FORGOT YOUR DETAILS?

Seja bem-vindo ao INDA!

Olá, seja bem-vindo
ao INDA!

07 de Junho de 2019

SIDERURGIA

CSN anuncia linha de aço galvanizado de R$ 1,5 bi em SP

Ler Notícia

Valor Econômico 07/06/2019

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) vai investir R$ 1,5 bilhão na instalação de uma laminadora de aço galvanizado no Estado de São Paulo. Os recursos fazem parte do plano de investimentos de R$ 10 bilhões que a companhia deve fazer até 2022, segundo Benjamin Steinbruch, presidente e principal acionista da empresa.

A nova laminadora da CSN terá capacidade de produção de 350 mil toneladas de aço laminado por ano e vai atender basicamente os mercados automotivo e de linha branca. A previsão é de gerar 400 empregos diretos e a nova unidade deverá entrar em operação em três anos.

Atualmente, a companhia opera quatro usinas deste tipo, sendo duas no Rio de Janeiro - em Volta Redonda e Porto Real -, uma em Araucária, no Paraná e uma em Portugal, a Lusosider, que se encontra em processo de venda.

Segundo Steinbruch, o município ainda não está definido, mas deverá ser no Vale do Paraíba próximo a Rio de Janeiro e São Paulo para atender os setores automobilístico e de linha branca. "Indústria automobilística sofreu um Impacto forte por causa da Argentina, mas conseguiu superar esse trauma e a expectativa é de crescimento. Ainda acreditamos que a economia ritmo mais forte, principalmente com a aprovação da reforma da Previdência. Se for agora, no primeiro semestre, podemos ter uma surpresa positiva no desempenho econômico no segundo semestre", disse Steinbruch.

O empresário informou que o investimento em São Paulo se justifica porque fica mais próximo da indústria automobilística do país e também do polo metal-metalúrgico que será desenvolvido no Estado de São Paulo.

Steinbruch confirmou assinatura com Glencore na próxima semana e novo acordo de streaming neste mês

O governador de São Paulo, João Doria, ressaltou que a CSN se enquadrou no programa de desenvolvimento de polos industriais e não há novo benefício fiscal para atrair a companhia. "Esse investimento não estabelece nenhuma guerra fiscal no país, não é a proposta desse governo em diminuir os investimentos em outros estados. Mas, oferecemos condições que já existem no estado."

Segundo Steinbruch, a CSN tem um plano de investimento de R$ 10 bilhões em quatro anos, sem comprometer sua alavancagem financeira comprometida com os investidores para este ano. Nesse plano, ainda estão a expansão da área de mineração em Minas Gerais e de produção de aço em Volta Redonda.

O executivo disse, ainda, que a empresa deve assinar na próxima semana um novo acordo com a companhia suíça Glencore, de venda antecipada de minério de ferro. Esse novo contrato será de US$ 250 milhões. Em fevereiro deste ano, a empresa já havia acertado com a Glencore contrato de US$ 500 milhões.

O empresário também informou que até o final do mês pretende assinar uma operação de venda antecipada de minério de ferro com tradings internacionais, conhecida como "streaming". O Valor publicou recentemente que a empresa negocia operação de US$ 500 milhões, numa primeira etapa, com as tradings chinesas Citco e China Minmetals. Os recursos dessa venda serão usados no plano de desalavancagem financeira da siderúrgica.

"Vão ser US$ 500 milhões, já está tudo encaminhado", afirmou o empresário. "Estamos comprometidos com o mercado em reduzir a nossa alavancagem e chegar a uma relação dívida líquida sobre Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] de 3 vezes. Acreditamos que com essas operações e o preço do minério se mantendo nesse patamar, vamos conseguir atingir o objetivo", acrescentou Steinbruch.

Quanto à venda do ativo de aço na Alemanha - uma siderúrgica de aços longos, a SWT -, o executivo afirmou que o negócio está próximo de fechar e que as discussões estão relacionadas ao preço da siderúrgica. "Existe uma busca de convergência de preço no caso da Alemanha. Queremos que seja justo. Para se ter uma ideia, a diferença de valor, entre o que queremos e o que eles querem é de 10%. Mas, a qualquer momento, o negócio pode sair", informou o empresário.

Menos

JBS investirá R$ 105 mi em fábricas de embalagens metálicas no interior de SP

Ler Notícia

O Estado de São Paulo 07/06/2019

A JBS Embalagens Metálicas anunciou nesta quinta-feira, 6, que investirá R$ 80 milhões na construção, em Guaiçara (SP), de uma planta para produzir latas de aço e de alumínio. A previsão é de que ela comece a operar no primeiro semestre de 2020. A empresa está investindo mais de R$ 25 milhões na unidade de Lins (SP) para modernizar as linhas de produção e aumentar a capacidade litográfica. “Vamos ampliar nossa capacidade produtiva de aerossóis para mais de 220 milhões de embalagens por ano.

 

Adicionalmente, a entrada no segmento de embalagens de alumínio, com foco no mercado de cosméticos – desodorantes -, será um marco para nós”, diz, em nota, o diretor da JBS Embalagens Metálicas, Marcelo Jorcovix.

Menos

ECONOMIA

IBGE: Cem produtos concentram mais da metade da receita industrial

Ler Notícia

Valor Econômico  07/06/2019

Cem produtos concentraram mais da metade (53%) da receita de vendas do setor industrial do país em 2017, mostram dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa concentração era de 52% no ano anterior.

O óleo diesel permaneceu como o produto de maior valor de vendas na indústria naquele ano: foram R$ 63,7 bilhões, o equivalente a 2,8% no total nacional em 2017. Em meados daquele ano, a Petrobras iniciou sua política de preços de reajuste quase diário do combustível, refletindo as cotações internacionais.

Logo a seguir como maior valor de vendas aparecem os óleos brutos de petróleo (2,6%), seguidos por minério de ferro (2,6%) e automóveis (2,1%). Somados os quatro produtos, eles representaram 10,1% do total de vendas da indústria, considerando um universo de 3.400 produtos que faturaram R$ 2,3 trilhões em 2017.

