janeiro, e Pará seria um bom candidato”, diz Abrahão.

PETROLÍFERO

Petro Notícias - SP   01/04/2022

A diretoria colegiada da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou hoje (31) a inclusão do projeto de Sistema de Compressão da Estação de Produção de Gavião Branco no chamado Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI).

O campo de Gavião Branco está Bacia do Parnaíba, a cerca de 250 km ao sul da cidade de São Luís, no Maranhão. A Eneva, que opera o ativo, pretende construir e comissionar até setembro um sistema de compressão da estação de produção do campo. A obra deve receber até R$ 40 milhões em investimento.

O REIDI é uma política pública que busca incentivar diretamente as empresas que tenham projetos para implantação de obras de infraestrutura nos setores de transportes, portos, energia, saneamento básico e irrigação.

Nos cálculos do governo, o REIDI possibilita até 9,25% de redução nos custos de investimentos, em virtude da suspensão de contribuição para o Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS).

Infomoney - SP   01/04/2022

A Casa Branca confirmou, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (31), que os Estados Unidos vão liberar 1 milhão de barris de petróleo por dia (bpd) das reservas nacionais, em média, por seis meses. A medida é parte dos esforços do governo para conter a escalada dos preços de energia, na esteira da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Segundo a nota, o volume representa a maior liberação de estoques da história. “Este lançamento recorde proporcionará uma quantidade histórica de oferta para servir de ponte até o final do ano, quando a produção nacional aumentar”, explica.

O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciará a política em discurso marcado para as 14h30 (horário de Brasília).

Washington afirma que coordena os passos com aliados, o que deve promover aumento ainda mais acentuado de petróleo disponível no mercado.

O governo acusa empresas do setor energético dos EUA de não subirem a produção com objetivo de maximizar os lucros. Nesse contexto, Biden deve pedir ao Congresso que aprove um legislação para cobrar uma taxa sobre poços que as companhias não usam há anos e sobre terrenos públicos onde não há produção.

Money Times - SP   01/04/2022

As reservas provadas de petróleo avançaram 11% no ano passado, para 13,24 bilhões de barris, informou nesta quinta-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em Boletim Anual de Recursos e Reservas (BAR).

Também houve aumento de 14,3% no volume relativo ao somatório de reservas provadas e prováveis, para 19,95 bilhões de barris, em relação a 2020.

Já o somatório das provadas, prováveis e possíveis cresceu 19,8%, para 24,24 bilhões de barris, informou a ANP.

No pré-sal, houve aumento de 15,7% nas reservas provadas em relação a 2020, totalizando 9,621 bilhões de barris.

No caso do gás natural, foram declarados 378,65 bilhões de metros cúbicos (m³) de reservas provadas, 491,92 bilhões de m³ de reservas provadas + prováveis e 560,40 bilhões de m³ de reservas provadas + prováveis + possíveis, que correspondem a aumentos de 11,7%, 20,3% e 24,0%, respectivamente.

“Em geral, as mudanças ocorridas no volume das reservas de petróleo e gás natural brasileiras são devidas à produção realizada durante o ano, às reservas adicionais oriundas de novos projetos de desenvolvimento, declarações de comercialidade e revisão das reservas dos campos por diferentes fatores técnicos e econômicos”, disse a agência em nota.

O destaque foi a inclusão dos volumes referentes ao Excedente da Cessão Onerosa dos Campos de Búzios e Itapu.

O índice de reposição de reservas provadas de petróleo (IRR 2021/2020) foi de 227%, representando cerca de 2,337 bilhões de barris em novas reservas.

Trata-se da relação entre o volume apropriado e o volume produzido no período considerado, ou seja, para cada barril de petróleo produzido foram apropriados outros 2,27 barris.

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