Vendas de aços planos avançam 26,4% no Brasil

Diário do Comércio (MG) 24/06/2020

O mercado de aços planos parece ter começado a reagir em meio aos impactos do novo coronavírus (Covid-19) e das medidas de distanciamento social adotadas como forma de combate à doença.

As vendas pelas distribuidoras no País apresentaram alta de 26,4% em relação a abril, atingindo o montante de 209,8 mil toneladas. Sobre o mesmo mês do ano passado, porém, manteve a curva de declínio e apurou queda de 22%.

“Provavelmente o fundo do poço foi em abril”, constatou o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, ao comentar os números. Segundo ele, o desempenho de junho deverá manter o ritmo e registrar estabilidade frente ao mesmo período de 2019 – o que diante do cenário é bastante positivo.

“As vendas de junho do ano passado foram bem ruins. Mas, de qualquer maneira, empatarmos já será razoável”, disse em alusão as 247,5 mil toneladas comercializadas pelas associadas do Instituto no sexto mês de 2019, o que representou alta de 21,9% no comparativo com o mesmo período de 2018. Sobre maio deste ano esperamos aumento de 18%

Assim, a entidade reviu, mais uma vez, as projeções para 2020. A expectativa no início do ano era de encerrar o exercício com crescimento de 5% tanto em vendas quanto em compras sobre 2019. Com o desempenho impactado pela pandemia, no mês passado, já se falou em uma queda de 25% das vendas, considerando uma possível recuperação do mercado no segundo semestre. Agora, a estimativa é de retração entre 10% e 15%.

“Não dá para pensar numa recuperação total do setor, apenas em diminuir os impactos. Crescimento só no ano que vem, pois 2020, definitivamente, será um ano negativo”, resumiu. Sobre as vendas de maio, Loureiro lembrou que foram puxadas pela demanda relacionada a construção civil.

Conforme o balanço, as compras do último mês registraram alta de 10,8% perante abril, com volume total de 198,5 mil toneladas sobre as 179,1 mil do mês anterior. Na comparação com maio do ano passado (246 mil toneladas), apresentou queda de 19,3%.

Assim, em número absoluto, o estoque de maio apresentou queda de 1,3% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 848,8 mil toneladas. E o giro de estoque fechou também em declínio, com 4 meses.

Importações – Por fim, as importações encerraram o quinto mês deste ano com alta de 32% em relação a abril, com volume total de 74,8 mil toneladas. Comparando-se à igual época de 2019, quando foram registradas 126,8 mil toneladas, as importações apuraram baixa de 41%.