Regionalmente, porém, o perfil de produtos e segmentos com maior peso na indústria era bastante diferente. No Estado de São Paulo, mais diversificado, 17,3% da produção era concentrada em alimentos. No Estado do Rio, 35,3% da produção era concentrada na extração de petróleo e gás.

Menos

Devemos fechar acordo com União Europeia em 4 ou 5 semanas, diz Guedes

Ler Notícia

O Estado de São Paulo 07/06/2019

Antes de entrar para as reuniões bilaterais entre Brasil e Argentina, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 6, que pretende fechar o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia em quatro ou cinco semanas.

As negociações entre os blocos já duram mais de 20 anos. Na quarta-feira, 5, o ministro da Produção da Argentina, Dante Sica, também afirmou que o acordo está muito próximo de ser fechado.

Guedes disse que as reuniões desta quinta devem aproximar Brasil e Argentina e acrescentou que o País esteve isolado nos últimos anos.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que pontos sobre o comércio de vinho e de laticínios entre o Mercosul e a União Europeia estão entre os pontos que ainda faltam ser definidos para que seja fechado o acordo de livre-comércio entre os dois blocos.

"Estão faltando umas questões de vinhos e laticínios. Umas coisinhas que o Paulo Guedes já entrou (no debate). Realmente, nós vamos resolver esta questão nas próximas semanas."

Filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) disse que há expectativa de essas questões serem definidas ainda neste mês em Bruxelas, onde haverá mais uma rodada de negociações. "Se vai ser anunciado em Bruxelas ou no G-20, ainda não sei", afirmou.

Os presidentes Jair Bolsonaro e Mauricio Macri assinaram um memorando de entendimento em assuntos de mineração e na área de bioenergia. Ao falar do potencial energético, Bolsonaro citou a construção de duas prováveis hidrelétricas na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina.

Menos

Comércio entre Brasil e Argentina tem resultados fracos, sem perspectiva de melhora rápida

Ler Notícia

O Estado de São Paulo 07/06/2019

Com crises econômicas e indefinições importantes na arena política, Brasil e Argentina enfrentam um momento negativo em suas trocas comerciais. Segundo dados do Ministério da Economia, entre janeiro e abril houve queda de 46,47% nas exportações brasileiras para o país vizinho na comparação com igual intervalo de 2018, com aumento de 7,76% nas importações.

Nesta quinta-feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro visita a Argentina e o comércio bilateral deverá ser um dos focos de seu encontro com o presidente Mauricio Macri, mas analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast veem pouco espaço para qualquer reviravolta no quadro, ainda dependente da retirada de incertezas e da volta ao crescimento de ambos, num momento também de incertezas no mundo.

Nos primeiros quatro meses de 2019, o Brasil acumulou déficit de US$ 337,54 milhões nas trocas comerciais com a Argentina, de acordo o Ministério da Economia. "Pela primeira vez neste ano, tudo indica que o Brasil poderá ter o primeiro déficit comercial desde 2003 com a Argentina, embora pequeno", afirma José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil.

Ele lembra que o cenário inclui uma queda recente na cotação das commodities no mercado global. Além disso, ressalta que a Argentina é o principal destino de manufaturados brasileiros, mas vê a piora nas exportações brasileiras como previsível, já que o vizinho está sob efeito de um pacote do Fundo Monetário Internacional (FMI) que prevê a geração de superávits comerciais, além de ter mantido um patamar cambial para o peso que "inviabiliza a importação", por tornar os produtos do exterior mais caros.

Há ainda a eleição presidencial deste ano - Macri tenta a reeleição, mas enfrenta nas pesquisas a impopularidade por causa do quadro econômico de recessão, inflação superior a 50% no ano e aumento no desemprego e na pobreza.

A Ecolatina ressaltou em relatório nesta semana que a recuperação econômica é mais lenta que o previsto também por causa da fraqueza da economia brasileira. A partir de dados argentinos recentes, a consultoria argentina revisou sua projeção de recuo na economia do país de 1,4% para 1,7% em 2019.

"O dado é ainda mais desalentador se calculado em termos per capita, neste caso a queda seria de 2,7%, deixando-nos praticamente no mesmo nível de vida que o de uma década atrás" e o sétimo pior desempenho do mundo, nos cálculos da consultoria.

Os indicadores fracos se sucedem: na última quarta-feira, 5, por exemplo, foi divulgado que a produção industrial da Argentina recuou 8,8% na comparação anual de abril. Na noite de terça-feira, 4, o governo local anunciou uma parceria com o setor automotivo para oferecer descontos nas vendas de carros, que recuaram 56% em maio, com a intenção declarada de melhorar a economia sem prejudicar o equilíbrio fiscal.

Nesse contexto, Castro acredita que "nada de peso" deva ser assinado agora entre os dois países. Segundo ele, é discutido internamente um eventual corte em tarifas de importação, de maneira escalonada e dos dois lados. O assunto, porém, ainda não está definido e há resistências do setor empresarial, diz.

Professora de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Virginia Fernández define a situação atual argentina como "bem crítica", com grande retração econômica e desemprego alto. "Isso claramente gera um reflexo para a economia brasileira", afirma. "Analisando o que tem provocado essa queda (nas vendas brasileiras), são principalmente os setores vinculados com o complexo automotivo, de veículos de carga, tratores, produção de motores para veículos", destaca. "Ou seja, a exportação mais sofisticada do Brasil para o mundo vai para a Argentina e para o Mercosul. E essa foi a parte das exportações que teve a principal queda."

Virginia diz que o fato de que Bolsonaro e Macri se encontrem já é uma mostra da proximidade entre os presidentes. Para ela, se houver algum tipo de avanço, provavelmente terá a ver com uma reedição do acordo automotivo, "que é essencial para relação", e provavelmente com setores como trigo, malte ou outros produtos vinculados ao setor primário.

Economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin também concorda que, no curto prazo, qualquer aproximação dará poucos frutos. Para ele, a agenda bilateral deve ser reforçada depois que a Argentina sair da recessão na qual se encontra. O quadro para 2020, contudo, é ainda muito dependente de qual será o próximo governo, diz Cagnin.

