Aços-liga

Os Aços-liga contêm quantidades específicas de elementos diferentes daqueles normalmente utilizados nos aços comuns. Estas quantidades são determinadas com o objetivo de promover mudanças nas propriedades físicas e mecânicas do produto, permitindo ao material desempenhar funções específicas. De acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), os aços-liga são aços que possuem outros elementos, não se considerando como tais os elementos adicionados para melhorar sua usinabilidade. A soma de todos esses elementos, inclusive carbono, silício, manganês, fósforo e enxofre não pode ultrapassar 6%. No caso de elementos como silício, manganês e alumínio, sempre presentes nos aços carbono, os aços são considerados ligados quando seus teores ultrapassarem 0,6%, 1,65% e 0,1%, respectivamente. Os aços-liga costumam ser designados de acordo com o elemento predominante. Por exemplo: aço-níquel, aço-cromo, aço-cromo-vanádio.

A introdução de outros elementos se dá quando é desejado alcançar efeitos específicos dos aços. São eles: aumentar a dureza e a resistência mecânica; conferir resistência uniforme através de toda a secção em peças de grandes dimensões; diminuir o peso. De modo a reduzir a inércia de uma parte em movimento ou reduzir a carga-morta em um veículo ou em uma estrutura; conferir resistência à corrosão; aumentar a resistência ao calor; aumentar a resistência ao desgaste; aumentar a capacidade de corte e melhorar as propriedades elétricas e magnéticas.

Classificação

Os aços-liga seguem as mesmas classificações do aço-carbono, ou seja, são divididos em Grau, Tipo e Classe. Os sistemas de designação também são os mesmos, destacando-se o SAE, AISI, ASTM e UNS.

Sistema de Classificação

A designação SAE-AISI considera como aço-liga aqueles que ultrapassam os limites de 1,65% de Manganês, 0,60% de Silício ou 0,60% de Cobre. Além disso, são considerados aços-liga todo e qualquer aço que possua quantidades mínimas especificadas de Alumínio, Boro, Cromo (até 3,99%), Cobalto, Nióbio, Molibdênio, Níquel, Titânio, Tungstênio, Vanádio, Zircônio ou qualquer outro elemento de liga adicionado com o intuito de melhorar as propriedades mecânicas e a tenacidade, após a realização de tratamentos térmicos.

Composição Química

Aço baixa liga: Aço em que a soma dos teores dos elementos de liga não ultrapassa 5%.
Aço média liga: Aço em que a soma dos teores dos elementos de liga está entre 5% e 12%.
Aço alta liga: Aço em que a soma dos teores dos elementos de liga é no mínimo 12%.
Aço baixa liga de alta resistência: Aço com teor de carbono inferior a 0,25%, com teor total de elementos de liga inferior a 2,0%. Neste grupo de aço, os elementos mais comuns são o Nióbio, o Vanádio e o Titânio.

Aplicações

Os aços-liga, por apresentarem propriedades distintas e vastas, possuem diversas aplicações. Podem ser encontrados em praticamente todos os segmentos industriais, desde a construção civil até a construção naval, passando pela indústria petrolífera, automobilística e aeronáutica.

Qualidade

Os grupos de descrição de qualidade para os aços-ligas são os seguintes:

  • Placas
  • Barras Laminadas a Quente
  • Arames
  • Barras Acabadas a Frio
  • Tubos para Oleodutos
  • Produtos Tubulares para Campos Petrolíferos
  • Produtos Tubulares Especiais

Grupos de Classificação do Aço-liga

Fonte: InfoMet – Aços e Ferros Fundidos – Vicente Chiaverini – 7ª edição