Bolsonaro fez declarações públicas recentes contra a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que se lançou como vice de Alberto Fernández para a disputa de novembro. Em caso de vitória da chapa, o economista acredita que "evidentemente o quadro pode se complicar, mas não deve haver rupturas". Fernández é ainda visto como um político de perfil mais conciliador que Cristina, o que pode facilitar o diálogo, mesmo diante das diferenças ideológicas.

O professor Leonardo Granato, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), acredita que qualquer acordo bilateral, caso venha a se realizar, tenderá a ser uma "estratégia isolada", se não estiver inserido num plano maior de desenvolvimento. Ele defende o Mercosul como o foro ideal para a discussão e a eventual celebração desses acordos.

Além disso, destaca a "falta de complementariedade entre as economias do bloco e de verdadeiros mecanismos de coordenação interindustrial", que não conseguem romper "nossa situação de dependência das estruturas de poder internacional", onde Brasil e Argentina representam "elos mais frágeis" da cadeia global.

Acordo com a União Europeia

Um eventual acordo entre o Mercosul e a União Europeia também deve estar na pauta da reunião entre Bolsonaro e Macri. A professora da UFPR lembra que esse diálogo se desenrola há quase 20 anos, com a Europa protegendo setores que considera estratégicos ou sensíveis, como o agropecuário.

Granato é cético sobre o tema, ressaltando que "provavelmente as vantagens comparativas serão maiores para a União Europeia", em caso de acordo, diante das diferenças econômicas e tecnológicas, entre outras. De qualquer modo, com as dificuldades das principais economias do Mercosul e a resistência de parte da Europa em abrir alguns mercados, uma solução próxima continua a parecer pouco provável.

Nesta semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o acordo entre Mercosul e União Europeia será fechado logo. "Estamos possivelmente a três, quatro semanas do acordo", afirmou.

Menos

MINERAÇÃO

CSN e Glencore devem ter novo acordo na próxima semana, diz Steinbruch

Ler Notícia

Valor Econômico 07/06/2019

O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, disse que a empresa pretende assinar na próxima semana um novo acordo com a companhia suíça Glencore, de venda antecipada de minério de ferro.

O empresário não forneceu detalhes, mas o valor dessa nova operação seria da ordem de US$ 250 milhões. No início do ano, a empresa já havia acertado com a Glencore contrato de US$ 500 milhões.

Steinbruch se reuniu com o governador paulista no Palácio dos Bandeirantes, no início desta tarde, para anunciar investimento de R$ 1,5 bilhão em uma laminadora de aço galvanizado no Estado, dentro de um programa de incentivos a setores industriais do governo paulista.

O empresário disse ainda que até o final do mês pretende assinar uma operação de venda antecipada de minério de ferro com tradings internacionais, conhecida como “streaming”.

O Valor publicou recentemente que a empresa negocia operação de US$ 500 milhões, numa primeira etapa, com as tradings chinesas Citic e China Minmetals. Os recursos dessa venda serão usados no plano de desalavancagem financeira da siderúrgica.

“Vão ser US$ 500 milhões, já está tudo encaminhado”, afirmou o empresário. “Estamos comprometidos com o mercado em reduzir a nossa alavancagem e chegar a uma relação dívida líquida sobre Ebitda [resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização] de três vezes. Acreditamos que, com essas operações e o preço do minério se mantendo nesse patamar, vamos conseguir atingir o objetivo”, acrescentou Steinbruch.

Quanto à venda do ativo de aço na Alemanha — uma siderúrgica de aços longos —, o executivo afirmou que o negócio está próximo de ser fechado e que as discussões estão relacionadas ao preço da siderúrgica. “Existe uma busca de convergência de preço no caso da Alemanha. Queremos que seja justo. Para se ter uma ideia, a diferença de valor entre o que queremos e o que eles querem é de 10%. Mas, a qualquer momento, o negócio pode sair”, afirmou Steinbruch.

Menos

Vale retoma transporte de cargas em Barão de Cocais (MG)

Ler Notícia

Valor Econômico 07/06/2019

A Vale informou nesta quinta-feira a retomada da circulação de trens de carga com operação regular no ramal Belo Horizonte da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Segundo a companhia, a decisão foi tomada após uma empresa internacional de consultoria atestar que um eventual deslizamento do talude Norte da cava da mina Gongo Soco não atingiria a ferrovia.

O transporte de cargas nessa região foi interrompido em 19 de maio porque o trem circula nas imediações de Gongo Soco, onde foram identificadas movimentações no talude.

O trem de passageiros permanece em operação especial, segundo a mineradora. “Com base no laudo da consultoria, a Vale vai solicitar à Agência Nacional de Mineração (ANM) que o trem de passageiros também possa retornar a suas operações regulares”, diz comunicado enviado à imprensa.

Menos

Minério de ferro recua na China com expectativa de crescimento da oferta

Ler Notícia

Reuters  07/06/2019

Os futuros do minério de ferra na China caíram nesta quinta-feira, marcando sua pior performance semanal em quase dois meses, em meio a expectativas do mercado de um alívio na crise de oferta do material devido aos crescentes embarques de grandes mineradoras.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em baixa de 0,8%, a 712,5 iuanes (103,07 dólares) por tonelada. O contrato perdeu 3,7% na semana, o maior recuo semanal desde meados de abril.

Os mercados chineses estarão fechados na sexta-feira devido ao feriado do Barco do Dragão.

“O pior período da crise de oferta do minério de ferro já passou. Todas interrupções na produção já foram precificadas no mercado...o novo foco nos próximos meses mudará para o lado da demanda”, disse Wu Jingjing, executivo da Associação Chinesa de Ferro e Aço (CISA) em uma conferência do setor nesta semana.

A CISA disse em uma análise na quarta-feira que espera que a oferta de minério de ferro cresça, levando os preços a enfrentar pressão baixista.

Dados de navios e portos compilados pela Refinitiv mostram que os embarques de minério de ferro da Austrália subiram 12% em maio ante abril, para 77,98 milhões de toneladas, enquanto os embarques do Brasil saltaram 65%, para 28,36 milhões de toneladas no período.

As alfândegas chinesas divulgarão dados sobre importações de minério de ferro em 10 de junho.

Além disso, a brasileira Vale reduziu na quarta-feira o nível de alerta de emergência em sua barragem Vargem Grande, afirmando que espera que a estrutura possa logo ser completamente retirada da condição de alerta.

O aço também recuou nesta quinta-feira, pressionado por preocupações com uma demanda fraca após um forte na previsão de crescimento do PIB chinês pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O FMI reduziu a projeção para o crescimento econômico da China para 6,2% na quarta-feira, ante 6,3%, devido às incertezas pela disputa comercial com os EUA.

Os preços do vergalhão de aço na bolsa de Xangai caíram 0,2%, para 3.737 iuanes a tonelada.

Menos

AUTOMOTIVO

Renault comunica 'desapontamento' após retirada de proposta da Fiat

Ler Notícia

Valor Econômico  07/06/2019

A administração da Renault divulgou comunicado nesta manhã, manifestando “desapontamento” por não ter tido a oportunidade de prosseguir com a avaliação da proposta de fusão com a ítalo-americana Fiat Chrysler.

A montadora francesa diz que o acordo era oportuno e destaca os ganhos industriais e financeiros que resultariam na criação de uma líder global no setor automotivo na Europa.

A Renault também agradeceu a Fiat pelos esforços e elogia a postura construtiva da Nissan nas discussões.

Por outro lado, o governo francês também confirmou nesta manhã que pediu o adiamento da votação do conselho de administração da Renault sobre a fusão, com o objetivo de conseguir o apoio da japonesa Nissan. Ontem, o governo pediu cinco dias a mais ao conselho da Renault, antes que a proposta fosse votada, para garantir que a Nissan apoiaria o negócio.

Em comunicado enviado à imprensa, o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, disse que o governo estava trabalhando de forma construtiva na fusão, mas que a principal condição para a aprovação é que o novo acordo se encaixasse na estrutura da aliança entre a Renault e a Nissan, existente há duas décadas. “Nós ainda precisávamos obter o apoio explícito da Nissan”, disse o ministro no comunicado.

O “Wall Street Journal” informou na última quarta-feira que os dois representantes da Nissan no conselho da Renault pretendiam se abster da votação, levantando dúvidas sobre a postura que seria adotada pela montadora japonesa, caso a fusão fosse confirmada.

A fusão criaria a terceira maior montadora do mundo, atrás da Volkswagen e da Toyota, e permitiria ganhos de escala importantes para as companhias lidarem com a desaceleração de vendas de veículos e o aumento do custo de produção de carros elétricos e autônomos.

Hoje, o ministro francês disse que a Renault, em sua parceria com a Nissan, tem ganhos de escala para competir no mercado automotivo, mesmo sem a fusão com a Fiat. “A Renault, dentro da aliança, tem todos os recursos para enfrentar os desafios do setor automotivo”, afirmou.

Menos

Produção de veículos sobe 29,9% em maio ante 2018, aponta Anfavea

Ler Notícia

Valor Econômico 07/06/2019

A expansão do mercado brasileiro continuou a sustentar o aumento da produção de veículos, conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No quinto mês de 2019, saíram das linhas de montagem 275,7 mil veículos, o que representou avanço de 29,9% na comparação com o mesmo mês de 2018.

Já no acumulado deste ano, o crescimento foi menor. Com total de 1,24 milhão de unidades, a produção de veículos nos cinco primeiros meses de 2019 apresentou alta de 5,3%.

A Anfavea mostrou ainda que o número de empregados na indústria de veículos caiu no quinto mês de 2019. As montadoras de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus terminaram o período com 110,24 mil trabalhadores, queda de 2,7% em relação a um ano atrás.

Segundo o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, a indústria automobilística trabalha hoje com mais de 40% de ociosidade.

Menos

Anfavea: Vendas de veículos sobem em maio, mas exportações recuam 30%

Ler Notícia

Valor Econômico 07/06/2019

O mercado de veículos novos seguiu em alta em maio, conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No quinto mês de 2019, foram licenciadas no país 245,4 mil unidades, o que aumento de 21,6% na comparação com o mesmo mês do calendário anterior.

No acumulado dos primeiros cinco meses de 2019, a venda de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somou 1,08 milhão de unidades, elevação de 12%.

A crise na Argentina, que tem impacto na indústria automotiva brasileira, provocou mais reflexos nas exportações de veículos em maio, quando foram embarcadas 42,1 mil unidades, queda de 30,7% perante um ano antes. O acumulado do ano mostra um quadro ainda mais negativo, com recuo de 42,2% nas vendas externas, num total de 181,5 mil unidades.

A receita com exportações diminuiu 38,3% em maio, para US$ 651,3 milhões, e 46,4% no acumulado dos cinco primeiros meses de 2019, somando US$ 2,93 bilhões.

Menos

Com crise argentina, Anfavea deve revisar projeções para exportação e produção

Ler Notícia

O Estado de São Paulo 07/06/2019

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, afirmou nesta quinta-feira, 6, que as projeções da associação para exportação e produção de veículos em 2019 deverão ser revistas para baixo, em razão da crise da Argentina, que deve se prolongar por mais tempo do que imaginavam inicialmente as montadoras.

As previsões atuais da Anfavea são de queda de 6,2% nas exportações, para 590 mil unidades, e de alta de 9% no volume produzido, para 3,14 milhões de unidades.

"A crise da Argentina (principal destino das exportações) tem sido maior do que imaginávamos e o início da recuperação não vai acontecer no segundo semestre, como esperávamos inicialmente. Então, no momento oportuno, nós vamos revisar a projeção para exportação para baixo e, obviamente, isso também vai afetar a projeção para produção", disse ele.

No acumulado de janeiro a maio, o volume de exportações caiu 42,2% em relação a igual período do ano passado. A produção, por sua vez, subiu 5,3%, no mesmo tipo de comparação, sustentada pelo avanço do mercado interno.

Em relação ao mercado interno, o desempenho tem sido semelhante ao que a Anfavea já projetava. A previsão para 2019 é de alta de 11,4%. No acumulado de janeiro a maio, o avanço foi de 12,5%.

Menos

Estado é peça chave no quebra-cabeça das fusões de montadoras

Ler Notícia

Valor Econômico 07/06/2019

Não será tão fácil para os fabricantes de veículos fechar fusões globais sem o aval dos governos. Isso independe de o Poder Público ter ou não ações numa montadora, como é o caso do governo da França, que detém participação na Renault e cujas exigências levaram ao fracasso no acordo da empresa francesa com Fiat Chrysler na quarta-feira. Segundo Jaime Ardila, consultor internacional, fusões nessa indústria não saem sem aprovação governamental sempre que o Estado considere o setor estratégico. E isso ocorre na maior parte dos países.

A cautela se deve, sobretudo, porque as tecnologias desenvolvidas pelas empresas do setor automotivo costumam ser usadas na área de defesa - militar e até espacial, diz o consultor. Para ele, ao encerrar as negociações com a Renault, começam a se esgotar as opções para a Fiat Chrysler na busca de nova aliança. A empresa já bateu à porta de outras grandes, como General Motors - diversas vezes -- e Volkswagen. Nenhuma delas se interessou.

Há tempos, a Fiat Chrysler busca um sócio com vistas a conseguir fôlego para colocar em prática projetos necessários, como veículos elétricos. Caso não encontre um parceiro entre as montadoras tradicionais uma das soluções seria aproximar-se de alguma empresa chinesa. Ardila prevê, no entanto, uma imediata resistência do governo dos Estados Unidos, que está em plena guerra comercial com a China.

"Não acredito que as autoridades americanas aceitem um acordo da Chrysler, carregada de novas tecnologias, com chineses", afirma o colombiano Ardila, ex-presidente da General Motors na América do Sul e sócio-fundador da Hawksbill, uma empresa de consultoria, criada há três anos e com sede nos Estados Unidos.

Ardila lembra que há tempos veículos militares e projetos espaciais dos EUA, incluindo os primeiros foguetes enviados à Lua, carregam algum tipo de tecnologia desenvolvida pelas montadoras. Isso ganhou força nos anos 70. Ele não tem dúvidas de que as novas tecnologias, voltadas à eletrificação dos veículos e, principalmente, conectividade são projetos que interessam ao Pentágono e aos departamentos de defesa de outros países.

O consultor não duvida que Fiat Chrysler e Renault retomem as conversas. Para ele, essa união faz muito sentido em termos de complementariedade de produtos. Ontem, a Renault distribuiu aos funcionários uma carta dizendo que as negociações foram interrompidas para que o governo francês tenha mais tempo de avaliar a proposta. Mas dentro das empresas há dúvidas.

Para Ardila, a Renault, a partir de agora, fica numa posição confortável se conseguir manter a aliança que mantém com a Nissan há 20 anos. Já a Fiat precisa continuar sua peregrinação em busca de novo parceiro. Uma vez descartada a aproximação com os chineses dar certo, segundo o raciocínio do consultor, o grupo poderia voltar-se para outros asiáticos.

Uma alternativa mais radical para montadoras seria juntar-se a uma empresa de tecnologia do porte de Google ou Apple

"No Japão, a Nissan já demonstrou que não tem interesse. A Toyota está mais interessada em acordos de cooperação; por razões culturais prefere manter estratégia própria, enquanto que Fiat Chrysler precisa de uma fusão. A Honda está mais próxima da General Motors, embora seu desejo seja manter-se independente, como rainha da tecnologia em motores e motocicletas. E as marcas coreanas são mais complicadas; têm muitos problemas internos", destaca.

Se tivesse que apostar em outro parceiro ideal para o grupo ítalo-americano Ardila apontaria uma marca de luxo como a BMW. Embora tenha boa saúde financeira e esteja no topo da agenda de desenvolvimento tecnológico dos carros, a BMW, diz Ardila, "está ficando um pouco pequena para o mundo de hoje".

Uma alternativa mais radical seria juntar-se a uma empresa de tecnologia do porte de Google ou Apple. "Essas empresas podem comprar uma montadora, mas não têm demonstrado interesse", afirma o consultor. Segundo ele, incomoda aos grupos tecnológicos ter que lidar com os pesados ativos das montadoras, o que inclui problemas logísticos e relações turbulentas com sindicatos.

Durante um tempo, surgiram no mercado rumores de que o grupo PSA Peugeot Citröen estaria interessado na Fiat Chrysler. Nesse caso, a negociação teria que, mais uma vez, enfrentar os interesses do governo francês, dono de 13,7% das ações da companhia.

Há dois anos, a PSA comprou a Opel, uma empresa europeia que pertencia à GM. A Opel dava prejuízo nas mãos dos americanos, mas ajudou os franceses a engordar os lucros logo no ano seguinte. O grupo vai bem financeiramente, mas tem participações de vendas pequenas fora da Europa e sequer aparece em alguns dos maiores mercados do mundo, como os Estados Unidos. A PSA continua a ser uma companhia "muito europeia" na opinião de Ardila. Poderia ganhar novos ares e a chance de expansão caso se juntasse a outra empresa.

No início do ano, Ford e Volkswagen fizeram uma aliança que pode ser, segundo Ardila, o primeiro passo para uma futura compra da empresa americana pela alemã. Por enquanto, a família Ford ainda luta para preservá-la independente, diz.

Outra venda ou parceria à vista, nas projeções do consultor, pode envolver a Tesla, produtora de carros elétricos fundada por Elon Musk. Para Ardila, a Tesla vai acabar por se juntar a outra empresa, que poderá ser até da área de tecnologia.

As fusões no setor estão longe de terminar, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes. "A necessidade de investir pesado em tecnologias como eletrificação, carro autônomo e conectividade estão mudando nosso modelo de negócios."

No meio automotivo, há quem aposte que a Fiat pode voltar a tentar nova aproximação com a Volks, o maior produtor de veículos do mundo. A vantagem, para a montadora alemã, seria ganhar acesso ao mercado americano.

Outros concordam com Ardila na opinião de que a conversa com Renault pode ser retomada. É possível até, dizem alguns, que a retirada da proposta tenha sido uma espécie de blefe. Uma forma de colocar pressão. Para uma fonte do setor, poderia ter sido jogada "a la Marchionne".

Sergio Marchionne, que comandou a Fiat até a sua morte, em julho do ano passado, era conhecido pela ousadia e esperteza nas negociações. "Agia como num jogo de pôquer", diz pessoa próxima a ele. Foi ele, aliás, que negociou a bem-sucedida fusão com a Chrysler, que acabou por evitar que a Fiat saísse de cena.

Menos

'Incentivo a carro na Argentina ajuda Brasil'

Ler Notícia

O Estado de São Paulo 07/06/2019

A cinco meses das eleições presidenciais, o governo argentino de Mauricio Macri lançou um novo plano para tentar impulsionar sua debilitada economia. Na noite de terça-feira, anunciou que fechou parceria com o setor automotivo para oferecer descontos na venda de carros, que caíram 56% em maio. Segundo o ministro da Produção e do Trabalho, Dante Sica, não se trata de uma medida eleitoreira, mas de uma decisão tomada para melhorar a atividade econômica sem alterar o equilíbrio fiscal.

A medida, diz ele, pode também favorecer o Brasil, que tem visto uma queda em suas exportações para o país vizinho. Na véspera da visita do presidente Jair Bolsonaro à Argentina, Sica recebeu o Estado e afirmou que a convergência na política econômica dos dois países deve ajudar na redução da incerteza dos investidores. Assim como o governo brasileiro, Sica defendeu reformas no Mercosul que permitam negociações comerciais entre países do bloco e terceiros sem que todos os membros estejam de acordo - o que é proibido hoje. A seguir os principais trechos da entrevista.

O governo Macri anunciou um programa para impulsionar o setor automotivo que prevê desconto na venda de carros, em uma parceria entre setor público e privado. Não é uma medida intervencionista para um governo que pretende ser liberal?

Mantemos um programa econômico que procura estabilizar a economia, recuperar o valor da moeda e combater a inflação. Por outro lado, adotamos um pacote de medidas para impulsionar e melhorar a competitividade da economia. Também sofremos crises que geraram impacto na atividade e nos salários. Em março, houve um pico inflacionário (4,7%) que castigou um pouco mais todos os consumidores. Dentro do nosso programa e mantendo a disciplina fiscal, adotamos medidas que gerem algum alívio na demanda. Em março e abril, trabalhamos em um pacote que permitiu melhorar alguns preços de bens, não como uma política anti-inflacionária, mas basicamente como uma melhora no poder aquisitivo, mantendo o preço de alguns bens com um compromisso muito importante do setor privado. Na semana passada, trabalhamos com os bancos para que eles pudessem diminuir a taxa de juros. Agora, vimos o impacto que estava tendo a taxa de juros e as expectativas na demanda de carros e fizemos um esforço com o setor para dar um incentivo e tentar gerar uma melhora na confiança. Nosso programa econômico continua sendo consistente. Somos muito ortodoxos na política fiscal e monetária, que foi o que todos os governos que derrotaram a inflação fizeram. Por outro lado, utilizamos todas as ferramentas que nos permitem nos integrar ao mundo, melhorar a competitividade e, em alguns casos, aliviar as situações de impacto da crise.

Mas são medidas que Macri antes criticava, de intervenção na economia.

O que criticávamos eram intervenções que modificavam o comportamento dos mercados, como foi o caso do congelamento das tarifas elétrica e de gás durante mais de uma década, das restrições para a compra e a venda de dólares ou para importar e exportar. Respeitamos a concorrência dos mercados, não geramos medida que possa distorcer o mercado e, em alguns assuntos pontuais, adotamos políticas que gerem um alívio para o consumidor e alguma melhora na atividade. Mas são medidas pontuais e temporárias.

Medidas tomadas pensando nas eleições presidenciais em outubro?

Não. Medidas tomadas pensando nos consumidores e trabalhadores e no impacto que a crise teve nos últimos meses.

Qual o impacto se espera da medida anunciada na terça? A indústria brasileira automotiva também está sofrendo com a crise argentina. Pode haver um alívio?

Deve dar impulso nas expectativas e no emplacamento de carros. No último mês, tivemos uma queda forte (de 56%) no emplacamento. Pensamos que uma medida dessa pode dar impulso para que o mercado comece a se recuperar. Do que se vende de carros na Argentina, 70% são importados e 55% do Brasil. Portanto, sim, isso pode ajudar no Brasil também.

Analistas dizem que, se as eleições fossem hoje, a chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner ganhariam, principalmente por causa da crise econômica...

Nós não temos essa opinião. A percepção está mudando e a imagem do presidente, melhorando. Até agora, o presidente estava sozinho no terreno eleitoral. Nos próximos 15 dias, vão se confirmar as alianças políticas e começaremos a ter uma visão mais sólida das intenções de voto. A estabilidade nos mercados, a percepção por parte dos consumidores da queda da inflação, as obras que fizemos, tudo isso começará a aparecer na conversa. Claramente vamos ganhar as eleições. As pesquisas que começam a ser feitas agora, depois que o kirchnerismo definiu sua chapa, mostram uma melhora importante na imagem do presidente.

O governo Bolsonaro defende reformas no Mercosul. Para a Argentina, como o Mercosul deve ser?

Nos últimos 20 anos, o Mercosul avançou muito pouco na área institucional e de negociações internacionais. Se fechou sobre si mesmo e sobre o mercado brasileiro, que, quando colapsou, gerou uma caída muito forte no PIB da região. Isso também fez com que os países perdessem competitividade. Nossa visão, e que é compartilhada com o Brasil, é que temos que adequar o Mercosul à mudança que há internacionalmente. O Mercosul tem de ter uma estratégia de negociação internacional mais agressiva, o que significa finalizar as negociações que estão se arrastando há anos, como a de livre comércio com a União Europeia, e aí começar negociações novas, com a Coreia do Sul e a Indonésia, por exemplo. Também temos que discutir ter flexibilidade no bloco: se alguns países quiserem ir a alguma negociação e o resto do bloco não quiser, pelo menos dar a liberdade para que alguns possam começar a avançar nessas negociações. O ideal é que avancemos os quatro países juntos.

Menos

NAVAL

Intermodalidade é alternativa para transporte rodoviário no País

Ler Notícia

Diário do Nordeste 07/06/2019

Diante das dificuldades enfrentadas para enviar e receber cargas pelo transporte rodoviário, outras possibilidades ganham cada vez mais espaço no País. Entre elas, destaca-se o envio de cargas pelo mar entre regiões brasileiras (cabotagem), que já é uma realidade para alguns negócios.

Mas não se trata somente de optar por um modal ou por outro, e sim de trabalhar a intermodalidade de acordo com as necessidades de cada negócio, segundo aponta Carlos Alberto Alves, gerente da Tecer Terminais Portuários, empresa especializada em soluções logísticas no Porto do Pecém. Ele revela que a demanda por projetos que contemplem outros modais além do rodoviário cresceu cerca de 200%.

"Existe um grande aumento na quantidade de solicitações de projetos no último ano. Hoje, o Brasil está buscando possibilidades logísticas com o objetivo de melhorar o custo", explica Alves.

Um projeto de solução logística que substitua o modal rodoviário por uma integração entre rodoviário e marítimo pode resultar, por exemplo, em uma redução de 15% a 20% no custo de transporte da carga, conforme avaliação do gerente da Tecer. "A alternativa demanda uma administração mais robusta. É preciso trocar, muitas vezes, um fornecedor por 11 fornecedores, mas ainda assim existe essa vantagem financeira".

Ele destaca que as condições das vias, sobretudo no Ceará, é outro ponto crítico que favorece um pensamento menos tradicional, o que abre espaço para essas e outras possibilidades. "É interessante agregar o modal rodoviário ao marítimo. O transporte de cargas por rodovias não faz sentido em distâncias acima de 500 quilômetros", explica.

Mas o custo menor para transportar as cargas não é a única vantagem de priorizar o modal marítimo. Além disso, o gerente da Tecer Terminais Portuários avalia que há um ganho ambiental e de segurança patrimonial. "A intermodalidade traz esse ganho para o meio ambiente e proporciona um transporte da carga com mais segurança", explica.

Demanda crescente

Esses, entre outros componentes, alavancam a demanda percebida pela Log-in, empresa de soluções logísticas por meio de cabotagem complementada por ponta rodoviária. Elizângela Franco, gerente de negociações comerciais da empresa no Ceará e parte do Rio Grande do Norte, avalia que a procura por esses serviços saltou cerca de 30% no último ano. "A gente percebe um avanço significativo, mas há ainda muito espaço para crescer", aponta, acrescentando que o Estado é referência no Brasil em envio de cargas por via marítima para outras localidades do País.

"Hoje, a nossa empresa já movimenta, no Porto do Pecém, algo perto do que movimentamos no Porto de Santos", aponta Elizângela. "E o Porto de Santos conta com quatro outros serviços (rotas), enquanto aqui temos duas". Entre os principais produtos transportados estão alimentos, insumos para a indústria têxtil e farmacêuticos.

No ano passado, o Porto do Pecém, que desde outubro concentra as operações de cabotagem no Ceará, apresentou um crescimento de 70% no volume de cargas transportadas entre portos brasileiros na comparação com o ano de 2017. Foram 220.422 contêi-neres de 20 pés. Ao todo, foram 95.120 embarcados e 125.302 contêineres desembarcados, segundo informações do Porto do Pecém.

Modal aéreo

Outra opção que vem chamando a atenção das empresas é o transporte aéreo de cargas. De acordo com o diretor de logística da Panalpina Brasil, Marcelo Tonet, a utilização de aeronaves tem apresentado um crescimento mais consistente por ser uma opção rápida e segura. "Em tempos onde a alta sinistralidade é notória, essa solução se mostra cada vez mais oportuna".

Na avaliação do grupo, que trabalha com os modais aéreo, marítimo e rodoviário, a greve dos caminhoneiros ocorrida em maio do ano passado acabou por alavancar os volumes transportados em outros modais.

Incentivos

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado começou a discutir na semana passada o Projeto de Lei 423/2014, de autoria da senadora Kátia Abreu (PDT-TO), que visa incentivar a navegação de cabotagem com a isenção de Imposto de Importação, PIS-Pasep e Cofins para a importação de embarcações, máquinas para leme e hélices de embarcações e suas pás.

De acordo com a senadora, a dificuldade encontrada pelos armadores brasileiros para adquirir embarcações estrangeiras é um dos principais entraves para o desenvolvimento da atividade no País. O texto, solicitado para vista coletiva, seguirá para decisão final da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), caso seja aprovado pela CI do Senado.

Menos

AGRÍCOLA

Vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias caíram no país em Maio

Ler Notícia

Valor Econômico  07/06/2019

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram 3.087 unidades em maio, com quedas de 0,7% em relação a abril e de 5,8% na comparação com maio de 2018. Os dados foram divulgados na manhã de hoje pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

As retrações já eram esperadas, uma vez que as principais linhas de crédito oficiais para a aquisição de tratores, colheitadeiras e colhedoras de cana, entre outros equipamentos, estão praticamente esgotadas depois da forte demanda observada nos primeiros dez meses do Plano Safra 2018/19 (julho de 2018 a abril de 2019).

Conforme a Anfavea, de janeiro a maio as vendas domésticas somaram 15.488 unidades, 3,7% mais que no mesmo período do ano passado.

Ainda prejudicadas pela fraca demanda na Argentina, as exportações de máquinas agrícolas e rodoviárias atingiram 1.213 unidades em maio, 3,6% menos que em abril mas quantidade 15% superior a de maio do ano passado. Apesar desse incremento na comparação anual, o patamar continua baixo. De janeiro a maio as exportações alcançaram 5.115 unidades, 0,8% mais que em igual intervalo do ano passado.

Já de olho na renovação dos financiamentos no próximo Plano Safra (2019/20), que deverá entrar em vigor em 1º de julho, a produção de máquinas agrícolas e rodoviária no país chegou a 5.442 unidades em maio, com aumentos de 23,2% em relação a abril e de 18,6% na comparação com maio de 2018. Nos primeiros cinco meses do ano foram 20.676 unidades, queda de 4,2%.

Sempre conforme a Anfavea, o número de empregos no segmento ficou em 19.759 no mês passado, ante 10.016 no mesmo mês de 2018.

 

Menos

Produção de máquinas aumenta à espera da renovação do crédito

Ler Notícia

Valor Econômico 07/06/2019

De olho na renovação dos financiamentos no próximo Plano Safra (2019/20), que deverá entrar em vigor em 1º de julho, e nas entregas pendentes após a Agrishow - feira que aconteceu recentemente em Ribeirão Preto (SP) -, a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias no país chegou a 5.442 unidades em maio, altas de 23,2% em relação a abril e de 18,6% ante a maio de 2018, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

"Ainda temos que esperar como será o novo Plano Safra - que teve adiado seu anúncio -, mas acredito que a produção deverá continuar a crescer, visto que ainda temos clientes da Agrishow por atender", afirmou Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea.

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram 3.087 unidades em maio, com quedas de 0,7% em relação a abril e de 5,8% ante maio de 2018. As retrações já eram esperadas, uma vez que as principais linhas de crédito oficiais para a aquisição de tratores, colheitadeiras e colhedoras de cana, entre outros equipamentos, estão praticamente esgotadas depois da forte demanda dos primeiros dez meses do Plano Safra 2018/19. Segundo Miguel Neto, o recuo refletiu particularmente a menor venda de colheitadeiras, habitual no período.

Enquanto o novo Plano Safra não é lançado, as fabricantes buscam alternativas para atender aos pedidos. Normalmente utilizado para financiar máquinas importadas, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) tem sido oferecido como opção.

Na CNH, que detém as marcas New Holland e Case, os juros da linha caíram de 13% ao ano para 7,5%. No entanto, o prazo de carência é de cinco anos, ante sete no caso do Moderfrota. "Tivemos que subsidiar o juro para ficarmos mais competitivos, mas, honestamente, é um custo muito alto e pouco viável", afirmou Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland AG para a América Latina.

A estratégia foi adotada uma semana antes da Agrishow. "Fizemos modalidades de um ano, dois e até cinco anos, com juros progressivos para atrair produtores de pequeno porte", disse Miotto.

Segundo ele, a medida terá impacto nas margens das montadoras, mas deverá ser amenizada pelo novo Plano Safra. "Se vier [nas condições que se espera], as margens voltam ao normal", observa.

Ele espera que os novos recursos já estejam disponíveis assim que começar o novo ano-safra e que os prazo e carência das linhas sejam mantidos. Miotto, contudo, já prevê ajustes no plano. "Acredito que haverá aumento nos juros para grandes produtores e que pode haver alterações nos limites, mas quero acreditar que esse tripé será mantido", diz.

Menos

Demanda por caminhões sustenta setor automotivo

Ler Notícia

DCI 07/06/2019

Os juros baixos e a demanda forte por veículos pesados elevaram em 12,5% as vendas da indústria automotiva entre janeiro e maio de 2019 ante igual período do ano passado.

Os dois fatores puxaram a produção para 1,2 milhão de unidades, alta de 5,3%, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Existe uma tendência por parte das empresas, sobretudo do segmento de transporte, para a composição de frota própria de veículos pesados e semi-pesados, para diminuir a dependência de companhias terceirizadas”, diz o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes.

Além disso, a taxa de juros para o financiamento dos automóveis tem auxiliado as vendas, segundo o executivo. Conforme dados da Anfavea, no acumulado do ano até maio ante 2018, o crescimento na venda de caminhões foi de 48,5%, puxando o desempenho do setor. “O bom resultado obteve influência também da greve dos caminhoneiros em maio do ano passado e da base de comparação fraca no período anterior”, argumenta o dirigente, ressaltando que a previsão de crescimento de 11,4%, no entanto, deverá ser revisada.

Menos

Máquinas empacam por falta de crédito

Ler Notícia

Automotive Business 07/06/2019

A venda de máquinas agrícolas e rodoviárias em maio somou 3,1 mil unidades, resultando em pequena queda de 0,7% na comparação com abril. No acumulado do ano foram repassadas à rede 15,5 mil máquinas, apenas 3,7% a mais que em iguais meses de 2018. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

As vendas de colheitadeiras de grãos até maio somaram 2 mil unidades e anotaram crescimento de 23,3%. E as retroescavadeiras tiveram importante alta de 97,6%, com 1,1 mil unidades entregues aos concessionários.

Miguel Neto admite a possibilidade de revisão nos números do setor de máquinas, assim como para as exportações de veículos, mas isso dependerá do Plano Safra, cujo anúncio não mais ocorrerá em 12 de junho como previsto.

PRODUÇÃO NO ACUMULADO MANTÉM QUEDA

Nestes primeiros cinco meses de 2019 as fabricantes instaladas no Brasil produziram 20,7 mil unidades. Com isso persiste o cenário de queda, de 4,2% na comparação com iguais meses do ano passado.

A retração decorre dos tratores de rodas. As montadoras fabricaram 13,3 mil unidades até maio, 15,7% a menos pela comparação interanual. A menor demanda interna e também nas exportações explicam o recuo.

EXPORTAÇÕES: QUEDA DE 15% EM VALORES

A análise das vendas ao mercado externo mostra que o Brasil embarcou 5,1 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, registrando alta de quase 1% na comparação interanual. Em valores, o envio de US$ 1,26 bilhão em máquinas e equipamentos resultou em queda de 15,2%.

A exportação de colheitadeiras caiu 53,2% de janeiro a maio sobre iguais meses de 2018. Caíram também os embarques de colhedoras de cana: -69,1%. “Neste caso é porque o preço do açúcar baixou bastante”, diz o vice-presidente da Anfavea.

Os tratores de esteiras exportados somaram 1,7 mil unidades até maio, 35,9% a mais que em iguais meses do ano passado. Foram responsáveis pelo balanço positivo nas exportações. “Eles seguem para os Estados Unidos. Essa é uma forma de compensar a retração no mercado interno”, diz Miguel Neto.

Menos

Associe-se!

Junte-se a nós e faça parte dos executivos que ajudam a traçar os rumos da distribuição de aço no Brasil.

INDA

O INDA, Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, é uma Instituição Não Governamental, legalmente constituída, sem fins lucrativos e fundada em julho de 1970. Seu principal objetivo é promover o uso consciente do Aço, tanto no mercado interno quanto externo, aumentando com isso a competitividade do setor de distribuição e do sistema Siderúrgico Brasileiro como um todo.

Rua Silvia Bueno, 1660, 1º Andar, Cj 107, Ipiranga - São Paulo/SP

+55 11 2272-2121

© 2019 INDA | Todos os direitos reservados. desenvolvido por agência the bag.

TOP